(Mobilidade nas Cidades) Vídeos sobre o Fórum Internacional

8 abril 2013

Diversas matérias em redes de televisão foram gravadas durante a realização do Fórum Internacional sobre Mobilidade Urbana, que aconteceu nos dias 3 e 4 de abril em Florianópolis. Assista abaixo a algumas delas:

Entrevista com o organizador Hamilton Lyra Adriano. Conteúdo exibido originalmente no programa SC no Ar, da RIC Record SC,  em 2 de abril de 2013. Assista aqui à reportagem no site.

Entrevista com Halan Moreira, presidente da Associação Brasileira de Monotrilhos. Conteúdo exibido originalmente no Bom Dia Santa Catarina, da RBS TV SC,  em 3 de abril de 2013. Assista aqui à reportagem no site.

Ton Daggers fala sobre a necessidade segurança viária aos ciclistas, com a construção de ciclovias e medidas de acalmia de tráfego, bem como apóia a implantação do Floribike. Conteúdo exibido originalmente no Jornal do Almoço, da RBS TV SC,  em 3 de abril de 2013. Assista aqui à reportagem no site.

Entrevista com Guillermo Peñalosa, citando exemplos de Nova York, Copenhagen, Melbourne e Bogotá. Conteúdo exibido originalmente no RBS Notícias, da RBS TV SC,  em 3 de abril de 2013. Assista aqui à reportagem no site.


(Vídeo) Projeto prevê aluguel de bicicletas para moradores de Florianópolis

2 abril 2013

Conteúdo exibido originalmente no Jornal do Almoço, da RBS TV SC,  em 27 de março de 2013. Assista aqui à reportagem no site.

Saiba mais:

Diversos grupos de ciclistas prestigiaram o lançamento do Floribike
Diversos secretários compareceram à assinatura do edital do Floribike
Idealizadora do sistema de bicicletas coletivas de Florianópolis é homenageada
(Vídeo) Florianópolis lança edital das bicicletas públicas
Prefeito de Florianópolis diz que as novas obras contemplarão ciclistas
(Vídeo) Discurso de Cesar Souza Júnior no lançamento do Floribike
Confira o edital de concorrência do Floribike
Bicicleta pública para criar a cultura na cidade

Especial Floribike – Bicicleta na Rua

(I) Especial Floribike: Edital de concorrência será lançado no aniversário da cidade
(II) Especial Floribike: São Paulo e Rio de Janeiro foram pioneiros
(III) Especial Floribike: Projeto de bicicletas coletivas vem de 2009
(IV) Especial Floribike: Conheça as concorrentes – Compartibike
(V) Especial Floribike: Conheça as concorrentes – Movement Barcelona
(VI) Especial Floribike: Conheça as concorrentes – Serttel
(VII) Especial Floribike: As empresas que ficaram pelo caminho
(VIII) Especial Floribike: A opção por Nova York
(IX) Especial Floribike: Compartilhamento universitário
(X) Especial Floribike: Iniciativa do interior do Paraná é premiada
(XI) Especial Floribike: Bicicletas coletivas que salvam vidas
(XII) Especial Floribike: Como funcionará em Florianópolis

Veja também:

Floribike: encaminhamento do edital homenageou os 10 anos da Bicicletada em Florianópolis
Apenas duas empresas são habilitadas a concorrer ao sistema de bicicletas públicas de Florianópolis
Aberto edital de pré-qualificação do sistema de bicicletas públicas de Florianópolis
Aluguel de bicicletas de Florianópolis é tema de Podcast
Embora pronto, edital das bicicletas públicas de Florianópolis não será lançado em 2011
Ata da Audiência Pública do Sistema de Bicicletas Públicas de Florianópolis (Floribike)
Florianópolis dá primeiro passo para implantação de bicicletas coletivas
Audiência pública debaterá aluguel de bicicletas em Florianópolis
Aluguel de bicicletas de Florianópolis deve ficar pronto em novembro de 2012
Florianópolis espera contar com bicicletas públicas em 2012


Bicicleta pública para criar a cultura na cidade

1 abril 2013

A reportagem abaixo foi originalmente publicada no Jornal Notícias do Dia, edição de Florianópolis, no dia 19 de março de 2013 (pág. 3). Você também pode ler a matéria no site do ND aqui. As correções necessárias foram feitas no meio do texto abaixo, uma mescla das versões impressa e digital.

  

Bicicleta pública

 

Floribike

Floripa Bike Floribike terá edital lançado no sábado

Mobilidade. Projeto idealizado há 10 5 anos por arquitetos do IPUF prevê a instalação de 68 pontos de aluguel de 1395 664 bicicletas, distribuídas em 11 estações.

O projeto Bicicleta Pública para Florianópolis, idealizado por arquitetos do Ipuf (Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis) há mais dez cinco anos, finalmente terá o edital lançado no próximo sábado, no dia do aniversário de Florianópolis. O projeto inicialmente intitulado Floribike, prevê de 68 pontos de aluguel de bicicletas na Capital. Ao todo, serão 664 bicicletas distribuídas em 111 estações de aluguel no Centro e nos bairros Agronômica, Trindade, Santa Mônica, Itacorubi e Córrego Grande.

Agora, além da instalação e administração dos pontos de aluguel de bicicleta, a empresa que vencer a concorrência ficará responsável por terminar ciclovias previstas nos projetos da prefeitura que ainda não saíram do papel. Ano passado cinco empresas concorreram ao processo de pré-qualificação, mas apenas três – M2 Soluções em Engenharia Ltda (Barra Mansa, RJ), Serttel Ltda (Recife) e Movemente Barcelona (Espanha) – foram aprovadas e poderão apresentar suas propostas durante o processo licitatório.

Rui Gonçalves, gestor da Secretaria Municipal de Ciência e Tecnologia, pasta responsável pelo projeto, afirmou que não há um critério único, serão observados diversos aspectos na escolha da empresa vencedora. “Será um mix de itens que pontuarão a empresa. Menor preço, prazo, valor de implantação e o término das ciclovias”, explicou.

Apesar do projeto se tratar de um serviço público, o cofre da prefeitura não terá nenhum ônus, o sistema será desenvolvido por meio de um contrato de concessão. A empresa vencedora da licitação ficará responsável pelo investimento em equipamentos, sistema de locação e controle de uso, em contrapartida poderá explorar os equipamentos com publicidade.

Comissão define últimos detalhes do edital até sexta-feira

Os pontos de aluguel já estão estabelecidos, mas o valor e a tecnologia empregada não estão definidos. Segundo o secretário Rui Gonçalves, uma comissão formada por integrantes do Ipuf, Secretaria de Transportes e Secretaria Municipal de Meio ambiente e Desenvolvimento Urbano, ainda trabalha nos últimos detalhes do edital  que será divulgado no sábado, mas adiantou que a proposta da prefeitura é incialmente realizar o serviço com pelo menos 40 minutos de  gratuidade “para criar a cultura na cidade”.

ND 2013-03-19 p.3 fig.1
Requisito. Empresa que vencer a licitação terá que concluir as ciclovias em Florianópolis. Foto: Alexandro Albornoz / ND.

Florianópolis possui 20 vias ciclísticas com 41.640 metros de extensão, distribuídas pela cidade, a maioria não é interligada.  Se o plano inicial for mantido conforme a divulgação em 2011, o projeto será dividido em duas etapas. Na primeira, o Centro da Capital será beneficiado com 41 pontos de aluguel e 66 estações. Em um segundo momento, outros 27 pontos seriam instalados na região universitária. “É um programa com ampla participação da comunidade e de diversas pastas do poder público. Queremos garantir a segurança jurídica e dar suporte para que seja um projeto sustentável e uma alternativa de mobilidade efetiva para o cidadão”, apontou o secretário.

[Nota: na data da matéria, o edital estava finalizado. Ao contrário do que sugestionava o site da Prefeitura Municipal de Florianópolis, ambos os módulos - Centro e Universitário -, serão implantados conjuntamente, conforme consta nos editais de habilitação e concorrência].

Junto com o lançamento da licitação no sábado, a prefeitura ViaCiclo promove um passeio ciclístico que sairá às 15h30 do Koxixo’s na Beira-mar norte. Também são parceiras da iniciativa a Secretaria Municipal de Obras e a Comissão de Mobilidade Urbana por Bicicleta de Florianópolis.

Saiba mais sobre o Floribike:

- Serão 68 pontos de aluguel de bicicletas, 111 estações, 664 bicicletas, além de 1.328 suportes para colocação dos equipamentos.

 - Qualquer pessoa poderá ter acesso ao aluguel de uma bicicleta realizando um cadastro prévio

- A pessoa pode retirar a bicicleta em qualquer um dos pontos de aluguel e devolver em qualquer um desses pontos.

Perspectiva. Cidade ganhará 111 estações e 1328 suportes para as bicicletas.Perspectiva. Cidade ganhará 111 estações e 1328 suportes para as bicicletas.

Letícia Mathias

Saiba mais:

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Especial Floribike – Bicicleta na Rua

(I) Especial Floribike: Edital de concorrência será lançado no aniversário da cidade
(II) Especial Floribike: São Paulo e Rio de Janeiro foram pioneiros
(III) Especial Floribike: Projeto de bicicletas coletivas vem de 2009
(IV) Especial Floribike: Conheça as concorrentes – Compartibike
(V) Especial Floribike: Conheça as concorrentes – Movement Barcelona
(VI) Especial Floribike: Conheça as concorrentes – Serttel
(VII) Especial Floribike: As empresas que ficaram pelo caminho
(VIII) Especial Floribike: A opção por Nova York
(IX) Especial Floribike: Compartilhamento universitário
(X) Especial Floribike: Iniciativa do interior do Paraná é premiada
(XI) Especial Floribike: Bicicletas coletivas que salvam vidas
(XII) Especial Floribike: Como funcionará em Florianópolis

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Milhares de pessoas apoiaram a passagem da Pedalada Pelada pelas ruas de Florianópolis

10 março 2013

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Texto: Fabiano Faga Pacheco. Fotos: Caniggia.

A passagem dos ciclistas pelas ruas de Florianópolis rendeu grande apoio da população em geral, que acompanhou, das sacadas, janelas e mesas de bares, a passagem dos cerca de 100 ciclistas que participaram da segunda edição catarinense do World Naked Bike Ride ou “Passeio Ciclístico Sem Roupa”, também chamado de Pedalada Pelada ou Peladada.

Apesar das chuvas fortes que caíram ao longo de todo o dia, chegando, inclusive, a ser anunciado que o evento seria adiado, desde o começo da concentração, às 18h, os ciclistas compareceram ao ponto de encontro, na pista de skate da Trindade. Camisetas e bermudas eram logo retiradas para dar espaço a frases como:

Gaste calorias, não gasolina

Sinto-me assim todo dia

Respeito ao corpo e ao pedal

+ Amor – Pudor

Só assim você me vê!

Sua pressa vale 1 vida?

[Bicicleta] não polui

Às 20h, os ciclistas sairam e foram pela Av. Madre Benvenuta, passando pela bicicleta-fantasma em homenagem ao ciclista falecido José Lentz Neto. Na volta, passaram também pelo Shopping Iguatemi, onde fizeram uma série de protestos, aos gritos de “Ô Iguatemi, cadê a ciclovia?”, em referência à pista ciclável que deveria ter sido construída na Av. Madre Benvenuta há 6 anos.

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Durante todo o percurso, que passou pelos bairros Santa Mônica, Itacorubi, Trindade, Agronômica e Centro, a pedalada chamou a atenção. Sob olhares curiosos e aplausos, os ciclistas convidavam os moradores a participarem. “Você aí parado, vem pedalar pelado!”, entoavam em coro.

A nudez, presente em dezenas de corpos a girar os pedais, não continha nenhum apelo à sexualização presente na sociedade brasileira. Segundo os participantes, o estar pelado representava uma metáfora de como os ciclistas se sentiam cotidianamente no trânsito: frágeis, sem proteção, contando apenas com seus corpos na batalha desigual em que se transformou o trânsito nas cidades de grande e médio porte de Santa Catarina.

Tanto em áreas residenciais quanto comerciais, diversas câmeras e celulares eram vistos nas mãos. Meninas, mulheres, homens, jovens, pessoas mais velhas, foram comuns os manifestos de apoios, os braços erguidos, os olás nas faces ou nas pontas dos dedos.

As bicicletas erguidas em meio à R. Altamiro Guimarães, esquima do Beiramar Shopping, sob os olhares atentos dos bares do entorno, consistiram no momento apoteótico desta edição do World Naked Bike.

A Polícia Militar, que acompanhou de longo todo o evento, não encontrou problemas com a Pedalada Pelada. A utilização das ciclofaixas da Agronômica, Bocaiúva, Almirante Lamego e Duarte Schutel, estas duas últimas recém-construídas, merece destaque, bem como a passagem pela histórica Travessa Ratclif. O retorno até o local da concentração utilizou-se de uma faixa da marginal da Av. Beira-Mar Norte, chamando muita atenção dos motoristas, que buzinavam constantemente em demonstração de apoio.

Bicicletário do CIC

A passagem pelo Centro Integrado de Cultura (CIC) rendeu pedidos de “Bicicletário! Bicicletário!”. Os poucos paraciclos disponíves estão em um local considerado ruim e inseguro, além de ter um modelo inadequado “entorta-roda”.

TITRI

O ponto negativo da Pedalada Pelada ocorreu devido a um não-ciclista. Na saída do Terminal de Integração Trindade (TITRI), um dos vigias terceirizados agrediu uma moça que pedalava, antes de tacar o cassetete em outro participante e declamar palavras de baixo calão, agredindo verbalmente e fisicamente outros participantes. Nenhuma das palavras foi dirigida nem à bicicleta e tampouco à nudez, consistindo em ato impróprio num serviço público por motivo fútil. Quatro participantes devem registrar a ocorrência nesta terça-feira, além de comunicarem, na segunda-feira, a Secretaria Municipal de Transportes, Mobilidade e Terminais e a Companhia Operadora dos Terminais de Integração (COTISA). De acordo com o procedimento padrão, o funcionário, citado por moradores da Trindade como o mesmo que agride os mendigos da região, deve ser afastado do convívio público por dois meses, passar por curso de reciclagem e, em caso de nova infração, deixar de prestar o serviço nos terminais de transporte coletivo.

