Passeio Ciclístico da Primavera na Lagoa

Ocorrerá neste sábado, 26 de setembro, na Lagoa da Conceição, o Passeio Ciclístico Primavera na Lagoa.

Parte integrante das atividades da semana do Dia Mundial Sem Carros e da Semana municipal da Bicicleta, a pedalada começará às 15h (concentração a partir das 14h30) na sede da AMPOLA (Associação de Moradores do Porto da Lagoa), na R. Laurindo Januário da Silveira 5500.

O passeio deverá contar com apoio da Guarda Municipal para melhor segurança dos participantes. Haverá sorteio de uma bicicleta e outros brindes.

Venha de bicicleta e traga seus amigos e sua família! Deixe o carro em casa e pedale por uma das regiões mais belas da Ilha!

CartazPasseio da Primavera

Anúncios

Cinema + Bike = CicloCine

Florianópolis inova com passeios ciclísticos junto a sessões de cinema

Nesta semana a capital catarinense contará com três CicloCines.

Desde 2007, cerca de meia dúzia de cidades brasileiras já tiveram edições de CicloCine, sessões de filmes, documentários e curtas sobre bicicleta. Este ano, de uma só vez, Florianópolis terá 3 sessões de CicloCine, as quais fazem parte  das atividades da Semana Nacional do Trânsito, da semana do Dia Mundial Sem Carros e da Semana da Bicicleta de Florianópolis. A novidade dos CicloCines catarinenses ficam por conta dos passeios ciclísticos que vão ocorrer em duas das sessões.

Nesta quinta-feira, 24 de setembro, serão exibidos na Escola da Fazenda, na R. Jaborandi 324, na Fazenda do Rio Tavares (veja mapa), às 20h, o documentário “Sociedade do Automóvel”, de Thiago Benicchio e Branca Nunes (Brasil, 2004), que aborda a relação autodestrutiva do paulistano com seu veículo automotor. Também será exibido o vídeo “Ciclovias para as cidades que queremos”, da ONG holandesa I-ce – Interface for Cycling Expertise).

Na sexta-feira, antes da exibição de “As Bicicletas de Belleville” (Les Triplettes de Belleville, França, 2003), no CineParedão, bosque do CFH/UFSC, às 22h (em caso de chuva, no auditório do CFH), ocorrerá a edição mensal da Bicicletada Floripa, um movimento que, entre outras coisas, visa a estimular o uso da bicicleta nos deslocamentos urbanos. A concentração da Bicicletada começará a partir das 18h, em frente à Concha Acústica da UFSC e o pedal lúdico-educativo terá início às 19h, em trajeto definido na hora e percorrido em ritmo leve.

Florianópolis 2009-09-25 v2

No sábado, será a vez de “Turista Aprendiz” (Brasil, 2000), do projeto A Barca,  que será exibido às 17h30 na Rádio Comunitária do Campeche, na Trav. Iracema das Chagas Pires 80 (veja mapa), pouco após o Passeio Ciclístico Primavera na Lagoa. Ao final da sessão, uma pedalada em ritmo leve pelas ruas do Sul da Ilha. Mais informações podem ser encontradas no blogue Pra Desterro Falar.

Florianópolis CicloCine 2009-09-26

Estão aí três ótimas pedidas para quem quer pedalar em grupo e ainda a filmes de graça.

Programe-se: Dia Mundial Sem Carros – Viva o Dia!

Nesta terça-feira, 22 de setembro, comemora-se o Dia Mundial Sem Carros. É um dia para, acima de tudo, refletir-se. Refletir não apenas sobre os problemas do trânsito, sobre o aumento dos congestionamentos. É, acima de tudo, um momento para refletirmos sobre o futuro das cidades que queremos. Queremos um lugar voltado às pessoas, onde possamos usufruir os bens públicos, caminhar pelas calçadas com segurança e atravessar nas faixas de pedestre sem corrermos riscos de atropelamento? Queremos poder andar de bicicleta pelas ruas e ciclovias sabendo que os motoristas nos respeitarão e não tirarão fina? Queremos passeios em que alguém com cadeira de rodas ou bengalas consiga se deslocar? Queremos investimentos que permitam a integração e a socialização entre as pessoas? Por incrível que pareça, tudo isto está interligado.

Nosso modelo de desenvolvimento adotou o rodoviarismo como prerrogativa. Sucateou-se a malha ferroviária brasileira, e espalharam-se as estradas e autopistas. Os automóveis passaram a ser produzidos no país; baratearem-se-nos. Cresceram, também, os acidentes (em números e proporções). Aumentaram-se os níveis de poluição sonora e do ar e o respeito entre as pessoas, ahn, bem, existe respeito no trânsito? Por vezes, fica difícil acreditar…

O desrespeito no trânsito estendeu-se à vida, que se banalizou. A violência até hoje ocupa espaço nobre nos jornais e noticiários. As pessoas passaram, então, a se aprisionarem em apartamentos e em automóveis, em ciclo vicioso.

Ajude a acabar com esse vício e, de quebra, a tornar a cidade mais humana. Neste dia 22 de setembro aproveite para interagir com a cidade numa nova perspectiva.

Se o seu destino ficar entre 2km e 6-8 km, vá de bicicleta. Se for mais longe, aproveite que serão disponibilizados mais ônibus e use o transporte coletivo. Bata papo com outros passageiros. Se estiver de bike, não se esqueça de me cumprimentar!

Em Florianópolis, terão diversas atividades:

  • Às 8h, no trevo do Campeche, sairá um passeio ciclístico com participação de crianças de duas escolas da região.
  • Na UFSC, a partir das 9h, terá Vaga Viva, a durar até depois das 14h. Em caso de chuva, será cancelada.
  • À noite, ocorrerá uma grande pedalada noturna. Às 20h, pontualmente, ciclistas de vários grupos estarão reunidos para um passeio ciclístico pela região central de Florianópolis.

panfleto_dia_sem_carros_2009_2

Precisa de mais motivos para deixar o carro em casa?

Mulher de bicicleta com cestinha vence Desafio Intermodal em Florianópolis

Logo Bicicleta na Rua

A edição de 2009 do Desafio Intermodal, realizado ontem em Florianópolis, terminou com a bicicleta chegando à frente dos demais meios de transporte. Surpresa? Nem tanto. É o segundo ano seguido que a “magrela” supera todos os outros veículos no teste para ver quem chega mais rápido no complicado trânsito da capital catarinense.

Mesmo assim, foi curiosa a cena de ver uma mulher chegando com sua bicicleta com cestinha antes de todos os outros participantes. A ciclista, Ana Carolina Vivian, 22 anos, fez o percurso da UFSC até o Largo da Alfândega pelo caminho Sul e completou o trajeto em 21min59s. Ana Carolina passou a pedalar no dia a dia há 2 anos, por influência do namorado. Tomou gosto pelas pedaladas e, na metade do ano, apresentou seu trabalho de conclusão do curso de Moda da Udesc com o título “Adequação do vestuário para o ciclista urbano”.

Pouco depois de Ana Carolina, chegaram, praticamente juntos, Alessandro Della Giustina, que fez o percurso Norte de moto em 23min08s, Luis Fernando Vaz Teixeira, que seguiu de bicicleta pelo caminho Norte em 23min19s, e André Geraldo Soares, que chegou 23min46s após ter saído de moto e seguido pelo Sul.

Esses resultados parecem ser suficientes para demonstrar que a bicicleta pode ser utilizada como um veículo ecológico, eficiente e veloz na região central de Florianópolis.

Os automóveis chegaram antes do transporte público no Desafio Intermodal. Quem veio pelo Sul demorou 26min07s de carro e 32min07s para cumprir o trajeto mais rápido de ônibus. Este foi o tempo que Roberta Raquel e Aline  Terezinha de Souza demoraram usando a linha UFSC Semidireto. Em compensação, André Vinicius Mulho Costa, que pegou o ônibus Volta ao Morro Carvoeira Norte, levou 49min05s para fazer a rota Sul, tempo superior ao do participante que pegou a mesma linha no Desafio Intermodal do ano passado. Resultado semelhante teve o participante Fabiano Faga Pacheco, que foi de ônibus pelo trajeto Norte, sendo o último dos desafiantes a chegar. Pegando o Volta ao Morro Carvoeira Sul, Fabiano demorou 54min39s, cerca de 12min a mais que o participante que utilizou esse modal em 2008. “Tinha muito carro na rua e o ônibus não conseguia desenvolver velocidade”, disse Fabiano, que aproveitou o tempo para ler algumas páginas de um livro.

Participantes posam para foto antes da largada do Desafio Intermodal.

Participantes posam para foto antes da largada do Desafio Intermodal.

Excesso de automóveis nas ruas é dos principais motivos para explicar os constantes engarrafamentos que cada vez se agravam mais em Florianópolis. Com uma frota de cerca de um veículo para cada 1,6 habitante, a capital catarinense ainda carece de investimentos em transportes público e não-motorizado. Mesmo sem ter um estudo de origem-destino desde os anos setentas, vários horários de ônibus estão deixando de existir e alguns trajetos estão sendo encurtados. As redes de ciclovias e ciclofaixas não estão interligadas e resta agora apenas uma pessoa em órgão público municipal para cuidar dos novos projetos cicloviários. Com isso, o sistema de bicicletas públicas da capital, o Floripa Bike, além das ciclovias de Coqueiros e circum-universitária vão ter sua implementação atrasada. Faltam bicicletários em diversos prédios públicos e terminais de integração de ônibus.

Esperanças futuras (?)

Florianópolis passou a ter corredores exclusivos de ônibus a partir de março de 2009. Com isso, as viagens de algumas linhas passaram a ser feitas em um tempo substancialmente menor. Ainda é pouco, mas um bom começo. Os corredores devem ser estendidos a mais locais. Inclusive ao Sul da Ilha, onde está em construção uma terceira pista no Rio Tavares. Uma pesquisa de origem-destino é urgente para conhecer melhor o quadro dos deslocamentos urbanos e, assim, planejar melhor o itinerário das linhas de transporte público.

