Retomada a Bicicletada em Pelotas

A dica veio do blogue Cada Asfalto Uma Ciclofaixa.

Haverá nesta sexta-feira, 1º de maio, a retomada da Bicicletada em Pelotas. Os ciclistas concentrar-se-ão no Altar da Pátria, na Praça Dom Antônio Záttera, na Av. Bento Gonçalves, a partir das 9h30. A saída está prevista para às 10h.

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Apenas como curiosidade, apesar de estar sendo divulgada como a primeira Bicicletada de Pelotas, há registros de Bicicletadas anteriores no site Pinha Livre.

Saiba mais:

Cada asfalto uma ciclofaixa – matéria do blogue Cada Asfalto uma Ciclofaixa discorre sobre os benefícios de se usar bicicleta e as vantagens que Pelotas teria com o incentivo aos ciclousuários.

Estreito pedala

Nesse feriado do Dia do Trabalho, 1º de maio, vai ocorrer em Florianópolis, o Passeio Ciclístico do Estreito. A concentração começará a partir das 8h30 na Praça Marechal Anízio da S. Machado, no largo em frente ao Estádio Orlando Scarpelli, do Figueirense. A saída ocorrerá às 9h30. O passeio é organizado pela Associação dos Moradores do Estreito e contará com o apoio da ONG ViaCiclo.

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O percurso do passeio será Av. Santa Catarina, R. General Libertao Bittencourt, R. General Eurico Gaspar Dutra, R. Henrique Boiteux, R. Fulvio Aducci, R. José Cândido da Silva, R. Sérgio Gil e depois retorna à Av. Santa Catarina (veja mapa).

A intenção dos organizadores do evento é confraternizar os moradores do Estreito utilizando-se de uma atividade agradável e saudável.

Segundo Rafael Debiasi, diretor da entidade, “os moradores locais terão mais uma atividade para quebrar o clima de dormitório que estes próprios sentem no bairro, chamando suas atenções para a possibilidade de mudança de rotina do lugar onde moram a partir de suas idéias e organização, visando incluir na memória local dos moradores suas próprias ações”.

[retirado daqui]

A porção continental de Florianópolis ainda não conta com nenhum quilômetro de via destinada ao trânsito específico de ciclistas. No bairro do Estreito, a despeito da topografia relativamente plana, várias pessoas não se sentem suficientemente seguros pela ausência de infraestrutura cicloviária e pela falta de fiscalização no cumprimento das leis de trânsito, que acabam não inibindo os motoristas infratores – os quais podem colocar a vida do ciclista em risco.

Mais informações na página do evento.

Final de semana de Bicicletadas

Neste final de semana acontecem quase todas as Bicicletadas de abril do Brasil! Confira abaixo quando será e de onde sairá a Massa Crítica da sua cidade. Se ela não estiver listada abaixo, agite a Bicicletada de seu município.

Sexta-feira, 24 de abril

Aracaju, SE

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Belém, PA

Concentração a partir das 17h no Mercado de São Brás. Às 17h30, cerimônia simbólica de criação da Praça do Ciclista. Às 18h, saída para o pedal lúdico-educativo.

“Criar simbolicamente a Praça Floriano Peixoto no Mercado de São Brás em PRAÇA DO CICLISTA não representa excluir ou privar outros atores da sociedade do uso desse espaço, nem exigir a transformação estrutural e arquitetônica do local para o uso exclusivamente ciclistíco. Representa unicamente marcar o local como referência geográfica, símbolo de uma territorialidade do movimento da bicicletada em Belém. Pretendemos com isso, mostrar que esse local  pertence ao processo de construção da massa crítica local.”

Retirado da Bicicletada Belém

Belo Horizonte, MG

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Bragança, PA

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Brasília, DF

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Campo Grande, MS

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Florianópolis, SC

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Concentração a partir das 18h na Concha Acústica da UFSC. Saída às 19h30. Mais cartazes aqui e aqui.

Fortaleza, CE

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Goiânia, GO

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Porto Alegre, RS

A Bicicletada sairá em frente à Prefeitura Velha de Porto Alegre, às 18h30.

Recife, PE

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Rio Claro, SP

A primeira Bicicletada de Rio Claro sairá às 17h, em frente à Igreja Matriz, na Praça da Liberdade.

Rio de Janeiro, RJ

rio-de-janeiro-cartaz-bicicletada-pao-2pHaverá concentração a partir das 18h no Botafogo e na Tijuca (nesta, na Praça Saens Peña). A saída será às 18h30. Uma segunda concentração vai ocorrer às 19h, na Cinelândia, em frente ao Odeon. Mais aqui.

São José dos Campos, SP

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São Paulo, SP

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Taubaté

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Vitória, ES

Concentração a partir das 19h na Esfera da Praça do Papa. Saída às 20h. Mais informações aqui.

Sábado, 25 de abril

Curitiba, PR

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Guarapuava, PR

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Maceió, AL

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Maringá, PR

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Mais cartazes aqui e aqui.

Domingo, 26 de abril

Natal, RN

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Mais cartazes aqui e aqui.

Quando futebol e bicicleta se misturam

No dia 31 de janeiro de 2009, ocorreu, em São Paulo, um encontro pouco comum de ser visto pelas ruas do Brasil: um grupo de pessoas se reuniu para ir de bicicleta assistir a uma partida de futebol.

Habitantes de uma metrópole que concentra três das 10 maiores torcidas do país, para não haver discussões ou brigas que desmanchassem amizades, o clube de futebol escolhido foi aquele que é praticamente a segunda equipe do coração de quase todos os paulistanos: o Clube Atlético Juventus.

O grupo combinou de se reunir na Praça do Ciclista para seguir de bicicleta de lá até o bairro da Mooca, com forte influência da colonização italiana. Quando eu soube disso, resolvi assistir ao jogo também. A diferença é que, como rapaz criado na Mooca, eu seguiria direto ao Estádio Conde Rodolfo Crespi, na Rua Javari, para encontrar com eles um pouco antes de a partida começar.

Para mim, seria uma sensação nova. Diferente. Instigante. Até em certo ponto nostálgica, pois foi no mesmo lugar que fui em um estádio de futebol pela primeira vez na vida e foi numa escola situada ali ao lado onde, pela janela, volta e meia via os jogadores treinarem no gramado. Naquele mesmo estádio, inauguraria em minha vida uma era onde até para assistir às partidas de futebol eu iria de bicicleta.

Próximo à entrada do estádio, eu encontrei os três ciclistas que vieram de bike e mais um vizinho de bairro, o Toshio, que  foi quem agitou toda essa pedalada e confraternização. Estavam em frente a um dos bares mais movimentados nos arredores do estádio, com uma mesa só para eles debaixo da sombra de uma árvore.

Ciclista juventino.

Ciclista juventino. Uniformizado com camiseta alusiva ao clube, foi assim que cheguei para assistir ao Moleque Travesso. Créditos da foto: Silas.

Quase às 16h, horário de começo do jogo, chegam as 2 últimas pessoas e quem ainda não havia entrado com a bicicleta passou pelos seguranças (após mostrar os ingressos, claro) e deixou as magrelas dentro da quadra da futsal do Moleque Travesso.

O detalhe é que mais um torcedor ciclista e se beneficou de nossa movimentação. Ele aproveitou e deixou a sua bike protegida dentro das dependências do clube, junto às nossas.

Ciclistas deixam bicicletas na quadra de futsal do clube.

Ciclistas deixam bicicletas na quadra de futsal do clube. Foto: André Pasqualini.

No total, cinco bicicletas repousaram dentro das dependências do Juventus. Foto: André Pasqualini.

No total, cinco bicicletas repousaram dentro das dependências do Juventus. Foto: André Pasqualini.

O jogo começou com baixo nível técnico. O América forçou mais e teve as melhores chances do primeiro tempo, que terminou em 0 a 0.

Aí veio o intervalo e, junto com ele, os tradicionais canoles e amendoins!

Na Rua Javari, o intervalo é a parte do jogo que dá mais gosto! Foto: André Pasqualini.

