Sua Mata, Sua Casa

Ao longo deste último mês, esteve em Florianópolis a exposição “Sua Mata, Sua Casa”, uma mostra itinerante promovida pela Fundação SOS Mata Atlântica. Situada na garagem do piso L2/G2 do Floripa Shopping, além dos monitores, a exposição conta com um bike repórter, responsável por textos no blogue do evento, além da confecção de três vídeos. Esses vídeos abordam temas comuns às 120 milhões de pessoas que habitam cidades localizadas nesse bioma: mobilidade urbana, água & saneamento básico e sustentabilidade.

Além da coleta de água da Lagoa do Peri e do Rio Pau do Barco, este último hoje canalizado e assoreado em seus trechos urbanos, entrevistas foram feitas e darão origem aos vídeos da mostra. Todo o material também será encaminhado para que seja feito um vídeo que será exibido durante a Rio+20 no ano que vem.

A exposição em Florianópolis vai até amanhã, dia 30 de novembro. Quem quiser ir de bicicleta, poderá contar com o melhor bicicletário disponível nos shoppings da capital.

Os vídeos devem ir ao ar na segunda semana de dezembro. Os textos já estão disponíveis no blog da exposição nos links abaixo:

Exposição interativa “Sua Mata, Sua Casa”, da Fundação SOS Mata Atlântica, chega a Florianópolis

Confira a agenda do bike repórter da exposição “Sua Mata, Sua Casa” em Floripa

1° texto: Começa a exposição “Sua Mata, Sua Casa” em Florianópolis 

2° texto: Novidades na reta final da mostra “Sua Mata, Sua Casa”

3° texto: Últimos dias da Exposição “Sua Mata, Sua Casa” em Florianópolis

Fabiano Faga Pacheco

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Rio Tavares: obras começam sem ciclovia

A reportagem abaixo foi originalmente publicada na edição impressa do periódico Diário Catarinense em 31 de maio de 2011 (pág. 25). Você pode ler a matéria no site do DC aqui. Faz parte de uma série de matérias e conteúdos relativos ao descaso com os ciclistas que transitam pela região. Erratas e situações reversas serão bem vindas.

Dois fatos importantes aconteceram após a publicação dessa reportagem. O Tribunal de Justiça deu ganho de causa à ação movida pela ViaCiclo. O Deinfra recorreu e não há previsão de ciclovia. Segundo o projeto conceitual do IPUF, estava prevista a nova pista e o acostamento em apenas um dos lados, que é o que está efetivamente sendo feito. Além disso, ciclovia, arborização e passeios constavam nos planos no órgão municipal.

E DAÍ?

Começa a ampliação na SC-405

Projeto da terceira pista com 2,3 quilômetros, que vai ligar o Trevo da Seta e o Bairro Rio Tavares, não prevê uma ciclovia

Começaram ontem as obras para a ampliação da SC-405. O projeto, orçado em R$ 3 milhões, não prevê uma ciclovia. De acordo com a Associação dos Ciclousuários da Grande Florianópolis (ViaCiclo), a lei determina que toda obra de reforma ou expansão de rodovias tenha um espaço para a circulação de pedestres e ciclistas.

Por isso, a ViaCiclo entrou com ação civil pública pedindo ciclovias e ciclofaixas na SC-405. O Deinfra foi intimado a prestar esclarecimentos e, segundo informou, o órgão não é obrigado a fazer a ciclovia até a decisão final do Tribunal de Justiça.

O presidente do Departamento Estadual de Infraestrutura, Paulo Meller, diz que as obras da SC-405 só incluem acostamentos e bolsões para ônibus. Meller defende que a licitação, sem previsão de espaço para a circulação de bicicletas, foi feita há dois anos. Segundo ele, não se pode fugir “uma linha” do projeto. Mas ele destaca que as obras para a duplicação da Diomício de Freitas, que leva ao Aeroporto Internacional Hercílio Luz, incluirão ciclovias.

Segundo a Polícia Rodoviária, apesar da obra da SC-405 não exigir desvios no trânsito, ontem, o congestionamento no local chegou a 5 quilômetros por volta das 9h.

Obra, orçada em R$ 3 milhões, deve ficar pronta em dezembro.

Para o presidente do Deinfra, Paulo Meller, o fluxo de carros deve ficar mais complicado na região até o fim das obras, previsto para dezembro.

– Além dos carros, terão as máquinas trabalhando, o que dificulta ainda mais o trânsito. Mas será um transtorno momentâneo – afirma.

As obras envolvem a construção de uma terceira faixa em 2,3 quilômetros de extensão entre o Trevo da Seta e o Bairro Rio Tavares. Serão três faixas de 3,5 metros e dois acostamentos de 1,5 metros cada um. Ontem, iniciou-se a fase de limpeza da região e os muros no entorno começaram a ser demolidos para, depois, os postes de energia elétrica serem retirados. A sinalização do local está a cargo da empresa vencedora da licitação, a Sulcatarinense. A ordem de serviço para os trabalhos foi assinada com a empresa em fevereiro de 2009.

