Florianópolis e Blumenau terão Bicicletada

Fim de janeiro de 2015, primeira última sexta-feira da metade final dos mandatos dos atuais prefeitos do Brasil.

E, em Santa Catarina, percebe-se que muita coisa não foi e nem será feita pelos que nos governam.

Em nível estadual, o governo reeleito foi o que mais fez ciclofaixas em rodovias. Infelizmente, com uma qualidade tal que, apenas na SC-401, dois ciclistas perderam a vida…. na própria ciclofaixa! E as obras que vêm por aí determinam que a qualidade vai melhorar muito pouco em relação à ciclofaixa da Rodovia da Morte. Mesmo com ajuda de ciclistas, a ciclovia compartilhada da SC-405, no Rio Tavares, ficou muito aquém do que poderia. Apresenta, ironicamente, todos os problemas que os ciclistas alertaram já durante a confecção do projeto: largura insuficiente tanto para a ciclovia quanto para a calçada, postes sobre o leito ciclável, problemas na travessia da via, lado errado da pista, não atendendo a demanda de ciclistas crianças que vão à escola, não tratamento cicloviário nas rotatórias (os trechos mais críticos) e por aí vai.

Em nível municipal, enquanto as prefeituras da Costa Esmeraldina, por onde passa o Circuito Cicloturístico Costa Verde e Mar, dão um banho nas cidades maiores, apesar de problemas pontuais, a capital catarinense exibe uma série enorme de falhas em sua gestão de mobilidade, devidamente apontadas pelos resultados do Plano de Mobilidade Urbana Sustentável da Grande Florianópolis (PLAMUS).

Apostas grandiosas e dispendiosas, com pouco resultado prático e elevado custo de manutenção, como teleférico, promovem uma gestão voltada à justaposição dos meios de locomoção, e não a uma complementação entre eles. Prova disso é que a linha de BRT prevista, além de fazer o mesmo trajeto do teleférico em vez de ser feita na mesma via que hoje comporta de 6 a 9 faixas para carros, será construída exatamente onde hoje fica a ciclovia, sendo esta jogada para um aterro a ser feito na Av. Beira-Mar Norte. Apenas para lembrar, em 23 de março de 2012 foi inaugurada a revitalização do passeio e calçada, contando também com arborização e pérgolas. O atual secretário municipal de Obras, funcionário de carreira, já ocupava cargo de diretoria à época da inauguração.

Promessas de campanha não foram e não devem ser cumpridas pelo prefeito em exercício. Bicicletas compartilhadas, maior quilometragem de ciclofaixas de lazer do país, uma das maiores malhas cicloviárias do Brasil. Nada disso esteve tão longe de ser cumprido quanto agora pela atual gestão. Mesmo projetos de ciclovias como nos bairros José Mendes ou Caieira da Barra do Sul estão muito distantes de serem considerados a ponto de virarem realidade.

Para piorar, a capital viu-se assolada com uma onda de roubos e furtos de bicicletas na própria principal ciclovia, o que gerou uma manifestação com mais de 100 ciclistas no Cicloabraço à Passarela do CIC, local onde ocorreu a maioria dos roubos.

Fevereiro, apesar de tudo, promete boas notícias, lançadas à luz da Peladada e das proximidades do aniversário de Florianópolis. Mas, enquanto isso, nada mais natural que os ciclistas saiam às ruas para mostrar sua presença na luta constante por continuar simplesmente pedalando!

Confira as Massas Críticas catarinenses de janeiro:

Blumenau

Reunião às 19h30 em frente à prefeitura.

Florianópolis

Florianopolis 2015-01-30

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Palestra em Blumenau: “Pedalando pelo Brasil”

Pedro Wilson Bertelli já pedalou por quase todas as regiões do país. De norte a Sul, pelo litoral, serra, centro e extremo oeste, cruzou o Brasil de bicicleta. Nesta palestra, a ser realizada no Auditório da Biblioteca da FURB na quinta-feira, 22 de abril, o biólogo e professor universitário vai contar um pouco sobre suas impressões adquiridas sobre duas rodas.

Abaixo, reportagem publicada no jornal Folha de Blumenau, em 15 de dezembro de 2009, sobre a última viagem de Pedro Wilson Bertelli. Você pode ler a matéria no site do periódico aqui.

Professor atravessa o País de bicicleta

O biólogo e professor da Furb, Pedro Wilson Bertelli, começou nesta segunda-feira (14) a aventura que planejou durante os últimos quatro meses: viajar de bicicleta do Acre até Blumenau. A travessia foi iniciada em Assis Brasil, no Norte do País. Durante 41 dias, o professor vai passar por Amazonas, Rondônia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Paraná, retornando no dia 25 de janeiro.

Professor terá de pedalar mais de 4,5 mil quilômetros para cruzar o País.

No total, o aventureiro vai percorrer mais de 4,5 mil quilômetros. Com 53 anos, o professor carrega na bagagem cerca de 40 quilos, sendo 10 deles de roupas, além de itens pessoais como máquina fotográfica, comida e água. Por dia, o professor deve consumir 15 litros da bebida, que representa o maior gasto da viagem. O peso da bicicleta é de 19 quilos.

Esta é a quarta jornada que o professor faz a bordo da bicicleta, sempre no final do ano. Entre 2004 e 2005, cruzou o País pelo litoral, de Blumenau a Natal, no Rio Grande do Norte. No ano seguinte, veio de Natal, passando por Brasília até a cidade da Oktoberfest. A última viagem foi feita de Belém até Blumenau. “Já desci o Brasil pelo litoral, médio-leste e centro-oeste. Só falta o oeste, o mais desconhecido”, explica.

Rotina

Até janeiro, o professor vai pedalar em média 120 quilômetros por dia em velocidade média de 15 quilômetros por hora. “Não posso pedalar muito rápido de manhã, preciso manter o controle. O dia seguinte deve ser melhor que o anterior para que possa aproveitar a viagem”, revela Bertelli.

Sobre as viagens anteriores, o professor conta que se surpreendeu com a pobreza das cidades do Norte e com o número de crianças às margens das rodovias pedindo comida. Em contrapartida, diz que viu muita carne sendo vendida a preços baixos para a população local por não atender às exigências de exportações.

