Para uma descida Graciosa

27 Agosto 2009

Aqui vão as dicas do ciclista André Pasqualini para os paulistanos e demais ciclistas que pretendem descer a Serra da Graciosa neste final de semana no Encontro de Bicicletadas do Brasil.

Para quem não vai descer pedalando

Temos a opção do trem que custa cerca de 35 reais. Já tem uma galera que vai descer de trem, portanto acho melhor essa galera, no sábado a tarde ir comprar essa passagem. Dá para ir de bicicleta mas eu sugiro que o pessoal que vai de trem, não leve a sua bicicleta. Isso porque tem uma galera de Curitiba e de Floripa que irão descer pedalando e voltarão de carona no bonde para Curitiba. Portanto, se os que não descerem pedalando puderem ceder seus espaços para essa galera, nós agradecemos.

Outra opção “de grátis” será descer com o Ônibus que irá nos buscar em Morretes. Não sei o horário, mas ele deve sair da cidade por volta das 10h00.

Para quem vai descer pedalando

O que levar para a viagem?

Roupas apropriadas para viagem, pedalar na estrada não é a mesma coisa que pedalar trechos curtos na cidade. A roupa de ciclista pode parecer coisa de viado, mas é assim pois é mais apropriada para pedalar longas distâncias. Não fiquem receosos, temos muitos amigos que já vestiram essas roupas e não mudaram sua preferência sexual. Todos continuaram viados. (brincadeira)

Nas costas apenas mochilas de hidratação, malas no bagageiro sempre.

Comer e hidratar-se durante a viagem. Mochilas de hidratação são ótimas pedidas. Tem bicas, lugares para comprar água, até lugar para mergulhar, mas é bom levar duas garrafinhas no mínimo.

Frutas secas, barras de cereais, gels energéticos, tudo isso ajuda muito a manter o bucho cheio e hidratado durante a viagem.

Levem protetor solar e abusem dele. Excesso de sol e a falta de protetor solar pode levar a uma desidratação e é muito importante que o ciclista identifique possíveis sinais de desidratação. Os principais sintomas de desidratação são: boca seca, dor de cabeça, fraqueza, fadiga, vertigem (tontura), irritabilidade e cãibras musculares (espasmos musculares). Se os sintomas persistirem, ou incluirem desorientação, ondas de calor, calafrios, vômitos, náuseas e/ou alteração da consciência, a coisa tá feia.

Não se assustem, é comum ocorrer pequena desidratação numa atividade física, o que não podemos deixar acontecer é que ela se descontrole. Sempre informar alguém quando ocorrer alguns desses sintomas e sempre se manter hidratado.

Sugiro que todos comprem o Hidrafix, essa caixa vem com dois flaconetes e caso estejam com algum desses sintomas, tomem um flaconete. É um soro caseiro turbinado com glicose, energia pura. Se a pessoa não tem problema de diabetes, pode tomar.

Voltando ao pedal, no seu início pedalaremos cerca 9 km dentro da cidade até a BR. Nessa fase iremos num único grupo. Entraremos então na Estrada da Graciosa que vai seguir beirando a BR e ali o grupo se dividirá. Alguns irão num ritmo um pouco mais rápido e com poucas paradas. Já o grupo do fundão irá mais tranquilamente, parando em cada topo de subida para esperar os mais lentos. Nesse grupo teremos alguns ciclistas experientes e todos com GPS para ninguém correr o risco de se perder.

O grupo da frente terá como meta os tempos estimados no Bikely. Para ver as previsões acessem:

http://www.bikely.com/maps/bike-path/Descida-da-Graciosa-Morretes

Dá para ver os horários avançando pelas setinhas do menu, ou clicando em Show > Cue Sheet.

O grupo do fundão terá duas horas a mais para realizar o mesmo trajeto. Pedalaremos cerca de 25 km de asfalto até o início da estrada de terra. Depois teremos mais 20 km de terra, mais 12 km de descida e 14 km de plano no final da descida até Morretes.

A descida

Toda atenção é pouca em qualquer descida, não dá para abusar da velocidade se você não tem experiência. Metade da descida é em asfalto, a outra metade é de paralelepípedo. Desça em pequenos grupos, mas sem forçar ultrapassagens em outros ciclistas, principalmente próximos das curvas e evite passar muito colado dos ciclistas mais inexperientes. No trecho de paralelepípedos, os carros irão bem mais devagar do que as bicicletas, evite ultrapassá-los e fiquem a uma distância segura do veículo da frente.

Se possível pare no meio da descida para descansar e curtir o visual, principalmente a galera do fundão. Já os acelerados da frente, tenham o máximo de prudência, não se esqueçam que se acontecer algum acidente, não só a sua viagem poderá ser prejudicada como a de todo o grupo, portanto nada de se empolgar e pedalem com o máximo de prudência.

Como proceder nos contratempos

Pneus furados, problemas mecânicos, não tem que parar todo mundo. Parem apenas dois ciclistas no máximo e o resto continuem a pedalada. Parem apenas para esperar nos pontos de parada mais longas. Depois de consertada a bicicleta os atrasados aceleram para alcançar o resto do grupo . Não deixem ninguém sozinho para trás em hipótese alguma. Eu devo ir no grupo da frente, mas teremos muitas pessoas experientes no grupo de trás.

Levem no mínimo, duas câmaras reservas e remendos. O pessoal é sempre solícito, dificilmente você ficará na mão, mas não é legal sempre abusar da boa vontade alheia. Quem não tem blocagem na roda, que sempre carregue uma chave 15 para não depender de ninguém.

Chegada em Morretes

Se tudo der certo, o pessoal da frente deve chegar em Morretes por volta das 13h00 e ficaremos lá até as 15h00 almoçando. Quem chegar até as 14h00 provavelmente poderá aproveitar o Barreado. Todos devem chegar no restaurante Madalozo até as 15h00, hora que embarcaremos de volta para Curitiba.

Saída de Morretes

As 15h00 saímos de Morretes com destino a Curitiba, chegando por volta das 16h00 no hotel. As bikes do pessoal que desceu pedalando já ficarão em definitivo no ônibus, então teremos uma hora para tomarmos banho, fazer as malas e o Checkout no hotel. Todas as despesas do hotel estarão quitadas, exceto o que a galera vier a consumir no frigobar. Por volta das 17h00, saímos de lá com destino a São Paulo, a previsão de chegada na Paulista é entre meia noite e uma hora da manhã.


Destino: Curitiba

27 Agosto 2009

Vai ocorrer neste final de semana o segundo Encontro de Bicicletadas do Brasil.

Tradicionalmente, várias cidades do país (veja amanhã a relação delas) realizam suas Massas Críticas na última semana de cada mês. Dentre essas, a grande maioria das Bicicletadas acontece na sexta-feira, com umas poucas cidades pedalando aos sábados ou aos domingos.

Entre as cidades que têm Bicicletada aos sábados está Curitiba (onde há uma promessa de implantação de sistema cicloviário). Logo após suas respectivas Massas Críticas, ciclistas e cicloativistas de cidades como São Paulo e Florianópolis adentrarão em ônibus para a grande confraternização que vai ocorrer na capital paranaense.

Bonde de Curitiba 2009

A programação em si é simples:

Sábado, 29 de agosto

Bicicletada Curitiba.
Concentração a partir das 9h30 no pátio da Reitoria da UFPR (R. Amintas de Barros x R. Dr. Fraivre).
Saída às 10h.

Domingo, 30 de agosto

Cicloturismo na Serra da Graciosa.
Saída pontualmente às 7h do Hotel Garden Curitiba.

O primeiro encontro nacional de Bicicletadas ocorreu em julho de 2008 e contou com a presença de 138 pessoas participando da Bicicletada Curitiba e mais 26 cicloturistas descendo a Graciosa. Quem esteve nessa primeira edição com certeza quer estar presente novamente. Duvida? Dê, então, uma olhada nas fotos e relatos do ano passado.

Origem(1): Florianópolis

Assim como no ano passado, cidadãos residentes em Florianópolis estarão neste sábado em Curitiba. A saída dar-se-á após a Bicicletada Floripa de agosto. O caminho para Curitiba será feito em ônibus de linha. Duas empresas oferecem o traslado entre as duas cidades. A Eucatur terá o seu último ônibus saindo às 20h10, com passagem custando R$27,00. A Auto Viação Catarinense deverá ser a utilizada pela maioria dos participantes. Ela oferece horários às 21h15 e às 23h15. O preço da passagem, entretanto, é R$ 41,26.

Não houve problemas nas últimas vezes que se almejou levar a bicicleta não desmontada nos ônibus de nenhuma dessas duas companhias. Leve consigo, porém, elásticos/cordas/aranhas/correntes para prender a sua bicicleta no interior do ônibus.

Os participantes devem se acomodar parte em casa de amigos e parte no próprio Hotel Garden Curitiba. O hotel estará inteiramente a serviço dos participantes da Bicicletada de São Paulo, mas algumas pessoas de Floripa devem pernoitar por lá a um preço mais camarada (R$25,00 com café-da-manhã), mas sem conforto. Aconselhável levar colchonete ou saco-de-dormir.

Origem(2): São Paulo

Quem pretende vir de São Paulo pode encontrar mais informações sobre a viagem no CicloBR. O pacote inclui traslados entre São Paulo e Curitiba, e Curitiba e Morretes (para quem não quiser passar pela Serra da Graciosa de bicicleta, mas desejar curtir o visual), hospedagem e algumas refeições. O ônibus que os levará para o encontro deve chegar à Praça do Ciclista às 23h30 de sexta-feira.

Outras origens…

Tem-se informações de pessoas vindo de Maringá (PR) para essa confraternização cicloativista. Do mesmo modo, parece que duas pessoas devem chegar a Curitiba saindo de Florianópolis de bicicleta mesmo.

