Livro “A Bicicleta no Brasil 2015” será lançado em Florianópolis

Após ser divulgado no Fórum Mundial da Bicicleta, em Medellín, Colômbia, em fevereiro, e de ter lançamento simultâneo em 9 capitais brasileiras, em maio, finalmente chega a Florianópolis o livro “A Bicicleta no Brasil 2015”.

Livro Fpolis 2015 oficial

O lançamento em Florianópolis do livro ocorrerá nesta quinta-feira, 17 de setembro, às 20hs na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (ALESC). O livro conta as atuais situações de mobilidade urbana e uso da bicicleta em 10 capitais de estados brasileiros.

A obra foi feita por uma parceria entre União de Ciclistas no Brasil (UCB), da qual a ViaCiclo é uma das fundadoras, Aliança Bike, Bicicleta para Todos e Bike Anjo e teve patrocínio do Itaú. Os textos e pesquisas foram escritas por integrantes de 10 organizações ligadas ao uso da bicicleta no Brasil.

Encarregado de descrever sobre a situação de Florianópolis, Fabiano Faga Pacheco, integrante da ViaCiclo, apresentou um panorama histórico sobre o cicloativismo na capital catarinense, além de abranger a implantação de políticas públicas voltadas  à bicicleta no município, mostrando dados sobre deslocamento e infraestrutura cicloviária, num texto com contornos de crônica emoldurado por gráficos das informações mais relevantes.

Quem estiver interessado, poderá adquirir o livro na ALESC. Ele será comercializado a R$ 20,00 para associados da ViaCiclo e a R$25,00 para não associados. Quem quiser se tornar associado contribuinte da ViaCiclo e efetuar pagamento da anuidade (R$60,00) na hora, receberá um exemplar do livro.

Massas Críticas catarinenses – julho de 2015

Julho finda trazendo consigo o frio que teimou em não aparecer no inverno. Mas acalentou sensações mistas de esperança e desconfiança no coração dos ciclistas.

O Floribike prolonga mais um pouco seu fardo de ser o sistema de compartilhamento de bicicletas mais enrolado do mundo. Já são 8 anos do projeto à sua não execução. Mas não deve sê-lo por muito mais tempo. O adiamento, desta vez, foi pouco: para 25 de agosto é a abertura dos envelopes das empresas concorrentes!

Mas as mentiras continuam a permear a administração municipal de Florianópolis.

Neste mês anunciaram, neste mês anunciaram… que foi feita ciclovia na Rua Dante da Pata, nos Ingleses.
Na realidade, na realidade… mesmo com espaço, só há linha branca nas laterais, onde carros ficam a estacionar.

Neste mês anunciaram, neste mês anunciaram… que ciclovia na Rua Padre Rorh, em Santo Antônio de Lisboa há.
Mas omitiram, mas omitiram… que ciclofaixa não é ciclovia e que a Secretaria de Obras optou por um projeto pior e mais caro. Ao contrário da lei, pior para ciclistas e pior para pedestres.

Neste mês anunciaram, neste mês anunciaram… que na revitalização da Av. Ivo Silveira haveria travessia elevada nas ortogonais à via, para facilitar ciclistas, pedestres e cadeirantes.
Mas mentiram, mas mentiram… porque isso lá não haverá!
E omitiram, e omitiram… que vão criar problemas de desenho urbano para poder com asfalto gastar.
(e danem-se pedestres e ciclistas, porque, embora a avenida vá ficar melhor do que hoje, poderia ser ainda mais!)

Neste mês anunciaram, neste mês anunciaram… projetos para a revitalização das avenidas Jorge Lacerda e Waldemar Vieira. E, neles, ciclovia há.
Mas, como era de se esperar,
aos perfis viários analisar,
facilmente se há de notar
que muito se poderia melhorar.

Com as vias daquela largura
aos carros alta velocidade.
E aos ciclistas a amargura
de pista ciclável de tal finura
que se pensa que a mobilidade
é destituída de acessibilidade.

Um projeto melhor se poderia vislumbrar
se com duas rodas ou sola de pé
in loco se observasse
E na cidade reparasse.
Da mobilidade o foco no tripé
daria às ruas um novo olhar, um novo andar.

Ciclistas, pedestres, o coletivo
Será que ainda é difícil pensar nisso?

O lado bom é que ainda há esperança. E elas surgiram num vulto que não se omite. Melhorias à frente frente ao que já existe. Ciclovias recuperadas antes que tardias. E projetos de lei que visam a facilitar a vida do oprimido que não se cansa de pedalar.

Confira abaixo quando e onde os oprimidos catarinenses vão se unir para força adquirir.

Blumenau

Saída às 20h em frente à Prefeitura, na Praça Victor Konder.

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Brusque

Brusque 2015-07-31

Florianópolis

Concentração na pista de skate da Trindade. Saída às 20h.

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Joinville

Joinville 2015
Manifesto de Joinville

Na última terça feira (20), um jornalista alegou em sua coluna que Joinville tem “excesso de ciclovias”.

Nos próximos dez dias estará acontecendo o Festival de Dança em Joinville, um evento que rendeu apelido de “cidade da dança” ao município. Outros apelidos surgiram na história de Joinville, “cidade da bicicleta”, por exemplo, puro marketing usado para vender a cidade com “ar europeizado”, mas sabemos que nada disso corresponde com a realidade. 

Sabemos da precária infraestrutura de Joinville, não só para ciclistas, mas para pedestres, cadeirantes, deficientes visuais e para quem utiliza o transporte coletivo.

O Massa Crítica de Joinville acontece toda última sexta-feira do mês, é um evento que reuni ciclistas de toda a cidade, para promover a cultura do uso da bike, bem como, chamar a atenção para os problemas da mobilidade urbana, especialmente, a infraestrutura cicloviária. 

Pensando nisso, o Massa Crítica deste mês fará uma homenagem à “cidade da dança” e da “bicicleta”, com o número “A dança da bicicleta”.

Participe! Pegue sua zica e venha pedalar por uma cidade melhor!

A “cidade da bicicleta”, nunca foi a “cidade dos ciclistas”!

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Homem Livre

Nesta terça-feira, 23 de junho, será lançado em Florianópolis o filme “Homem Livre” (Brasil, 88min), durante o Festival Fam Panvision / Florianópolis Audiovisual Mercosul. O filme terá uma exibição gratuita  no Auditório Garapuvu do Centro de Cultura e Eventos da Universidade Federal de Santa Catarina, às 16h30.

Filme Homem Livre

Sob direção de Gisele Mirabai, o documentário, retrata a viagem ao redor do mundo que o ciclista Danilo Perrotti Machado realizou com o seu veículo de duas rodas.

Após a exibição, haverá ainda o lançamento do livro “Homem Livre” (Ciao Ciao Editorial, 333 págs.), escrito por Danilo, com sessão de autógrafo.

Confira abaixo a resenha feita pelos Pedarilhos sobre o filme:

“Tivemos o prazer de assistir o Filme Homem Livre em Pré-Estreia no Encontro Nacional de Cicloturismo este mês e nos emocionou muito, principalmente após ter lido o livro.

Danilo viajou de bicicleta durante mais de 3 anos ao redor do mundo, cobrindo uma distância de 50 mil km e visitando 59 países. Se não fosse impressionante o suficiente este feito, ele e sua companheira Gisele compartilham esta história conosco através do filme documentário e Livro – Homem Livre. 

Recomendamos fortemente que assistam (e que também leiam o livro)! É lindo, feito com muito empenho, reflexão, dedicação, amor e profissionalismo, e com toda certeza muito suor!”

Livro “Bicicleta no Brasil 2015”

Nesta quinta-feira, haverá um lançamento simultâneo em 9 capitais brasileiras do livro “A Bicicleta no Brasil 2015”. O livro é uma parceria da União de Ciclistas do Brasil (UCB) com o Bike Anjo, Bicicleta para Todos e Aliança Bike, com patrocínio do banco Itaú.

Além de mostrar um panorama da mobilidade ciclística do Brasil, contando as iniciativas das entidades promotoras, associações de ciclistas de 10 capitais do Brasil, todas membras da UCB, foram convidadas a contar a sua história e a relação da bicicleta com a política pública e a paisagem urbana de sua cidade.

convite a bicicleta no brasil

Para Bicicleta na Rua, é uma situação muito especial. O autor do capítulo referente à capital de Santa Catarina é o editor deste site, que escreveu o conteúdo em nome da Associação dos Ciclousuários da Grande Florianópolis (ViaCiclo).

Infelizmente, é justamente Florianópolis a única capital contemplada que não fará o seu lançamento junto as demais cidades. Lá, o lançamento deverá ocorrer entre junho e julho, provavelmente na Assembléia Legislativa do Estado de Santa Catarina (ALESC). Dentre os motivos, está uma viagem do autor catarinense – neste instante! -, seguida por um refúgio para a finalização da escrita de um outro livro.

Confira aqui onde ocorrerá o lançamento do livro nas outras capitais!

Nous sommes Charlie Hebdo

Nós temos opções perante a diferença.

Podemos dialogar com ela.

Podemos integrar as opiniões contrárias.

Podemos buscar um consenso.

Podemos, em casos inconciliáveis, respeitar a existência da diferença.

E respeitar a existência do outro.

O que se viu na França nesta quinta-feira, 7 de janeiro, foi uma das mais cruéis demonstrações de ódio que pode ocorrer.

Foi uma exemplificação do desejo pela não existência do outro.

Como se o outro não pudesse existir, com suas opiniões divergentes.

As sátiras de Charlie Hebdo não poupavam nada. Valores ocidentais, cristãos, islâmicos. Nada.

Mas era ela uma publicação que manifestava idéias de uma minoria, assim como este blogue quando surgiu.

Particularmente, não acredito em limites para o humor.

Uma piada pode ter graça ou não tê-la.

Os cartuns de Charlie tinham muita graça para uns e muito pouca graça para outros.

Mas Charlie, com sua arma-caneta, não tirava o direito dos outros em existir.

O atentado de hoje não teve graça alguma – ao menos, para ninguém que preze pela existência da vida alheia, com sua variedade de formas, crenças e pensamentos.

Os tiros de hoje não tiveram graça.

Pensando bem, talvez haja sim um limite para o humor: que ele não tire a preciosidade da vida.

Visto sob esta ótica, o humor de Charlie Hebdo era superior ao não-humor das balas na carne humana que hoje atravessaram os ares de sua redação;

O atentado não é suficiente para calar a voz de quem diferente pensa.

Pode amedrontar, mas não emudecer.

O efeito, provavelmente, será ainda o contrário do esperado: mais canetas cortarão o ar em desenhos repletos de opiniões.

A mera caneta de Charlie é mais poderosa do que as armas que lhe tentaram calar.

Porque, metaforicamente, nesta quinta-feira, todos somos Charlie Hedbo.

charlie hebdo

Saiba mais no Le Monde:

Attentat contre « Charlie Hebdo » : Charb, Cabu, Wolinski et les autres, assassinés dans leur rédaction

Bicicletada Floripa comemora 12 anos!

O dia 31 de outubro é o Dia das Bruxas. No Brasil, virou oficialmente o Dia do Saci, como uma forma de homenagear o folclore nacional. Mas, na Ilha de Santa Catarina, a Ilha da Magia, em Florianópolis, as bruxas nunca deixaram de estar presentes no imaginário popular.

Florianopolis 2014-10-31 FloripaComo tem acontecido nos últimos 7 anos, a temática da Massa Crítica da capital catarinense envolve a imaginação no livre fantasiar. As belas bruxas de Franklin Cascaes serão evocadas na luta contra os Boitatás que insistem em apavorar os ciclistas. O desfile bruxólico está previsto para acontecer a partir das 19h, no ventre da Bruxa que conforma a Ilha de Santa Catarina, mais precisamente na pista de skate da Trindade, em frente ao shopping Iguatemi. A pedalada de uivos comemorativos está prevista para sair às 20h, em destino a ser definido pelos presentes, num ritmo leve para que os mais frágeis seres místicos consigam acompanhar.

O duelo dos ciclistas nestes 12 anos de história da Bicicletada Floripa não tem sido fácil. Forças ocultas e poderosas querem que, assim como em Itaguaçu, os ciclistas transformem-se em pedras, imobilizados. Um efeito que até os não pedalantes sentem no dia a dia: a imobilidade urbana atinge quem tenta se deslocar das mais diversas maneiras. Mas essas forças ocultas tem sido mais implacáveis com ciclistas e pedestres mesmo.

Ao comparar Florianópolis com São Paulo, cuja Bicicletada completou 12 anos em julho, percebemos o potencial perdido com a caça aos magos sobre duas rodas. A Ilha da Magia, em 2002, era uma das cidades com maior malha cicloviária do país. Embora com pouca quilometragem absoluta, destacava-se também pela qualidade de suas ciclovias. Doze anos depois, Floripa adotou uma tática falha: praticamente só construiu ciclovias nas reformas de vias, quando seu prefeito ou governador tinha a vontade de cumprir a lei. Com isso, os ciclistas tiveram que aumentar seu portfólio de truques: o teletransporte fez-se necessário para cruzar ciclovias que mudam de lado na via, sem razão alguma, o desvio de postes passou a ser algo quase instintivo.

Já a São Paulo dos últimos meses adotou uma postura mais folclórica, cansada de ver-se com sacis sem membros. E tem dado certo. A postura de implantar ciclovia mesmo antes da reforma da via garantiu de forma imediata a segurança do usuário da bicicleta. Em vários lugares de São Paulo, o ciclista não precisa mais ter superpoderes para transitar sem que Boitatá o atente.

Já em Florianópolis e em Santa Catarina, a omissão de pessoas como os prefeitos Dário Berger (PMDB) e Cesar Souza Júnior (PSD) e os governadores Luís Henrique da Silveira (PMDB) e Raimundo Colombo (PSD) provocou mortes evitáveis. Foram bruxos superpoderosos imobilizados para sempre que pereceram. Não viraram pedras como na paisagem cênica de Itaguaçu. Foram tornados pó.

Mas o que Boitatá  não sabe é que quanto piores as obras feitas e quanto mais criminosas forem as omissões, mais sobrevida ganha a Massa Crítica! Se a existência desta é uma busca por direitos – em especial, o direito à vida -, mais vezes os mágicos pedalantes irão às ruas chamar a atenção para as forças ocultas e poderosas que dificultam o seu existir.

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Veja também:

6 Anos? Lá vou eu!

Artigo: Prefeitura de São Paulo e a relação do poder público com os ciclistas

Como foi citado em uma troca de mensagem a relação da Prefeitura de São Paulo com os ciclistas é importante fazer um esclarecimento sobre a história dos ciclistas em São Paulo:

A bicicleta é oficializada pela Prefeitura do Município de São Paulo pela primeira vez em um órgão específico no administração, a pedido de Werner Zulauf, Secretário de Verde e Meio Ambiente, que designa Gunter Bantel como coordenador do “Projeto Ciclista”.

Trabalhavam com ele Luís Fernando Calandriello e Ana Maria Hoffmann, e outras pessoas que, me perdoem, não me lembro quem. Ouvia-se que Maluf não se preocupava (?!?) com bicicleta. O número de ativistas pró bicicleta era muito pequeno. As portas da SVMA sempre estiveram abertas. fizeram alguma pouca coisa e não andou mais por que a CET e Secretaria dos Transportes não permitiram.

Prefeitura com Celso Pitta: igual ao tempo Maluf: O número de ativistas pró bicicleta era muito pequeno. As portas da SVMA sempre estiveram abertas. Foi realizado muito pouco, a bicicleta continuou na mídia, mas não andou mais por que a CET e Secretaria dos Transportes não permitiram.

Prefeitura com Martha Suplicy (e Tatto Secretário): A pauta foi outra e praticamente nada se fez pela bicicleta. Quase esquecem da bicicleta no Plano Diretor, mesmo com Sérgio Luís Bianco, PT de carteirinha no bolso e uma das assinaturas do Programa de Governo de Marta, tentando abrir portas. O número de ativistas pró bicicleta era muito pequeno.

Prefeitura com José Serra: Já nos primeiros dias é instituído o grupo interinstitucional para trabalhar o projeto conhecido como GEF / Banco Mundial, que pretendia colocar projetos piloto de bicicleta como modo de transporte e instrumento ambiental em locais de demanda já existente e população de baixa renda. Foi a primeira vez na história que várias secretarias, órgãos e sociedade civil sentavam a mesa para trabalhar pela bicicleta. SVMA, Secretaria de Transportes, Secretaria de Obras, Gabinete da Prefeitura de São Paulo, SP Trans, CET, CPTM, Metrô; mais ANTP, ONG Bike Brasil, ITDP, Escola de Bicicleta, Sérgio Luís Bianco, e quem mais quisesse participar das reuniões. Casa aberta. Foi um maravilhoso trabalho que não teve bom termino por conta de problemas burocráticos daqui, Brasil. Tivemos apresentações de consultores internacionais e outros eventos. Fora isto devesse reconhecer o trabalho de Walter Feldman e Eduardo Jorge, (além da Stela Goldenstein, gabinete), que empurram o que puderam a bicicleta. Não andou por conta da CET, ainda restritiva às bicicletas e aos problemas dos pedestres. Faço questão de dizer que dentro da CET a bicicleta teve muitos inimigos, mais ainda os desconfiados, e “amigos” que não foram assim tão amigos da bicicleta; e funcionários que não estavam ligados diretamente a questão da bicicleta, que por razões internas não puderam mostrar a cara (e ainda não podem) e foram realmente amigos da bicicleta. Outro ponto: A CET é quem tem a responsabilidade legal sobre o trânsito e é de lá que deve sair a assinatura de responsabilidade técnica sobre qualquer projeto (lei federal).

O número de ciclistas atuantes nesta época cresceu, mas ainda era muito pequeno.

Prefeitura com Kassab: enquanto o Secretariado (dois anos) foi o do Serra, que havia sido eleito Governador, a coisa foi relativamente bem. Quando o Kassab realmente assumiu a questão da bicicleta acabou restrita a Ciclo Faixa de Domingo. CET continuou emperrada.

Surge a Bicicletada** e começa aparecer uma garotada nova nas reuniões, mas a recepção na prefeitura de Kassab não é a mesma. Ele só mantém a bicicleta na pauta por que o marketing político assim diz.

A Secretaria de Transportes Metropolitanos (secretário Portella), do Governo do Estado, Serra, começou a fazer os bicicletários da CPTM, uns poucos do Metrô, e as ciclovias da Radial Leste e do rio Pinheiros.

Prefeitura atual, Haddad: os grupos de ciclistas estão muito maiores, organizados e maduros, o que facilita muito. A questão da bicicleta está muito mais encaminhada do que antes dentro das secretarias da própria Prefeitura. A CET, como um todo, aceita com mais facilidade a questão da bicicleta. A sociedade está mais preparada para a bicicleta. Tem muito mais ciclista circulando nas ruas em dias de semana. Enfim, a coisa está muito mais fácil de acontecer.

E o diálogo, em tempos de eleição, sempre é regado a cafezinho passado na hora. Lembrando que o Estado de São Paulo é bem interessante – eleitoralmente. Vamos ver depois.

São muito poucos os que realmente gostam da bicicleta. A maioria sabe que a bicicleta está na moda e que vale uma aposta política nela. Tem gente que a pouquíssimo tempo disse NÃO para os ciclistas e agora está pedalando. Tem gente que historicamente sacaneou com pedestres, pessoas com deficiência, ciclistas e outros alternativos,… e agora vai pedalar, diz que gosta de ciclista, bicicleta? OPS?!
Minha preocupação está no ser inocente útil. Muitos de vocês vão de boa fé e entusiasmo, sem levar em consideração o passado. Posso dizer que o passado não mente. O tempo diz tudo a todos.

Arturo Alcorta*

* Arturo Alcorta é ex-presidente da União de Ciclistas do Brasil e mantém o site Escola de Bicicleta

** N.E.: A Bicicletada surgiu em São Paulo em 2002. No artigo, o autor se refere à participação de ciclistas da Massa Crítica nas reuniões com o poder público.

Poesia – Bicicleta Fantasma

“Esta poesia é dedicada a todos os ciclistas mortos por atropelamento nesse país e, em especial, ao nosso companheiro ciclístico Egon Koerner Júnior, que falecei atropelado por um motorista bêbado quando participava de uma prova de superação – Audax na cidade de Curitiba.” 

BICICLETA FANTASMA

Cabisbaixa às margens da estrada, subjugada, punida, ignorada, batida pelo tempo.
Sou bicicleta fantasma, minha morte faz te lembrar
Que hoje sou bicicleta sem alma; muitas outras eu tento salvar.
Dividida, atônita, aturdida, pressa ao teu passado; sofro só de vê-los passar sem um corpo a me pedalar.
Sou bicicleta branca, fantasma, sabe lá o nome que querem me dar,
Sou calada, amordaçada, indefesa e não posso falar.

Sou bicicleta sem alma, minha morte faz te lembrar
Ninguém sabe agora és morta.
Nem disso eu posso falar.
Amordaçam minhas rodas, não posso gritar.
Entre amarras e presilhas, meu corpo minhas rodas estão livres mas não posso tu levar.
Sou bicicleta morta, o significado de estar morta só eu posso lhes mostrar.

Sou uma velha, desprezada, reciclada, remontada sabe lá, o nome que querem me dar,
Mas sou bicicleta morta e da morte te fazer lembrar.
Sou menina, sou menino, não importa! Sou simplesmente bicicleta morta.

Fui roubada, ultrajada para outro me usar, mas sou bicicleta morta e pro meu lugar devo voltar.
Vejo amigos, vejo estranhos, vejo a vida me rondar.
Vejo as lágrimas da amada que se curva a chorar.
Vejo luas, tempestades, vejo o inverno passar.
Vejo flores de saudades, lembranças a me acalentar.
Represento vida e morte daqueles que vejo passar.

Sou bicicleta morta, e morta estou,
Sou bicicleta branca, e branca estou,
Sou fantasma sem alma, sabe lá o nome que ainda terei
Fantasma sem alma; morta está… e branca me tornei.
Tu que me fizeste fantasma, branca sem alma, de ti sempre lembrarei.

Nicolau Marques Júnior
[Florianópolis, 2014]

Pedala Curitiba já percorreu o equivalente a mais de 13 voltas em torno da Terra

Desde que foi criado, em 2008, o Pedala Curitiba, evento criado pela prefeitura da cidade para proporcionar atividade física e de lazer já percorreram mais de 554.000 km sobre bicicleta, o que seria equivalente a dar 13,83 voltas em torno do Planeta Terra. Pelo menos essas são as estatíticas apresentadas por Marcelo Luis Miranda e Eduardo Galeb Junior, funcionários da Secretaria Municipal do Esporte, Lazer e Juventude de Curitiba. Os dados foram passados durante palestra na manhã desta quinta-feira, 13 de fevereiro, no Fórum Mundial da Bicicleta, cuja sede da terceira edição acontece na capital paranaense.

Confira abaixo a apresentação da palestra na íntegra:

APRESENTACAO PEDALA CURITIBA NO FORUM MUNDIAL DA BICICLETA 02.2014

Para quem pedala eventualmente, fotos de diversas pedaladas podem ser vistas pelo site Cicloativismo.Com

Apresentação da Oficina de Planejamento Cicloviário do 3° Fórum Mundial da Bicicleta

Confira abaixo a parte teórica da Oficina de Planejamento Cicloviário, ministrada pelo arquiteto Antonio Miranda durante a atividade de estréia da terceira edição do Fórum Mundial da Bicicleta.

Oficina de Planejamento Cicloviário - Palestra 4Tenha acesso neste link a todo o material da oficina, incluindo guias para construção de ciclovias e manuais para implementação de política cicloviária.

Participantes do Fórum Mundial da Bicicleta terão desconto em livro

A Editora InVerso topou o desafio de publicar o livro “Minha Garagem é uma Sala de Estar”, de Luis Claudio Brito Patricio, pesquisador do Grupo Transporte Humano e cicloativista reconhecido nacionalmente. Luis Patricio é um dos membros fundadores da União de Ciclistas do Brasil e, além da coordenação da terceira edição do Fórum Mundial da Bicicleta, que vai acontecer em Curitiba durante os dias 13 e 16 de fevereiro deste ano, participou dos primeiros Encontros Nacionais de Bicicletada do Brasil.

O livro foi lançado oficialmente em 28 de setembro, na Bicicletaria.net, no Centro Cívico de Curitiba, um espaço não convencional que promove a interação entre pessoas. Em novembro, o livro esteve também no Seminário de Integração Ciclística de Camboriú e Balneário Camboriú, em Santa Catarina.

E para os participantes no Fórum Mundial da Bicicleta existe um motivo a mais para não sair de Curitiba sem as 159 páginas do livro: quem estiver inscrito no evento terá desconto de 30% para levar o seu exemplar!

CAPAS MINHA GARAGEM É UMA SALA DE ESTAR LIVRO 13X19 CM 04 09 20

Confira mais sobre o livro

O trânsito de Curitiba é maior a cada dia e abrir mão do carro é uma opção cada vez mais atraente. Luis Patricio e sua família contam em “Minha Garagem é uma Sala de Estar” como se adaptaram com a vida na cidade sobre as duas rodas de suas bicicletas e as mudanças de mentalidade que essa escolha incentivou.

“Minha Garagem…” apresenta a família Patricio – pai, mãe e dois filhos – e sua curiosa rotina na capital do Paraná: não possuem carro e fazem a maioria dos seus trajetos de bicicleta. A garagem, como revela o título do livro, foi concebida desde o início para ser uma sala de estar ao ar livre, mas muitos outros valores surgiram da opção de um veículo sustentável. A preocupação com o meio ambiente, com a saúde e com relacionamento humano são alguns dos temas abordados nessa brilhante história real.

“Ao escrever este livro, a intenção não foi convencer ninguém a vender o carro e sair por aí pedalando. Nós esperamos apenas poder ser um dos muitos pontos verdes que existem por aí,” conta Luis.

Sobre a Editora InVerso

A Editora InVerso surgiu em 2004, em Curitiba (PR), com o objetivo de oferecer ao público produções com qualidade gráfica e editorial dos mais diversos gêneros literários. Está presente nas principais livrarias do Brasil e também realiza distribuição e divulgação de produtos em toda a América Latina.

Com a missão de oferecer aos leitores um maior número de opções de títulos, a Editora InVerso tem em sua essência, além da característica de identificar e lançar novos autores no mercado literário, o relacionamento de proximidade entre escritor e editora. O catálogo de produtos da Editora conta com obras de literatura infanto-juvenil, autoajuda, negócios, arte, fantasia, contos, romance, poemas, históricos, educação financeira, diário, religioso, teatral, biografia, entre outros.

Crônica natalina – Fernanda Lago

O texto abaixo foi originalmente publicado no periódico Diário Catarinense, versão impressa, na quinta-feira, 12 de dezembro de 2013, na página 3 do caderno Variedades. Pode ser lida também neste link.

cronica - Fernanda Lago DC 2013-12-12 Ops, e Natal

(Veja em PDF)

Continue lendo…

Poesia – Dê um rolê

Pedi minhas contas, viajei e caí no mundão
Vou ver o mundo tendo o mundo como anfitrião
Florestas, rios, cidades e litorais
Pessoas, sentimentos, tradições e rituais
Colocarei meus pés em trilhas, pedras, manguezais
Fazendo o elo entre meus filhos e meus ancestrais
Serei sincero com o meu verdadeiro ser
Quero servir, quero ensinar, eu vim pra aprender

Tainah Lunge

CONEXÃO SUL 2013

Relatos

Dia 1 – Florianópolis à Cachoeira do Amâncio
Dia 2 – Cachoeira do Amâncio a Nova Trento
Dia 3 – Nova Trento

Fotos

Camila Claudino de Oliveira

Fabiano Faga Pacheco / Bicicleta na Rua
Dia 1:FacebookIpernity
Dia 2:FacebookIpernity
Dia 3:FacebookIpernity

João Ricardo Lazaro

Patricia Dousseau

Veja também:Renas Barreto

Hoje as lágrimas lubrificam as correntes
Poesia – Bicicletar é o verbo
Poesia – Descoberta
Poesia – Culto à caixa
Poesia – Peabiru

Artigo: “Ciclovia e Mobilidade Urbana”, por Luiz Henrique da Silveira

Artigo divulgado em 11 de novembro de 2013. Veja também em PDF.

Ciclovia e Mobilidade Urbana

Em setembro de 1978, uma multidão jamais vista em Joinville, aglomerou-se para assistir à inauguração da Ponte do Trabalhador. Construí-la foi o maior compromisso que assumi, durante a campanha eleitoral de 1976.

Ao comparecer em massa, o povo joinvilense demonstrou compreender a importância daquela obra, que fez a união da Zona Leste (Boa Vista, Iririú, Aventureiro) e a Zona Sul (Guanabara, Fátima, Itaum), reduzindo consideravelmente a distância entre esses bairros e criando a primeira linha direta de ônibus entre eles.

Junto com a Ponte, esses bairros ganharam 14 quilômetros de ciclovia, que, embora pioneira em Santa Catarina, ainda é a única via para ciclistas, com essa extensão.

O enfrentamento da questão da mobilidade nas cidades sempre foi uma preocupação que tive quando ocupei cargos executivos, mesmo antes do crescimento colossal da frota de veículos na última década, que acabou fazendo com que o problema passasse a ser um dos que mais atormenta gestores públicos brasileiros.

Assim como Joinville foi a primeira cidade a contar com ciclovia, também foi a primeira a ter terminais de integração (que chamamos de Estações da Cidadania), com a tarifa única para passagem de ônibus. Até 1996, pagavam-se, no mínimo, duas passagens, no deslocamento de um bairro ao outro.

Com a construção daqueles terminais, a instituição da bilhetagem eletrônica e da passagem única, a vida dos trabalhadores de nossa cidade com certeza melhorou. Mas, a mobilidade urbana conquistada aquela época é anulada hoje pela fantástica multiplicação do número de veículos, o que impõe aos governantes decisões criativas, como a que propôs o Senador Randolfe Rodrigues, incluindo no Sistema Nacional de Mobilidade Urbana, as “bicicletas públicas de uso compartilhado”.

Fui o relator desse projeto, aprovado na última semana na Comissão de Constituição e Justiça, atribuindo aos municípios a disponibilização de bicicletas públicas de uso compartilhado.

Esta é uma realidade que já existe em muitas cidades. Cito duas, que são exemplos de uso desse sistema: Paris e Copenhagen.

Na Dinamarca, aliás, 70% das pessoas locomovem-se de bicicleta. Até mesmo Ministros de Estado vão de casa ao trabalho, pedalando.

No Brasil, é preciso mudar a cultura do automóvel. É preciso acabar com o dito idiossincrático de que “ônibus é coisa de pobre”. E incorporar o uso da bicicleta nos hábitos dos cidadãos. Pedalar, além de economizar energia, contribuindo para a qualidade do meio ambiente, é um dos exercícios mais saudáveis.

Os congestionamentos do sistema viário têm levado milhões de brasileiros a perderem preciosas horas de suas vidas no interior de veículos motorizados, que se locomovem a velocidades lentíssimas, emitindo milhares de partículas de CO2 à atmosfera.

Contra esse verdadeiro caos urbano, caracterizado por irritantes filas quilométricas, é preciso deixar o carro em casa; optando pela bicicleta, ou, pelo menos, pelo ônibus.

Por Luiz Henrique da Silveira*

* Luiz Henrique da Silveira é senador da República

Saiba mais:

Projeto do Senado incentiva implantação de bicicletas públicas

Dobráveis Floripa no Green Drinks

A última edição da Green Drinks Floripa, no dia 5 de novembro, contou com o tema “A mobilidade ativa conferindo nova vida às cidades”, numa palestra proferida pelo ciclista e economista Bruno Negri, do grupo Dobráveis Floripa.

Bruno Negri apresentou-se no Green Drinks Floripa. Foto: Mariana Dall'Orto Rodrigues.

Bruno Negri apresentou-se no Green Drinks Floripa. Foto: Mariana Dall’Orto Rodrigues.

Confira a palestra dele no Prezi:

Abaixo, folder de divulgação do evento:

Florianopolis 2013-11-05 Green Drinks

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