Na Rua Javari, o intervalo é a parte do jogo que dá mais gosto! Foto: André Pasqualini.

Juventus melhorou no segundo tempo e começou na frente no placar. Aos 15min, Jonatha abril o marcador após uma cabeceada e a torcida juventina toda se levantou eufórica (nós, inclusive!). Mas nossa alegria durou pouco, pois o América empatou dois minutos depois, após trocas de passes precisos e falhas da marcação do Juventus.

O jogo ficou em equilibrado e teve poucas jogadas de perigo durante os minutos que se seguiram. É aí que se pode notar os personagens que formam a torcida do Moleque Travesso.

Curioso personagem da torcida juventina com a camisa 12. Foto: Fabiano Faga Pacheco.

Curioso personagem da torcida juventina com a camisa 12. Foto: Fabiano Faga Pacheco.

Atrás da meta do goleiro adversário, a torcida do Juventus não pára nunca de incentivar a sua equipe. Foto: Fabiano Faga Pacheco

Atrás da meta do goleiro adversário, a torcida do Juventus não pára nunca de incentivar a sua equipe. Foto: Fabiano Faga Pacheco

Os torcedores da Ju-Jovem "infernizam" os jogadores rivais. Foto: Fabiano Faga Pacheco.

Os torcedores da Ju-Jovem “infernizam” os jogadores rivais. Foto: Fabiano Faga Pacheco.

Uma boa parte dos torcedores deixou de prestar atenção no jogo para olhar com mais atenção à Aline, bandeirinha daquela partida. Mas, aos 36min, o gramado voltou a ser o centro das atenções. O Juventus tinha um pênalti a seu favor!

Quer saber o que aconteceu? Veja no vídeo abaixo!

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.

O Erick acabou por perder mesmo o pênalti.

Nos minutos finais, ambas as torcidas estavam apreensivas.

A pequena torcida do América aguardava ansiosa ao final da partida. Foto: André Pasqualini.

A pequena torcida do América aguardava ansiosa ao final da partida. Foto: André Pasqualini.

Torcedores do Juventus fitam em campo os jogadores. Foto: Fabiano Faga Pacheco.

Torcedores do Juventus fitam em campo os jogadores. Foto: Fabiano Faga Pacheco.

No final, o jogo terminou 1 a 1 mesmo. Mas valeu muito a pena ver a alegria contagiante da torcida…

A torcida juventida não passa nenhum minuto sem incentivar o time. Foto: Fabiano Faga Pacheco.

A torcida juventida não passa nenhum minuto sem incentivar o time. Foto: Fabiano Faga Pacheco.

… e estreiar numa nova relação com a cidade, em que de bicicleta se vai até aos estádio de futebol!

Bicicleta e futebol podem conviver em harmonia. Foto Fabiano Faga Pacheco.

Bicicleta e futebol podem conviver em harmonia. Foto Fabiano Faga Pacheco.

Antes de terminar, apenas duas curiosidades.

A ficha técnica da partida:

Juventus 1 x 1 América

Local: Estádio Conde Rodolfo Crespi, Rua Javari, em São Paulo
Público pagante: 790 pessoas
Renda: R$ 5 185,00
Árbitro: Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza
Cartões amarelos: Ivan, Erick e Odirlei (Juventus) Rafinha, Bele, Fabricio, William e Thiago Floriano (América)
Gols: Jhonatas 15’/2T (Juventus); William 17’/2T (América)

Juventus
Marcelo; Nem (Valdo), Daniel e Ivan; Erick, Levi, Fabinho (Silas) e Odirlei, Jhonatas; Tiago Chulapa e Deiwid (Vagner).
Técnico: Edu Marangon

América
Tutti; Juninho (Sandro), Mirita, Rafael Silva e Rafinha; Bele, Fabrício, Thiago Floriano e William; Catatau (Vander) e Canela (João Henrique).
Técnico: Carlos Rossi

Pouco antes do Campeonato Paulista começar, o cartunista Maurício Ricardo publicou esta charge. Vejam só a situação em que o Juventus foi representado.

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.

E não é que o Juventus acabou por cair para a terceira divisão do futebol paulista?

