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Guia Rápido de Mobilidade de Florianópolis

É isso mesmo! O parceiro Mobfloripa lançou este ano a sua quarta edição do Guia Rápido de Mobilidade e ela veio repleta de novidades.

Vejam um enxerto das informações desta página explicativa do MObfloripa e clique sobre a imagem abaixo para baixar o guia.

Desenhado para ser prático na visualização das informações, o Guia Rápido aponta as melhores opções de locomoção em Florianópolis em termos de serviços públicos e privados. Os transportes coletivos, ordenados por origem e destino, apresentam as principais linhas existentes com seus respectivos terminais. Da mesma forma, as informações sobre táxi são ordenadas por origem e destino, dispondo uma lista das distâncias, tarifas aproximadas e tempos médios de uma corrida de táxi de um ponto a outro.

A seção Rotas do Sol é uma novidade que vai auxiliar os turistas a conhecer os quatro cantos da Ilha de Santa Catarina utilizando apenas o transporte coletivo. Nela estão dispostos quatro opções de passeios completos – para o Sul, Leste, Norte e Nordeste da Ilha -, listados com os horários de saída dos ônibus dos terminais correspondentes. São passeios que começam de manhã e terminam no final da tarde, sempre com o ônibus retornando para o TICEN (Terminal de Integração do Centro).

O Guia Rápido de MObilidade também dispõe de informações sobre passeios turísticos, transporte aéreo e aluguéis de carros, motos, vans e bicicletas. O destaque vai para o mapa da mobilidade da Ilha que aponta a localização das melhores praias, das áreas de ciclovia existentes na cidade, as principais saídas de barco, os postos de combustíveis e o posicionamento dos terminais de transporte, entre outros detalhes úteis ao visitante. A publicação tem detalhes em inglês e espanhol, auxiliando o turista estrangeiro, e lista ainda telefones úteis para dar mais segurança a quem o utiliza.

Os parceiros do MObfloripa para esta edição são Prefeitura Municipal de Florianópolis, Secretaria Municipal de Turismo, Cultura e Esporte, Secretaria Municipal de Transportes, Mobilidade e Terminais, Convention and Visitors Bureau, ViaCiclo, Setuf, Petrobrás, Biguaçu e Emflotur, FITZZ E-Bikes, Loco Motos, Floripa Express, Aerotáxi e Floripa by Bus.

Guia Rapido 2013 MObfloripa Guia Rápido de Mobilidade

Como se pode perceber, a reportagem da Band Santa Catarina, publicada em 5 de março de 2013, já dava sinais de como o manual facilitaria a vida dos turistas e moradores de Florianópolis.

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2° Encontro de Bicicletas Dobráveis em Florianópolis

Nota: em função das chuvas, o encontro foi transferido para o dia 18 de agosto.

Este domingo, 11 de agosto, está reservado para mais uma atividade ciclística legal. Além da Ciclofaixa de Domingo, teremos também o segundo Encontro de Dobráveis de Florianópolis.

Bicicletas menos robustas, portáteis, cabíveis em qualquer ambiente, que podem ser levadas em ônibus, as dobráveis têm um público urbano e fiel, ao menos na capital catarinense.

E é esse público, enaltecedor das vantagens de suas magrelas, que convida a todos para a segunda edição desse encontro. Até mesmo pessoas que não têm uma bicicleta dobrável podem participar, conhecer mais e até mesmo dar uma voltinha na bicicleta de outro participante.

O II Encontro – Dobráveis Floripa irá começar às 16h, no trapiche da Av. Beira-Mar Norte.

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Pré-encontro

Na primeira edição do projeto Ciclofaixa de Domingo, em 28 de julho, os amantes de dobráveis fizeram questão de comparecer, num aquecimento para o encontro deste final de semana.

Time das Dobráveis Floripa com a ViaCiclo e equipe da Ciclofaixa de Domingo. Foto: Maikon Costa.

Time das Dobráveis Floripa com a ViaCiclo e equipe da Ciclofaixa de Domingo. Foto: Maikon Costa.

Atualização em 11 de agosto, às 2h51.

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Charge – Tá tudo congestionado!

charge - Armandinho DC 2013-07-31

A charge acima, de autoria do cartunista Alexandre Beck, foi publicada na pág. 6 do caderno Variedades do periódico Diário Catarinense de 31 de julho de 2013. Veja em PDF aqui.

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Retomada licitação das bicicletas coletivas de Florianópolis

Após ter sido suspensa, a abertura dos envelopes para a implantação do sistema de bicicletas compartilhadas de Florianópolis (Floribike) foi oficialmente remarcada para a próxima quarta-feira, 17 de julho, às 17h, na Secretaria Municipal de Administração e Previdência (SMAP).

Diário Oficial de Florianópolis 2013-07-10

SECRETARIA MUNICIPAL DE CIÊNCIA, TECNOLOGIA E DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO SUSTENTÁVEL

ERRATA DO EDITAL CONCORRÊNCIA Nº. 153/SMAP/DLC/2013 - O Município de Florianópolis, por intermédio da Comissão Permanente de Licitações para Materiais e Serviços do Município de Florianópolis, torna público a os interessados que: ONDE SE LÊ: 153/SMAP/DLC/2013. LEIA-SE: 147/SMAP/DLC/2012. A Comissão.

REABERTURA DA PROPOSTA TÉCNICA CONCORRÊNCIA Nº. 147/SMAP/DLC/2012 - O Município de Florianópolis, por intermédio da Comissão Permanente de Licitações para Materiais e Serviços do Município de Florianópolis, torna público aos interessados que a sessão de abertura da proposta técnica, Concorrência nº 147/SMAP/DLC/2012 (Serviço Público de Locação de Bicicletas) será realizada, no dia 17 de julho de 2013, às 17:00 horas, na Secretaria de Administração e Previdência, situada à Rua Conselheiro Mafra, nº 656, 3º andar, sala 301,  Edifício Aldo Beck, Florianópolis. – Florianópolis, 10 de julho de 2013. A Comissão.

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Opinião: Com a suspensão do Floribike, Florianópolis perde credibilidade

Especial Floribike – Bicicleta na Rua

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(II) Especial Floribike: São Paulo e Rio de Janeiro foram pioneiros
(III) Especial Floribike: Projeto de bicicletas coletivas vem de 2009
(IV) Especial Floribike: Conheça as concorrentes – Compartibike
(V) Especial Floribike: Conheça as concorrentes – Movement Barcelona
(VI) Especial Floribike: Conheça as concorrentes – Serttel
(VII) Especial Floribike: As empresas que ficaram pelo caminho
(VIII) Especial Floribike: A opção por Nova York
(IX) Especial Floribike: Compartilhamento universitário
(X) Especial Floribike: Iniciativa do interior do Paraná é premiada
(XI) Especial Floribike: Bicicletas coletivas que salvam vidas
(XII) Especial Floribike: Como funcionará em Florianópolis

Lançamento do Floribike

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Diversos grupos de ciclistas prestigiaram o lançamento do Floribike
Diversos secretários compareceram à assinatura do edital do Floribike
Idealizadora do sistema de bicicletas coletivas de Florianópolis é homenageada
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Bicicleta pública para criar a cultura na cidade

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Apenas duas empresas são habilitadas a concorrer ao sistema de bicicletas públicas de Florianópolis

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Carta dos alunos da Oceanografia à Reitoria

Os alunos da Oceanografia entregaram nas mãos do chefe de gabinete da reitoria da Universidade Federal de Santa Catarina, Carlos Antonio Oliveira Vieira, na tarde da última sexta-feira, 5 de julho uma carta com reivindicações em relação à postura da instituição diante das situações que levaram à morte da estudante Lylyan Karlinski Gomes, na última segunda-feira, 1º de julho.

Confira na íntegra a nota à imprensa, que também pode ser acessada em PDF.

Nota à imprensa

Na manhã do dia 5 de Julho de 2013, os alunos do curso de Oceanografia, apoiados por sua coordenadoria, pelo movimento Bike Anjo Floripa e pela Associação dos Ciclousuários da Grande Florianópolis (ViaCiclo), em virtude da tragédia ocorrida com a estudante da primeira fase do curso, Lylyan Karlinski Gomes, escreveram e entregaram à Reitoria uma carta solicitando uma audiência com a vice-reitora, para discussão do seguinte conteúdo:

Vimos por meio deste instrumento manifestar nossa indignação com a péssima mobilidade urbana e segurança que circunda nossa instituição e que levou à tragédia ocorrida esta semana, em um dos acessos do Campus, com a estudante da primeira fase do curso, Lylyan Karlinski Gomes. Neste momento, mais do que a dor da perda, sentimo-nos na responsabilidade de reivindicar o amparo da Reitoria à nossa causa e solicitar uma audiência com a Vossa Senhoria. Abaixo, propomos algumas das pautas a serem discutidas.

1 – Construção, adequação e revitalização das sinalizações horizontal e vertical, que priorizem a mobilidade de pedestres e ciclistas tanto na UFSC quanto em seu entorno, num prazo de, no máximo, 6 (seis) meses a partir encerramento do semestre letivo 2013.1. Para as adequações da rótula da Praça Santos Dumont um prazo máximo de até dia 19 de Julho de 2013.

2 – Acesso imediato ao projeto de mobilidade da UFSC, finalizado e aprovado em Dezembro de 2012, financiado pelo Banco do Brasil (com valor estimado em 2.1 milhões de reais) e que prevê também construções de bicicletários, o qual foi mencionado pelo chefe de gabinete da Reitoria, Carlos Vieira, na última Quarta-feira 4 de Julho de 2013, no prédio da Reitoria, durante a manifestação dos alunos do curso e ciclistas.

3 – Participação de alunos na comissão deliberativa do projeto da duplicação da Rua Deputado Antônio Edu Vieira.

4– Apoio à produção e divulgação de campanhas que promovam a correta utilização das vias utilizadas por pedestres, ciclistas e automóveis no interior no entorno do campus universitário, através da gráfica, editora e imprensa da universidade, conforme compromisso assumido pelo chefe de gabinete da Reitoria no dia 4 de Julho de 2013.

5 – Transferência das verbas destinadas aos estacionamentos da UFSC para projetos que priorizem a mobilidade de pedestres e ciclistas. Restrição e/ou diminuição dos estacionamentos da universidade.

6 – Trocar e aumentar o número de estacionamentos de bicicleta da UFSC pelos do modelo aprovado pela prefeitura, num prazo máximo de 1 (um) mês a partir encerramento do semestre letivo 2013.1.

7 – Instalação de lombadas nas entradas do campus universitário.

8 – Formação de uma comissão emergencial que discuta mensalmente e aponte soluções para, pelo menos, os pontos acima listados.

Solicitamos que a data desta audiência seja dia 12 de Julho de 2013.

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Momentos singelos marcaram homenagem a Lylyan

Ghost Bike na Trindade, em Florianópolis

Bicicleta branca será afixada na Trindade

Inquérito instaurado

Corpo de universitária morta em acidente em Florianópolis será sepultado no RS

Clipping G1: Ciclista estava próxima à faixa de segurança

Bicicleta-fantasma homenageará estudante da UFSC

(Vídeo) Ciclista estudante da UFSC morre após ser atingida por ônibus

UFSC lamenta morte de estudante

Estudante de Oceanografia não resiste e falece após ser atingida por ônibus em Florianópolis

Veja também:

Catarinenses às ruas: Nota do Movimento Passe Livre Florianópolis

  1. O Movimento Passe Livre, com apoio da Frente de Luta pelo Transporte, convoca para a próxima terça-feira, 25 de junho, um ato em caráter de ultimato à prefeitura do Sr. César Souza Júnior (PSD) pela Redução Imediata das Tarifas do Transporte Coletivo, seguindo o exemplo de 50 cidades do país, entre elas 14 capitais.

