Bicicletadas brasileiras do final de julho

Neste final de mês, as Bicicletadas de algumas cidades já deram as caras, enquanto as demais estão previstas para ocorrerem hoje. Por curiosidade, uma lista das Bicicletadas do Brasil deste mês.

Sábado, 25 de julho

Belém, PA

Belém 2009-07-25

Curitiba, PR

Curitiba 2009-07-25 - geral

Jundiaí

Jundiaí 2009-07-25

Maceió, AL


Maceió geral novo

Maringá, PR

Cartaz_Bicicletada_25-julho

Domingo, 26 de julho

Carapicuíba, SP

Carapicuíba 2009-07-26

Natal, RN

Natal 2009-07-26

Sexta-feira, 31 de julho

Aracaju, SE

Aracaju 2009-07-31 22

Belo Horizonte, MG

Belo Horizonte 2009-07-31

Brasília, DF

Brasília 2009-07-31 Inverno

Florianópolis, SC

Confira aqui.

Lorena, SP

Lorena 2009-07-31

Porto Alegre, RS

Concentração às 18h30 na Prefeitura Velha de Porto Alegre.

Rio Claro, SP

Saída às 17h, em frente à Igreja Matriz, na Praça da Liberdade.

Rio de Janeiro, RJ

Rio de Janeiro 2009-07-31

Santos, SP

Concentração às 18h na Cadeia Velha (em frente à rodoviária, na Praça dos Andradas). Saída em torno das 18h30. Será a primeira Bicicletada de Santos.

São José dos Campos, SP

São José dos Campos 2009-07-31

São Paulo, SP

São Paulo 2009-07-31 Mobilidade

Vitória, ES

Concentração a partir das 19h na esfera da Praça do Papa. Saída às 20h.

Saiba mais:

Bicicletadas de maio
Bicicletadas de abril
Bicicletadas de março
Bicicletadas de fevereiro

Bicicletada Floripa: não fique à mercê da imobilidade urbana

A Bicicletada Floripa de julho vai acontecer nesta sexta-feira, dia 31, com concentração a partir das 18h, 18h30 em frente à Concha Acústica da UFSC (veja o mapa) e saída às 19h, pontualmente.

Cansou de ficar preso ficar preso nos congestionamentos cada vez mais volumosos de Florianópolis? Quer aproveitar as férias para mudar para melhor sua vida, adquirindo confiança para pedalar com sua magrela pelas ruas – por ora – semidesertas da capital? Quer ganhar mais saúde ainda este ano e, de quebra, ficar menos tempo parada no trânsito?

A bicicleta é o veículo mais rápido para deslocamentos de até 8km. Alie rapidez, saúde, economia e bom humor e venha participar da Bicicletada. Convide seus amigos e antecipe-se ao futuro com um meio de transporte sustentável.

Floripa 2009-07-31

Mais informações aqui.

Blumenau: cidadania e qualidade de vida

O artigo abaixo foi originalmente reproduzido no Jornal de Santa Catarina, na edição de 20 de julho de 2009. Foi, também, publicado resumido na Folha de Blumenau do dia 22 de julho.

Jornal de Santa Catarina - logo

ARTIGO

Motoristas, ciclistas e outros cidadãos

Somos conservadores! Sempre que se tenta transformar alguma estrutura predominante da cidade, levantam-se vozes a protestar, seguidas de outras a defender tais mudanças. Isso é da democracia e é bem-vindo, mas temos que superar essa característica de defender apenas os interesses próprios. Essas manifestações em causa própria ignoram os interesses do “outro” e até os da cidade e da cidadania.

A recente implantação de mais um trecho de ciclofaixa em Blumenau, iniciativa correta do poder público, desperta uma discussão importante: a questão da mobilidade urbana. Já sofremos sérios problemas devido à quantidade de carros circulando, à falta de planejamento urbano, ao descaso das empresas de ônibus e à inexistência de soluções alternativas. O transporte não pode ser tratado como uma conversa cotidiana entre leigos, deve estar embasada em informações e conhecimentos técnicos. A mobilidade deve ser tratada de forma integral, considerando todos os aspectos urbanos: paisagem, poluição ambiental, qualidade de vida, desenvolvimento econômico e a felicidade de todos.

É um erro tratar o trânsito de forma isolada, apenas com cálculos e planilhas. Suas causas e consequências são mais complexas e amplas, incidindo sobre todos os espaços e cidadãos, travando o desenvolvimento econômico e social de uma cidade. A solução passa por decisões estruturais e temos que tomá-las rápido: da prioridade absoluta para o transporte coletivo e o deslocamento não-motorizado às alternativas combinadas e complementares.

Não se trata de punir o usuário do carro, mas o fato é que estes precisam ceder espaço para outras formas de transporte mais eficientes, menos poluentes, mais agradáveis e baratas. As bicicletas são um componente fundamental para qualquer sistema de transporte urbano eficiente. Elas são complementares e cumprem um papel específico. Muitos gostariam, por exemplo, de sair de casa pedalando 10 minutos até o terminal de ônibus mais próximo, deixar a bicicleta lá, pegar um ônibus até o trabalho e caminhar mais cinco minutos. Por que não implantamos o sistema de bicicletas públicas?

Outro argumento utilizado é a topografia de Blumenau. O bom senso permite defender sua utilização prioritariamente nas diversas áreas planas da cidade e isso deve ser considerado pelos planejadores. Em relação à perda de vagas de estacionamento nos corredores de serviço, sugiro que utilizemos vários exemplos no mundo, onde o aumento de pedestres e ciclistas, a médio prazo, aumentou as vendas do comércio nestes pontos.