Mesmo assim, creio que nenhum dos torcedores vai deixar de comparecer à Rua Javari para incentivar a equipe. E, provavelmente, cada vez mais deles irão de bicicleta.

Por Fabiano Faga Pacheco

Saiba mais:

Bicicletada Juventina – foi criado até um blogue para divulgar essas pedaladas para os jogos do Juventus. Nesta postagem, o Toshio conta como foi essa primeira experiência.

Fotos:

André Pasqualini (com o eminente encerramento do Multiply, as fotos podem ficar indisponíveis; favor avisar ao editor deste blogue num comentário abaixo)
Fabiano Faga Pacheco

Veja também:

Futebol Interior – Juventus 1×1 América – Equilíbrio marca empate na Rua Javari
Juventus – Juventus fica no empate diante do América na Javari
Juventus – “Só garra não ganha jogo”, diz Edu Marangon
Federação Paulista de Futebol – Juventus empata em casa com o América por 1 a 1

Floripa realiza a primeira Semana Internacional da Bicicleta

Entre os dias 20 e 25 de abril, acontecerá em Florianópolis a I Semana Internacional da Bicicleta. O evento contará com palestras, oficinas e workshops gratuitos e abertos à comunidade mediante inscrição prévia (que já estão no final). A realização é do Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis (IPUF) em parceria com a rede Cities for Mobility (de Stuttgart, Alemanha) e as ONGs ViaCiclo e Interface for Cycling Expertise (I-ce), da Holanda, através do Bicycle Partnership Program (BPP).

Sinterbici

O evento tem como foco o transporte e suas implicações para a coesão social, com destaque para os programas de bicicletas públicas,  a acessibilidade das crianças às escolas e o papel do transporte não-motorizado na promoção das Metas do Milênio (redução da pobreza, direito à educação e sustentabilidade).

Na vanguarda dos programas de bicicleta pública do Brasil, estarão na Semana Internacional da Bicicleta, o presidente da Sertell, Ângelo Leite, responsável pela iniciativa carioca SAMBA, e o presidente do Instituto Parada Vital, Ismael Domingues Caetano, que, em parceria com a seguradora Porto Seguro, implantou o sistema paulistano UseBike.

A Programação da I Semana Internacional da bicicleta está imperdível, recheada de “feras” do Brasil, da Alemanha e da Holanda, que nos mostram que um futuro melhor é possível.

O encontro conta com o apoio do Ministério das Cidades, através da Secretaria Nacional de Transportes e da Mobilidade Urbana (SEMOB), do Departamento Nacional de Infraestrutura (DNIT), da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), Departamento Estadual de Infraestrutura (DEINFRA), da Prefeitura Municipal de São José, através da Secretaria de Obras, do FloripAmanhã, Bicicletada Floripa, além de Fundação Movilization, International Bicycle Consultancy (IBC) e AH8 – Escritório de Planejamento e Projetos Cicloviários.

Abaixo, parte do texto de divulgação da Semana:

Florianópolis alia-se ao movimento global em direção à sustentabilidade dos transportes, o que inclui o uso da bicicleta, um modal econômico, acessível e não poluente de deslocar os cidadãos dentro da cidade.

Recentemente a capital catarinense foi escolhida pela Rede Mundial de Cidades pela Mobilidade Urbana (Cities for Mobility) para coordenar o grupo temático sobre transportes não motorizados. Além disso, a cidade também foi acolhida pelo Programa de Parcerias pela Bicicleta (Bicycle Parnership Program), que disponibiliza auxílio técnico do governo holandês.

O evento será uma excelente oportunidade para obter conhecimentos sobre o que há de mais avançado em termos de mobilidade ciclística no mundo, além de oportunizar a troca de experiências entre os participantes.

Saiba mais:

UseBike: resumindo – XuPaKaVrAz explica como funciona o sistema de bicicletas públicas de São Paulo.

Como utilizar as bicicletas de aluguel cariocas – o blogue da Transporte Ativo ensina os cariocas a usar o SAMBA.