  2. Reivindicamos também o estabelecimento de uma agenda de curto e médio prazo visando o barateamento sistemático das tarifas, rumo a Tarifa Zero no transporte público, instituindo um grupo de trabalho de caráter deliberativo, nos moldes do que foi estabelecido no Distrito Federal, envolvendo também os municípios da região metropolitana.

  3. O MPL reafirma que nenhum Edital de Licitação que a prefeitura venha a lançar que mantenha o REGIME DE CONCESSÃO para exploração do transporte por empresas privadas, resolverá o dilema que envolve o acesso amplo à cidade.

  4. Esclarecemos que as manifestações organizadas pelo MPL e pela Frente não comportam qualquer atitude de intolerância, sendo pautadas pelo espírito democrático e de respeito a todas as organizações políticas, sejam elas partidárias ou não.

  5. Reconhecemos a queixa legítima de manifestantes que não se sentem representados pelo sistema político eleitoral, mas não aceitamos qualquer retrocesso nas conquistas democráticas. Foi na Ditadura Militar que os partidos foram proibidos. Partidos e movimentos sociais são parte do processo democrático e só foram possíveis em um regime de abertura, graças à luta contra a Ditadura Militar.

  6. Chamamos a responsabilidade da Prefeitura de Florianópolis em abrir o diálogo e apresentar soluções concretas ao movimento que hoje toma as ruas da cidade.

Florianópolis, 21 de Junho de 2013.

Leia mais sobre o Brasil nas Ruas

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(Mobilidade nas Cidades) Caminhar e pedalar salvam vidas

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O médico da UNIMED e pesquisador da UDESC Tales de Carvalho fez uma compilação de diversos estudos dos últimos anos para fazer um paralelo entre a saúde e a mobilidade urbana. E foi categórico:

- Ser regularmente ativo salva vidas!

Para ele, formas de mobilidade que incluam o caminhar e o pedalar devem ser incentivadas. E mesmo quem usa o transporte coletivo não fica de fora dos benefícios. Afinal, quem pega o ônibus também acaba tendo que caminhar.

E não precisa ser adepto da academia ou ter boa forma física: um estudo de 2001 detectou que 40min diários eram suficientes para reduzir em 31% a mortalidade de cardiopatas. Além disso, outro estudo detectou que, a partir de 50min/dia de atividade física, ocorre regressão de lesóes coronarianas em pacientes aterioscleróticos.

Os benefícios à saúde pública ficam evidentes. A cada US$ 5.000,00 gastos em programas de reabilitação cardíaca (prevenção) economiza-se US$126.000,00 em cirurgia de angioplastia, por exemplo. Sem contar os benefícios físicos e emocionais gerados pela primeira frente ao quadro de recuperação lenta da operação invasiva.

Tales também mostrou outro estudo, de 2002, que compara os benefícios da atividade física entre pessoas cardíacas e não-cardíacas. Em ambos os grupos, quanto mais ativas fossem as pessoas, menor o risco de morte, tanto para cardíacos quanto para pessoas normais. Inclusive, o estudo demonstrou que o risco de morte é maior para pessoas não-cardíacas sedentárias do que para cardíacos ativos.

Sobre o Floribike, sistema de aluguel de bicicletas que está em licitação em Florianópolis, o médico vê como uma oportuniade excelente de gerar impactos positivos na saúde física e mental dos moradores, além de contribuir para a redução dos poluentes no ar.

Tales de Carvalho falou dos benefícios da inserção da atividade física intrínseca aos deslocamentos. Foto: Fabricio Sousa.

Tales de Carvalho falou dos benefícios da inserção da atividade física intrínseca aos deslocamentos. Foto: Fabricio Sousa.

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(Mobilidade nas Cidades) Íntegra da palestra de Gil Peñalosa

(Mobilidade nas Cidades) “As pessoas devem usar o transporte público pelos seus benefícios”

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(Mobilidade nas Cidades) “Precisamos parar de falar e começar a agir”, diz Gil Peñalosa

(Mobilidade nas Cidades) Vídeos sobre o Fórum Internacional

(Mobilidade nas Cidades) Abertura do terceiro Fórum Internacional sobre Mobilidade Urbana

Começa amanhã o 3º Fórum Internacional sobre Mobilidade Urbana

(Mobilidade nas Cidades) Íntegra da palestra de Gil Peñalosa

Confira abaixo, praticamente na íntegra, a palestra que Guillermo Peñalosa proferiu durante o 3º Fórum Internacional sobre Mobilidade Urbana, no dia 3 de abril, em Florianópolis.

Ideal para políticos, gestores e quem não pôde conferir de perto a brilhante explanação do colombiano.

Colaborou Bruno Negri

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O transporte coletivo também foi tema de debates durante o 3º Fórum Internacional sobre Mobilidade Urbana, realizado nos dias 3 e 4 de abril em Florianópolis.

Laurindo Junqueira, ao lançar a pergunta “Qual a cidade que queremos?”, mostrou diversas formas de se utilizar o território urbano, dependendo do modelo de urbe que se deseja ter. Queremos uma cidade de passagem, em que altos fluxos de velocidade dividem a cidade ao meio, permitindo o escoamento de mercadorias, ou queremos uma cidade-estar, em que as relações ocorrem dentro do espaço urbano, com Zonas 30 e locais de baixa velocidade?

Para a primeira opção, rodovias agressivas teriam que conviver com corredores de ônibus ou outro sistema de transporte coletivo. Para a segunda, o transporte coletivo de maior velocidade ocorreria nos entornos dos espaços de convivência, com integração importante com o transporte cicloviário.

Elencando os prós e contras de cada modelo, tendo como base o passado e o presente do município de São Paulo, Junqueira disse que o custo de um sistema de transporte coletivo que opere a 10km/h é o dobro de um cuja velocidade média seja de 30km/h, sendo importante a implantação de um corredor exclusivo para melhorar a eficácia financeira do transporte. Entretanto, outros fatores devem ser considerados para se tomar a melhor decisão técnica. Um dos motivos é que, com o aumento da velocidade dos ônibus nos corredores, sobe também o número de acidentes, em especial com ciclistas e pedestres.

Além disso, a implantação de corredores de ônibus cobre a demanda por um período de 10 a 15 anos, em média. Em São Paulo, os últimos corredores duraram apenas 4 anos até a lotação. Já o metrô supre a demanda por até 50 anos, segundo Junqueira.

Laurindo Junqueira questiona qual o tipo de cidades em que nós queremos viver. Foto: Fabiano Faga Pacheco.

Laurindo Junqueira questiona qual o tipo de cidades em que nós queremos viver. Foto: Fabiano Faga Pacheco.

Estudando a ampliação do metrô de Beijing às vésperas dos Jogos Olímpicos de 2008, a urbanista Yumi Yamawaki, da seccional paranaense da Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura (AsBEA-PR), esclarece que deve-se prestar mais atenção com as estações onde há maior embarque e desembarque de pessoas, que nem sempre são aquelas onde há maior fluxo de pessoas, que geralmente são as estações de passagem ou de baldeação. São nas estações de embarque e desembarque onde deve haver melhores formas de integração com outros modais de transporte.

Já Ricardo Fonseca, da AsBEA-SC, cita Gustavo Restrepo para resumir:

- Muito se fala em números, mas pouco em cidadãos. As pessoas devem usar o transporte público pelos seus benefícios, e não pela falta de opção ou por necessidade.

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Artigo: Pensar, enquanto tempo há

O texto abaixo foi publicado na edição impressa do Jornal Notícias do Dia, edição de Florianópolis, em 11 de abril de 2013. Você também pode ler a matéria no site do ND aqui.

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Artigo

Planejarás a tua urbe, enquanto é tempo

Silvio LuzardoAdministrar a cidade no nosso intrincado enredo urbanístico apresenta ao prefeito Cesar Souza Júnior, de Florianópolis, um nó que exige flexibilidade, coragem e decisão atemporal. Difere em envergadura do engenheiro Carlos Sampaio, prefeito do Distrito Federal no Rio de Janeiro, em 1920. O presidente Epitácio Pessoa determinou que preparasse a cidade para os festejos do primeiro centenário de independência do Brasil. E Sampaio enfrentou uma pressão do tamanho do que resolveu atacar: a demolição do morro Castelo! Alegava que o morro, apesar de “histórico” (onde Mem de Sá instalou o governo, em 1567), atrapalhava a ventilação da cidade, a circulação e a implantação de sistema de saneamento. A obra possibilitou inúmeros avanços posteriores e foi um marco na modernização da Cidade Maravilhosa.

Ao suspender os alvarás, o prefeito mexeu em vespeiro da dimensão do morro Castelo. Florianópolis é a jóia da coroa na construção civil. Empreendedores têm pressa e alegam que sustentam parte da economia de mão-de-obra não só do município como da região metropolitana. Entretanto, o administrador público deve ter um olhar precavido e não condescendente. Deve administrar com a vista alongada, por no mínimo 30 anos. Eis a diferença onde residem os enormes conflitos de interesses. Por isso, a prefeitura deve agir rápido para sanar as irregularidades e disciplinar, de uma vez por todas, um Plano Diretor Integrado. Se isso não ocorrer, Florianópolis pode se transformar de Ilha da Magia em Presídio Urbano.

Entretanto, não é só a iniciativa privada que se vale das “lacunas” da legislação ultrapassada. Obras públicas mal planejadas, com uma visão estreita e oportunista, ilustram a cidade, de um lado. No outro, a absoluta falta de controle e fiscalização sobre moradias em nossos morros. Há imperiosa necessidade de um planejamento prospectivo e estratégico, que antecipe o futuro e amarre o controle. As obras devem ocorrer estruturadas nessa cosmovisão urbana: qual o cenário provável para 2025?

Tão logo inaugurado o túnel Antonieta de Barros, fui conhecê-lo. Impossível atravessá-lo. Só existem corredores estreitos destinados à segurança (eventual evacuação). O projeto não considerou a mobilidade de pedestres e ciclistas (embora acredite que se possa reverter essa situação). Mais recente, o elevado do Itacorubi poderia também ter acesso aos pedestres e ciclistas. Havia espaço para isso, até porque o elevado começa em duas vias e, pasmem, termina numa só, numa curva! E a “solução” da SC-405, no Rio Tavares? O problema foi resolvido num trecho e “arrebentou” mais adiante. Será que uma rótula improvisada não resolveria o caso, até que se faça um entroncamento – um elevado – com a rodovia Dr. Antonio Gonzaga. Mas persevera minha preocupação: será também um elevado só para veículos automotores?

Por Silvio Luzardo*

* Silvio Luzardo é professor

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(Mobilidade nas Cidades) O foco da mobilidade não é a fluidez

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Emilio Merino comentou sobre as políticas nacionais de mobilidade urbana no primeiro dia do 3º Fórum Internacional sobre Mobilidade Urbana, realizado em Florianópolis no período de 3 e 4 de abril.

Fazendo um paralelo com o histórico brasileiro, Emilio foi taxativo quanto aos cuidados que devemos ter com projetos que envolvam as Parcerias Público-Privadas (PPPs). Citou o caso do sistema de transporte coletivo de massa de Porto Alegre, em que as empresas iriam ser responsáveis por 90% das obras e da operação, mas que não deu certo. Afirma que a proporção ideal das PPPs para obras de transportes fica próxima de 60% para o setor privado e 40% para o setor público.

Ele cita como principais antecedentes da Política Nacional de Mobilidade Urbana (PNMU) a criação do Grupo de Estudos para a Integração da Política de Transportes (GEIPOT) e da Empresa Brasileira dos Transportes Urbanos (EBTU) nos anos 1970s como embrião do que viria a ser o marco para o transporte nas cidades. Foi nessa época que começaram a aparecer os primeiros BRTs (Bus Rapid Transit) e os primeiros corredores de ônibus.

