Bicicletada Floripa de junho esta sexta

Esta sexta tem Bicicletada Floripa!

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Paixão pelas bicicletas antigas

A reportagem abaixo foi originalmente publicada no Jornal Notícias do Dia, edição de Florianópolis, no dia 18 de junho de 2012, no caderno Plural (pág.8). Veja em PDF: {contracapa} e {pág. 8}.


Bicicletas são a paixão de Hélio Becker

Palhoça. Peças em exposição no ViaCatarina. Foto: Marco Santiago / ND.

Perfil.

Amor incondicional pelas bikes

Paixão. Além da coleção de bicicletas antigas, Hélio Becker tem uma área onde coleciona toda sorte de objetos. Foto: Marco Santiago / ND.

FLORIANÓPOLIS – O galpão onde Hélio Becker trabalha e guarda suas ferramentas tem mais de 30 bicicletas, mas muitas outras estão espalhadas pelo terreno, protegidas ou ao ar livre, limpas ou tomadas pela ferrugem. Somadas às que ficam em exposição até o dia 24 no shopping ViaCatarina, em Palhoça, devidamente restauradas, são mais de cem as unidades que esse advogado de 52 anos garimpou para dar asas a um hobby que pode não ser barato, mas que lhe dá grande prazer.

Recuperar bicicletas e andar com elas pela avenida das Torres, no Real Park, em São José, só se compara, em sua rotina meticulosa de ourives de bikes sem uso, à busca de peças para dar sobrevida a esses veículos que, não raro, são abandonados em terrenos baldios ou ferros velhos. O começo foi com uma bicicleta ganha de um amigo que ele remontou para pedalar na região.

Becker tem um blog (http://bicicletasantigashb.com/), viaja, lê e usa a internet para trocar informações com outros colecionadores e comprar bikes inteiras ou em pedaços, sem se importar com a distância em que se encontra o objeto de sua curiosidade. Nessa peregrinação, já comprou bicicletas em Blumenau, São Paulo e no interior de Minas Gerais. Foi lá que encontrou uma Philips de 1910, verdadeira raridade, que faz companhia a uma Phoenix inglesa de 1968.

Nesse mètier, o advogado – ele é consultor jurídico na Assembleia Legislativa do Estado – se concentra na marca, no ano, na pintura, nos frisos, nos desenhos e adesivos das bicicletas que arrebanha. Uma vez recuperadas, eles ficam em sua casa ou vão para exposições. Entre as 25 que estão na fila da reforma, há modelos como Caloi, Monark, Oxford, Wanderer e a italiana Bianchi, uma das melhores do mundo.

Uma lição de vida

Habituado a levar mais de dois meses para recuperar cada unidade, Hélio Becker chega a encomendar peças no exterior para não deixar seus veículos de duas rodas sem chance de restauro. Foi o que aconteceu com um porta-corrente que veio da Itália, diretamente da Bianchi Milano, e vai ajudar a recompor uma bicicleta de 1930 adquirida em Blumenau. “Gosto de restaurar, ver o resultado”, diz. “Quanto mais difícil, mais interessante é”.

Ele explica a relação tão próxima com as bikes. “Elas nos dão uma lição: quando param, caem; se andam, adquirem equilíbrio; quando pedem força, estão subindo; quando não pedem, estão descendo. Assim é a nossa vida”.

No pedal desde a infância

Além do galpão e da casa onde mora, Hélio Becker tem uma área onde, além da churrasqueira para reunir família e amigos, guarda toda sorte de objetos. Ali podem ser vistos rádios a pilha, lampiões, velhos telefones e máquinas fotográficas, ferros de passar que eram alimentados com brasa, moedor de pimenta, uma antiga TV Philco, projetor de slides e operador de telégrafo. E mais, há um Fusca 1968 totalmente original, um Gurgel e um antigo Ford coberto com lona.

Voltando ao compartimento das ferramentas, pode-se ver pneus de 80 anos em bom estado, guidões, aros, pedais, porta-correntes, quadros, para-lamas e até um farol português da década de 1910 que iluminava o caminho a partir de uma vela de cera. Acostumado a andar de bicicleta desde a infância, em Santo Amaro da Imperatriz, Becker também curte a admiração dos outros pelo seu trabalho. “No shopping, como elas parecem ter acabado de sair da loja, as pessoas ficam horas olhando a exposição”, afirma.

Paulo Clóvis Schmitz

Veja também:

Exposição “Caloi 110 Anos” na Vila Olímpia – impressão das bicicletas expostas da centenária fabricante, em 2010.

Bicicletas antigas em exposição em São Paulo – impressão da exposição “A História da Bicicleta – Um Passeio por 10 Modelos Clássicos”, em 2009.

