Bom exemplo para o trânsito de Ganchos

A reportagem abaixo foi originalmente publicada no Jornal Notícias do Dia, versão de Biguaçu, em 08 de janeiro de 2010 (pág. A3). A matéria pode ser vista em .png aqui.

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Ganchos. Quem estacionar em local proibido será multado

Mais segurança para os turistas

Reunião que durou quase  três horas na Casa Paroquial de Governador Celso Ramos, em Ganchos do Meio, entre as autoridades do município e o 24º Batalhão da Polícia Militar, serviu para definir ações para manter o balneário como o mais seguro do Estado pela quarta temporada consecutiva, segundo relatório da Santur. “Queremos manter o balneário do município como o mais seguro. Para isso, colocaremos mais um trailer na Praia de Palmas e teremos a presença permanente do capitão Sandro. O município comprou 200 placas de sinalização de ruas e virá mais uma moto para ajudar nos trabalhos”, afirma o tenente-coronel Heriberto Rocha Peres.

De acordo com o prefeito Anísio Soares (PMDB), a partir de hoje serão colocadas 100 placas de proibido estacionar. “As pessoas que estacionarem em local proibido e atrapalharem o trânsito da cidade serão multadas e guinchadas. Por isso, peço aos policiais que deem a atenção necessária para esses casos e todos os outros que prejudicam o turismo da nossa bela cidade”, afirmou.

Prevenção. Com mais de três horas de duração, reunião entre autoridades e PM definiu reforços no policiamento.

O comandante da PM (Polícia Militar) na Comarca de Biguaçu definiu como positivo o encontro em que estiveram presentes autoridades e representantes da comunidade. Segundo o comandante, o prefeito Anísio pretende delimitar os horários para o comércio na cidade para até 24h na Operação Veraneio. “É uma postura radical que deve servir de exemplo para outros municípios; uma medida antipática, mas que salvará muitas vidas”, avalia Peres.

Veja também:

Governador Celso Ramos (SC): estrada boa para que tráfego?

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Palhoça: Pedestres em segundo plano no Aririú

O recorte de reportagem abaixo foi originalmente publicado no Jornal Notícias do Dia, versão de Palhoça, em 15 de dezembro de 2010 (pág. A2). A matéria, na íntegra, pode ser vista  em .png aqui.

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Pedestres ignorados nas ruas

Lombadas. Motoristas aproveitam a falta de fiscalização e abusam da velocidade na área urbana

Há quase dois meses desligadas, as lombadas eletrônicas fazem falta para o processo de humanização do trânsito na área central e bairros de Palhoça, principalmente aos pedestres que transitam pela avenida São Cristóvão, no Aririú. Comerciantes e moradores locais reclamam da alta velocidade dos motoristas na via, aumentando os riscos de acidentes.

Aririú. Avenida São Cristóvão, a principal do bairro, não tem fiscalização contra motoristas apressados. Foto: Washington Fidélis/ND.

De acordo com relato de moradores, já houve dois atropelamentos desde que o equipamento parou de funcionar. “Às vezes, a gente tem que ajudar algumas pessoas mais velhas a atravessar, é um perigo”, relata Marilene da Silva Pinho, 36 anos. Segundo ela, até mesmo alguns motoristas de ônibus têm exagerado na velocidade. “Por causa da alta velocidade, eles nem param nos pontos para os moradores. Não dá tempo”, diz Marilene. Ela também reclama da ausência de faixas de pedestres.

Pressa. Marilene da Silva Pinto diz que nem os ônibus param no ponto. Foto: Washington Fidélis/ND.

A comerciante Ana Cláudia Truppel, 26 anos, também está insatisfeita com a situação. Segundo ela, a proximidade com um santuário faz com que a rua seja movimentada. “Eles querem que a gruta seja ponto turístico, mas não pensam na viabilidade disso”, comenta, insatisfeita. Ainda neste ano, segundo Truppel, foi solicitada à prefeitura a criação de um redutor de velocidade, a 100 metros da lombada eletrônica desligada. Atualmente, há uma placa indicativa no local, mas a lombada ainda não foi implantada.

Faixa. Ana Cláudia Truppel confirma que falta segurança aos pedestres. Foto: Washington Fidélis/ND.

De acordo com o superintendente de trânsito, Luiz Carlos Duncke, a previsão é de que as lombadas voltem a funcionar em janeiro do próximo ano [2010]. “Anteriormente, a população reclamava das lombadas, dizendo que eram caça-níqueis, agora todos reclamam para que voltem a funcionar”, diz. As 18 lombadas eletrônicas arrecadavam, em média, R$ 80 mil por mês. Para o próximo ano, mais 20 equipamentos devem ser instalados.

Para não esquecer – Ciclovia na Lagoa da Conceição é urgente

A reportagem abaixo foi originalmente publicada no Jornal da Lagoa, na segunda quizena do mês de agosto de 2009. Você pode conferir a reportagem em .png aqui.

Ciclovia é urgente

Movimento. A ciclovia pode ser uma possibilidade de via para transporte

O Movimento Ciclovia da Lagoa Já é o resultado de 12 anos de organização dos moradores do Porto da Lagoa através da AMPOLA (Associação dos Moradores do Porto da Lagoa), pela construção de ciclovias ao redor da orla da Lagoa da Conceição, em especial na Rua Osni Ortiga. Os responsáveis pela direção do movimento são Gilson Ruiz, Luis Amilton Moura Ferro e Daniel Costa.

A Avenida Osni Ortiga, na Lagoa da Conceição, vai ganhar ciclovia e passeios para pedestres. As obras de revitalização devem custar cerca de R$ 1 milhão e o projeto nal será apresentado para os moradores da Capital no dia 5 de setembro.

A ciclovia Rota 9 terá uma extensão de 3,2 quilômetros, sendo dois de vias exclusivas para bicicletas e 1,2 quilômetro de via compartilhada de baixa velocidade. A faixa vai ligar a Avenida das Rendeiras, principal acesso às praias do Leste de Florianópolis, ao Rio Tavares, na região Sul.

O Poder público decide construção

O vice-prefeito e secretário de Transportes, Mobilidade e Terminais, João Batista Nunes, e o secretário de Obras, José Nilton Alexandre, reuniram-se com representantes comunitários da região da Lagoa da Conceição para discutir a obra de revitalização da avenida Osni Ortiga. O encontro aconteceu no gabinete do vice e contou ainda com a presença do vereador Renato Geske (PR) e técnicos do IPUF (Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis), órgão responsável pela elaboração do projeto final.

Segundo Gilson Ruiz, ainda não foi decidido nada na audiência de 5 de agosto. “A verba já esteve programada no orçamento, mas na hora da execução é direcionada para outras necessidades. A Ampola já entregou abaixo assinado e uma cópia do anteprojeto nas mãos do prefeito”, diz o militante.

União. Bicicletada já é tradicional. Foto: Jonatha Junge/Divulgação/JL.

O projeto para construção da ciclovia já existe há 15 anos e não é isolado. A Lagoa da Conceição é o segundo cartão postal de Florianópolis, cando atrás somente da ponte Hercílio Luz. O bairro não tem um passeio decente, com iluminação ou segurança na orla.

A ciclovia pode ser um meio de transporte. A Lagoa é um centro comercial, com mão-de-obra, estudantes, escolas. O projeto da ciclovia vai além do lazer. Com a ciclovia é possível levar as crianças à escola. Os carros estão invadindo as ruas. Todo o planejamento da cidade está em função do carro, o programa Tapete Preto visa favorecer somente o carro. “É uma tentativa de inverter a visão, humanizando o transporte. Florianópolis tem potencial para construção de ciclovias, encher a capital de estradas não adianta nada”, diz Luiz Moura.

Para o movimento a luta é muito ampla. Quem anda de bicicleta pode usar para trabalhar ou para o lazer, passeio e não favorece nenhuma classe social. Até mesmo cadeirantes podem usar o espaço ou pais com seus
carrinhos de bebê.

Projeto prevê instalação de lombadas eletrônicas

Outra preocupação tratada no encontro foi a segurança e a velocidade dos veículos na avenida. De forma emergencial, a Secretaria dos Transportes se comprometeu a viabilizar a colocação de placas de trânsito estabelecendo 60 Km/h como velocidade máxima.

É preciso mobilizar a comunidade para pressionar as autoridades para que forneçam uma resposta. O movimento Ciclovia na Lagoa Já é apartidário, mas não é apolítico. Todo o segundo sábado de cada mês é realizado o bicicletaço. Dia 26 de setembro irá acontecer o passeio ciclístico da Primavera. Venha, participe!

Saiba mais:

Os avanços da ciclovia
Audiência Pública na Lagoa
Projeto da Ciclovia da Rua Osni Ortiga
Projeto da Ciclovia
Florianópolis implantará ciclovia na Lagoa
A reunião com os secretários da Prefeitura
A audiência pública na AMPOLA

Veja também:

Veja como foi o primeiro Passeio Ciclístico da Lagoa.

Relatos:

Bicicleta na Rua
Jornal da Lagoa
Jornal Notícias do Dia
Movimento Ciclovia na Lagoa Já

Fotos:

Ana Carolina Vivian
Caminhos do Sertão
Ciclista Fabiano

Vídeos:

Bicicleta na Rua
Daniel de A. Costa
Lagoa Virtual
Patrola – RBS TV/Globo

Problemática:

Bicicleta na Rua
Caminhos do Sertão
Jornal da Lagoa
Jornal Notícias do Dia
Movimento Ciclovia na Lagoa Já

Museu da Bicicleta

A reportagem abaixo foi originalmente publicada no caderno Plural do Jornal Notícias do Dia, versão de Joinville, em 06 de janeiro de 2010. A matéria pode ser vista também em .pdf aqui.

Memória. Museu da Bicicleta de Joinville completa uma década de fundação este ano

Pedaladas pela história

O paulista Valter Busto, coordenador do Mubi (Museu da Bicicleta de Joinville), é apaixonado pelas bicicletas desde quando ganhou sua primeira, aos seis anos de idade. A sensação de liberdade e de poder descobrir o mundo em cima de uma magrela mexeu com a cabeça de Valter, que passou a colecionar bicicletas e tudo a elas relacionado.

Esta história que começou em São Paulo e acabou em Joinville, com a criação do Museu da Bicicleta, inaugurado em 9 de março de 2000, será contada em uma exposição que comemora os dez anos de implantação do Mubi na cidade. “Os joinvilenses têm uma ideia de como o acervo foi montado, mas não sabem de tudo, das peculiaridades”, fala Valter.

Enquanto morava na capital paulista, Valter Busto guardava as bicicletas dentro da própria casa. “Era uma bagunça. Tinha bicicletas no quarto, na cozinha, não conseguia nem me mexer direito”, lembra. “Os donos de bicicletarias em São Paulo me ligavam dizendo que tinham coisas para mim. Eu ia buscar de Gurgel XTR 1979 e colocava as bikes em cima”, conta.

Essas lembranças e tantas outras estão fotografadas e vão compor a mostra fotográfica que reproduzirá imagens captadas pelo coordenador enquanto era colecionador e formava o acervo que tem hoje, no qual nem Valter tem uma noção exata do número de peças.

“Em exposição temos 102 bicicletas, mas ainda temos centenas na reserva técnica, sem contar as coleções de miniaturas, buzinas, faróis e quadros”, enumera Valter. A exposição ainda não tem data para ser inaugurada, mas deve ser aberta ao público nas comemorações do aniversário de Joinville.

Além disso, a mostra vai apresentar outras exposições feitas pelo coordenador, como da primeira vez em que esteve na cidade, em 1996. “Criei a exposição Clunker: a História da Montain Bike, realizada na Expoville”, çembra. A partir daí, surgiram os primeiros contatos com o Instituto Joinville 150 Anos, que trouxe Valter Busto e seu acervo para o município, em 1999.

Coleção. Valter Busto criou o museu com o acervo de centenas de bicicletas que guardava em sua casa, em São Paulo. Foto: Joyce Reinert/ND.

Para os próximos dez anos

Valter Busto se diz muito feliz pela cidade ter aceitado tão bem o museu, que, apesar das dificuldades, é reconhecido internacionalmente. “Sou muito grato aos joinvilenses”, agradece o coordenador. Para o futuro, Valter gostaria de ter um espaço ainda maior do que o museu tem hoje.

“Tenho muitos catálogos, fôlderes, projetos de bicicleta e papéis históricos. Pretendo abrir uma biblioteca especializada e mais espaço para expor ainda mais peças”, sonha o coordenador. “Espero, ainda, os novos monitores de museus, para podermos acabar com o problema de o Mubi ficar fechado para visitação aos fins de semana”, acrescenta.

A exposição que celebra os dez anos do museu no município vai, ainda, apresentar novas bicicletas que fazem parte do acervo. Uma delas é a Soft Ride, pedalada pelo triatleta Fernanda Keller durante o Iron Man do Havaí, em 1994. “Na ocasião, ela conquistou o terceiro lugar, sendo a melhor brasileira no Iron Man do Havaí”, ressaltaValter.

Esporte. Bicicleta usada no Iron Man disputado no Havaí. Foto: Joyce Reinert/ND.