Pequenas alterações no Bicicleta na Rua

O blogue sofreu algumas alterações nas últimas semanas. Algumas bem pequenas, é verdade. Foram adicionados dois novos complementos (widjets) na borda direita do site. Agora é possível saber quais os links externos e arquivos que o pessoal mais tem acessado ao visitar o Bicicleta na Rua. O complemento mais legal, no entanto, é o contador Geovisite. Ele registra de que lugar do mundo acessam as pessoas que vêm ao blogue. Ele  apresenta alguns problemas como considerar a visita de quem edita o site. Mas, em compensação, diferentemente do contador do WordPress.com, ele contabiliza apenas as visitas únicas (ele não soma cada página visitada pelo usuários). É uma ferramenta muito legal e que dribla as restrições impostas pelo WordPress.com, que não permite utilizar pluggins em javascript. A idéia foi obtida do singelo El Diario de Notas y Fotografías.

As outras novidades referem-se à organização dos links aí do lado. Tendência crescente no Brasil e no mundo, foi feita uma seção exclusiva para sites e blogues de Cycle Chic. A seção internacional “Pedalando pelo Mundo” foi desfeita. Em seu lugar, for criada a seção “Cicloativismo pelo Mundo” e também uma seção, ainda em construção, com os links de “Cicloturismo”. São Paulo foi dividido, com parte de seus blogues realocados para “São Paulo (interior e litoral)”, enquanto ficaram juntos os links para os blogues da Grande São Paulo, que ainda são muitos e muito bons!

As próximas alterações que devem ocorrer no blogue serão a disponibilização do Delicius e, talvez, do Twitter (será que valem a pena?).

Para finalizar, não poderia esquecer de reiterar o compromisso de divulgar e concentrar as matérias sobre bicicleta e mobilidade urbana em Santa Catarina, em especial quando essas matérias não estão disponíveis na internet (sempre respeitando a Lei de Direitos Autorais). Se alguém quiser também publicar algum conteúdo aqui no blogue, poderá mandar um e-mail para o bicicletanarua[arroba]gmail.com para que ele seja avaliado e disponibilizado na internet.

Nota de Agradecimento

Nestes pouco mais de cinco meses de existência, o Bicicleta na Rua tornou-se o blogue mais visto de cicloativismo de Santa Catarina. Infelizmente, isso se deveu mais à ocupação de um nicho inexistente do que propriamente à “concorrência” dos parceiros divulgadores de notícias. Desde as viagens do Ciclonômade e o encerramento das postagens do Adrenalina Urbana (que, aliás, as retomou com uma postagem interessante sobre Balneário Camboriú), o Estado não contava com nenhum blogue mais dedicado ao ciclismo urbano e cicloativismo. Isso contrastava enormemente com o fato de ele sediar duas grandes ONGs nacionais e de grande prestígio internacional (ViaCiclo, em Florianópolis, e ABC Ciclovias, em Blumenau), de ter tido o primeiro roteiro cicloturístico do país (o Vale Europeu) e do fato de que Florianópolis possui o Projeto Rotas Inteligentes, do IPUF, que visa à criação de microrredes cicloviárias e ciclovias e ciclofaixas interligadas. Sem contar que a capital tem investido na construção de novas estruturas para os ciclousuários e também possui um manual para o ciclista urbano.

Pois bem, nestes quase seis meses, ganhamos gratas companhias no meio cicloativista florianopolitano e catarinense, como se pode conferir dentre os links ao lado. Não estamos mais sozinhos –  o que é uma grata notícia para aqueles que necessitam de novas notícias – e, nesse período, obtivemos destaque e temos parte das postagens divulgadas no Planeta Bicicletada e chamadas no Onde Pedalar. Uma de nossas postagens foi uma das mais vistas do dia no WordPress.com. Por essas e por outras que o Bicicleta na Rua agradece a você e seguirá cumprindo o seu papel no cenário nacional para que alcancemos uma mobilidade mais sustentável e uma existência mais humana e pautada no respeito à vida.