Novas ciclovias estão sendo implementadas ou projetadas, como na Lagoa da Conceição ou em Coqueiros. Mas as ciclofaixas do Campeche e da R. Bocaiúva, bem como o passeio compartilhado do Ribeirão da Ilha e a ciclovia do Itacorubi ainda não foram finalizados. Em compensação, o último trecho da ciclovia da Av. Hercílio Luz deve ser inaugurado nos próximos dias. Se as obras já iniciadas forem finalizadas até o final do ano, algo provável apenas no Campeche e na R. Bocaiúva, e se a fiscalização conseguir inibir que automóveis estacionem sobre as ciclofaixas haverá um bom avanço. O risco que se tem quanto a um futuro melhor para quem usa bicicleta, patins e skate para se deslocar vem justamente do fato de haver apenas uma pessoa que cuida de tudo relacionado à bicicleta em Florianópolis quando a cidade já deveria contar com um departamento próprio para tratar do assunto, contando com uma grande proximidade e sintonia entre as Secretarias de  Turismo, Cultura e Esportes, de Obras e de Transportes, Mobilidades e Terminais e o Instituto d Planejamento Urbano de Florianópolis.

A cidade obteve avanços na área do transporte não-motorizado, mas não deve parar por aí. Estimativas indicam que, na região central, houve um acréscimo de 80% no número de viagens por bicicleta, e surgiram, pelo menos, quatro novos grupos de ciclistas apenas em 2009. Há uma demanda reprimida de potenciais ciclousuários esperando maiores  investimentos para tirarem as bicicletas às ruas.

Florianópolis precisa concentrar seus recursos na área de transportes para a mobilidade não-motorizada e o transporte coletivo, de preferência buscando integração entre ambos. Investimentos no transporte motorizado individual, ainda mais numa cidade em que a taxa de ocupação é de 1,4 pessoa por automóvel, só tendem a agravar o problema do trânsito, sem contar aqueles gerados pelas poluições sonora e do ar e pela violência social.

Desafio Intermodal 2009 - tabela

Saiba mais:

Florianópolis congestionada
Bicicleta é parte da solução para melhorar mobilidade urbana em Florianópolis
Novas ciclovias em Florianópolis

Veja também:

Charge – Assim caminha o transporte em Florianópolis
Charge – A Ilha tá afundando

Notícias relacionadas:

Florianópolis realiza Desafio Intermodal nesta sexta-feira

top-posts_wordpress

Florianópolis realiza Desafio Intermodal nesta sexta-feira

O Desafio Intermodal, uma espécie de competição no trânsito para ver quem chega primeiro em um destino pré-deteminado, terá sua versão florianopolitana nesta sexta-feira, 18 de setembro.

Os desafiantes sairão da Concha Acústica da UFSC com destino ao Largo da Alfândega às 18h. Cada um usará um meio de transporte e uma rota diferente, seguindo caminhos pelo norte ou pelo sul da Ilha. Os veículos participantes desta edição do Desafio Intermodal são bicicleta, automóvel, motocicleta e ônibus.

No ano passado, a bicicleta foi o veículo mais rápido – e também o mais eficiente – em ambas as rotas, seguida pela moto.

O Desafio Intermodal é organizado pela ONG ViaCiclo e faz parte da programação para o Dia Mundial Sem Carros e da Semana Nacional do Trânsito.

Saiba mais:

Blumenau – Bicicleta vence Desafio Intermodal em Blumenau
Curitiba – Começou o mês sem carro 2009 + vídeo + Ciclista ganha pela terceira vez consecutiva desafio de mobilidade em Curitiba
Rio de Janeiro – O Tempo no Intermodal
São Paulo – Bicicleta vence desafio entre meios de transporte em SP

Blumenau debaterá mobilidade urbana

O Sindicato dos Servidores Públicos do Ensino Superior de Blumenau (SINSEPES) convida todos os interessados para um debate sobre mobilidade urbana em Blumenau. O debate ocorrerá no auditório do Bloco T da FURB neste 21 de setembro, às 18h30.

Estarão presentes também pessoas da Associação Blumenauense Pró-Ciclovias (ABC Ciclovias), do Serviço Autônomo Municipal de Trânsito e Transportes de Blumenau (SETERB) e do Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Coletivo de Blumenau (Sindetranscol).

Abaixo, os cartazes convidando ao evento.

Nota: as ilustrações são do cartunista Andy Singer.

Blumenau - Debate na FURB 2009-09-21 v1

Blumenau - Debate na FURB 2009-09-21 v2

Blumenau - Debate na FURB 2009-09-21 v3

Nova ponte em Rio do Sul terá ciclofaixa

A reportagem abaixo foi originalmente publicada na edição impressa do periódico Diário Catarinense em 13 de setembro de 2009 (pág. 36). Você pode ver a matéria no site do DC aqui.

Trânsito

Para acabar com os congestionamentos

Inauguração de elevado em Rio do Sul deverá desafogar o tráfego nas imediações do Centro da cidade

A Foram 16 meses de obras e trabalhos dificultados por conta de existir um rio a ser vencido de um lado a outro. Mas com a conclusão do Elevado Deputado José Thomé, a rotina do trânsito em Rio do Sul, no Alto Vale, deve mudar radicalmente. A partir de agora, a população espera que o tráfego na região Central possa fluir com segurança e sem congestionamentos.

A intenção da prefeitura, segundo o secretário de Planejamento, Urbanismo e Meio Ambiente, Frank Dieter Schulze, é resolver um problema de anos e tentar criar uma estabilidade no trânsito para as próximas duas décadas. Pela dimensão e custos do projeto, essa meta deve ser atingida (detalhes no box).