Outras novidades são as bikes criadas pelo artista paulista Israel Nicolau. Uma delas foi elaborada com 580 porcas de 28 milímetros, soldadas umas às outras. Valter Bustos já experimentou todas as bicicletas expostas e diz ter o prazer de poder pedalar “uma Peugeot 51, uma Peugeot 54, uma Caloi 10 e uma Monark 1956, que tem uma caixa para quando eu preciso carregar água ou compras”.

Arte sobre rodas. Criação do artista paulista Israel Nicolau. Foto: Joyce Reinert/ND.

Serviço | Funcionamento
O quê: Museu da Bicicleta de Joinville
Onde: rua Leite Ribeiro, s/n, ao lado da Estação Ferroviária
Visitação: neste mês de janeiro, de segunda a sexta das 12 às 18h

Fernanda Ourique

Saiba mais:

Museu da Bicicleta de Joinville – site do MuBI

Veja também:

Museu da Bicicleta de Joinville – texto do site Ciclovenção Urbana.

serviço Funcionamento
O quê: Museu da Bicicleta de
Joinville
Onde: rua Leite Ribeiro, s/n, ao
lado da Estação Ferroviária
Visitação: neste mês de janeiro,
de segunda a sexta das 12 às 18h

1 ano sem Márcia

Homenagem à ciclista Márcia Prado, feita na última quinta-feira, 14 de janeiro, nas praias do Jardim Guilhermina, na Praia Grande, SP.

Fabiano Faga Pacheco

Saiba mais:

Márcia Prado, presente! – Apocalipse Motorizado
Márcia Vive! 1 ano de saudades – CicloBR

Veja também:

Uma justa homenagem – hoje, a rota cicloturística que leva os paulistanos ao mar leva o nome de Márcia Prado.
A última viagem com a Márcia – vídeo da última cicloviagem da Márcia, realizada apenas 3 dias antes do acidente.

Tijucas adotará medidas de redução de velocidade

A reportagem abaixo foi originalmente publicada no Jornal Notícias do Dia, versão do Vale do Rio Tijucas, em 7 de janeiro de 2010 (pág. A1). A matéria pode ser vista também em .png aqui.

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Trânsito.

Segura o acelerador

Secretaria define até amanhã como reduzir a velocidade na Bayer Filho

Depois de tantos acidentes e contratempos a prefeitura de Tijucas definiu dois dos quatro pontos onde serão implantadas as lombadas eletrõnicas na avenida Bayer Filho. Um deles ficarpa antes do cruzamento com a rua Luiz Hipólito da Cruz. Já o outro, deve ser instalado antes da avenida Hercílio Luz. Até o final da semana a Secretaria de Obras, Transportes e Serviços Públicos deve definir como os equipamentos serão adquiridos.

Palco de inúmeros acidentes em 2009, a avenida ganhou fama de autódromo Bayer Filho após a conclusão do asfaltamento. A velocidade máxima na via é de 60km/h, mas, sem qualquer tipo de sinalização ou mecanismo de redução, motoristas excedem os limites de velocidade. No último acidente, um carro e uma motocicleta bateram na pista e pararam somente depois de colidir com uma bomba de gasolina em um posto.

Segundo o secretário de Obras, Transportes e Serviços Públicos, Elói Geraldo, a prefeitura já entrou em contato com empresas para definir a forma de compra dos equipamentos. “Existem duas possibilidades para a instalação das lombadas. Na primeira, o município compra os equipamentos e administra as multas. Na segunda, uma empresa instala os equipamentos e faz a manutenção. Em troca, recebe parte dos recursos arrecadados pelas infrações”, explica Geraldo.

ABUSO
Velocidade máxima na via é de 60km/h, mas não há, hoje, meios de fazer o controle.

O secretário afirma que, depois da licitação realizada, o prazo para a conclusão da instalação das lombadas é de até 60 dias. O custo médio para adquirir os produtos é de R$ 100 mil. Caso o município compre os instrumentos, os recursos serão destinados pelo Fundo de Fiscalização do Trânsito da cidade.

Comum. Um dos acidentes na avenida, ocorrido em 17 de dezembro. Foto: Alex W. Farias/ND.

Tachões

Sem ter uma solução pelo menos até março, o secretário viu sua dor de cabeça aumentar em novembro de 2009. Uma normativa do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) proíbe o use de tachões para reduzir a velocidade. Hoje, os tachões ou “tartarugas”, como são popularmente conhecidos, ajudam a amenizar o problema em alguns trechos da Bayer Filho. No entanto, deverão ser removidos.

Apesar da proibição, dois pontos com o equipamento estão instalados ao longo da avenida: em frente ao Colégio Ondina Maria Dias e próximo à Praça do Expedicionário. Para o secretário, os redutores de velocidade ficarão na via até a implantação das lombadas eletrônicas.