Temos que avançar e preparar a cidade para o futuro, não apenas com discursos ou verbas mal aplicadas e obras pouco planejadas. Sem planejamento urbano adequado e a vontade coletiva da sociedade, continuaremos sendo apenas uma cidade bonitinha, mas sem vocação para se tornar uma cidade influente e atraente no Século 21, cujo principal fator é a alta qualidade de vida urbana.

Por Christian Krambeck*

* Christian Krambeck é arquiteto, urbanista e professor universitário

Saiba mais :

Blumenau implanta mais ciclovias – reportagem do Jornal de Santa Catarina mostra as novas obras cicloviárias de Blumenau.
Antes que o mundo pare – artigo de Fabrício Cardoso fala do excesso de automóveis em Blumenau e estimula o debate sobre as novas ciclofaixas da cidade.
A polêmica sobre as ciclofaixas de Blumenau – artigo de Willian Cruz mostra sua opinião e relaciona os fatos que acontecem em Blumenau com o passado de San Francisco, EUA.
Blumenau: resposta do presidente da UCB – carta de Antonio Carlos de Mattos Miranda, presidente da União de Ciclistas do Brasil, sobre a polêmica acerca das ciclofaixas em Blumenau.
Cartas-resposta em favor das ciclofaixas em Blumenau – respostas de cicloativistas e sociedade civil a colunista que ironizou as novas ciclofaixas na cidade.
Comerciantes criticam áreas para ciclistas – reportagem no Jornal de Santa Catarina faz o contraponto com as queixas dos comerciantes.

Reunião pode definir o futuro de ciclovia no Itacorubi

O gabinete do vereador Márcio de Souza (PT-SC), de Florianópolis, convida a população da Bacia do Itacorubi para uma reunião ampliada em que serão debatidas as compensações e benefícios para a região em virtude da nova subestação das Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc).

A reunião está marcada para acontecer às 19h na Escola Básica Padre Anchieta, situada à R. Rui Barbosa nº 525, na Agronômica (veja o mapa).

Mas o que isso tem a ver com os ciclistas, afinal?

É simples. Para interligar o sistema de energia elétrica dessa nova subestação ao sistema de transmissão e distribuição de energia nacional, cabos de alta tensão passarão por baixo da ciclovia, que será diretamente afetada e precisará ser refeita.

Acontece que a reconstrução da ciclovia, que ia ficar a cargo da Celesc, passou a ser responsabilidade da prefeitura. Apesar de a Celesc precisar danificar a ciclovia e o calçadão da Av. Beira-Mar Norte, ela não desembolsará centavo sequer para a sua reconstrução.

Itacorubi

Como forma de compensação, a Celesc prometeu construir 1200m de ciclovias no Itacorubi, conectando o final da ciclovia da Av. da Saudade à sua subestação Trindade, no bairro do Córrego Grande, passando pela SC-404 (Rodovia Admar Gonzaga), pelas avenidas Itamarati e San Marino e pelas ruas Vera Linhares de Andrade e Maestro Aldo Krueger (Fig.1).

Fig.1 - A ciclovia seguiria o caminho dos cabos subterrâneos, ligando a ciclovia da Av. da Saudade à ciclovia existente em frente ao campus da UDESC e, de lá, seguindo até a subestação Trindade, no bairro Córrego Grande.

Apesar de ter divulgado a construção dessa ciclovia (veja o folder), a Celesc, entretanto, parece que não pretende concretizá-la. Ao final da ciclovia da Av. da Saudade o que se observa é que as calçadas (também inclusas na compensação) já começaram a ser refeitas, enquanto a construção da ciclovia ainda não apresenta sinais de que seguirá em frente.

A presença de ciclistas e cicloativistas nessa reunião pode ajudar a mudar esse quadro, contribuindo para que, no futuro, a almejada ciclovia realmente exista.

Blumenau: resposta do presidente da UCB

Resposta do presidente da UCB – União de Ciclistas do Brasil à esta coluna publicada no jornal Folha de Blumenau. Leia mais respostas aqui. Mensagem retirada do fórum da Bicicletada Curitiba.

Ao Senhor Carlos Tonet – Jornal Folha de Blumenau,

De forma alguma quero responder a imbecilidades com mais imbecilidades ou patadas deletérias. Carlos Tonet acha que é o único que sabe fazer uso do vernáculo para atacar o que bem entender. Ledo engano. Tem muita gente que sabe escrever e convencer.

O que Carlos Tonet chama de aberração urbana e faz menoscabo é, em verdade, a redenção da mobilidade humana nas cidades. Se hoje existem poucos usuários nessas ciclofaixas e nas poucas ciclovias de Blumenau é porque a rede cicloviária ainda não tem conectividade. É comum que pessoas como Carlos, aparentemente usuário convicto de meios motorizados, reclamem da perda de espaços viários para a implantação de infraestruturas para as bicicletas.

Carlos Tonet não sabe que o mundo europeu, onde estão as moedas mais fortes do planeta, e onde a economia efetivamente gira, movendo boa parte do planeta, a bicicleta está sendo re-editada, re-inserida e assumindo importante papel na mobilidade urbana. Somente a Alemanha tem mais de 200 mil km de ciclovias junto às rodovias. Isto é somente 80 vezes mais tudo que temos nas áreas urbanas de todos os 5.562 municípios do Brasil. Hamburgo é a cidade do mundo com a maior extensão de rede cicloviária no mundo, com mais de 1.800 km de ciclovias e ciclofaixas.

Mas tudo isto é bobagem para Carlos Tonet, que tem seus minutos de glória e de respostas agora, e para quem não responderei mais. Deverei doravante solicitar espaço direto à direção do jornal para publicar artigos pessoais ou para prestar esclarecimentos sobre o ciclismo. Assim, poderei dizer aos blumenauenses e a outros cidadãos do Vale Europeu sobre a importância em investir no ciclismo e no ato saudável de pedalar uma bicicleta.

É importante que Carlos Tonet saiba que estudo feito na Alemanha mostrou que Berlim tinha mais de duas vezes o tamanho da frota de automóveis de Bangkok. Berlim também tem duas vezes menos a população da cidade asiática, hoje com 6,5 milhões de hab. No entanto, os orientais usam quase três vezes mais o automóvel do que os berlinenses. Os alemães da capital fazem uso intenso da bicicleta para seus deslocamentos, atingindo pouco mais de 18% nos seus deslocamentos diários com este modal. E veja que estou falando da Alemanha e não da Holanda, Dinamarca e mesmo da Suíça, cujos números são muito maiores.

Qual conclusão tirar dos dados? O que dizer a Carlos Tonet? Simples, os berlinenses são muito mais ricos do que os tailandeses sim. Mas também que quem gosta da motorização e a usa de forma exacerbada são os pobres, acomodando suas bundas gordas nos bancos dos automóveis, mesmo que para isto tenham de ficar engarrafados, se irritarem uns com os outros, se xingarem, e por vezes se matarem. Como já disse a grande jornalista Jane Jacobs, depois laureada como urbanista tal a sua importância na história do urbanismo mundial “a bicicleta aproxima as pessoas, o automóvel afasta.”

Portanto, se hoje Carlos Tonet se irrita com a perda de espaço para um fluxo que ainda está longe de ser percebido, ou que ainda está tímido para aparecer aos olhos de muitos carlos tonets, é porque o ser humano é cego e egoísta social para com as ações que ferem os seus interesses na apropriação privada do que é de domínio público. Como se houvesse direito adquirido sobre o espaço público apenas porque os gestores são complacentes. Há muito os automóveis e seus proprietários se apropriaram da via pública como se ela fosse o quintal da sua casa, da sua loja, como se fizesse parte do seu “negócio”. Para tal procedimento devemos dar um basta.

Realmente num País onde o desmando e a desfaçatez dos políticos são ações banalizadas e contra as quais não atingem os dedos da justiça e as barras da prisão, todos dão um jeitinho para tentar abocanhar uma fatia do bem público. A começar pelos motoristas na apropriação do viário para estacionar seus veículos.

Passar bem, jornalista.

Antonio Carlos de Mattos Miranda
Presidente da União de Ciclistas do Brasil – UCB
Consultor em planejamento e projetos cicloviários – CREA 1286/D

Saiba mais:

Blumenau implanta mais ciclovias
Dresden, uma cidade boa para se pedalar

Cartas-resposta em favor das ciclofaixas em Blumenau

As respostas abaixo referem-se a esta coluna de Carlos Tonet publicada nesta quinta-feira, 16 de julho, no jornal Folha de Blumenau. Nela, o colunista faz críticas não construtivas sobre as novas ciclovias e ciclofaixas de Blumenau.

Infeliz coluna

Foi com uma grande infelicidade que acabei por descobrir que o colunista desconhece os princípios de convivência em sociedade, uma pesquisa decente sobre aquecimento global e que, infelizmente, não costuma observar, dentro do conforto do seu automóvel parado no trânsito cada vez pior de Blumenau, a existência de ciclistas nas ruas e ciclofaixas de Blumenau.

Acho incrível que o colunista não tenha reparado também que ele é responsável pelo congestionamento que cada vez mais se apodera das ruas de Blumenau. Congestionamento esse causado pelos carros, como o do colunista.

Não vai adiantar construir mais ruas. Se todos os blumenauenses forem como o colunista, independente de ônibus ou ciclistas, os carros vão ficar parados em monstruosos congestionamentos. E isso não tardará a chegar – a considerar que todos os blumenauenses sejam como o colunista.

O mais engraçado é que, sendo contra a ciclovia, o colunista é contra a própria liberdade de locomoção em tempos futuros. A implementação de ciclofaixas na cidade é inevitável. O colunista poderá, no máximo, conseguir retardar esse processo – o que eu acho difícil. Seria ótimo se Blumenau se espelhasse nas cidades alemãs coirmãs. Nelas, há bastante infraestrutura para quem quiser usar a bicicleta. Não há dúvidas de que a vida lá é bem melhor – e as bicicletas certamente contribuem para isso.

O comentário do colunista, como bem já escrevi, é um tiro no próprio pé, quer dizer, será algumas horas a mais para ele ficar preso no trânsito no suposto conforto de seu carro nos próximos anos. Ele desestimula as pessoas a usarem a bicicleta e estimula a utilizarem o automóvel. Com mais automóveis na rua, mais tempo levará o colunista a chegar ao seu destino em seus deslocamentos. Fico a pensar se é isso mesmo o que ele quer.

Quero lembrar também que o colunista corre o risco de dormir atrás das grades caso resolva fazer o que promete no último parágrafo. Aliás, se alguém o fizer, corre o risco de lá dormir por incentivar prática contra a lei e contra a sociedade. É melhor o colunista torcer para que as ciclofaixas continuem intactas.

Por fim, esta epístola digital estará disponível na internet para que não tenhas problemas em encontrá-la se algum dia o colunista quiser refletir.