Percurso

Os ciclistas pegaram a Av. Madre Benvenuta (bairros Trindade, Santa Mônica, Itacorubi) e retornaram por ela até a R. Prof. Henrique da Silva Fontes, adentrando a R. Santa Mônica, R. Pedro Lessa (Santa Mônica), dando volta no Shopping Iguatemi, retornando à  Av. Madre Benvenuta e passando por R. Lauro Linhares (Trindade), R. Delminda Silveira, R. Rui Barbosa, R. Frei Caneca, R. Heitor Luz (Agronômica), R. Bocaiúva, R. Almirante Lamego, R. Duarte Schutel, R. Hoepcke, R. Conselheiro Mafra, R. Francisco Tolentino, R. Deodoro, R. felipe Schmidt, Praça XV de Novembro, R. João Pinto, Trav. Ratclif, R. Tiradentes, Praça XV de Novembro, R. dos Ilhéus, R. Visconde de Outro Preto, Praça Getúlio Vargas, Av. rio Branco, R. Almirante Alvim, R. Vitor Konder, R. Altamiro Guimarães, Av. Jornalista Rubens de Arruda Ramos, Av. Mauro Ramos, R. Germano Wendhausen, R. Altamiro Guimarães, com o levante de bicicletas, Av. Jornalista Rubens de Arruda Ramos (Centro), R. Comandante Constantino Nicolau Spyrides, R. Delminda Silveira, R. Antônio Carlos Ferreira, Av. Governador Irineu Bornhausen (Agronômica), Av. Prof. Henrique da Silva Fontes, TITRI, R. Iracema Nunes da Silva,  R. Prof. Milton Roque Ramos Krieger, R. Lauro Linhares e Av. Madre Benvenuta (Trindade), totalizando cerca de 25km.

Obstáculos ao pedal

Foi grande o número de pneus furados nesta edição da Pedalada Pelada. No total, foram cinco câmaras trocadas durante o evento, quase todas nos primeiros cinco quilômetros. Os participantes aguardaram até que todas estivessem trocadas para prosseguir. Ao chegar em casa, outras pessoas também relataram problemas com pneus vazios. A situação do espaço público após as chuvas e as garrafas jogadas às ruas são apontados como os principais fatores para tantos obstáculos ao pedalar.

Mandalas

Mania surgida em Curitiba e disseminada em São Paulo, as mandalas, quando ciclistas ficam girando em torno de uma rotatória, parece ter chegado em Florianópolis para ficar. Uma das cenas mais impactantes para quem acompanhava dos prédios foi a mandala feita no cruzamento da R. Lauro Linhares com a Av. Madre Benvenuta. A mandala durou cerca de 40s.

Saiba mais:

A Pedalada Pelada e a lei

Veja também:

Confira como foi a primeira edição da Pedalada Pelada de Florianópolis:

Pedalada Pelada leva bom humor às ruas de Florianópolis na busca por respeito no trânsito
Fotos da Pedalada Pelada de Florianópolis
Charge – Pedalada Pelada
Divulgação da Pedalada Pelada no Jornal Notícias do Dia
Divulgação da Pedalada Pelada no Diário Catarinense (III)
Divulgação da Pedalada Pelada no Diário Catarinense (II)
Divulgação da Pedalada Pelada no Diário Catarinense (I)
Ciclistas realizam a primeira edição da Pedalada Pelada em Florianópolis

Veja também como foi a primeira Pedalada Pelada de Porto Alegre:

Ciclistas tiram a roupa em Porto Alegre em protesto contra a violência no trânsito


Pedalada Pelada permanece confirmada em Florianópolis

9 março 2013

A segunda edição do World Naked Bike Ride, também chamado de Pedalada Pelada ou Peladada, permanece confirmado para este sábado, 09 de março, na capital catarinense.

Recentemente, a rede de notícias ClicRBS chegou a noticiar o adiamento da edição catarinense da pedalada em seu site:

Atenção: devido à chuva intensa que caiu em Florianópolis neste sábado, a Pedalada Pelada foi adiada. Ainda não há informações sobre novas datas para realização do evento.

Apesar disso, Florianópolis, bem como Porto Alegre e São Paulo, irão se juntar a dezenas de cidades do Hemisfério Sul para participar do World Naked Bike Ride.

O evento permanece confirmado no Facebook

Embora leve o nome de Pedalada Pelada, a nudez não é obrigatória. O lema é “as bare as you dare” ou “tão nu quanto você ousar”. A ausência de roupas serviria para escancarar a falta de segurança do ciclista no trânsito. Como não estão protegidos por armaduras, as carrocerias de metal dos automóveis, eles pedem urgência quanto ao respeito no trânsito, para que a convivência nas ruas seja pacífica e não resulta em acidentes que, invariavelmente, afetem aqueles que são menos protegidos: os ciclistas e pedestres, nus ou com uma fina camada de roupa.

Florianopolis 2013-03-09 WNBRArte: João Ricardo Lazaro

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Fotos da Pedalada Pelada de Florianópolis
Charge – Pedalada Pelada
Divulgação da Pedalada Pelada no Jornal Notícias do Dia
Divulgação da Pedalada Pelada no Diário Catarinense (III)
Divulgação da Pedalada Pelada no Diário Catarinense (II)
Divulgação da Pedalada Pelada no Diário Catarinense (I)
Ciclistas realizam a primeira edição da Pedalada Pelada em Florianópolis

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Ciclistas tiram a roupa em Porto Alegre em protesto contra a violência no trânsito


Florianópolis entra na moda das ciclofaixas de lazer

11 janeiro 2013

DC 2013-01-10 p.6 Ciclofaixas de Lazer

A reportagem abaixo foi publicada na edição impressa do periódico Diário Catarinense, em 10 de janeiro de 2013. Você pode lê-la também no site do DC aqui ou aqui. Veja em PDF. Pequenos erros já foram corrigidos ao longo do texto.

PEDALADAS INICIAIS

Meta é mais 30km de ciclovias em um ano

Plano da Secretaria de Desenvolvimento Urbano representa um aumento de 70% da atual malha.

Se depender da vontade dos técnicos da prefeitura, Florianópolis deve chegar em janeiro de 2014 com 30km a mais de ciclovias, um aumento de 70% em relação à atual malha cicloviária de 43km da Capital. A meta foi estipulada pelo prefeito Cesar Souza Junior (PSD) e pelo secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano, Dalmo Vieira Filho.

Segundo o secretário, a equipe de técnicos da pasta deve começar nos próximos dias a detalhar os projetos de criação das chamadas ciclofaixas de lazer, que reservam trechos de ruas e avenidas para o ciclismo em determinados horários e dias da semana, e das ciclovias fixas que serão reformuladas ou construídas nos próximos anos.

– Já fizemos várias reuniões para discutir o assunto, e creio que não teremos dificuldades em criar as ciclofaixas. Nossa maior preocupação é garantir segurança e infraestrutura de qualidade para os ciclistas, estimulando mais gente a pedalar. Acidentes não poderão acontecer – afirma o novo secretário.

Pelos planos da prefeitura, serão criadas ciclofaixas no Continente, no Centro, na Trindade e nas regiões do Saco da Lama e de Cacupé. Entre as ciclovias, a prioridade total é o trecho da chamada Bacia do Itacorubi, que atenderia à demanda de alunos da Udesc e da UFSC que usam a bicicleta como meio de transporte.

Antes de concluir os projetos, Dalmo diz que pretende conversar com entidades e associações que atuam na área, pedindo conselhos e ideias de melhorias às propostas.

– Já temos vários projetos que estão sendo desenvolvidos no Ipuf, mas precisamos conversar com essas entidades antes de começar nossas ações. Temos pessoas pensando em como deve ficar o trânsito, para evitar reclamações dos motoristas, por exemplo. Tudo precisa ser muito bem pensado e planejado – explica Dalmo.