Moradores querem ciclovia na Caieira da Barra do Sul

Em reunião realizada no último dia 24 de maio, no Salão Paroquial anexo à Igreja Bom Jesus dos Pescadores, na Tapera da Barra do Sul, extremo sul da Ilha de Santa Catarina, em Florianópolis, os moradores foram unânimes em apontar a ciclovia como opção ideal para ser implementada junto à revitalização que começa a ser projetada para o local.

O projeto de “Reordenamento do Sistema Viário da Caieira da Barra do Sul”, feito pelo Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis (IPUF) em parceria com a comunidade, foi apresentado pelos arquitetos Joel Pacheco e Vera Lúcia Gonçalves da Silva e pelo estagiário Leandro Pieper Nunes.

Vera Lúcia fez um histórico da região e apresentou para as três dezenas de pessoas presentes as opções viáveis tecnicamente, dentre as quais pseudociclofaixa, passeio compartilhado, ciclofaixa unidirecional em ambos os lados da via e ciclovia bidirecional voltada para o morro, bem como as vantagens e desvantagens de cada uma delas.

Vera Lúcia faz uma comparação das opções possíveis para os ciclistas.

A proposta de revitalização abrange cerca de 4km da Rodovia Baldicero Filomeno, entre as localidades de Caieira da Barra do Sul e Tapera da Barra do Sul. O local não apresenta condições seguras para pedalar ou caminhar. O projeto também contempla passeios e iluminação, além de mobiliário urbano.

– Acho que está bem claro que ciclovia é o que a comunidade quer. Mas precisamos amadurecer a ideia – pondera a moradora Adenides Lopes.

Já Kátia Vieira vai além:

– Ciclovia da Lupércio [Escola Desdobrada Lupércio Belarmino da Silva] à Caieira eu já acho pouco! Desde que asfaltaram a região eu já vi muita gente chegando [para morar] e mais: muita bicicleta, um aumento muito grande do número de ciclistas e cicloturistas. Muita gente pedalando.

Caso todo o trecho passe a ter ciclovia, 224 propriedades precisariam de pequena adaptações, a maioria pequenos recuos de muros, que poderiam ser trocados por índices construtivos.

Moradores discutem revitalização da Caieira da Barra do Sul.

Histórico

Insatisfeitos com a insegurança no trânsito gerada após o asfaltamento da região, que permitiu excessos de velocidades tanto dos automóveis quanto dos ônibus, os moradores organizaram um abaixo-assinado.

A partir dele, houve o envolvimento do vereador Celso Sandrini (PMDB), que se mobilizou junto ao IPUF para pensar as melhorias na região. Essa foi a terceira reunião na comunidade. As primeiras ocorreram em 20 de dezembro e em 28 de fevereiro.

A próxima reunião aberta será nesta quarta-feira, 13 de junho, às 20h, no Salão Paroquial da Tapera da Barra do Sul.

Fabiano Faga Pacheco

Atualização em 13 de junho de 2012, às 13h16min: a reunião foi procrastinada, ainda sem data definida.

Veja também:

Moradores vão atrás de calçada e ciclovia para o sul de Florianópolis

Bike Anjos estarão na UFSC para ensinar quem quer aprender a pedalar

Este domingo, ciclistas voluntários do projeto Bike Anjo Floripa estarão na Praça da Cidadania, na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), na Trindade, para ensinar qualquer pessoa a pedalar. Os ciclistas estarão a partir das 14h na Concha Acústica. Para participar, basta levar a sua bicicleta e a vontade em aprender um movimento que – dizem – ninguém mais esquece.

Pessoas de qualquer idade podem comparecer ao local. Não é necessário fazer inscrição prévia.

A oficina é gratuita.

Após três meses de assinatura das obras, Bicicletada cobra ciclovia na Lagoa da Conceição

Este sábado os moradores da Lagoa da Conceição farão mais um protesto cobrando a ciclovia na R. Ver. Osni Ortiga, no Porto da Lagoa. Desde 2009 os moradores da região realizam Bicicletada na região.

A pedalada deste sábado é aberta a pessoas de todas as idades e sairá da Praça Bento Silvério, no centrinho da Lagoa, às 15h30.

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Arte: Mauricio Costa

Veja abaixo o release:

3ª BICICLETADA DA LAGOA (Junho)

Exigindo a chegada da CICLOVIA DA OSNI EM 2012

O prefeito da cidade assinou a obra em MARÇO.

Após as duas primeiras edições da BICICLETADA DA LAGOA, os jornais de bairro estamparam matérias e artigos sobre o tema, dizendo, inclusive, que este ou aquele político conseguiram as verbas etc.

A RBS, apesar dos contatos com colunistas e repórteres, ainda não fez uma cobertura jornalística com seus veículos sobre o assunto. Onde está o apoio do Projeto da RBS “Floripa te Quero Bem”?

As Verbas Federal, Estadual e Municipal e a Licença Ambiental foram realmente LIBERADAS.

Entretanto, com as eleições de outubro chegando, o prazo para começarem as obras antes das eleições está terminando. Queremos ver a ciclovia sair do papel!!!

Você não se cansa de ver a LAGOA DA CONCEIÇÃO suja, o bairro ameaçado pela ESPECULAÇÃO imobiliária, o TRÂNSITO crescente e um URBANISMO sem planejamento?

Você, que pedala, corre, caminha na OSNI ORTIGA, não acha absolutamente inacreditável como se demora 10 anos pra fazer uma obra simples e necessária como uma CICLOVIA NA LAGOA?

E o que VOCÊ FAZ por sua Lagoa da Conceição? Vai se fechar nas GRADES do condomínio e ficar reclamando o resto da vida? Que bairro vamos deixar para os nossos filhos?

Vamos para a AÇÃO, a Lagoa é de quem mora aqui e temos que colaborar pelo seu FUTURO.

Democracia não acaba no voto, se constrói nas ruas, cobrando as autoridades com todas a ferramentas que temos em tempos de internet, redes sociais etc.

*******CICLOVIA DA OSNI ORTIGA EM 2012******

Promovido por:
Bicicletada Floripa
https://www.facebook.com/groups/bicicletada.floripa/

Floripa Quer Mais
https://www.facebook.com/FloripaQuerMais

Movimento Ciclovia na Lagoa Já
http://movimentociclovianalagoaja.blogspot.com/

Ampola – Associação dos Moradores do Porto da Lagoa
http://ampolanarede.blogspot.com/

Caminhos do Sertão
http://www.caminhosdosertao.com.br/

Projeto Musicália Brasuca
https://www.facebook.com/brasucalia

ViaCicloAssociação dos Ciclousuários da Grande Florianópolis
http://www.viaciclo.org.br

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Vamos PEDALAR calmamente celebrando (e cobrando):

– A LIBERDADE de um passeio de bicicleta…
– A ALEGRIA de ver as famílias passeando com segurança nesta praça pública em forma de ciclovia!
– A BELEZA de uma vida comunitária sem muros, ao ar livre.
– A NATUREZA, a SAÚDE, O AMOR a VIDA e o futuro SUSTENTÁVEL de nossa bela LAGOA DA CONCEIÇÃO 🙂

Porque uma CICLOVIA BEM FEITA é uma PRAÇA PÚBLICA em forma de CORREDOR.

Quatro centos

Esta é a quadricentésima postagem neste blogue.

Nestes três anos e oito meses foram quase 150 mil visitas, um terço delas apenas neste ano. Em março deste ano, houve 14.616 páginas visitadas, um número que esteve bem acima de qualquer expectativa quando, há quatro anos, pensou-se em criar um blogue voltado ao ciclismo urbano, com ênfase em Santa Catarina. O Estado estava carente por notícias e, em meio a congestionamentos cada vez mais pavorosos, a bicicleta estava sendo resgatada como meio de transporte por cada vez mais usuários.

Os tempos mudaram. O trânsito piorou. Chegou a três dezenas de quilômetros em um dia normal. A forma de encarar a bicicleta também se modificou. Infelizmente, nem tanto para os gestores públicos. Se, em pesquisa envolvendo os maiores periódicos de Florianópolis, em 2008 quase não se falava sobre bicicleta, hoje ela é onipresente. Não restam mais dúvidas: ela é parte fundamental da mobilidade urbana e, junto com a caminhada, o transporte público e o reordenamento territorial, a solução para engarrafamentos.

Em 2008, apenas três candidatos a prefeitos falaram sobre bicicleta. Se, por um lado, o atual gestor não cumpriu nenhuma das promessas feitas no último dia das propagandas televisivas, para as eleições deste ano existem até programas voltados exclusivamente à integração da bicicleta com segurança no trânsito.

Hoje, a bicicleta é uma das bolas da vez. Em 2008, entretanto, a Bicicletada Floripa havia acabado de ser retomada. Atualmente, alegra as ruas às últimas sextas-feiras do mês. Novos grupos de pedaladas surgiram. E a pressão para melhorias cicloviárias agigantou-se.

Como veículo de comunicação, foi emocionante acompanhar e participar ativamente de todo esse crescimento. É, entretanto, de certa forma frustante não ter podido falar tudo, nem metade sequer, do que gostaríamos. Tanto por falta de ações concretas como pela falta de oportunidades e tempo para tocar este blogue como ele mereceria.

Apoio de fora

O Bicicleta na Rua, se por um lado tem leitores importantes e conhecidos nos meios políticos, jornalisticos e sociais de Santa Catarina, tem-nos também no resto do país. Pode-se dizer, sem medo de errar, que este blogue é um dos serviços de comunicação pelo qual o Brasil sabe sobre o que ocorre no meio cicloativista catarinense. Isso coloca-nos diante de uma pressão sadia em prestar as informações verídicas, fugindo do oficialesco e do apelativo, quando isso se fizer necessário.

Há constantes manifestações externas de desaprovação pela forma que a bicicleta é tratada no Estado, o que é, de certa forma, um alento para um lugar que vive do turismo, mesmo Santa Catarina tendo quatro roteiros cicloturísticos implementados ou em implementação e mais alguns em estudo. A omissão governamental em inserir a bicicleta nas rodovias e nas ruas das cidades tarda em esvair-se, mas é atentamente observada. Iniciativas legais, como as bicicletas públicas, também são acompanhadas no Brasil e no exterior. Por sinal, uma das concorrentes da licitação do serviço na capital soube do edital por aqui. Independente do vencedor, o atual processo licitatório já é mais uma vitória. Em 2009, conversas iniciais não prosperaram. A transparência com que está sendo conduzido o Floribike é mais um dos trunfos do Bicicleta na Rua, que expôs políticos que atrapalharam a licitação, mas tentaram acoplar sua imagem ao serviço, e foi o único veículo a divulgar as empresas concorrentes.

Pelo Brasil, vale a pena salientar também as coberturas da Bicicletada Interplanetária 2008, em São Paulo, do Bicicultura 2010, em Sorocaba, e do Fórum Mundial da Bicicleta, este ano, em Porto Alegre, bastante elogiadas. Além disso, foi com bastante orgulho perceber que, além de matérias em sites e revistas, passamos a ser citados em pesquisas acadêmicas.

Integração à cidade

Além de noticiar e divulgar informações sobre a mobilidade urbana por bicicleta, o Bicicleta na Rua está presente em várias facetas da cidade. Foi daqui que partiu o estudo que resultou na instalação de bicicletários em quatro terminais de integração de ônibus. Foi daqui que partiram críticas para pequenas melhorias pontuais em alguns locais da cidade. Estamos acompanhando a elaboração do Plano Diretor Participativo de Florianópolis, as demandas que surgem à Comissão Municipal de Mobilidade Urbana por Bicicleta (Pró-Bici) e ao enfraquecido Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis (IPUF), que, mesmo com os técnicos desmotivados pela politicagem local, que sequer responde aos anseios dos ciclistas, elaborou alguns dos projetos urbanísticos vencedores de prêmios internacionais. Em breve, iremos também acompanhar os projetos que chegam à Secretaria Municipal de Transportes, Mobilidade e Terminais e à Secretaria Estadual de Infraestrutura.

Ajudamos na elaboração e execução de pesquisas, além de coordenar nos últimos dois anos o Desafio Intermodal em Florianópolis.

Através das diversas redes sociais, fazemos com que as reclamações os ciclistas cheguem aos órgãos certos.

Infelizmente, isso demanda tempo e, ultimamente, um tempo maior que a nossa estrutura detém, dificultando o repasse de informações por este blogue.

Novidades

Ainda assim, teremos modificações nos próximos meses.

Esteticamente, em breve colocaremos um novo logo, que já tem sido observado nos conteúdos especiais referentes a Santa Catarina. Ele será provisório, mas dá a dimensão de como o blogue tem se firmado.

Novos conteúdos e uma retomada de matérias e informações será feita a partir do segundo semestre deste ano.

A cobertura das eleições também deve surpreender e estaremos junto com a ViaCiclo e a Bicicletada Floripa para ajudar o eleitor catarinense a votar no seu candidato.

Como já deu para perceber, nem todas as modificações previstas no Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa serão seguidas. Desde 2009 os textos se adaptaram a ele no que se refere a hifenização, aglutinação e justaposição para a formação de palavras, mas estamos ainda em desacordo com a mudança em alguns sinais gráficos. Para estes casos, apenas a reprodução de conteúdo externo e as reportagens especiais seguirão o Novo Acordo em sua totalidade.

O apoio de vocês, leitores, foi fundamental e dá-nos esperança de que novos tempos virão. No que depender de nós, o futuro virá ainda mais cedo.

Muito obrigado!

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