Com atenção – e decepção pela leitura de vossa coluna-,
Fabiano Faga Pacheco

Resposta da ViaCiclo:

ViaCiclo - logo

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ViaCiclo – Associação dos Ciclousuários da Grande Florianópolis

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Repudiamos o ataque à civilidade ciclística

Sr. Editor da Folha de Blumenau,

Através desta manifestamos nosso veemente repúdio às declarações do Sr. Carlos Tonet acerca da mobilidade ciclística.

Comunicamos que vamos dar conhecimento de tal artigo a toda nossa rede de relacionamentos no Brasil, uma vez que ele auxilia a compreensão dos motivos que fazem o Brasil ser um país atrasado em termos de mobilidade urbana.

A metade das mortes anuais no trânsito, em todo o mundo (1,2 milhão), são de pedestres e ciclistas, o que significa que trata-se de pessoas excluídas da sociedade do automóvel devido às suas condições financeiras, que são incapacitadas de dirigir ou que, podendo ter um carro, não desejam ser cúmplices de um modelo de transporte insustentável (devido aos danos causados à urbanidade e à natureza) e injusto (porque é absolutamente impossível que todas as famílias possuam um carro).

Desta forma, além de completo desconhecimento político e técnico, as opiniões do Sr. Tonet revelam a opção em favor das elites sociais, escárnio contra as vítimas do trânsito e um ataque ao bom senso que poucas vezes tem sido encontrados na imprensa brasileira.

Felizmente Blumenau possui um excelente contraponto à mentalidade do Sr. Tonet. A cidade sedia uma das mais respeitadas organizações ciclísticas do Brasil, a Associação Blumenauense Pró-Ciclovias – ABC, entidade que, conosco e com diversas outras organizações brasileiras que se dedicam à mobilidade sustentável, compõem a União de Ciclistas do Brasil – UCB, a qual também instalará, por decisão de sua última Assembléia Geral, sua sede em Blumenau.

Percebemos que a escolha da nova sede da UCB foi acertada, pois uma cidade tão importante no cenário brasileiro como é Blumenau está precisando de auxílio para proteger a civilidade que seus munícipes construíram do ataque de colunistas como o Sr. Tonet.

Milton Carlos Della Giustina
Presidente
ViaCiclo – Associação dos Ciclousuários da Grande Florianópolis

Saiba mais:

Blumenau implanta mais ciclovias

Dresden, uma cidade boa para se pedalar

O texto abaixo foi publicado nesta postagem do Cleber Gomes no blogue O Gregário em 22 de junho de 2009.

O Gregário - logo

O bom exemplo vem do Velho Continente

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Estive recentemente nas cidades de Dresden e Binsen no velho continente, mais especificamente na Alemanha, em viagem de negócios, mais uma vez voltei ao Brasil com a sensação de viver em um país realmente curioso.

Me encanta como alguns países da Europa tratam alguns assuntos de uma maneira inteligente, priorizando a qualidade de vida de sua população, mostrando ao mundo como existem maneiras de vivermos em harmonia, com esforço e força de vontade se consegue as coisa por lá.

Nasci, estudei e me formei em Joinville, e desde criança tive na bicicleta um instrumento de diversão, prática de exercício físico e prazer. Posteriormente competindo profissionalmente, inclusive defendendo as cores do Brasil em campeonatos mundiais, pan-americanos e várias competições nacionais e na América do Sul principalmente.

Sempre me perguntei porque uma cidade como Joinville, intitulada como a Cidade das Bicicletas, que foi colonizada principalmente por Europeus, e que utilizou por décadas a bicicleta como meio de transporte dos milhares de trabalhadores das grandes fábricas da cidade, não dava condições e estrutura aos cidadãos Joinvillenses de utilizarem suas bicicletas.

Ao desembarcar em Dresden percebi que aquela era realmente uma cidade modelo no que diz respeito ao transporte público e qualidade de vida. A cidade possui modernos trens urbanos de diferentes tamanhos e formatos, com ônibus modernos e de ultima geração, serviços excelentes de táxi e claro, não pude deixar de perceber a quantidade de bicicletas em quase todas as ruas, estacionadas nas calçadas, amarradas em locais específicos para as “magrelas”, e a quantidade de pessoas pedalando. A sinalização nas ruas (quase todas), me chamou a atenção logo de início, o que faz possível a utilização da bicicleta para quase todas as atividades diárias e quotidianas dos Alemães, foi pura nostalgia para quem é amante da bike.

Praticamente todas as ruas da cidade tem ciclovia, o que torna o acesso das bicicletas possível em todos os lugares da cidade, a sinalização está em 100% das ciclovias fazendo com que o sentido que se anda seja obedecido e fazendo com que o ciclista esteja seguro na sua via de rolagem, todos os cruzamentos onde existem semáforos tem um semáforo para as bicicletas e seus ciclistas, fazendo assim com que os mesmos saibam onde e quando devem parar para não causarem acidentes com os temidos inimigos dos grandes centros urbanos os famosos carros e motos.

Apesar de ver e de ter usado toda essa estrutura fantástica, que é excelente, que é inimaginável de se encontrar algum dia na nossa Joinville “Cidade das Bicicletas”, tenho que admitir que o povo Alemão que faz com que tudo isso dê certo, respeito, educação, bom senso e preocupação com a vida e o bem estar.

Tenho que admitir e contar um fato curioso, ao adquirir minha Pinarello, fui ansioso fazer um treino nas montanhas, passando por um vilarejo lindo, furei o sinal como seu eu estivesse aqui no Brasil, e tomei uma BRONCA dos carros, das pessoas na calçada e as que passaram por mim, fiquei me sentindo tão mal que não voltei à repetir tal atitude, ou seja, passei à fazer o básico que é respeitar os outros.

