(Vídeo) Perigosos Ciclistas

Esses ciclistas da Al Caloi… sempre tentando deixar os motoristas feridos. Sem sucesso.

Sátira do Rafaelito Barbacena.

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(Vídeo) Bicicleta é fio condutor de propostas econômicas no Equador

(Vídeo) Curta-metragem da Exposição “Por mi ciudad en bici”

(Vídeo) Floripa à Psy

(Mobilidade nas Cidades) Caminhar e pedalar salvam vidas

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O médico da UNIMED e pesquisador da UDESC Tales de Carvalho fez uma compilação de diversos estudos dos últimos anos para fazer um paralelo entre a saúde e a mobilidade urbana. E foi categórico:

– Ser regularmente ativo salva vidas!

Para ele, formas de mobilidade que incluam o caminhar e o pedalar devem ser incentivadas. E mesmo quem usa o transporte coletivo não fica de fora dos benefícios. Afinal, quem pega o ônibus também acaba tendo que caminhar.

E não precisa ser adepto da academia ou ter boa forma física: um estudo de 2001 detectou que 40min diários eram suficientes para reduzir em 31% a mortalidade de cardiopatas. Além disso, outro estudo detectou que, a partir de 50min/dia de atividade física, ocorre regressão de lesóes coronarianas em pacientes aterioscleróticos.

Os benefícios à saúde pública ficam evidentes. A cada US$ 5.000,00 gastos em programas de reabilitação cardíaca (prevenção) economiza-se US$126.000,00 em cirurgia de angioplastia, por exemplo. Sem contar os benefícios físicos e emocionais gerados pela primeira frente ao quadro de recuperação lenta da operação invasiva.

Tales também mostrou outro estudo, de 2002, que compara os benefícios da atividade física entre pessoas cardíacas e não-cardíacas. Em ambos os grupos, quanto mais ativas fossem as pessoas, menor o risco de morte, tanto para cardíacos quanto para pessoas normais. Inclusive, o estudo demonstrou que o risco de morte é maior para pessoas não-cardíacas sedentárias do que para cardíacos ativos.

Sobre o Floribike, sistema de aluguel de bicicletas que está em licitação em Florianópolis, o médico vê como uma oportuniade excelente de gerar impactos positivos na saúde física e mental dos moradores, além de contribuir para a redução dos poluentes no ar.

Tales de Carvalho falou dos benefícios da inserção da atividade física intrínseca aos deslocamentos. Foto: Fabricio Sousa.

Tales de Carvalho falou dos benefícios da inserção da atividade física intrínseca aos deslocamentos. Foto: Fabricio Sousa.

Saiba mais:

(Mobilidade nas Cidades) Íntegra da palestra de Gil Peñalosa

(Mobilidade nas Cidades) “As pessoas devem usar o transporte público pelos seus benefícios”

(Mobilidade nas Cidades) O foco da mobilidade não é a fluidez

(Mobilidade nas Cidades) “Precisamos parar de falar e começar a agir”, diz Gil Peñalosa

(Mobilidade nas Cidades) Vídeos sobre o Fórum Internacional

(Mobilidade nas Cidades) Abertura do terceiro Fórum Internacional sobre Mobilidade Urbana

Começa amanhã o 3º Fórum Internacional sobre Mobilidade Urbana

(Mobilidade nas Cidades) Íntegra da palestra de Gil Peñalosa

Confira abaixo, praticamente na íntegra, a palestra que Guillermo Peñalosa proferiu durante o 3º Fórum Internacional sobre Mobilidade Urbana, no dia 3 de abril, em Florianópolis.

Ideal para políticos, gestores e quem não pôde conferir de perto a brilhante explanação do colombiano.

Colaborou Bruno Negri

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O transporte coletivo também foi tema de debates durante o 3º Fórum Internacional sobre Mobilidade Urbana, realizado nos dias 3 e 4 de abril em Florianópolis.

Laurindo Junqueira, ao lançar a pergunta “Qual a cidade que queremos?”, mostrou diversas formas de se utilizar o território urbano, dependendo do modelo de urbe que se deseja ter. Queremos uma cidade de passagem, em que altos fluxos de velocidade dividem a cidade ao meio, permitindo o escoamento de mercadorias, ou queremos uma cidade-estar, em que as relações ocorrem dentro do espaço urbano, com Zonas 30 e locais de baixa velocidade?

Para a primeira opção, rodovias agressivas teriam que conviver com corredores de ônibus ou outro sistema de transporte coletivo. Para a segunda, o transporte coletivo de maior velocidade ocorreria nos entornos dos espaços de convivência, com integração importante com o transporte cicloviário.

Elencando os prós e contras de cada modelo, tendo como base o passado e o presente do município de São Paulo, Junqueira disse que o custo de um sistema de transporte coletivo que opere a 10km/h é o dobro de um cuja velocidade média seja de 30km/h, sendo importante a implantação de um corredor exclusivo para melhorar a eficácia financeira do transporte. Entretanto, outros fatores devem ser considerados para se tomar a melhor decisão técnica. Um dos motivos é que, com o aumento da velocidade dos ônibus nos corredores, sobe também o número de acidentes, em especial com ciclistas e pedestres.

Além disso, a implantação de corredores de ônibus cobre a demanda por um período de 10 a 15 anos, em média. Em São Paulo, os últimos corredores duraram apenas 4 anos até a lotação. Já o metrô supre a demanda por até 50 anos, segundo Junqueira.

Laurindo Junqueira questiona qual o tipo de cidades em que nós queremos viver. Foto: Fabiano Faga Pacheco.

Laurindo Junqueira questiona qual o tipo de cidades em que nós queremos viver. Foto: Fabiano Faga Pacheco.

Estudando a ampliação do metrô de Beijing às vésperas dos Jogos Olímpicos de 2008, a urbanista Yumi Yamawaki, da seccional paranaense da Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura (AsBEA-PR), esclarece que deve-se prestar mais atenção com as estações onde há maior embarque e desembarque de pessoas, que nem sempre são aquelas onde há maior fluxo de pessoas, que geralmente são as estações de passagem ou de baldeação. São nas estações de embarque e desembarque onde deve haver melhores formas de integração com outros modais de transporte.

Já Ricardo Fonseca, da AsBEA-SC, cita Gustavo Restrepo para resumir:

– Muito se fala em números, mas pouco em cidadãos. As pessoas devem usar o transporte público pelos seus benefícios, e não pela falta de opção ou por necessidade.

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Artigo: Pensar, enquanto tempo há

O texto abaixo foi publicado na edição impressa do Jornal Notícias do Dia, edição de Florianópolis, em 11 de abril de 2013. Você também pode ler a matéria no site do ND aqui.

