Desafio do bem

A cidade de Florianópolis concorre nesta quarta-feira, 25 de maio, com a mexicana Veracruz. Mas não é uma competição qualquer! O Dia do Desafio, uma promoção do Serviço Social do Comércio (SESC-SC), pretende mobilizar centenas de pessoas em diversas atividades físicas, esportivas e de lazer, em diversos locais da cidade, das 0h às 21h. Vôlei, ginástica, artes marciais, natação, corrida, tênis, basquete… diversas atividades serão realizadas para que os cidadãos se mexam, prevenindo os males do sedentarismo e promovendo a socializaço entre as pessoas.

Uma caminhada, saindo do SESC Prainha, na Travessa Syriaco Atherino n° 100, no Centro, às 8h, com destino à Praça XV de Novembro, fará um abraço simbólico pela PAZ.

O passeio ciclístico será das últimas atividades do Desafio, com uma pedalada em ritmo leve pela ciclovia da Av. Hercílio Luz e, dependendo da quantidade de participantes, também pelas ruas adjacentes. A concentração será a partir das 20h no SESC Prainha e a saída ocorrerá às 20h30. Crianças são muito bem vindas! Se você ainda não se sente seguro para pedalar no dia a dia ou acha que se esqueceu de como é dar umas voltas com a magrela, é uma ótima oportunidade de reaprender!

(clique sobre a imagem para ampliá-la)

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(Mobilidade nas Cidades) Florianópolis será premiada por revitalização nos Ingleses

A matéria abaixo foi publicada originalmente pela Prefeitura Municipal de Florianópolis, em 27 de abril de 2011, neste link.

Prefeitura recebe prêmio na Alemanha

Premiação – ações de transporte alternativo – acontece no 5º Congresso Mundial de Mobilidade Urbana em Stuttgart, na Alemanha, em julho.

Florianópolis foi uma das cidades escolhidas pelo programa Cities For Mobility para receber premiação no 5º Congresso Mundial de Mobilidade Urbana, que acontece de três a cinco de Julho em Stuttgart, na Alemanha.

O relações pública da cidade que vai sediar o evento,  Patrick Daude, esteve hoje no gabinete do vice-prefeito e secretário dos Transportes, Mobilidades e Terminais, João Batista Nunes, anunciando a premiação.

O vice-prefeito (à esquerda) e o alemão Patrick Daude. Foto: Mauro Vaz.

O prêmio confere ações de transporte alternativo desenvolvido pela prefeitura no balneário de Ingleses e que foi apresentado em Stuttgart, em 2009, na 3ª Conferência Mundial.

O cotidiano do balneário, com crianças usando a bicicleta para ir à aula,  mulheres ao salão de beleza, jovens  pedalando até  praia com a prancha de surf ao lado da bike reproduzido em VT empolgou  especialistas do mundo inteiro reunidos na conferência.

O vice-prefeito ficou satisfeito com a notícia e garantiu a presença da delegação da Prefeitura de Florianópolis, em julho, Stuttgart, durante o congresso mundial da mobilidade.

Após o encontro com o vice-prefeito, Patrick seguiu para o Teatro Pedro Ivo, onde está acontecendo o Fórum de Mobilidade Urbana.

No aniversário da cidade, prefeito Dário Berger (à direita) e secretário de governo, Gean Loureiro (ao centro), participaram de passeio ciclistico. Foto: Mauro Vaz.

Saiba mais:

(Mobilidade nas Cidades) As lições do Fórum

(Mobilidade nas Cidades) Cities-for-Mobility opina e dá sugestões de como melhorar a mobilidade urbana de Florianópolis

(Mobilidade nas Cidades) Para melhorar a cidade

Florianópolis espera contar com bicicletas públicas em 2012

Pedalada para o TICEN para as 24h de ocupação do espaço público

Via Frente de Luta pelo Transporte Público de Florianópolis – FLTC. Mais atividades da Virada do Latão: O terminal é nosso! aqui.

OMS lança campanha para redução de mortes no trânsito

‘Cristo amarelo’ marcará entrada do Brasil em campanha por redução de mortes no trânsito

Brasil é oitavo país em vítimas fatais. Traumas de trânsito são a nona causa de mortalitade no mundo.

Rio de Janeiro – A Organização das Nações Unidas (ONU) lança amanhã (11) uma campanha mundial em favor das ações propostas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para reduzir o número de vítimas do trânsito. De acordo com a OMS, o trânsito mata, por ano, 1,3 milhão de pessoas e deixa cerca de 50 milhões de feridos em todo o mundo.

No Brasil, o lançamento ocorrerá às 18h, no Rio de Janeiro, quando o monumento do Cristo Redentor será iluminado de amarelo, cor de algumas placas do trânsito. “É exatamente para celebrar esse lançamento mundial que o Cristo Redentor, a Torre Eiffel em Paris, a Muralha da China, Times Square em Nova York e outros pontos do mundo vão ficar iluminados de amarelo”, explicou o consultor da OMS no Brasil para a área de traumato-ortopedia, Marcos Musafir.

“Os números [de vítimas do trânsito] não estão caindo. Por isso, a OMS sensibilizou a ONU que, em março, definiu em assembleia geral, que o período entre 2011 e 2020 fo batizado “Década de Ações para Redução de Traumas no Trânsito”, disse Musafir. A meta da organização é reduzir pela metade o número de mortes.

“A produção de veículos vai crescer, mas é preciso melhorar o transporte urbano, dar mais segurança ao usuário, principalmente o mais vulnerável, que são o pedestre, o ciclista e o motociclista. É preciso melhorar a atenção hospitalar e pré-hospitalar com a criação de centros de trauma. É preciso que leis sejam aplicadas, fortalecidas, e que a fiscalização atue bem”, indicou o consultor da OMS.

Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, recebe iluminação amarela na noite desta quarta-feira (11). A mudança na coloração faz parte de uma campanha mundial da OMS (Organização Mundial de Saúde) para reduzir as mortes no trânsito. Foto: Júlio Guimarães / UOL.

Com base nessas diretrizes gerais, cada país poderá criar suas ações e aprimorar o ambiente do trânsito, de modo a deixá-lo mais seguro e mais saudável. Pesquisa feita pela OMS em 178 países, com base em dados de 2008, mostrou que mais de 90% das mortes decorrentes de acidentes no trânsito são registradas em países de baixo ou médio desenvolvimento e que metade dessas vítimas são pedestres, ciclistas ou motociclistas. Essa proporção é ainda maior nas economias mais pobres, diz o estudo.

Marcos Musafir informou que o Brasil, Rússia, Índia e China estão entre os oito países que mais registram mortes no trânsito em todo o mundo. O Brasil ocupa a oitava posição nesse rol. Isso ocorre, segundo o ortopedista, “porque ainda há uma certa negligência, uma certa displicência no cumprimento do Código de Trânsito. Não há respeito à velocidade, ainda se usa álcool e drogas e se dirige, não se usa totalmente o cinto de segurança, não há uma fiscalização muito efetiva”.

Para ele, há uma grande parcela de responsabilidade do Poder Público. “Se o Estado não der condições de locomoção adequada para a população, não pode cobrar multa ou pegar o dinheiro da multa e não utilizar de volta no trânsito”. Essa é uma das recomendações da ONU, para que haja atenção na aplicação dos recursos advindos do trânsito, entre os quais, impostos sobre venda de carros, combustíveis e peças, além dos tributos sobre propriedade de veículos, as multas e as taxas de seguros.

A OMS prevê que em 2030 os traumatismos por acidentes de trânsito passarão a ser a quinta causa principal de mortalidade no mundo. Em 2004, eles ocupavam a nona posição no ranking.

Alana Gandra
Da Agência Brasil

Fontes: UOL, 10 de maio de 2011 (texto) e 11 de maio de 2011 (foto).

Saiba mais:

Campanha de trânsito da ONU ‘pinta’ Cristo Redentor de amarelo – reportagem da Folha de S. Paulo afirma que, no Brasil, 145,9 mil pessoas, a maioria homens jovens e adultos da Região Sudeste, foram tratadas pelo SUS em decorrência de acidentes de trânsito, a um custo de cerca de R$ 187 milhões.

(Mobilidade nas Cidades) As lições do Fórum

O artigo abaixo foram originalmente publicadas na edição impressa do periódico Diário Catarinense, em 29 de abril de 2011 (pág. 3 do caderno Variedades). Você pode lê-lo no site do DC aqui.

Diário Catarinense

CONTEXTO

Escutai os gringos

Escrevo e envio este texto na terça-feira à noite, depois do primeiro dia do Fórum Internacional sobre Mobilidade Urbana. Na quarta, haveria outra rodada de palestras, encerrando o evento.

Alguns dos maiores pesquisadores mundiais do assunto estavam no Teatro Pedro Ivo, expondo suas ideias cosmopolitas para uma plateia de pouco mais de cem pessoas sem “nenhum vereador ou prefeito da Grande Florianópolis”, como notou, no Jornal do Almoço, o repórter Rafael Faraco.

As falas foram inspiradoras. Não pretendo resumir um conteúdo tão complexo. Quero apenas lembrar alguns pontos para arrancar disso uma reflexão.

