Surge a Amobici

O relógio marcava dezenove horas e quarenta e três minutos quando teve início a Assembleia Geral que daria origem à mais nova representação formal de ciclistas do Brasil. Vinte adultos – e mais duas crianças, além de três bicicletas – ocupavam o Salão Pitangueira do Centro de Cultura e Eventos da Universidade Federal de Santa Catarina, aos cinco dias de abril deste ano, para presenciarem o fato histórico.

Se lá fora, no hall do gigante equipamento da maior universidade catarinense, a alegria tomava conta dos futuros formandos do curso de Ciências da Computação, dentro da sala mais ao sul do prédio a inquietação também dava os seus ares. Em instantes, seria formalizada a criação da Amobici – Associação Mobilidade por Bicicleta e Modos Sustentáveis.

Como que dando a benção das demais entidades cicloativistas do país, a presidência da Assembleia coube a André Geraldo Soares, presidente da União de Ciclistas do Brasil (UCB). O secretariado ficou com Fábio Barbosa Almeida, do Pedal Nativo. Nas cadeiras, pessoas de movimentos, pedaladas e ações diversas no “currículo”. Sinalização Cidadã, Bicicletada Floripa, MobFloripa, Fitzz, Bicicleta na Escola, Ciclotáxi Desterro, Bike Anjo Floripa, Projeto Pedala Floripa, Rede Vida no Trânsito, Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis, Bicicleta na Rua. Nem mesmo a ViaCiclo – Associação dos Ciclousuários da Grande Florianópolis (ViaCiclo) foi esquecida. Esta última, apesar de estar em processo de encerramento legal de suas atividades, foi por diversas vezes lembrada nos discursos, pelo pioneirismo de suas ações em Florianópolis e mesmo no Brasil. Graças, em parte, a ela, a Amobici não começará suas atividades do zero. E poderá cobrar a consecução da “Carta Compromisso com a Mobilidade Ciclística de Florianópolis” do Projeto Bicicleta nas Eleições, última atividade da ViaCiclo.

André Geraldo Soares, da União de Ciclistas do Brasil (à direita), preside a reunião de fundação da Amobici, secretariada por Fábio Almeida. Foto: Fabiano Faga Pacheco.

Na reunião, além da criação, foram aprovados o nome da entidade, o estatuto e a primeira diretoria. O posto de primeiro diretor-geral caberá a Luis Antonio Schmitt Peters, que terá ao seu lado Ana Maria Nascimento Destri como diretora administrativa e Rodrigo Herdt, diretor financeiro. Eles serão fiscalizados pelos conselheiros Karla Antunes, Juliana Shiraiwa e Radji Schucman.

A Amobici deve ocupar, com muito mais vigor, o espaço deixado com o iminente fim da ViaCiclo. Deverá ser o suporte burocrático e a pessoa jurídica a zelar pela integridade dos ciclistas de Florianópolis. Deverá ser a voz e a mão de quem pedala por gosto, lazer, prazer, saúde, desporto, turismo, praticidade, economia, necessidade e mesmo ativismo. Ainda mais: deverá ser a voz de quem não pedala por não se sentir seguro, de quem não pedala por não haver melhores condições para isso, de quem não pedala porque a cidade não lhe permite.

A Amobici é oficialmente fundada. Foto: Fábio Barbosa Almeida. Arte: André Geraldo Soares.

A Amobici nasce de um amor incondicional à vida. À vida bem vivida. À vida com saúde. À vida com real sustentabilidade. Que esses pilares que hoje formam a sua essência sigam com ela por toda a sua existência.

Por Fabiano Faga Pacheco

Fotos

Fabiano Faga Pacheco

Veja também:

De Olho na Ilha: Ciclistas de Florianópolis criam associação para incentivar uso da bicicleta como meio de transporte

Artigo: Prefeitura de São Paulo e a relação do poder público com os ciclistas

Como foi citado em uma troca de mensagem a relação da Prefeitura de São Paulo com os ciclistas é importante fazer um esclarecimento sobre a história dos ciclistas em São Paulo:

A bicicleta é oficializada pela Prefeitura do Município de São Paulo pela primeira vez em um órgão específico no administração, a pedido de Werner Zulauf, Secretário de Verde e Meio Ambiente, que designa Gunter Bantel como coordenador do “Projeto Ciclista”.

