Ciclistas pedalarão fantasiados nesta sexta em Florianópolis

Bicicletada vai comemorar os 9 anos e o Dia do Saci

Está prevista para esta sexta-feira mais uma edição da Bicicletada Floripa. A manifestação pró-ciclística promete dar um diferencial no trânsito neste final de outubro. Com a proximidade do Dia do Saci (e do Dia das Bruxas), os participantes irão pedalar… fantasiados!!! Isso mesmo!

Mas não é apenas pelo famigerado Dia do Saci(!). Quem quiser não aparecer fantasiado, pode usar uma camiseta rosa, numa alusão à campanha para a prevenção e detecção precoce do câncer de mama. E os motivos para a alegria desses ciclistas não pára por aí! Neste mês a edição local da Critical Mass, como é conhecida a Bicicletada em outros países,  comemora 9 anos de existência, sendo a segunda mais antiga do Brasil de que se tem registros.

A pedalada, indicável para pessoas de qualquer idade, com qualquer humor (afinal, o humor muda para melhor ao se pedalar), será em ritmo leve e sairá da praça de skate entre o Shopping Iguatemi e o Posto de Saúde da Trindade, às 19h. A concentração começará por volta das 18h e o percurso será definido na hora pelos participantes, respeitando os limites físicos de todos.

Em caso de chuva, a Bicicletada permanece automaticamente CONFIRMADA.

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Vote pela Lei da Bicicleta em Curitiba

Quem mora em Curitiba pode ajudar a modificar a legislação pertinente ao deslocamento por bicicleta na cidade. Uma iniciativa popular, similar à que conseguiu criar a Lei da Ficha Limpa, está se mobilizando em Curitiba para que seja aprovada a Lei da Bicicleta ou Lei da Mobilidade Urbana Sustentável.

Para tanto, segundo a Constituição Federal, é necessário contar com a assinatura de 5% do eleitorado da cidade, o equivalente a 65.000 pessoas. Coincidentemente, 5% é também o percentual de uso da bicicleta nos deslocamentos curitibanos.

Então, se você mora em Curitiba, não deixe de clicar na imagem abaixo e contribuir com essa iniciativa para melhorar a mobilidade urbana de sua cidade.

 

Veja também:

A polêmica da ciclofaixa de Curitiba
Charge – Na inauguração da ciclofaixa de lazer…

Charge – Na inauguração da ciclofaixa de lazer…

“Num trânsito que mata, inclusive ciclistas, prefeito de Curitiba vai inaugurar ciclovia que só funciona 1 vez por mês”

A charge acima é de autoria de Carlos Latuff, cartunista reconhecido internacionalmente, e pode ser vista também aqui.

Saiba mais:

A polêmica da ciclofaixa de Curitiba

Veja também:

Charge – Dia Mundial Sem Carro
Charge – Semana Mundial Sem Carros
Charge – Acessibilidade

Charge – Fins do mundo

(Charges) Atropelamento da Massa Crítica de Porto Alegre

(Charges) Ciclista Noel

Charge – A Faixa de Gaza é mais segura que a faixa de pedestres

Charge – É só não usar como um selvagem!

Charge – Na Ressacada, só de bicicleta

Charge – Não chegue antes na escola, filho!

Charge – Assim caminha o transporte em Florianópolis

Charge – A Ilha tá afundando

A polêmica da ciclofaixa de Curitiba

Neste domingo, 23 de outubro de 2011, deve entrar em operação o Circuito Ciclofaixa. Nos mesmos moldes da Ciclofaixa São Paulo, em que ruas normalmente destinadas ao tráfego automotor viram, aos domingos, uma opção de lazer para a cidade, o Circuito Ciclofaixa começará na região central de Curitiba com 4km, funcionando apenas no último domingo de cada mês, das 8h às 16h. A idéia é que até o dia 29 de março, aniversário da cidade, essa opção de lazer funcione todo domingo do mês. A prefeitura espera, com isso, começar a estimular o respeito aos ciclistas no trânsito.