O que fazer em Curitiba

Além de conhecer a cidade de bicicleta, o Pedalante deu uma sugestão para visitação: a I Bienal do Livro de Curitiba.

Fora isso, quem não conhece Curitiba pode encontrar outras sugestões do que visitar aqui ou aqui.

Descendo a Graciosa

As dicas para a descida da Graciosa podem ser encontrada aqui.


Livro “Ciclismo: Um giro pela Europa”

24 Agosto 2009

“Ciclismo: um giro pela Europa” (2ª ed., Editora da UFSC, Florianópolis, 2006, 168p.) conta a história de seu autor, Paulo MS Coelho Santos, que, em 1986, junto com os amigos Hercílio da Costa Neto e Murilo Krüger, concretizou o projeto “Giro ciclístico visitando universidades européias”.

Em uma narrativa corrida e de fácil leitura e compreensão, o livro aborda desde a idéia original, surgida em meio a uma conversa ao acaso, as dificuldades dos então estudantes com apoios e patrocínios na preparação para a viagem até, claro, a conclusão da aventura após mais de 8000 km percorridos em pouco mais de 5 meses, em roteiro que incluiu Portugal, Espanha, França, Bélgica, Holanda, Alemanha, Luxemburgo, Suíça, Itália, San Marino, Vaticano e Mônaco.

O texto relembra causos passados durante a empreitada e, através deles, mostra aspectos da cultura dos povos desses países, bem como a relação destes com os viajantes e com a bicicleta.

Ciclismo - Um giro pela Europa - capa


Dresden, uma cidade boa para se pedalar

15 Julho 2009

O texto abaixo foi publicado nesta postagem do Cleber Gomes no blogue O Gregário em 22 de junho de 2009.

O Gregário - logo

O bom exemplo vem do Velho Continente

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Estive recentemente nas cidades de Dresden e Binsen no velho continente, mais especificamente na Alemanha, em viagem de negócios, mais uma vez voltei ao Brasil com a sensação de viver em um país realmente curioso.

Me encanta como alguns países da Europa tratam alguns assuntos de uma maneira inteligente, priorizando a qualidade de vida de sua população, mostrando ao mundo como existem maneiras de vivermos em harmonia, com esforço e força de vontade se consegue as coisa por lá.

Nasci, estudei e me formei em Joinville, e desde criança tive na bicicleta um instrumento de diversão, prática de exercício físico e prazer. Posteriormente competindo profissionalmente, inclusive defendendo as cores do Brasil em campeonatos mundiais, pan-americanos e várias competições nacionais e na América do Sul principalmente.

Sempre me perguntei porque uma cidade como Joinville, intitulada como a Cidade das Bicicletas, que foi colonizada principalmente por Europeus, e que utilizou por décadas a bicicleta como meio de transporte dos milhares de trabalhadores das grandes fábricas da cidade, não dava condições e estrutura aos cidadãos Joinvillenses de utilizarem suas bicicletas.

Ao desembarcar em Dresden percebi que aquela era realmente uma cidade modelo no que diz respeito ao transporte público e qualidade de vida. A cidade possui modernos trens urbanos de diferentes tamanhos e formatos, com ônibus modernos e de ultima geração, serviços excelentes de táxi e claro, não pude deixar de perceber a quantidade de bicicletas em quase todas as ruas, estacionadas nas calçadas, amarradas em locais específicos para as “magrelas”, e a quantidade de pessoas pedalando. A sinalização nas ruas (quase todas), me chamou a atenção logo de início, o que faz possível a utilização da bicicleta para quase todas as atividades diárias e quotidianas dos Alemães, foi pura nostalgia para quem é amante da bike.

Praticamente todas as ruas da cidade tem ciclovia, o que torna o acesso das bicicletas possível em todos os lugares da cidade, a sinalização está em 100% das ciclovias fazendo com que o sentido que se anda seja obedecido e fazendo com que o ciclista esteja seguro na sua via de rolagem, todos os cruzamentos onde existem semáforos tem um semáforo para as bicicletas e seus ciclistas, fazendo assim com que os mesmos saibam onde e quando devem parar para não causarem acidentes com os temidos inimigos dos grandes centros urbanos os famosos carros e motos.

Apesar de ver e de ter usado toda essa estrutura fantástica, que é excelente, que é inimaginável de se encontrar algum dia na nossa Joinville “Cidade das Bicicletas”, tenho que admitir que o povo Alemão que faz com que tudo isso dê certo, respeito, educação, bom senso e preocupação com a vida e o bem estar.

Tenho que admitir e contar um fato curioso, ao adquirir minha Pinarello, fui ansioso fazer um treino nas montanhas, passando por um vilarejo lindo, furei o sinal como seu eu estivesse aqui no Brasil, e tomei uma BRONCA dos carros, das pessoas na calçada e as que passaram por mim, fiquei me sentindo tão mal que não voltei à repetir tal atitude, ou seja, passei à fazer o básico que é respeitar os outros.