DC 2013-01-10 Ciclofaixas de Lazer fig.1 (Veja em PDF)

Para o integrante do grupo de ciclistas Bike Anjo Fabrício Sousa, qualquer medida que atenda à demanda reprimida na cidade é bem-vinda, ainda que considere haver demora em executar projetos relativamente simples e baratos.

– Claro que o ideal é haver mais ciclovias com separação dos carros, mas a colocação de ciclofaixas de lazer já é uma ação a se comemorar. Floripa tem todo o jeito para isso, o próprio turismo seria beneficiado com mais ciclovias – afirma.

Militante questiona ciclofaixa de lazer

O presidente da ViaCiclo, principal entidade de ciclousuários do município, Daniel de Araújo Costa, diz que a criação de ciclofaixas de lazer não é a solução ideal para ajudar a melhorar os gargalos de mobilidade urbana da Capital catarinense.

– É uma coisa meio estranha, para funcionar só aos domingos. Você acaba sem a opção de se deslocar de bicicleta como um meio de transporte no seu dia a dia. A ciclofaixa não deve servir só com fins de entretenimento, é preciso termos mais ciclovias de transporte urbano – argumenta.

Larissa Guerra

Saiba mais:

A polêmica da ciclofaixa de Curitiba
São Paulo amplia sua ciclofaixa de lazer
Campinas inaugurará ciclofaixa de lazer para os domingos e feriados

Veja também:

Charge – Na inauguração da ciclofaixa de lazer…
Setembro, mês da mobilidade


Guarda Municipal está multando veículos estacionados sobre as novas ciclofaixas de Florianópolis

4 janeiro 2013

A matéria abaixo foi originalmente publicada na versão on line do Jornal Notícias do Dia, em 27 de dezembro de 2012, às 16h31. Consta também do jornal impresso, edição de Florianópolis, no dia 28 de dezembro (págs. 5 e 24). Você também pode lê-la matéria no site do ND aqui. A versão abaixo é um misto de ambas.

 Motoristas estacionam e circulam em locais exclusivos para os ciclistas

Invasão nas ciclofaixas. Ciclistas precisam desviar de carros e caminhões na via que deveria ser livre para o fluxo de bicicletas.

Quem usa a bicicleta como meio de transporte em Florianópolis precisa estar sempre atento aos veículos que circulam pelas avenidas e a falta de cuidado e distância necessária dos motoristas. Porém em alguns pontos, mesmo havendo ciclofaixa, quem pedala não está seguro e precisa muitas vezes desviar de carros caminhões e até disputar espaço no local que deveria ser exclusivo a ciclistas com motociclistas.

Andando pelo Centro da Capital em poucos minutos é possível observar o desrespeito em diversas ruas. As vias com muitos prédios e estabelecimentos comerciais são as mais desafiadoras aos ciclistas. Na rua Frei Caneca, a equipe do Notícias do Dia flagrou um caminhão estacionado em cima da ciclofaixa.

O motorista Jó Nakao, que é funcionário de uma transportadora, estava dentro do veículo e com o pisca alerta ligado. “Precisamos fazer carga e descarga e mudanças, mas aqui é impossível estacionar. Se fico do outro lado os ônibus quase batem na gente e nos prédios ou não tem espaço para caminhão ou não deixam entrar, infelizmente é nossa única opção”, justificou.

José Carlos Ferreira Júnior, entregador de compras, desvia de caminhão estacionado em espaço exclusivo para bicicletas. Foto: Débora Klempous / ND.

José Carlos Ferreira Júnior, entregador de compras, desvia de caminhão estacionado em espaço exclusivo para bicicletas. Foto: Débora Klempous / ND.

Cerca de 500 metros à frente, outro flagrante. Um carro de uma empresa prestadora de serviços estacionado em frente a outro prédio, em cima da ciclofaixa. As justificativas são as mesmas: falta de local para carga e descarga ou o famoso “é só um minutinho”.

Porém, de acordo com a subcomandante da guarda municipal Maryanne Mattos, não há desculpa que justifique a infração. Segundo ela estar dentro do veículo com pisca alerta ligado e sair logo que é alertado não impede o registro da infração e aplicação da multa, que é de R$ 127,69. Para os veículos de carga, quando não há local livre para estacionamento, é possível pedir autorização ao IPUF (Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis) para estacionar em data e horário específico.

Ciclistas pedem mais fiscalização e consciência dos motoristas

Rosana Klotz Glienke é moradora do Centro e há poucos meses deixou de usar a bicicleta como meio de transporte por causa da insegurança. Ela costumava levava as filhas para escola de bicicleta, mas agora só usa para passeio. Ontem ela seguia com as filhas Sandy e Giulia e a amiga Jessica, pela ciclofaixa, mas estava indo em direção à Beira-mar, onde não precisam desviar de carros, ônibus nem caminhões. O marido dela ia trabalhar diariamente de bicicleta, mas desistiu depois de quase ser atropelado por duas vezes. “O medo nos fez mudar de hábito e infelizmente voltamos para o carro. Precisa fiscalização e multa, mas principalmente consciência das pessoas. Com o desrespeito que há, hoje andamos só para curtir e passear”.

José Carlos Ferreira Junior trabalha como entregador de compras de um supermercado da região Central e, enquanto se deslocava até a casa de um cliente na rua Duarte Schutel, Centro, precisou desviar três vezes de carros e caminhões parados sobre a ciclofaixa. Ele conta que por sorte nunca se acidentou, mas já viu outros colegas machucados e até a bicicleta precisou ser trocada por acidentes provocados pela falta de respeito de motoristas à faixa destinada aos ciclistas.

A empresa instalou até uma buzina no guidão da bicicleta para chamar a atenção quando necessário. “É complicado, tem muita entrada e saída de veículos transversais à faixa. Não sei adianta, mas talvez colocar mais sinalização e fiscalizar mais poderia ajudar. Mas percebo que quando a polícia vem os motoristas saem mas logo voltam”, lamentou.

Segundo Maryanne em apenas um período do dia fazendo ronda no Centro da Capital os guardas flagram mais de dez infrações deste tipo, a maioria em locais de comércio e no período da noite em ruas onde há bares. “A gente pede pra retirar e multa, e os motoristas reclamam dizendo que é falta de bom senso porque já estão retirando o veículo. Mas eles é que não tiveram bom senso na hora de parar ali”, afirmou.

Saiba Mais:
De acordo com o inciso VIII do artigo 181 do Código de Trânsito Brasileiro, estacionar veículo no passeio ou sobre faixa destinada a pedestre, sobre ciclovia ou ciclofaixa, bem como nas ilhas, refúgios, ao lado ou sobre canteiros centrais, divisores de pista de rolamento, marcas de canalização, gramados ou jardim público é infração grave. A penalidade é multa de R$127,68 e cinco pontos na CNH. A medida administrativa que deve ser aplicada é a remoção do veículo.

Letícia Mathias


Morte no Santa Mônica poderia ter sido evitada. Ghost bike será instalada hoje.

5 setembro 2012

A reportagem abaixo foi publicada na edição impressa do periódico Diário Catarinense, de quarta-feira, 05 de setembro de 2012. Você pode lê-la também no site do DC aqui ou no do Hora de Santa Catarina aqui. Veja em PDF.

PROTESTO EM BRANCO

Representante dos usuários de ciclovias da Grande Florianópolis, Daniel Costa conclui a pintura da bicicleta que será colocada no local onde morreu um ciclista, na Capital. Foto: Daniel Conzi.