As crianças da Alemanha já aprendem desde cedo que a bicicleta é importante, faz bem para a saúde, é mais econômica como meio de transporte, não polui, evita várias doenças por ser se tratar de um exercício físico, diminui o tempo nos trajetos urbanos, é um meio de propaganda, enfim tudo isso e mais um pouco. Sei que não é fácil acreditar nesse mundo perfeito, mas basta dar uma olhada no dia a dia dos Alemães para testemunhar cenas das mais diversas, como bebês confortavelmente acomodados em carrinhos especiais sendo rebocados pelas bicicletas de seus pais , senhoras com seus maridos passeando nas diversas ciclovias com vista para o magníficos e límpidos rios e montanhas, locais de tirar o fôlego de tão bonitos, executivos em seus ternos pretos em cimas de suas bikes no centro da cidade indo para o trabalho, jovens e mais jovens indo de um lado para o outro, enfim é ver para crer.

A nossa Joinvile tinha tudo para ser um local ideal para as bikes, pois é uma cidade muito plana, tem bastante árvores para dar sombra nos caminho, o centro não fica muito longe dos bairros, enfim, seria sensacional.

Hoje vejo, (admito que fiquei surpreso), que Joinville está tentando estabelecer um processo inteligente de criação de ciclovias para os milhares de ciclistas da cidades, mas infelizmente a falta de visão dos nossos administradores, comerciantes e principalmente dos motoristas de carros jogam contra esta iniciativa tão importante para a cidade e para a população. Vejo Joinville um passo na frente no aspecto do transporte e qualidade de vida com esta iniciativa, podendo com este projeto ser uma referência nacional sobre o aspecto de desenvolvimento urbano.

Me indigna o pensamento onde o ser humano tem que adaptar suas vidas, cidades, vias urbanas e os centros por causa dos carros, onde o racional seria os carros se adaptarem à nós pessoas. Não podemos achar que os carros são a prioridade das cidades, tentem imaginar o que serão nossas cidades e vidas nas próxima décadas com o volume de carros que teremos a mais à cada ano, a prioridade são as pessoas.

Fazendo uma alusão à Europa vejo que o povo, a cultura e o bom senso regem a harmonia entre pessoas, ciclistas, motos, carros, onde todos tem seu espaço, seus direitos e principalmente o direito de ter a opção pelo transporte adequado e preferido de cada cidadão, ou seja, o povo é o responsável por fazer as coisas darem certo ou não

Boa pedalada…!!!

Anderson Zommer*

O Gregário - 2009-06-22 fig.1 - Foto: Anderson Zommer.

* Anderson Zomer começou a peladar em uma Bici-Cross nas ruas do bairro Glória, em Joinville. Mais tarde passou a se dedicar no ciclismo de estrada, onde conquistou vitórias, respeito e admiração. Atualmente compete pela equipe de Joinville, MALHAVIL/FELEJ.

Estive recentemente nas cidades de Dresden e Binsen no velho continente, mais especificamente na Alemanha, em viagem de negócios, mais uma vez voltei ao Brasil com a sensação de viver em um país realmente curioso.