As crianças da Alemanha já aprendem desde cedo que a bicicleta é importante, faz bem para a saúde, é mais econômica como meio de transporte, não polui, evita várias doenças por ser se tratar de um exercício físico, diminui o tempo nos trajetos urbanos, é um meio de propaganda, enfim tudo isso e mais um pouco. Sei que não é fácil acreditar nesse mundo perfeito, mas basta dar uma olhada no dia a dia dos Alemães para testemunhar cenas das mais diversas, como bebês confortavelmente acomodados em carrinhos especiais sendo rebocados pelas bicicletas de seus pais , senhoras com seus maridos passeando nas diversas ciclovias com vista para o magníficos e límpidos rios e montanhas, locais de tirar o fôlego de tão bonitos, executivos em seus ternos pretos em cimas de suas bikes no centro da cidade indo para o trabalho, jovens e mais jovens indo de um lado para o outro, enfim é ver para crer.

A nossa Joinvile tinha tudo para ser um local ideal para as bikes, pois é uma cidade muito plana, tem bastante árvores para dar sombra nos caminho, o centro não fica muito longe dos bairros, enfim, seria sensacional.

Hoje vejo, (admito que fiquei surpreso), que Joinville está tentando estabelecer um processo inteligente de criação de ciclovias para os milhares de ciclistas da cidades, mas infelizmente a falta de visão dos nossos administradores, comerciantes e principalmente dos motoristas de carros jogam contra esta iniciativa tão importante para a cidade e para a população. Vejo Joinville um passo na frente no aspecto do transporte e qualidade de vida com esta iniciativa, podendo com este projeto ser uma referência nacional sobre o aspecto de desenvolvimento urbano.

Me indigna o pensamento onde o ser humano tem que adaptar suas vidas, cidades, vias urbanas e os centros por causa dos carros, onde o racional seria os carros se adaptarem à nós pessoas. Não podemos achar que os carros são a prioridade das cidades, tentem imaginar o que serão nossas cidades e vidas nas próxima décadas com o volume de carros que teremos a mais à cada ano, a prioridade são as pessoas.

Fazendo uma alusão à Europa vejo que o povo, a cultura e o bom senso regem a harmonia entre pessoas, ciclistas, motos, carros, onde todos tem seu espaço, seus direitos e principalmente o direito de ter a opção pelo transporte adequado e preferido de cada cidadão, ou seja, o povo é o responsável por fazer as coisas darem certo ou não

Boa pedalada…!!!

Anderson Zommer*

O Gregário - 2009-06-22 fig.1 - Foto: Anderson Zommer.

* Anderson Zomer começou a peladar em uma Bici-Cross nas ruas do bairro Glória, em Joinville. Mais tarde passou a se dedicar no ciclismo de estrada, onde conquistou vitórias, respeito e admiração. Atualmente compete pela equipe de Joinville, MALHAVIL/FELEJ.

Estive recentemente nas cidades de Dresden e Binsen no velho continente, mais especificamente na Alemanha, em viagem de negócios, mais uma vez voltei ao Brasil com a sensação de viver em um país realmente curioso.