Notícias do Dia - logo v2

Artigo

Planejarás a tua urbe, enquanto é tempo

Silvio LuzardoAdministrar a cidade no nosso intrincado enredo urbanístico apresenta ao prefeito Cesar Souza Júnior, de Florianópolis, um nó que exige flexibilidade, coragem e decisão atemporal. Difere em envergadura do engenheiro Carlos Sampaio, prefeito do Distrito Federal no Rio de Janeiro, em 1920. O presidente Epitácio Pessoa determinou que preparasse a cidade para os festejos do primeiro centenário de independência do Brasil. E Sampaio enfrentou uma pressão do tamanho do que resolveu atacar: a demolição do morro Castelo! Alegava que o morro, apesar de “histórico” (onde Mem de Sá instalou o governo, em 1567), atrapalhava a ventilação da cidade, a circulação e a implantação de sistema de saneamento. A obra possibilitou inúmeros avanços posteriores e foi um marco na modernização da Cidade Maravilhosa.

Ao suspender os alvarás, o prefeito mexeu em vespeiro da dimensão do morro Castelo. Florianópolis é a jóia da coroa na construção civil. Empreendedores têm pressa e alegam que sustentam parte da economia de mão-de-obra não só do município como da região metropolitana. Entretanto, o administrador público deve ter um olhar precavido e não condescendente. Deve administrar com a vista alongada, por no mínimo 30 anos. Eis a diferença onde residem os enormes conflitos de interesses. Por isso, a prefeitura deve agir rápido para sanar as irregularidades e disciplinar, de uma vez por todas, um Plano Diretor Integrado. Se isso não ocorrer, Florianópolis pode se transformar de Ilha da Magia em Presídio Urbano.

Entretanto, não é só a iniciativa privada que se vale das “lacunas” da legislação ultrapassada. Obras públicas mal planejadas, com uma visão estreita e oportunista, ilustram a cidade, de um lado. No outro, a absoluta falta de controle e fiscalização sobre moradias em nossos morros. Há imperiosa necessidade de um planejamento prospectivo e estratégico, que antecipe o futuro e amarre o controle. As obras devem ocorrer estruturadas nessa cosmovisão urbana: qual o cenário provável para 2025?

Tão logo inaugurado o túnel Antonieta de Barros, fui conhecê-lo. Impossível atravessá-lo. Só existem corredores estreitos destinados à segurança (eventual evacuação). O projeto não considerou a mobilidade de pedestres e ciclistas (embora acredite que se possa reverter essa situação). Mais recente, o elevado do Itacorubi poderia também ter acesso aos pedestres e ciclistas. Havia espaço para isso, até porque o elevado começa em duas vias e, pasmem, termina numa só, numa curva! E a “solução” da SC-405, no Rio Tavares? O problema foi resolvido num trecho e “arrebentou” mais adiante. Será que uma rótula improvisada não resolveria o caso, até que se faça um entroncamento – um elevado – com a rodovia Dr. Antonio Gonzaga. Mas persevera minha preocupação: será também um elevado só para veículos automotores?

Por Silvio Luzardo*

* Silvio Luzardo é professor

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Fernanda Lago: Florianópolis tem que deixar de ser “carro-dependente”

O deslocamento das pessoas

A mobilidade na Ilha

A mobilidade e as cidades

Secretário diz que rodovia em Florianópolis terá CICLOFAIXA

A rodovia SC-403, que liga o bairro dos Ingleses até a SC-401 em Canasvieiras está próxima de ser duplicada. Vai ganhar duas faixas de rolamento para cada sentido, além de novos acostamentos e pistas laterais. A surpresa ficou por conta da divulgação de que o local ganhará ciclofaixas, em vez de ciclovias.

Não se tem dúvida de que o secretário de Estado de Infraestrutura de Santa Catarina, Valdir Cobalchini (PMDB), tem tirado do papel obras viárias (em especial rodoviárias) importantes para o fluxo de mercadorias e pessoas. Entretanto, o acabamento geral dessas obras, em especial as que cruzam o perímetro urbano, tem deixado muito a desejar.

Em Florianópolis, duas obras são exemplos. A SC-401 foi duplicada, mas ao lado de onde os carros trafegam a 80km/h, os ciclistas contam com uma ciclofaixa que, em alguns trechos, chega a apenas 80cm e sem cuidado algum nos cruzamentos. Embora o presidente do Departamento Estadual de Infraestrutura (DEINFRA) Paulo Meller tenha defendido a ciclofaixa como solução técnica, ela foi rechaçada por diversos técnicos de Florianópolis, do Brasil e até do mundo, envergonhando os catarinenses – mais pelas declarações do que pela obra em si, que também é lastimável.

Por outro lado, a SC-405, no Rio Tavares, que deveria ter ciclovia, foi ampliada, sendo que a nova pista sequer foi destinada à exclusividade do transporte coletivo. Previstas como obras fundamentais para acabar com os congestionamentos, ambas obras apenas jogaram o gargalo do trânsito poucos quilômetros à frente. Prova disso é que, logo no primeiro dia de semana, a SC-405 parou novamente. Hoje, os veículos ficam presos em duas faixas de rolamento, em vez de uma. E não será o elevado do Rio Tavares que vai adiantar.

Em janeiro de 2012, em reunião com ciclistas, junto ao secretário adjunto Paulo França, foram exibidas as normas técnicas consideradas adequadas pelos padrões nacionais (e internacionais) de pistas cicláveis dependendo do tipo de via. Além disso, tanto a Associação dos Ciclousuários da Grande Florianópolis (ViaCiclo) quanto a Comissão Municipal de Mobilidade Urbana por Bicicleta (Pró-Bici) dispuseram-se a ajudar nos projetos rodoviários que cortassem o município de Florianópolis.

Até hoje, não saiu a pista ciclável da SC-405, embora o projeto tenha sido feito de forma a implantar algo seguro às crianças das escolas da região num prazo de até seis meses. Quase um ano e meio depois, nada. Agora, novamente a parte técnica está sendo colocada de lado nos Ingleses. E mesmo os projetos solicitados pelos ciclistas, com a finalidade de auxílio, não foram mostrados.

No local, as faixas terão de 3,5m a 4m. Nas pistas para carros, claro. Com essas medidas, mesmo a velocidade máxima sendo de 80km/h, os veículos podem transitar a 120km/h. É uma solução de engenharia para possibilitar isso. Já para os ciclistas, que pedem 2,8m de ciclovias  em ambos os lados, que é a solução técnica propagada pelo Ministério das Cidades, não haverá isso. As ciclovias dos Ingleses não terão continuidade na SC-403. Num lugar onde poderia haver até arborização, optou-se por se fazer ciclofaixa. Na SC-401 foram 2 mortes de ciclistas somente ano passado e somente onde foi feita ciclofaixa. Pergunto-se: será que o governo de Santa Catarina espera que o aumento no número de mortes de ciclistas extenda-se às planícies da Vargem Grande e Ingleses do Rio Vermelho?