Jundiaí terá nesta sexta a sua primeira Bicicletada

A cidade paulista de Jundiaí terá, nesta sexta-feira, dia 17 de abril, a sua primeira Bicicletada. Os participantes encontrar-se-ão às 17h na Av. Nove de Julho, em frente ao Extra. A Bicicletada de Jundiaí está sendo agitada desde meados de fevereiro.

Cartaz da Bicicletada Jundiaí 2009-04-17 v2.

Você quer se inteirar mais sobre a Bicicletada Jundiaí? Então fique ligado no site www.bicicletada.org/jundiai e na comunidade dela no orkut.

Cartaz da Bicicletada Jundiaí 2009-04-17.

Saiba mais:

Jornal de Jundiaí – Na 9 de Julho, alerta para a guerra urbana no trânsito

Veja também:

Jornal de Jundiaí – Professor usa a bicicleta para tudo há mais de 20 anos
Jornal de Jundiaí –
Em Jundiaí, projetos à vista

Ecos da Bicicletada no Jornal da Lagoa

A reportagem abaixo foi originalmente publicada no Jornal da Lagoa, na primeira quizena do mês de abril de 2009. Você pode conferir a reportagem em .pdf aqui. A versão impressa encontra-se atualmente disponível gratuitamente em vários estabelecimentos do leste da Ilha de Santa Catarina.

União por direitos

Comunidade quer a construção da ciclovia na Osni Ortiga.

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Bicicletada da Lagoa protesta contra a falta de Planejamento

Novos ecos sobre antigas reivindicações ocuparam a cena da Lagoa no último sábado, 4 de abril. Atendendo ao convite da AMPOLA (Associação dos Moradores do Porto da Lagoa), cerca de 200 pedalantes lotaram a rua Osni Ortiga e ruas do Centrinho para deixar ainda mais claro, embora gestores públicos pareçam ignorar, que o uso da bicicleta é massivo no bairro. Crianças, jovens e idosos, homens e mulheres, com cartazes de protesto ou num “apitaço” para acordar quem planeja a cidade, cumpriram o dever cívico de evocar a urgência de ciclovia e calçadas na rua Osni Ortiga.

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Dona de irresistíveis encantos naturais, a Lagoa parece ainda não ter reconhecido seu potencial e segue à mercê de um urbanismo ultrapassado. Fica o espaço público cada vez mais servil aos carros (cá em Floripa, saudosa Ilha, já temos a triste proporção de 1 carro a cada 1,8 habitantes). Já o cidadão acostuma-se à sua “bolha” de conforto, que lhe rouba grande parte da paisagem e o condena a perder preciosas horas parado em intermináveis filas. Perdem os motoristas, perdem ainda mais os ciclistas e caminhantes, sobretudo numa faixa de orla como a rua Osni Ortiga, onde os olhos de contemplar a Lagoa são obrigatoriamente atentos ao fluxo dos furiosos carros que, por um momento livre dos engarrafamentos, descontam todo o tempo perdido com o pé no fundo do acelerador.

Em recente reunião na AMPOLA, políticos, líderes comunitários e técnicos do IPUF lembraram que estiveram no mesmo lugar, há 12 anos atrás, discutindo a mesma coisa (necessidade da ciclovia). Não falta projeto, muito menos verba. A gestão anterior de Dário Berger não implementou a obra, apesar de ter havido verba alocada para este fim. Que então se fortaleça o protagonismo de pedestres e ciclistas e a participação popular: é para isso que servem as Bicicletadas, manifestações legítimas de ocupação das ruas por um espaço público mais justo e humano.

Todos os ciclistas e cidadãos engajados nesta causa estão convidados para as próximas Bicicletadas: a partir de maio, acontecerão sempre no segundo sábado de cada mês. O encontro é sempre às 15h na sede da AMPOLA (ao lado da Igrejinha do Porto da Lagoa).

Por Fernando Angeoletto

Saiba mais:

Veja como foi o primeiro Passeio Ciclístico da Lagoa.