Me encanta como alguns países da Europa tratam alguns assuntos de uma maneira inteligente, priorizando a qualidade de vida de sua população, mostrando ao mundo como existem maneiras de vivermos em harmonia, com esforço e força de vontade se consegue as coisa por lá.
Nasci, estudei e me formei em Joinville, e desde criança tive na bicicleta um instrumento de diversão, prática de exercício físico e prazer. Posteriormente competindo profissionalmente, inclusive defendendo as cores do Brasil em campeonatos mundiais, pan-americanos e várias competições nacionais e na América do Sul principalmente.
Sempre me perguntei porque uma cidade como Joinville, intitulada como a Cidade das Bicicletas, que foi colonizada principalmente por Europeus, e que utilizou por décadas a bicicleta como meio de transporte dos milhares de trabalhadores das grandes fábricas da cidade, não dava condições e estrutura aos cidadãos Joinvillenses de utilizarem suas bicicletas.
Ao desembarcar em Dresden percebi que aquela era realmente uma cidade modelo no que diz respeito ao transporte público e qualidade de vida. A cidade possui modernos trens urbanos de diferentes tamanhos e formatos, com ônibus modernos e de ultima geração, serviços excelentes de táxi e claro, não pude deixar de perceber a quantidade de bicicletas em quase todas as ruas, estacionadas nas calçadas, amarradas em locais específicos para as “magrelas”, e a quantidade de pessoas pedalando. A sinalização nas ruas (quase todas), me chamou a atenção logo de início, o que faz possível a utilização da bicicleta para quase todas as atividades diárias e quotidianas dos Alemães, foi pura nostalgia para quem é amante da bike.
Praticamente todas as ruas da cidade tem ciclovia, o que torna o acesso das bicicletas possível em todos os lugares da cidade, a sinalização está em 100% das ciclovias fazendo com que o sentido que se anda seja obedecido e fazendo com que o ciclista esteja seguro na sua via de rolagem, todos os cruzamentos onde existem semáforos tem um semáforo para as bicicletas e seus ciclistas, fazendo assim com que os mesmos saibam onde e quando devem parar para não causarem acidentes com os temidos inimigos dos grandes centros urbanos os famosos carros e motos.
Apesar de ver e de ter usado toda essa estrutura fantástica, que é excelente, que é inimaginável de se encontrar algum dia na nossa Joinville “Cidade das Bicicletas”, tenho que admitir que o povo Alemão que faz com que tudo isso dê certo, respeito, educação, bom senso e preocupação com a vida e o bem estar.
Tenho que admitir e contar um fato curioso, ao adquirir minha Pinarello, fui ansioso fazer um treino nas montanhas, passando por um vilarejo lindo, furei o sinal como seu eu estivesse aqui no Brasil, e tomei uma BRONCA dos carros, das pessoas na calçada e as que passaram por mim, fiquei me sentindo tão mal que não voltei à repetir tal atitude, ou seja, passei à fazer o básico que é respeitar os outros.
As crianças da Alemanha já aprendem desde cedo que a bicicleta é importante, faz bem para a saúde, é mais econômica como meio de transporte, não polui, evita várias doenças por ser se tratar de um exercício físico, diminui o tempo nos trajetos urbanos, é um meio de propaganda, enfim tudo isso e mais um pouco. Sei que não é fácil acreditar nesse mundo perfeito, mas basta dar uma olhada no dia a dia dos Alemães para testemunhar cenas das mais diversas, como bebês confortavelmente acomodados em carrinhos especiais sendo rebocados pelas bicicletas de seus pais , senhoras com seus maridos passeando nas diversas ciclovias com vista para o magníficos e límpidos rios e montanhas, locais de tirar o fôlego de tão bonitos, executivos em seus ternos pretos em cimas de suas bikes no centro da cidade indo para o trabalho, jovens e mais jovens indo de um lado para o outro, enfim é ver para crer.
A nossa Joinvile tinha tudo para ser um local ideal para as bikes, pois é uma cidade muito plana, tem bastante árvores para dar sombra nos caminho, o centro não fica muito longe dos bairros, enfim, seria sensacional.
Hoje vejo, (admito que fiquei surpreso), que Joinville está tentando estabelecer um processo inteligente de criação de ciclovias para os milhares de ciclistas da cidades, mas infelizmente a falta de visão dos nossos administradores, comerciantes e principalmente dos motoristas de carros jogam contra esta iniciativa tão importante para a cidade e para a população. Vejo Joinville um passo na frente no aspecto do transporte e qualidade de vida com esta iniciativa, podendo com este projeto ser uma referência nacional sobre o aspecto de desenvolvimento urbano.
Me indigna o pensamento onde o ser humano tem que adaptar suas vidas, cidades, vias urbanas e os centros por causa dos carros, onde o racional seria os carros se adaptarem à nós pessoas. Não podemos achar que os carros são a prioridade das cidades, tentem imaginar o que serão nossas cidades e vidas nas próxima décadas com o volume de carros que teremos a mais à cada ano, a prioridade são as pessoas.
Fazendo uma alusão à Europa vejo que o povo, a cultura e o bom senso regem a harmonia entre pessoas, ciclistas, motos, carros, onde todos tem seu espaço, seus direitos e principalmente o direito de ter a opção pelo transporte adequado e preferido de cada cidadão, ou seja, o povo é o responsável por fazer as coisas darem certo ou não.
Boa pedalada…!!!

Pedale pelas trilhas da Grande Florianópolis

3 Junho 2009

A reportagem abaixo foi publicada no jornal universitário Zero em abril de 2008. Você pode conferir a matéria em .pdf aqui ou aqui.

Zero abril 2008 - logoTrilhas mapeadas auxiliam ciclistas pelas matas de Florianópolis e região

Uma sequência de subidas e descidas, mais subidas do que descidas. A lama do percurso faz a bicicleta patinar e exige um esforço maior das pernas já cansadas em pedalar. O calor era sufocante. Ao chegar ao topo, sob a sombra de goiabeiras e araçazeiros, a vista para as praias do Norte da Ilha compensa todo o esforço e mostra como um passeio desse pode dar prazer. A trilha de Ratones-Vargem Pequena, que passa pelo terreno do qual foi retirada a terra para a construção da SC – 403, é dura, mas representa a essência do Mountain Bike.

Um grupo de ciclistas criou um novo estilo de ciclismo que fazia trilhas em montanhas e estradas de terra da Califórnia. Esta prática aos poucos foi ficando popular e com o tempo provas começaram a ser organizadas. No Brasil o esporte só começou a surgir nos anos 80, quando foram feitos os primeiros campeonatos. Em Santa Catarina um dos pioneiros foi o publicitário Luiz Marcos Peixoto, 37 anos. Em 1987, Peixoto já fazia trilhas em Florianópolis com uma bicicleta adaptada, cujas peças havia retirado de uma “Caloi 10”, primeira bicicleta com marchas a ser produzida e comercializada no Brasil. O publicitário garante que só ficou sabendo mesmo o que era Mountain Bike em 89, quando ao passar por uma banca viu uma revista especializada falando sobre o esporte que ele já praticava há algum tempo.