Trabalhavam com ele Luís Fernando Calandriello e Ana Maria Hoffmann, e outras pessoas que, me perdoem, não me lembro quem. Ouvia-se que Maluf não se preocupava (?!?) com bicicleta. O número de ativistas pró bicicleta era muito pequeno. As portas da SVMA sempre estiveram abertas. fizeram alguma pouca coisa e não andou mais por que a CET e Secretaria dos Transportes não permitiram.

Prefeitura com Celso Pitta: igual ao tempo Maluf: O número de ativistas pró bicicleta era muito pequeno. As portas da SVMA sempre estiveram abertas. Foi realizado muito pouco, a bicicleta continuou na mídia, mas não andou mais por que a CET e Secretaria dos Transportes não permitiram.

Prefeitura com Martha Suplicy (e Tatto Secretário): A pauta foi outra e praticamente nada se fez pela bicicleta. Quase esquecem da bicicleta no Plano Diretor, mesmo com Sérgio Luís Bianco, PT de carteirinha no bolso e uma das assinaturas do Programa de Governo de Marta, tentando abrir portas. O número de ativistas pró bicicleta era muito pequeno.

Prefeitura com José Serra: Já nos primeiros dias é instituído o grupo interinstitucional para trabalhar o projeto conhecido como GEF / Banco Mundial, que pretendia colocar projetos piloto de bicicleta como modo de transporte e instrumento ambiental em locais de demanda já existente e população de baixa renda. Foi a primeira vez na história que várias secretarias, órgãos e sociedade civil sentavam a mesa para trabalhar pela bicicleta. SVMA, Secretaria de Transportes, Secretaria de Obras, Gabinete da Prefeitura de São Paulo, SP Trans, CET, CPTM, Metrô; mais ANTP, ONG Bike Brasil, ITDP, Escola de Bicicleta, Sérgio Luís Bianco, e quem mais quisesse participar das reuniões. Casa aberta. Foi um maravilhoso trabalho que não teve bom termino por conta de problemas burocráticos daqui, Brasil. Tivemos apresentações de consultores internacionais e outros eventos. Fora isto devesse reconhecer o trabalho de Walter Feldman e Eduardo Jorge, (além da Stela Goldenstein, gabinete), que empurram o que puderam a bicicleta. Não andou por conta da CET, ainda restritiva às bicicletas e aos problemas dos pedestres. Faço questão de dizer que dentro da CET a bicicleta teve muitos inimigos, mais ainda os desconfiados, e “amigos” que não foram assim tão amigos da bicicleta; e funcionários que não estavam ligados diretamente a questão da bicicleta, que por razões internas não puderam mostrar a cara (e ainda não podem) e foram realmente amigos da bicicleta. Outro ponto: A CET é quem tem a responsabilidade legal sobre o trânsito e é de lá que deve sair a assinatura de responsabilidade técnica sobre qualquer projeto (lei federal).

O número de ciclistas atuantes nesta época cresceu, mas ainda era muito pequeno.

Prefeitura com Kassab: enquanto o Secretariado (dois anos) foi o do Serra, que havia sido eleito Governador, a coisa foi relativamente bem. Quando o Kassab realmente assumiu a questão da bicicleta acabou restrita a Ciclo Faixa de Domingo. CET continuou emperrada.

Surge a Bicicletada** e começa aparecer uma garotada nova nas reuniões, mas a recepção na prefeitura de Kassab não é a mesma. Ele só mantém a bicicleta na pauta por que o marketing político assim diz.

A Secretaria de Transportes Metropolitanos (secretário Portella), do Governo do Estado, Serra, começou a fazer os bicicletários da CPTM, uns poucos do Metrô, e as ciclovias da Radial Leste e do rio Pinheiros.

Prefeitura atual, Haddad: os grupos de ciclistas estão muito maiores, organizados e maduros, o que facilita muito. A questão da bicicleta está muito mais encaminhada do que antes dentro das secretarias da própria Prefeitura. A CET, como um todo, aceita com mais facilidade a questão da bicicleta. A sociedade está mais preparada para a bicicleta. Tem muito mais ciclista circulando nas ruas em dias de semana. Enfim, a coisa está muito mais fácil de acontecer.

