Pratique ciclismo sem riscos à saúde

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Saiba como evitar lesões causadas pela prática incorreta do ciclismo

Problemas mais comuns são as tendinites nos joelhos e as hérnias de disco

Mais que adrenalina e velocidade, o ciclismo pode permitir uma sensação única de liberdade para quem pratica. Considerado o sétimo esporte mais saudável pela revista Forbes, em 2010, a modalidade proporciona resistência cardiorespiratória, força e resistência muscular, flexibilidade, além do gasto calórico, mas pode ser aliado de danos corporais se praticado de maneira incorreta, excessiva ou se acontecerem quedas graves. Entre as ocorrências estão a fascite plantar, a parestesia peniana, as lesões musculares e a lombalgia — que se não for tratada pode evoluir para uma hérnia de disco.

O fisioterapeuta Giuliano Martins, diretor regional da Associação Brasileira de Reabilitação de Coluna (ABRC), explica como isso acontece:

— As dores nas costas são decorrentes da posição mal ajustada do ciclista sobre a bicicleta. Os músculos que podem ser afetados são os glúteos, piriforme, isquiotibiais paravertebrais, multífidos e o quadrado lombar. Este último está localizado entre primeira vértebra lombar e vai até a segunda vértebra sacal, conhecidas como L1 e S2. Por isso que a escolha e a regulagem correta do equipamento são importantes para evitar as lombalgias, e futuramente, as hérnias de disco.

Alongamento e fortalecimento muscular estão entre as principais recomendações preventivas para quem pretende praticar ciclismo. Foto: Eduardo Schaucoski / Divulgação.

Alongamento e fortalecimento muscular estão entre as principais recomendações preventivas para quem pretende praticar ciclismo. Foto: Eduardo Schaucoski / Divulgação.

Martins explica que outro problema muito comum nos joelhos são as tendinites.

— O movimento de pedalar é feito principalmente pelo quadríceps mais especificamente pelo vasto medial. Uma pedalada com técnica errada ou pedalada com muita sobrecarga (subidas, pedaladas travadas) vai sobrecarregar esta musculatura e pode causar lesões. É importante escolher o tamanho de quadro correto ao tamanho de cada pessoa e observar as regulagens e os ajustes para o corpo. Outro conselho é evitar pedalar em marchas muito pesadas para não sobrecarregar os joelhos e realizar aquecimentos antes e alongamentos depois dos exercícios — esclarece.

Inseridos no grupo de risco, os sedentários devem ter cuidados redobrados na hora da prática esportiva.

— Estas pessoas possuem uma grande fraqueza nos músculos. Estes músculos são os responsáveis por manter a coluna estabilizada e a postura sobre a bicicleta é fator determinante no surgimento de lesões cervicais e lombares, por isso a musculatura fortalecida é essencial — destaca Martins.

Segundo o especialista, em casos de hérnia de disco, o recomendado é tratar o paciente com fisioterapia e a técnica de RMA (Reconstrução Músculo Articular da Coluna Vertebral), que reúne também as mesas de tração e flexo-descompressão.

— A dica para a prevenção de qualquer dano, além do fortalecimento, é sempre se alongar antes e após o exercício, fazer abdominais, repouso adequado e, é claro, saber o próprio limite — completa.

Conheça outras lesões e como evitá-las:

Lesões musculares

Ocorrem principalmente no tríceps sural e nos quadríceps, em geral por, overuse (excesso de uso). Alongue-se diariamente após os exercícios.

— Procure praticar musculação para promover o fortalecimento dos grupos musculares envolvidos no ciclismo.

— Descanse depois de treinos muito árduos e de competições. O repouso deve fazer parte de seu treinamento.

Parestesia peniana

É a dormência e falta de sensibilidade na região entre as pernas, que vai apoiada no selim da bicicleta. Nas mulheres ocorre a parestesia dos grandes lábios. O nervo, quando submetido a uma compressão por longo período de tempo, passa a ter menor sinal de impulso nervoso, o que leva a perda de sensibilidade temporária. Não há relatos de perda de potência devido ao ciclismo. Cada um deve conhecer o limite de tempo que pode ficar sentado sobre o veículo. Para iniciantes, apenas 20 minutos podem gerar incômodos.

— Use bermuda de ciclismo com o forro feito de uma espuma de alta densidade, mesmo em aulas de ciclismo indoor.

— Procure adquirir um selim vazado no centro que ajuda a aliviar a pressão nessa região.

Fascite plantar

É a sensação de queimação na planta do pé, dor na parte posterior da sola ao tocar o chão. Geralmente o pior momento da dor acontece durante os primeiros passos pela manhã ou durante o início da corrida. Dentre os fatores predisponentes encontram-se a falta de alongamento e aquecimento, mais comum em pés cavos, obesidade, pronação e supinação excessivas e idade avançada.

— Procure usar sapatilhas próprias para ciclismo.

Fonte: Vida e Saúde / Diário Catarinense on line, em 23 de outubro de 2013, às 7h01.

Saiba mais:

(Mobilidade nas Cidades) Caminhar e pedalar salvam vidas

(XI) Especial Floribike: Bicicletas coletivas que salvam vidas

O Dopping no Ciclismo Profissional

Pedalar para o trabalho fortalece o coração

(Vídeo) Propaganda sincera

O vídeo abaixo, do Copenhagenize, mostra como seriam as propagandas de automóveis caso a indústria mostrasse realmente os resultados dos produtos que vende.

São “apenas” 1,2 milhão de mortes e 50 milhões de feridos. A cada ano!

Pois é… se comerciais de carros fossem baseados em fatos, não em ficção, as coisas seriam bem diferentes!

Veja também:

OMS lança campanha para redução de mortes no trânsito

Propaganda saudável

(Mobilidade nas Cidades) Caminhar e pedalar salvam vidas

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O médico da UNIMED e pesquisador da UDESC Tales de Carvalho fez uma compilação de diversos estudos dos últimos anos para fazer um paralelo entre a saúde e a mobilidade urbana. E foi categórico:

– Ser regularmente ativo salva vidas!

Para ele, formas de mobilidade que incluam o caminhar e o pedalar devem ser incentivadas. E mesmo quem usa o transporte coletivo não fica de fora dos benefícios. Afinal, quem pega o ônibus também acaba tendo que caminhar.

E não precisa ser adepto da academia ou ter boa forma física: um estudo de 2001 detectou que 40min diários eram suficientes para reduzir em 31% a mortalidade de cardiopatas. Além disso, outro estudo detectou que, a partir de 50min/dia de atividade física, ocorre regressão de lesóes coronarianas em pacientes aterioscleróticos.

Os benefícios à saúde pública ficam evidentes. A cada US$ 5.000,00 gastos em programas de reabilitação cardíaca (prevenção) economiza-se US$126.000,00 em cirurgia de angioplastia, por exemplo. Sem contar os benefícios físicos e emocionais gerados pela primeira frente ao quadro de recuperação lenta da operação invasiva.

Tales também mostrou outro estudo, de 2002, que compara os benefícios da atividade física entre pessoas cardíacas e não-cardíacas. Em ambos os grupos, quanto mais ativas fossem as pessoas, menor o risco de morte, tanto para cardíacos quanto para pessoas normais. Inclusive, o estudo demonstrou que o risco de morte é maior para pessoas não-cardíacas sedentárias do que para cardíacos ativos.

Sobre o Floribike, sistema de aluguel de bicicletas que está em licitação em Florianópolis, o médico vê como uma oportuniade excelente de gerar impactos positivos na saúde física e mental dos moradores, além de contribuir para a redução dos poluentes no ar.

Tales de Carvalho falou dos benefícios da inserção da atividade física intrínseca aos deslocamentos. Foto: Fabricio Sousa.

Tales de Carvalho falou dos benefícios da inserção da atividade física intrínseca aos deslocamentos. Foto: Fabricio Sousa.

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(Mobilidade nas Cidades) Íntegra da palestra de Gil Peñalosa

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(XI) Especial Floribike: Bicicletas coletivas que salvam vidas

Estudo demonstra que o Bicing, o serviço de bicicletas públicas de Barcelona, salva 12 vidas a cada ano e reduz a emissão de CO2 em mais de 9.000 toneladas .

Investigadores do Centro de Investigação em Epidemiologia Ambiental (CREAL) de Barcelona informam que os benefícios para a saúde da atividade física ao deslocar-se de bicicleta dentro da cidade são muito maiores que os riscos devido à poluição do ar e aos acidentes de trânsito.

De fato, estes benefícios foram quantificados e confirmam que, graças ao uso habitual do Bicing, o número anual de mortes diminui a uma taxa de 24%. No caso da cidade de Barcelona, esse número representa o salvamento de 12 vidas. Além disso, as emissões de CO2 reduzem-se em mais de 9.000 toneladas durante o mesmo período.

Os resultados, publicados no British Medical Journal, baseiam-se em um estudo de impacto na saúde do Bicing, o sistema de bicicletas públicas de Barcelona, que hoje conta com cerca de 6.000 bicicletas, 420 estações e 120.000 usuários cadastrados.

Estes serviços são cada vez mais populares na Espanha e mais de 70 cidades já contam com ele, incluindo Bilbao, Córdoba, Gijón, São Sebastião, Santander, Sevilha, Valência e Saragoça.

O Dr. David Rojas-Rueda, investigador do CREA e principal autor deste estudo, parte do projeto TAPAS (Transportation, Air Pollution and Physical Activities), declara que “é evidente que as políticas de transporte que promovam a atividade física são uma maneira para melhorar a saúde da população e reduzir os gastos  em saúde pública”.

Trata-se da primeira pesquisa que quantifica o impacto na saúde da implantação destes serviços, “que tem tido grande êxito e estão se extendendo para todo o mundo”, segundo o investigador Rojas-Rueda. No caso do Bicing, 11% da população de Barcelona já havia se cadastrado no sistema no ano de 2009. O deslocamento para ir ao trabalho ou à escola correspondiam a 68% das viagens e 37% dos usuários combinaram as bicicletas coletivas com outro meio de transporte. A distância média que é percorrida com o Bicing é de 3,29 quilômetros por dia, com uma duração média de 14,1 minutos.

Tendo em conta estes dados, o pesquisados do CREAL acrescenta que “há, contudo, muito espaço para melhorar estes números e, portanto, aumentar os benefícios para a saúde e o meio ambiente”. De fato, o estudo foi motivado pela preocupação global sobre as altas taxas de sedentarismo, a epidemia da obesidade e o aumento dos níveis de poluição do ar nas cidades, que instituições como a Organização Muncial da Saúde, a Comissão Européia e o Centro da União Européia para o Controle de Enfermidades demonstraram.

Artigo de referência:

The health risks and benefits of cycling in urban environments compared with car use: health impact assessment study. Bristish Medical Journal (2011). doi=10.1136/bmj.d4521.

Fonte: Traduzido e adaptado de notícia de 5 de agosto de 2011 do Centro de Investigación en Epidemilogía Ambiental.

Saiba mais:

(I) Especial Floribike: Edital de concorrência será lançado no aniversário da cidade
(II) Especial Floribike: São Paulo e Rio de Janeiro foram pioneiros
(III) Especial Floribike: Projeto de bicicletas coletivas vem de 2009
(IV) Especial Floribike: Conheça as concorrentes – Compartibike
(V) Especial Floribike: Conheça as concorrentes – Movement Barcelona
(VI) Especial Floribike: Conheça as concorrentes – Serttel
(VII) Especial Floribike: As empresas que ficaram pelo caminho
(VIII) Especial Floribike: A opção por Nova York
(IX) Especial Floribike: Compartilhamento universitário
(X) Especial Floribike: Iniciativa do interior do Paraná é premiada
(XI) Especial Floribike: Bicicletas coletivas que salvam vidas
(XII) Especial Floribike: Como funcionará em Florianópolis

Veja também:

Floribike: encaminhamento do edital homenageou os 10 anos da Bicicletada em Florianópolis
Apenas duas empresas são habilitadas a concorrer ao sistema de bicicletas públicas de Florianópolis
Aberto edital de pré-qualificação do sistema de bicicletas públicas de Florianópolis
Aluguel de bicicletas de Florianópolis é tema de Podcast
Embora pronto, edital das bicicletas públicas de Florianópolis não será lançado em 2011
Ata da Audiência Pública do Sistema de Bicicletas Públicas de Florianópolis (Floribike)
Florianópolis dá primeiro passo para implantação de bicicletas coletivas
Audiência pública debaterá aluguel de bicicletas em Florianópolis
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Florianópolis espera contar com bicicletas públicas em 2012

Mude de vício

Pedala Parkinson e reunião sobre SC-405

Os próximos dias serão marcados por atividades para os mais diversos tipos de ciclistas de Florianópolis. Haverá desde treinos até pedaladas mais leves, passando também por assuntos que interessam aos preocupados com a mobilidade urbana.

Audax Floripa

Neste domingo, às 7h, saindo da Della Bikes, na Trindade, acontecerá o segundo treino oficial para quem pretende concluir o Audax Floripa 200km ou o Desafio de 100km. O percurso do Desafio (e também parte do trecho principal) será feito em nível intermediário, num total de 80km.

Pedala Parkinson 2012

Devido à chuva, o Pedala Parkinson foi transferido para este domingo, saindo às 15h do trapiche da Av. Beira-Mar Norte. A concentração inicia às 14h30. A pedalada foi programada para acontecer no último Dia Internacional da Doença de Parkinson (11/04), como forma de mostrar que quem sofre dessa moléstia pode permanecer inserido na sociedade.

SC-405

Segunda-feira será marcada por reunião entre a Comissão Pró-Segurança da SC-405, no Rio Tavares, e o  secretário de Estado de Infraestrutura, Valdir Cobalchini, às 17h30. A reunião vai, mais uma vez, tratar das obras complementares à ampliação da pista. Os moradores dos bairros, Rio Tavares, Campeche, Fazenda do Rio Tavares e Cachoeira do Rio Tavares permanecem descontentes com a lentidão de algumas das reivindicações apresentadas em janeiro deste ano.

Pedala Parkinson 2012

A reportagem abaixo foi originalmente publicada na edição on line do periódico Diário Catarinense em 05 de abril de 2012 (às 15h06). Você pode vê-la no site do DC aqui.

Manifestação na Capital

Pedalada vai marcar Dia Internacional da Doença de Parkinson em Florianópolis

A proposta é estimular o portador da doença de Parkinson a sair na rua e continuar inserido na sociedade. Foto: Guto Kuerten / Agencia RBS.

Evento no dia 11 de abril terá bicicletas especiais para pessoas com maior dificuldade

Com o objetivo de congregar portadores da doença, familiares, cuidadores, profissionais da saúde e amantes do ciclismo, será realizado na próxima quarta-feira, 11 de abril, o Segundo Pedala Parkinson. A atividade que marca o Dia Internacional da Doença de Parkinson sairá da frente da Reitoria da UFSC às 15h, com concentração a partir das 14h30min.

De acordo com os organizadores, o evento contará com bicicletas especiais para pessoas com maior dificuldade. Da UFSC os participantes seguirão até o início da Avenida Beira-Mar Norte e o Koxixos, retornando ao ponto de partida, em um trajeto de aproximadamente 10 quilômetros.

— A proposta é estimular o portador da doença de Parkinson a sair na rua e perceber que ele pode continuar inserido na sociedade — explica a professora do Departamento de Enfermagem da UFSC Ângela Maria Alvarez, líder do Grupo de Estudos sobre Cuidado de Saúde de Pessoas Idosas.

O Segundo Pedala Parkinson foi organizado pela Associação Parkinson Santa Catarina, em parceria com a UFSC e Prefeitura de Florianópolis, entre outras entidades. O mal de Parkinson é uma doença degenerativa do sistema nervoso central em que ocorre perda de um neurotransmissor chamado dopamina. A falta de dopamina resulta em uma série de sintomas motores, como tremor, rigidez muscular e lentidão de movimentos.

Para mais informações, o telefone da Associação Parkinson Santa Catarina – APASC é (48) 3721-6651 e (48) 3721-9445.

Veja fotos do primeiro Pedala Parkinson aqui e aqui.

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Charge – Passeio a dois!?

Um pedal pró-saúde!

O Dopping no Ciclismo Profissional

Marcelo Sgarbossa, ex-ciclista profissional, abordou nesta quinta-feira, 23 de fevereiro, no Fórum Mundial da Bicicleta, em Porto Alegre, sobre o freqüente uso de dopping por ciclistas.

A mais comum substância usada no dopping é a EPO (Eritopoietina). Ela não aumenta a explosão muscular, mas sim a capacidade de captação de oxigênio pelos tecidos. Os tratamentos que envolviam o uso de EPO para melhorar a performance do ciclista demora cerca de um mês para dar os resultados esperados. Além de EPO, envolvia também aspirina, para dar maior fluidez ao sangue, cuja viscosidade a EPO aumenta. Além disso, o tratamento provoca sonolência. “Você chegava ao alojamento e via os atletas parecendo zumbis”, disse Sgarbossa.

O ciclista conta que, durante uma competição, é normal você perder cerca de 7L de líquido por dia, deixando, dessa forma, seu sangue mais concentrado. Essa perda de líquidos, associada ao uso de EPO, já provocou morte de ciclistas por parada cardiorrespiratória no meio de algumas provas.

Quanto à EPO, que estimula a produção de glóbulos vermelhos no nosso sangue, Sgarbossa explica que o hematócrito normal de uma pessoa varia de 40% a 50% de volume de glóbulos vermelhos em relação ao volume de sangue. Acima desse valor, é considerado dopping por uso de EPO.

Dificilmente, hoje em dia, um atleta vai bem nas competições durante o ano todo. Os tratamentos são feitos para que o ciclista esteja no auge durante dois ou três meses durante o ano, na prova de sua preferência. Um rodízio mensal é feito nas equipes de forma que durante todo o ano algum atleta esteja em condições ótimas de competir.

O hormônio do crescimento (growth hormone) também é outra substância utilizada. Provoca aumento nas extremidades do corpo: mãos, pés, nariz, orelha, dedos, braços, pernas, pênis. Possui efeito mesmo após as pessoas pararem naturalmente de crescer.”Você vê um atleta de 23 anos que num ano calçava 41 e, no seguinte, passou a 43″. O crescimento das extremidades provoca deformações no corpo, dando-o uma aparência estranha.

É mais comum na Europa. Na Itália, por exemplo, onde o ciclismo é idolatrado, é comum pais levarem os filhos adolescentes ao médico para ver se algo pode ser feito para que seu filho adquira um biótipo físico típico de um ciclista profissional.

É muito difícil você prevenir novas formas de se dopar um atleta. “Primeiro vem o dopping, depoi a cura”, diz Sgarbossa. A partir do momento em que uma substãncia que melhora o rendimento de um atleta é considerada dopping, são buscadas novas formas de camuflá-la para obter o mesmo rendimento sem que ela seja detectada nos exames, reclama.

Um pedal pró-saúde!

Mas como assim? Pedalar por si só já não é algo saudável? Sim, sim! Mas a pedalada programada para amanhã terá mais um motivo para ser chamada de “saudável”! Ela será promovida pela Associação Parkinson Santa Catarina (APASC) para incentivar os portadores dessa síndrome a realizarem atividades físicas, melhorando, assim, a qualidade de vida destes!

Confiram o release recebido abaixo e veja outro motivo pelo qual também vale a pena estar lá:

Nesta semana, de 4 a 6 de Maio, Florianópolis sediará o Congresso das Associações de Parkinson do Brasil, promovido pela Apasc. No primeiro dia, faremos uma pedalada para chamar a atenção da sociedade para a síndrome de Parkinson, e principalmente incentivar os portadores a praticarem exercícios físicos.

Pedalar é uma excelente atividade, permitindo ao Pakinsoniano manter sua mobilidade e qualidade de vida. O grande exemplo é o curitibano Roberto Coelho, que ao descobrir que tinha Parkinson começou a pedalar. Ano passado, ao completar 30 anos com a síndrome, comemorou o “aniversário” com uma viagem de bicicleta, de Curitiba a Porto Alegre! Ele estará presente no passeio.

Prestigie a pedalada e ajude a divulgar a mensagem de qualidade de vida! Haverá diversas bicicletas Tandem (de dois lugares) para levar as pessoas com mobilidade reduzida. Os que tiverem experiência em conduzir esse tipo de bicicleta serão muito bem vindos!  O evento é nesta quarta (4/5 – amanhã), a partir das 15h, em frente ao CCS/UFSC (Florianópolis)

Fumaça emitida pelos automóveis compromete a fertilidade masculina

A reportagem abaixo foi originalmente publicada na edição impressa do periódico Diário Catarinense em 19 de dezembro de 2010 (pág. 38). Você pode ler a matéria no site do DC aqui.

SAÚDE MASCULINA

Poluição compromete fertilidade

Um levantamento realizado pela Faculdade de Medicina da USP mostra que a exposição constante à poluição emitida por veículos pode afetar a qualidade do sêmen humano. Foram comparadas amostras do esperma de 61 controladores de tráfego de São Paulo com as de 198 homens férteis do grupo de controle.

Apenas 27% dos espermatozoides dos integrantes do primeiro grupo apresentavam motilidade adequada, isto é, tinham condições de se locomover em velocidade e trajetória adequadas para possibilitar a fecundação do óvulo. No outro grupo, o índice chegava a 40%.

Os “marronzinhos’’, como são conhecidos estes profissionais, ficavam expostos à fumaça seis horas por dia. O estudo não considerou fatores como estresse, tabagismo e idade.

– Ainda não sabemos exatamente qual é o mecanismo que leva os poluentes a prejudicarem a qualidade do esperma, mas supomos que seja por causa dos metais pesados liberados pelos escapamentos – diz a autora do estudo, a biomédica Juliana Andrietta.

Segundo a médica, é possível estender os resultados da pesquisa à população de São Paulo.

– Todos nós ficamos horas parados no trânsito. A poluição é um fator que colabora para essa diminuição da qualidade do esperma, junto com o estresse e a má alimentação – explica.

Estresse é apontado como fator a mais

Para Otto Chaves, chefe do Departamento de Andrologia da Sociedade Brasileira de Urologia, o estresse deveria ter sido levado em conta no levantamento da USP.

– Até que ponto o estresse não entra como componente a mais nos resultados? Um controlador de tráfego vive sob alta pressão – ressalva.

No começo do ano, a Organização Mundial da Saúde redefiniu os níveis ideais de fertilidade masculina. Todos os critérios – concentração de espermatozoides, motilidade e morfologia (forma) – tiveram padrões de normalidade rebaixados.

No caso da motilidade, que foi objeto do estudo da USP, o padrão de espermatozoides em condições de fecundar um óvulo era de 50% em 1999. Hoje é de 32%.

Para Rodrigo Pagani, urologista do Hospital das Clínicas, isso não quer dizer que a fertilidade caiu.

– Os últimos estudos realizados foram mais rigorosos. Notou-se que homens abaixo dos níveis anteriores de fertilidade conseguiram engravidar mulheres.

Saiba mais:

Estudo indica que poluição causa infertilidade masculina

Veja também:

Pedalar para o trabalho fortalece o coração

(Bicicultura) Palestra do prefeito de Sorocaba dá um show de gestão pública

“A gente sabe que a melhor cidade para a gente viver é uma cidade bem planejada”.

Essas foram das primeiras palestras proferidas por Vitor Lippi, prefeito de Sorocaba, cidade de 600 mil habitantes a 85km de São Paulo, cuja economia é baseada nas indútrias metal-mecânica e automobilística, mas que, mesmo assim, tem sido considerada um exemplo da inserção e valorização da bicicleta nas cidades.

“Uma secretaria só não muda uma cidade”, afirmou o prefeito. “Mas todas juntas sim”. A intersetorialidade foi fundamental para que todo o governo se mobilizasse e tomasse atitudes conjuntas para beneficiar a população como um todo. Não são apenas os órgãos ligados ao trânsito que são responsáveis pela execução de políticas públicas ligadas à bicicleta. Os órgãos de saúde, educação, meio ambiente e até de finanças trabalham unidos para que a cidade seja um espaço educador e promotor da saúde. Ou, nas palavras do prefeito, para que Sorocaba não siga o estigma da ampla maioria das cidades que “crescem perdendo qualidade de vida”.

Saúde & Bicicleta

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o sedentarismo atinge mais de 50% da população que vive nas cidades. Como resultado disso, mais de 40% da população está acima do peso, sendo 10% dela obesa. Na capital paulista, o sedentarismo atinge níveis alarmantes, com quase 70% dos habitantes da metrópole não realizando atividades físicas freqüentemente.

Dentre as doenças mais comuns em adultos, a hipertensão (40% de prevalência) e a diabetes (9%) estão diretamente relacionados a casos de infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral, amputações, insuficiência renal e doenças vasculares, que oneram a saúde pública. Dos casos de hipertensão e diabetes, 70% estão relacionados ao estilo de vida das pessoas. Assim, a única solução eficiente é a adoção de um estilo saudável de vida. Ou seja, realizar atividades físicas, ter hábitos alimentados saudáveis e combater o tabagismo.

Deve o poder público atuar eficientemente na promoção da saúde da população, e é aí que as ciclovias  e o caminhar se inserem.

Os benefícios da caminhada

Trinta minutos de caminhada por dia promove:

– Controle da pressão arterial;
– Controle da diabetes;
– Redução do risco de infarto e AVCs;
– Redução na velocidade da osteoporose;
– Redução dos riscos de câncer (30% nos cânceres de intestino e de mama);
– Melhora a imunidade;
– Reduz estresse, ansiedade, depressão;
– Melhora a autoestima do idoso;
– Melhora o humor, a disposição, o bem-estar e a qualidade de vida.

A depressão é considerada pela OMS a doença deste século. E isto se deve ao isolamento social e à frustração provocada pelo consumismo induzido.

As cidades devem combater o sedentarismo, transformando espaços ociosos em espaços promotores da saúde, com a criação de parques, pistas de caminhada, ciclovias, melhoramento de calçadas e áreas de esportes e de lazer.

A herança sorocabana

Sorocaba tem hoje 65km de ciclovias e o projeto da cidade tem como meta chegar aos 100km até 2012. Ela possui até um Plano Diretor de Ciclovias, no qual constam ciclovias na maioria das avenidas e a interligação entre bairros e regiões. Com isso, está à frente de praticamente todos os outros municípios, preparando-se para um futuro em que as pessoas estejam em primeiro lugar para o usufruto da cidade com saúde e real qualidade de vida.

Pedalar para o trabalho fortalece o coração

O hábito de ir de bicicleta ao trabalho ajuda a previnir problemas cardiovasculares, apontou  o trabalho de conclusão de curso intitulado “Comparação da modulação autonômica cardíaca entre indivíduos sedentários e ciclistas”, de Henrique Machert Pereira Bruno e Hidalina Rodrigues de Macedo, do curso de Educação Física da Universidade São Judas Tadeu.

No estudo, foram avaliadas 8 pessoas sedentárias e 7 ciclistas que utilizam a bicicleta em seu cotidiano. Eles tiveram que ficar 24h sem realizar atividade física para a realização dos exames sangüíneos e de avaliação cardíaca.

Não houve diferença significativa entre sedentários e ciclistas quanto a colesterol, glicemia, triglicérides e pressão arterial, mas foi observada uma redução na freqüência dos batimentos cardíacos nos ciclistas, explicitada no aumento dos intervalos R-R (entre assístoles cardíacas) no eletrocardiograma, bem como um menor balanço simpato-vagal. Isto ocorreu devido ao aumento da ação do sistema nervoso parassimpático. A diminuição da freqüência cardíaca previne diversos problemas do coração, como infarto.

A prática regular de exercício físico tem se mostrado eficaz na proteção ao sistema cardiovascular. O sedentarismo é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares. A realização de atividades moderadas, como pedalar 30min por dia, diminui a incidência delas.

Ciclistas na Av. Paulista: pedalar ao trabalho, além de prazeroso, faz bem ao coração. Foto: Polly Rosa.

Ciclistas na Av. Paulista: pedalar ao trabalho, além de prazeroso, faz bem ao coração. Foto: Polly Rosa.

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