O atraso de quase dois anos, segundo Meller, deveu-se aos processos judiciais para a indenização das terras dos moradores da região. Das 93 desapropriações, cinco ainda estão da Justiça, mas não devem atrapalhar as obras. A PMRv recomenda cautela redobrada para os motoristas que trafegam na região e pede para que os curiosos não parem no local. Quando as obras estiverem prontas, duas pistas devem ficar no sentido bairro-Centro, enquanto uma faixa ficará no sentido Centro-bairro. A ampliação deve faciliar a circulação dos 33 mil carros que passam pela rodovia diariamente.

Sérgio da Costa Ramos: “Eu também quero ciclovias”

O texto abaixo é de autoria de Sérgio da Costa Ramos e foi publicado na edição impressa do periódico Diário Catarinense de 24 de novembro de 2011 (pág. 53). Você pode vê-lo no site do DC aqui ou em PDF aqui. Uma correção deve ser feita: o número de automóvel/habitante de Florinópolis é, aproximadamente, 0,6. Em 2009, a cidade possuía 1 veículo para cada 1,7 cidadão.

Rodas Quadradas

Pode até não ser ecologicamente correto, mas o automóvel em Floripa já está dando em árvore.

A cidade exibe, proporcionalmente, o segundo maior índice da relação automóvel/habitante do Brasil: 1,2. Falta pouco. Talvez uns dois anos de boas vendas das 22 montadoras de veículos existentes no país para que alcancemos o verdadeiro labirinto urbano.

Fôssemos uma cidade com planejamento e a tal da “vontade política” – com administrações capazes nos três níveis de poder federativo –, teríamos um rodoanel para retirar o trânsito “expresso” das vias de acesso citadino. E corredores urbanos para o BRT, transporte marítimo de massa e pelo menos mais umas duas pontes e uns três túneis. Um ligando o Centro à universidade, “tatuzando” o Morro do Antão. Outro “furando” o Morro do Padre Doutor e ligando o Itacorubi à Lagoa da Conceição. E um terceiro, submarino, ao lado das pontes, como os túneis que ligam Kowloon a Hong Kong e Nova York a Nova Jersey.

Interessante: todo mundo quer ciclovias. Perfeito. Eu também quero. Quanto mais ciclovias, melhor. Mas para os ciclistas não serem “tragados” pelo trânsito perverso do bicho-automóvel, esta praga tem que ser domesticada. Mas com alternativas do transporte coletivo de qualidade e a “alternância” para vias privativas das “duas rodas”.

Se ainda precisamos conviver com os automóveis, que já dão em árvore, necessitamos de duas coisas. Limites. E ordenamento na ocupação do solo. “Com o inchamento da zona continental e a caotização da Ilha – diagnosticou o recentemente falecido arquiteto Luiz Felipe da Gama D’Eça –, criou-se um grande desequilíbrio, que estimula os conflitos de uso e a desordem, ampliando o atrito urbano, hoje responsável pela deterioração do sistema viário”.

Ao invés da regulação de um plano diretor, o que vimos nos últimos anos foi uma “força-tarefa” na Câmara Municipal modificando zoneamentos e ampliando gabaritos de edifícios. Ou seja: chocando o verdadeiro “ovo da serpente” – que já se traduz num caos anunciado para muito breve. O que é que chega com a construção de um grande edifício em bairros já saturados? “Ele”, claro, o automóvel…

Esse “bicho” pode não ser um animal domesticável. Mas existe. Come, metaboliza, excreta, respira, move-se e reage a estímulos externos, governados por este homo transitus, que nada tem de cordial.

O cientista-extravagante, Carl Sagan, que investigava a vida no Cosmos, assim registrou a incômoda, mas inexorável, presença do automóvel sobre a face da Terra:

– A julgar pelo imenso número de automóveis rodando sobre nosso planeta, e pelo modo como nossas cidades foram planejadas, sempre em benefício das rodas, poderíamos concluir que o automóvel não só é um “ser vivo”, como é a forma de vida predominante sobre a Terra.

Florianópolis parece estar vivendo o momento de uma grande encruzilhada. A hora de enfrentar o automóvel. Para isso, terá que planejar o transporte urbano de massa, túneis, vias expressas – e um plano urbano com força de lei.

Há os que desejam uma cidade disposta a enfrentar o automóvel e o comodismo. Há, também, aqueles agentes políticos que “não estão nem aí” – e que preferem tratar de outros interesses, aumentando os andares dos prédios.

Há, ainda, os loucos, que querem deixar tudo como está, acreditando, como Tiririca, “que pior do que está não fica”.

Fica. Será muito tarde quando o dono de um automóvel zero descobrir que não pode retirá-lo da garagem, porque não há um metro de rodovia a ser rodado.

Os engarrafamentos já chegaram à porta das garagens, mudando a história da roda.

Em Floripa, as rodas já estão nascendo quadradas.

