Feliz 2012

Embora pronto, edital das bicicletas públicas de Florianópolis não será lançado em 2011

Edital de pré-qualificação das empresas que almejam implantar o sistema ainda se encontra na mesa da superintendência do IPUF para encaminhamento oficial.

O edital do projeto Bicicleta Pública – Floribike para o transporte público por bicicletas já esta pronto. Sua publicação agora depende do encaminhamento oficial da Superintendência do IPUF – Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis.

Desenvolvida em parceria público-privada, a proposta do projeto Bicicleta Pública é promover o transporte público por bicicleta com qualidade. A prefeitura seria a encarregada da implantação e manutenção da infra-estrutura cicloviária, enquanto o setor privado, por meio de licitação, disponibilizaria o serviço de locação de bicicletas, incluindo a disponibilização de estações e bicicletas de aluguel.

Fonte: Prefeitura Municipal de Florianópolis (22/12/2011) e IPUF (comentário pessoal, 29/12/2011).

Saiba mais:

Ata da Audiência Pública do Sistema de Bicicletas Públicas de Florianópolis (Floribike)
Florianópolis dá primeiro passo para implantação de bicicletas coletivas
Audiência pública debaterá aluguel de bicicletas em Florianópolis
Aluguel de bicicletas de Florianópolis deve ficar pronto em novembro de 2012
Florianópolis espera contar com bicicletas públicas em 2012

Últimas Bicicletadas de 2012

Os últimos dias de 2011 trazem consigo as últimas Bicicletadas ou Massas Críticas do mundo. Confira abaixo quais cidades brasileiras devem celebrar a bicicleta ainda este ano.

Sexta-feira, 30 de dezembro

Florianópolis, SC

Mais uma vez a Bicicletada de Florianópolis vai ser realizada na última sexta-feira do mês. Concentração a partir das 18h, saída às 19h em ritmo leve por um roteiro definido na hora pelos participantes. Encontro na pista de skate entre o posto de saúde da Trindade e o Shopping Iguatemi.

Maceió, AL

Pelotas, RS

O Movimento dos Usuários de Bicicleta de Pelotas promove mais uma Bicicletada, “por um trânsito para todos”. Concentração a partir das 20h30min na Catedral São Francisco de Paula. Saída às 21h para a Praia do laranjal! Serão distribuídos coletes refletivos.

Porto Alegre, RS

Recife, PE

Rio de Janeiro, RJ

 Saída às 19h.

Sábado, 31 de dezembro

Natal, RN

O presente de Natal que os ciclistas de Florianópolis sonhavam receber

Arte: Ana Paula Becker e Cheyenne Caruso.

Veja também:

(Charges) Ciclista Noel

(Vídeo) Ciclistas protestam na inauguração da SC-405 no Rio Tavares, em Florianópolis

Conteúdo exibido originalmente no Jornal do Almoço, da RBS TV SC,  em 22 de dezembro de 2011. Assista aqui à reportagem no site.

Saiba mais:

Rio Tavares: ciclistas protestam por ciclovia
Rio Tavares: pedestres protestam. Deinfra diz que prioridade é para os carros.
Ciclistas de Florianópolis, Itapema e Porto Alegre inconformados
Rio Tavares: obras começam sem ciclovia

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Rio Tavares: ciclistas protestam por ciclovia

A reportagem abaixo foi originalmente publicada na edição on line do periódico Diário Catarinense em 22 de dezembro de 2011 (às 12h51). Você pode vê-la no site do DC aqui.

Trânsito

Terceira pista da SC-405 é inaugurada no Sul da Ilha e moradores protestam por ciclovias e calçadas

Trânsito fluiu sem problemas e não houve o mesmo congestionamento dos dias anteriores

O trânsito fluiu com mais tranquilidade para quem vinha do Sul da Ilha em direção ao Centro de Florianópolis ás 9h30min desta quinta-feira, por conta da terceira pista da SC-405, inaugurada nesta manhã. Apesar disso, ainda faltam ciclovias e calçadas. Um dia antes da inauguração, moradores protestaram com cartazes e faixas.

Não houve registro de filas em direção ao Centro, diferentemente dos dias anteriores, quando os motoristas precisavam de muita paciência para cruzar o trecho entre o trevo do Rio Tavares e a Via Expressa Sul.

Pela manhã, o governador Raimundo Colombo esteve no local e chegou a ser convidado pelos moradores que também compareceram à cerimônia desta manhã. Ele afirmou que reconhece como legítima a reivindicação da comunidade.

Sob protestos de moradores que pedem segurança na rodovia, terceira pista da SC-405 foi inaugurada no Sul da Ilha. Foto: Daniel Conzi / Agencia RBS.

Contraponto

Sobre os protestos da comunidade, o presidente do Departamento Estadual de Infraestrutura (Deinfra), Paulo Roberto Meller, lembra que a obra foi executada de acordo com o projeto e as demais necessidades serão avaliadas nas próximas semanas. Os pedidos da comunidade que puderem ser atendidos, serão feitos.

— Reconheço a questão dos pedestres, mas não podemos esquecer que se trata de uma rodovia estadual, a segunda mais movimentada e a prioridade é para quem circula por ela — disse Paulo.

O presidente lembra que até o dia 30 serão colocadas cinco novas sinaleiras de reversão e não para o trânsito.

— Assim que as sinaleiras entrarem em funcionamento, o tráfego será liberado em duas faixas sentido bairro-centro, das 6h até às 15h e, no sentido inverso, das 15h às 6h do dia seguinte — explica.

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Rio Tavares: pedestres protestam. Deinfra diz que prioridade é para os carros.

A reportagem abaixo foi originalmente publicada na edição on line do periódico Diário Catarinense em 21 de dezembro de 2011 (às 21h31). Você pode vê-la no site do DC aqui ou do Floripa Te Quero Bem aqui.

Mobilidade Urbana

Moradores protestam por melhorias na SC-405 em Florianópolis

Manifestação ocorreu no fim da tarde desta quarta-feira

Indignados com a falta de espaço para os pedestres na rodovia da SC-405 no Sul da Ilha, em Florianópolis, que está sendo inaugurada, moradores do local protestaram, no fim da tarde desta quarta-feira. Com faixas e cartazes eles interromperam o tráfego por várias vezes. Populares reivindicam mais faixas de pedestres, ciclovias e acostamentos para que eles possam trafegar pela via com mais segurança. Moradores também pedem mais retornos na rodovia, para os motoristas que moram na região.

A moradora Nelsiane da Silva Pereira, 21 anos, mostra as cicatrizes deixadas nos braços, após ser atropelada na faixa de segurança da rodovia.

— Agora tenho medo. Com meu filho, não me arrisco a atravessar — conta Nelsiane.

Com faixas e cartazes, moradores interromperam o tráfego por várias vezes. Foto: Jessé Giotti.

Deinfra

O presidente do Departamento Estadual de Infraestrutura (Deinfra), Paulo Roberto Meller, lembra que a obra foi executada de acordo com o projeto e as demais necessidades serão avaliadas nas próximas semanas. Os pedidos da comunidade que puderem ser atendidos, serão feitos.

— Reconheço a questão dos pedestres, mas não podemos esquecer que se trata de uma rodovia estadual, a segunda mais movimentada e a prioridade é para quem circula por ela — disse Paulo.

O presidente lembra que até o dia 30 serão colocadas cinco novas sinaleiras de reversão e não para o trânsito.

— Assim que as sinaleiras entrarem em funcionamento, o tráfego será liberado em duas faixas sentido bairro-centro, das 6h até às 15h e, no sentido inverso, das 15h às 6h do dia seguinte — explica.

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Ciclistas de Florianópolis, Itapema e Porto Alegre inconformados

O último mês tem sido extremamente difícil para os ciclistas das cidades catarinenses de Itapema e Florianópolis e da capital gaúcha Porto Alegre. Seguidos acontecimentos na política e nos tribunais contribuíram muito para essa situação.

Florianópolis, SC

Os ciclistas de Florianópolis permanecem indignados. Além de perderem ciclovias durante o ano, vêm obras anunciadas em acabamento sofrível para se pedalar. A ciclovia do Rod. Baldicero Filomeno, no Ribeirão da Ilha, está sendo feita sem respeitar o projeto executivo, com claro prejuízo aos ciclistas. A ciclofaixa da Cachoeira do Bom Jesus foi retirada devido a obras de recapeamento e implantação de dutos de saneamento básico e não será reimplementada até o final do ano. Além disso, a ciclovia da Rod. Admar Gonzaga, no Itacorubi, que está sendo feita pela CELESC e deveria ter ficado pronta em janeiro de 2010, está sofrível a ponto de metade dos ciclistas pedalarem nas ruas. No Campeche, a Polícia Militar Rodoviária Estadual manda os carros estacionarem da ciclofaixa da Av. Pequeno Príncipe e hostiliza os ciclistas que passam pelo trecho nesse período, chegando a gritar “atropela mesmo” aos veículos automotores, sem fornecer opção ao deslocamento por bicicleta, conforme denúncias que chegaram a este blogue.

Como se não bastasse tudo isso, o governo do Estado não está implantando ciclovia na SC-405, no Rio Tavares, mesmo com determinação judicial para isso e, na SC-401, entre Canasvieiras e Ingleses, o acostamento foi dividido para dar lugar a uma ciclofaixa, em total contrasenso e inobediência ao projeto executivo e às normas internacionais. Nessa via, a velocidade máxima, de 80km/h, não é respeitada por 93% dos motoristas, que comumente trafegam a mais de 100km/h, com a anuência da fiscalização da própria Polícia Militar Rodoviária Estadual que põe ciclistas em risco também no sul da Ilha.

Esse é o clima pesado com que se iniarão as comemorações da Bicicletada Floripa de Natal, cuja concentração será na praça de skate em frente ao Shopping Iguatemi, a partir das 18h, com saída prevista para às 19h em ritmo tranqüilo e destino definido na hora pelos participantes. Festeje essa pedalada com sua família, seus amigos e aqueles que você quer que estejam sempre ao seu lado!

As leis de trânsito são respeitadas e, em caso de chuva, a Bicicletada está automaticamente CONFIRMADA.

Itapema, SC

Itapema já foi citada aqui como cidade amiga da bicicleta, justamente pela ciclofaixa da Avenida Nereu Ramos. Pois bem, a ciclofaixa de parte dessta rua foi retirada num projeto urbanístico que não se pode chamar de pífio, mas que certamente contém equívocos importantes que, a médio prazo, prejudicarão o trânsito da cidade e não vai resolver o problema de mobilidade dela, como já se poderá observar nesta temporada de verão. A ciclofaixa foi retirada para abertura de nova pista de automóveis, mantendo-se vagas de estacionamento e criando-se um corredor para ônibus, táxis, veículos de emergência e motocicletas. Os ciclistas podem utilizar-se, nesse trecho, de ciclofaixa do Parque Calçadão, à beira-mar.

Em outras palavras, Itapema, sem dúvida, deu um passo na contramão da história. Rebaixou a bicicleta de veículo de deslocamento para brinquedo de lazer, dificultando e tornando perigoso o trânsito de bicicletas em plena área comercial e de serviços da cidade. Deve-se salientar, também, que a audiência pública que definiu essas alterações não contou com presença participativa de ciclistas e que a decisão da prefeitura não se baseia em sólido estudo técnico, uma vez que são desconhecidos os números de veículos automotores e de transporte ativo que transitam na cidade nesse trecho e nem se conhecem os impactos que essas alterações trarão às vias adjacentes.

Se bem fiscalizadas, essas alterações ainda deixarão Itapema à frente da maioria das cidades catarinenses em termos de mobilidade, mas ainda assim se constitui num retrocesso em termos de política pública. O ideal era que a implantação da pista exclusiva para ônibus e veículos oficiais e coletivos ocorrer no leito carroçável, utilizando-se, para isto, uma das pistas utilizadas pelos veículos automotores.

Saiba mais:

População de Itapema decide mudanças na Avenida Nereu Ramos

Porto Alegre, RS

Parece piada, mas não é! Mais uma dessas pérolas surgiuvinda direta do caso do bancário Ricardo José Neis, que atropelou e feriu ao menos 16 ciclistas durante a Bicicletada de Porto Alegre, num ato que provocou manifestaçõesem prol das vítimas em vários países.

O promotor de justiça Fábio Roque Sbardellotto, do Ministério Público Estadual do Rio Grande do Sul, enviou o seguinte ofício abaixo em que escreveu:

Senhor Comandante:
Com a honra de cumprimentá-lo, e com o escopo de instruir o Inquérito Civil supra, instaurado para “investigar potencial infração a ordem urbanística em razão de irregularidades nos eventos organizados pelo grupo de ciclistas Massa Crítica, nesta Capital”, solicito que informe, no prazo de 30 dias, o nome de todos os componentes do grupo e do representante, se houver, bem como indique de que maneira o grupo atua e comprove, conforme preceitua o artigo 5º, inciso XVI, da Constituição Federal, a prévia comunicação às autoridades competentes antes da realização dos encontros, com a indicação de trajetos, para possibilitar a organização do trânsito local.”

Oras, para bom entendido, o desconhecimento de causa do promotor chega a provocar risos. A começar pelo fato de que não existe um grupo de ciclistas chamado Massa Crítica, que é uma coincidência rizomática. Não existe necessidade de comunicação às autoridades, ao contrário do que afirma o juiz, e nem representantes e nem componentes de grupo, até pelo fato de não haver grupo.

Os motoristas saindo de seus trabalhos ou residências, inúmeros ao mesmo tempo, por uma coincidência da organização econômica e social vigente não precisam avisar às autoridades que ajudarão a provocar congestionamentos no trânsito. As “autoridades competentes” já sabem disso! Quando vizinhos vão a uma mesma festa, ou os torcedores saem dos estádios de futebol, não comunicam sua saída. Simplesmente o fazem. Que sentido faria, então, os ciclistas comunicarem que vão se deslocar pelas ruas da cidade, por ventura com outros ciclistas? Nenhum!

Enquanto isso, Ricardo Neis segue livre em sua casa. O seu processo deve acabar em júri popular.

Os ciclistas, como não poderia deixar de ser, aproveitaram-se das palavras do promotor para inspirarem-se no tema da Bicicletada de dezembro, que deve ocorrer nesta sexta-feira.

A concentração ocorrerá no Largo Zumbi dos Palmares, a partir das 18h30. A saída será às 19h, aproximadamente, em destino que qualquer um pode escolher na hora.

Saiba mais:

AI-5 de novo? MP investiga a Massa Crítica de Porto Alegre

Um obrigado e uma preocupação

Durante o mês de novembro, o Bicicleta na Rua atingiu a marca de 5.283 visitantes. Isso é simplesmente metade da expectativa de um blogue de sucesso do mesmo segmento que enfoque a cidade de São Paulo.

Desde o começo de sua existência, o Bicicleta na Rua  foi a representação de Santa Catarina, em especial, e de Florianópolis, em particular no meio cicloativista nacional. Quando o blogue surgiu, o Estado estava sem sites não institucionais que contassem como estava a inserção das bicicletas na mobilidade das cidades. Ao final de 2008, apenas as ONGs ViaCiclo, de Florianópolis, e ABC Ciclovias, de Blumenau, traziam informações atualizadas nessa temática. Hoje, como pode ser observado ao lado, inúmeros parceiros juntaram-se a essa tarefa por vezes inglória.

O número de visitantes é um reflexo de como a mobilidade por bicicleta tem ganhado adeptos ultimamente. Mostra que as pessoas estão empenhadas em conhecer mais sobre o assunto. É um reflexo de como existe uma demanda reprimida em nossa sociedade. É a demonstração de que existem pensadores que não se omitem em incluir esse modal no planejamento de nossas cidades.

Ao longo desses 3 anos, este blogue contou com leitores que fizeram e fazem a diferença.  Houve, obviamente, melhorias. Mas sabemos que, apesar de tudo, estamos muito distantes de uma situação ideal. Se um planejamento sério tivesse sido feito e executado já a partir de 2009, Florianópolis hoje poderia ser um dos exemplos de mobilidade na América Latina. O mesmo prognóstico pode ser feito em relação ao Estado de Santa Catarina. Os resultados das ações tomadas hoje estarão claramente refletidas daqui há 5 anos. O resultado de investimentos em pesquisas de deslocamentos, transporte coletivo e bicicleta vão determinar a condição da mobilidade urbana catarinense nos próximos anos.

Sabemos que ainda estamos distantes de cumprir tudo o que planejávamos quando este blogue surgiu, em 2008. Sabemos, também, que a crise de (i)mobilidade tornou este um assunto amplamente discutido. Mas sabemos que fizemos quase tudo o que foi possível conforme as condições nos permitiam. Foram mais de 300 postagens, 96.000 visitas e 600 comentários e pingbacks em 37 meses. Números que não deram conta da imensidão de ações e situações vividas nesse período. Mas, acreditem, estamos tentando.

Mais uma vez, muito obrigado!

Ata da Audiência Pública do Sistema de Bicicletas Públicas de Florianópolis (Floribike)

Data: 11 de novembro de 2011, às 14h.
Local: Auditório da ACIF (R. Emílio Blum 121)

Às 14h20min, a diretora de planejamento do Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis (IPUF), Vera Lúcia Gonçalves da Silva, iniciou a audiência e chamou para compor a mesa o Secretário Municipal de Obras, Luiz Américo Medeiros, o diretor de operações do IPUF, Maycon R. Baldessari, e o secretário municipal da Secretaria Executiva de Serviços Públicos (SESP), Salomão Mattos Sobrinho.

Medeiros falou sobre a importância do projeto, para que pessoas que não tenham bicicleta ou que não a tenham no Centro, possam se utilizar desse modal. Salienta que é necessário proporcionar segurança e permitir condições para o pedalar.

Baldessari falou que representava o IPUF e falou que a implantação desse sistema é mais uma marca da atual gestão. Problematizou, também, a questão das bicicletas elétricas, que não são ciclomotores, mas estão seguindo em situação precária na cidade.

Sobrinho cumprimentou os demais à mesa. Vera, então, começou a sua apresentação. Falou sobre alguns cenários caóticos da cidade e de investimentos rodoviários que não deram certo ao longo dos anos. Exemplificou a revitalização da Av. Hercílio Luz, que se tornou um espaço agregador e social. Mostrou soluções realizadas no mundo, dentre as quais metrô, corredores de ônibus e teleféricos, incluindo aí, o sistema de bicicletas coletivas, salientando que este último tem dado certo em diversos locais.

Audiência pública em Florianópolis sobre sistema de bicicletas coletivas.

Apresenta o Vélocidade, que não só aborda o sistema cicloviário, mas também de educação no trânsito e infraestrutura. Falou sobre o Programa Rotas Inteligentes, onde se propunha que, na revitalização e consertos de determinadas ruas, se verificasse a implantação de terminadas pistas cicláveis. Falou sobre o Floribike, nome preliminar que foi dado ao sistema de bicicletas públicas. Serão 111 estações e 1395 bicicletas calculadas num primeiro momento. Falou sobre o Módulo I – Centro, com 66 estações de 830 unidades, determinadas com estudos com ciclistas.

As estações podem ser modificadas, segundo demandas, mas os pontos já foram pré-definidos para que a prefeitura faça a concessão para a implantação das estações. Falou sobre a estrutura cicloviária que a prefeitura faria para possibilitar os deslocamentos de bicicletas no centro, atendendo à nova demanda de ciclistas, ao custo previsto de R$ 3.624.883,16 para o ano de 2012.

Apresentou o Módulo II, que envolve a Bacia do Itacorubi e Agronômica, com 45 estações e 565 unidades. Mostrou o cronograma previsto para a implantação do sistema. Falou que o melhor plano de negócios será o vencedor da concessão do serviço. A idéia é que o sistema seja implementado ainda na gestão do atual prefeito. Finalizou a palestra e convidou os presentes às perguntas.

Guilherme Cervetti, da Alta Bicycle Share, sediada em Portland, ao microfone, falou sobre o sistema que implementaram em Montreal, Nova York, Melbourne, Washington e Boston. Falou que a proposta deles não é de lazer, mas sim como complementação ao sistema de deslocamento das cidades. Eles usam sistemas, em geral, de 10 bicicletas. O uso gratuito costuma ser de 30 a 45min. Em Montreal, usam um chip. Em Montreal, o custo mensal é de 28 dólares, metade do preço em relação à passagem de ônibus. O turista usa o cartão de crédito, feito na hora na própria estação. A bicicleta é pesada, para facilitar a manutenção.

Guilherme Cervetti fala sobre os diversos sistemas implantados pela Alta Bicycle Share.

Vinicius Leyser da Rosa falou sobre o problema de rodas fechadas, que, em dias de vento Sul, derrubam o ciclista. Vera falou que isso é algo que deve ser determinado pelo município na licitação.

Falou-se que o sistema de Paris aumentou em muito o número de viagens recentemente, com 80000 viagens aos finais de semana, o que levou à falta de bicicletas em algumas estações.

Aline Bittencourt falou sobre a transformação da cultura da cidade de Barcelona com o Bicing, com famílias pedalando aos finais de semana e com incremento do número de viagens por bicicleta durante a semana.

Milton Carlos Della Giustina citou o exemplo de Blumenau como exemplo do que não deve ser feito, devido à falta de contrapartida da prefeitura, que não fez direito a implantação de pistas cicláveis seguras.

Vinicius questionou a dubiedade sobre implantação do sistema de bicicletas públicas e a não implantação de ciclovia na SC-405, no Rio Tavares. Janete Ely, moradora de José Mendes, falou sobre os desenhos de projetos urbanos feitos para o bairro, que previa ciclofaixa, e que o bairro é o caminho mais curto entre o centro e a universidade.

Medeiros falou que José Mendes hoje é via local e que a inserção de pistas cicláveis lá é, hoje, mais fácil.

Na SC-405, aprefeitura entrou em contato com o DEINFRA para que, a nova pista, tivesse espaço para ciclovia. O DEINFRA iria aumentar o espaço de desapropriação para 12m, mas o que se tem visto é que esse novo espaço está sendo previsto como estacionamento.

O vereador João Amin questionou sobre os bicicletários nos terminais, a integração tarifária, o rack de bicicletas em ônibus, sendo respondidos. Questionou também sobre a parte orçamentária da implantação de pistas cicláveis pela prefeitura. Baldessari falou que podem ser utilizados recursos das multas, previsões orçamentárias ou, ainda, estuda-se a ampliação do tempo de concessão do serviço à empresa caso ela se responsabilize a construir as ciclovias.

Peter Cabral, diretor da empresa SAMBA, falou sobre o uso de celular para a aproximação do usuário à bicicleta. Diz que abrange um número grande de pessoas. Há 5000 cadastrados no sistema do Rio de Janeiro, 700 viagens na última segunda-feira, 900 viagens na terça, 900 na quarta e 1011 nesta quinta-feira. São 20 estações, 160 bicicletas, mas outras 40 serão implementadas de acordo com um cronograma prévio.  Afirmou que a bicicleta deles passou por um processo de adequação. Falou sobre a necessidade de estudos, que demonstraram a logística diária de locação e alocação de bicicleta, além da aceitação do sistema. Os valores diários são R$ 5,00, os mensais, R$ 10,00, para usos de até 60 minutos, com espera de 15min até a próxima locação. Acima de 60min, paga-se uma taxa de R$ 5,00. No Rio de Janeiro, é necessário ter celular para utilizar a bicicleta.

Peter Cabral explica o sistema do SAMBA, Solução Alternativa para a Mobilidade por Bicicletas de Aluguel, em operação no Rio de Janeiro.

Arthur Fleury falou sobre uma possível dificuldade no tempo de uso da bicicleta quando o sistema for expandido às praias. Della Giustina falou sobre a não participação das empresas de transporte público nas discussões sobre as bicicletas coletivas.

Maria Lúcia Mendonça Santos falou sobre a não existência de uma política de governo, o que prejudica o transporte público e por bicicleta. Falou sobre sugestões e ações da Secretaria Municipal de Transportes, Mobilidade e Terminais desde 2009, como a implantação de locais de reparo e conserto de bicicletas nos ou prédios anexos aos terminais de ônibus.

Fleury falou sobre a importância da fiscalização da Guarda Municipal para evitar abusos com ciclistas em trânsito, como o não respeito à distância de 1,5m guardada por veículos automotores.

Daniel Costa, presidente da ViaCiclo, falou sobre a importância de se tomar ações e não ficar só no debate. Falou que todos os ciclistas serão beneficiados, uma vez que as novas pistas cicláveis serão construídas.

Daniel Costa, presidente da ViaCiclo, toma a palavra durante a audiência pública.

Não havendo mais manifestações. Vera passou a palavra a Baldessari, que falou que espera conseguir implementar as bicicletas coletivas nessa gestão. Disse estar cônscio que nem todos os problemas de trânsito serão resolvidos na atual administração, mas que espera que as bicicletas se tornem, efetivamente, mais uma opção viável de deslocamento pela cidade. Em seguida, Medeiros afirmou os benefícios não só a quem usar o sistema, mas de todos os ciclistas. Afirmou ser um usuário não usual da bicicleta, e que a usaria em deslocamentos entre secretarias, sendo dispensável, até o uso de carros da própria municipalidade.

Vera, por fim, agradeceu os presentes e encerrou a audiência pública e eu, Fabiano Faga Pacheco, lavrei esta ata, que vai por mim e por Vera assinada.

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