Pelos ciclistas da cidade, que não foram ouvidos durante a tomada de decisão, o anúncio da ciclofaixa de um domingo por mês foi considerada uma piada de mau gosto. Acostumados a pedalar pela região central, que não conta com decentes infraestruturas cicloviárias, o Circuito Ciclofaixa sofreu muitas críticas.

Em várias ruas, a faixa, que contava, até anteontem pelo menos, com uma simples pintura vermelha na lateral e em entroncamentos, sem uma sinalização clara que indicasse a passagem de ciclistas, foi, ainda, construída no lado esquerdo das vias. No dia-a-dia, os ciclistas pedalam por essas ruas pelo lado direito. Temem, com razão, que sejam hostilizados nos demais dias do mês por não estarem no lado que a administração considerou o “certo” sem observar o comportamento dos ciclousuários.

Ademais, não há a mínima razão para crer que uma ciclofaixa de lazer uma vez por mês vá provocar mudanças no comportamento no trânsito, permitindo um sossegado compartilhamento da rua entre os diversos meios de transporte.

Infraestruturas cicloviárias mal-feitas ou mesmo a ausência de pistas cicláveis decentes podem levar ao óbito de ciclistas. Talvez o exemplo mais recente disso seja a morte do empresário Antonio Bertolucci, sócio da Lorenzetti, atropelado no cruzamento da Av. Sumaré com a Av. Dr. Arnaldo. A Av. Sumaré possui uma ciclovia no canteiro central, feita sem diálogos entre a prefeitura e a sociedade, que mal é usada pelos usuários da bicicleta e por um motivo simples: não é funcional.

Outro caso emblemático ocorreu em Garopaba. A retirada da então única ciclofaixa da cidade ocasionou 6 atropelamentos em 4 dias.

Conhecendo isso, e com o conhecimento de que Curitiba é a cidade proporcionalmente mais motorizada entre as sedes da Copa do Mundo 2014, fazem sentido aos preocupações dos ciclistas curitibanos.

Foi por isso que, na inauguração do Circuito Ciclofaixa, a Bicicletada Curitiba fará uma mobilização demonstrando a sua insatisfação com a proposta.

A reação da prefeitura às críticas foi imediata. Numa reunião com representantes de grupos de pedaladas no qual estavam, entre outros, o Cicloiguaçu, o Ciclovida e participantes da própria Bicicletada, a prefeitura de Curitiba justificou o Circuito Ciclofaixa. Ficou também decidido que os ciclistas fariam um relatório com suas impressões do circuito. Se as considerações forem levadas a sério e se essa reunião vai ser o início de uma futura domissão municipal de mobilidade urbana por bicicleta, nos moldes da que foi recém-criada em Florianópolis, ou mesmo de um departamento de mobilidade ativa, só o futuro dirá.

Enquanto isso, espera-se que uma nova abordagem seja tomada para permitir a inclusão, com segurança, da bicicleta no trânsito curitibano, bem como que a ciclofaixa acabe não prejudicando o pedalar cotidiano de quem já aderiu a essa forma de mobilidade na cidade.

Saiba mais:

Em Curitiba, ciclofaixa de lazer genérica vai funcionar em doses homeopáticas – o blogue Ir e Vir de Bike, ligado ao jornal Gazeta do Povo, tece algumas considerações bastante válidas sobre o Circuito Ciclofaixa.
Curitiba terá ciclofaixa de lazer – divulgação na Gazeta do Povo sobre a iniciativa da prefeitura.
Ciclistas convocam protesto contra ciclofaixa uma vez por mês – divulgação na Gazeta do Povo da manifestação dos ciclistas.
1º Circuito Ciclofaixa de Lazer de Curitiba será neste domingo – segundo a Prefeitura Municipal de Curitiba, o município conta com 120km de ciclovias e mais 22,4km estão em construção.
Ciclovias ligam Curitiba de ponta a ponta – segundo o Plano Diretor Cicloviário, Curitiba deverá ter 400km de ciclovias.
Região central terá domingo de lazer com o Circuito Ciclofaixa – matéria do Jornal do Estado mostra a preocupação evidenciada pelo grupo Cicloiguaçu com a inauguração da ciclofaixa. Veja aqui a chamada na capa.
As bicicletas e as estatísticas do governo Richa/Ducci a frente da prefeitura de Curitiba – entre janeiro de 2001 e setembro de 2011, foram 4.633 acidentes com ciclistas registrados em Curitiba, sendo 65 fatais.