Vilão rodante

A inédita pesquisa RBS/Mapa, lançando uma tomografia urbana sobre as 10 maiores cidades de Santa Catarina, aponta, com clareza, a cruel combinação de falência da infraestrutura com o absurdo império do automóvel como o duplo gargalo da imobilidade citadina.

Concedendo incentivos fiscais às montadoras, que produzem mais do que 3 milhões de veículos/ano, o grande responsável pelo nó górdio da “imobilidade” é o Estado brasileiro e seus entes federativos, muitos deles empenhados numa guerra fiscal entre estados sempre que uma montadora estrangeira se dispõe a fabricar seus veículos no mais cortejado dos mercados depois da China: o do Brasil.

Aí, não tem jeito: o Estado “contrata” o caos e sequer conserva as estradas existentes. O primeiro passo para uma reversão é uma “reforma tributária automotiva”. Chega de incentivar quatro rodas para uma só pessoa.

Bicicletada dupla em Florianópolis – Em prol dos ciclousuários do Rio Tavares

A Bicicletada, por definição, não tem um roteiro pré-definido. Vai dos participantes que estiverem no ponto de encontro a sua definição. Entretanto, desde 2009 não se via tamanha insatisfação dos ciclistas de Florianópolis como se observa agora. Naquele ano, a comunidade da Lagoa da Conceição apareceu em peso, exigindo ciclovia na Av. Ver. Osni Ortiga, no Porto da Lagoa. As últimas notícias dessa ciclovia são animadoras: em setembro, a Secretaria de Obras entregou o Relatório Ambiental Preliminar (RAP) à Fundação do Meio Ambiente (FATMA). Dessa maneira, logo após a temporada de verão devem começar as obras do passeio e ciclovia.

Este ano, apesar de tudo, as insatisfações dos ciclistas têm aumentado enormemente deste meados do ano. Uma seqüência de omissões têm sido a responsável por tudo. Apesar de inaugurada em 2010, a ciclofaixa do Rio Tavares ainda não foi finalizada – há nove postes em trechos de poucas centenas de metros – e estudos feitos este ano colocam em dúvida se o lado da pista escolhido é aquele que o ciclista usa no dia a dia.

A ciclofaixa da Cachoeira do Bom Jesus enfrenta problemas similares: postes ainda estão no meio da pista, que enfrenta, ainda, problemas de acessibilidade no principal cruzamento. Além disso, a pista foi, recentemente, quebrada para a instalação de importantes obras de saneamento básico.

A demora na apresentação dos projetos da ciclovia circum-universitária deixa apreensivos os estudantes da Bacia do Itacorubi, que convivem com situações diárias em que suas vidas são colocadas em risco. Ademais, a ciclovia da Rod. Admar Gonzaga está muito, mas muito mesmo, aquém das expectativas suscitadas nos ciclistas em 2009.

Ciclistas não reconhecem a ciclovia da Rod. Admar Gonzaga, no Itacorubi, como pista ciclística. A preferência de vários por se usar a rua indica que a ciclovia não cumpre adequadamente sua função. Foto: Fabiano Faga Pacheco.

Some-se a isto a omissão da fiscalização, que permite que automóveis estacionem em todas as vias ciclísticas da cidade, e está pronta toda uma situação tensa, prestes a entrar em ebulição.

O estopim da revolta dos ciclistas está na não construção de ciclovia na ampliação da rodovia SC-405 no Rio Tavares. Apesar de estar nos projetos municipais, os órgãos estaduais rejeitaram a mobilidade por bicicleta, colocando, dessa maneira, a vida dos ciclistas que trafegam pelo bairro em risco, não dando opção para o tráfego em ambos os sentidos da via, e optando por estacionamento do que por ciclovia e calçada. Os ânimos exaltaram-se ainda mais depois que o Estado de Santa Catarina recorreu de decisão do Ministério Público que incluía ciclovia na obra. Não é por outro motivo que não buscarem permanecer vivos que os ciclistas estão tremendamente descontentes.

Ciclistas arriscam-se por simplesmente deslocarem-se no Rio Tavares. A situação para eles tende a piorar. Foto: Fabiano Faga Pacheco.

Tal situação gerou que o trajeto da Bicicletada Floripa de dezembro não poderia ser outro que não aquele que passasse pelo Rio Tavares. É o que diz o “inconsciente coletivo”, para citar as palavras do cicloativista André Pasqualini, fundador do Instituto CicloBR.

Assim é que a Bicicletada do Bigode, tema escolhido para festejar mais esta edição,  acaba sendo ainda mais significativa. O “bigode”, sugerido para ser utilizado pelos participantes das intervenções lúdicas, proporciona ainda mais significações. Espera-se que Santa Catarina seja muito mais do que um Maranhão do Sul, e ouça os apelos pela vida de seus habitantes.

O ritmo da pedalada é leve, respeitando os limites físicos de todos os participantes. As leis de trânsito serão todas respeitadas no que vale ao conceito de Massa Crítica.