Me encanta como alguns países da Europa tratam alguns assuntos de uma maneira inteligente, priorizando a qualidade de vida de sua população, mostrando ao mundo como existem maneiras de vivermos em harmonia, com esforço e força de vontade se consegue as coisa por lá.
Nasci, estudei e me formei em Joinville, e desde criança tive na bicicleta um instrumento de diversão, prática de exercício físico e prazer. Posteriormente competindo profissionalmente, inclusive defendendo as cores do Brasil em campeonatos mundiais, pan-americanos e várias competições nacionais e na América do Sul principalmente.
Sempre me perguntei porque uma cidade como Joinville, intitulada como a Cidade das Bicicletas, que foi colonizada principalmente por Europeus, e que utilizou por décadas a bicicleta como meio de transporte dos milhares de trabalhadores das grandes fábricas da cidade, não dava condições e estrutura aos cidadãos Joinvillenses de utilizarem suas bicicletas.
Ao desembarcar em Dresden percebi que aquela era realmente uma cidade modelo no que diz respeito ao transporte público e qualidade de vida. A cidade possui modernos trens urbanos de diferentes tamanhos e formatos, com ônibus modernos e de ultima geração, serviços excelentes de táxi e claro, não pude deixar de perceber a quantidade de bicicletas em quase todas as ruas, estacionadas nas calçadas, amarradas em locais específicos para as “magrelas”, e a quantidade de pessoas pedalando. A sinalização nas ruas (quase todas), me chamou a atenção logo de início, o que faz possível a utilização da bicicleta para quase todas as atividades diárias e quotidianas dos Alemães, foi pura nostalgia para quem é amante da bike.
Praticamente todas as ruas da cidade tem ciclovia, o que torna o acesso das bicicletas possível em todos os lugares da cidade, a sinalização está em 100% das ciclovias fazendo com que o sentido que se anda seja obedecido e fazendo com que o ciclista esteja seguro na sua via de rolagem, todos os cruzamentos onde existem semáforos tem um semáforo para as bicicletas e seus ciclistas, fazendo assim com que os mesmos saibam onde e quando devem parar para não causarem acidentes com os temidos inimigos dos grandes centros urbanos os famosos carros e motos.
Apesar de ver e de ter usado toda essa estrutura fantástica, que é excelente, que é inimaginável de se encontrar algum dia na nossa Joinville “Cidade das Bicicletas”, tenho que admitir que o povo Alemão que faz com que tudo isso dê certo, respeito, educação, bom senso e preocupação com a vida e o bem estar.
Tenho que admitir e contar um fato curioso, ao adquirir minha Pinarello, fui ansioso fazer um treino nas montanhas, passando por um vilarejo lindo, furei o sinal como seu eu estivesse aqui no Brasil, e tomei uma BRONCA dos carros, das pessoas na calçada e as que passaram por mim, fiquei me sentindo tão mal que não voltei à repetir tal atitude, ou seja, passei à fazer o básico que é respeitar os outros.
As crianças da Alemanha já aprendem desde cedo que a bicicleta é importante, faz bem para a saúde, é mais econômica como meio de transporte, não polui, evita várias doenças por ser se tratar de um exercício físico, diminui o tempo nos trajetos urbanos, é um meio de propaganda, enfim tudo isso e mais um pouco. Sei que não é fácil acreditar nesse mundo perfeito, mas basta dar uma olhada no dia a dia dos Alemães para testemunhar cenas das mais diversas, como bebês confortavelmente acomodados em carrinhos especiais sendo rebocados pelas bicicletas de seus pais , senhoras com seus maridos passeando nas diversas ciclovias com vista para o magníficos e límpidos rios e montanhas, locais de tirar o fôlego de tão bonitos, executivos em seus ternos pretos em cimas de suas bikes no centro da cidade indo para o trabalho, jovens e mais jovens indo de um lado para o outro, enfim é ver para crer.
A nossa Joinvile tinha tudo para ser um local ideal para as bikes, pois é uma cidade muito plana, tem bastante árvores para dar sombra nos caminho, o centro não fica muito longe dos bairros, enfim, seria sensacional.
Hoje vejo, (admito que fiquei surpreso), que Joinville está tentando estabelecer um processo inteligente de criação de ciclovias para os milhares de ciclistas da cidades, mas infelizmente a falta de visão dos nossos administradores, comerciantes e principalmente dos motoristas de carros jogam contra esta iniciativa tão importante para a cidade e para a população. Vejo Joinville um passo na frente no aspecto do transporte e qualidade de vida com esta iniciativa, podendo com este projeto ser uma referência nacional sobre o aspecto de desenvolvimento urbano.
Me indigna o pensamento onde o ser humano tem que adaptar suas vidas, cidades, vias urbanas e os centros por causa dos carros, onde o racional seria os carros se adaptarem à nós pessoas. Não podemos achar que os carros são a prioridade das cidades, tentem imaginar o que serão nossas cidades e vidas nas próxima décadas com o volume de carros que teremos a mais à cada ano, a prioridade são as pessoas.
Fazendo uma alusão à Europa vejo que o povo, a cultura e o bom senso regem a harmonia entre pessoas, ciclistas, motos, carros, onde todos tem seu espaço, seus direitos e principalmente o direito de ter a opção pelo transporte adequado e preferido de cada cidadão, ou seja, o povo é o responsável por fazer as coisas darem certo ou não.
Boa pedalada…!!!

Mais ciclovias em Blumenau

A reportagem abaixo foi originalmente publicada no Jornal de Santa Catarina, em 13 de julho de 2009. Você pode ver a matéria no site do periódico aqui.

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PLANEJAMENTO URBANO

Blumenau implanta mais ciclovias

Em duas semanas, ciclistas terão novos espaços exclusivos para pedalar pelas ruas do Bairro Vila Nova

BLUMENAU – A faixa branca e vermelha na lateral da rua estende-se até onde a visão alcança. Acompanha curvas, subidas e descidas. Ao longo do trecho, imagens de uma bicicleta, pintada em branco sobre o asfalto, deixam claro a utilidade do espaço que, em breve, será exclusivo dos ciclistas. Esse é o cenário de quem passa pelas ruas Almirante Barroso, que está recebendo ciclovia, e pela Theodoro Holtrup, onde a faixa exclusiva para ciclistas já existente está sendo sinalizada.

Segundo o diretor de Serviços Urbanos da prefeitura, Valdecir Dutra, as ciclovias devem receber ainda tachões para delimitar o espaço das bicicletas e sinalização vertical. A previsão é que, se o tempo contribuir, os trabalhos estejam concluídos em duas semanas. A partir daí, nenhum veículo poderá trafegar ou estacionar no local.

A implantação de espaços exclusivos para ciclistas é apontado pela Secretaria de Planejamento Urbano e Seterb como uma das medidas fundamentais para estimular o uso de meios de transporte alternativos e diminuir o número de carros nas ruas. A criação das ciclovias nas ruas Almirante Barroso e Theodoro Holtrup, no entanto, ainda está longe de solucionar o problema da falta de passeio adequado para adeptos da bicicleta. Apesar de espalhadas por todo o município, as ciclovias já existentes – cerca de 48 quilômetros – não são integradas, fazendo com que os espaços para ciclistas estejam restritos a pequenos trechos.

– Seria irresponsabilidade incentivarmos o uso da bicicleta sem que as pessoas tenham estrutura para isso. As novas ciclofaixas são um passo adiante, mas temos que reservar campanhas de estímulo para um segundo momento – avalia Eldon Jung, um dos coordenadores da Associação Blumenauense Pró-Ciclovias (ABC Ciclovias).

Projeto prevê 145 quilômetros de ciclovias

De acordo com a diretora de Planejamento Viário, Rita de Cássia Bruel Antonio, o município pretende implantar novos espaços para ciclistas gradualmente, ao longo deste ano e do próximo. A intenção é oferecer, no total, 145 quilômetros de ciclovias em vias consideradas estratégicas, do Norte ao Sul da cidade. A Rua Benjamin Constant será uma das próximas a receber a faixa exclusiva para os ciclistas, porém não há calendário definido para o processo de implantação.