– Agora iremos monitorar constantemente e, se for necessário, faremos novas mudanças. Mas temos certeza de que, sem o elevado, o sistema entraria em colapso – afirmou o secretário, animado com a conclusão da sonhada obra.

Dentro do projeto de remodelação do sistema viário da área central do município, além do elevado, foram refeitos os trevos de acesso à nova estrutura e a reordenação do sentido do tráfego. Houve o prolongamento da Rua Dom Bosco até a Avenida 7 de Setembro.

As ruas também passaram por processos de drenagem, colocação de tubulação pluvial, terraplanagem, assentamento da base do asfalto e a finalização com a capa asfáltica.

A construção do elevado de 760 metros de extensão integra projeto de remodelação do sistema viário do município.

A construção do elevado de 760 metros de extensão integra projeto de remodelação do sistema viário do município.

Ciclovias fazem parte do projeto

Com a sinalização, as vias também ganharão ciclofaixas. O secretário Schulze destacou que a intenção é tentar humanizar o trânsito, incluindo formas alternativas de transporte. Dentro deste projeto, está a nova licitação do transporte urbano da cidade. No edital (sem data para o lançamento), as empresas interessadas deverão apresentar propostas de um modelo intermodal, combinando ônibus e bicicletas.

– Os motoristas têm de entender que quanto mais alternativas, mais espaço haverá nas vias. Se o ciclista tiver segurança, o motorista também terá. E esta é uma dica para todos os municípios do Alto Vale, pensar em soluções enquanto ainda é possível, enquanto o sistema viário está em formação – destacou Schulze.

Custos da obra

– O projeto de remodelação teve um custo de R$ 13 milhões, sendo gastos R$ 9,4 milhões somente no elevado, pagos pelo município.

– O planejamento e a planta foram feitos em parceria com a Associação de Engenheiros e Arquitetos do Vale do Itajaí.

– Embaixo da estrutura de 760 metros de extensão, na margem esquerda do Rio Itajaí, será entregue o Parque Municipal Harry Hobus.

Massa Crítica no Jornal Vitória

A matéria abaixo foi originalmente publicada no Jornal Vitória, de Tangará (SC), em 25 de agosto de 2009. Você pode ver a matéria em .jpg aqui. Dica obtida no blogue da Bicicletada Floripa.

Uma “Coincidência Organizada”

Assim se formam as Massas Críticas, ou como são conhecidas no Brasil e em Portugal as Bicicletadas, através de uma coincidência organizada.

Este movimento social não possui qualquer líder ou hierarquia e acontece mensalmente em mais de 3 centenas de cidades pelo mundo. No Brasil este evento já acontece em mais de 50 cidades. Em Santa Catarina, a primeira aconteceu em Florianópolis, no ano de 2002, seguidas de outras cidades, como Joinville e Blumenau.

O movimento se forma quando pessoas se reúnem em data e local pré-determinado, geralmente ao final de cada mês, acompanhados de seus veículos de propulsão humana (vale bicicleta, skate, patinete ou patins), sua opinião crítica e a sua vontade de promover a bicicleta e seus benefícios para a qualidade de vida. O ritmo da pedalada é lento, pois respeitam-se todos os participantes, independentemente de sua capacidade física.

Não possui estatuto ou líderes, é um movimento de origem e estrutura anarquista, portanto cada edição do movimento pode ter características diferentes, dependendo de seus participantes. Para citar os objetivos mais relevantes, estão a retomada do espaço público das vias urbanas (planejadas quase exclusivamente para o trânsito motorizado), o benefício do uso da bicicleta para a melhoria da qualidade de vida, a conscientização dos motoristas e o caráter ambientalmente sustentável deste meio de transporte.

Direta ou indiretamente, o uso da bicicleta como meio de transporte combate o sedentarismo, o consumismo e, porque não citar, o egoísmo. Além dos “ismos”, espanta depressão, sensação de vazio, preguiça, estresse e outros males do estilo de vida que a dinâmica da cidade impõe. Faz conhecer pessoas e observar de maneira diferente lugares, paisagens e seu próprio corpo. Fomenta a convivência pacífica nas ruas e compartilhamento deste espaço com os motorizados. Representa economia, sentida no final do mês, e uma divertida experiência, para todos os dias.

Entretanto, a adoção da bicicleta nos centros urbanos mais efervescentes é fomentada pelos congestionamentos e pela perda de tempo que eles geram. Em um olhar superficial, elas não parecem fazer parte deste cenário, deslocadas do ritmo, do visual “moderno” que as grandes cidades ostentam.

Oras, sabemos que nas pequenas cidades deste país a bicicleta sempre foi a grande preferida dos deslocamentos urbanos. Mas uma imagem preconceituosa ainda paira sobre ela. Ainda hoje, observa-se que a imagem da bicicleta em nosso país é fortemente associada à pobreza, ao brinquedo infantil ou rebeldia adolescente, aos praticamentes de esportes ou a malucos desajustados. Essa imagem, obviamente, é formada por aqueles que não utilizam a bicicleta ou a sola do sapato para realizar seus deslocamentos cotidianos.

Mas, afinal, para isso que estão aí as Bicicletadas, para promover a cultura da bicicleta. Aliás, aproxima-se uma importante data no calendário das Massas Críticas. É o “Dia Mundial Sem Carros”. Comemorado no dia 22 de Setembro, dia para motoristas sentirem-se incentivados a deixar o carro em casa e procurar outro modo de locomoção,

Lentamente, o mundo está mudando. Atitudes, ritmo e vontades. Coloque SUA energia para funcionar. Deixe o elevador onde está e suba os degraus. Dedique menos tempo diante da televisão e computador. Deixe o carro na garagem. Simplifique sua vida. Caminhe ou VÁ DE BICICLETA!

Jornal Vitória 2009-08-25 p.6 fig.1

Por Ana Carolina Vivian*

* Ana Carolina Vivian, formada em Moda pela Udesc e ciclista urbana há mais de 2 anos, defendeu Trabalho de Conclusão sobre Adequação do Vestuário para o Ciclismo Urbano, para o qual estudou o movimento social “Bicicletada Floripa”.

Lagoa da Conceição comemorará futura ciclovia com pedalada

Acontecerá neste sábado mais uma edição da Bicicletada Floripa na Lagoa da Conceição. Os participantes vão se concentrar na sede da Associação de Moradores do Porto da Lagoa (AMPOLA), situada à R. Laurindo Januário da Silveira 5500, a partir das 14h30. A saída para o pedal lúdico dar-se-á às 15h.

Este mês a região da Lagoa da Conceição terá diversos passeios ciclísticos. Integrando a Semana Nacional do Trânsito e a semana do Dia Mundial Sem Carro, a região contará com o Passeio Ciclístico Primavera na Lagoa, a ser realizado no dia 26 (sábado).

A Bicicletada deste mês fará uma alusão a este passeio, que simboliza a mudança de estação a trazer novos e melhores tempos à população da Lagoa. E as esperanças por eles foram renovadas. A prefeitura, em reunião com representantes locais, comprometeu-se a implantar ciclovia e calçada na região. Os ventos já estão mudando. Uma nova forma melhorar a mobilidade urbana está a caminho. Velhos paradigmas estão caindo e um novo, mais coerente com a qualidade de vida e promoção de igualdade social e cidadania está a se elevar. Comemoremos! E pedalemos!

CartazPasseio da Primavera

Blumenau terá sistema de bicicletas públicas

A reportagem abaixo foi originalmente publicada no Jornal de Santa Catarina, na edição de 29 de agosto de 2009. Você pode ver a matéria no site do periódico aqui.

Jornal de Santa Catarina - logo

 

INFRAESTRUTURA URBANA

Bicicleta de aluguel

A partir do dia 22 de setembro, o blumenauense poderá pedalar pelo Centro através de um sistema de locação.

Os motivos para aderir ao Dia Mundial Sem Carro, em 22 de setembro, estão aumentando. Até a metade do próximo mês, novas ciclovias devem estar prontas e quem reclamava da falta de bicicleta vai poder alugar uma das 60 que ficarão disponíveis à comunidade.

O município terá seis estações para o aluguel de bicicletas. A iniciativa é uma proposta do Consórcio Siga para aproveitar a implantação das ciclovias na cidade. O projeto funcionará um ano em caráter de experiência. Se for bem aceito pela população, o número de estações e bicicletas à disposição aumentará. Quem afirma é o presidente do Serviço Autônomo Municipal de Trânsito e Transportes de Blumenau (Seterb), Rudolf Clebsch.

– Aproveitando o aumento da malha cicloviária, o Siga propôs um teste, utilizando sistemas parecidos com o de cidades como Rio de Janeiro e Paris – comenta Clebsch, que dia 22 de setembro irá de bicicleta ao trabalho.

Inicialmente, as estações vão contemplar a área central da cidade. Os pontos para o aluguel das bicicletas serão no Terminal da Proeb, Terminal da Fonte, Shopping Neumarkt, Ginásio do Galegão, prefeitura e Furb.

O sistema será todo informatizado e não haverá pessoas controlando a retirada das bicicletas.

– A bicicleta fica em segurança na estação e nós teremos todas as informações sobre saída e entrada dos veículos – explica o presidente do Seterb, que esteve recentemente no Rio de Janeiro para verificar como funciona o Samba, sistema de locação de bicicletas da capital fluminense.

Projeto quer testar a demanda de ciclistas. Mesmo sem as ciclovias totalmente prontas na região central, há quem já tenha optado pelo pedal como meio de transporte. Felipe Borsoi, 21 anos, usa a bicicleta para ganhar tempo e por ser uma escolha mais econômica. O irmão de Felipe, Raphael Borsoi, 24, só não pedala porque teve a bicicleta roubada há mais ou menos um ano. Ao ser informado da implantação do sistema de locação, Raphael se mostrou empolgado. – Ônibus demora e é caro. De bicicleta, em 30 minutos dá pra ir a vários lugares – argumenta o rapaz. Presidente do Seterb, Rudolf Clebsch explica que a ideia é testar a demanda de ciclistas da cidade. O presidente da Associação Blumenauense Pró-Ciclovias (ABC Ciclovias), Wilberto Boos, espera que a demanda cresça, mas explica que só o tempo vai mostrar como o povo de Blumenau receberá a iniciativa. Como vai funcionar. Haverá estações para aluguel das bicicletas no Terminal da Proeb, no Galegão, Furb, prefeitura, Shopping Neumarkt e Terminal da Fonte n Cada uma contará com 10 bicicletas. Quem quiser pedalar pelo Centro com uma bike alugada, terá que ter efetuado um cadastro prévio, através de um sistema a ser implantado pelo Siga n As estações serão integradas, o que permitirá que a bicicleta seja devolvida em qualquer uma delas. O usuário terá 30 minutos de uso gratuito. Ao passar desse limite, o pagamento será feito através do celular. A ideia é integrar também o cartão Siga, usado como vale-transporte, para fazer a cobrança n As taxas do serviço e outros detalhes, como possíveis restrições a usuários com menos de 18 anos, devem ser definidos até 15 de setembro n O sistema será todo informatizado e informará o número de bicicletas retiradas e espaços vagos em cada estação n Uma unidade móvel fará o controle para que haja a disponibilidade de bicicletas e vagas para devolução em todas as estações n As bicicletas terão acessórios de segurança e design diferenciado, o que facilitará a identificação(veja em .pdf)