O inglês Rodney Tolley dirige o projeto Walk21. Sua defesa do ato de caminhar, longe de ser ingênua, é uma lufada de bom senso. Andar, lembra, não se trata apenas da ida de “a” para “b”, mas da exploração do que há pelo caminho. Ignorada no último século, a caminhada como séria opção de mobilidade urbana vive um renascimento, merecendo conferências pelo planeta e programas especiais em cidades como Londres, Nova York, Copenhague, Barcelona. Não é o caso de criar andarilhos, mas de incentivar caminhadas em distâncias razoáveis para colocar mais pessoas nas ruas, gerando ambientes gregários, saudáveis e seguros. As cidades engajadas fazem um grande levantamento de informações úteis para os pedestres, proíbem os carros em algumas vias aos domingos e assim por diante.

O holandês Ton Daggers falou das famosamente bem-sucedidas experiências do seu país com as bicicletas – inclusive as elétricas, cada vez mais difundidas por lá e aliás já disponíveis por aqui. Na Holanda, terra de 18 milhões de bikes para 16 milhões de habitantes, há cada vez mais cyclo routes, as rodovias para as bicicletas, muitas vezes paralelas às autoestradas. Há dois anos dirigi rapidamente por Amsterdã e, diante de estacionamentos de R$ 350/dia e olhares nativos de desprezo, percebi o que é o carro para eles. A hierarquia se inverte: pedestres e ciclistas, felizmente, mandam no território.

O alemão Niklas Sieber explorou a questão dos transportes coletivos – custos, novidades, prós e contras, ótimas e péssimas experiências de mobilidade em cidades diversas. Um dos termos do momento sobre o assunto é “ transporte multimodal”, a articulação entre diversos meios de locomoção. Pela manhã, na palestra de abertura do Fórum o colombiano Gil Peñalosa deixou um frase ecoando pelo ambiente: “Cada cidade encontra uma razão para dizer que não vai mudar”. Alheio a desculpas assim, ele e seu irmão Enrique Peñalosa, ex-prefeito de Bogotá, revolucionaram o transporte por aquelas bandas.

Nisso voltamos aos nossos políticos. Pois é, eles não estavam no evento. Devem considerar as ideias dos estudiosos muito ripongas para a nossa realidade. Lamento que pensem assim, mas compreendo por que isso acontece. Que estímulo tem um prefeito para ser arrojado em termos de mobilidade urbana e por exemplo taxar a circulação de automóveis pelo centro, se o apedrejaríamos por isso? A cultura local não ajuda. No Brasil, o ônibus é visto como um veículo para estudantes e semifracassados em geral. Ignora-se que na Europa um chefe de grande empresa vá trabalhar de metrô ou bicicleta pública.

Fui ao Fórum de ônibus, mas até hoje deixei bem menos o carro na garagem do que podia. Sou um egoísta idiota – e aposto que, nesse quesito, a maioria dos leitores desse texto também é. Fica então o convite para admitirmos que hábitos de vida inteira possam ser justamente os mais errados. Vamos lá: www.walk21.com.

Thiago Momm

Saiba mais:

(Mobilidade nas Cidades) Cities-for-Mobility opina e dá sugestões de como melhorar a mobilidade urbana de Florianópolis

(Mobilidade nas Cidades) Para melhorar a cidade

Florianópolis espera contar com bicicletas públicas em 2012

Charge – Fins do mundo

A charge acima foi publicada no Will Tirando em 3 de maio de 2011.

Ela pode ser vista também através deste link.

Veja também:

(Charges) Atropelamento da Massa Crítica de Porto Alegre
(Charges) Ciclista Noel
Charge – A Faixa de Gaza é mais segura que a faixa de pedestres
Charge – É só não usar como um selvagem!
Charge – Na Ressacada, só de bicicleta
Charge – Não chegue antes na escola, filho!
Charge – Assim caminha o transporte em Florianópolis
Charge – A Ilha tá afundando

Um pedal pró-saúde!

Mas como assim? Pedalar por si só já não é algo saudável? Sim, sim! Mas a pedalada programada para amanhã terá mais um motivo para ser chamada de “saudável”! Ela será promovida pela Associação Parkinson Santa Catarina (APASC) para incentivar os portadores dessa síndrome a realizarem atividades físicas, melhorando, assim, a qualidade de vida destes!

Confiram o release recebido abaixo e veja outro motivo pelo qual também vale a pena estar lá:

Nesta semana, de 4 a 6 de Maio, Florianópolis sediará o Congresso das Associações de Parkinson do Brasil, promovido pela Apasc. No primeiro dia, faremos uma pedalada para chamar a atenção da sociedade para a síndrome de Parkinson, e principalmente incentivar os portadores a praticarem exercícios físicos.