A saída será às 19h da praça de Skate em frente ao Shopping Iguatemi, na Trindade. A concentração tem início às 18h. Para quem vier do sul da Ilha ou da Lagoa da Conceição, a concentração será na Igreja São João Vianey, ao lado do Conselho Comunitário da Fazenda do Rio Tavares, às 18h. Às 19h, eles sairão em direção ao Trevo da Seta, próximo do qual ambos os grupos devem se encontrar.

Na ocasião, a deputada estadual Angela Albino (PCdoB) garantiu presença no evento, que é aberto a todos, sejam políticos ou não. A Bicicletada também conta com o apoio do Conselho Local de Saúde da Fazenda do Rio Tavares.

No sábado, a pedalada continua

“Gostaríamos de convidá-lo a participar da Mobilização pela Ciclovia na SC-405!

Como sabemos, o trecho do Rio Tavares está atualmente em obras, com a construção de uma nova pista pelo governo de Santa Catarina, que insiste em executar obras impensadas em todo o contexto da mobilidade urbana da região. A ausência de estudos do tráfego, a não construção de ciclovias, a não destinação da terceira pista para utilização exclusiva pelo transporte coletivo mostram que o planejamento urbano foi voltado exclusivamente para o automóvel, criando barreiras ao comércio local, prejudicando os ciclistas, pedestres e os usuários de transporte público.

Sabemos que a solução para a mobilidade urbana passa pelo binômio bike+ônibus, e não é o que está acontecendo na região. Como prova disso, o governo recentemente recorreu de Ação Civil Pública que determinou a implantação de ciclovia no trecho em obras em um ano, apesar de manifestações dos moradores, ciclistas, urbanistas e arquitetos. Além disso, nosso governador tem ignorado uma lei estadual (Lei 15168/2010) que OBRIGA a inclusão de ciclovia nas reformas de rodovias estaduais, indo na contramão de exemplos bem sucedidos em outros estados brasileiros e em outros países.

Precisamos nos mobilizar contra esse descaso com os ciclistas e com todos os meios de transporte coletivo em Florianópolis!”

Saiba mais:

Site, Facebook, Orkut e Blogue da Bicicletada Floripa.

Novidades para os pedestres de Joinville

A reportagem abaixo foi originalmente publicada na edição impressa do jornal A Notícia em 18 de novembro de 2011 (pág. 10). Você pode ver a matéria no site do AN aqui ou no DC aqui.

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Ajuda para travessia


TRÂNSITO

Mais ajuda para os pedestres

Em fase de testes, faixas elevadas obrigam motoristas a reduzir velocidade.

Na hora de atravessar as ruas do Centro de Joinville levando um carrinho com 12 rodas e duas preciosidades, a professora Fabiana Castegnaro costuma ficar do lado oposto ao fluxo enquanto alguém faz sinal para os carros pararem. “Do contrário, é muito difícil fazê-los respeitar os pedestres”, diz.

Agora, com a instalação da “lombofaixa” – faixa de pedestre elevada – na rua 15 de Novembro, Fabiana se sente mais segura para atravessar a rua com as gêmeas Helena e Isabella, de seis meses. Instalado há cerca de dois meses, o novo recurso auxilia o pedestre na travessia e está em teste.

“Para passar pelas “lombofaixas” sem prejudicar o veículo, o motorista tem que trafegar a pelo menos 20 quilômetros por hora. Além de funcionar como obstáculo, toda a regulamentação aplicada às faixas de pedestre comuns valem para a ela”, diz o gerente de mobilidade e acessibilidade do Ippuj, Gilson Perozin.

Com a “lombofaixa”, Fabiana acha mais tranquilo atravessar a rua com as filhas gêmeas no carrinho. Foto: Diorgenes Pandini.

Segundo ele, outro objetivo das faixas elevadas é a acessibilidade, já que elas são feitas no mesmo nível das calçadas. As próximas ruas a receber as “lombofaixas” serão a Pernambuco e a Braço do Norte, ambas na travessia com a Visconde Taunay.

“Na 15 foi um teste e está funcionando bem, mas todos os lugares receberão um estudo para verificar se é possível instalá-las ou é melhor colocar outros obstáculos”, avisa Roberta Schiessl, presidente do Ippuj. A avaliação é a mesma usada na instalação de lombadas comuns.

Outra novidade que deve agradar os pedestres é o passeio elevado – uma rua mais alta, que imita um calçadão, mas com a possibilidade de passagem de carros e pedestres. O novo recurso foi implantado em dois pontos da rua Visconde de Taunay e também na rua Jacob Eisenhut.

Charge – Respeito à faixa de pedestres

A charge acima é de autoria do Louzada, criador do gaudério Tapejara, e foi publicada no blogue Os Diaristas em 1º de agosto de 2011.