Veja também:

São Paulo amplia sua ciclofaixa de lazer
Campinas inaugurará ciclofaixa de lazer para os domingos e feriados

Aluguel de bicicletas de Florianópolis deve ficar pronto em novembro de 2012

A reportagem abaixo foi originalmente publicada na versão on line do Jornal Notícias do Dia, edição de Florianópolis, em 28 de setembro de 2011. Você também pode também ler a matéria no site do ND aqui . As pequenas correções foram feitas direto no texto.

Florianópolis terá serviço de aluguel de bicicletas em novembro de 2012

Projeto será semelhante ao do Rio de Janeiro conhecido como Samba.

Seguindo o exemplo de cidades como Paris, Barcelona e Rio de Janeiro, a Capital de Santa Catarina passará a oferecer aluguel de bicicletas na região central da cidade e nos bairros Agronômica, Trindade, Itacorubi e Córrego Grande. O Floribike terá 111 estações e 1.395 bicicletas. A expectativa é de que o serviço passe a operar em novembro de 2012.

O primeiro passo para implantação foi dado nessa quinta-feira com o anúncio do projeto e da audiência pública que definirá o conteúdo do edital de licitação. De acordo com a diretora de planejamento do Ipuf, Vera Lúcia Gonçalves da Silva, serão necessários seis meses para definir o edital, habilitar as empresas canditadas e anunciar a vencedora. Depois disso, são mais oito meses para implantação.

A diretora de planejamento explica que o Floribike funcionará por concessão, ou seja, a prefeitura cederá o espaço público para instalação das estações e a empresa vencedora arcará com os custos dos equipamentos. Os pontos de aluguel de bicicletas já foram definidos, no entanto, ainda não se sabe qual tecnologia será utilizada e qual será o valor do aluguel.

No entanto, Vera Lúcia lembra que o Floribike será semelhante ao sistema de aluguel de bicicletas do Rio de Janeiro, implantado em 2008 e conhecido como Samba (Solução Alternativa para Mobilidade por Bicicleta de Aluguel). Nele, o usuário ganha os primeiros trinta minutos de uso e partir daí paga R$ 10 pela diária, R$ 30 pela semana e R$ 350 para o ano inteiro. Na maioria dos casos, o pagamento é feito com cartão de crédito.

Meta é desafogar o trânsito

Entre os benefícios do aluguel de bicicletas para a mobilidade urbana de Florianópolis está a diminuição do uso do carro e do ônibus em pequenas distâncias (em um raio de 5km). “A pessoa usa o veículo para as longas distâncias, como do Norte ao Centro ou do Sul ao Centro, e na região central se descola de bicicleta”, comenta Vera Lúcia.

O Floribike foi dividido em dois núcleos: o central e o universitário. O primeiro terá 66 estações e 830 bicicletas e inclui pontos como o Ticen (Terminal de Integração do Centro) e ruas e avenidas como Beira-mar, Bocaíuva, Almirante Lamego, Othon Gama D’eça, Mauro Ramos, Rio Branco, Paulo Fontes e Felipe Schimidt.

Já o núcleo universitário, que engloba os bairros Itacorubi, Córrego Grande e Trindade, terá 45 estações com 565 unidades e inclui ruas e avenidas como Gov. Irineu Bornhausen, Lauro Linhares, Titri (Terminal de Integração da Trindade), rodovia Ademar Gonzaga e avenida Madre Benvenuta (Udesc).