MOBILIDADE URBANA

Sem ciclovias, sem uma vida

Enquanto IPUF e incorporadora não chegam a um acordo para criar faixa, ciclista sofre acidente fatal no último dia de trabalho.

A morte de um ciclista na Avenida Madre Benvenuta, em Florianópolis, na última sexta-feira, aconteceu em um local onde deveria existir uma ciclovia, conforme o Termo de Ajustamento de Conduta assinado pela incoporadora que construiu o Shopping Iguatemi.

Devido a esse acidente, a sexta bicicleta fantasma será instalada em Florianópolis nesta quarta-feira, às 19h30min. Criado em 2003, nos Estados Unidos, o movimento se espalhou pelo mundo, colocando bicicletas brancas onde ciclistas sofrem acidentes fatais.

O homenagem será em memória a José Lentz Neto, ciclista que foi atropelado a poucos metros da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), onde foi servidor por 42 anos. Aos 60 anos, Lentz voltava para casa depois de seu último dia de trabalho. Tinha acabado de se aposentar. Ele era técnico-administrativo de Desenvolvimento e trabalhava na Central de Documentação. Segundo a filha Amanda, que estuda na Udesc, ele fez uma cirurgia de redução de estômago há alguns anos e começou a andar de bicicleta em busca de qualidade de vida.

José ia de bicicleta para a Udesc. Foto: Arquivo pessoal.

A discussão entre ciclovia e ciclofaixa

Daniel de Araújo Costa, presidente da Associação de Ciclousuários da Grande Florianópolis (Viaciclo), participou da organização de uma bicicletada, que será realizada antes após a colocação da bicicleta fantasma.

Chamada de Ride of Silence, passeio do silêncio, em tradução literal, o protesto tem o objetivo de cobrar a construção da ciclovia (com meio-fio para proteção dos ciclistas) na Madre Benvenuta, como proposto quando o Shopping Iguatemi foi construído. A incorporadora Pronta, maior acionista do shopping, assinou um Termo de Ajustamento de Conduta se comprometendo a construir ciclovia e ciclofaixa. Segundo o advogado da Pronta, Alexandre Araújo, o problema é que o termo de compromisso prevê a construção de ciclofaixa (com pintura indicando trânsito de bicicletas), e o Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis (Ipuf) entendeu que no local seria construída uma ciclovia.

— É um local onde o metro quadrado é muito caro. Para fazer uma ciclovia seria preciso desapropriar terrenos, alterar calçadas, é uma obra de milhões e não é o que nos comprometemos a fazer — disse Alexandre.

Daniel de Araújo Costa, da ViaCiclo, pintou de branco a bicicleta fantasma que será instalada hoje, na Capital, em homenagem a José Lentz Neto. Foto: Daniel Conzi.

Processo vem desde 2006

O shopping foi inaugurado em 2006, desde então o processo sobre a ciclovia tramita na Justiça Federal. Enquanto isso, acidentes no local somam-se às estatísticas.

Segundo o Ipuf, o acordo feito com o Shopping Iguatemi, em audiência pública realizada em 2008, quando o processo corria na Justiça, é que o projeto realizado seria elaborado pelo Ipuf e pago pelo shopping. Conforme o instituto, mesmo sem alterações no trânsito da Madre Benvenuta, 400 metros de ciclovia já poderiam ter sido feitos, incluindo o trecho vizinho da Udesc, onde ocorreu o acidente fatal, e o trecho que foi feito, na Avenida Beira-Mar.

Conforme o instituto, existem fatores no projeto do Ipuf que encarecem o projeto, como iluminação e canteiros, mas o trecho de 300 metros entre a Udesc e o posto Petrobras já poderia ter ciclovia, não é necessária nenhuma modificação no trânsito para essa parte da obra. Desde o início de 2012, segundo a Polícia Rodoviária Militar, no Estado foram registrados 90 acidentes envolvendo ciclistas, 20 fatais.

Opinião DC

A implantação da ciclovia na Av.Madre Benvenuta , se foi prometida, precisa ser executada. Segundo acordo firmado com a municipalidade, a ciclovia seria de responsabilidade do shopping Iguatemi. Mas uma questão semântica (ciclovia ou ciclofaixa), com argumentos técnicos , está transformando a celeuma, na verdade, num jogo de empurra que envolve o Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis (IPUF). A burocracia lerda pode ser tão letal quanto o trânsito violento. O poder público e o setor privado precisam se unir para parar de contabilizar mortos.

Roberta Ávila

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Prefeitura de Florianópolis mente sobre construção de ciclovia na Lagoa da Conceição e moradores e ciclistas protestam

11 agosto 2012

Prometida no começo da atual gestão, após quase quatro anos prefeitura não entregou toda a documentação para a conclusão do licenciamento ambiental.

A placa à beira da Lagoa da Conceição já paira, sozinha, há um mês. Indica o início das obras da primeira fase da revitalização da R. Ver. Osni Ortiga. No início de julho deste ano, a Secretaria de Obras do município de Florianópolis anunciou que as máquinas tomariam conta do local em quinze dias. Mas, fora a placa, não se vê nenhum sinal concreto de uma obra prometida logo no começo da atual administração, ainda no primeiro semestre de 2009.

A reivindicação da comunidade do Porto da Lagoa é antiga. Completou quinze anos em 2012. Mas apenas a partir de 2009 é que começou a ter seus contornos atuais. Em uma das maiores manifestações populares por uma obra de mobilidade urbana dos últimos anos, mais de 200 pessoas foram às ruas em 04 de abril daquele ano, quando a Associação de Moradores do Porto da Lagoa (AMPOLA) uniu-se à Associação dos Ciclousuários da Grande Florianópolis (ViaCiclo) e à Bicicletada Floripa para formarem uma frente conjunta de pressão pela ciclovia na região, que traria consigo também calçadas, iluminação e arborização para um dos pontos mais bucólicos do cartão-postal.

A resposta da prefeitura foi rápida: em 13 de junho do mesmo no teve início uma audiência pública na AMPOLA, na qual todos os 11 vereadores presentes mostraram-se favoráveis à revitalização do local, e no final do mesmo ano já estava pronto o projeto urbanístico conceitual. Depois disso, o que se viu foi o que não se viu. A obra estacionou por longos períodos. A prefeitura, corretamente, optou por abrir um prcesso de licenciamento ambiental, tendo em vista que seria necessário um pequeno aterro na Lagoa. Mas esse processo ficou estacionado por dois anos, por pressão política e, como demonstrado agora, por mais uma atitude incompetente dos órgãos municipais quando se abordam ações voltadas ao uso da bicicleta.

Embargo político

Logo de início, a causa foi abraçada pelo vereador eleito pelos moradores da Lagoda da Conceição, Renato Geske (ex-PR, atual PSD), o Renato da Farmárcia. Entretanto, vendo as obras na Lagoa não aparecerem (além da ciclovia, eram reivindicados câmeras de monitoramento, criação do Parque do Vassourão, revitalização da Praça Bento Silvério, ampliação do esgotamento sanitário, reforma da Escola Básica Henrique Veras, dentre outros), o vereador, antes na base da administração Dario Elias Berger (PMDB), optou por votar com independência em relação ao Executivo, ora a favor, ora contra os projetos, conforme julgasse mais adequado.

Por essa posição, passou a ser repreendido duplamente: a nível estadual, pelo ex-presidente do Partido da República, Nelson Goetten de Lima, que queria a aproximação com o PMDB; e a nível municipal, pelo prefeito Dario Berger, secretários e vereadores, que dificultavam ao máximo qualquer obra na Lagoa da Conceição, sua base eleitoral.