Veja também:

Charge – Lei Seca
Charge – Na inauguração da ciclofaixa de lazer…
Charge – Dia Mundial Sem Carro
Charge – Semana Mundial Sem Carros
Charge – Acessibilidade

Charge – Fins do mundo

(Charges) Atropelamento da Massa Crítica de Porto Alegre

(Charges) Ciclista Noel

Charge – A Faixa de Gaza é mais segura que a faixa de pedestres

Charge – É só não usar como um selvagem!

Charge – Na Ressacada, só de bicicleta

Charge – Não chegue antes na escola, filho!

Charge – Assim caminha o transporte em Florianópolis

Charge – A Ilha tá afundando

Novos prédios em Joinville deverão ter bicicletário

A reportagem abaixo foi originalmente publicada na edição impressa do jornal A Notícia em 30 de abril de 2011 (pág. 8). Você pode ver a matéria no site do periódico aqui ou a versão on line aqui. As respostas para a enquete “O que você acha da nova lei que obriga estacionamentos a reservarem vagas para bicicletas?” podem ser conferidas aqui.

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Agora é lei ter bicicletário em prédio comercial


ESTACIONAMENTO

Mais espaço para a sua zica

Nova lei impõe que prédios em construção devem ter bicicletário. Medida vale para prédios comerciais, de serviços e de uso institucional.

Se você costuma pedalar e quase nunca encontra lugar para guardar sua bike com segurança em Joinville, esta realidade vai mudar: desde segunda-feira, parte dos projetos de alvará de construção que for levada à Prefeitura deve reservar espaço para bicicletários.

A medida foi imposta como lei complementar e vale para prédios comerciais, de serviços e de uso institucional. Ou seja: lojas, escritórios, clínicas, restaurantes e escolas devem ser obrigados a permitir que os ciclistas guardem suas bikes em locais próprios, com uso de cadeados e correntes.

Mas a nova lei só se aplica aos projetos encaminhados ao poder público a partir desta semana. Assim, quem tem a obra pronta ou em construção não vai precisar fazer mudanças. Os novos projetos terão de garantir espaços para os bicicletários que variam conforme o número de vagas para carros.

Se houver dez vagas de estacionamento para carros, por exemplo, o responsável pela obra terá de reservar a área de uma vaga, ou 12 m², para as bicicletas. A lei complementar prevê que, quanto maior a quantidade de vagas para carros, maior a área do bicicletário.

Como as mudanças da lei só vão ser percebidas daqui a algum tempo, o pedreiro Francisco Chaves, 43 anos, deve continuar pensando duas vezes antes de sair de casa em duas rodas. “Dependendo do compromisso, deixo a bicicleta em casa. Tem dias que é difícil achar lugar na rua”, reclama.

Francisco Chaves vai aos compromissos de bicicleta, mas às vezes não acha vaga. Foto: Claudia Baartsch.

Quando está trabalhando, ele prefere cadear a Monark nos arredores da obra. “Daí não tem perigo de alguém levar embora.” O risco de roubo é outra preocupação entre aqueles que andam de zica e não têm onde deixá-la.

Reportagem de “AN” em 2010 mostrou que Joinville é campeã em números absolutos de furtos e roubos de bicicletas no Estado.

 (veja em PDF)

Saiba mais

A lei não determina o modelo nem o material que deve ser usado para a instalação dos bicicletários. Apenas exige que as construções possibilitem aos usuários a utilização de dispositivo de segurança como cadeados, correntes e correias.

Veja também:

O perfil dos deslocamentos em Joinville
Joinville, a cidade das bicicletas, está sem ciclovias
Joinville fechará avenida para atividades de lazer

TILAG: um terminal problemático

O conteúdo abaixo foi originalmente produzido pela versão on line do jornal Hora de Santa Catarina em 24 de julho de 2011 (às 12h10). Você pode ler a matéria no site do Hora aqui.

Apesar de ter alguns meses, ela continua atual: Chapecó ainda toma conta das bicicletas no TILAG – sim, elas existem! – à noite. A situação desse bicicletário foi analisada numa visita técnica em que o Bicicleta na Rua esteve presente, juntamente com o Movimento Ciclovia na Lagoa Já e a Companhia Operadora de Terminais de Integração (COTISA), a pedido da própria Secretaria Municipal de Transportes, Mobilidade e Terminais, em 03 de outubro.

Bicicletário de terminal de ônibus vira dormitório em Florianópolis

Tem de tudo no bicicletário do Terminal de Integração da Lagoa. Difícil mesmo é encontrar magrelas.

Quem utiliza ônibus todos os dias na região da Lagoa da Conceição mal percebe uma construção logo ao lado do Terminal de Integração (Tilag). Não é para menos. Erguido há quase dez anos, o bicicletário da área está praticamente abandonado.

A situação evidencia o descaso com o espaço destinado às bicicletas nos terminais de ônibus da Capital. Os poucos ciclistas que ainda tentam utilizar o bicicletário precisam dividi-lo com moradores de rua, viajantes e funcionários da Companhia Melhoramentos da Capital (Comcap).