Se o processo de licitação se estender por um período mais longo que o previsto, o secretário pretende tomar uma medida drástica para solucionar o problema. “Se o processo demorar, vamos fazer lombadas de asfalto”, promete Geraldo.

Everton Palaoro

Veja também:

Tachões….?!?!?!? – A instalação desses equipamentos não tornou a vida dos ciclistas de Florianópolis mais segura.

Crônica – Dia de Sol

A crônica abaixo é de autoria de Celso Leal e foi publicada no Jornal Notícias do Dia, versão do Vale do Rio Tijucas, em 7 de janeiro de 2010 (veja em .png).

Dia de Sol

Calor intenso. O rio descia ao mar. A capivara pastava no local de costume. Inacreditável a mansidão dela na margem contrária. As gaivotas voavam e pousavam no barco ancorado. A cidade se movimentava e o povo trabalhava. Poucos se importavam com as belezas naturais do lugar. Um homem se aproximou do cais. Desceu da bicicleta. Não havia ninguém. Ele fitou o rio. Muito quente. Nenhum vento. O homem passou a gesticular. Parecia dar de dedo no rio. Apontava e conversava. Eu nada ouvia. Apenas via o corpo fazendo trejeitos direcionados ao rio. Em certo momento ele batia no peito e agia como se lançasse algo no rio. Não sei se beijos ou o coração. Repentinamente a bicicleta caiu. Com fúria ele passou a chutar a magrela. Insatisfeito jogava0se com o peso do corpo sobre o veículo. Ato de fúria ou insanidade! Tudo muito rápido.

Ele pegou a bicicleta e a jogou no rio. Ela afundou e ele prosseguiu gesticulando e falando com o rio. Os carros passavam, o sol ardia, o homem fazia teatro e eu acompanhava. Fato real. Qual a intenção dele? Uma pessoa que deveria saber o que estava fazendo. Caso contrário teria se atirado ao rio. Perdera a bicicleta. Talvez pelo fato de ter ela interrompido a conveersa inicial entre ele e o rio. Ou dele com os peixes? Quem sabe a bicicleta tenha sido entregue como oferenda ao senhor das águas? Ou emprestada para os peixes transitarem sob as águas barrentas do rio poluído?

A capivara entrou na água. Mansamente. Eu decidi ir ao encontro do homem. Desci e encontrei quem havia chegado para falar comigo. Atendi e ao sair na rua não avistei o homem. Fui ao local em que ele deveria estar e nenhum sinal. Procurei ao redor. Olhei ao longe e nada de encontrá-lo. Tentei visualizar a bicicleta. Fiquei a pensar. Estaria eu enganado? Seria insolação? Quando mirei para a ponte reconheci quem estava no meio dela. Era ele! As cores da camisa e da calça não deixavam dúvidas. Pensei em segui-lo. De nada adiantaria. Ele continuou o caminho. Venceu a ponte, passou frente à entrada do Pernambuco e seguiu para Morretes. A vida contínua prossegue graças aos mistérios do cotidiano. Ainda bem…

Veja também:

Selva de aço – Crônica – leia a íntegra da crônica “Selvaço”, de Vinícius Leyser da Rosa.
Conto para o Dia dos Pais – leia aqui o conto “Não chore, papai”, de Sérgio Faraco.

São José, quarta maior cidade catarinense, enfrenta desafios de mobilidade

A reportagem abaixo foi originalmente publicada no Jornal Notícias do Dia, versão de São José, no bíduo 2 e 3 de janeiro de 2010 (pág. A1). A matéria pode ser vista também em .png aqui.

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Mobilidade.

Ano inicia com velhos pedidos

Moradores esperam melhorias no trânsito e lazer

O ano de 2010 já começou e com ele planejamentos, promessas e esperanças renovadas. Além de pedidos pessoais, quem mora em São José também se preocupa com a cidade, desejando que neste novo ano questões como trânsito caótico, as calçadas mal cuidadas e a falta de áreas de lazer possam ser solucionadas, ou, pelo menos, amenizadas.

O trânsito já deixou de ser problema apenas de quem anda de carro ou ônibus, garante a professora universitária Rosângela Fenili, 52 anos. “Está um caos o tempo todo, se você está de carro, precisa enfrentar as filas; e se está a pé, tem que tomar cuidado redobrado para atravessar as ruas sem ser atropelado”, reclama a professora, que defende a instalação de mais sinaleiras e melhorias na sinalização, principalmente no Kobrasol. “Moro em um prédio de esquina e o tempo todo eu vejo batidas, é muito perigoso”, alerta.

