A primeira Bicicletada de 2009 em Florianópolis


Enquanto alguns tiraram férias da Bicicletada, eu tirei para a Bicicletada. Tenho feito parte daquele grupo de pessoas que fica a metade do dia sentado parado em uma cadeira. A Bicicletada chegou como o momento de eu quebrar essa tendência. Ahhhhh, liberdade! Já planejava, ou melhor, trabalhava minha expectativa para a Bicicletada de verão… então, mãos à obra! Fazer cartaz (ops, pedir para fazer, haha), chamar pessoas, lembrá-las… relembrá-las. Foi. Não é que deu? Pessoas apareceram e animadas.

Ciclistas preparam-se para a Bicicletada Floripa. Foto: Alex Flynn.

Ciclistas preparam-se para a Bicicletada Floripa. Foto: Alex Flynn.

Não nego que havia um desejozinho de sentir o friozinho o friozinho a água da Mole (afinal é verão, né, e eu estou esquecendo que gosto a água do mar tem), mas a Giovanna ainda não estava pronta para encarar a morreba da Lagoa. Que fizemos? A massa ainda era modesta; sugeri que seguíssemos pelo funil (leia-se: rua muito estreita) da geral do Pantanal. Se a massa permanecesse unida, poderíamos sentir e fazer sentir o contraste entre as massas motorizada e não motorizada, mas há diferentes ânimos… difícil. Voltando ao trajeto: passaríamos pela Costeira e voltaríamos para o Pantanal pela Via Expressa do Aterro Sul. Porém, foi desejo continuar para o Centro e voltar pela Beira-Mar, mas sem ciclovia (!). Passamos num mercadinho, onde aproveitamos para brincar um pouquinho com os carros.

Ciclistas pedalam na Via Expressa Sul. Foto originária da câmera de Juliana Diehl.

Ciclistas pedalam na Via Expressa Sul. Foto provinda da câmera de Juliana Diehl.

Repare ciclistas ocupam - com sobras - uma vaga de estacionamento para automóveis. Foto originária da câmera de Juliana Diehl.

Repare quantos ciclistas ocupam - com sobras - uma vaga de estacionamento para automóveis. Foto provinda da câmera de Juliana Diehl.

Escondido naquele desejo de pedalar um pouco mais, havia outra (ooouutra) motivação: sentar, beber e conversar. Paramos ali na João Pinto. Logo que os meninos lembraram que suas mulheres os esperavam em casa (hehe), voltamos. Não satisfeitas, as pessoas Ana, Alex e Porni levaram-me a jogar sinuca e eu esqueci a cadeira que me amarrava, em casa.

Nessa Bicicletada apareceram pessoas novas: Daniel, Luis, que emprestou a bicicleta que usei (obrigada, moço) e as aparições de gringos, inglês Alex e Porni argentino. Alex parece ter tido contato com um Critical Mass em Paris, se não me engano. Ele descreveu um passeio de muitas bicicletas, porém controlado. “Controlado, Alex?”. Aquela definição de “coincidência organizada” parecia muito distante de sua experiência lá. Pois bem, agora o moço tem outras referências. Porni trouxe a vontade de retomar as alegrias infantis que envolviam suas aventuras na bicicleta e desconocia el paseo del obelisco.

Será que um dia haverá tanta gente que não perceberei caras novas (uuu, provincianismo indo embora) e o trânsito de carros não sentirá nosso impacto (se considerarmos a inversão de opção de meio de locomoção)?

Por Juliana Diehl.

Veja mais:

Site da Bicicletada Floripa

Fotos de Alex Flynn

Fotos da câmera de Juliana Diehl

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Sobre bicicletanarua
Ciclista urbano paulistano residente em Florianópolis.

3 Responses to A primeira Bicicletada de 2009 em Florianópolis

  1. Pingback: Bicicletada em Florianópolis: é amanhã! « Bicicleta na Rua

  2. inácio kolling says:

    que tipo de bicicletas são usadas nas pedaladas,e elas são no asfalto ou em ruas normais
    minhas bikes são speed posso participar?

    • bicicletanarua says:

      Via lista de discussão da Bicicletada Floripa

      “Olá, Inácio!
      O percursos das Bicicletadas é, praticamente sempre, urbano. Asfalto, talvez algum pequeno trecho de paralelepípedo (por ex., Praça XV). As vezes que pedalaram comigo nesse trechos com speed não houve nenhum imprevisto, mas acredito que você, como usuário das ruas da nossa cidade, terá melhores condições de avaliar a capacidade da sua bike que qualquer outra pessoa. Tua bike não deve ter problemas em praticamente nenhum trecho, mas como várias ruas da nossa cidade estão abandonadas ou mal-cuidadas, sempre há o risco de furar um pneu. Se vc utiliza fitas antifuros, dificilmente terá algum imprevisto.

      Fabiano Faga Pacheco”

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