– Infelizmente, não podemos criar toda a infraestrutura de uma só vez. Hoje, temos um monte de segmentos que ainda não são ligados. Mas entendemos que é uma maneira de começar a incentivar a cultura do uso da bicicleta – defende a diretora.

Mapa das ciclovias. Punição. Para manter um convívio amistoso nas ruas da cidade, o motorista não deve estacionar sobre ciclovias ou ciclofaixas. Se fizer isso, terá de pagar multa no valor de R$ 127,69 e terá cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A rigidez da infração é maior quando o motorista ou motociclista transita nas vias exclusivas para ciclistas. Além de somar mais sete pontos na carteira, a penalidade gravíssima custa R$ 574,62. Acidentes. Até o final de maio de 2009, dos 2.530 veículos envolvidos em acidentes de trânsito em Blumenau, 2,4% (62) eram bicicletas. Ano passado, o município não registrou nenhuma morte de ciclista. Este ano, das 18 mortes no trânsito, uma envolveu um ciclista.(Veja em .pdf)

Por Rafael Waltrick

Saiba mais:

Antes que o mundo pare – artigo de Fabrício Cardoso fala do excesso de automóveis em Blumenau e estimula o debate sobre as novas ciclofaixas da cidade.
Comerciantes criticam áreas para ciclistas – reportagem no Jornal de Santa Catarina faz o contraponto com as queixas dos comerciantes.

Florianópolis congestionada

A reportagem abaixo foi publicada no jornal universitário Zero em abril de 2009. Você pode conferir a matéria em .pdf aqui ou aqui (página 6). Veja também a chamada na capa aqui ou aqui.

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Tráfego excede capacidade das vias

Caso nenhuma alteração eficaz seja feita, outras 12 ruas da capital ultrapassarão seu limite em dois anos

Mais de 38 vias na capital trabalham com pontos de fluxo de veículos próximos ou acima da capacidade nas horas de pico. Muitas são essenciais como a avenida Professor Pedro Henrique de Silva Fontes, que recebe o fluxo dos campi da Universidade Federal e Estadual, a rodovia Ademar Gonzaga, que liga o centro à Lagoa da Conceição e o trevo da Seta, que dá acesso ao aeroporto e região do Campeche. Caso nenhuma alteração seja feita, mais 12 vias alcançarão o limite de sua capacidade em diversos pontos nos próximos dois anos. O estudo foi realizado a partir de um convênio firmado entre a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), o Laboratório de Sistemas de Transportes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e o Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis (IPUF).

Os dados foram coletados através da contagem de veículos que trafegam nas ruas e de simulações que estimaram os fluxos futuros. Nas simulações foram considerados o aumento populacional e locais onde há maior demanda, como shoppings e parques. “Mesmo incluindo todas as alterações estruturais sugeridas pelo IPUF, como a ampliação de avenidas ou construção de túneis, muitos pontos críticos não foram solucionados”, alerta a coordenadora da pesquisa Estudo dos impactos no sistema viário devido ao adensamento urbano da cidade de Florianópolis, Lenise Goldner. “A solução para este problema só pode ser alcançada por uma mudança no modelo do transporte urbano em Florianópolis”, complementa.

Dados do Departamento de Trânsito de Santa Catarina - DETRAN - indicam que Florianópolis possui cerca de 280 carros para cada ônibus em circulação

Segundo dados do Detran/SC, a frota da capital em 2005 era de 143 mil carros, 23 mil motos e 514 ônibus. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísitca (IBGE) Florianópolis possui 402 mil habitantes, o que gera uma relação de um carro para cada 2,8 pessoas. “O modelo do carro possibilitou uma grande expansão das cidades, num processo de pulverização, porém isso tem um limite, e estamos próximo dele aqui em Florianópolis”, alerta Arnoldo Debatin Neto, doutor em engenharia de produção e especialista em planejamento e projeto do espaço urbano.

Propostas

Uma das alternativas para que o transporte urbano em Florianópolis opere de forma eficiente é a substituição deste modelo. “O transporte deve ser pensado priorizando o trinômio pedestre, ciclista e, por fim, transporte público”, afirma Francisco Ferreira, professor do Departamento de Arquitetura e Urbanismo da UFSC e coordenador do Grupo Interdisciplinar de Pesquisa em Ecologia e Desenho Urbano. Esta mudança deve se refletir no espaço cedido a cada uma destas formas de transporte. “Reduzindo a largura da faixa destinada aos automóveis, pode-se criar espaço suficiente para a construção de uma ciclovia”, indica Ferreira. Para o professor, estas alterações não trazem prejuízo para o trânsito já que a maioria das ruas da capital pode ter suas pistas reduzidas.

Vantagens e desvantagens dos transportes públicos e privados.Fonte: Política de Planejamento de Transportes e Desenvolvimento Urbano: Arnoldo Debatin Neto.

Faixas exclusivas de ônibus estão sendo testadas pela prefeitura. Algumas já estão demarcadas permanentemente. “Conseguimos diminuir o tempo de viagem de algumas linhas de ônibus em até 30 minutos”, afirma Wálter Tamagusko, diretor de planejamento da secretaria de transportes de Florianópolis. Outras mudanças em estudo são a demarcação de faixas exclusivas na avenida Beiramar norte e sul, na Ivo Silveira e na rodovia SC-405, além da alteração das ruas de acesso à região da UFSC. “A administração pública deve ser pró-ativa e hoje é visível que ela está apenas atrás de uma demanda, tentando resolver os problemas pontualmente”, critica o professor Debatin. “Você tem que trabalhar uma visão para a cidade, compreendendo o modelo econômico que vigora e qual será a proporção de privilégio dado ao empreendedor e ao usuário. Hoje eu vejo um apoio exagerado aos empresários.”

Mesmos problemas

A Contrans, uma comissão com o objetivo de dar consultoria ao planejamento urbano composta por representantes do Sindicato dos Trabalhadores no Transporte Urbano, Secretaria de Transportes Urbanos, UFSC, associações empresariais e entidades comunitárias, apresentou sugestões para solucionar problemas do trânsito. “As medidas apresentadas são pequenas comparadas ao tamanho do problema, falta instrumentos técnicos e verbas para fazer um estudo mais aprofundado”, ressalta Werner Kraus Junior, membro da comissão e especialista em controle de transporte urbano.

A tarifa mais barata é indispensável para que o ônibus se torne uma opção atraente. Um estudo feito em 2007 por Edgar Conrado, bacharel em ciências econômicas pela UFSC, demonstra que o custo de um carro com dois ocupantes é vantajoso em diversos casos. No trajeto de 12,2 quilômetros, a economia chega a 47% .

Locais onde o trânsito ficará crítico

Projeção do sistema viário em Florianópolis em 2 anos, sem alterações na malha viária atual. Em destaque as ruas que atingirão de 80 a 100% de sua capacidade.Fonte: Estudo dos impactos no sistema viário devido ao adensamento urbano da cidade de Florianópolis. Arte: Gregório Lameira

Por Diego Kerber

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Bicicletada na Lagoa da Conceição

Terá início neste sábado, 11 de julho, mais uma edição da Bicicletada Floripa na Lagoa da Conceição. Os ciclistas vão se concentrar a partir das 14h30 na sede da Associação de Moradores do Porto da Lagoa (AMPOLA), na Rua Laurindo Januário da Silveira nº5500. O pedal lúdico-educativo, em ritmo tranqüilo, começará às 15h em percurso definido na hora pelos participantes.

Em caso de condições climáticas adversas, a Bicicletada está automaticamente CONFIRMADA.

Floripa - Lagoa da Conceição 2009-07-11Arte: Zara Costa (7 anos)

A Bicicletada na Lagoa da Conceição constitui-se numa forma de pressão popular pela construção de uma ciclovia decente com passeio pela Av. Ver. Osni Ortiga, pela implementação de uma estrutura cicloviária integrada na região da Lagoa da Conceição, pela conscientização dos benefícios gerados pelo uso da bicicleta, pela visualização dos veículos de transporte ativo como componentes do trânsito e pela disseminação do respeito dos condutores dos veículos automotores perante os ciclousuários.

Não existem líderes nem organizadores em meio à Bicicletada. Os participantes de cada pedalada são os responsáveis por fazê-a acontecer. Caso você acredite que haja algo dissonante com suas convicções, apareça e contribua para que a mudança ocorra. Dessa maneira, a Bicicletada tornar-se-á cada vez mais representativa, cada vez melhor.

Charge – Assim caminha o transporte em Florianópolis

Zé Dassilva - DC 2009-07-04

A charge acima foi publicada no Diário Catarinense, na edição de sábado, 4 de julho de 2009. A autoria dela é de Zé Dassilva.

Ela pode ser vista também através deste link.

Veja também:

Charge – A Ilha tá afundando

Avaí inaugurará bicicletário no estádio da Ressacada

Logo Bicicleta na Rua

Espaço terá capacidade para 200 bicicletas

Por Fabiano Faga Pacheco

O Avaí vai inaugurar amanhã, dia 5 de julho, às 15h30, o bicicletário do Estádio Aderbal Ramos da Silva, a Ressacada. O novo bicicletário terá capacidade para 200 bicicletas e cada ciclista deve levar a sua própria trava ou dispositivo de segurança para prender o seu veículo.

A cerimônia de inauguração contará com a participação do presidente da Associação dos Ciclousuários da Grande Florianópolis (ViaCiclo), Milton Carlos Della Giustina, e fará uma homenagem ao atleta avaiano Rodrigo Nascimento, que recentemente se sagrou campeão brasileiro no contrarrelógio individual em São Carlos (SP).

Pedalada até o estádio

Alguns atletas da equipe de ciclismo do Avaí irão encontrar-se a partir das 14h no shopping Iguatemi. Eles sairão às 14h30 com suas magrelas tendo como destino a Ressacada. Quem quiser se juntar a eles, basta aparecer no local.

Pedala Leão - logo

Costumeiramente, algumas pessoas da região central de Florianópolis têm ido ao estádio do Avaí de bicicleta. O Pedala Leão sai do corpo de Bombeiros da Trindade uma hora antes do início de cada jogo. Até a última partida em casa, os ciclistas deixavam as bicicletas na casa de um amigo vizinho do estádio. A partir de amanhã, isso não será mais necessário.

(Informações obtidas no Avaí de Bike e no blog do Avaí).

Saiba mais:

Bicicletário à vistaO Blog do Avaí noticia a inauguração do bicicletário na Ressacada.
Projeto do bicicletário do Avaí – Avaliação do Avaí de Bike sobre o projeto inicial do bicicletário da Ressacada.
De bicicleta ao estádio? O goleiro do Avaí dá o exemplo! – Reportagem do Diário Catarinense sobre o goleiro Eduardo Martini, que volta e meia vai aos treinos pedalando. Há também uma reportagem semelhante no Infoesporte.
Quando futebol e bicicleta se misturam – Nunca foi de bicicleta ao estádio? Veja aqui, então, um relato de um grupo de ciclistas que foi assistir a um jogo do Juventus (SP).

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