Por Vinicius Batista

Saiba mais:

Bicicleta ganha espaço em Blumenau As ciclofaixas blumenauenses começam a sair do papel e formar uma estrutura interligada nas ruas da região central.
Bicicleta vence Desafio Intermodal em Blumenau – Num teste comparando bicicleta, automóvel e transporte público, o ciclista deu-se melhor em trecho de 3,5km pelas ruas de Blumenau.
Blumenau implanta mais ciclovias – Reportagem do Jornal de Santa Catarina mostra as novas obras cicloviárias de Blumenau.
Antes que o mundo pare – artigo de Fabrício Cardoso fala do excesso de automóveis em Blumenau e estimula o debate sobre as novas ciclofaixas da cidade.
A polêmica sobre as ciclofaixas de Blumenau – Artigo de Willian Cruz mostra sua opinião e relaciona os fatos que acontecem em Blumenau com o passado de San Francisco, EUA.
Blumenau: resposta do presidente da UCB – Carta de Antonio Carlos de Mattos Miranda, presidente da União de Ciclistas do Brasil, sobre a polêmica acerca das ciclofaixas em Blumenau.
Cartas-resposta em favor das ciclofaixas em Blumenau – Respostas de cicloativistas e sociedade civil a colunista que ironizou as novas ciclofaixas na cidade.
Comerciantes criticam áreas para ciclistas – Reportagem no Jornal de Santa Catarina faz o contraponto com as queixas dos comerciantes.
Motoristas, ciclistas e outros cidadãos – Artigo de Christian Krambeck fala sobre planejamento urbano, cidadania e qualidade de vida.

Manual do Ciclista de Brasília

O pessoal de Brasília responsável pelo Projeto Bicicleta Livre, que oferece oficinas de manutenção de bicicletas e bicicletas comunitárias aos freqüentadores da UnB, lançou essa “Cartilha do Ciclista” que você confere abaixo.

Nela, você encontra informações sobre saúde, manutenção, como portar-se sobre a bicicleta, dicas de segurança e de cicloturismo válidos para qualquer ciclista do Brasil. Quem mora no Distrito Federal encontra ainda uma relação de lojas e bicicletarias amigas do ciclista.

Cartilha do Ciclista - Projeto Bicicleta LivreCartilha do Ciclista – Projeto Bicicleta Livre

Saiba mais:

Conheça melhor o Projeto Bicicleta Livre nas matérias selecionadas nos links abaixo:

Eu, estudante
G1 & Bom Dia DF
O Eco
ONG Rodas da Paz
Transporte Ativo [1]
Transporte Ativo [2]
UnB Agência
+ Vá de bike! +

Veja também:

Manual do Ciclista de Florianópolis

Charge – Não chegue antes na escola, filho!

Não vais chegar antes na escola, filho! A mamãe te leva de carro, tá?

A charge acima foi publicada no Jornal de Santa Catarina, na edição de 24 de agosto de 2009. A autoria dela é de Cao.

Ela pode ser vista também através deste link.

Veja também:

Charge – Assim caminha o transporte em Florianópolis
Charge – A Ilha tá afundando

 

 

top-posts_wordpress

Bicicleta ganha espaço em Blumenau

A reportagem abaixo foi originalmente publicada no Jornal de Santa Catarina, na edição de 20 de agosto de 2009. Você pode ver a matéria no site do periódico aqui e aqui.

Jornal de Santa Catarina - logo

INFRAESTRUTURA URBANA

Sinal verde para as bicicletas

Poder público prevê ampliar malha cicloviária no Centro de Blumenau até dia 22 de Setembro.

BLUMENAU – Os adeptos do Dia Mundial Sem Carro, em 22 de setembro, terão um motivo a mais para deixar os veículos em casa em comemoração à data. Até lá, Secretaria de Planejamento Urbano e Secretaria de Serviços Urbanos pretendem expandir a malha cicloviária na região central da cidade. Na prática, o ciclista poderá sair da Rua Almirante Barroso, no Bairro Itoupava Seca, e chegar até a Alameda Rio Branco, no Centro, em vias exclusivas para bicicletas.

O circuito inclui ruas ainda carentes de ciclovias, como a Alberto Stein e a 7 de Setembro. Na Rua 7 de Setembro, parte da faixa restrita ao ciclista será implantada sobre a calçada, com a divisão do espaço hoje destinado unicamente aos pedestres.