Relatos:

Bicicleta na Rua
Jornal da Lagoa
Jornal Notícias do Dia
Movimento Ciclovia na Lagoa Já

Fotos:

Ana Carolina Vivian
Caminhos do Sertão
Ciclista Fabiano

Vídeos:

Bicicleta na Rua
Daniel de A. Costa
Lagoa Virtual
Patrola – RBS TV/Globo

Problemática:

Bicicleta na Rua
Caminhos do Sertão
Jornal da Lagoa
Jornal Notícias do Dia
Movimento Ciclovia na Lagoa Já

Moradores anseiam ciclovia no Porto da Lagoa

A reportagem abaixo foi originalmente publicada no Jornal da Lagoa, na segunda quizena do mês de março de 2009. Você pode conferir a reportagem em .pdf aqui.

Ciclovia é urgente

Bicicletada na Lagoa ajudará a pressionar autoridades.

Foto: Leo Tolomini.

Foto: Leo Tolomini.

Ciclovia para a Osni Ortiga

A construção da ciclovia na rua Osni Ortiga é uma reivindicação há mais de 12 anos da comunidade do Porto da Lagoa. A Ampola – Associação dos Moradores do Porto da Lagoa – realizou uma assembléia com a comunidade, com participação do vereador Renato Geske, da arquiteta do Ipuf, Vera Lúcia Gonçalves e o administrador da regional leste, Paulo Germano Alves, o Paulão. No dia 4 de abril, sábado, 15h, se dará a saída da bicicletada na sede da Ampola para lembrar às autoridades a necessidade da construção da ciclovia.

A prioridade da Ampola é melhorar as ruas do bairro, ampliar a segurança, preservar o meio ambiente e a construção da tão sonhada ciclovia. A associação é uma grande incentivadora do projeto e está engajada na realização da obra. Todos querem dar um basta na demora.

Estiveram presentes 30 moradores da comunidade. Renato da Farmácia citou como exemplo a reforma do calçamento da Avenida das Rendeiras. A obra já foi licitada, mas nenhuma empresa quis assumir, justificando o baixo valor disponibilizado pela prefeitura.

É preciso também haver um controle com câmeras, um muro de contenção e fazer um deque para pedestres. Nem tudo está orçado, mas é possível complementar. É no plano Plurianual que se definem os custos. Orçamento para fazer a obra a prefeitura tem, o que falta é vontade política. É preciso convidar o prefeito e o secretário de obras para pedalar juntos e sentir o sufoco dos ciclistas.

A ciclovia ajudará o transporte do bairro, sendo integrado com o Terminal Urbano – Tilag – que já possui um bicicletário sob os cuidados da intendência. Os participantes da reunião afirmam que a geografia de Florianópolis é de altos e baixos, o que não favorece a bicicleta. Mesmo assim, há bairros planos em que as ciclovias podem ser uma excelente opção de transporte e os ciclistas podem adaptar-se bem.

Ciclovia é uma necessidade urgente para a Lagoa. É um meio de transporte saudável. Foto: Leo Tolomini.

Ciclovia é uma necessidade urgente para a Lagoa. É um meio de transporte saudável. Foto: Leo Tolomini.

Para garantir a segurança do ciclista é necessária muita sinalização, com carros em velocidade baixa para conviverem em harmonia com as ciclovias. Na Avenida Osni Ortiga os carros trafegam com velocidade acima do permitido. O correto para um automóvel que divide a rua com o ciclista é ter velocidade máxima de 30km/h. Os motoristas não estão preocupados com o mais frágil, ou seja, o ciclista e o pedestre. A preferência é do ciclista sobre o automóvel na rua, se não tiver faixa de ciclovia, conforme a lei.

Não tem fiscalização e o fluxo de bicicletas na Avenida Osni Ortiga é baixo para ter guardas. Falta educação e quem paga impostos quer ver os resultados. A Osni Ortiga deveria ter pardais para a segurança de ciclistas e pedestres.

Somente o ativismo da comunidade, mostrando a importância da bicicleta poderá reverter a ineficácia de setores do poder público. Quando aumentar o fluxo de bicicletas a pressão popular aumentará. Não é somente Tapete Preto que a cidade precisa, há de ter ciclovias e calçadas para todos.