O escândalo sexual envolvendo Nelson Goetten, descoberto em casos de pedofilia quando, afirma-se, tentava ampliar para a região de Balneário Camboriú esquemas envolvendo o jogo do bicho, permitiu que Renato Geske aproveitasse o momento para sair do PR e revoltar-se contra a base aliada na votação em que o candidato João da Bega (PMDB) foi derrotado para a presidência da Câmara de Vereadores por Jaime Tonello (ex-DEM, atual PSD), logo após a saída dos democratas da aba governista.

Se o Poder Legislativo deixou de ser um problema à Lagoa da Conceição, afirmação igual não pode ser feita em relação aos órgãos executivos. Além da pressão política, operações homéricas às instalações das farmácias da qual Renato Geske era proprietário, resultaram na redução de seu patrimônio em 94%. “O mandato traz dificuldades financeiras”, disse. Enquanto isso, as dificuldades foram estendidas para a população da Lagoa, que viam prazos sendo consecutivamente postergados.

Apenas em março deste ano, às vésperas do aniversário da cidade, foi autorizado um pacote de obras para a Lagoa da Conceição, incluindo a ciclovia da Osni Ortiga.

Mentiras recentes

O vídeo abaixo foi originalmente exibido no Jornal do Almoço, da RBS TV SC/Globo, em 07 de agosto de 2012, e pode ser conferido também aqui.

Ao final dele, o Secretário Municipal de Obras, Luiz Américo Medeiros, culpa o atual atraso a um problema no licenciamento ambiental junto à Fundação do Meio Ambiente estadual (FATMA). Talvez aqui se faça necessário lembrar alguns fatos de um passado recente nesse processo.

Embora desnecessário para a obra de revitalização de Osni Ortiga, é realmente com bons olhos que a população vê uma iniciativa de licenciamento ambiental em um local tão frágil e fragilizado com o ecossistema da Lagoa da Conceição. A legislação ambiental em vigor determina que, para esse caso, deve ser feito um estudo chamado RAP – Relatório Ambiental Preliminar, um estudo mais simples de diagnóstico, que verifica o potencial de dano ao meio ambiente de um empreendimento, e pode substituir, como no caso em questão, o EIA/RIMA – Estudo de Impacto Ambiental/Relatório de Impacto Ambiental, que demandam mais tempo e recursos, sendo usados para casos danos mais graves ao ambiente.

Apesar de ser um relatório simples, apenas em setembro de 2011, após quase dois anos de relativa inércia, a Secretaria de Obras entregou toda a documentação à FATMA, que pôde, enfim emitir a primeira das três licensas ambientais (veja box), a LAP – Licença Ambiental Prévia. Entretanto, onze meses depois, e o licenciamento não teve seguimento.

Em reunião de 20 de julho de 2012, a ciclovia voltou à pauta das reuniões da FATMA. Saiu de lá como entrou. A ausência dos estudos complementares necessários para se obter a LAI – Licença Ambiental de Instalação tornou impossível ao órgão se manifestar sobre o tema. Bem diferente do que afirma o secretário municipal, não é o licenciamento ambiental que impediu que, até hoje, uma obra simples que demoraria apenas seis meses para ser concluída (previsão inicial dos técnicos, contando com a boa vontade política) levasse três anos para ter somente uma placa.

É todo o descaso com a mobilidade, a boa gestão dos recursos públicos, a competência técnica e, agora, também com a moralidade.

Rodas nas ruas

Não interessa a nenhuma pessoa de bem o jogo de empurra-empurra que a prefeitura tem jogado para se eximir de culpa da incapacidade em executar uma ciclovia simples em lugar onde não haveria sequer desapropriação de construções humanas.

Se a primeira fase da revitalização, que ainda não inclui ciclovia, já está licitada e aguarda apenas a boa vontade dos gestores, as etapas subsequentes ainda aparecem, nebulosas, nos sonhos da comunidade.

Mas enquanto as picuinhas políticas mudam o tom em face à proximidade da corrida eleitoral, os ciclistas não se olvidam e seguem à luta. A próxima batalha já está marcada: a Bicicletada da Lagoa da Conceição vai acontecer ainda neste sábado, a partir das 14h, na Praça Bento Silvério, com saída para pedalar às 15h.

Arte: Guilherme Lima

Quem sair da Trindade pode ir com o bonde que cruzará o Morro da Lagoa, que sairá às 13h30 da pista de skate em frente ao Shopping Iguatemi. comunidade do Porto da Lagoa, por sua vez, sairá da AMPOLA às 14h.

Essa Bicicletada será especial e temática e convida a todos os pais de família a curtirem uma tarde linda à beira da Lagoa com seus rebentos.

Confirme sua presença no Facebook!

Arte: Mauricio Costa

Além da Osni Ortiga, a Bicicletada também vai subir o Morro do Gravatá rumo à Praia Mole, onde um recapeamento eleitoreiro recentemente feito melhorou apenas o asfalto para os motoristas, que agora se esbaldam ainda mais acima da velocidade permitida, deixando o ínfimo acostamento em situação precária a quem quer caminhar ou pedalar.

Apesar do morro, a Bicicletada será tranquila e terá ritmo leve, adequado a pessoas de todas as idades e qualquer condição física. Uma boa oportunidade de estar ao lado de seu pai ou filho.

LICENCIAMENTO AMBIENTAL

setapreta1Licença Ambiental Prévia – LAP

É uma espécie de consulta de viabilidade, em que o empreendedor da obra pergunta à FATMA se é possível construir aquele tipo de obra num determinado local. A FATMA vai consultar as legislações ambientais em vigor, federal e estadual, e, com base nessas normas, vai responder se o empreendimento é viável ou não. E, se for, com que condições legais. A LAP não autoriza a construção da obra, apenas atesta sua viabilidade naquele local.

setapreta1Licença Ambiental de Instalação – LAI

Depois de ter a LAP aprovada, o empreendedor precisa apresentar à Fatma o projeto físico e operacional da obra, em todos os seus detalhes de engenharia, já demonstrando de que forma vai atender às condições e restrições impostas pela LAP. Só com a LAI expedida é que se pode começar as obras.

setapreta1Licença Ambiental de Operação -LAO

Findas as obras, a FATMA retorna ao local para nova vistoria, a fim de constatar se o empreendimento foi construído de acordo com o projeto apresentado e licenciado, principalmente no tocante ao atendimento das condições e restrições ambientais. Se estiver em desacordo, a obra pode ser embargada. Se estiver tudo certo, a FATMA expede a LAO, e somente então o empreendimento pode começar a funcionar.

Fonte: FATMA.

Arte: Rafael Goulart de Souza

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Pedala Parkinson 2012

11 abril 2012

A reportagem abaixo foi originalmente publicada na edição on line do periódico Diário Catarinense em 05 de abril de 2012 (às 15h06). Você pode vê-la no site do DC aqui.

Manifestação na Capital

Pedalada vai marcar Dia Internacional da Doença de Parkinson em Florianópolis

A proposta é estimular o portador da doença de Parkinson a sair na rua e continuar inserido na sociedade. Foto: Guto Kuerten / Agencia RBS.