E o diálogo, em tempos de eleição, sempre é regado a cafezinho passado na hora. Lembrando que o Estado de São Paulo é bem interessante – eleitoralmente. Vamos ver depois.

São muito poucos os que realmente gostam da bicicleta. A maioria sabe que a bicicleta está na moda e que vale uma aposta política nela. Tem gente que a pouquíssimo tempo disse NÃO para os ciclistas e agora está pedalando. Tem gente que historicamente sacaneou com pedestres, pessoas com deficiência, ciclistas e outros alternativos,… e agora vai pedalar, diz que gosta de ciclista, bicicleta? OPS?!
Minha preocupação está no ser inocente útil. Muitos de vocês vão de boa fé e entusiasmo, sem levar em consideração o passado. Posso dizer que o passado não mente. O tempo diz tudo a todos.

Arturo Alcorta*

* Arturo Alcorta é ex-presidente da União de Ciclistas do Brasil e mantém o site Escola de Bicicleta

** N.E.: A Bicicletada surgiu em São Paulo em 2002. No artigo, o autor se refere à participação de ciclistas da Massa Crítica nas reuniões com o poder público.

Catarinense é eleito presidente da União de Ciclistas do Brasil

Após duas sessões e quase 4 horas de duração, a União de Ciclistas do Brasil tem um novo presidente. A eleição aconteceu no auditório do Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba, como parte da programação do 3° Fórum Mundial da Bicicleta para este sábado, 15 de fevereiro.

A partir de agora, André Geraldo Soares, da Associação de Ciclismo de Balneário Camboriú e Camboriú (ACBC) toma posse como novo representante do órgão, constituído por ciclistas e associações ciclísticas de todo o país. Yuriê Baptista César, do Clube de Cicloturismo do Brasil, com sede em Cristais Paulistas (SP), ficou com o cargo de diretor financeiro, enquanto Rodolfo Brandão de Proença Jaruga, da Associação de Ciclistas do Alto Iguaçu (CicloIguaçu), com sede em Curitiba, é o novo diretor administrativo da instituição.

Foram eleitos também os membros do Conselho Fiscal da UCB. São eles: Fabiano Faga Pacheco, da Associação dos Ciclousuários da Grande Florianópolis (ViaCiclo), Hamilton Takeda, do Instituto CicloBR de Fomento à Mobilidade Sustentável, e Giovani Rafael Seibel, da Associação Blumenauense Pró-Ciclovias (ABC Ciclovias).

Das 18 entidades com direito a voto, 11 se fizeram presente no Fórum Mundial da Bicicleta. Além das seis já citadas, estiveram presentes a Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo (CicloCidade), de São Paulo, a Rodas da Paz, de Brasília, a Transporte Ativo, do Rio de Janeiro, a Associação dos Ciclistas Urbanos de Fortaleza (Ciclovida), da capital cearense, e a Associação dos Ciclistas urbanos de Belo Horizonte (BH em Ciclo), da capital mineira. A direção da União de Ciclistas do Brasil foi eleira com 10 votos a favor e uma abstenção. A BH em Ciclo não se julgava capaz de emitir uma opinião durante o Fórum sem fazer consulta ao coletivo de ciclistas mineiros.

Apesar desses cargos, necessários para manter a UCB como entidade apta a dialogar diretamente do Poder Público e a cobrar desses ações em prol dos usuários da magrela, pessoas de qualquer outra associação afiliada à UCB podem desenvolver trabalhos junto a ela.

Para o Brasil, espera-se um incentivo à formação de entidades de ciclistas em municípios e a articulação para a defesa dos direitos dos ciclistas em nível federal. Talvez agora também, Santa Catarina seja ouvida e possa ser um exemplo a ser irradiado para o resto do Brasil de comunicação, proposição e articulação efetiva entre as sociedades civis, representantes de extratos da sociedade, e aqueles que possam colaborar para sanar deficiências históricas que os ciclistas enfrentam no Estado.

Atualizado em 18 de fevereiro de 2013, às 10h28.

Pedala Curitiba já percorreu o equivalente a mais de 13 voltas em torno da Terra

Desde que foi criado, em 2008, o Pedala Curitiba, evento criado pela prefeitura da cidade para proporcionar atividade física e de lazer já percorreram mais de 554.000 km sobre bicicleta, o que seria equivalente a dar 13,83 voltas em torno do Planeta Terra. Pelo menos essas são as estatíticas apresentadas por Marcelo Luis Miranda e Eduardo Galeb Junior, funcionários da Secretaria Municipal do Esporte, Lazer e Juventude de Curitiba. Os dados foram passados durante palestra na manhã desta quinta-feira, 13 de fevereiro, no Fórum Mundial da Bicicleta, cuja sede da terceira edição acontece na capital paranaense.

Confira abaixo a apresentação da palestra na íntegra:

APRESENTACAO PEDALA CURITIBA NO FORUM MUNDIAL DA BICICLETA 02.2014

Para quem pedala eventualmente, fotos de diversas pedaladas podem ser vistas pelo site Cicloativismo.Com

(Vídeo) Projeto do Plano Diretor “incha” por causa de emendas

O vereador Lino Fernando Bragança Peres (PT) comenta as alterações que surgiram no Plano Diretor não-Participativo de Florianópolis nas últimas semanas.

A quantidade absurdamente grande de emendas, advindas do Executivo e do Legislativo, é mais uma prova do fracasso do modelo que a prefeitura resolveu adotar para gerir o Plano Diretor, com pouca reunião comunitária, ausência de votação distrital e destituição no Núcleo Gestor. O processo, que deveria ser votado pelos cidadãos de Florianópolis, vem sofrendo alterações obscuras e reiteradas na Câmara de Vereadores.

Saiba mais:

Profissionais lançam carta aberta contra processo do Plano Diretor de Florianópolis

Comunidades rejeitam Plano Diretor PseudoParticipativo

Profissionais lançam carta aberta contra processo do Plano Diretor de Florianópolis

Enquanto na Câmara, o Plano Diretor de Florianópolis perde o termo “Participativo”, profissionais e membros ativos de movimentos acadêmicos e sociais lançam repulsas quanto ao processo que desencadeou o atual texto.

Confira abaixo a carta escrita por arquitetos, urbanistas e geógrafo, explicitando ilegalidades cometidas quanto à gestão democrática da cidade.

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Prefeitura de Florianópolis define novas diretrizes para a Pró-Bici

O primeiro decreto assinado pelo vice-prefeito eleito de Florianópolis e prefeito em exercício, João Antônio Heinzen Amin Helou (PP), beneficiou as discussões em prol da mobilidade ciclística da cidade.

Na manhã desta terça-feira, 1° de outubro de 2013, João Amin, por meio do Decreto n°12.177, atualizou a Comissão Municipal de Mobilidade Urbana por Bicicleta (Pró-Bici), que estava desde o começo do ano sem vários dos membros das diversas entidades da prefeitura.

Consolidação da Pró-Bici foi o primeito decreto assinado por João Amin. Foto: Fabiano Faga Pacheco.

Consolidação da Pró-Bici foi o primeito decreto assinado por João Amin. Foto: Fabiano Faga Pacheco.

A Pró-BIci é uma comissão mista entre a sociedade civil e os técnicos do município, servindo como canal de diálogo perante o Poder Público. Com a nova formação, passam a fazer parte dela representantes do coletivo Bike Anjo Floripa e da União de Ciclistas do Brasil, além de entidades ligadas à mobilidade de pessoas com deficiência (Floripa Acessível), à patinação (Federação Catarinense de Hóquei e Patinação) e ao skatismo (Associação de Skate da Grande Florianópolis).

Pelo lado da Prefeitura, passam a ter cadeira as secretarias de Educação e de Ciência Tecnologia e Desenvolvimento Econômico Sustentável, além das fundações de Esportes (FME), de Meio Ambiente (FLORAM) e Franklin Cascaes (FCFFC). As secretarias de Mobilidade Urbana e de Obras, além da Guarda Municipal e do Instituto de Planejamento Urbano (IPUF) já faziam parte da Pró-Bici.