Confira abaixo a declaração de Valdir Cobalchini em seu Facebook:

ATENÇÃO:
O lançamento do edital para duplicação da SC 403, previsto para acontecer amanhã às 15 hs na rodovia será às 16 hs no gabinete do Governador Raimundo Colombo.

A duplicação da rodovia SC 403 terá 5,2 quilômetros de extensão, com um orçamento previsto de R$ 36.259.332,08, dos quais R$ 28 milhões serão do Governo, através do Ministério do Turismo. O trecho terá três elevados, sendo um na Vargem Grande, outro na Vargem do Bom Jesus e o terceiro para acesso a Cachoeira do Bom Jesus. Toda a via terá duas faixas de tráfego, dividas por uma mureta de concreto, e ainda 3,2 mil metros de vias laterais para atender o trânsito local.

O projeto ainda prevê duas passagem subterrâneas, sendo uma em frente a escola básica Luiz Cândido da Luz, eliminando o radar existente no local. E outra, será construída na Vila União. A nova SC 403 terá ainda dez paradas de ônibus e uma espera central para retorno, além de ciclofaixa para pedestres e ciclistas. A previsão de conclusão da obra é em 15 meses.

Vale a pena relembrar duas inserções publicadas aqui no Bicicleta na Rua:

“Nenhum ciclista até hoje obteve acesso aos projetos de pistas cicláveis na Transavaiana nem da SC-403. E os temores se justificam: basta olhar a ineficiência técnica da ciclofaixa da SC-401. E o aumento dos acidentes com ciclistas e pedestres na SC-405, no Rio Tavares. Nenhum acesso, nenhuma conversa, sequer passou por consulta da Associação dos Ciclousuários da Grande Florianópolis (ViaCiclo) ou mesmo pela coordenação de projetos cicloviários da prefeitura de Florianópolis.

Temem os ciclistas que virem a trafegar por essas rodovias, inseridas dentro da urbe.” [Um ano e nada mudou]

Isso é uma ciclovia

Saiba mais:

Ciclofaixa na SC-401: Deinfra diz que está dentro das normas. Ciclistas protestam.

Charge – Pedalando com segurança na SC-401

(Vídeo) Pedestres têm dificuldade no Rio Tavares 

(Mobilidade nas Cidades) O foco da mobilidade não é a fluidez

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Emilio Merino comentou sobre as políticas nacionais de mobilidade urbana no primeiro dia do 3º Fórum Internacional sobre Mobilidade Urbana, realizado em Florianópolis no período de 3 e 4 de abril.

Fazendo um paralelo com o histórico brasileiro, Emilio foi taxativo quanto aos cuidados que devemos ter com projetos que envolvam as Parcerias Público-Privadas (PPPs). Citou o caso do sistema de transporte coletivo de massa de Porto Alegre, em que as empresas iriam ser responsáveis por 90% das obras e da operação, mas que não deu certo. Afirma que a proporção ideal das PPPs para obras de transportes fica próxima de 60% para o setor privado e 40% para o setor público.

Ele cita como principais antecedentes da Política Nacional de Mobilidade Urbana (PNMU) a criação do Grupo de Estudos para a Integração da Política de Transportes (GEIPOT) e da Empresa Brasileira dos Transportes Urbanos (EBTU) nos anos 1970s como embrião do que viria a ser o marco para o transporte nas cidades. Foi nessa época que começaram a aparecer os primeiros BRTs (Bus Rapid Transit) e os primeiros corredores de ônibus.

Crítico do baixo investimento em infraestrutura no Brasil, de apenas 2,03% do PIB, Merino afirmou que, desde janeiro de 2012, o foco que se deve dar no trânsito foi modificado, com a sanção da Lei Federal nº 12.587, que institui a Política Nacional de Mobilidade Urbana. Segundo ele, no planejamento tradicional de transporte, o foco é a fluidez. Agora, no planejamento da mobilidade urbana, o foco são as pessoas, o transporte não-motorizado, o transporte coletivo e a democracia participativa.

Para o futuro, Merino afirmou que já corre no Legislativo a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que assegura aos cidadãos o direito inalienável à mobilidade urbana, que é muito mais profundo do que simplesmente o direito de ir e vir. Saiba mais aqui.

Emilio Merino afirmou que o foco da mobilidade urbana não é a fluidez. Foto: Fabiano Faga Pacheco.

Emilio Merino afirmou que o foco da mobilidade urbana não é a fluidez. Foto: Fabiano Faga Pacheco.

 

Saiba mais:

(Mobilidade nas Cidades) “Precisamos parar de falar e começar a agir”, diz Gil Peñalosa

(Mobilidade nas Cidades) Vídeos sobre o Fórum Internacional

(Mobilidade nas Cidades) Abertura do terceiro Fórum Internacional sobre Mobilidade Urbana

Começa amanhã o 3º Fórum Internacional sobre Mobilidade Urbana

(Mobilidade nas Cidades) “Precisamos parar de falar e começar a agir”, diz Gil Peñalosa

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Guillermo Peñalosa criticou a inação de governantes perante os problemas de seu povo.

A palestra de Gil Peñalosa no Fórum Internacional sobre Mobilidade Urbana, proferida na manhã do dia 3 de abril, foi saudada de pé por parte do público que ocupava o auditório do Hotel Majestic, em Florianópolis.

Enfático, o ex-secretário de Parques, Esportes e Recreação da cidade de Bogotá, ao mesmo tempo em que mostrava as mudanças proporcionadas na capital colombiana – e em outras cidades do mundo -, cobrava dos políticos a busca por uma melhor gestão dos recursos públicos.

– Os cidadãos nos pagam para fazer, não para arranjar desculpas de por que não foi feito – disse.

Sobre a mobilidade urbana, Gil comentou que nos últimos anos temos pensado as cidades para os carros.

– Se estimulamos o uso do carro, veremos carros. Se estimulamos o caminhar, veremos pedestres. Se propiciamos o pedalar, ciclistas é o que observaremos.

Ele comentou as iniciativas de sua gestão, como as ciclovias de domingo. Para ele, iniciativas como essas são importantes, pois faz com que as pessoas percebam que determinados lugares não são tão distantes quanto se pensara, e que se pode chegar a eles de bicicleta ou caminhando.

Além disso, houve a criação de 280km de ciclovias permanentes em 3 anos. Com isso, a participação das bicicletas no número total de viagens saltou de 0,5% para 5%.

Estímulo ao caminhar e ao pedalar

Em um dos pontos mais curiosos da palestra, fazendo uma ligação com a palestra de Gustavo Restrepo duranto o I Seminário da Cidade de Florianópolis, Peñalosa afirmou que com US$ 90 milhões investidos em ciclovias fez mais pessoas se locomoverem em Bogotá do que com os US$ 2 bilhões investidos no transporte coletivo de Medellín, apresentado por Restrepo.

De acordo com ele, num país onde 40.610 pessoas morrem por ano em acidentes de trânsito é absolutamente essencial investir em calçadas e ciclovias, pois o caminhar e o pedalar são a única forma de mobilidade individual para:

70% das pessoas do mundo,
todos os jovens e crianças.

Mas ele alerta que apenas pintar uma linha branca no asfalto e dizer que aquilo é uma pista ciclável não adianta: os carros ocupam o local. Tem que ter algum tipo de separação física.

Peñalosa defende que o governo subsidie o uso do espaço público com a finalidade de trazer as pessoas para as ruas. Cita como exemplo a baixa de impostos para estabelecimentos como floriculturas e bancas de jornais, desde que estes se comprometam a ficar abertos durante períodos não comuns nos meios comerciais.

Com medidas como essas, ele conseguiu com que mais pessoas caminhassem e aproveitassem os espaços culturais da cidade. Num lugar onde antes o índice de roubos era elevado, afugentando os moradores, um estabelecimento induzido a funcionar durante todo o final de semana, iluminando a região, possibilitou que, mesmo à meia-noite, os cidadãos não mais temessem e pudessem ser vistos caminhando.

Para Gil Peñalosa, devemos estimular o caminhar e o pedalar. Foto: Fabricio Sousa.

Para Gil Peñalosa, devemos estimular o caminhar e o pedalar. Foto: Fabricio Sousa.

Gestão pública

Gil Peñalosa listou 5 coisas fundamentais para que não apenas se debata sobre mobilidade, mas que também se comece a agir para tornar o desejável possível.

Em primeiro lugar, é necessário ter sentido de urgência. Vivemos uma situação de saúde caracterizada pela crise da obesidade, com todos os problemas a ela relacionados. Além disso, a população continua crescendo, bem como a expectativa de vida. Como lidaremos hoje com os problemas que estarão refletidos amanhã na saúde da população?

Além disso, de acordo com Peñalosa, com o êxito econômico uma coisa piora: a mobilidade, “desde que ela esteja baseada no automóvel privado”.

Em segundo lugar, é vital o compromisso político. Deve-se, para isso, criar um pacto e pensar em ruas para se construir comunidades, não segregá-las.

Por fim, três condições são básicas para que esse pacto social dê certo. A liderança é uma delas. É necessário que se tome a dianteira e vá atrás das condições.

Os realizadores no setor público, servidores, técnicos e funcionários, são essenciais. Eles que estarão por trás das ações públicas, independente dos governantes. São elos para a continuidade dos bons processos entre gestões diferentes.

Por fim, a participação cidadã é intrínseca ao processo. Sem o respaldo dos moradores, nenhuma obra se estruturaliza permanentemente, nenhum planejamento urbano de longo prazo se solidifica.

Florianópolis surda

O sentido de urgência ainda não parece ter chegado a parte do cerne da administração municipal de Florianópolis.

Mesmo com a representante do Ministério das Cidades dando bronca pelos poucos projetos catarinense inscritos no Programa de Aceleração do Crescimento – Pavimentação e Qualificação de Vias Urbanas (PAC 3) em palestra no dia 4 de abril, Florianópolis deixou de enviar, no dia seguinte, o projeto da rede cicloviária do Centro para receber recursos da União, num total de R$ 3.624.883,16.

A assessoria jurídica, ao tomar ciência do fato, cadastrou internamente o projeto para, quando houver programas do governo federal, poder viabilizar fundos para a rede cicloviária do Centro. A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano também irá tomar ação semelhante. As outras formas de disponibizar recursos para a Microrrede Centro são através da licitação do Floribike ou prevendo recursos no orçamento do erário municipal.

Enquanto isso, sente-se pouco seguro o ciclista novato, estimulado – por afinidade ou pelo crescente congestionamento – a deslocar-se em bicicleta pela cidade.

Saiba mais:

(Mobilidade nas Cidades) Vídeos sobre o Fórum Internacional
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(Bicicultura) Palestra do prefeito de Sorocaba dá um show de gestão pública

(Mobilidade nas Cidades) Vídeos sobre o Fórum Internacional

Diversas matérias em redes de televisão foram gravadas durante a realização do Fórum Internacional sobre Mobilidade Urbana, que aconteceu nos dias 3 e 4 de abril em Florianópolis. Assista abaixo a algumas delas:

Entrevista com o organizador Hamilton Lyra Adriano. Conteúdo exibido originalmente no programa SC no Ar, da RIC Record SC,  em 2 de abril de 2013. Assista aqui à reportagem no site.

Entrevista com Halan Moreira, presidente da Associação Brasileira de Monotrilhos. Conteúdo exibido originalmente no Bom Dia Santa Catarina, da RBS TV SC,  em 3 de abril de 2013. Assista aqui à reportagem no site.

Ton Daggers fala sobre a necessidade segurança viária aos ciclistas, com a construção de ciclovias e medidas de acalmia de tráfego, bem como apóia a implantação do Floribike. Conteúdo exibido originalmente no Jornal do Almoço, da RBS TV SC,  em 3 de abril de 2013. Assista aqui à reportagem no site.

Entrevista com Guillermo Peñalosa, citando exemplos de Nova York, Copenhagen, Melbourne e Bogotá. Conteúdo exibido originalmente no RBS Notícias, da RBS TV SC,  em 3 de abril de 2013. Assista aqui à reportagem no site.

(Mobilidade nas Cidades) Abertura do terceiro Fórum Internacional sobre Mobilidade Urbana

Diversos representantes do Governo do Estado de Santa Catarina e das prefeituras da Grande Florianópolis fizeram-se presentes na abertura deste terceiro Fórum Internacional sobre Mobilidade Urbana.

Compuseram a mesa no cerimonial de abertura o vice-presidente da Associação dos Ciclousuários da Grande Forianópolis (ViaCiclo) Daniel de Araújo Costa, o presidente da Câmara de Vereadores de Florianópolis César Luiz Belloni Faria, o secretário de Estado Desenvolvimento Regional da Grande Florianópolis Renato Hinnig, o deputado estadual José Milton Scheffer, representando a Assembléia Legislativa, o secretário municipal De Transportes, Mobilidade e Terminais Valmir Humberto Piacentini, representando a Prefeitura de Florianópolis e Hamilton Lyra Adriano, da ShopConsult, empresa organizadora do Fórum.

César Faria, Renato Hinnig, Hamilton Lyra, José Milton Scheffer e Daniel Costa na mesa de abertura do 3º Fórum Internacional sobre Mobilidade Urbana. Foto: Fabiano Faga Pacheco.

César Faria, Renato Hinnig, Hamilton Lyra, José Milton Scheffer e Daniel Costa na mesa de abertura do 3º Fórum Internacional sobre Mobilidade Urbana. Foto: Fabiano Faga Pacheco.

Representantes de empresários, de organizações sociais e das prefeituras de Palhoça, Ilhota e Santo Amaro da Imperatriz também estiveram no auditório do Hotel Majestic, no Centro de Florianópolis.

Citando a pesquisa do Instituto MAPA/RBS, Daniel Costa afirmou que 82% das pessoas das 10 maiores cidades catarinense estariam dispostas a utilizar mais o transporte coletivo se este fosse mais eficiente e que 70% das pessoas afirmaram que gostariam de utilizar mais o modal ciclístico.

Já Renato Hinnig fez questão de ressaltar a importância da bicicleta. Segundo ele, mesmo sendo um dos modais com menor participação no número de deslocamento, é positivamente surpreendente que uma associação de ciclistas consiga co-organizar um evento tão importante como esse fórum.

Afirmou estar abismado por saber que nenhum município da Grande Florianópolis tem um plano viário e que está se buscando recursos para a realização de uma ampla pesquisa de origem e destino. Cobrou também a realização de consórcios intermunicipais na Grande Florianópolis. Segundo Renato, a região está perdendo muitos recursos da União destinados a este tipo de parceria, visto que não existe sequer um consórcio entre os municípios da região.

Obs.: Texto escrito originalmente em 03 de abril de 2013.

Regalo neerlandês

Esta é a quingentésima postagem deste blogue.

Em vez de falar de algumas novidades implementadas nas últimas semanas, de algumas que estão por vir e do apoio institucional que se recebeu, optamos por falar de uma honraria que o Bicicleta na Rua recebeu.

Nos últimos dias, aconteceu em Florianópolis a terceira edição do Fórum Internacional sobre Mobilidade Urbana. Dentre os palestrantes, o holandês Ton Daggers, da rede Cities for Mobility (Cidades pela Mobilidade).

Retornando a Florianópolis, onde já esteve por diversas vezes, inclusive na segunda edição do Fórum, em 2011, e na primeira Semana Internacional da Bicicleta, em 2009, Ton Daggers abordou a mobilidade por bicicleta e por pedelec, que, segundo ele, são as verdadeiras bicicletas elétricas.

Ao final do primeiro dia de palestras, instigado por uma leitora, dedicou parte da noite para a leitura deste blogue.

No dia seguinte, fez questão de agraciar o Bicicleta na Rua, com um presente: um porta-lápis de madeira em formato de cargobike, um modelo de bicicleta elétrica cargueira, que vem sendo utilizada para o serviço de transporte de mercadorias em cidades européias. Para ele, foi com muito orgulho que presenteava este blogue pelo seu trabalho.

Cargobike presenteada por Ton Daggers para o Bicicleta na Rua pelo trabalho em prol da mobilidade ciclística. Foto: Fabiano Faga Pacheco.

Cargobike presenteada por Ton Daggers para o Bicicleta na Rua pelo trabalho em prol da mobilidade ciclística. Foto: Fabiano Faga Pacheco.

– – – * – – – // – – – * – – –

Devido à conexão inconstante com a internet durante o evento, as matérias sobre esse incrível Fórum não puderam ser repassadas com o mesmo vigor que as palestras tiveram. Apenas pelo Youtube os conteúdos foram atualizados com certa agilidade. Mas isso não foi de todo ruim. Uma outra leitora deste blogue e que também esteve presente nas palestras sobre determinados assuntos, encontrou importantes incoerências entre o apresentado e a realidade, notadamente numa das frases de maior impacto proferidas no Fórum. Se não fosse pela ajuda dessa leitora, certamente essa confrontação não teria ocorrido. Até segunda-feira, quase toda a cobertura do Fórum deverá estar disponível aqui no WordPress.com.

– – – * – – – // – – – * – – –

A pequena homenagem de Ton Daggers a este blogue foi recebida com uma visível emoção. Afinal, não são só quase 5 anos, 500 textos e mais de 200.000 visitas de um veículo de comunicação de uma das menos populosas capitais brasileiras. É todo um conjunto de pensamentos, ações, práticas e referenciais que compõem o conceito deste site.

Ton certamente conhecia a situação de Florianópolis antes de 2008 e a tem visto mudar ao longo de suas visitas durante os anos. Tem visto, também, as diversas manifestações de ativistas pela bicicleta surgirem e ganharem fôlego com o tempo. Novas caras e velhos rostos unidos, mesclados por um mesmo ideal de mobilidade que alie o transporte ativo ao coletivo no planejamento do uso do solo. Mescaldos, afinal por um mesmo ideal de cidade, voltada para a convivência e o encontro: um lugar para se estar, não simplesmente para se passar.

Diante dessa consideração, o Bicicleta na Rua só tem a dizer:

– Valeu, Ton!

[- ¿Y puedo darte un abrazo?]

Pedalada Floripa Saudável chama atenção para carência de espaços públicos de lazer

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Arte: Helídia Mayer

Vejam a divulgação:

“Bicicleteiros, patinadores, skatistas e todo tipo de desportista de plantão:

Já faz algum tempo que reivindicamos espaços públicos de lazer e ações municipais que apoiem nossas causas, sejam elas ambientais, de mobilidade, saúde ou lazer.
No próximo domingo daremos mais um passo em direção a essas conquistas: “Primeira Pedalada Floripa Saudável”.

No dia 07 de abril (Dia Internacional da Saúde) teremos um espaço na Beira-Mar Norte fechado por algumas horas para prática de atividades de lazer ativo. Leve sua bicicleta e ocupe um espaço que é seu. Quem não souber pedalar, ou não tiver uma bike (como eu), pode ir de patins, skate ou a pé, o que queremos é mostrar à administração pública que valorizamos essas ações e que precisamos desse espaço para praticar nossas atividades com segurança todo final de semana, e por isso sua participação é tão importante.

Além desse espaço fechado na Beira-Mar, haverão outras ações voltadas a saúde e à prática de educação ambiental (descritas abaixo).

Se queremos repensar a saúde e o bem-estar de Florianópolis, precisamos estar presentes nas ações propostas. Se queremos fazer cobranças, então que também façamos parte das mudanças!!

Participe! Pratique Floripa!

PS: Temos previsão de sol!! \o/

Descrição das atividades:

A concentração acontecerá às 8h30min no Trapiche da Beira-Mar Norte.

Os participantes do evento se dividirão em equipes e partirão de bicicleta para três pontos da Cidade:
– Ponta do Goulart no bairro João Paulo – onde será realizada a limpeza do local junto aos moradores do bairro.
– Parque Ecológico do Córrego Grande – onde serão realizadas atividades de recreação infantil.
– Beira-Mar Continental – aonde será feito o plantio de um bosque de árvores frutíferas.

Profissionais da área da saúde acompanharão as atividades, dando orientações sobre saúde, alimentação saudável e a prática de exercícios físicos. Nos locais também serão coletadas assinaturas para o Saúde +10, Projeto de Lei de iniciativa popular que destina 10% da receita da União para a área da Saúde.

Queremos repensar a saúde em Florianópolis e a forma como a cidade pode influenciá-la, como, por exemplo, dando enfoque à redução do risco de doenças crônicas, como a hipertensão arterial, indo ao encontro do tema proposto para esse ano pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

A ação conta com o apoio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano, Unimed, Comcap, Guarda Municipal, Polícia Militar, ViaCiclo, Sea Sheperd, Floram, Fundação Municipal de Esporte e dos Bike Anjos.”

(Vídeo) Projeto prevê aluguel de bicicletas para moradores de Florianópolis

Conteúdo exibido originalmente no Jornal do Almoço, da RBS TV SC,  em 27 de março de 2013. Assista aqui à reportagem no site.

Saiba mais:

Diversos grupos de ciclistas prestigiaram o lançamento do Floribike
Diversos secretários compareceram à assinatura do edital do Floribike
Idealizadora do sistema de bicicletas coletivas de Florianópolis é homenageada
(Vídeo) Florianópolis lança edital das bicicletas públicas
Prefeito de Florianópolis diz que as novas obras contemplarão ciclistas
(Vídeo) Discurso de Cesar Souza Júnior no lançamento do Floribike
Confira o edital de concorrência do Floribike
Bicicleta pública para criar a cultura na cidade

Especial Floribike – Bicicleta na Rua

(I) Especial Floribike: Edital de concorrência será lançado no aniversário da cidade
(II) Especial Floribike: São Paulo e Rio de Janeiro foram pioneiros
(III) Especial Floribike: Projeto de bicicletas coletivas vem de 2009
(IV) Especial Floribike: Conheça as concorrentes – Compartibike
(V) Especial Floribike: Conheça as concorrentes – Movement Barcelona
(VI) Especial Floribike: Conheça as concorrentes – Serttel
(VII) Especial Floribike: As empresas que ficaram pelo caminho
(VIII) Especial Floribike: A opção por Nova York
(IX) Especial Floribike: Compartilhamento universitário
(X) Especial Floribike: Iniciativa do interior do Paraná é premiada
(XI) Especial Floribike: Bicicletas coletivas que salvam vidas
(XII) Especial Floribike: Como funcionará em Florianópolis

Veja também:

Floribike: encaminhamento do edital homenageou os 10 anos da Bicicletada em Florianópolis
Apenas duas empresas são habilitadas a concorrer ao sistema de bicicletas públicas de Florianópolis
Aberto edital de pré-qualificação do sistema de bicicletas públicas de Florianópolis
Aluguel de bicicletas de Florianópolis é tema de Podcast
Embora pronto, edital das bicicletas públicas de Florianópolis não será lançado em 2011
Ata da Audiência Pública do Sistema de Bicicletas Públicas de Florianópolis (Floribike)
Florianópolis dá primeiro passo para implantação de bicicletas coletivas
Audiência pública debaterá aluguel de bicicletas em Florianópolis
Aluguel de bicicletas de Florianópolis deve ficar pronto em novembro de 2012
Florianópolis espera contar com bicicletas públicas em 2012

Começa amanhã o 3º Fórum Internacional sobre Mobilidade Urbana

Nos dias 3 e 4 de abril de 2013, no Hotel Majestic, em Florianópolis, acontecerá a terceira edição do Fórum Internacional sobre Mobilidade Urbana, retornando a Santa Catarina após um ano de ausência. Assim como nas primeiras edições, o Bicicleta na Rua estará lá, cobrindo de forma multimídia o evento, com fotos, vídeos, micropostagens e textos, usando as plataformas Ipernity, Youtube, WordPress.com e Twitter.

Confira abaixo o release do evento e a programação prévia.

“O Fórum Internacional Sobre Mobilidade Urbana 2013 colocará em debate a questão da mobilidade nas cidades de médio e grande portes, já assinalando prováveis conduções a pequenos municípios.  O evento trará especialistas do Brasil e do Exterior para abordar com amplidão temas como Acessibilidade, Planejamento Urbano nas cidades, Ciclofaixas, Equipamentos, Infra Estrutura (pontes, tuneis, vias, inteligencia), Logistica e Abastecimento, Tecnologias modais de transporte (BRTs, VLTs, Transporte Maritimo, Cable Cars), e o Futuro das Cidades.

Excelente oportunidade para promover a troca de experiências entre os diversos atores e debater soluções viáveis para o problema da Mobilidade Urbana nas grandes cidades.

Gil Penalosa GIL PENALOSA do Canadá, Principal Key note na abertura do evento dia 3 de Abril e que fará CURSO ESPECIAL dia 05 de Abril dirigido a Prefeitos, Secretários de Municípios e de Estado e a Dirigentes Publicos e Privados – GARANTA JÁ A SUA VAGA.

Serão convidados, além de profissionais especialistas de vários locais do Brasil e exterior, empresas como a Austríaca Doppelmayr e outras  para que possam mostrar suas aplicações de sucesso em todo o mundo.  A importância de que eventos deste nivelamento possam mostrar exemplos bem sucedidos por todo o mundo, nos ajuda a encurtar caminhos sobre as melhores soluções para cada localidade especificamente.  Junto com as empresas convidadas, Bancos e Investidores que poderão fomentar a viabilização de cada projeto.

Ton Daggers TON DAGGERS – da Holanda vem nos mostrar como se criou a maior Rede de Ciclovias do Mundo a partir de Amsterdam.

Ocorrerão Rodadas de Negócios onde serão colocados frente a frente, os projetos,  prováveis executores, profissionais consultores e/ou especialistas, e as fontes de geração de recursos.  Será necessário o agendamento prévio com empresas, especialistas e fomentadores para que todos possam ser plenamente atendidos.  Salas especiais serão montadas com esta finalidade.  Conforme o caso, o evento poderá trazer mediadores para as negociações  e consultas.

Na oportunidade da reunião de Municípios e Estados, empresas de Consultoria farão sua abordagem inicial sobre a Lei Federal 12.587 que trata das Politicas Nacionais sobre Mobilidade Urbana em amostragem sobre como os gestores públicos podem conduzir sua gestão em projetos de viabilização e aplicação em cada localidade.

A exemplo de 2011 e 2012 será apresentado aos participantes dados técnicos sobre a TripMobility – Missão Técnica e Empresarial Alemanha + Inglaterra + França 2013 com visita e participação no World Congress da Rede Cities for Mobility.  Serão mostrados os objetivos e visitas da Missão, como foram as ocorrências anteriores, características técnicas, condução do grupo  e suas regras, assim como espaço de tempo para dúvidas dos presentes.  A operadora e a organização farão dentro do evento promoção em valores especiais para reserva e fechamento nesta delegação.  A Missão segue em fins de Junho de 2013 e os pacotes deverão estar finalizados e pagos até meados de Maio de 2013.

SERVIÇO:

Local: Hotel Majestic Florianópolis
Endereço:  Av. Rubens de Arruda Ramos
Cidade:  Florianópolis
Estado: Santa Catarina
Data: 03 e 04 de Abril de 2013 – Dia 05 de Abril Curso Independente com Gil Peñalosa
Horário:  Das 09h00 às 12h00 e das 14h00 às 19h00
Portal:  www.mobilidadenascidades.com.br
Número de Participantes: 400

Público: Empresários, Empresas de Infra Estrutura, Gestores públicos e privados, acadêmicos, Bancos de Fomento e investidores.

Formato:  Palestras com especialistas, Apresentação de exemplos e casos de sucesso por empresas especializadas internacionais,  Salas paralelas com Rodadas de negócios entre Prefeituras/ Estados X Especialistas/ Empresas Especializadas X Bancos de Fomento/ Investidores (inscrições antecipadas).”

PROGRAMAÇÃO

DIA 03/04
08:30 10:00 Lobby
10:00 10:30 Auditório Principal Cerimonial Cerimonial de Abertura
10:00 18:00 Lobby Mostra de Expositores e Patrocinadores
10:30 12:00 Auditório Principal Palestra 1 (tradução simultânea Inglês/ Espanhol) Inaugural com Guillermo Penalosa – Origem:  Canadá
12:00 14:00 Almoço Livre
14:00 20:00 Sala 1 Rodada de Negócios Escala indisponível no momento
13:30 14:30 Auditório Principal Palestra 2 (Fundamento) Lei Federal 12597 – Politicas Nacionais de Mobilidade Urbana com Emilio Merino da TrensUrb
14:30 15:30 Auditório Principal Palestra 3 O Papel dos Arquitetos no Desenho das Cidades: Perspectiva Urbana – ASBEA – Associação dos Escritórios de Arquitetura do Brasil – Seção SC com Ricardo Fonseca & Seção Paraná com Orlando Ribeiro com participação especial de Giovanni Bonetti, Vice-Presidente AsBea Nacional
15:30 16:15 Auditório Principal Palestra 4 Doppelmayr, com Rafael Lemos –  “A utilização de teleféricos e People Movers como alternativas de transporte urbano”. Origem:  Áustria
16:15 16:35 Lobby Coffee Break
16:35 17:10 Auditório Principal Palestra 5
Palestrante: Dr. Tales de Carvalho. Assunto: A Saúde e a Mobilidade Urbana.  Especialista da Unimed Grande Florianópolis
17:10 18:00 Auditório Principal Palestra 6 (tradução simultânea Inglês/ Espanhol) Amsterdam – da Teoria a pratica como se formou a maior rede do mundo de ciclovias – com Ton Daggers – Movilization – Origem: Holanda
18:00 Encerramento
19:30 21:30 Lobby Coquetel A confirmar
Dia 04/04
10:00 19:00 Lobby Mostra de Expositores e Patrocinadores
09:00 10:00 Auditório Principal Palestra 7 O Ministério das Cidades e as Obras do PAC. Projetos, aplicações com Técnico do Ministério das Cidades
10:00 11:00 Auditório Principal Palestra 8 O Ministério do Turismo fomentando a Mobilidade Urbana em centros turisticos de Excelencia com Técnico do Ministério do Turismo
11:00 12:00 Auditório Principal Palestra 9 (pocket talk)  BADESC – Plano Santa Catarina de Fomento, exemplo para o Brasil.  Com João Paulo Kleinubing, Predidente do Badesc
14:00 20:00 Sala 1 Rodada de Negócios Escala indisponível no momento
14:00 14:40 Auditório Principal Palestra 10 Coaching para Gestão de Alto desempenho, com Marta Ribeiro, Brasil
14:40 15:15 Auditório Principal Palestra 11 Consórcio QUARK e as soluções em transporte por multimodais, PODSIT, BARCAS DE TRANSPORTE MARÍTIMO & MONOTRILHOS com Halan Moreira
15:15 15:40 Auditório Principal Palestra 12  “Qual é a vocação da cidade? Florianópolis e São Paulo – estudo comparativo” com Laurindo Junqueira
15:40 16:15 Auditório Principal Palestra 13  “Desafios da implantação do Sistema Monotrilho: O caso da  Linha 15 -Prata – Metrô São Paulo”com Paulo Sérgio Amalfi Meca
16:15 16:30 Lobby Coffee Break
16:30 17:15 Auditório Principal Palestra 14  “O transporte metroferroviário na América Latina e as tendências tecnológicas” com Conrado Grava de Souza
17:30 18:00 Lobby Retirada dos Certificados Nas secretarias do evento
18:30 19:00 Lobby Coquetel  A confirmar
Palestras em Espera Parcerias Público/ Privadas e Concessões em setores de Mobilidade Urbana e Transporte
Portos e Aeroportos com gestão Privada Eficiente e de Alto desempenho
Verticalização das Cidades e a Mobilidade Urbana com Sinduscon SC
Conteúdo de palestras e quantidade de palestrantes poderá ser alterado sem comunicação prévia. Veículo oficial de comunicação é o site do evento. Somente a comissão organizadora libera matérias e confirmações para imprensa, sites e agência para produção comercial e editorial relativos ao evento.

Bicicleta pública para criar a cultura na cidade

A reportagem abaixo foi originalmente publicada no Jornal Notícias do Dia, edição de Florianópolis, no dia 19 de março de 2013 (pág. 3). Você também pode ler a matéria no site do ND aqui. As correções necessárias foram feitas no meio do texto abaixo, uma mescla das versões impressa e digital.

           

Bicicleta pública

 

Floribike

Floripa Bike Floribike terá edital lançado no sábado

Mobilidade. Projeto idealizado há 10 5 anos por arquitetos do IPUF prevê a instalação de 68 pontos de aluguel de 1395 664 bicicletas, distribuídas em 11 estações.

O projeto Bicicleta Pública para Florianópolis, idealizado por arquitetos do Ipuf (Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis) há mais dez cinco anos, finalmente terá o edital lançado no próximo sábado, no dia do aniversário de Florianópolis. O projeto inicialmente intitulado Floribike, prevê de 68 pontos de aluguel de bicicletas na Capital. Ao todo, serão 664 bicicletas distribuídas em 111 estações de aluguel no Centro e nos bairros Agronômica, Trindade, Santa Mônica, Itacorubi e Córrego Grande.

Agora, além da instalação e administração dos pontos de aluguel de bicicleta, a empresa que vencer a concorrência ficará responsável por terminar ciclovias previstas nos projetos da prefeitura que ainda não saíram do papel. Ano passado cinco empresas concorreram ao processo de pré-qualificação, mas apenas três – M2 Soluções em Engenharia Ltda (Barra Mansa, RJ), Serttel Ltda (Recife) e Movemente Barcelona (Espanha) – foram aprovadas e poderão apresentar suas propostas durante o processo licitatório.

Rui Gonçalves, gestor da Secretaria Municipal de Ciência e Tecnologia, pasta responsável pelo projeto, afirmou que não há um critério único, serão observados diversos aspectos na escolha da empresa vencedora. “Será um mix de itens que pontuarão a empresa. Menor preço, prazo, valor de implantação e o término das ciclovias”, explicou.

Apesar do projeto se tratar de um serviço público, o cofre da prefeitura não terá nenhum ônus, o sistema será desenvolvido por meio de um contrato de concessão. A empresa vencedora da licitação ficará responsável pelo investimento em equipamentos, sistema de locação e controle de uso, em contrapartida poderá explorar os equipamentos com publicidade.

Comissão define últimos detalhes do edital até sexta-feira

Os pontos de aluguel já estão estabelecidos, mas o valor e a tecnologia empregada não estão definidos. Segundo o secretário Rui Gonçalves, uma comissão formada por integrantes do Ipuf, Secretaria de Transportes e Secretaria Municipal de Meio ambiente e Desenvolvimento Urbano, ainda trabalha nos últimos detalhes do edital  que será divulgado no sábado, mas adiantou que a proposta da prefeitura é incialmente realizar o serviço com pelo menos 40 minutos de  gratuidade “para criar a cultura na cidade”.

ND 2013-03-19 p.3 fig.1
Requisito. Empresa que vencer a licitação terá que concluir as ciclovias em Florianópolis. Foto: Alexandro Albornoz / ND.

Florianópolis possui 20 vias ciclísticas com 41.640 metros de extensão, distribuídas pela cidade, a maioria não é interligada.  Se o plano inicial for mantido conforme a divulgação em 2011, o projeto será dividido em duas etapas. Na primeira, o Centro da Capital será beneficiado com 41 pontos de aluguel e 66 estações. Em um segundo momento, outros 27 pontos seriam instalados na região universitária. “É um programa com ampla participação da comunidade e de diversas pastas do poder público. Queremos garantir a segurança jurídica e dar suporte para que seja um projeto sustentável e uma alternativa de mobilidade efetiva para o cidadão”, apontou o secretário.

[Nota: na data da matéria, o edital estava finalizado. Ao contrário do que sugestionava o site da Prefeitura Municipal de Florianópolis, ambos os módulos – Centro e Universitário -, serão implantados conjuntamente, conforme consta nos editais de habilitação e concorrência].

Junto com o lançamento da licitação no sábado, a prefeitura ViaCiclo promove um passeio ciclístico que sairá às 15h30 do Koxixo’s na Beira-mar norte. Também são parceiras da iniciativa a Secretaria Municipal de Obras e a Comissão de Mobilidade Urbana por Bicicleta de Florianópolis.

Saiba mais sobre o Floribike:

– Serão 68 pontos de aluguel de bicicletas, 111 estações, 664 bicicletas, além de 1.328 suportes para colocação dos equipamentos.

 – Qualquer pessoa poderá ter acesso ao aluguel de uma bicicleta realizando um cadastro prévio

– A pessoa pode retirar a bicicleta em qualquer um dos pontos de aluguel e devolver em qualquer um desses pontos.

Perspectiva. Cidade ganhará 111 estações e 1328 suportes para as bicicletas.Perspectiva. Cidade ganhará 111 estações e 1328 suportes para as bicicletas.

Letícia Mathias

Saiba mais:

Diversos grupos de ciclistas prestigiaram o lançamento do Floribike
Diversos secretários compareceram à assinatura do edital do Floribike
Idealizadora do sistema de bicicletas coletivas de Florianópolis é homenageada
(Vídeo) Florianópolis lança edital das bicicletas públicas
Prefeito de Florianópolis diz que as novas obras contemplarão ciclistas
(Vídeo) Discurso de Cesar Souza Júnior no lançamento do Floribike
Confira o edital de concorrência do Floribike

Especial Floribike – Bicicleta na Rua

(I) Especial Floribike: Edital de concorrência será lançado no aniversário da cidade
(II) Especial Floribike: São Paulo e Rio de Janeiro foram pioneiros
(III) Especial Floribike: Projeto de bicicletas coletivas vem de 2009
(IV) Especial Floribike: Conheça as concorrentes – Compartibike
(V) Especial Floribike: Conheça as concorrentes – Movement Barcelona
(VI) Especial Floribike: Conheça as concorrentes – Serttel
(VII) Especial Floribike: As empresas que ficaram pelo caminho
(VIII) Especial Floribike: A opção por Nova York
(IX) Especial Floribike: Compartilhamento universitário
(X) Especial Floribike: Iniciativa do interior do Paraná é premiada
(XI) Especial Floribike: Bicicletas coletivas que salvam vidas
(XII) Especial Floribike: Como funcionará em Florianópolis

Veja também:

Floribike: encaminhamento do edital homenageou os 10 anos da Bicicletada em Florianópolis
Apenas duas empresas são habilitadas a concorrer ao sistema de bicicletas públicas de Florianópolis
Aberto edital de pré-qualificação do sistema de bicicletas públicas de Florianópolis
Aluguel de bicicletas de Florianópolis é tema de Podcast
Embora pronto, edital das bicicletas públicas de Florianópolis não será lançado em 2011
Ata da Audiência Pública do Sistema de Bicicletas Públicas de Florianópolis (Floribike)
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