Evento no dia 11 de abril terá bicicletas especiais para pessoas com maior dificuldade

Com o objetivo de congregar portadores da doença, familiares, cuidadores, profissionais da saúde e amantes do ciclismo, será realizado na próxima quarta-feira, 11 de abril, o Segundo Pedala Parkinson. A atividade que marca o Dia Internacional da Doença de Parkinson sairá da frente da Reitoria da UFSC às 15h, com concentração a partir das 14h30min.

De acordo com os organizadores, o evento contará com bicicletas especiais para pessoas com maior dificuldade. Da UFSC os participantes seguirão até o início da Avenida Beira-Mar Norte e o Koxixos, retornando ao ponto de partida, em um trajeto de aproximadamente 10 quilômetros.

— A proposta é estimular o portador da doença de Parkinson a sair na rua e perceber que ele pode continuar inserido na sociedade — explica a professora do Departamento de Enfermagem da UFSC Ângela Maria Alvarez, líder do Grupo de Estudos sobre Cuidado de Saúde de Pessoas Idosas.

O Segundo Pedala Parkinson foi organizado pela Associação Parkinson Santa Catarina, em parceria com a UFSC e Prefeitura de Florianópolis, entre outras entidades. O mal de Parkinson é uma doença degenerativa do sistema nervoso central em que ocorre perda de um neurotransmissor chamado dopamina. A falta de dopamina resulta em uma série de sintomas motores, como tremor, rigidez muscular e lentidão de movimentos.

Para mais informações, o telefone da Associação Parkinson Santa Catarina – APASC é (48) 3721-6651 e (48) 3721-9445.

Veja fotos do primeiro Pedala Parkinson aqui e aqui.

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Divulgação da Pedalada Pelada no Jornal Notícias do Dia

14 março 2012

A matéria abaixo foi originalmente publicada na edição on line do Jornal Notícias do Dia no dia 09 de março de 2012. Você também pode ler a matéria no site do ND aqui ou aqui.

Ciclistas tiram a roupa neste sábado (10) em busca de segurança no trânsito

A Peladada Floripa faz parte de um movimento mundial que busca mais segurança para quem prefere a bicicleta para se locomover na cidade

Ciclistas da Capital se mobilizam neste sábado (10) para a Peladada Floripa, versão local para o WNBR (World Naked Bike Ride). Os manifestantes devem tirar a roupa e pedalar pela Beira-mar Norte, a partir das 19h, com saída da pista de skate em frente ao shopping Iguatemi. O objetivo é buscar mais segurança no trânsito. O WNBR acontece em todo o mundo e no hemisfério Sul se realiza no dia 10 de março, em diversas capitais brasileiras.

“Nus é como nos sentimos, nesse trânsito violento, cheio de pessoas vestidas com armaduras de 1t de metal, com cintos e air-bags. Nós só temos o próprio corpo e uma frágil bicicleta, no máximo luvas e capacete, assim como seres vivos merecemos ser respeitados e cuidados pelos que estão mais protegidos”, dizem os adeptos do movimento por meio de evento público divulgado no Facebook.

Emanuelle Gomes


Divulgação da Pedalada Pelada no Diário Catarinense (III)

14 março 2012

A edição impressa do Diário Catarinense também fez menção à Pedalada Pelada realizada em Florianópolis no último dia 10 de março, mas de maneira mais tímida do que na mídia digital.

A coluna Visor, de Rafael Martini, no dia 10 de março de 2012, dizia:

Pedalada Pelada!

Neste sábado será realizada a primeira edição do World Naked Bike, ou Pedalada Pelada, em Florianópolis.

A manifestação, que acontece no mundo inteiro, pede mais segurança no trânsito e mais espaço para os ciclistas no planejamento urbano das cidades. A concentração da Pedalada Pelada começa às 18h na pista de skate da Trindade, em frente ao shopping Iguatemi. Às 19h começa o passeio pelas ruas de Florianópolis.

Veja aqui no site do DC e aqui em PDF.

Na mesma edição, apareceu a charge do Armandinho, do cartunista Alexandre Beck, na pág. 6 do caderno Variedades (veja em PDF).


Divulgação da Pedalada Pelada no Diário Catarinense (II)

14 março 2012

A reportagem abaixo foi originalmente publicada na edição on line do periódico Diário Catarinense em 09 de março de 2012 (às 15h42). Você pode vê-la no site do DC aqui.

Protesto

Ciclistas realizam a primeira edição da Pedalada Pelada em Florianópolis neste sábado, a partir das 18 horas

Versão brasileira do World Naked Bike Ride (WNBR) pretende mostrar que nada protege os ciclistas. Foto: Reprodução/Facebook.

Veja o vídeo da última manifestação realizada na terça-feira, dia 6

Neste sábado será realizada a primeira edição do World Naked Bike ou Pedalada Pelada em Florianópolis. A manifestação que acontece no mundo inteiro pede mais segurança no trânsito e mais espaço para os ciclistas no planejamento urbano das cidades.

Na última terça-feira aconteceu uma Bicicletada Nacional, realizada em 38 cidades do Brasil, protestando contra a morte de cinco ciclistas na sexta-feira dia 2. Em Florianópolis cerca de 120 pessoas participaram sob a lua cheia do protesto que encheu as ruas da Trindade, Córrego Grande, Itacorubi e Santa Mônica de sininhos de bicicleta e gritos de “mais bicicleta e menos carro”.

Veja abaixo um vídeo da manifestação que dá uma ideia de como será o evento do sábado. A diferença, como o nome da manifestação já diz, é que no sábado os ciclistas estarão nus, com roupas de banho ou similares, simbolizando como o ciclista se sente nu no trânsito quando sem segurança.

A concentração da Pedalada Pelada começa às 18 horas na pista de skate da Trindade, em frente ao shopping Iguatemi. Às 19 horas começa o passeio pelas ruas de Florianópolis.


Divulgação da Pedalada Pelada no Diário Catarinense (I)

14 março 2012

A reportagem abaixo foi originalmente publicada na edição on line do periódico Diário Catarinense em 08 de março de 2012 (às 22h56). Você pode vê-la no site do DC aqui.

Peladada na Capital

Versão brasileira do World Naked Bike Ride (WNBR) pretende mostrar que nada protege os ciclistas. Foto: Reprodução/Facebook.

Ciclistas pelados devem fazer manifestação neste sábado em Florianópolis

Trajeto começa na pista de skate em frente ao shopping Iguatemi, na avenida Beira-Mar Norte

Depois de uma manifestação com bigodes e da bicicletada em luto pela morte de cinco ciclistas, a próxima pedalada contra a falta de segurança no trânsito será mais ousada: a Peladada. Neste sábado, a partir das 19h, os ciclistas devem protestar nus sobre duas rodas em Florianópolis. O trajeto começa na pista de skate em frente ao shopping Iguatemi, na avenida Beira-Mar Norte.

Na Capital, o movimento é incentivado pelo coletivo Bicicletada Floripa, que criou um evento público no Facebook para divulgar a ação e convocar novos adeptos. Até o momento, 168 confirmaram presença.

O objetivo da versão brasileira do World Naked Bike Ride (WNBR) pretende mostrar que nada protege os ciclistas “nesse trânsito violento cheio de pessoas vestidas com armaduras de uma tonelada de metal, com cintos e air-bags”, como esclarece um dos informativos na rede social. O evento deve acontecer no segundo sábado de março em várias cidades de todo o país.

Dicas para os pelados

Quem não se sente confortável nu também pode ir de roupa íntima, biquíni/sunga ou vestido. Em alguns locais, os participantes fazem pinturas corporais.