Pedalar é uma excelente atividade, permitindo ao Pakinsoniano manter sua mobilidade e qualidade de vida. O grande exemplo é o curitibano Roberto Coelho, que ao descobrir que tinha Parkinson começou a pedalar. Ano passado, ao completar 30 anos com a síndrome, comemorou o “aniversário” com uma viagem de bicicleta, de Curitiba a Porto Alegre! Ele estará presente no passeio.

Prestigie a pedalada e ajude a divulgar a mensagem de qualidade de vida! Haverá diversas bicicletas Tandem (de dois lugares) para levar as pessoas com mobilidade reduzida. Os que tiverem experiência em conduzir esse tipo de bicicleta serão muito bem vindos!  O evento é nesta quarta (4/5 – amanhã), a partir das 15h, em frente ao CCS/UFSC (Florianópolis)

(Mobilidade nas Cidades) Cities-for-Mobility opina e dá sugestões de como melhorar a mobilidade urbana de Florianópolis

A reportagem abaixo foi originalmente publicada no Jornal Notícias do Dia, edição de Florianópolis, em 26 de abril de 2011 (pág. 4). Alguns pequenos equívocos foram corrigidos no próprio texto. Você pode também ler a matéria original na íntegra em .pdf: {pág. 4}  {contracapa}.

Opção para o trânsito

Especialistas do país e do mundo estarão em Florianópolis hoje e amanhã participando do Fórum Internacional sobre Mobilidade Urbana. Os espaços públicos da Capital estão voltados para os carros. Autoridade alemã diz que não há infraestrutura para priorizar as bicicletas.

Duas Rodas. Alemão Patrick Daude representa Stuttgart
e mantém contato com Florianópolis.

Mobilidade Urbana

Transporte entra em debate

Evento sobre trânsito nas cidades inicia hoje, na Capital

Florianópolis – Transporte público  por meio de ciclovias é um dos temas do Fórum Internacional sobre Mobilidade Urbana realizado em Florianópolis nesta terça e quarta-feira. A Capital recebe diferentes especialistas nacionais e internacionais no assunto. Um deles é Patrick Daude, coordenador do Cities For Mobility, maior entidade privada do planeta que trata sobre mobilidade urbana e sediada em Stuttgart, na Alemanha.

Daude também integra a equipe de política da prefeitura e câmara daquela cidade. Como representante do prefeito de Stuttgart, ele faz uma espécie de intercâmbio com a Prefeitura da Capital há cinco anos e já percebeu os principais problemas da cidade. “Há vontade em mudar, mas é um caminho difícil. Percebemos o predomínio do espaço público para carros. No entanto, falta estrutura para optar pela bicicleta. E não basta infraestrutura, é preciso educação especialmente para demonstrar respeito ao ciclista”, lembra.

Prioridade. Para Patrick Daude, o uso de bicicletas deveria ser incentivado. Foto: Lucas Sampaio/Arquivo/ND.

Para o alemão, o transporte público por meio de ônibus também precisa de melhorias. “Os terminais são bons e os ônibus são atémodernos. Mas falta integração tarifária em toda a região”, diz. Outro problema é a falta de informações dentro dos terminais e nos pontos de ônibus. “Para onde vai? Qual linha? Poderia haver um mapa mostrando todo o percurso. Vejo que os telões ficam com até um minuto de publicidade. Imagine você chegar atrasado, querendo pegar um ônibus e ter que esperar até um minuto para ver qual é a próxima linha”, alerta.

Quanto às opções de acesso à Ilha, Daude diz que “se for para criar outro espaço, que se dê prioridade ao transporte público.”

Prefeitura da Capital prevê investimento
em “bicicletas públicas”

A prefeitura de Florianópolis planeja marcar o aniversário da cidade de 2011 2012 com a inauguração do sistema de transporte por bicicletas públicas, uma espécie de aluguel de bicicletas de baixa tarifa para complementar o sistema de transporte público feito por ônibus. O convite para o estudo do modelo foi feito pela empresa Icnita Emovity, de Barcelona.

De acordo com a diretora de Planejamento do Ipuf (Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis), Vera Lúcia Gonçalves da Silva, a empresa espanhola estudou modelos de bicicletas públicas no mundo todo e apresentou uma proposta ao município. “Os testes seriam feitos em dois eixos principais, a avenida Beira-mar Norte ligando à UFSC, e a avenida Hercílio Luz, no Centro”, diz.

Maiara Gonçalves

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