Crítico do baixo investimento em infraestrutura no Brasil, de apenas 2,03% do PIB, Merino afirmou que, desde janeiro de 2012, o foco que se deve dar no trânsito foi modificado, com a sanção da Lei Federal nº 12.587, que institui a Política Nacional de Mobilidade Urbana. Segundo ele, no planejamento tradicional de transporte, o foco é a fluidez. Agora, no planejamento da mobilidade urbana, o foco são as pessoas, o transporte não-motorizado, o transporte coletivo e a democracia participativa.

Para o futuro, Merino afirmou que já corre no Legislativo a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que assegura aos cidadãos o direito inalienável à mobilidade urbana, que é muito mais profundo do que simplesmente o direito de ir e vir. Saiba mais aqui.

Emilio Merino afirmou que o foco da mobilidade urbana não é a fluidez. Foto: Fabiano Faga Pacheco.

Emilio Merino afirmou que o foco da mobilidade urbana não é a fluidez. Foto: Fabiano Faga Pacheco.

 

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(Mobilidade nas Cidades) “Precisamos parar de falar e começar a agir”, diz Gil Peñalosa

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Guillermo Peñalosa criticou a inação de governantes perante os problemas de seu povo.

A palestra de Gil Peñalosa no Fórum Internacional sobre Mobilidade Urbana, proferida na manhã do dia 3 de abril, foi saudada de pé por parte do público que ocupava o auditório do Hotel Majestic, em Florianópolis.

Enfático, o ex-secretário de Parques, Esportes e Recreação da cidade de Bogotá, ao mesmo tempo em que mostrava as mudanças proporcionadas na capital colombiana – e em outras cidades do mundo -, cobrava dos políticos a busca por uma melhor gestão dos recursos públicos.

- Os cidadãos nos pagam para fazer, não para arranjar desculpas de por que não foi feito – disse.

Sobre a mobilidade urbana, Gil comentou que nos últimos anos temos pensado as cidades para os carros.

- Se estimulamos o uso do carro, veremos carros. Se estimulamos o caminhar, veremos pedestres. Se propiciamos o pedalar, ciclistas é o que observaremos.

Ele comentou as iniciativas de sua gestão, como as ciclovias de domingo. Para ele, iniciativas como essas são importantes, pois faz com que as pessoas percebam que determinados lugares não são tão distantes quanto se pensara, e que se pode chegar a eles de bicicleta ou caminhando.

Além disso, houve a criação de 280km de ciclovias permanentes em 3 anos. Com isso, a participação das bicicletas no número total de viagens saltou de 0,5% para 5%.

Estímulo ao caminhar e ao pedalar

Em um dos pontos mais curiosos da palestra, fazendo uma ligação com a palestra de Gustavo Restrepo duranto o I Seminário da Cidade de Florianópolis, Peñalosa afirmou que com US$ 90 milhões investidos em ciclovias fez mais pessoas se locomoverem em Bogotá do que com os US$ 2 bilhões investidos no transporte coletivo de Medellín, apresentado por Restrepo.

De acordo com ele, num país onde 40.610 pessoas morrem por ano em acidentes de trânsito é absolutamente essencial investir em calçadas e ciclovias, pois o caminhar e o pedalar são a única forma de mobilidade individual para:

- 70% das pessoas do mundo,
- todos os jovens e crianças.

Mas ele alerta que apenas pintar uma linha branca no asfalto e dizer que aquilo é uma pista ciclável não adianta: os carros ocupam o local. Tem que ter algum tipo de separação física.

Peñalosa defende que o governo subsidie o uso do espaço público com a finalidade de trazer as pessoas para as ruas. Cita como exemplo a baixa de impostos para estabelecimentos como floriculturas e bancas de jornais, desde que estes se comprometam a ficar abertos durante períodos não comuns nos meios comerciais.

Com medidas como essas, ele conseguiu com que mais pessoas caminhassem e aproveitassem os espaços culturais da cidade. Num lugar onde antes o índice de roubos era elevado, afugentando os moradores, um estabelecimento induzido a funcionar durante todo o final de semana, iluminando a região, possibilitou que, mesmo à meia-noite, os cidadãos não mais temessem e pudessem ser vistos caminhando.