Mapeamento de trilhas garante descoberta de novas paisagens de Florianópolis. Foto: Cauê Oliveira.

Mapeamento de trilhas garante descoberta de novas paisagens de Florianópolis. Foto: Cauê Oliveira.

Ao ver uma picada aberta no meio da mata, Peixoto se arrisca sobre ela e vai descobrindo um novo caminho. No sábado, véspera de Páscoa, a equipe do Jornal Laboratório ZERO acompanhou uma dessas aventuras. Peixoto foi por um caminho diferente e acabou encontrando uma outra trilha já usada por ciclistas que praticam o downhill, um tipo de Mountain Bike descida abaixo em alta velocidade e que proporciona momentos de radicalidade extrema. O publicitário anota todas as novas coordenadas através de um GPS e um bloco de anotações que carrega junto à sua bicicleta e depois disponibiliza a nova rota na Internet.

Com isso, o publicitário desenvolveu o site TrilhasBR (www.trilhasbr.com.br), em novembro de 2007, mapeando as trilhas de Florianópolis e região. Assim, os “trilheiros” de outras partes do Brasil e até do mundo podem fazer turismo de aventura na cidade.

Nele, o internauta encontra mapas, planilhas e coordenadas GPS de onze trilhas espalhadas por toda a ilha e continente. O site contém o maior número de informações sobre lugares para se praticar Mountain Bike em Florianópolis na rede, além de fotos e imagens de satélite. “Com o site, procuro dar total segurança no que se refere à localização exata das trilhas e suas dificuldades”, explica Peixoto. “Além dos cuidados e dicas para se fazer uma boa trilha, como os equipamentos de segurança e o tipo correto de bicicleta para cada pessoa e prática”, complementa.

Por Márcio Barcellos

Trilha Ratones-Vargem Pequena


CicloAitiara – uma idéia genial

18 Maio 2009

Projeto CicloAitiara

A idéia é incrível: adquirir conhecimentos, tanto curriculares quanto de vida, através de experiências pessoais. Agora a grande sacada: sobre duas rodas. Pois é isso o que está acontecendo desde o dia 14 de maio com 26 alunos da Escola Waldorf Aitiara, de Botucatu, no interior do Estado de São Paulo. Os alunos, do 11º ano, estão envolvidos no Projeto CicloAitiara. Durante 11 dias, os estudantes percorrerão, de bicicleta, cerca de 300km entre as cidades de São Miguel Arcanjo (SP) e Paranaguá (PR). E, no meio do caminho, aprenderão conteúdos de biologia, filosofia e história, entre outros.

Do ponto de vista didático, os jovens perceberão, no percurso, como a fauna, a flora e os aspectos físicos interagem para formar os ecossistemas e como as populações humanas moldam o ambiente e são moldadas por ele. A diferença é que os alunos perceberão isso na prática. Eles observarão as diferentes comunidades humanas e prestarão atenção aos valores importantes em cada uma delas e como esses valores tiveram a sua origem.

Cicloaitiara 006

Aprendizado, vivência e – por que não? – diversão! O Projeto CicloAitiara une o útil ao agradável. Através da experiência de uma cicloviagem em grupo – e de tudo o que ela pode proporcionar: coletividade, solidariedade, companherismo -, os alunos adquirem novos valores, novos pontos de vista, enxergam situações sob ópticas diferentes, podem perceber realidades de maneiras bem mais profundas do que se estivessem em sala de aula. Estimulam a memória de modo a não apenas decorarem o que lhes foi passado – os alunos aprendem por terem vivenciado as situações!

A utilização da bicicleta nesse percurso tem motivos especiais… Além de ser um transporte ecologicamente correto e também proporcionar velocidades que permitam às pessoas tanto observar atentamente o seu redor quanto perceber as variações ambientais que se apresentam no caminho, as pessoas vêem-se valorizadas em cumprir toda essa aprendizagem dependendo-se de si mesmas para cumprirem os seus trajetos. Afinal, os jovens esforçaram-se para tanto e, com certeza, conseguirão chegar a Paranaguá com um vasto conhecimento novo.

No meio disso tudo, a bicicleta valoriza o aprendizado e é, por sua vez, valorizada. Os alunos provam que a bicicleta é um meio de transporte que, além de poder ser usado para locomoção urbana e viagens, pode ser um veículo de ensino, aliado da educação.

Fique por dentro

Além dos 26 estudantes, 3 professores, 2 pais de alunos e mais 4 ciclistas urbanos participam do Projeto CicloAitiara. Os alunos e professores estão relatando a experiência num blogue. Várias postagens estão engraçadas e vale muito a pena acompanhar os textos até o final da viagem.

Um dos ciclistas que estão lá para auxiliar e acompanhar os alunos, André Pasqualini também está mantendo um diário de bordo da viagem e disponibilizando seus álbuns de fotos.