Pontos de aluguel de bicicletas

Núcleo central (66 estações com 830 bicicletas)

– Av. Beiramar (trapiche) – 2 estações de 15 unidades.
– Rua Bocaiúva/Almirante Lamego – 2 estações de 15 unidades.
– Av. Prof.Othon Gama D’eça – 1 estação de 15 unidades.
– Av. Beira-mar – 2 estações de 15 unidades.
– Rua Bocaiúva – 1 estação de 15 unidades.
– Av. Trompowsky– 1 estação de 15 unidades.
– Rua Bocaiúva (entorno do Shopping Beiramar) – 2 estações de 10 unidades.
– Av. Mauro Ramos – 1 estação de 15 unidades.
– Av. Rio Branco – 1 estação de 15 unidades.
– Av. Beiramar (Entre a Avenida Rio Branco e a Rua Des. Arno Hoeschl) – 1 estação de 15 unidades.
– Rua Desembargador Arno Hoeschl – 1 estação de 15 unidades.
– Av. Rio Branco – 1 estação de 15 unidades.
– Av. Rio Branco (próximo ao Angeloni) – 2 estações de 10 unidades.
– Av. Prof. Othon Gama D’eça – 2 estações de 10 unidades.
– Avenida Rio Branco (1° Regimento da Polícia Militar) – 1 estação de 15 unidades.
– Rua Santo Inácio de Loyola – 1 estação de 15 unidades.
– Largo Benjamin Constant – 2 estações de 10 unidades.
– Av. Hercílio Luz– 1 estação de 15 unidades.
– Av. Mauro Ramos – 2 estações de 10 unidades.
– Rua Adolfo Konder– 1 estação de 15 unidades.
– Av. Paulo Fontes (Encontro com a Rua Hoepcke) – 2 estações de 10 unidades.
– Av. Paulo Fontes (Rodoviária Rita Maria) – 3 estações de 25 unidades.
– Rua Padre Roma – 1 estação de 15 unidades.
– Rua Felipe Schmidt (Largo Fagundes) – 2 estações de 15 unidades.
– Av. Osmar Cunha – 1 estação de 15 unidades.
– Rua Deodoro – 2 estações de 10 unidades.
– Largo da Catedral – 2 estações de 15 unidades.
– Rua Marechal Guilherme – 2 estações de 10 unidades.
– Av. Hercílio Luz – 2 estações de 10 unidades.
– Praça Getúlio Vargas – 2 estações de 10 unidades.
– Av. Hercílio Luz – 2 estações de 10 unidades.
– Av. Mauro Ramos (Instituto Federal de Educação) – 2 estações de 15 unidades.
– Av. Paulo Fontes (Acesso ao Ticen) – 3 estações de 15 unidades.
– Rodovia Governador Gustavo Richard – 1 estação de 15 unidades.
– Av. Paulo Fontes – 2 estações de 10 unidades.
– Rua Procurador Abelardo Gomes – 2 estações de 10 unidades.
– Terminal Urbano de Florianópolis – 2 estações de 15 unidades.
– Praça Tancredo Neves – 2 estações de 15 unidades.
– Av. Hercílio Luz (Instituto Estadual de Educação) – 2 estações de 10 unidades.
– Av. Mauro Ramos (Instituto Estadual de Educação) – 2 estações de 10 unidades.

Núcleo universitário (45 estações com 565 unidades)