Para Gil Peñalosa, devemos estimular o caminhar e o pedalar. Foto: Fabricio Sousa.

Para Gil Peñalosa, devemos estimular o caminhar e o pedalar. Foto: Fabricio Sousa.

Gestão pública

Gil Peñalosa listou 5 coisas fundamentais para que não apenas se debata sobre mobilidade, mas que também se comece a agir para tornar o desejável possível.

Em primeiro lugar, é necessário ter sentido de urgência. Vivemos uma situação de saúde caracterizada pela crise da obesidade, com todos os problemas a ela relacionados. Além disso, a população continua crescendo, bem como a expectativa de vida. Como lidaremos hoje com os problemas que estarão refletidos amanhã na saúde da população?

Além disso, de acordo com Peñalosa, com o êxito econômico uma coisa piora: a mobilidade, “desde que ela esteja baseada no automóvel privado”.

Em segundo lugar, é vital o compromisso político. Deve-se, para isso, criar um pacto e pensar em ruas para se construir comunidades, não segregá-las.

Por fim, três condições são básicas para que esse pacto social dê certo. A liderança é uma delas. É necessário que se tome a dianteira e vá atrás das condições.

Os realizadores no setor público, servidores, técnicos e funcionários, são essenciais. Eles que estarão por trás das ações públicas, independente dos governantes. São elos para a continuidade dos bons processos entre gestões diferentes.

Por fim, a participação cidadã é intrínseca ao processo. Sem o respaldo dos moradores, nenhuma obra se estruturaliza permanentemente, nenhum planejamento urbano de longo prazo se solidifica.

Florianópolis surda

O sentido de urgência ainda não parece ter chegado a parte do cerne da administração municipal de Florianópolis.

Mesmo com a representante do Ministério das Cidades dando bronca pelos poucos projetos catarinense inscritos no Programa de Aceleração do Crescimento – Pavimentação e Qualificação de Vias Urbanas (PAC 3) em palestra no dia 4 de abril, Florianópolis deixou de enviar, no dia seguinte, o projeto da rede cicloviária do Centro para receber recursos da União, num total de R$ 3.624.883,16.

A assessoria jurídica, ao tomar ciência do fato, cadastrou internamente o projeto para, quando houver programas do governo federal, poder viabilizar fundos para a rede cicloviária do Centro. A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano também irá tomar ação semelhante. As outras formas de disponibizar recursos para a Microrrede Centro são através da licitação do Floribike ou prevendo recursos no orçamento do erário municipal.

Enquanto isso, sente-se pouco seguro o ciclista novato, estimulado – por afinidade ou pelo crescente congestionamento – a deslocar-se em bicicleta pela cidade.

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Diversas matérias em redes de televisão foram gravadas durante a realização do Fórum Internacional sobre Mobilidade Urbana, que aconteceu nos dias 3 e 4 de abril em Florianópolis. Assista abaixo a algumas delas:

Entrevista com o organizador Hamilton Lyra Adriano. Conteúdo exibido originalmente no programa SC no Ar, da RIC Record SC,  em 2 de abril de 2013. Assista aqui à reportagem no site.

Entrevista com Halan Moreira, presidente da Associação Brasileira de Monotrilhos. Conteúdo exibido originalmente no Bom Dia Santa Catarina, da RBS TV SC,  em 3 de abril de 2013. Assista aqui à reportagem no site.

Ton Daggers fala sobre a necessidade segurança viária aos ciclistas, com a construção de ciclovias e medidas de acalmia de tráfego, bem como apóia a implantação do Floribike. Conteúdo exibido originalmente no Jornal do Almoço, da RBS TV SC,  em 3 de abril de 2013. Assista aqui à reportagem no site.

Entrevista com Guillermo Peñalosa, citando exemplos de Nova York, Copenhagen, Melbourne e Bogotá. Conteúdo exibido originalmente no RBS Notícias, da RBS TV SC,  em 3 de abril de 2013. Assista aqui à reportagem no site.

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