Saiba mais:

SP: Alunos de escola rural percorrem 300km de bicicleta – matéria do Iuri Rubim no Blog das Ruas sobre a empreitada.

Obs.: este blogue ainda não está adotando todas as regras do Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa.


Grupo da “Travessia Pacífico-Atlântico” fará palestra na UFSC

15 Maio 2009

Na próxima segunda-feira, 18 de maio, haverá, no auditório da Reitoria da UFSC, a apresentação do projeto “Travessia Pacífico-Atlântico – O Desafio pela Sustentabilidade”. Nessa empreitada, sete jovens percorreram o Chile e a Argentina, passando por diversos parques nacionais, sempre utilizando-se, para o deslocamento, as suas bicicletas.Travessia Pacífico-Atlântico - O Desafio pela Sustentabilidade

Os tópicos abordados na palestra serão:

- Cicloturismo;
- Apresentação da viagem;
- Parques nacionais da Argentina e Chile;
- Apresentação do “Plan Santiago en Bici”;
- Bicicletada Santiago;
- Exposição de fotos;
- Vídeo da viagem.

Saiba mais:

Travessia Pacífico-Atlântico – site oficial do projeto.


Cicloturismo é tema de workshop em Florianópolis

11 Maio 2009

O workshop “Cicloturismo e suas perspectivas no Brasil” está sendo realizado desde ontem 10 de maio, no Canto da Ilha Hotel, na Ponta das Canas, em Florianópolis. O workshop seguirá até esta terça-feira, quando haverá um passeio ciclístico promovido pelo Caminhos do Sertão.

As inscrições podem ser feitas na hora ou através deste site, onde também se encontra a programação, descrita abaixo. A inscrição é de R$20,00. Atletas federados, associados a clubes e estudantes pagam metade desse valor.

Workshop Cicloturismo

Programação

1°dia Domingo
07h00min às 08h00min- Café da manhã
08h10min às 10h10min- Walter Magalhães
10h20min às 11h50min- Caminhos do Sertão
12h00min às 13h00min- Almoço
13h10min às 15h10min- Antônio Olinto
15h20min às 16h50min- Circuito Vale Europeu
17h00min às 17h30min- Coffee break
17h40min às 19h00min- Equipe Sundown (Psheid)
20h00min às 21h00min- Jantar

2°dia Segunda – feira
07h00min às 08h00min- Café da manhã
08h10min às 10h10min- Central Bikes (oficinas)
10h20min às 11h50min- Central Bikes (oficinas)
12h00min às 13h00min- Almoço
13h10min às 15h10min- Secretaria de Turismo
15h20min às 19h00min- Stands de divulgação
20h00min às 21h00min- Jantar

3° dia Terça – feira
7h30min- Passeio ciclístico “Caminhos do Sertão”


Por falar em Imigrantes…

7 Março 2009

eco?vias_logoÉ uma pena que mentalidades demoram a mudar. Que o diga a Rede Globo, em cujo programa SPTV 2ª Edição de 03 de março, veiculou a triste matéria de uma pessoa atropelada no acostamento da Imigrantes e, ao final dela, cometeu equívocos lastimáveis ao afirmar que ciclistas e pedestres não devem transitar pelo acostamento, o que contradiz o Código de Trânsito Brasileiro (lembremos que não há calçadas e muito menos ciclovias nas pistas do Sistema Anchieta-Imigrantes).

Muita gente acredita que o acostamento da rodovia é um lugar inseguro para se realizar atividades de transporte ativo, seja caminhar, seja  pedalar. Entretanto, a maioria simplesmente se esquece de que não são as pessoas que representam o perigo às suas próprias vidas, mas sim os motoristas desatentos que colocam outras vidas em risco, a Polícia Militar Rodoviária paulista que não coibe os excessos de velocidade praticados na Imigrantes e até mesmo coloca vidas em perigo (sem contar que ela desconhece a legislação pertinente), a ARTESP que se contradiz sobre o assunto e não protege os seus usuários (além de não respeitar os seus princípios) e a Ecovias que impede ilegalmente os ciclistas de pedalarem até a Baixada Santista.

Sugestões

O que se pode fazer para não oferecer riscos aos pedestres e ciclistas que necessitem utilizar as rodovias, direito que lhes é garantido? Em primeiro lugar, campanhas de educação no trânsito são fundamentais. A fiscalização em cima de veículos automotores são importantes para coibir infrações de trânsito que possam acarretar em acidentes ou diminuir a fluidez das vias. Em questão de infraestrutura, a descida aos municípios do litoral central paulista conta com um grande aliado: a Estrada de Manutenção, que já foi projetada visando a, no futuro, ser um roteiro cicloturístico. Há três pontos na rodovia dos Imigrantes que são emblemáticos para o ciclista alcançar a Estrada de Manutenção. Talvez o mais emblemático – e provavelmente mais perigoso – seja justamente no km 40,8, onde há a Via de Acesso à Anchieta. O que a Ecovias pode fazer aí são elevados que permitam aos ciclistas chegarem em segurança 500m à frente, no mesmo acostamento da pista que desce ao litoral. Nesse lado, há uma das entradas para a Manutenção.

Outras possibilidades levam em consideração a construção de passarelas  interligadas com 4 saídas: em cada uma das duas pistas antes e logo depois da Via de Acesso. Isso evitaria os pontos mais críticos do km 41, não expondo os ciclistas a riscos, e, ao mesmo tempo, não prejudicaria o fluxo dos demais veículos na rodovia.

Sonho. Imaginação. Devaneio.

Veja mais:

Bicicletada Interplanetária 2008


Mais da Interplanetária – Esses motoristas…

7 Março 2009

Sabem, às vezes as pessoas assistem aos nossos vídeos postados no Youtube. Apesar de o vídeo sobre a Bicicletada Interplanetária mais visto ter sido aquele em que a própria Ecovias se enrola (pelo menos dentre aqueles que disponibilizei),  um comentário no primeiro vídeo, quando eu ainda estava a alguns quilômetros dos mais de 200 ciclistas que íam ao litoral, obrigou-me a fornecer uma resposta, que replico abaixo.

é divertidoo né? voces gostam de bicicleta. néé?
eu quero não quero nem ver a hora que um caminhão ou um carro sair pro acostamento pra desviar de algo na pista ou até mesmo sem querer e matar uns 3 de voces por acidente. Será que só assim vocês ciclistas vão tomar conciencia que estrada não é lugar de voces ficarem se divertindo de bicicleta. Não to aqui pra dar lição de moral, cada um sabe o que faz, é só um conselho de Amigo.

Diante disso, resolvi fazer-lhe um conselho e uns lembretes:

Na verdade, é divertido sim! Andar de bicicleta é muito mais divertido (e rápido) do que estar em um automóvel parado nos 21km de congestionamento que teve a mesma via dia desses. Sendo sincero, eu também não quero ver essa hora. Afinal, não quero ver um crime cometido na minha frente.

Será que vocês, motociclistas, motoristas e caminhoneiros vão ler os livrinhos da autoescola e saber que os ciclistas (e skatistas e patinadores e pedestres) têm direitos e preferências em relação a vocês? A gente estava sim se divertindo, mas ainda mais: estávamos nos deslocando! Eu, pelo menos, saí de Florianópolis para ir para a Praia Grande, cheguei no mesmo dia e, coincidentemente, encontrei centenas de ciclistas. Se tivesse ônibus de Florianópolis para Praia Grande, até pensava em ir de busão, mas na falta dele, vou fazer cumprir os meus direitos. A estrada não é lugar de motoristas irresponsáveis e motociclistas idem realizarem suas manobras “radicais” que colocam vidas de outrem em risco. A rodovia só é perigosa porque as pessoas desrespeitam a vida de outrens. É praticamente impossível um ciclista colocar a vida de outra pessoa em risco.

Eu queria muito que cada um soubesse o que faz, assim eu poderia ir de bicicleta a Santos sem que tivesse um policial transgressor de regras em meu caminho e com a certeza de que os automóveis me respeitariam e não atentassem contra a minha vida.

Se por ventura, você passar, seja numa rodovia ou numa rua tranqüila por um ou vários ciclistas, reduza a velocidade de seu automóvel, passe a 1,5m dele(s) e – por que não? – cumprimente-o(s).

Num futuro não muito distante, é você quem pode estar de bicicleta naquela mesma situação. Provavelmente seus filhos e seguramente seus netos passarão por situação semelhante apoiados no selim de uma bicicleta.

Não estou aqui para dar lição de moral, é só um conselho de amigo.

Por Fabiano Faga Pacheco

Saiba mais sobre a Bicicletada Interplanetária:

Cobertura completa do “Bicicleta na Rua”

(I) Interplanetária – O período precedente
(II) Interplanetária – Rodas a girar rumo ao litoral
(III) Interplanetária – As primeiras infrações da PMR e os bloqueios
(IV) Quantos ciclistas tinham, afinal?
(V) Interplanetária – Perseguição policial
(VI) Interplanetária – Ciclistas são impedidos de pedalarem até o litoral
(VII) Interplanetária – Policiais cumprem horas extras para bloquear descida de ciclistas ao litoral
(VIII) Interplanetária – Policiais ignoram leis
(IX) Interplanetária – Polícia Rodoviária gasta mais de R$16 500,00 impedindo ciclistas de irem ao litoral
(X) Interplanetária – Bares amigo e não amigo dos ciclistas
(XI) Interplanetária – Os primeiros a chegarem a Santos
(XII) Interplanetária – Bloqueio dos Caminhos do Mar
(XIII) Interplanetária – A Estrada da Xiboca
(XIV) Interplanetária – “Pequenos” problemas técnicos: o pneu vegano e a Estrada de Manutenção
(XV) Interplanetária – Santos, enfim!
(XVI) Interplanetária – Faltam bicicletários no Litoral Plaza Shopping
(XVII) Interplanetária – O retorno a São Paulo

Veja também

Bicicletada Interplanetária 2008

Relatos:

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