Um dos homens que ocupa o lugar é Mauro de Paula Nery, o popular “Chapecó”. Ele afirma estar morando em um dos contêineres, colocados ali para guardar os materiais de limpeza da Comcap, há cerca de cinco meses.

– Quem me autorizou a ficar por aqui foi o próprio senhor Paulo (Germano Alves, superintendente da Lagoa) – conta, apontando para as suas roupas, que ficam dentro de um dos recipientes da companhia.

Se não tem outro espaço, vai esse mesmo

O presidente da Comcap, Antônio Marius Bagnati, admite que o espaço não é adequado para receber os funcionários. A utilização da área deu-se após negociação com a prefeitura. Anteriormente, a base dos funcionários era na própria intendência. Quando ela foi deslocada para a Avenida das Rendeiras, ficou decidido que eles ficariam com os vestiários do bicicletário.

– O problema é encontrar outro local para abrigar os funcionários. Sabemos que ali não é o ideal – conta Antônio, que diz não ter prazo para o deslocamento dos trabalhadores.

Mobilidade urbana

Para o vice-prefeito da Capital, João Batista Nunes, o principal problema é a falta de vias adequadas para andar de bicicleta, o que inviabiliza o uso dos bicicletários em maior escala.

Haveria estudos sobre o uso de bicicletas na cidade e a construção de novas ciclovias. João Batista diz que os recursos, que somam R$ 60 milhões, deverão vir do Ministério das Cidades nos próximos meses.

O vice afirma ainda que irá enviar uma equipe técnica para analisar a situação do bicicletário pessoalmente.

Quanto ao morador de rua, ele diz que enviará um funcionário da Secretaria de Assistência Social para retirá-lo dali, mas não informou para onde ele será encaminhado.

– Ali não é lugar – reafirmou.

Usuários do transporte coletivo se viram como podem para deixar suas bicicletas. Foto: Luís Prates.

Abrigo de viajantes

O casal Marcos Volz, 22, e Mariela Villar, 21, saiu de Missiones, na Argentina, no dia 10 de julho. Eles pretendem viajar durante um ano de motocicleta, tendo como destino final a Austrália. Na parada em Florianópolis, decidiram utilizar o bicicletário do Tilag como albergue, com a “autorização do Chapecó”. O espaço serve de abrigo quando não estão passeando.

Eles chegaram na última terça-feira (19) e devem ficar até segunda.

Leonardo Gorges

Florianópolis dá primeiro passo para implantação de bicicletas coletivas

A reportagem abaixo foi originalmente publicada na edição on line do periódico Diário Catarinense em 11 de novembro de 2011 (às 20h37). Você pode responder à enquete “Você acha que o aluguel de bicicletas ajuda na mobilidade da Capital?” no site do DC aqui.

Geral

Prefeitura estuda colocar 111 estações de aluguel de bicicletas em Florianópolis

Ao todo, serviço deve disponibilizar cerca 1,4 mil veículos para locação

Uma das ideias para desafogar o trânsito em Florianópolis é aumentar o número de ciclovias. Na tarde desta sexta-feira foi discutido um projeto de aluguel de bicicletas.

Florianópolis tem cerca de 35 km de ciclovias. Segundo o secretário de obras da Capital, Luiz Américo, não é suficiente. O município pretende ampliar esta estrutura e criar estações de aluguel de bicicletas em vários pontos da cidade.

O território escolhido une o Centro aos bairros Agronômica, Trindade, Córrego Grande e Itacurubi. Pelo projeto, serão 111 estações e quase 1400 bicicletas.

Para o presidente da Viaciclo, a iniciativa pode desafogar o trânsito na região central, uma vez que os motoristas podem estacionar mais afastados e pegarem bicicleta até o trabalho.

O edital para contratar a empresa prestadora do serviço será lançado em 15 dias.

Avenida Hercílio Luz, no Centro da Capital. Foto: Divulgação.

Saiba mais:

Audiência pública debaterá aluguel de bicicletas em Florianópolis
Aluguel de bicicletas de Florianópolis deve ficar pronto em novembro de 2012
Florianópolis espera contar com bicicletas públicas em 2012

Veja também:

(Bicicultura) Jornal Bom Dia – Sorocaba terá mais ciclovias
(Bicicultura) Serttel aborda a iniciativa das bicicletas públicas

Florianópolis teve sua quarta Vaga Viva nesta sexta-feira

Neste dia 11/11/11, o Coletivo Sem Fronteiras realizou uma intervenção urbana nem um pouco apocalíptica. Buscando chamar a atenção para o uso do espaço público, promovendo espanto e reflexão sobre o aproveitamento da cidade pelas pessoas, o grupo ocupou dois estacionamentos de Zona Azul para criar a quarta Vaga Viva de Florianópolis. As primeiras ocorreram em 2008, em Coqueiros – onde se propunha a construção de ciclovia que ainda não saiu por parte dos restaurantes reclamarem que perderiam vagas de estacionamento, embora estivesse na campanha eleitoral da atual gestão municipal a sua conclusão – e no Centro, e em 2009, no Centro.