Outra alternativa é usar máscara para não identificar o rosto. Para aqueles que farão nu completo o ideal é levar uma toalhinha para limpar e forrar o selim. Os ciclistas também são orientados a se informar sobre seus direitos — legislação sobre ato obsceno em espaço público ou atentado violento ao pudor.

Diversos protestos que envolvem nudez viraram caso de polícia. O ato obsceno é tratado de forma bastanta subjetiva no Código Penal, dando brecha a interpretações. O artigo 233 diz que o crime de ato obsceno consiste em “praticar ato obsceno em lugar público, ou aberto ou exposto ao público”.

Outras manifestações

Na última terça-feira, cerca de 120 ciclistas participaram do movimento Hoje tem Bicicletada Nacional,  na Capital. A manifestação ocorreu em 38 cidades do Brasil e quatro de Santa Catarina: Florianópolis, Itajaí, Balneário Camboriú, Timbó.

O ato foi organizado para protestar contra a morte de cinco ciclistas na última semana. Uma das vítimas foi Matheus Duarte Mueller, de nove anos, atropelado no SC-418, em Pomerode.

Com bigodes naturais, postiços ou pintados, um grupo com cerca de cem ciclistas saíram da Beira-Mar Norte e do Sul da Ilha em uma mobilização a favor da ciclovia na SC-405, em novembro do ano passado. Geralmente, o grupo se reúne na última sexta-feira do mês para divulgar a bicicleta como meio de transporte e buscar condições adequadas para o seu uso nas cidades.

Confira as fotos dos ciclistas de bigodes

Roberta Ávila


SC-401, a Rodovia da Morte para ciclistas

8 fevereiro 2012

A reportagem abaixo foi originalmente publicada no Jornal Notícias do Dia, edição de Florianópolis, no dia 07 de fevereiro de 2012 (pág. 3). Você também pode ler a matéria no site do ND aqui. Veja em PDF: {capa} e {pág. 3}.

  

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Violência assusta

SC-401 teve duas mortes de ciclista só este ano, e número preocupa a PM Rodoviária 

Rodovia da morte para ciclistas

SC-401. Em 37 dias de 2012, número de ciclistas mortos já é igual ao total dos últimos três anos.

A soma de mortes envolvendo ciclistas na SC-401, neste ano, já é igual ao total registrado nos últimos três anos. Em apenas 37 dias de 2012, duas pessoas morreram e uma ficou ferida na rodovia. Nos 19,5 quilômetros, do Itacorubi ao Norte da Ilha, apenas 6.5 mil metros têm faixa destinada às bicicletas. Ainda assim, o uso é compartilhado com pedestres e veículos que aguardam reparos. O Deinfra (Departamento Estadual de Infraestrutura) não prevê a construção de mais ciclovias na estrada.

Segundo o relações públicas da PMRv (Polícia Militar Rodoviária), major Fábio José Martins, o número de acidentes envolvendo ciclistas preocupa. “A quantidade de pessoas com bicicletas cresceu muito, mas há poucas ciclovias. Vamos começar a trabalhar essa questão”, prometeu.

No último domingo, às 9h30min, Emilio D. C. de Souza trafegava pelo km 18,2, trecho sem ciclovia, da SC-401 quando foi atingido por um automóvel. Ele chegou a ser levado para o Hospital Celso Ramos, mas morreu no começo da tarde. Outro ciclista ficou ferido no acidente. O motorista do veículo Forde Fiesta, Lucas Collovini, 29 anos, se recusou a fazer o teste de bafômetro e a ceder sangue para a realização do exame, que comprovaria a embriaguez. Como ele prestou socorro às vítimas, foi liberado. Collovini se limitou a informar que dormiu ao volante.

O presidente do Deinfra, Paulo Meller, acredita que o acidente foi uma fatalidade. “Não temos projetos para fazer ciclovia naquele ponto. Esse caso foi um acidente. Ele saiu da pista. A ciclofaixa não evitaria o acidente”, justificou Meller. Em relação ao trecho recém-duplicado da SC-401, onde ciclistas e pedestres têm que dividir espaço com carros quebrados, Meller garante que o projeto é adequado. “Está dentro das normas”, defendeu.

Denúncia. Gilbert de Oliveira, 36 anos, disse que se os ciclistas andam no acostamento são jogados para a pista pelos motoristas dos carros que saem das lojas existentes ao longo da SC-401. Foto: Alexandro Albornoz / ND.

“Os motoristas não têm paciência”

O motorista Gilbert de Oliveira, 36 anos, utiliza a bicicleta sempre que pode. Mas ele reclama que falta respeito dos condutores. “Quando você está no acostamento, os carros que saem das lojas ao longo da via ficam empurrando a gente para a pista. Os motoristas não têm paciência com quem está de bicicleta”, reclamou.

Para o major Fábio José Martins, a velocidade permitida na SC-401 é incompatível à realidade da Capital. “É uma rodovia acima da média urbana. Os ciclistas têm que evitar esse local, principalmente o trecho sem ciclovia”, avisou o policial rodoviário.

Flagrante. Rapaz se arrisca ao cruzar SC-401, justamente onde há uma passarela para pedestres. Foto: Alexandro Albornoz / ND. 

Pedestres também correm risco

Os pedestres também correm risco diário ao utilizar a SC-401. Porém, em alguns casos, são eles que colocam em risco a vida dos usuários da estrada. Ontem, a reportagem do Notícias do Dia flagrou uma pessoa atravessando a pista sob uma passarela. Números do setor de estatística da Polícia Rodoviária Militar revelam que cinco pedestres morreram na via no ano passado. Outras 15 pessoas ficaram feridas. Neste ano, não houve mortes.

O trecho recém-duplicado da rodovia, inaugurado em dezembro, tem 8,4 quilômetros de faixa destinada a pedestres e ciclistas e uma passagem subterrânea. Ainda há o elevado da Vargem Pequena. Durante a temporada, 68 mil veículos trafegam diariamente pela SC-401.

Everton Palaoro

Saiba mais:

A mobilidade na Ilha – Editorial do Diário Catarinense fala sobre a rodovia e a mobilidade.
SC-401 oferece ainda mais riscos aos ciclistas neste verão – A liberação consentida da Polícia Militar Rodoviária para automóveis usarem o acostamento coloca em risco a vida de ciclistas.
Ciclistas mortos na Grande Florianópolis após a vigência da Lei Seca – Relação, infelizmente já desatualizada, dos ciclistas que morreram atropelados na região.
A rodovia das mortes – Quando ciclistas são assassinados - Conteúdo do Bicicleta na Rua já previa, em 2009, que mais acidentes como os deste fim-de-semana aconteceriam se não houvesse um redirecionamento dos investimentos e das prioridades.

Veja também:

(Vídeo) Acidente na SC-401 no RBS Notícias – Conteúdo da RBS TV SC.
Acorda Floripa! – Depoimento do triatleta André Puhlmann, que estava pedalando próximo ao local do acidente.
Vídeo e mais comentários sobre a entrevista acerca dos ciclistas atropelados na SC-401 – Conteúdo comentado do Jornal do Almoço.
Comentários e impressões sobre a entrevista sobre o acidente com ciclistas no Jornal do Almoço – Primeira parte dos comentários sobre o vídeo do Jornal do Almoço.
Mais um ciclista morre na SC-401  – Divulgação do último acidente no Jornal Notícias do Dia.
Motorista embriagado que matou ciclista no Jurerê vai a júri popular – Moacir Pereira divulga o andamento do processo do triatleta Rodrigo Machado Lucianetti.


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