– Av. Beira-mar (Praça Governador Celso Ramos) – 2 estações de 10 unidades.
– Av. Beira-mar (Praça República da Grécia) – 1 estação de 15 unidades.
– Rua Rui Barbosa – 2 estações de 10 unidades.
– Av. Gov. Irineu Bornhausen – 1 estação de 15 unidades.
– Av. Gov. Irineu Bornhausen (Teatro do CIC) – 2 estações de 10 unidades.
– Rua Lauro Linhares – 1 estação de 15 unidades.
– Titri – 2 estações de 15 unidades.
– Rodovia Admar Gonzaga – 2 estações de 10 unidades.
– Rua Willian Richard Schisler Filho – 1 estação de 15 unidades.
– Rodovia Admar Gonzaga – 2 estações de 10 unidades.
– Av. Madre Benvenuta (Udesc) – 3 estações de 15 unidades.
– Rodovia Amaro Antônio Vieira – 1 estação de 15 unidades.
– Av. Henrique da Silva Fontes – 2 estações de 15 unidades.
– Av. Madre Benvenuta – 2 estações de 10 unidades.
– Rodovia Admar Gonzaga (Celesc) – 2 estações de 10 unidades.
– Rua Lauro Linhares (Esquina com a Av. Madre Benvenuta) – 1 estação de 15 unidades.
– Rodovia Ademar Gonzaga (Entre a Rua Vera Linhares de Andrade e Avenida Buriti) – 1 estação de 15 unidades.
– Rua Lauro Linhares (Praça Santos Dumont) – 2 estações de 10 unidades.
– Rua Delfino Conti – 2 estações de 15 unidades.
– Av. Henrique as Silva Fontes – 2 estações de 15 unidades.
– Rua João Pio Duarte da Silva (Parque Ecológico Córrego Grande) – 2 estações de 10 unidades.
– Rua João Pio Duarte da Silva (Encontro com a Rua Mto. Aldo Krieger) – 2 estações de 10 unidades.
– Rua Cap. Romualdo de Barros – 2 estações de 10 unidades.
– Rua João Pio Duarte da Silva – 2 estações de 10 unidades.
– Praça Edison P. do Nascimento – 2 estações de 10 unidades.
– Rua Dep. Antonio Edu Vieira (Eletrosul) – 1 estação de 15 unidades.

Aline Rebequi

Saiba mais:

Florianópolis espera contar com bicicletas públicas em 2012

Veja também:

(Bicicultura) Jornal Bom Dia – Sorocaba terá mais ciclovias
(Bicicultura) Serttel aborda a iniciativa das bicicletas públicas

Pedaladas agradáveis

Na Lagoa da Conceição, haverá, neste sábado, 15 de outubro, o BikeInLagoa, um passeio ciclístico pelo centrinho lagunar para estimular o uso da bicicleta na região, uma iniciativa do The Language Club com o apoio da ViaCiclo. A saída será às 9h na Av. Afonso Delambert Neto 817.

No domingo, dia 16 de outubro, o passeio ciclístico será em Antônio Carlos. A saída será às 8h em frente à Igreja Matriz. A pedalada passará pelas comunidades de Usina Santa Bárbara, Rio Farias, Rachadel e Guiomar. Em Rachadel, haverá uma pausa para lanche e uma conversa com representante da ViaCiclo e da Polícia Militar. Quem quiser sair de Florianópolis, poderá encontrar ciclistas na passarela da Ponte Pedro Ivo Campos às 6h. O percurso até Antônio Carlos tem 36km de trechos aplainados.

Desrespeito desterrense eternizado na internet

O Google Street View disponibiliza, desde o dia 27 de setembro, imagens de ruas de cidades catarinenses. Desde esse dia, Florianópolis, Lages, Rio do Sul, Joinville, São Bento do Sul e Jaraguá do Sul podem ser visualizadas com essa ferramenta.

Para saber mais sobre como utilizar o GSV, clique aqui.

O legal do Google Street View é que você pode, sem sair de casa, observar os arredores de um lugar que você vá visitar. É ótimo, também, para conhecer a infraestrutura ao redor de um hotel ou pousada que você pretende ficar durante uma viagem. Ou ainda percorrer um itinerário sabendo as cenas que você vai ver em seus lados esquerdo e direito.

Em Florianópolis, percorrendo o trecho das ciclofaixas da Agronômica (R. Frei Caneca e R. Rui Barbosa) e da R. Bocaiúva, utilizando dos recursos do Google Street View, podemos perceber que algumas cenas que os ciclistas enfrentam no seu dia-a-dia foram captadas pelas câmeras do carrinho do Google.

Cenas essas que, por maior fiscalização do Poder Público, poderiam deixar de ocorrer, mas que, após anos, continuam a dificultar o pedalar e a garantir sobrevida aos crimes de trânsito praticados no Estado.

Vamos começar, então, por uma imagem mais simples e menos indignante. O buraco aí de cima foi feito durante uma reforma em estabelecimento próximo. Esse trecho foi o único que ainda não foi arrumado. Mesmo tendo-se passado meses. Infelizmente, não se recorda da empreiteira responsável por isso.