Para saber mais sobre esta última Vaga Viva, leia no site do Coletivo Sem Fronteiras aqui.

Já o texto abaixo foi publicado no blogue do Visor, de Rafael Martini, em 11 de novembro de 2011, às 15h16. Você pode lê-lo no blogue aqui ou, ainda, ler a matéria publicada na edição do periódico Diário Catarinense de 12 de novembro aqui (veja em PDF).

Protesto transforma Zona Azul
em “Zona Verde”

Um grupo de amigos resolveu realizar uma manifestação pacífica e muito criativa no Centro de Floripa, hoje pela manhã. Os jovens ocuparam duas vagas do estacionamento Zona Azul na Rua Adolfo Melo (ao lado do Ceisa Center) e forraram com tapete tipo grama sintética, colocaram bancos de praça e ficaram por ali sentados, com suas bicicletas, skate, patinete, rollers e até uma prancha de surfe. A ideia era transformar a Zona Azul em “Zona Verde” ou “Zona na Grama”, brincaram. Eles disseram que iriam sair somente no meio da tarde desta sexta. Várias pessoas pararam para conversar e até os incentivaram para repetir a manifestação em uma área mais central.

Veja também:

O retorno da Bicicletada em Florianópolis – Matéria sobre a retomada da Bicicletada de Florianópolis, onde são apresentados os contextos das duas primeiras Vagas Vivas.
Vaga Viva Floripa 2008 – Vídeo da ViaCiclo sobre a segunda Vaga Viva.
Programe-se: Dia Mundial Sem Carros – Viva o Dia! – Contexto em que ocorreu a terceira Vaga Viva.

O deslocamento das pessoas

O texto abaixo foi publicado na edição impressa do periódico Diário Catarinense de 08 de novembro de 2011 (pág. 14). Você pode vê-lo no site do DC aqui ou em PDF aqui.

Artigo

Se esta rua fosse minha…

Tratar o trânsito e o transporte como faces de uma mesma moeda significa apropriar as vantagens de uma administração única das ações, de forma a garantir maior eficácia e potencializar os resultados das intervenções. Os investimentos no sistema viário precisam priorizar as necessidades de melhoria do serviço de transporte coletivo. Contraditoriamente, investimentos são feitos para equacionar o problema da circulação dos veículos particulares, muitas vezes com prejuízo para o sistema de transporte coletivo.

A formulação de políticas integradas de transporte e trânsito no conceito mais amplo de mobilidade ainda é travada por conceitos sedimentados na formação e treinamentos de agentes promotores dessas políticas públicas. Faz parte da cultura dos planejadores o entendimento do trânsito como o tratamento da infraestrutura viária e a regulamentação de seu uso e, como transporte, o suprimento dos meios para locomoção de pessoas que não têm a possibilidade de prover a sua mobilidade a partir dos próprios meios. O planejamento do transporte público é operacional e não estratégico e, neste cenário, torna-se mais um elemento de disputa do espaço viário, onde a opção pelos meios de locomoção é ditada por fatores econômicos.

Comumente, as políticas de planejamento urbano reforçam modelos de cidades altamente dependentes do transporte motorizado. Somente a integração da gestão do trânsito e do transporte e do planejamento territorial com a adoção dos princípios da cidade sustentável poderá dar respostas aos conflitos de mobilidade e garantir o direito de ir e vir dos cidadãos, o direito à cidade, hoje os grandes depreciadores da qualidade de vida urbana.

Na construção de um novo paradigma, o deslocamento das pessoas deverá ser colocado como foco principal. O trânsito das pessoas deverá substituir o padrão do trânsito dos veículos e o conceito de circular deverá ser substituído pelo direito de acessar. A mobilidade precisa ser concebida como um direito social. A cidade deverá ser interpretada como um sistema de relações sociais entre o homem e o suporte físico que irá propiciar a sua mobilidade.

Por Lúcia Maria Mendonça Santos*

* Lúcia Maria Mendonça Santos é engenheira de transporte e trânsito

(Vídeo) Debatendo mobilidade urbana em Florianópolis

Programa exibido pela TV Câmara de Florianópolis, em 24 de setembro de 2011, na Semana da Mobilidade Sustentável, com um debate sobre a mobilidade urbana, em especial a feita através de bicicleta, com o presidente da Frente Parlamentar pela Mobilidade Urbana Sustentável, vereador Ricardo Camargo Vieira, e o secretário da Comissão Municipal de Mobilidade Urbana por Bicicleta (Pró-Bici) e membro da Associação dos Ciclousuários da Grande Florianópolis (ViaCiclo), Fabiano Faga Pacheco.

Dirigir bêbado é crime, decide Supremo Tribunal Federal

Direção e álcool

STF nega pedido de liberdade a motorista preso em Minas e reafirma Lei Seca.