– A proposta é ter um circuito fechado na área Central até o próximo mês, até para que o Dia Mundial Sem Carro tenha uma abrangência maior. Mas estamos tomando algumas decisões ainda, correndo contra o tempo – afirma a diretora de Planejamento Viário, Rita de Cássia Bruel Antonio.

Segundo o diretor de Serviços Urbanos, Valdecir Dutra, alguns trechos das ruas 7 de Setembro e Theodoro Holtrup precisarão ser recuperados para viabilizar a circulação das bicicletas. Na Rua Almirante Barroso, o ponto de ônibus próximo ao Hospital do Pulmão pode ser suprimido.

Ciclistas ganham espaço na Rua Paulo Zimmermann

A Rua Paulo Zimmermann, no Centro, foi a última a receber área exclusiva para ciclistas em Blumenau. A faixa, implantada no final de semana, foi toda pintada em vermelho – as demais recebem pintura apenas para delimitar o espaço. A intenção, segundo Dutra, foi destacar a área e chamar a atenção do motorista. Apesar de ser mais estreita que as outras, a ciclofaixa da Paulo Zimmermann é considerada segura pela Associação Blumenau Pró-Ciclovias (ABC Ciclovias).

– As ciclofaixas são muito seguras, desde que os motoristas as respeitem. Devido à condição do trânsito de Blumenau, preferíamos que fossem ciclovias, com muretas, mas não há espaço para isso em muitas ruas – opina o presidente da ABC Ciclovias, Wilberto Boos.

JSC 2009-08-20 - Ampliação das ciclovias em Blumenau

(veja em .pdf)

Para associação, demanda reprimida de ciclista é grande

A discussão sobre a implantação de ciclovias em Blumenau ganhou as páginas do Santa nas últimas semanas na Seção de Cartas. Em julho, o assunto foi o segundo mais comentado, com 19 cartas e artigos publicados. As opiniões se dividem: uns acreditam que não há ciclistas porque não há estrutura e outros porque não há demanda para as ciclovias.

A Associação Blumenauense Pró-Ciclovias (ABC Ciclovias) defende que há demanda para a expansão de espaços para ciclistas. Uma pesquisa feita ano passado na Escola Barão do Rio Branco é apontada como exemplo da necessidade das ciclovias. Segundo a associação, dos 600 estudantes consultados, 16 vão à escola de bicicleta e 290 gostariam de fazer o mesmo, se houvesse mais segurança nas ruas.

– A demanda reprimida de ciclistas é grande, mas como vamos querer que as pessoas andem de bicicleta se as ciclovias não estão interligadas? Se tivéssemos ruas com muitos buracos ou que não levassem a lugar nenhum, as pessoas também não andariam de carro. As pessoas que criticam a implantação das ciclovias tem uma visão míope, parcial, do que é a estrutura de uma cidade – argumenta o presidente da ABC Ciclovias, Wilberto Boos.

Por Rafael Waltrick

Saiba mais:

Bicicleta vence Desafio Intermodal em Blumenau – Num teste comparando bicicleta, automóvel e transporte público, o ciclista deu-se melhor em trecho de 3,5km pelas ruas de Blumenau.
Blumenau implanta mais ciclovias – reportagem do Jornal de Santa Catarina mostra as novas obras cicloviárias de Blumenau.
Antes que o mundo pare – artigo de Fabrício Cardoso fala do excesso de automóveis em Blumenau e estimula o debate sobre as novas ciclofaixas da cidade.
A polêmica sobre as ciclofaixas de Blumenau – artigo de Willian Cruz mostra sua opinião e relaciona os fatos que acontecem em Blumenau com o passado de San Francisco, EUA.
Blumenau: resposta do presidente da UCB – carta de Antonio Carlos de Mattos Miranda, presidente da União de Ciclistas do Brasil, sobre a polêmica acerca das ciclofaixas em Blumenau.
Cartas-resposta em favor das ciclofaixas em Blumenau – respostas de cicloativistas e sociedade civil a colunista que ironizou as novas ciclofaixas na cidade.
Comerciantes criticam áreas para ciclistas – reportagem no Jornal de Santa Catarina faz o contraponto com as queixas dos comerciantes.
Motoristas, ciclistas e outros cidadãos – artigo de Christian Krambeck fala sobre planejamento urbano, cidadania e qualidade de vida.

Bicicleta vence Desafio Intermodal em Blumenau

A reportagem abaixo foi originalmente publicada no Jornal de Santa Catarina, na edição de 24 de agosto de 2009. Você pode ver a matéria no site do periódico aqui e aqui.

Jornal de Santa Catarina - logo

MOBILIDADE URBANA

Ciclista vence o desafio

Santa comparou a agilidade de três meios de transporte no horário de pique na região central de Blumenau. Na disputa com carro e ônibus, a bicicleta levou a melhor.

Rubens Barrichello venceu ontem na Fórmula 1. Se a corrida fosse no Centro de Blumenau em horário de pique e o piloto brasileiro tivesse a mesma pretensão de chegar em primeiro, provavelmente trocaria a potência do carro de corrida pela simplicidade de uma bicicleta. Pelo menos é o que indica o teste que o Santa promoveu sexta-feira, às 17h50min, nos 3,5 quilômetros entre o Parque Vila Germânica, na Velha, e a Casa do Comércio, no Centro. O trecho, que será interligado por ciclovias até 22 de setembro, foi percorrido ao mesmo tempo pedalando, de ônibus e de carro. Com uma velocidade média de 32 km/h, o ciclista chegou antes.

Sete minutos após dar a primeira pedalada, o arquivista Giovani Nasatto, 30 anos, estacionou a bicicleta na Alameda Rio Branco, o ponto final do teste. Por três minutos ainda teve tempo de conferir o trânsito movimentado enquanto esperava chegar de carro o segundo colocado, o motorista Juliano Alessandro dos Santos, 37 anos. Os dois poderiam percorrer o trecho escolhido por pelo menos mais duas vezes antes que o passageiro do transporte coletivo, depois de algumas pernadas e o tempo dentro do ônibus, chegasse até o local combinado.

Na largada em frente ao Parque Vila Germânica, às 17h50min, logo a bicicleta de Giovani e o carro de Juliano sumiram de vista em direção à Rua 7 de Setembro. Ao chegar ao Terminal da Proeb, após sete minutos de caminhada, uma das cinco linhas disponíveis que passam pelo Centro demorou mais 10 minutos pra chegar. Giovani teve um percurso tranquilo ao longo da Rua Humberto de Campos. A via tem ciclofaixa, ainda que um pouco desgastada pelo tempo. Ao entrar na Rua 7, a atenção sobre duas rodas teve de ser redobrada. Enquanto Juliano, de carro, avançava com velocidade média de 22 km/h, o ciclista enfrentava obstáculos como carros estacionados, asfalto irregular próximo ao meio fio e ônibus na pista.

– É difícil manter os 1,5m recomendado de distância do carro para um ciclista. Quando a rua está cheia assim, fica tudo apertado – avaliou o motorista, que afirmou não se sentir seguro para trocar o automóvel pela bicicleta com a atual estrutura viária de Blumenau.

Enquanto Giovani e Juliano, em frente à Casa do Comércio, conversavam sobre o caminho percorrido, passageiros se equilibravam no ônibus, pela Rua 7, entre freadas e arrancadas. Além do congestionamento, as paradas em semáforos e pontos de ônibus atrasaram a viagem e contribuíram para que o percurso fosse feito a 7 km/h. O ponto final do trajeto foi em frente ao Colégio Sagrada Família, o que exigiu mais uma caminhada até a Alameda. Com o fôlego recuperado, Giovani comemorava a agilidade do meio de transporte que escolheu há sete anos e Juliano justificava a segunda posição reclamando do trânsito lento.

JSC 2009-08-24 - Desafio Intermodal Blumenau(veja em .pdf)

Aumento da ciclofaixa incentiva ciclistas

Dia 22 de setembro, o arquivista Giovani Nasatto poderá pedalar mais tranquilo pela Rua 7 de Setembro. Um projeto das secretarias de Planejamento Urbano e Serviços Urbanos pretende ampliar a malha cicloviária da cidade. Atualmente, Blumenau tem 45 quilômetros de faixas exclusivas para bicicletas. Com a expansão, a ideia é que o ciclista possa sair da Rua Almirante Barroso e chegar até a Alameda Rio Branco por ciclofaixas. A Rua Hermann Huscher, na sequência da Alameda, também possui a estrutura, o que tornaria o trajeto seguro para ciclistas até o Bairro Valparaíso.

A iniciativa pública pode incentivar motoristas a trocar o motor pelo pedal. O motorista Juliano dos Santos afirma que adotar a bicicleta para se locomover no Centro seria uma boa opção caso se sentisse mais seguro:

– Com ciclovias, além da economia de tempo, ajudaria na saúde.

A Associação Blumenauense Pró-Ciclovias (ABC Ciclovias) acredita que as ciclofaixas vão estimular ciclistas.

– Esperamos ansiosos pela ligação das faixas cicloviárias. A cidade precisa desta alternativa – opina o presidente da ABC Ciclovias, Eldon Jung.

Por Vinicius Batista

Saiba mais:

Blumenau implanta mais ciclovias – reportagem do Jornal de Santa Catarina mostra as novas obras cicloviárias de Blumenau.
Antes que o mundo pare – artigo de Fabrício Cardoso fala do excesso de automóveis em Blumenau e estimula o debate sobre as novas ciclofaixas da cidade.
A polêmica sobre as ciclofaixas de Blumenau – artigo de Willian Cruz mostra sua opinião e relaciona os fatos que acontecem em Blumenau com o passado de San Francisco, EUA.
Blumenau: resposta do presidente da UCB – carta de Antonio Carlos de Mattos Miranda, presidente da União de Ciclistas do Brasil, sobre a polêmica acerca das ciclofaixas em Blumenau.
Cartas-resposta em favor das ciclofaixas em Blumenau – respostas de cicloativistas e sociedade civil a colunista que ironizou as novas ciclofaixas na cidade.
Comerciantes criticam áreas para ciclistas – reportagem no Jornal de Santa Catarina faz o contraponto com as queixas dos comerciantes.
Motoristas, ciclistas e outros cidadãos – artigo de Christian Krambeck fala sobre planejamento urbano, cidadania e qualidade de vida.

%d blogueiros gostam disto: