Formiga promove uma introdução ao cicloturismo


Foi disputada a palestra “Introdução ao Cicloturismo”, com Adriano Andrade Formiga. Com a experiência de 16 anos pedalando por locais invisíveis a quem está num automóvel, Formiga dá as suas dicas para quem quer começar nessa fascinante modalidade.

Quadro: prefira os de cromoly (cromo-molibdênio). Alumínio não dura mais que 20 anos, no máximo, para a prática de cicloturismo. Carbono também não é recomendado.

Bagageiro: o quadro deve possuir esferas para o encaixe do bagageiro atrás e à frente. Prefira os feito com nylon, alumínio e duralumínio. Os de plástico, endurecem e quebram no frio. erro enferruja. O cicloturista tem reservas quanto ao uso de bagageiros atrelados. Entre os contratempos, diz que você o puxa em vez de carregá-lo e que são mais pneus a terem chance de serem furados. Em geral, são usados em viagens mais longas, com duração de vários meses a anos.

Freio: você praticamente não o utiliza durante uma cicloviagem. Formiga considera que freio a disco é desnecessário, citando como contratempos a sua massa e a constância de sua manutenção.

Selim: prefira bancos mais largos com molas. Mulheres devem dar preferência a selim com gel e homens, aos modelos vazados. Modelos com os quais o ciclista está mais acostumado também podem ser boas opções. “Cada um sabe a bunda que tem”, diz.

Canote: alumínio.

Guidão: aquele com o qual você se sentir mais adequado. Bar end e guidão circular ajudam a variar posições das mãos, aliviando desconfortos. Guidão de mountain bikes costumam te projetar à frente da bicicleta.

Pedivela: quanto maior, melhor o rendimento.

Sapatilha: ajuda no pedalar, mas ocasiona problemas nas outras atividades envolvidas no cicloturismo, como trilhas e simples caminhadas. Ocasiona, ainda, o problema de se ter que levar um calçado a mais. Tênis e pedaleira são boas pedidas para essa questão.

Roupa: depende da viagem. No verão, ele chega a usar apenas duas bermudas e três camisetas. No inverno, já carregou 55kg, sendo autossuficiente num deserto, situação na qual conseguiu tomar apenas 4 banhos em 32 dias.

Barraca: recomenda a marca de Curitiba Manaslu, que, para 1 a 2 pessoas, tem apenas 2kg.

Fogareiro: MSR. Teste a aprenda a usá-lo antes de viajar.

Ferramentas: além das mais conhecidas, como kit remendo, chaves allen, leve raios extras, chave de raio, pedaços de corrente e extrator de corrente. Como kit de manutenção de corrente, coroa e cassete, querosene, óleo lubrificante e pincel. Passe o querosene com pincel para limpeza, retire com água e passe uma gota de óleo por elo.

Ciclocomputador: para iniciantes é muito legal e útil.

Pneu: varia conforme o tipo de piso de sua viagem. Em geral, Formiga usa um semi-slick 2,0 com banda protetora para evitar furos.

Além disso, ele recomenda sempre usar capacete, o mais vazados possível, óculos-de-sol, que protegem contra mosquito e luvas. Existem modelos de luvas mais aderentes para o frio.

“Quem quer ser cicloturista não pode ter pressa”. Para ele, o caminho, o meio é o que torna a atividade tão agradável.

Alimentação

O cicloturista acostuma-se com a alimentação durante a viagem. Para cerca de um mês, Adriano recomenda massa de miojo, que utiliza pouca água e pouco gás. Durante o dia, capuccino com água de manhã e bolachas e granolas durante a tarde. No deserto, sendo autossuficiente, levava consigo 11L de água.

Quando foi para o Atacama, que é um deserto alto e frio, tomava apenas cerca de 1L por dia. Próximo aos Andes, além de tudo, obteve bastante água de degelo.

Dependendo do local, leva consigo um purificador portátil e clor-in.

Carboidrato em gel pode ser usado como suplemento e sempre deve ser ingerido junto com água, para evitar náuseas e vômitos.

Segundo Formiga, cãibras refletem um estado de desidratação, indicando a falta de sódio e não de potássio. Banana ajuda, mas sozinha não evita a fadiga muscular.

Adversidades

Fã de estradas de chão, que costumam ter paisagens mais bonitas e menor movimento, Formiga evita pedalar a noite, por questão tanto de segurança quanto de aproveitar o visual da paisagem, peculiar a quem viaja de bicicleta. Em caso de adversidade climática, brinca: “Chuva!? Se eu não tenho local para me abrigar, toco o barco!”.

Ele reclama da dificuldade de encontrar, no país, roupa adequada ao cicloturista. Segundo ele, é extremamente mais fácil encontrar fora do Brasil roupas feitas com gore-tex, por exemplo, que alia conforto a proteção contra chuva, por exemplo.

Anúncios

Sobre bicicletanarua
Ciclista urbano paulistano residente em Florianópolis.

One Response to Formiga promove uma introdução ao cicloturismo

  1. Pingback: Oficina para Elas | Bicicleta na Rua

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: