Notícia sobre a segunda bicicleta-fantasma de Florianópolis


Enquanto pendurávamos a placa na bicicleta-fantasma em homenagem a Hector Cesar Galeano, em Canasvieiras, Florianópolis, um senhor, também de bicicleta, parou para observar. Como ainda acontece nesta Ilha cada vez mais multifacetada, começou a conversar. Disse que havia uma bicicleta igualzinha àquela ao seu sobrinho alguns quilômetros para trás na mesma rodovia.

Isso mesmo! Aquele senhor era tio de Rodrigo Wilmar da Costa, morto por um motorista embriagado no acostamento da SC-401. Aparentemente, sua vontade de pedalar não diminuíra com o acidente, como pôde-se notar pela magrela que o acompanhava naquele sábado pela manhã.

Apontou o lugar exato em que o argentino Hector Galeano foi atingido, logo após uma baia para um ponto de ônibus ainda inexistente. Reclamou da ciclofaixa na SC-401, afirmando que ela não lhe traz maior segurança, afirmando ser necessária uma barreira física contínua que a separe da pista. Em sua visão, os tachões em nada ajudam os ciclistas.

Trouxe, também, notícias vindas do incidente com seu sobrinho. A família recebeu um dinheiro do seguro. Sobre o motorista, que, além de ébrio, conduzia um veículo furtado e com placas clonadas, não soube dizer o que se passara.

Em sua última manhã, Rodrigo recusara uma carona para seguir de bicicleta o percurso que nunca chegaria a completar.

Sobre bicicletanarua
Ciclista urbano paulistano residente em Florianópolis.

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