Tem-se, sempre, a idéia simples de que, se alguém destrói uma rua durante uma obra, vai ao término deixá-la, no mínimo, igual a como estava antes. Infelizmente não foi o caso.

 

Este caminhão, da Frilatos, estacionou sobre calçada e ciclofaixa, sem espaço para pedestres, cadeirantes ou ciclistas.

Esta cena registrada é a mais legal do percurso. Mostra uma bicicleta presa em frente a um prédio, com uma placa de traslado de bicicleta e a ciclofaixa na R. Frei Caneca em frente.

Esta é a pior cena de todas. Podem ser observadas várias infrações. Apesar dos carros e caminhão sobre o passeio, chega a enojar a motocicleta escapando do congestionamento, cortando caminho pela ciclofaixa. Cena assim já foi registrada também por um repórter fotográfico de um dos maiores jornais de circulação local.


Apesar de o Hotel Majestic ter uma boa área para carga e descarga, é comum observar caminhões parados sobre passeio e ciclofaixa na R. Heitor Luz.

Desde a implantação da ciclofaixa da R. Bocaiúva, quase nunca se observou a ciclofaixa vazia em frente ao Kay’Skidum, ao lado do BeiraMar Shopping.

Em cidades com melhor qualidade de vida, todos cuidam pelo seu espaço externo e os estabelecimentos mesmos responsabilizam-se por manter com visual agradável sua fachada externa. Uma ciclofaixa possibilita uma melhor visualização do comércio, melhorando a freqüência de novos clientes. Em Florianópolis, além de um bolsão de estacionamento na rua paralela, vários estabelecimentos possuem convênios com estacionamentos próximos.

 

Na R. Bocaiúva, foram mais dois automóveis registrados pelas lentes do Google em plena ciclofaixa. O segundo, curiosamente, parou ao lado de um estacionamento…

Reflexos de uma sociedade ainda subdesenvolvida culturalmente.

(Vídeo) Turma da Mônica – Patins… Pra mim?

Segue um vídeo da Turma da Mônica abordando o uso de patins. É bastante divertido – mesmo para crianças bem mais velhas e quase adultos! – e tem algumas cenas que são muito parecidas com aquelas que os defensores da bicicleta como meio de transporte por vezes se deparam.

Litoral Plaza Shopping terá, enfim, bicicletário

Esta postagem é especial para este blogue. Tem a sua importância pelo que aconteceu ao final da primeira Bicicletada Interplanetária de São Paulo. Saiba mais aqui.

O Litoral Plaza Shopping comunicou, no último dia 26 de setembro, que o estabelecimento contará, a partir de 2012, com cerca de 400 vagas para bicicletas.

Praia Grande é a cidade brasileira com maior quantidade de pistas cicláveis, com 31,38 cm por habitante, tendo ciclovias ou ciclofaixas construídas ou projetadas ao longo das principais ruas da cidade, o que a permitiu dispor, hoje, de 95.573 ciclistas, número invejável comparado à sua população de 260.769 cidadãos.

As imediações do Litoral Plaza Shopping está entre os dois locais com maior ocorrência de furtos de bicicletas na cidade.

Vários clientes vão ao estabelecimento de bicicleta, aproveitando da malha cicloviária que passa logo em frente a ele. Entretanto, as queixas de furto das magrelas, impedidas de serem deixadas dentro na área interna do centro de compras já deixaram inúmeras pessoas terem que retornar aos seus lares a pé.

Várias reclamações já foram feitas anteriormente, e até o vídeo abaixo foi feito pelo blogue De Olho em Praia Grande:

A implantação do bicicletário pelo Litoral Plaza Shopping certamente contribuirá para melhorar essa situação que incomoda os ciclistas da cidade.

Saiba mais:

A Tribuna – Litoral Plaza confirma construção de bicicletários em centro comercial; local disponibilizará 400 vagas
Na PG Tudo Acontece – Litoral Plaza Shopping finalmente terá bicicletário 

Veja também:

A Tribuna – Cresce o número de furtos de bicicletas em Santos

Comemoração dos 60

O conteúdo abaixo foi originalmente produzido pelo jornal Hora de Santa Catarina e foi publicado na edição on line do periódico Diário Catarinense em 29 de setembro de 2011 (às 17h19). Você pode ler a matéria no site do DC aqui.