Roteiro

Veja por onde o ciclista de Blumenau vai passar na viagem:

• Assis Brasil (AC)
• Rio Branco (AC)
• Porto Velho (RO)
• Humaitá (AM)
• Presidente Médici (RO)
• Pontes e Lacerda (MT)
• Rondonópolis (MT)
• Coxim (MS)
• Campo Grande (MS)
• Dourados (MS)
• Cascavel (PR)
• Joaçaba (SC)
• Blumenau (SC)

Domingo é dia de pedalar também em Blumenau

A Associação Blumenauense Pró-Ciclovias (ABC Ciclovias) está promovendo o 4º Pedal Ecológico Infanto-Juvenil neste domingo, 13 de dezembro. A concentração começará a partir das 7h, na Praça do Estudante, em frente à prefeitura. O pedal em si tem início às 8h e contará com auxílio da Guarda de Trânsito. Será feito em ritmo leve e passará pelas ruas do centro e um córrego onde os participantes poderão se banhar.

Mais informações no Jornal de Santa Catarina e no site da ABC Ciclovias.

Blumenau debaterá mobilidade urbana

O Sindicato dos Servidores Públicos do Ensino Superior de Blumenau (SINSEPES) convida todos os interessados para um debate sobre mobilidade urbana em Blumenau. O debate ocorrerá no auditório do Bloco T da FURB neste 21 de setembro, às 18h30.

Estarão presentes também pessoas da Associação Blumenauense Pró-Ciclovias (ABC Ciclovias), do Serviço Autônomo Municipal de Trânsito e Transportes de Blumenau (SETERB) e do Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Coletivo de Blumenau (Sindetranscol).

Abaixo, os cartazes convidando ao evento.

Nota: as ilustrações são do cartunista Andy Singer.

Blumenau - Debate na FURB 2009-09-21 v1

Blumenau - Debate na FURB 2009-09-21 v2

Blumenau - Debate na FURB 2009-09-21 v3

Blumenau terá sistema de bicicletas públicas

A reportagem abaixo foi originalmente publicada no Jornal de Santa Catarina, na edição de 29 de agosto de 2009. Você pode ver a matéria no site do periódico aqui.

Jornal de Santa Catarina - logo

 

INFRAESTRUTURA URBANA

Bicicleta de aluguel

A partir do dia 22 de setembro, o blumenauense poderá pedalar pelo Centro através de um sistema de locação.

Os motivos para aderir ao Dia Mundial Sem Carro, em 22 de setembro, estão aumentando. Até a metade do próximo mês, novas ciclovias devem estar prontas e quem reclamava da falta de bicicleta vai poder alugar uma das 60 que ficarão disponíveis à comunidade.

O município terá seis estações para o aluguel de bicicletas. A iniciativa é uma proposta do Consórcio Siga para aproveitar a implantação das ciclovias na cidade. O projeto funcionará um ano em caráter de experiência. Se for bem aceito pela população, o número de estações e bicicletas à disposição aumentará. Quem afirma é o presidente do Serviço Autônomo Municipal de Trânsito e Transportes de Blumenau (Seterb), Rudolf Clebsch.

– Aproveitando o aumento da malha cicloviária, o Siga propôs um teste, utilizando sistemas parecidos com o de cidades como Rio de Janeiro e Paris – comenta Clebsch, que dia 22 de setembro irá de bicicleta ao trabalho.

Inicialmente, as estações vão contemplar a área central da cidade. Os pontos para o aluguel das bicicletas serão no Terminal da Proeb, Terminal da Fonte, Shopping Neumarkt, Ginásio do Galegão, prefeitura e Furb.

O sistema será todo informatizado e não haverá pessoas controlando a retirada das bicicletas.

– A bicicleta fica em segurança na estação e nós teremos todas as informações sobre saída e entrada dos veículos – explica o presidente do Seterb, que esteve recentemente no Rio de Janeiro para verificar como funciona o Samba, sistema de locação de bicicletas da capital fluminense.

Projeto quer testar a demanda de ciclistas. Mesmo sem as ciclovias totalmente prontas na região central, há quem já tenha optado pelo pedal como meio de transporte. Felipe Borsoi, 21 anos, usa a bicicleta para ganhar tempo e por ser uma escolha mais econômica. O irmão de Felipe, Raphael Borsoi, 24, só não pedala porque teve a bicicleta roubada há mais ou menos um ano. Ao ser informado da implantação do sistema de locação, Raphael se mostrou empolgado. – Ônibus demora e é caro. De bicicleta, em 30 minutos dá pra ir a vários lugares – argumenta o rapaz. Presidente do Seterb, Rudolf Clebsch explica que a ideia é testar a demanda de ciclistas da cidade. O presidente da Associação Blumenauense Pró-Ciclovias (ABC Ciclovias), Wilberto Boos, espera que a demanda cresça, mas explica que só o tempo vai mostrar como o povo de Blumenau receberá a iniciativa. Como vai funcionar. Haverá estações para aluguel das bicicletas no Terminal da Proeb, no Galegão, Furb, prefeitura, Shopping Neumarkt e Terminal da Fonte n Cada uma contará com 10 bicicletas. Quem quiser pedalar pelo Centro com uma bike alugada, terá que ter efetuado um cadastro prévio, através de um sistema a ser implantado pelo Siga n As estações serão integradas, o que permitirá que a bicicleta seja devolvida em qualquer uma delas. O usuário terá 30 minutos de uso gratuito. Ao passar desse limite, o pagamento será feito através do celular. A ideia é integrar também o cartão Siga, usado como vale-transporte, para fazer a cobrança n As taxas do serviço e outros detalhes, como possíveis restrições a usuários com menos de 18 anos, devem ser definidos até 15 de setembro n O sistema será todo informatizado e informará o número de bicicletas retiradas e espaços vagos em cada estação n Uma unidade móvel fará o controle para que haja a disponibilidade de bicicletas e vagas para devolução em todas as estações n As bicicletas terão acessórios de segurança e design diferenciado, o que facilitará a identificação(veja em .pdf)

Por Vinicius Batista

Saiba mais:

Bicicleta ganha espaço em Blumenau As ciclofaixas blumenauenses começam a sair do papel e formar uma estrutura interligada nas ruas da região central.
Bicicleta vence Desafio Intermodal em Blumenau – Num teste comparando bicicleta, automóvel e transporte público, o ciclista deu-se melhor em trecho de 3,5km pelas ruas de Blumenau.
Blumenau implanta mais ciclovias – Reportagem do Jornal de Santa Catarina mostra as novas obras cicloviárias de Blumenau.
Antes que o mundo pare – artigo de Fabrício Cardoso fala do excesso de automóveis em Blumenau e estimula o debate sobre as novas ciclofaixas da cidade.
A polêmica sobre as ciclofaixas de Blumenau – Artigo de Willian Cruz mostra sua opinião e relaciona os fatos que acontecem em Blumenau com o passado de San Francisco, EUA.
Blumenau: resposta do presidente da UCB – Carta de Antonio Carlos de Mattos Miranda, presidente da União de Ciclistas do Brasil, sobre a polêmica acerca das ciclofaixas em Blumenau.
Cartas-resposta em favor das ciclofaixas em Blumenau – Respostas de cicloativistas e sociedade civil a colunista que ironizou as novas ciclofaixas na cidade.
Comerciantes criticam áreas para ciclistas – Reportagem no Jornal de Santa Catarina faz o contraponto com as queixas dos comerciantes.
Motoristas, ciclistas e outros cidadãos – Artigo de Christian Krambeck fala sobre planejamento urbano, cidadania e qualidade de vida.

Bicicleta ganha espaço em Blumenau

A reportagem abaixo foi originalmente publicada no Jornal de Santa Catarina, na edição de 20 de agosto de 2009. Você pode ver a matéria no site do periódico aqui e aqui.

Jornal de Santa Catarina - logo

INFRAESTRUTURA URBANA

Sinal verde para as bicicletas

Poder público prevê ampliar malha cicloviária no Centro de Blumenau até dia 22 de Setembro.

BLUMENAU – Os adeptos do Dia Mundial Sem Carro, em 22 de setembro, terão um motivo a mais para deixar os veículos em casa em comemoração à data. Até lá, Secretaria de Planejamento Urbano e Secretaria de Serviços Urbanos pretendem expandir a malha cicloviária na região central da cidade. Na prática, o ciclista poderá sair da Rua Almirante Barroso, no Bairro Itoupava Seca, e chegar até a Alameda Rio Branco, no Centro, em vias exclusivas para bicicletas.

O circuito inclui ruas ainda carentes de ciclovias, como a Alberto Stein e a 7 de Setembro. Na Rua 7 de Setembro, parte da faixa restrita ao ciclista será implantada sobre a calçada, com a divisão do espaço hoje destinado unicamente aos pedestres.

– A proposta é ter um circuito fechado na área Central até o próximo mês, até para que o Dia Mundial Sem Carro tenha uma abrangência maior. Mas estamos tomando algumas decisões ainda, correndo contra o tempo – afirma a diretora de Planejamento Viário, Rita de Cássia Bruel Antonio.

Segundo o diretor de Serviços Urbanos, Valdecir Dutra, alguns trechos das ruas 7 de Setembro e Theodoro Holtrup precisarão ser recuperados para viabilizar a circulação das bicicletas. Na Rua Almirante Barroso, o ponto de ônibus próximo ao Hospital do Pulmão pode ser suprimido.

Ciclistas ganham espaço na Rua Paulo Zimmermann

A Rua Paulo Zimmermann, no Centro, foi a última a receber área exclusiva para ciclistas em Blumenau. A faixa, implantada no final de semana, foi toda pintada em vermelho – as demais recebem pintura apenas para delimitar o espaço. A intenção, segundo Dutra, foi destacar a área e chamar a atenção do motorista. Apesar de ser mais estreita que as outras, a ciclofaixa da Paulo Zimmermann é considerada segura pela Associação Blumenau Pró-Ciclovias (ABC Ciclovias).

– As ciclofaixas são muito seguras, desde que os motoristas as respeitem. Devido à condição do trânsito de Blumenau, preferíamos que fossem ciclovias, com muretas, mas não há espaço para isso em muitas ruas – opina o presidente da ABC Ciclovias, Wilberto Boos.

JSC 2009-08-20 - Ampliação das ciclovias em Blumenau

(veja em .pdf)

Para associação, demanda reprimida de ciclista é grande

A discussão sobre a implantação de ciclovias em Blumenau ganhou as páginas do Santa nas últimas semanas na Seção de Cartas. Em julho, o assunto foi o segundo mais comentado, com 19 cartas e artigos publicados. As opiniões se dividem: uns acreditam que não há ciclistas porque não há estrutura e outros porque não há demanda para as ciclovias.

A Associação Blumenauense Pró-Ciclovias (ABC Ciclovias) defende que há demanda para a expansão de espaços para ciclistas. Uma pesquisa feita ano passado na Escola Barão do Rio Branco é apontada como exemplo da necessidade das ciclovias. Segundo a associação, dos 600 estudantes consultados, 16 vão à escola de bicicleta e 290 gostariam de fazer o mesmo, se houvesse mais segurança nas ruas.

– A demanda reprimida de ciclistas é grande, mas como vamos querer que as pessoas andem de bicicleta se as ciclovias não estão interligadas? Se tivéssemos ruas com muitos buracos ou que não levassem a lugar nenhum, as pessoas também não andariam de carro. As pessoas que criticam a implantação das ciclovias tem uma visão míope, parcial, do que é a estrutura de uma cidade – argumenta o presidente da ABC Ciclovias, Wilberto Boos.

Por Rafael Waltrick

Saiba mais:

Bicicleta vence Desafio Intermodal em Blumenau – Num teste comparando bicicleta, automóvel e transporte público, o ciclista deu-se melhor em trecho de 3,5km pelas ruas de Blumenau.
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Cartas-resposta em favor das ciclofaixas em Blumenau – respostas de cicloativistas e sociedade civil a colunista que ironizou as novas ciclofaixas na cidade.
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Bicicleta vence Desafio Intermodal em Blumenau

A reportagem abaixo foi originalmente publicada no Jornal de Santa Catarina, na edição de 24 de agosto de 2009. Você pode ver a matéria no site do periódico aqui e aqui.

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MOBILIDADE URBANA

Ciclista vence o desafio

Santa comparou a agilidade de três meios de transporte no horário de pique na região central de Blumenau. Na disputa com carro e ônibus, a bicicleta levou a melhor.

Rubens Barrichello venceu ontem na Fórmula 1. Se a corrida fosse no Centro de Blumenau em horário de pique e o piloto brasileiro tivesse a mesma pretensão de chegar em primeiro, provavelmente trocaria a potência do carro de corrida pela simplicidade de uma bicicleta. Pelo menos é o que indica o teste que o Santa promoveu sexta-feira, às 17h50min, nos 3,5 quilômetros entre o Parque Vila Germânica, na Velha, e a Casa do Comércio, no Centro. O trecho, que será interligado por ciclovias até 22 de setembro, foi percorrido ao mesmo tempo pedalando, de ônibus e de carro. Com uma velocidade média de 32 km/h, o ciclista chegou antes.

Sete minutos após dar a primeira pedalada, o arquivista Giovani Nasatto, 30 anos, estacionou a bicicleta na Alameda Rio Branco, o ponto final do teste. Por três minutos ainda teve tempo de conferir o trânsito movimentado enquanto esperava chegar de carro o segundo colocado, o motorista Juliano Alessandro dos Santos, 37 anos. Os dois poderiam percorrer o trecho escolhido por pelo menos mais duas vezes antes que o passageiro do transporte coletivo, depois de algumas pernadas e o tempo dentro do ônibus, chegasse até o local combinado.

Na largada em frente ao Parque Vila Germânica, às 17h50min, logo a bicicleta de Giovani e o carro de Juliano sumiram de vista em direção à Rua 7 de Setembro. Ao chegar ao Terminal da Proeb, após sete minutos de caminhada, uma das cinco linhas disponíveis que passam pelo Centro demorou mais 10 minutos pra chegar. Giovani teve um percurso tranquilo ao longo da Rua Humberto de Campos. A via tem ciclofaixa, ainda que um pouco desgastada pelo tempo. Ao entrar na Rua 7, a atenção sobre duas rodas teve de ser redobrada. Enquanto Juliano, de carro, avançava com velocidade média de 22 km/h, o ciclista enfrentava obstáculos como carros estacionados, asfalto irregular próximo ao meio fio e ônibus na pista.

– É difícil manter os 1,5m recomendado de distância do carro para um ciclista. Quando a rua está cheia assim, fica tudo apertado – avaliou o motorista, que afirmou não se sentir seguro para trocar o automóvel pela bicicleta com a atual estrutura viária de Blumenau.

Enquanto Giovani e Juliano, em frente à Casa do Comércio, conversavam sobre o caminho percorrido, passageiros se equilibravam no ônibus, pela Rua 7, entre freadas e arrancadas. Além do congestionamento, as paradas em semáforos e pontos de ônibus atrasaram a viagem e contribuíram para que o percurso fosse feito a 7 km/h. O ponto final do trajeto foi em frente ao Colégio Sagrada Família, o que exigiu mais uma caminhada até a Alameda. Com o fôlego recuperado, Giovani comemorava a agilidade do meio de transporte que escolheu há sete anos e Juliano justificava a segunda posição reclamando do trânsito lento.

JSC 2009-08-24 - Desafio Intermodal Blumenau(veja em .pdf)

Aumento da ciclofaixa incentiva ciclistas

Dia 22 de setembro, o arquivista Giovani Nasatto poderá pedalar mais tranquilo pela Rua 7 de Setembro. Um projeto das secretarias de Planejamento Urbano e Serviços Urbanos pretende ampliar a malha cicloviária da cidade. Atualmente, Blumenau tem 45 quilômetros de faixas exclusivas para bicicletas. Com a expansão, a ideia é que o ciclista possa sair da Rua Almirante Barroso e chegar até a Alameda Rio Branco por ciclofaixas. A Rua Hermann Huscher, na sequência da Alameda, também possui a estrutura, o que tornaria o trajeto seguro para ciclistas até o Bairro Valparaíso.

A iniciativa pública pode incentivar motoristas a trocar o motor pelo pedal. O motorista Juliano dos Santos afirma que adotar a bicicleta para se locomover no Centro seria uma boa opção caso se sentisse mais seguro:

– Com ciclovias, além da economia de tempo, ajudaria na saúde.

A Associação Blumenauense Pró-Ciclovias (ABC Ciclovias) acredita que as ciclofaixas vão estimular ciclistas.

– Esperamos ansiosos pela ligação das faixas cicloviárias. A cidade precisa desta alternativa – opina o presidente da ABC Ciclovias, Eldon Jung.

Por Vinicius Batista

Saiba mais:

Blumenau implanta mais ciclovias – reportagem do Jornal de Santa Catarina mostra as novas obras cicloviárias de Blumenau.
Antes que o mundo pare – artigo de Fabrício Cardoso fala do excesso de automóveis em Blumenau e estimula o debate sobre as novas ciclofaixas da cidade.
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Blumenau: resposta do presidente da UCB – carta de Antonio Carlos de Mattos Miranda, presidente da União de Ciclistas do Brasil, sobre a polêmica acerca das ciclofaixas em Blumenau.
Cartas-resposta em favor das ciclofaixas em Blumenau – respostas de cicloativistas e sociedade civil a colunista que ironizou as novas ciclofaixas na cidade.
Comerciantes criticam áreas para ciclistas – reportagem no Jornal de Santa Catarina faz o contraponto com as queixas dos comerciantes.
Motoristas, ciclistas e outros cidadãos – artigo de Christian Krambeck fala sobre planejamento urbano, cidadania e qualidade de vida.

Blumenau: cidadania e qualidade de vida

O artigo abaixo foi originalmente reproduzido no Jornal de Santa Catarina, na edição de 20 de julho de 2009. Foi, também, publicado resumido na Folha de Blumenau do dia 22 de julho.

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ARTIGO

Motoristas, ciclistas e outros cidadãos

Somos conservadores! Sempre que se tenta transformar alguma estrutura predominante da cidade, levantam-se vozes a protestar, seguidas de outras a defender tais mudanças. Isso é da democracia e é bem-vindo, mas temos que superar essa característica de defender apenas os interesses próprios. Essas manifestações em causa própria ignoram os interesses do “outro” e até os da cidade e da cidadania.

A recente implantação de mais um trecho de ciclofaixa em Blumenau, iniciativa correta do poder público, desperta uma discussão importante: a questão da mobilidade urbana. Já sofremos sérios problemas devido à quantidade de carros circulando, à falta de planejamento urbano, ao descaso das empresas de ônibus e à inexistência de soluções alternativas. O transporte não pode ser tratado como uma conversa cotidiana entre leigos, deve estar embasada em informações e conhecimentos técnicos. A mobilidade deve ser tratada de forma integral, considerando todos os aspectos urbanos: paisagem, poluição ambiental, qualidade de vida, desenvolvimento econômico e a felicidade de todos.

É um erro tratar o trânsito de forma isolada, apenas com cálculos e planilhas. Suas causas e consequências são mais complexas e amplas, incidindo sobre todos os espaços e cidadãos, travando o desenvolvimento econômico e social de uma cidade. A solução passa por decisões estruturais e temos que tomá-las rápido: da prioridade absoluta para o transporte coletivo e o deslocamento não-motorizado às alternativas combinadas e complementares.

Não se trata de punir o usuário do carro, mas o fato é que estes precisam ceder espaço para outras formas de transporte mais eficientes, menos poluentes, mais agradáveis e baratas. As bicicletas são um componente fundamental para qualquer sistema de transporte urbano eficiente. Elas são complementares e cumprem um papel específico. Muitos gostariam, por exemplo, de sair de casa pedalando 10 minutos até o terminal de ônibus mais próximo, deixar a bicicleta lá, pegar um ônibus até o trabalho e caminhar mais cinco minutos. Por que não implantamos o sistema de bicicletas públicas?

Outro argumento utilizado é a topografia de Blumenau. O bom senso permite defender sua utilização prioritariamente nas diversas áreas planas da cidade e isso deve ser considerado pelos planejadores. Em relação à perda de vagas de estacionamento nos corredores de serviço, sugiro que utilizemos vários exemplos no mundo, onde o aumento de pedestres e ciclistas, a médio prazo, aumentou as vendas do comércio nestes pontos.

Temos que avançar e preparar a cidade para o futuro, não apenas com discursos ou verbas mal aplicadas e obras pouco planejadas. Sem planejamento urbano adequado e a vontade coletiva da sociedade, continuaremos sendo apenas uma cidade bonitinha, mas sem vocação para se tornar uma cidade influente e atraente no Século 21, cujo principal fator é a alta qualidade de vida urbana.

Por Christian Krambeck*

* Christian Krambeck é arquiteto, urbanista e professor universitário

Saiba mais :

Blumenau implanta mais ciclovias – reportagem do Jornal de Santa Catarina mostra as novas obras cicloviárias de Blumenau.
Antes que o mundo pare – artigo de Fabrício Cardoso fala do excesso de automóveis em Blumenau e estimula o debate sobre as novas ciclofaixas da cidade.
A polêmica sobre as ciclofaixas de Blumenau – artigo de Willian Cruz mostra sua opinião e relaciona os fatos que acontecem em Blumenau com o passado de San Francisco, EUA.
Blumenau: resposta do presidente da UCB – carta de Antonio Carlos de Mattos Miranda, presidente da União de Ciclistas do Brasil, sobre a polêmica acerca das ciclofaixas em Blumenau.
Cartas-resposta em favor das ciclofaixas em Blumenau – respostas de cicloativistas e sociedade civil a colunista que ironizou as novas ciclofaixas na cidade.
Comerciantes criticam áreas para ciclistas – reportagem no Jornal de Santa Catarina faz o contraponto com as queixas dos comerciantes.

Blumenau: resposta do presidente da UCB

Resposta do presidente da UCB – União de Ciclistas do Brasil à esta coluna publicada no jornal Folha de Blumenau. Leia mais respostas aqui. Mensagem retirada do fórum da Bicicletada Curitiba.

Ao Senhor Carlos Tonet – Jornal Folha de Blumenau,

De forma alguma quero responder a imbecilidades com mais imbecilidades ou patadas deletérias. Carlos Tonet acha que é o único que sabe fazer uso do vernáculo para atacar o que bem entender. Ledo engano. Tem muita gente que sabe escrever e convencer.

O que Carlos Tonet chama de aberração urbana e faz menoscabo é, em verdade, a redenção da mobilidade humana nas cidades. Se hoje existem poucos usuários nessas ciclofaixas e nas poucas ciclovias de Blumenau é porque a rede cicloviária ainda não tem conectividade. É comum que pessoas como Carlos, aparentemente usuário convicto de meios motorizados, reclamem da perda de espaços viários para a implantação de infraestruturas para as bicicletas.

Carlos Tonet não sabe que o mundo europeu, onde estão as moedas mais fortes do planeta, e onde a economia efetivamente gira, movendo boa parte do planeta, a bicicleta está sendo re-editada, re-inserida e assumindo importante papel na mobilidade urbana. Somente a Alemanha tem mais de 200 mil km de ciclovias junto às rodovias. Isto é somente 80 vezes mais tudo que temos nas áreas urbanas de todos os 5.562 municípios do Brasil. Hamburgo é a cidade do mundo com a maior extensão de rede cicloviária no mundo, com mais de 1.800 km de ciclovias e ciclofaixas.

Mas tudo isto é bobagem para Carlos Tonet, que tem seus minutos de glória e de respostas agora, e para quem não responderei mais. Deverei doravante solicitar espaço direto à direção do jornal para publicar artigos pessoais ou para prestar esclarecimentos sobre o ciclismo. Assim, poderei dizer aos blumenauenses e a outros cidadãos do Vale Europeu sobre a importância em investir no ciclismo e no ato saudável de pedalar uma bicicleta.

É importante que Carlos Tonet saiba que estudo feito na Alemanha mostrou que Berlim tinha mais de duas vezes o tamanho da frota de automóveis de Bangkok. Berlim também tem duas vezes menos a população da cidade asiática, hoje com 6,5 milhões de hab. No entanto, os orientais usam quase três vezes mais o automóvel do que os berlinenses. Os alemães da capital fazem uso intenso da bicicleta para seus deslocamentos, atingindo pouco mais de 18% nos seus deslocamentos diários com este modal. E veja que estou falando da Alemanha e não da Holanda, Dinamarca e mesmo da Suíça, cujos números são muito maiores.

Qual conclusão tirar dos dados? O que dizer a Carlos Tonet? Simples, os berlinenses são muito mais ricos do que os tailandeses sim. Mas também que quem gosta da motorização e a usa de forma exacerbada são os pobres, acomodando suas bundas gordas nos bancos dos automóveis, mesmo que para isto tenham de ficar engarrafados, se irritarem uns com os outros, se xingarem, e por vezes se matarem. Como já disse a grande jornalista Jane Jacobs, depois laureada como urbanista tal a sua importância na história do urbanismo mundial “a bicicleta aproxima as pessoas, o automóvel afasta.”

Portanto, se hoje Carlos Tonet se irrita com a perda de espaço para um fluxo que ainda está longe de ser percebido, ou que ainda está tímido para aparecer aos olhos de muitos carlos tonets, é porque o ser humano é cego e egoísta social para com as ações que ferem os seus interesses na apropriação privada do que é de domínio público. Como se houvesse direito adquirido sobre o espaço público apenas porque os gestores são complacentes. Há muito os automóveis e seus proprietários se apropriaram da via pública como se ela fosse o quintal da sua casa, da sua loja, como se fizesse parte do seu “negócio”. Para tal procedimento devemos dar um basta.

Realmente num País onde o desmando e a desfaçatez dos políticos são ações banalizadas e contra as quais não atingem os dedos da justiça e as barras da prisão, todos dão um jeitinho para tentar abocanhar uma fatia do bem público. A começar pelos motoristas na apropriação do viário para estacionar seus veículos.

Passar bem, jornalista.

Antonio Carlos de Mattos Miranda
Presidente da União de Ciclistas do Brasil – UCB
Consultor em planejamento e projetos cicloviários – CREA 1286/D

Saiba mais:

Blumenau implanta mais ciclovias
Dresden, uma cidade boa para se pedalar

Cartas-resposta em favor das ciclofaixas em Blumenau

As respostas abaixo referem-se a esta coluna de Carlos Tonet publicada nesta quinta-feira, 16 de julho, no jornal Folha de Blumenau. Nela, o colunista faz críticas não construtivas sobre as novas ciclovias e ciclofaixas de Blumenau.

Infeliz coluna

Foi com uma grande infelicidade que acabei por descobrir que o colunista desconhece os princípios de convivência em sociedade, uma pesquisa decente sobre aquecimento global e que, infelizmente, não costuma observar, dentro do conforto do seu automóvel parado no trânsito cada vez pior de Blumenau, a existência de ciclistas nas ruas e ciclofaixas de Blumenau.

Acho incrível que o colunista não tenha reparado também que ele é responsável pelo congestionamento que cada vez mais se apodera das ruas de Blumenau. Congestionamento esse causado pelos carros, como o do colunista.

Não vai adiantar construir mais ruas. Se todos os blumenauenses forem como o colunista, independente de ônibus ou ciclistas, os carros vão ficar parados em monstruosos congestionamentos. E isso não tardará a chegar – a considerar que todos os blumenauenses sejam como o colunista.

O mais engraçado é que, sendo contra a ciclovia, o colunista é contra a própria liberdade de locomoção em tempos futuros. A implementação de ciclofaixas na cidade é inevitável. O colunista poderá, no máximo, conseguir retardar esse processo – o que eu acho difícil. Seria ótimo se Blumenau se espelhasse nas cidades alemãs coirmãs. Nelas, há bastante infraestrutura para quem quiser usar a bicicleta. Não há dúvidas de que a vida lá é bem melhor – e as bicicletas certamente contribuem para isso.

O comentário do colunista, como bem já escrevi, é um tiro no próprio pé, quer dizer, será algumas horas a mais para ele ficar preso no trânsito no suposto conforto de seu carro nos próximos anos. Ele desestimula as pessoas a usarem a bicicleta e estimula a utilizarem o automóvel. Com mais automóveis na rua, mais tempo levará o colunista a chegar ao seu destino em seus deslocamentos. Fico a pensar se é isso mesmo o que ele quer.

Quero lembrar também que o colunista corre o risco de dormir atrás das grades caso resolva fazer o que promete no último parágrafo. Aliás, se alguém o fizer, corre o risco de lá dormir por incentivar prática contra a lei e contra a sociedade. É melhor o colunista torcer para que as ciclofaixas continuem intactas.

Por fim, esta epístola digital estará disponível na internet para que não tenhas problemas em encontrá-la se algum dia o colunista quiser refletir.

Com atenção – e decepção pela leitura de vossa coluna-,
Fabiano Faga Pacheco

Resposta da ViaCiclo:

ViaCiclo - logo

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ViaCiclo – Associação dos Ciclousuários da Grande Florianópolis

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Repudiamos o ataque à civilidade ciclística

Sr. Editor da Folha de Blumenau,

Através desta manifestamos nosso veemente repúdio às declarações do Sr. Carlos Tonet acerca da mobilidade ciclística.

Comunicamos que vamos dar conhecimento de tal artigo a toda nossa rede de relacionamentos no Brasil, uma vez que ele auxilia a compreensão dos motivos que fazem o Brasil ser um país atrasado em termos de mobilidade urbana.

A metade das mortes anuais no trânsito, em todo o mundo (1,2 milhão), são de pedestres e ciclistas, o que significa que trata-se de pessoas excluídas da sociedade do automóvel devido às suas condições financeiras, que são incapacitadas de dirigir ou que, podendo ter um carro, não desejam ser cúmplices de um modelo de transporte insustentável (devido aos danos causados à urbanidade e à natureza) e injusto (porque é absolutamente impossível que todas as famílias possuam um carro).

Desta forma, além de completo desconhecimento político e técnico, as opiniões do Sr. Tonet revelam a opção em favor das elites sociais, escárnio contra as vítimas do trânsito e um ataque ao bom senso que poucas vezes tem sido encontrados na imprensa brasileira.

Felizmente Blumenau possui um excelente contraponto à mentalidade do Sr. Tonet. A cidade sedia uma das mais respeitadas organizações ciclísticas do Brasil, a Associação Blumenauense Pró-Ciclovias – ABC, entidade que, conosco e com diversas outras organizações brasileiras que se dedicam à mobilidade sustentável, compõem a União de Ciclistas do Brasil – UCB, a qual também instalará, por decisão de sua última Assembléia Geral, sua sede em Blumenau.

Percebemos que a escolha da nova sede da UCB foi acertada, pois uma cidade tão importante no cenário brasileiro como é Blumenau está precisando de auxílio para proteger a civilidade que seus munícipes construíram do ataque de colunistas como o Sr. Tonet.

Milton Carlos Della Giustina
Presidente
ViaCiclo – Associação dos Ciclousuários da Grande Florianópolis

Saiba mais:

Blumenau implanta mais ciclovias

Mais ciclovias em Blumenau

A reportagem abaixo foi originalmente publicada no Jornal de Santa Catarina, em 13 de julho de 2009. Você pode ver a matéria no site do periódico aqui.

Jornal de Santa Catarina - logo

PLANEJAMENTO URBANO

Blumenau implanta mais ciclovias

Em duas semanas, ciclistas terão novos espaços exclusivos para pedalar pelas ruas do Bairro Vila Nova

BLUMENAU – A faixa branca e vermelha na lateral da rua estende-se até onde a visão alcança. Acompanha curvas, subidas e descidas. Ao longo do trecho, imagens de uma bicicleta, pintada em branco sobre o asfalto, deixam claro a utilidade do espaço que, em breve, será exclusivo dos ciclistas. Esse é o cenário de quem passa pelas ruas Almirante Barroso, que está recebendo ciclovia, e pela Theodoro Holtrup, onde a faixa exclusiva para ciclistas já existente está sendo sinalizada.

Segundo o diretor de Serviços Urbanos da prefeitura, Valdecir Dutra, as ciclovias devem receber ainda tachões para delimitar o espaço das bicicletas e sinalização vertical. A previsão é que, se o tempo contribuir, os trabalhos estejam concluídos em duas semanas. A partir daí, nenhum veículo poderá trafegar ou estacionar no local.

A implantação de espaços exclusivos para ciclistas é apontado pela Secretaria de Planejamento Urbano e Seterb como uma das medidas fundamentais para estimular o uso de meios de transporte alternativos e diminuir o número de carros nas ruas. A criação das ciclovias nas ruas Almirante Barroso e Theodoro Holtrup, no entanto, ainda está longe de solucionar o problema da falta de passeio adequado para adeptos da bicicleta. Apesar de espalhadas por todo o município, as ciclovias já existentes – cerca de 48 quilômetros – não são integradas, fazendo com que os espaços para ciclistas estejam restritos a pequenos trechos.

– Seria irresponsabilidade incentivarmos o uso da bicicleta sem que as pessoas tenham estrutura para isso. As novas ciclofaixas são um passo adiante, mas temos que reservar campanhas de estímulo para um segundo momento – avalia Eldon Jung, um dos coordenadores da Associação Blumenauense Pró-Ciclovias (ABC Ciclovias).

Projeto prevê 145 quilômetros de ciclovias

De acordo com a diretora de Planejamento Viário, Rita de Cássia Bruel Antonio, o município pretende implantar novos espaços para ciclistas gradualmente, ao longo deste ano e do próximo. A intenção é oferecer, no total, 145 quilômetros de ciclovias em vias consideradas estratégicas, do Norte ao Sul da cidade. A Rua Benjamin Constant será uma das próximas a receber a faixa exclusiva para os ciclistas, porém não há calendário definido para o processo de implantação.

– Infelizmente, não podemos criar toda a infraestrutura de uma só vez. Hoje, temos um monte de segmentos que ainda não são ligados. Mas entendemos que é uma maneira de começar a incentivar a cultura do uso da bicicleta – defende a diretora.

Mapa das ciclovias. Punição. Para manter um convívio amistoso nas ruas da cidade, o motorista não deve estacionar sobre ciclovias ou ciclofaixas. Se fizer isso, terá de pagar multa no valor de R$ 127,69 e terá cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A rigidez da infração é maior quando o motorista ou motociclista transita nas vias exclusivas para ciclistas. Além de somar mais sete pontos na carteira, a penalidade gravíssima custa R$ 574,62. Acidentes. Até o final de maio de 2009, dos 2.530 veículos envolvidos em acidentes de trânsito em Blumenau, 2,4% (62) eram bicicletas. Ano passado, o município não registrou nenhuma morte de ciclista. Este ano, das 18 mortes no trânsito, uma envolveu um ciclista.(Veja em .pdf)

Por Rafael Waltrick

Saiba mais:

Antes que o mundo pare – artigo de Fabrício Cardoso fala do excesso de automóveis em Blumenau e estimula o debate sobre as novas ciclofaixas da cidade.
Comerciantes criticam áreas para ciclistas – reportagem no Jornal de Santa Catarina faz o contraponto com as queixas dos comerciantes.

Blumenau prepara-se para a segunda Bicicletada

Neste sábado, 20 de junho, vai ocorrer em Blumenau a segunda edição da Bicicletada local. O ponto de encontro será o Parque Ramiro Ruediger, às 10h.

A Bicicletada está prevista para acontecer em qualquer condição climática.

Blumenau 2009-06-20

A primeira edição da Bicicletada local ocorreu no dia 9 de maio e, mesmo com o tempo nublado, reuniu cerca de 15 ciclistas, que pedalaram pela região central da cidade.

Quer saber mais? Visite a página da Bicicletada Blumenau ou então participe das discussões através da comunidade do orkut.

Em Blumenau tem Bicicletada

Está confirmado! No dia 9 de maio, às 10h, os ciclistas de Blumenau vão se encontrar no Parque Ramiro Ruediger para a primeira edição da Bicicletada local.

Pode-se comparecer de bicicleta, skate, patins, patinete ou qualquer outro veículo não motorizado. É uma boa oportunidade participar de um movimento por um trânsito mais humano e ainda passar um tempo com os amigos e a família às vésperas do Dia das Mães.

Cartaz da Bicicletada Blumenau 2009-05-09 01.

Confira o trajeto sugerido pelos participantes. As articulações estão ocorrendo através da comunidade do orkut Bicicletada Blumenau.

Massas Críticas catarinenses – julho de 2015

Julho finda trazendo consigo o frio que teimou em não aparecer no inverno. Mas acalentou sensações mistas de esperança e desconfiança no coração dos ciclistas.

O Floribike prolonga mais um pouco seu fardo de ser o sistema de compartilhamento de bicicletas mais enrolado do mundo. Já são 8 anos do projeto à sua não execução. Mas não deve sê-lo por muito mais tempo. O adiamento, desta vez, foi pouco: para 25 de agosto é a abertura dos envelopes das empresas concorrentes!

Mas as mentiras continuam a permear a administração municipal de Florianópolis.

Neste mês anunciaram, neste mês anunciaram… que foi feita ciclovia na Rua Dante da Pata, nos Ingleses.
Na realidade, na realidade… mesmo com espaço, só há linha branca nas laterais, onde carros ficam a estacionar.

Neste mês anunciaram, neste mês anunciaram… que ciclovia na Rua Padre Rorh, em Santo Antônio de Lisboa há.
Mas omitiram, mas omitiram… que ciclofaixa não é ciclovia e que a Secretaria de Obras optou por um projeto pior e mais caro. Ao contrário da lei, pior para ciclistas e pior para pedestres.

Neste mês anunciaram, neste mês anunciaram… que na revitalização da Av. Ivo Silveira haveria travessia elevada nas ortogonais à via, para facilitar ciclistas, pedestres e cadeirantes.
Mas mentiram, mas mentiram… porque isso lá não haverá!
E omitiram, e omitiram… que vão criar problemas de desenho urbano para poder com asfalto gastar.
(e danem-se pedestres e ciclistas, porque, embora a avenida vá ficar melhor do que hoje, poderia ser ainda mais!)

Neste mês anunciaram, neste mês anunciaram… projetos para a revitalização das avenidas Jorge Lacerda e Waldemar Vieira. E, neles, ciclovia há.
Mas, como era de se esperar,
aos perfis viários analisar,
facilmente se há de notar
que muito se poderia melhorar.

Com as vias daquela largura
aos carros alta velocidade.
E aos ciclistas a amargura
de pista ciclável de tal finura
que se pensa que a mobilidade
é destituída de acessibilidade.

Um projeto melhor se poderia vislumbrar
se com duas rodas ou sola de pé
in loco se observasse
E na cidade reparasse.
Da mobilidade o foco no tripé
daria às ruas um novo olhar, um novo andar.

Ciclistas, pedestres, o coletivo
Será que ainda é difícil pensar nisso?

O lado bom é que ainda há esperança. E elas surgiram num vulto que não se omite. Melhorias à frente frente ao que já existe. Ciclovias recuperadas antes que tardias. E projetos de lei que visam a facilitar a vida do oprimido que não se cansa de pedalar.

Confira abaixo quando e onde os oprimidos catarinenses vão se unir para força adquirir.

Blumenau

Saída às 20h em frente à Prefeitura, na Praça Victor Konder.

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Brusque

Brusque 2015-07-31

Florianópolis

Concentração na pista de skate da Trindade. Saída às 20h.

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Joinville

Joinville 2015
Manifesto de Joinville

Na última terça feira (20), um jornalista alegou em sua coluna que Joinville tem “excesso de ciclovias”.

Nos próximos dez dias estará acontecendo o Festival de Dança em Joinville, um evento que rendeu apelido de “cidade da dança” ao município. Outros apelidos surgiram na história de Joinville, “cidade da bicicleta”, por exemplo, puro marketing usado para vender a cidade com “ar europeizado”, mas sabemos que nada disso corresponde com a realidade. 

Sabemos da precária infraestrutura de Joinville, não só para ciclistas, mas para pedestres, cadeirantes, deficientes visuais e para quem utiliza o transporte coletivo.

O Massa Crítica de Joinville acontece toda última sexta-feira do mês, é um evento que reuni ciclistas de toda a cidade, para promover a cultura do uso da bike, bem como, chamar a atenção para os problemas da mobilidade urbana, especialmente, a infraestrutura cicloviária. 

Pensando nisso, o Massa Crítica deste mês fará uma homenagem à “cidade da dança” e da “bicicleta”, com o número “A dança da bicicleta”.

Participe! Pegue sua zica e venha pedalar por uma cidade melhor!

A “cidade da bicicleta”, nunca foi a “cidade dos ciclistas”!

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Cidades catarinenses participarão de Bicicletada Internacional em prol de ciclovias

Soou estranho quando a promotora de Justiça de Habitação e Urbanismo do Ministério Público do Estado de São Paulo (MPE/SP), Camila Mansour Magalhães da Silveira, solicitou ao Tribunal de Justiça estadual para que paralisasse a construção de novas ciclovias no maior município do Brasil.

Afinal, São Paulo obtivera reconhecimento internacional havia poucos meses, sagrando-se vencedor da 10ª edição Sustainable Transport Award (Prêmio de Mobilidade Sustentável), concedido em Washington, nos Estados Unidos. O número de ciclistas nas avenidas com ciclovias e ciclofaixas têm aumentado, de acordo com as contagens da Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo (CicloCidade). E São Paulo, enfim, está tirando o atraso de histórico descaso para com os usuários que escolheram a bicicleta ou o ônibus para se locomover pela cidade – além de mais de 200km de ciclovias, a cidade implantou corredores de ônibus.

Também soou estranho o espaço dedicado aos dois principais jornais impressos do Estado para as críticas, por vezes infundada, contra as ciclovias da cidade. Um exemplo do papel dúbio da mídia pode ser bem expresso pela capa da Veja SP que estampava que o valor gasto com as ciclovias eram de R$ 650 mil/km. Além do valor real ser bem inferior (apenas R$180 mil, abaixo até das planilhas de custo para orçamento de projetos), a Vejinha colocou como exemplo de ciclovia aquela feita na Marginal Pinheiros pela administração estadual, governada pela oposição. Ciclovia segregada e com poucos acessos que não resistiu às chuvas de março. A atuação midiática merece uma análise à parte, mas o acompanhamento dos fatos e das notícias veiculadas na mídia impressa, virtual e televisiva já nos levam a questionamentos sérios em relação ao papel que a imprensa vem ocupando nesse debate.

A atuação do Ministério Público em prol de um veículo privado – e ineficiente em termos de mobilidade – levou os ciclistas às ruas de São Paulo. E não apenas às ruas, mas também ao próprio Ministério Público, que viu seus argumentos contra as obras atuais nas ciclovias serem quase todos desmentidos.

O apoio aos ciclistas paulistanos não tardou em chegar. Dezenas de cidades do mundo programaram Massas Críticas para esta sexta-feira, no que foi chamado de Bicicletada Internacional. O mote de quase todas elas é o mesmo: que as políticas públicas em prol da bicicleta não sejam apenas uma falácia, mas uma realidade!

Florianopolis 2015-03-27 Internacional ciclovias SP

Confira as cidades catarinenses que realizarão a sua Bicicletada em março de 2015.

Blumenau

 Blumenau volta a contar com sua Bicicletada. A saída será às 19h da Prefeitura, na Praça Victor Konder.

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Brusque

Brusque 2015-03-27

Florianópolis

Segunda mais antiga Massa Crítica do Brasil, Florianópolis não poderia ficar de fora da Bicicletada Internacional. A concentração tem início às 18h, na pista de skate da Trindade, em frente ao Shopping Iguatemi. A saída será às 19h.

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Florianópolis contará também neste sábado com atividades gratuitas em comemoração aos seus 289 anos de emancipação política de Laguna. O Movimento Floripa de Bicicleta exposição de bicicletas antigas e palestras de bike fit, Cycle Chic, cicloturismo e mecânica básica.

Florianopolis 2015-03-29 Movimento Floripa de Bicicleta

Joinville

Março foi um mês negro para Joinville. Em uma mesma semana, dois ciclistas morreram atropelado na mesma rua. Esse fato ajudou a reagrupar a Bicicletada local, que ocorrerá hoje, a partir das 18h30, na Praça da Bandeira.

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