Embriaguez e volante: acidente com Honda Civic integra uma lista que inclui pelo menos outras seis colisões envolvendo motoristas alcoolizados neste ano.

O Supremo Tribunal Federal (STF) considerou que dirigir com concentração de álcool por litro de sangue igual ou superior a seis decigramas é crime, mesmo que o motorista não cause danos a outras pessoas. No dia 27 de setembro, a 2ª Turma do STF negou o habeas corpus a um motorista de Araxá (MG), denunciado em 2009 por dirigir embriagado.

Apesar de o crime estar previsto no artigo 306 do Código de Trânsito Brasileiro, o juiz de primeira instância absolveu o motorista por considerar inconstitucional o dispositivo, alegando que se trata de modalidade de crime que só se consumaria se tivesse havido dano, o que não ocorreu.

O STF, contudo, negou por unanimidade o pedido da Defensoria Pública que reivindicava o reestabelecimento da decisão inicial. O relator do habeas corpus, ministro Ricardo Lewandowski, afirmou ser irrelevante se o comportamento do motorista embriagado atingiu ou não alguém.

“É como o porte de armas. Não é preciso que alguém pratique efetivamente um ilícito com emprego da arma. O simples porte constitui crime de perigo abstrato porque outros bens estão em jogo. O artigo 306 do Código de Trânsito Brasileiro foi uma opção legislativa legítima que tem como objetivo a proteção da segurança da coletividade”, afirmou Lewandowski.

De acordo com o artigo 306, quem conduz veículo com concentração de álcool por litro de sangue igual ou superior ao permitido pode ter pena de seis meses a três anos de prisão, multa e suspensão da habilitação.

Fonte: Veja, 03 de novembro de 2011, às 14h54min.

Dia Mundial Sem Carro em Joinville

A reportagem abaixo foi originalmente publicada na edição impressa do periódico Diário Catarinense em 23 de setembro de 2011 (pág. 33). Você pode ler a matéria no site do DC aqui ou aqui ou lê-la em PDF.

PAZ E SOSSEGO

Oportunidade para passear a pé

No Dia Mundial sem Carro, pedestres e artistas tomaram conta de espaços normalmente ocupados por veículos em Joinville

O tempo fresco e seco animou quem saiu de casa sem automóvel. O Dia Mundial sem Carro foi comemorado ontem, em Joinville, com seis ruas fechadas e pedestres e artistas tomando conta de todos os espaços. Eles puderam caminhar sem preocupações e com segurança das 5h até as 19h. A exceção ficou apenas com os ônibus, táxis e veículos oficiais, que puderam transitar pelos locais restritos.

A iniciativa não pegou ninguém de surpresa. Mas causou espanto em quem estava acostumado com muito barulho. Os ruídos foram somente de crianças brincando na Praça Nereu Ramos, música para os eventos de lazer e as canções tocadas pela banda do 62º Batalhão de Infantaria, que passeou pela ruas, entretendo ouvidos cansados de buzinadas, freadas bruscas e vaivém de carros. Alunos e funcionários da Escola do Teatro Bolshoi fizeram performances de dança e teatro, mostrando situações cotidianas do trânsito.

Alunos da Escola do Teatro Bolshoi apresentaram suas performances por ruas e praças centrais da cidade. Foto: Pena Filho.

Ivailton Moreira, 39 anos, passa pelo Centro quase todo dia. De bicicleta, aproveitou para dar umas voltas pelas calçadas e curtir o sossego.

Florisbela Dias Soares, 73 anos, e Elias Soares, 82 anos, aproveitaram para caminhar tranquilamente pelas calçadas. Logo de manhã, pegaram o ônibus no Bairro Costa e Silva e desembarcaram num Centro “meio vazio”. Florisbela comemorou poder andar à vontade, com segurança, junto com o marido. Passearam, viram as atrações, tomaram sorvete. Sem pressa, sem preocupações e com tempo para andar por ruas, calçadas e todos os outros espaços disponíveis, o casal pôde curtir um dia sem os atropelos dos carros e a impaciência dos motoristas.

Quem está acostumado aos problemas do trânsito engarrafado até surpreendeu-se com a cena do Centro.

– Hoje está muito vazio – disse o taxista Rogério Reinert, 33 anos.

A única tristeza dele foi que a falta de carros não incrementou o número de corridas no táxi. Durante toda a manhã, só saiu do ponto uma vez para trabalhar. Ainda assim, gostou de ter um dia de paz no trânsito.

Mas o taxista sabe que é difícil deixar o carro em casa. Um exemplo é o locutor Josias da Costa, 29 anos, morador de Araquari. Mesmo com o fechamento das vias, ele conseguiu chegar de moto à Rua do Príncipe, ao lado da Praça Nereu Ramos. Josias é contra obrigar a não andar de carro.

– Se morasse perto do Centro, viria a pé. Não dá para obrigar a andar de ônibus, com 30 pessoas sentadas e 60 em pé, inclusive mães com crianças de colo. Isso não é transporte adequado – desabafou.

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