Atleta percorre correndo e de bicicleta todos os municípios de Santa Catarina

Carlos Duarte terminou a aventura nesta terça-feira, em Biguaçu, na Grande Florianópolis

O maratonista Carlos Roberto Duarte, 60 anos, percorreu todos os 293 municípios de Santa Catarina correndo de bicicleta. A aventura terminou nesta terça-feira, com a chegada em Biguaçu, na Grande Florianópolis.

A jornada durou 121 dias. O atleta, que é professor de educação física, percorreu cerca de 5,6 mil quilômetros. A aventura contou com o apoio de sua esposa, Maria de Fátima da Silva Duarte, também professora de educação física, que o acompanhou de carro.

Batizada de UNA Santa Catarina, a aventura foi idealizada para comemorar os 60 anos do maratonista, completados neste dia 27 de setembro.

Em Biguaçu, Carlos foi recebido pelo vice-prefeito, Ramon Wollinger. O atleta foi homenageado com uma medalha, uma bandeira da cidade e o com o livro A Saga do Casarão Born.

— É uma satisfação muito grande chegar ao fim desse desafio aqui em Biguaçu. Nestes 121 dias, surgiram dificuldades, mas com persistência e disciplina conseguimos finalizar no dia de meu aniversário, como havia sido planejado — disse o atleta.

Carlos foi recebido pelo vice-prefeito de Biguaçu, Ramon Wollinger. Foto: Prefeitura Municipal de Biguaçu / Divulgação.

Uma beira-mar sul melhor

A reportagem abaixo foi originalmente publicada na edição impressa do periódico Diário Catarinense em 2 de maio de 2010 (págs. 26 e 27). Você pode ler a matéria no site do DC nos links a seguir: {1} {2} {3} {4} {5}.

ENTERRO DO ATERRO

ATERRO DA BAÍA SUL

Era para lazer. Virou asfalto

Prédios ou parques? Projeto de Burle Marx mostra que a área de 440 mil m2 poderia ser melhor aproveitada pela população

Uma polêmica traz à tona uma discussão de quatro décadas e mostra que os 440 mil m2 de aterro na Baía Sul, em Florianópolis, poderiam ter sido bem mais aproveitados. O espaço, projetado para o lazer da população, acabou tomado por asfalto e concreto. Situado numa região privilegiada da cidade, é usado como estacionamento, abriga o Direto do Campo e apresenta um visual que beira o abandono.

O mar saiu de cena e deu lugar ao asfalto. A obra foi feita durante o governo Colombo Salles (1971-1974). Era preciso uma via para receber a ponte, de mesmo nome do governador, concluída em 1975. A necessidade de uma ligação entre Ilha e Continente já era evidente desde 1960.

O historiador Reinaldo Lohn lembra que o país vivia sob regime militar e passava pelo “milagre econômico”. A classe média queria carros e apartamentos. Cidades estavam se modernizando e construíam muitos prédios. Florianópolis estava fora do perfil de uma capital. O governador da época aproveitou o embalo do Plano Nacional de Desenvolvimento para construir o que a cidade pedia: outra ponte e mais vias.

Com a finalização do aterro e da ponte, veio a cobrança sobre o que fazer com o resto da área. A ideia inicial era que ali ficassem prédios da administração pública. Mas havia os que eram contra. Queriam espaços verdes e transformar a região no novo centro da cidade. Venceu o lazer, mas só no papel.

Quando Konder Reis assumiu o governo (1975-1979), contratou o paisagista Burle Marx para fazer um parque, inspirado no Aterro do Flamengo, do Rio. As obras começaram, mas, deste projeto, sobraram apenas resquícios do que seria o aterro da Baía Sul. Na idéia do paisagista, o bem-estar das pessoas e uma bela paisagem estariam em primeiro lugar.

Década de 1960, sem o aterro.

Como era

O peixe era entregue de barco no Mercado Público, que tinha como calçada o mar. Até a década de 1970, a única ligação entre Ilha e Continente era a Ponte Hercílio Luz, que não dava mais conta dos carros.

Além disso, o historiador Reinaldo Lohn lembra que, em 1960, uma ponte muito parecida com essa caiu nos Estados Unidos.

– Ficou o alerta de que uma nova ligação precisava ser feita.

O local para a construção da ponte foi bastante discutido. Cogitaram a possibilidade de ligar o Sul da Ilha com Palhoça. Optaram por construir ao lado da Ponte Hercílio Luz, o que pedia um aterro na Baía Sul.

Década de 1970, início da obra.

Como ficou

Com o aterro, começou a discussão do que fazer com o espaço. O parque pensado por Burle Marx não chegou a ser usado pela população.

– Quiseram juntar parque e pedestres num único local, que tinha um impedimento físico para a circulação de pessoas: uma avenida muito larga – observa Lohn.

Nas palavras do historiador Carlos Humberto Correa, o espaço foi ocupado de acordo com o interesse de cada governo. A briga entre vereadores deixou ali um mosaico de serviços: estacionamento de carro e ônibus, feira, camelódromo, avenida, estação de tratamento de esgoto, passarela de samba e um centro de eventos.

Como ficou.

 A inspiração no Aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro

Na capital fluminense, o Parque Brigadeiro Eduardo Gomes, popularmente conhecido como Aterro do Flamengo, tem 1.200 m2 de área verde à beira-mar e é um dos mais visitados espaços de lazer da cidade. A idealização do parque foi de Lota Macedo Soares, uma ex-aluna de Cândido Portinari, que, com o aval do então governador, Carlos Lacerda, reuniu um grupo de amigos como o paisagista Roberto Burle Marx, o botânico Luiz Emygdio de Mello Filho e os arquitetos Affonso Eduardo Reidy, Sérgio Bernardes e Jorge Moreira para criar o projeto.

O parque foi inaugurado no dia 12 de outubro de 1965, Dia da Criança. O lugar é iluminado à noite e conta com quadras polivalentes, campos de futebol, playground, anfiteatro, pistas de skate e aeromodelismo. Há ainda um restaurante e quiosques, a Marina da Glória e o Museu de Arte Moderna (MAM). Apesar de ser um parque urbano, o lugar conta com 11.600 árvores de 190 espécies, nativas e exóticas. Aos domingos e feriados, suas pistas são interditadas e liberadas para o lazer do público.

E foi neste espaço que Burle Marx se inspirou para criar o projeto engavetado do aterro da Baía Sul, em Florianópolis.

A inspiração no Aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro.

Como poderia ter sido

O espaço projetado por Burle Marx trazia quadras de esporte, canchas polivalentes, espelhos d’água e mais de duas mil árvores. Chegou a receber o nome de Parque Metropolitano Dias Velho. De acordo o historiador Carlos Humberto Correa, a ideia era fazer um novo aterro do Flamengo.

O arquiteto e urbanista César Floriano estudou os trabalhos de Marx para sua tese de doutorado, apresentada na Universidade Politécnica de Madri. O trabalho dedicou um dos capítulos ao aterro da Baía Sul de Florianópolis. Para ele, ainda é possível resgatar parte do parque, que chegou a ser construída entre final da década de 1970 e começo da de 1980. Do projeto inicial, apenas uma, das três passarelas, não foi feita.

– O que não pode ser aceito é um prédio. É preciso criar espaços de acolhimento da população e não um lugar que fecha aos finais de semana – ressalta Floriano.

O arquiteto observa que no Plano Diretor, que está para ser entregue à Câmara dos Vereadores, o aterro aparece como área de interesse paisagístico. Isso significa que prédios não poderão ser construídos ali:

– Não dá para cometer mais nenhum equívoco. O aterro já foi muito impactado.

(veja em PDF)

Júlia Antunes Lorenço

Saiba mais:

AN Capital – “Colcha de Retalhos” – Elaborado pelo paisagista Roberto Burle Marx, projeto original do aterro da Baía Sul acabou sendo totalmente desvirtuado

Veja também: 

Uma Beira-Mar Norte melhor

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