Saiba mais:

Passeio Ciclístico da Lagoa – a página da ViaCiclo contém mais informações sobre a pedalada.
Pedalada na Lagoa – conteúdo do Bicicleta na Rua explica como surgiu a idéia do passeio ciclístico.
Bicicletadas na Lagoa vão reivindicar ciclovia –  reportagem de divulgação do passeio ciclístico do blogue dos Caminhos do Sertão.
Bicicletada Floripa – página da Bicicletada de Florianópolis

Pedalada na Lagoa

Logo mais, terá início, na sede da AMPOLA (Associação de Moradores do Porto da Lagoa) um passeio ciclístico que passará pela R. Ver. Osni Ortiga, parte da Av. das Rendeiras e pelo centro da Lagoa da Conceição (veja o trajeto). A concentração começa às 14h30 e a pedalada em si, às 15h.

Cartaz do Passeio Ciclistico da Lagoa da Conceição.

A idéia desse passeio, que deverá ser o embrião para as futuras Bicicletadas na Lagoa da Conceição (que devem acontecer no segundo sábado de cada mês) começou na reunião de debate e eleição da própria Associação de Moradores.

Já era noite de quinta-feira, 12 de março de 2009, quando começou a reunião aberta onde moradores das proximidades puderam tirar as suas dúvidas sobre uma reivindicação antiga: há pelo menos 10 anos os cidadãos da região do Centro, Canto e Porto da Lagoa almejam a construção de uma ciclovia e de passeios para pedestres na R. Ver. Osni Ortiga.

Cartaz de divulgação da reunião na AMPOLA.

Cartaz de divulgação da reunião na AMPOLA. Moradores querem ciclovia na R. Ver. Osni Ortiga.

Essa rua é, na verdade, um trecho de uma rodovia estadual (SC-403) liga a parte Sul da Ilha de Santa Catarina à Lagoa da Conceição. É uma rua de intenso movimento de pedestres, ciclistas e automóveis, mas, infelizmente, com pouquíssimos horários de ônibus. Como em todas as rodovias estaduais de Florianópolis, ela não possui calçada em praticamente nenhuma parte de sua extensão e, muito menos, ciclovia. Não existe também acostamento, o que obriga o ciclista a dividir as ruas com os automóveis. A rodovia possui duas faixas, uma em direção à Lagoa e outra aos bairros do Sul.

As placas indicam que as velocidades máximas na pista variam entre 40km/h e 60km/h, mas, como em todas as ruas de Florianópolis, esse limite não é respeitado, o que reflete a falta de fiscalização pelas autoridades, de punição aos infratores e de respeito por parte de inúmeros motorizados que circulam por ali. Nesse contexto, uma ciclovia ou ciclofaixa favoreceria o ciclista, por não precisar dividir espaço com os automóveis numa rua que não comporta os dois em uma única faixa, e o bairro, que contaria com um espaço iluminado, onde as pessoas poderiam, além de se deslocar, ter uma opção saudável e segura de lazer e convivência.

A bicicleta é o meio de transporte mais utilizado pela R. Ver. Osni Ortiga. Basta fitar poucos instantes para se perceber que muitas pessoas utilizam a bicicleta no dia-a-dia. Crianças vão à escola com ela. Os moradores utilizam-na em deslocamentos diários e para ir à padaria, à mercearia. Com isso, adquirem saúde. Mas, durante muitos anos, parece que não se deu a devida atenção a essa enorme parcela da população.

Para mostrar que existem ciclistas que utilizam a rodovia no seu cotidiano é que se propôs a realização de passeios ciclísticos e de Bicicletadas na Lagoa da Conceição. Os moradores vão às ruas mostrar que a bicicleta faz parte da paisagem urbana do Porto da Lagoa e, assim, pressionar pela construção de uma estrutura cicloviária na região.

Saiba mais:

Passeio Ciclístico da Lagoa – página da ViaCiclo contém mais informações sobre a pedalada.

Bicicletadas na Lagoa vão reivindicar ciclovia – reportagem do blogue dos Caminhos do Sertão sobre o passeio ciclístico

Bicicletada Floripa – página da Bicicletada de Florianópolis

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