Relato do Pedal do Duas Rodas de 18/02


Eram vinte pedalantes. O clima era de que o ano iria começar de vez. Várias cabeças apareceram após os descansos de Natal, Ano Novo, Carnaval…. O objetivo da noite era “simples”: uma voltinha beirando nosso querido cartão-postal lagunar pelo Sul até chegar ao sopé do paredão que é o Morro da Lagoa. Um percurso escolhido a dedo para ganharmos condicionamento para o resto dos pedais do ano.

Os cavaleiros noturnos agrupam-se para a foto, ainda sorridentes, antes de subirem o Morro da Lagoa.

O grupo ganhou o Pantanal e passou pelo Saco dos Limões até a ciclovia da Beira-mar Sul, esta que poderia bem ser um pântano. Dificuldades em acessar e … em sair, devido às obras da via para a Ressacada. Antes de sairmos de lá e nos encontrarmos com dezenas, talvez centenas, de alviazuis fanáticos, a guerreira Dama da Noite cai duas vezes. Ops, cai não, aproxima-se demasiadamente do solo. “Eu nunca caí, guri”, confessa-nos ela, após procurar apetrechos da bike em meio a lama. O segundo tombo foi mais grave, caindo de nádegas nas rochas. “Tem coisa bem melhor pra gente cair em cima”, não desanima.

Nem o guardinha orientando os carros para a casa avaiana – “Vocês que pedalam em grupo têm que se orientar melhor…” -, desanimou os cavaleiros noturnos, que seguiam em seus objetivos, cruzando o Rio Tavares, Porto e Canto da Lagoa, recebendo incentivos de bons motoristas (afinal, o bom motorista é amigo do ciclista) e de outro grupo de pedalantes que retornava de sua jornada.

Agrupam-se eles, pausa para foto e a escarpa aparece à frente. Era chegada a hora de escalá-la. Passam-se minutos que mais parecem horas para alguns… Ninguém desiste. Em frente, todos. Ganham o cume. “Nossa, eu nunca subi tão bem”, exclamou um Caio vibrante, exaltando a verdade contida no treinamento à Lance Armstrong.

Pedreira vencida, era hora da descida – com cautela para segurar a ansiedade. Descida terminada, a partida se aproximava. E pouco a pouco os valentes guerreiros despediam-se de mais uma jornada onde ir de bike e estar de bike faz a diferença.

Abraços,
Fabiano

Ponha o prazer entre as pernas:
Venha pedalar!

Saiba mais:

Habemus lama – Relato do pedal por Fábio Almeida.
Pedalando após o carnaval – Chamada para a pedalada, com percurso e instruções.

Sobre bicicletanarua
Ciclista urbano paulistano residente em Florianópolis.

One Response to Relato do Pedal do Duas Rodas de 18/02

  1. André Conde disse:

    Olá tudo bom ?
    Gostaria de saber como faz para pedalar junto com vocês?
    abraço
    André

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