Segurança

Mas o perigo não fica apenas no trânsito, garantem os moradores da cidade. Andar nas ruas, seja durante a noite ou mesmo à luz do dia, requer cuidado redobrado. “Precisamos de mais policiamento nas ruas, o prédio em que eu moro já foi arrombado diversas vezes, eu fico com um pouco de receio de morar aqui, diz a moradora do bairro Kobrasol, Gilsela Stringari, 28 anos, técnica de radiologia. Contrapondo a opinião de Gisela, a moradora Rosângela Alves, 59 anos, digitadora, lembra que hoje não existe lugar totalmente seguro. “É maravilhoso morar aqui, e não tem mais como fugir da violência, ela está espalhada por todos os cantos. O que precisamos é aprender a ter mais cuidado”, frisa a digitadora, que elogia a quantidade de opções de lazer na cidade. “Aqui é sempre muito movimentado, ficou um bairro muito bonito, com gente jovem e animada, um calçadão maravilhoso”, conta, ressaltando os bares e casas noturnas instaladas no Kobrasol.

Kobrasol. Calçadão central é defendido por uns e criticado por outros. Foto: Marcelo Bittencourt/ND.

Crianças são mais prejudicadas

Apesar dos elogios à quantidade de opções em festas no Kobrasol, o morador Sérgio Madeira, 44, analista de sistemas, critica a falta de parques para as crianças brincarem. “Em toda a cidade precisamos de espaços ao ar livre, seguros e acessíveis a todas as crianças”, aponta o morador, pai de uma criança com deficiência mental, e que por esse motivo deixa muitas vezes de levá-la para passear.

Segundo ele, a falta de condições para mobilidade urbana é um dos principais problemas da área central e do bairro Kobrasol. “As calçadas são muito ruins, como ele precisa de uma cadeira de rodas, é um transtorno bem grande levá-lo para brincar aqui na avenida central, por exemplo”, revela.

Sem opções de diversão nas praias, quem mora em São José precisa se virar da maneira que pode, garantem os moradores. Além da beira-mar, onde muitos aproveitam para fazer seus exercícios físicos, o único shopping center da cidade também é ponto de encontro de adolescentes e adultos. “Sempre vamos lá para fazer compras ou aproveitar um cinema”, diz a professora Rosângela. Ela também faz questão de aproveitar o calçadão da avenida central do Kobrasol, outro local onde muitos reservam seu tempo livre para descansar à sombra das árvores ou mesmo aproveitar o comércio intenso do local.

Continuam as pedaladas por terras sulinas

Já foi falado, numa postagem anterior, sobre ciclistas catarinenses que aproveitavam as férias para viajar e sobre pessoas de outros Estados que vieram conhecer a região Sul sobre duas rodas.

Agora, será feita uma atualização sobre a situação dos cicloviajantes, bem como a divulgação de novos passeios ciclísticos e empreitadas.

Documentário Floripa-Santiago

Confirmou-se a separação dos ciclistas do Documentário Floripa-Santiago em dois grupos. Os ciclistas que ficaram para trás voltaram a ficar sozinhos.

Desconhece-se o paradeiro dos ciclistas do curso de Ciências Biológicas da UFSC que também fazem percurso semelhante.

Abaixo, o vídeo dos ciclistas do projeto feito pelo Diário Catarinense.

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.

EcoAustral

Os ciclistas da Travessia Pacífico-Atlântico já começaram o novo projeto, batizado de EcoAustral. Eles partiram de Florianópolis rumo a Ushuaia, na província argentina de Tierra del Fuego. Entretanto, logo de cara a equipe já enfrentou desafios, que prometem ser maiores ainda durante o percurso. Acompanhe a aventura deles através do blogue http://ecoaustral2010.wordpress.com.

Veja abaixo o vídeo de promoção da empreitada anterior.

Rumo ao Fórum Social Mundial

Já partiram os ciclistas que pretendem ir de São Paulo rumo a Porto Alegre para o Fórum Social Mundial. Eles saíram da Praça do Ciclista, na capital paulistana, às 5h do dia 7 de janeiro de 2009.

Para acompanhar esse desafio, acompanhe o http://pedalfsm2010.wordpress.com.

Bicicletada na Lagoa da Conceição

Amanhã acontecerá a primeira Bicicletada em Florianópolis, saindo às 15h da R. Laurindo Januário da Silveira 5500, ao lado da igrejinha do Porto da Lagoa.

Aproveite a época do ano novo e renove-se, tire a poeira da bicicleta e contribua para o fortalecimento dos projetos de implantação de calçada e ciclovia na Lagoa da Conceição.

Italia Catarinense

Um grupo de cicloturistas italianos será recepcionado neste domingo, 10 de janeiro, em sua chegada em Florianópolis. Um grupo sairá da loja Della Bikes, em Florianópolis, às 13h rumo a Palhoça, onde os ciclistas encontrarão os italianos, que virão de Santo Amaro da Imperatriz, no posto entre a BR-101 e BR-282. De lá, eles virão margeando o mar de volta à Ilha de Santa Catarina. Qualquer um que quiser recepcioná-los será bem-vindo!

Para acompanhar a expedição dos italianos, siga o www.italiacatarinense.com.br.

Saiba mais:

Ciclistas viajarão de Florianópolis a Santiago para mostrar eficiência da bicicleta – sobre o Documentário Floripa-Santiago.
Grupo de estudantes fará expedição de bicicleta entre Chile e Argentina – sobre o EcoAustral 2010.

Veja também:

Ciclista já conheceu mais de 3000 cidades com a sua bicicleta

Governador Celso Ramos (SC): estrada boa para que tráfego?

Repare bem na imagem abaixo. Ela mostra um trecho da rodovia SC-410 no município catarinense de Governador Celso Ramos (antigamente chamado Ganchos).

O asfalto desta estrada foi recentemente recuperado, mas a reportagem que ela ilustrava dava conta do aumento de 500% no número de fatalidades em 1 ano. As principais causas seriam a grande quantidade de curvas acentuadas e, claro, a imprudência dos motoristas.

Mas um detalhe chama mais atenção. A legenda dizia: “Recuperada, SC-410 oferece boas condições de tráfego, mas há motoristas abusando da velocidade”.

Agora a indagação: ela oferece boas condições de tráfego a quem??? Ela possui acostamento, calçadas, espaço seguro para ciclistas transitarem? A imagem acima responde a esses questionamentos. E ela não é favorável a quem transita a pé ou de bicicleta.

Ela não tem fornece estrutura para os modos mais elementares e eficientes de deslocamento. Ao mesmo tempo, não oferece situação de tráfego sequer aos automóveis no caso de um acidente, pela ausência de acostamento.

As melhorias feitas na dita via mostram bem em como o Estado de Santa Catarina está defasado em se tratando de mobilidade urbana. Enquanto lá fora, investe-se em estruturas para ciclistas e pedestres, inclusive fechando-se ruas inteiras aos automóveis, por aqui ainda são tímidas as ações em prol de uma verdadeira mobilidade sustentável.

A contradição é que, enquanto se investiu no asfaltamento da rodovia, se oneraram os cofres públicos com a falta de segurança da mesma via, contabilizada pelo incremento no número de acidentes e de mortes. Contradição ainda maior percebe-se ao analisar os dados: aqueles que deveriam ser os maiores beneficiados pelo asfalto novo, os motoristas, foram, também, as maiores vítimas e inteiramente responsáveis pelo crescimento das fatalidades.

PS: cabe salientar que a Lei Estadual Nº 10.728/1998, que proíbe a execução de novas obras sem a instalação de adequada infraestrutura ciclística, foi desrespeitada.

Pedale em grupo em Florianópolis

A reportagem abaixo foi publicada na Revista de Verão, nos dias 31 de dezembro de 2009 e 1º de janeiro de 2010 (pág. 15). Dica do Daniel no blogue do Movimento Ciclovia na Lagoa Já. Você pode ler, também, a matéria na internet através deste link ou baixá-la em .pdf.

Festa? Nada disso. Essa galera se reúne para agitar as noites de verão em longas pedaladas pelas ruas. E o melhor: não precisa ser profissional

Em vez da sandália de salto, tênis. No lugar do coquetel, uma garrafinha de água. Para gastar a energia, a pista de dança dá lugar às ruas. Diversão na noite de Florianópolis não é necessariamente sinônimo de festa. As pedaladas noturnas organizadas por grupos de ciclistas ganham cada vez mais adeptos.

Eles ocupam as movimentadas ruas lado a lado com os carros e as motos. A cada dia é um percurso diferente. Para participar, basta força de vontade e fôlego. Daí é só entrar em contato com os organizadores (leia quadro abaixo), equipar a bike e ter muita disposição.

Melhorar a autoestima, a saúde e a qualidade de vida são alguns dos benefícios listados pela galera que já aderiu às excursões noturnas.

O empresário Alexandre Souza, 40, foi um dos pioneiros na cidade. Em 2005, com 10 amigos, decidiu encarar o trânsito de um jeito diferente: exercitando-se.

Nem as duas horas de percurso nas ruas tiram o sorriso do rosto do pessoal. Foto: Flávio Neves.

Mais de 400 pessoas já estão cadastradas no grupo que ele criou, chamado Duas Rodas. As turmas contam com cerca de 35 ciclistas a cada noite.

O ponto de encontro e o grau de dificuldade são avisados com antecedência por e-mail. São, em média, 35 quilômetros, percorridos em aproximadamente duas horas.

– O grupo sempre anda junto. A cada cinco quilômetros a gente se reagrupa. É importante que o ciclista tenha o mínimo de condicionamento físico para poder acompanhar o ritmo – explica Alexandre.

O empresário também lembra que pedalar em grupo é uma forma mais segura e divertida de se exercitar, já que Florianópolis ainda não conta com uma ciclovia extensa:

– Quando estamos juntos, os motoristas respeitam mais.

Há dois anos, Priscila da Silva Schroeder Fernandez, 35, entrou para o grupo. Hoje, comemora a mudança no estilo de vida e contabiliza os benefícios – como os nove quilos a menos.

– Até meu humor mudou. O clima é muito bom. Saio daqui sempre pronta para encarar mais um dia com alegria – empolga-se.

Fernanda Gobbi

Fotos: Flávio Neves.

Saiba mais:

Novo grupo de ciclistas em Florianópolis

Bicicleta é destaque no Diário Catarinense

Ciclista já conheceu mais de 3000 cidades com a sua bicicleta

A reportagem abaixo foi originalmente publicada no Jornal Notícias do Dia, versão do Vale do Rio Tijucas, em 31 de dezembro de 2009 e 1º de janeiro de 2010 (pág. A1). A matéria pode ser vista também em .png aqui.

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Gente.

Oito anos de pedaladas pelo país

Na estrada desde outubro de 2001, Luiz Carlos Rodrigues, 54 anos, completa pela segunda vez o trajeto do Oiapoque ao Chuí. O ciclista esteve esta semana em Tijucas para fazer reparos na bicicleta e, na sequência, seguir pedalando até Itajaí, onde reside oficialmente. Os planos do ciclista, que já foi pedreiro, é passar a virada do ano em casa.

Luiz já visitou de bicicleta 3.265 cidades, em oito países da América Latina. “Eu não passo simplesmente pelas cidades. Gosto de parar, conhecer as pessoas, culturas e tradições”, conta. Tijucas fez parte do roteiro do ciclista pela terceira vez e ele garante que sempre foi muito bem recepcionado aqui. No final da segunda viagem pedalando para cruzar o país, Luiz revela que está terminando de produzir um livro com as histórias que vivenciou.

“Recordações de um sonho realizado” será lançado dia 10 de fevereiro. “Conhecer o país de bicicleta foi uma lição de vida para mim. No livro conto um pouco sobre meu sonho, minha vida e minha loucura”, confessa. Luiz é gaúcho, mas catarinense de coração. Entre todas as praias no litoral brasileiro que já conheceu, garante que as catarinenses são as mais belas: “Garopaba não se compara a nenhuma outra praia do Brasil”.

Ciclista. Luiz Carlos passou por Tijucas antes de seguir para casa, em Itajaí. Foto: Allex W. Farias/ND.

Inscrições do Bike Tour São Paulo acabam em menos de 4h

As inscrições do Bike Tour São Paulo, que ano passado levou 5000 ciclistas às ruas da capital paulistana no dia de seu aniversário, esgotaram-se nas primeiras horas deste ano. Os organizadores do evento abriram as inscrições exatamente na virada do ano. As primeiras 5500 inscrições já foram efetuadas. Mas quem quiser participar do Bike Tour deste ano ainda tem uma oportunidade de adquirir a bicicleta, capacete, camiseta e os demais componentes do kit de inscrição. As últimas 500 vagas serão sorteadas entre aqueles que se cadastrarem no site www.biketoursaopaulo.br.com.

Tentou-se efetuar a inscrição às 0h17min, mas o site demorava a carregar e não abriu ao se colocar os dados. Posteriormente, às 4h12min, tentou-se novamente, ao menos, tentar participar do sorteio das últimas inscrições, mas aparece a seguinte mensagem na tela:

“Não foi possivel criar a inscrição”

Ainda se está à espera de uma pronunciamento dos organizadores do evento.

Atualização às 7h17min: as inscrições do Bike Tour São Paulo esgotaram-se em 37min15s!

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