Com a assinatura, a prefeitura cumpre o item 6 do Termo de Compromisso com os Ciclistas, na qual os candidatos se comprometiam a:

6) Manter formas de diálogo entre os técnicos e a comunidade, de maneira a facilitar a recepção de demandas relativas à bicicleta

Compareceram à assinatura, além da sociedade civil, os vereadores Edinho Lemos (PSDB), Roberto Katumi (PSB) e assessor do vereador Pedro de Assis Silvestre, o Pedrão (PP), os secretários da Casa Civil, Eron Giordani, e de Administração e Previdência, Gustavo Miroski, o procurador geral do município, Julio Cesar Marcellino Jr, o gerente de Emprego e Renda da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico Sustentável, Maikon da Costa, e o diretor técnico do IPUF, Dácio Medeiros.

Mais de 20 pessoas, entre membros da comunidade e do poder público, estiveram presentes na assinatura do decreto da Pró-Bici. Foto: Henrique Gualberto Brüggemann.

Mais de 20 pessoas, entre membros da comunidade e do poder público, estiveram presentes na assinatura do decreto da Pró-Bici. Foto: Henrique Gualberto Brüggemann.

Distrito Federal: Manifesto por um Conselho de Mobilidade e Acessibilidade

Rodas da Paz - logoNo dia 19 de agosto, Dia do Ciclista, diversas entidades e movimentos vieram a público pedir ao Governo do Distrito Federal que crie o Conselho de Mobilidade e Acessibilidade. Esta data, criada em homenagem ao ciclista Pedro Davison, atropelado no Eixão em 2006, serve para inspirar ações que busquem cidades mais humanas, políticas de mobilidade mais sustentáveis e um trânsito para seguro para todos.

Centenas de ciclistas e pedestres vem morrendo todo os anos no Brasil, que conta com uma das maiores taxas de mortes por cem mil habitantes no trânsito do mundo. Para reverter este quadro, não bastam apenas técnicos de governo e muito menos o lobby automobilístico, é preciso envolver a sociedade: usuários do transporte coletivo, especialistas, movimentos sociais, trabalhadores do transporte público e motociclistas, para qualificar as ações governamentais nas políticas públicas de mobilidade.

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Floribike: consulta pública está nos últimos dias

A consulta pública aberta para discussão do novo edital para o sistema de bicicletas coletivas de Florianópolis, o Floribike, estará aberta até esta quarta-feira, 21 de agosto.

A abertura dos envelopes para a fase concorrência, ocorrida no último dia 17 de julho, resultou deserta.

Para esta fase de consulta popular, quaisquer interessados podem se manifestar através dos contatos disponibilizados no Diário Oficial de Florianópolis.

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Atividades agitam Ciclofaixa de Domingo em Florianópolis

O projeto Ciclofaixa de Domingo entra em sua quarta edição em Florianópolis com novidades. Brinca Comunidade, Escolinha Bike, Escola Bike Anjo, além do Encontro de Bicicletas Dobráveis, prometem agitar ciclistas no continente e no Centro.

Mais uma vez, uma faixa da rua será fechada da rótula de Itaguaçu até o início da Avenida Poeta Zininho (Beira-Mar do Estreito) e destinada à circulação de bicicletas, patins, skate e patinete, das 8h às 17h. Os demais trechos da avenida à beira-mar continental serão totalmente interditados e, além dos banheiros químicos, ganharão uma atividade adicional.

Confira a programação para esta edição da Ciclofaixa de Domingo, incluindo eventos ciclísticos para os quais se pode ir de bicicleta com segurança a partir do projeto.

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Audiência pública sobre o sistema cicloviário de Florianópolis

Está confirmado para 13 de agosto, uma terça-feira, a audiência pública sobre os projetos cicloviários do município de Florianópolis que foram desenvolvidos dentro de seus quadros técnicos.

A audiência pública ocorrerá no plenarinho da Câmara de Vereadores de Florianópolis, na Rua Anita Garibaldi n°35, no Centro, quase ao lado da catedral, às 14h.

A sua realização ocorrerá no âmbito das comissões de Meio Ambiente e de Viação, Obras Públicas e Urbanismo e da Frente Parlamentar pela Mobilidade Urbana Sustentável.

Confira abaixo a chamada do vereador proponente, Pedro de Assis Silvestre, o Pedrão (PP), e a confirmação no Diário Oficial de Florianópolis

Diario Oficial de Florianopolis 2013-07-31CÂMARA MUNICIPAL DE FLORIANÓPOLIS

EDITAL DE AUDIÊNCIA PÚBLICA Nº 047/2013. O Presidente da Câmara Municipal de Florianópolis, no cumprimento das atribuições que lhe confere o inciso II do art. 14 da Resolução n. 811, de 03 de dezembro de 2002, publica o presente edital de Audiência Pública, a ser realizada no âmbito das Comissões de Meio Ambiente, de Viação Obras Públicas e Urbanismo e da Frente Parlamentar de Mobilidade Urbana, no local, data, horário e assunto a seguir relacionados: Data: 13 de agosto de 2013. Local: Plenarinho da Câmara Municipal de Florianópolis – rua Anita Garibaldi, 35, 1º andar – Centro. Horário: 14 horas. Assunto: debater apresentação dos projetos ligados ao sistema cicloviário do Município de Florianópolis, em atendimento ao Requerimento n. 463/2013, de autoria do Senhor Vereador Pedro de Assis Silvestre. Câmara Municipal de Florianópolis, em 29 de julho de 2013. Vereador Tiago Silva – 1° Vice – Presidente.

Saiba mais:Pedalando. Capital possui 18,5km de ciclovias e ciclofaixas.

Florianópolis congestionada

(Vídeo) Debatendo mobilidade urbana em Florianópolis

(Vídeo) Conversas Cruzadas: Ciclovias em Florianópolis

Dois exemplos de por que devem ser feitas ciclovias em vez de ciclofaixas nas rodovias

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Morte no Santa Mônica poderia ter sido evitada. Ghost bike será instalada.

Bicicleta é parte da solução para melhorar mobilidade urbana em Florianópolis

Conheça melhor o projeto Ciclofaixa de Domingo e Rua de Lazer

No último domingo, dia 28 de julho, Florianópolis deu um passo em medidas para humanizar a cidade, implantando um projeto de ciclofaixas de lazer para a população de sua porção continental.

Para os moradores de Florianópolis que querem ter uma melhor dimensão do projeto, segue abaixo o caderno oficial de divulgação e preparação do evento, que pode ser útil também aos técnicos e gestores públicos de outros municípios que queiram copiar a idéia.

Clique na imagem a seguir ou no link para visualizar o PDF.

Ciclofaixa de Domingo de FlorianopolisCiclofaixa de Domingo de Florianópolis

Para dar mais um gostinho de como foram os preparativos, uma foto com a equipe na mostra da identidade visual pensada para o projeto, divulgada no Facebook pelo vereador Pedrão (PP).

Reunião sobre projeto Ciclofaixa de Domingo com o vereador Pedrão, o comandante da Guarda Municipal Jean Carlos Cardoso, o diretor de Operações Adriano Melo e os arquitetos do IPUF Vera Lúcia Gonçalves da Silva e Joel Pacheco.

Reunião sobre projeto Ciclofaixa de Domingo com o vereador Pedrão, o comandante da Guarda Municipal, Jean Carlos Cardoso, o diretor de Operações, Adriano Melo e os arquitetos Vera Lúcia Gonçalves da Silva e Joel Pacheco, do IPUF.

Saiba mais:Ciclofaixa de Domingo logo

(Vídeo) Avaliação do primeiro dia da Ciclofaixa de Domingo é positiva

Ciclofaixa de Domingo tem grande participação da comunidade

Começa a funcionar o projeto Ciclofaixa de Domingo

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Atividades da Ciclofaixa de Domingo de Florianópolis

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Artigo: uma reflexão crítica sobre as ciclofaixas de lazer de Florianópolis

Florianópolis entra na moda das ciclofaixas de lazer

(Vídeo) Avaliação do primeiro dia da Ciclofaixa de Domingo é positiva

Conteúdo exibido originalmente no programa Jornal do Meio Dia, edição de Florianópolis, da RIC Record SC,  em 29 de julho de 2013. Assista aqui à reportagem no site.

Além da boa recepção da população da população, mostra entrevistas com o vereador Pedro de Assis Silvestre, o Pedrão (PP), o comandante da Guarda Municipal de Florianópolis, Jean Carlos Viana Cardoso, a arquiteta Vera Lúcia Gonçalves da Silva, do Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis (IPUF), o presidente da Associação dos Ciclousuários da Grande Florianópolis (ViaCiclo), Daniel de Araújo Costa, e com o Bike Anjo Fabiano Faga Pacheco.

Apenas para corrigir um pequeno equívoco do final da reportagem, usuários de skate, patins e patinetes podem utilizar a Ciclofaixa de Domingo à vontade. A quem estiver a pé, recomenda-se caminhar pela calçada.

Saiba mais:Ciclofaixa de Domingo logo

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“O Shopping Iguatemi está matando ciclistas”, afirma vereador

O debate em torno da ciclovia da Av. Madre Benvenuta, no bairro Santa Mônica, em Florianópolis, teve um novo capítulo na nesta segunda-feira, 9 de julho.

No plenário da Câmara de Vereadores, o vereador Pedro de Assis Silvestre, o Pedrão (PP), foi categórico ao afirmar que o empreendimento estava vitimando ciclistas. Pedrão fez uma alusão a José Lentz Neto, que faleceu ano passado no local onde já deveria haver uma ciclovia construída pelo shopping, acertado por meio de um Termo de Ajustamento de Conduta.

O debate mobilizou também os vereadores Lino Fernando Bragança Peres (PT) e Marcelo Fernando de Oliveira, o Marcelo da Intendência (PDT). Lino Peres sugeriu a realização de um balanço no Ministério Público Federal, talvez até uma audiência pública com a procuradora do caso, Analúcia Hartmann.

Confira abaixo o discurso da sessão ordinária:

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Ciclovia na Av. Madre Benvenuta é discutida na Câmara de Vereadores de Florianópolis

Ausência de seguranças para o ciclista é tema de Podcast na Rádio UDESC

Morte no Santa Mônica poderia ter sido evitada. Ghost bike será instalada hoje.

Bicicletada Floripa de agosto homenageia ciclista morto em local que deveria ter ciclovia há 6 anos

Ciclistas pretendem avaliar efeito de ciclovia na Lagoa da Conceição

Ciclistas de Florianópolis pretendem realizar pesquisas para avaliar o efeito da implantação da ciclovia na R. Ver. Osni Ortiga, na Lagoa da Conceição. Eles pretendem verificar qual efeito essa ciclovia terá para o fluxo de ciclistas na região.

Mesmo sendo uma obrigação do poder público, nem o Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis (IPUF) nem a Secretaria Municipal de Obras sabem ao certo quantas pessoas passam pela R. Ver. Osni Ortiga e nem de que forma elas se deslocam por lá. Nos estudos técnicos feitos a partir de 2009 para o projeto da revitalização da rua, incluindo passeio, ciclovia, deques e iluminação, nenhum deles levou em conta a distribuição das formas de deslocamento na rua e muito menos uma projeção de como a obra influenciará na mobilidade urbana das pessoas.

Para definição de metodologias de avaliação, ciclistas de Florianópolis irão se encontrar hoje, 10 de julho, na sede da Associação de Moradores do Porto da Lagoa (AMPOLA), na R. Laurindo Januário da Silveira nº5500, a partir das 20h.

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Florianopolis 2013-07-10 Pesquisa Osni Ortiga

De acordo com a Pesquisa “Transporte por bicicleta em cidades catarinenses: metodologia para levantamento da realidade e recomendações para incremento da sua participação na mobilidade urbana” passam, em média, 0,66 bicicleta por minuto no centrinho da Lagoa da Conceição, correspondendo a um total de 2,69% dos deslocamentos, sendo a quarta maior percentagem dentre os dez bairros avaliados em Florianópolis. Os dados são referentes ao ano de 2010 e a pesquisa foi feita pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), campus de Joinville, e pela Associação dos Ciclousuários da Grande Florianópolis (ViaCiclo).

Saiba mais:

Começarão as obras da ciclovia na Lagoa da Conceição!

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