Bicicletada das Pontes

Estilingao

“Em comemoração do Dia Mundial Sem Carro, gostaríamos de convidar a todos os que usam nossa cidade a uma reflexão e que se juntem a nós num ato de repudio contra a CET e DERSA sobre as pontes em SP, além de separar os moradores ainda servem apenas a um tipo de modo de locomoção os MOTORIZADOS.

Nós ciclistas nos unimos com os pedestres e cadeirante de SP e região e amanhã vamos parar a PONTE DAS BANDEIRAS na Zona Norte de SP, simbolicamente, pois a ponte possui uma grande avenida onde a velocidade máxima é mais que assassina. Onde uma praça linda não dá acesso às pessoas contemplarem sua beleza, onde ciclistas não podem passar em segurança. Onde algumas faculdades e espaços de feira não podem ser acessadoss a não ser por quem está motorizado…

Para isso temos dois eventos para você aderir virtualmente, porém, as ações praticas ser darão num só local:
A PONTE DAS BANDEIRAS.”

:: Confirme sua presença pelo Facebook aqui e aqui

Sao Paulo 2013-09-20 Pontes

Contexto político na época das primeiras Bicicletadas no Brasil

Nas recentes discussões para tornar mais atuante a União de Ciclistas do Brasil (UCB), Thiago Benicchio, que durante anos movimentou o site Apocalipse Motorizado, referência magnânima do cicloativismo brasileiro, compartilhou um artigo escrito por Felipe Côrrea para o Passa Palavra, no qual ele realiza uma análise crítica sobre a articulação de um movimento que pretendia ser a nova esquerda, mostrando as contradições de uma manifestação com traços internacionais, marcada sobretudo pelas conduções contra o capitalismo, perante os traços característicos das diversas comunidades.

Entretanto, é interessante encontrar em “Balanço crítico acerca da Ação Global dos Povos no Brasil”, artigo escrito em 6 partes, a referência a um movimento que até hoje ocupa as ruas de dezenas de cidades pelo Brasil e que teve um amplo crescimento após o auge da Ação Global dos Povos (AGP).

Confira abaixo alguns trechos selecionados e que podem contribuir para um melhor entendimento do início do movimento cicloativista brasileiro, em especial a Massa Crítica/Bicicletada [grifos e itálicos nossos]:

A Ação Global dos Povos (AGP) nasceu no início de 1998 e constituía uma “rede global de movimentos sociais de base originalmente criada para combater o livre comércio”. Não era uma “organização formal, mas uma rede de comunicação e coordenação de lutas em escala global baseada apenas em princípios comuns”.

Dentre seus princípios, pode-se destacar os seguintes: “1. A AGP é um instrumento de coordenação. Ela não é uma organização. Os seus principais objetivos são: (i) Inspirar o maior número possível de pessoas, movimentos e organizações a agir contra a dominação das empresas através da desobediência civil não-violenta e de ações construtivas voltadas para os povos. (ii) Oferecer um instrumento para coordenação e apoio mútuo a nível mundial para aqueles que resistem ao domínio das empresas e ao paradigma de desenvolvimento capitalista. (iii) Dar maior projeção internacional às lutas contra a liberalização econômica e o capitalismo mundial. 2. A filosofia organizacional da AGP é baseada na descentralização e na autonomia. Por isso, estruturas centrais são mínimas. 3. A AGP não possui membros. 4. […] Nenhuma organização ou pessoa representa a AGP, nem a AGP representa qualquer organização ou pessoa.” [Manifesto da Ação Global dos Povos]

[…]

No Brasil, a idéia da AGP chegou depois das manifestações de 1999 [o J18, durante reunião do G7 em Colônia, na Alemanha, e o N30, durante encontro da Organização Mundial do Comércio em Seatle, nos Estados Unidos], organizando-se pela primeira vez no estado de São Paulo em 2000, primeiro na Baixada Santista e na capital, no Primeiro de Maio, que poderia ser considerado como um ensaio do que seria o S26 (26/09/2000), marco da consolidação do movimento em solo brasileiro [em setembro, mais de 100 cidades do mundo protestaram contra os encontros do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial em Praga, na República Tcheca].

[…]

O ano de 2002 foi marcado pela realização do 1º Carnaval Revolução, em Belo Horizonte, em fevereiro, e pelos protestos contra o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em Fortaleza, durante o mês de março, com 5 mil pessoas nas ruas e com desdobramentos em São Paulo e Belo Horizonte. Um ano depois do A20, 2 mil manifestantes protestam novamente em São Paulo, entregando uma carta gigante, endereçada ao ministro da Fazenda, no Banco Central, com o dizer “ALCA nem fodendo” e assistindo a um documentário sobre o ato do ano anterior. Nesse contexto, realiza-se em São Paulo, no mês de agosto, a primeira Bicicletada, reunindo “ciclo-ativistas”. Ao final do ano, em 31 de outubro, 2 mil pessoas protestam em São Paulo contra a ALCA com um tour pelo centro da cidade e, no dia seguinte, 500 pessoas ocupam a Praça da República numa festa de rua contra a ALCA. Com o aniversário de um ano da revolta argentina de 2001 realiza-se, em São Paulo, como forma de solidariedade, teatro de rua, panfletagem e 15 ativistas ocupam o Consulado da Argentina, realizando um “panelaço” — ocorrem também protestos em Salvador.

Em fevereiro de 2003, 30 cidades brasileiras mobilizam-se contra a iminente Guerra do Iraque; em março, acontece o 2º Carnaval Revolução, em Belo Horizonte; em 7 de maio, ativistas ligados aos meios de comunicação ocupam a ANATEL em cinco capitais, pregando contra o fechamento de rádios livres. O ano também é marcado, entre os fins de agosto e início de setembro, por protestos de estudantes em Salvador contra o aumento no preço dos transportes, por uma mobilização contra a ALCA e por um encontro de rádios livres em Campinas, durante o mês de novembro.

[…]

No entanto, na construção do movimento havia um problema. As demandas culturais e identitárias deixavam pouco espaço para as questões políticas. O perfil dos “ativistas” — jovens, na maioria dos setores médios da sociedade, ligados à contracultura, muitos vegetarianos, estudantes de universidades públicas, escolas particulares alternativas etc. — facilitava a criação dessa cultura militante e de uma identidade coletiva que se refletiam em um determinado estilo de vida. Os assuntos de interesse, no que ia para além da política, aproximavam os ativistas, a idade, a classe de origem, o local de estudo, tudo isso naturalmente criava um perfil do movimento no país

[…]

Outro fator que se evidenciou em detrimento do político, priorizando o individual, foi a substituição do conteúdo pela forma. Prática bastante evidente hoje em dia, persuadiu parte significativa dos ativistas do movimento que, utilizando a máxima do “fazer da sua vida algo próximo de seus ideais” — um princípio bastante razoável, é verdade — passavam no campo pessoal à forma do “politicamente correto”, na mesma medida em que se afastavam do conteúdo político. Explico.

É uma característica relativamente comum incorporar elementos do âmbito pessoal, em vez de levá-los para fora, para o campo da mudança social. Exemplos disso são infindáveis, mas só para exemplificar, posso citar: passar a chamar os negros de afro-americanos e acreditar que o problema do racismo está resolvido; utilizar linguagem inclusiva e pensar que o problema de gênero está solucionado; consumir alimentos sem agrotóxicos e acreditar que o problema do agronegócio está resolvido etc. É fato que, também inconscientemente — nunca ouvi ninguém falar “vou priorizar o individual em detrimento do político” ou defender essa posição abertamente –, isso “simplesmente aconteceu”, tornou-se verdade prática sem uma reflexão teórica que lhe desse sustentação. Puxados por aquilo que na realidade é mais simples, ou seja, uma mudança no comportamento individual, os ativistas afastavam-se das atividades no campo social, evidentemente mais complexas, visto que elas implicavam conviver com o diferente, discutir, ter argumentos, persuadir — em suma, tudo o que implica a luta.

Durante o crescimento da AGP no Brasil evidenciaram-se diversos fatos nesse sentido. A cultura do “politicamente correto” era promovida, incentivando-se, ainda que tacitamente: utilizar linguagem inclusiva, ler somente mídia alternativa, ser vegetariano ou vegano, andar de bicicleta, optar pela vida coletiva (morar com amigos etc.), ter relacionamento aberto e/ou bissexual, não consumir produtos de grandes marcas ou de marcas que produziam em sweatshops, utilizar software livre, evitar os debates mais acirrados na forma etc. O ativista tinha de ser uma pessoa quase perfeita, sem todos os vícios da sociedade presente e buscar não se “contaminar” com tudo de errado que nela havia — fato que não deixava de herdar da contracultura certo costume de um vigiar o comportamento do outro. Apesar disso, nossa geração realizou poucas lutas contra a opressão de gênero, a grande imprensa, os matadouros, a discriminação sexual, a exploração dos trabalhadores da indústria automobilística, das corporações e dos sweatshops etc. Há diversos exemplos, mas quero insistir num ponto central: com o passar do tempo, o comportamento individual foi substituindo a política coletiva e a mudança do indivíduo passou constantemente a sobrepor a luta — a busca pelo modelo do “ativista perfeito e coerente” afastava-os da realidade e complicava ainda mais a interação com pessoas “normais”, diferentes portanto.

[…]

A teoria nos dá elementos importantes em termos históricos e conjunturais. Ela pode servir também para se conceber objetivos e caminhos a seguir, os quais, certamente, são mais estimulados por uma noção ideológica que teórica. A prática, por outro lado, verifica na realidade se as hipóteses formuladas pela teoria possuem lastro real e oferecem ótimas experiências para que se renove e se aprimore a teoria.

Portanto, uma nova esquerda não pode abrir mão de teoria e prática. As quais, por meio de uma interação dialética, fortalecem-se mutuamente, fazendo com que haja um aprimoramento mútuo. Com boa teoria se aprimora a prática e com boa prática se aprimora a teoria. Ambas devem caminhar juntas, num esforço de desenvolvimento e melhoria permanente.

Se por um lado há uma “urgência das ruas”, é inegável que grande parte das teorias da velha esquerda precisam ser renovadas. Teremos de “podar os velhos ramos”. Há uma urgência das ruas, mas também há urgências fora delas. E devemos reconhecer a “insuficiência das ruas”, quando essa prática não vem ancorada em um processo mais amplo de acúmulo real de forças e de um aprimoramento teórico, capazes de impulsionar amplamente as lutas e as transformações sociais.

Não se pode pregar a prática em detrimento da teoria ou vice-versa. Ambas devem usufruir da dialética entre uma e outra para um acúmulo de forças no sentido de modificar a realidade.

Alguns temas tratados nesta série de artigos, escritos entre julho e setembro de 2011, certamente permanecem atuais e devem servir para as manifestações de 2013 também refletirem sobre seu papel, suas ações e suas metodologias no contexto de hoje.

Interessante apenas notar que, a despeito haver certos resquícios da AGP na Massa Crítica de hoje, a exemplo de listas de e-mails na plataforma libertária (não no sentido liberal usado atualmente) RiseUp, a decisão feita de maneira horizontal, o coletivo sem líderes e não representando ninguém, algumas de suas contradições também se manifestaram, notadamente em São Paulo, em que ações agressivas individuais, sem serem coibidas pelos demais, para não ferir a arbitrariedade em um movimento sem lideranças, tomaram caminhos contrários aos ideais coletivos anteriormente propagados.

Em Florianópolis, local da segunda mais antiga Bicicletada do Brasil, contudo, as Massas Críticas vieram já ao encontro de uma estrutura cicloativista que já havia passado de sua fase embrionária, adquirindo características da AGP apenas após a retomada da Bicicletada Floripa, a partir de abril de 2008, com a importação do modelo que estava dando certo em São Paulo à época.

Desta forma, é importante os ciclistas de Florianópolis fazerem leituras críticas das potencialidades e limitações de suas ações, enxergando o que pode dar certo e não se utilizando de instrumentos que lhes façam desviar de seus focos, empreendendo esforços para o amplo diálogo entre os seus diversos atores de forma que a teoria e a prática caminhem juntas e em níveis saudáveis.

Bicicletadas de julho pelo Brasil

Quarta-feira, 25 de julho

João Pessoa, PB

Em homenagem a triatleta atropelado.
Saiba mais.

Sexta-feira, 27 de julho

Aracaju, SE

Belo Horizonte, MG

Hoje, concentração às 18h, saída às 19h.

Brasília, DF

Cuiabá, MT

Florianópolis, SC

Joinville, SC

Juiz de Fora, MG

Lages, SC

Maceió, AL

Manaus, AM

Mossoró, RN

Pelotas, RS

Concentração a partir das 20h30, na Praça José Bonifácio (Catedral São Francisco de Paula). Saída às 21h.

Porto Alegre, RS

Recife, PE

Ribeirão Preto, SP

Rio de Janeiro, RJ

Salvador, BA

São Luís, MA

Saída às 19h da Praça do Rodão, na Cohab, em frente à Igreja Católica.

São Paulo, SP

Concentração a partir das 18h, na Praça do Ciclista, esquina da Av. Paulista com R. da Consolação. Saída às 20h.

São Sebastião, SP

Vitória, ES

Concentração a partir das 19h na Praça dos Namorados, próximo ao Cine Metrópolis, UFES. Saída às 20h.

Sábado, 28 de julho

Curitiba, PR

Jacareí, SP

Natal, RN

Rio Grande da Serra, SP

Massa Crítica do Grande ABC

Bicicletadas pelo Brasil – Março de 2012

Março termina e traz com ele as manifestações cicloativistas pelo Brasil. Mesmo renovados de esperança pela presença maciça de milhares de ciclistas na Bicicletada Nacional, ocorrida em fevereiro, este mês de março ficou indelevelmente marcado pelo atropelamento e morte de Wanderson Pereira dos Santos, 30 anos, por Thor Batista, filho do empresário Eike Batista, homem de maior fortuna do país. Orgulhando-se de feitos como ter dirigido a mais de 200km/h numa rodovia brasileira, e de ter atingido 51 pontos na carteira, sem tê-la visto ser apreendida, Thor observa este acidente ganhar proporções que fogem da esfera do Rio de Janeiro e alcançam, inclusive, outros países. Ciclistas de dezenas de cidades irão manifestar-se – novamente – contra a impunidade, nas diversas Bicicletadas/Massas Críticas que vão ocorrer neste final de semana. Confira abaixo a relação e a informação sobre a pedalada de cada cidade.

Sexta-feira, 30 de março

Aracaju, SE

Facebook

Belo Horizonte, MG

Facebook

Brasília, DF

Concentração a partir das 18h30 na Praça das Bicicletas, em frente ao Museu da República. Saída às 19h.

Facebook

Cachoeirinha, RS

Facebook

Caxias do Sul, RS

Saída às 19h, em frente à Prefeitura.

Facebook

Cuiabá, MT

Florianópolis, SC

Fortaleza, CE

Concentração a partir das 18h, na Praça da Gentilândia.

Ipatinga, MG

Saída às 19h da Praça do Abracadabra, na Cidade Nobre.

Jacareí, SP

Saída do Parque da Cidade, às 19h35.

Facebook

João Pessoa, PB

Saída ás 19h no Busto de Tamandaré.

Joinville, SC

Facebook

Mossoró, RN

No Teatro Dix-Huit Rosado, às 19h.

Porto Alegre, RS

Recife, PE

Facebook

Rio de Janeiro, RJ

Salvador, BA

São Luís, MA

Concentração às 19h, na Praça do Rodão, em frente à igreja católica da Cohab.

São Paulo, SP

Teresina, PI

Facebook

Vitória, ES

Em Vitória, haverá também Pedalada Pelada (World Naked Bike Ride). Concentração às 18h, saída às 20h da Ponte da Passagem.

Facebook

Sábado, 31 de março

Curitiba, PR

Jundiaí, SP

Saída às 15h30 embaixo do viaduto da Av. 9 de Julho.

Natal, RN

Facebook

Maceió, AL

Concentração a partir das 18h, em cima do Viaduto Aprígio Vilela.

Bicicletada Nacional: em todo Brasil, ciclistas vão às ruas pedindo mais segurança e eqüidade no trânsito

Até agora, trinta e oito cidades (Itajaí, Balneário Camboriú, São Lourenço, Campinas e Piracicaba são as que não constam no cartaz abaixo) irão realizar Bicicletadas, pedaladas, protestos e/ou manifestações de indignação pela situação em que os ciclistas do país se encontram:desencorajados pelo trânsito perigoso que privilegia injustificadamente o fluxo automotor, relegados a segundo plano na formulação de políticas públicas voltadas à mobilidade, constrangidos pela ameaça diária e constante ao seu hábito saudável e, por algumas vezes, esquecidos tombados no asfalto, quando a situação poderia ser evitada.

Em apenas um dia, ao menos cinco ciclistas morreram no Brasil. Além da bióloga e cicloativista Julie Dias, em São Paulo, faleceram indivíduos em Marituba (PA), Brasília, Pomerode (SC) e Camaragibe (PE).

Cansados de esperar pacientemente pela solução de situações que lhes impingem risco, ciclistas vãos às ruas, ao mesmo tempo, em diferentes partes do Brasil, chamar atenção para o descaso que a mobilidade por bicicleta ainda enfrenta neste país.

Sugere-se que se vá de preto.

BICICLETADA NACIONAL

Aracaju (SE): Concentração a partir das 19h30, saída às 20h, Mirante da Treze de Julho;
http://www.facebook.com/events/189511917819107/

Balneário Camboriú (SC): 20h, Praça Tamandaré;

Belém (PA): Concentração a partir das 18h no Centro Arquitetônico de Nazaré – CAN. Saída às 19h30;

Belo Horizonte (MG): 19h, Praça da Estação;

Brasília (DF): 19h, Praça das Bicicletas (Museu Nacional);
http://www.facebook.com/events/263072160435461/

Campinas (SP): 19h, Praça Arautos da Paz – Lagoa do Taquaral;
http://www.facebook.com/events/312190452167988/

Campo Grande (MS): 18h, Praça do Ciclista (rotatória da Avenida Duque de Caxias com a Afonso Pena);
http://www.facebook.com/events/282569125145597/

Cascavel (PR): 18h30/19h, reunião em frente à Catedral para fazer uma panfletagem e apitaço;

Caxias do Sul (RS): 19h, em frente à Prefeitura Municipal;
http://www.facebook.com/events/371954129490520/

Cuiabá (MT): 20h, Praça 8 De Abril (em frente do Choppão);
http://www.facebook.com/events/255342117881035/

Curitiba (PR): 19h, Pátio da Reitoria (UFPR) Amintas de Barros (entre Dr. Faivre e Gen. Carneiro);
http://www.facebook.com/events/188615161246812/

Florianópolis (SC): 19h, Skate Park Trindade (em frente ao Shopping Iguatemi);
http://www.facebook.com/events/125659387560391/

Gramado (RS): 19h, Praça Major Nicoletti;

Itajaí (SC): 20h, Av. Sete de Setembro nº 1089;

João Monlevade (MG): 19h, Praça do Povo;

João Pessoa (PB): 19h, Busto de Tamandaré (Praia do Cabo Branco, final da Av. Epitácio Pessoa)
http://www.facebook.com/events/123970004397594/

Jundiaí (SP): Embaixo do pontilhão na Av. 9 de Julho;

Laranjeiras do Sul (PR): 19h, em Frente ao Lodi – Casa do Ciclista;

Londrina (PR): 19h, ponte da Av. Higienópolis (Lago 2);

Maceió (AL): 20h, Corredor Vera Arruda;

Manaus (AM): 19h30, Parque dos Bilhares (lado da Constantino Nery);

Maringá (PR): 19h, Praça da Catedral;
http://www.facebook.com/events/189134974528650/

Natal (RN): 19h, Calçadão do Midway (Av. Salgado Filho);

Parnamirim (RN): 19h30, Posto BR (Aguinelo), Cohabinal;

Pelotas (RS): 20h, em frente ao teatro 7 de Abril;

Piracicaba (SP): 19h30, Rua Bernardino de Campo nº 52 – Bairro Alto (em frente ao Fórum de Piracicaba);

Ponta Grossa (PR): 19h30, no Parque Ambiental;
http://www.facebook.com/events/309611795760654

Porto Alegre (RS): 19h, Largo Zumbi dos Palmares (EPATUR);
http://www.facebook.com/events/347944488583219/

Recife (PE): 19h, Praça do Derby;
http://www.facebook.com/events/325505750831153/

Rio de Janeiro (RJ): 18h30, na Cinelândia (em frente ao Cine Odeon);
http://www.facebook.com/events/288811831192660/

Salvador (BA): 19h, Largo da Mariquita;

Santa Maria (RS): Concentração a partir das 18h15, Largo da Gare;

Santo André (ABC – SP): 19h, Praça do Ciclista – Av. Perimetral;
http://www.facebook.com/groups/217308051626659/

São Lourenço (MG): 19h, Praça da Federal;

São Luís (MA): 19h, Praça do Rodão (Cohab);

São Paulo (SP): 19h, Praça do Ciclista (Av. Paulista X Rua da Consoloção);

Timbó (SC): 19h, em frente ao marco zero do Velotour (em frente do restaurante Thapyoka);

Vitória (ES): 19h, na Praça dos Namorados até a Praia de Camburi.

Outros países:

Caracas (Venezuela): 19h, desde la Plaza Brión de Chacaíto hasta Bellas Artes.
http://www.facebook.com/events/359258877438627/

Saiba mais:

Ciclistas promovem Bicicletada Nacional – Brasil de Fato

Cinco ciclistas mortos em um dia. Mas jamais vão deter a Primavera – Ir e Vir de Bike

Um apelo e sobre Fulanos, outros e etc – De Camelo

Morreu pedalando atrapalhando o tráfegoBicicleta na Rua

Bicicletadas pelo Brasil

As Bicicletadas que ainda vão ocorrer…

Sexta-feira, 30 de abril

Aracaju, SE

Belo Horizonte, MG

Brasília, DF

Florianópolis, SC

Fortaleza, CE

Lorena, SP

Maceió, AL


Maringá, PR

Niterói, RJ

Porto Alegre, RS

Recife, PE

São José dos Campos, SP

São Paulo, SP

Vitória, ES

Sábado, 1º de maio

Campinas, SP

Saída da Praça Arautos da Paz às 8h.

Joinville, SC

____________________ ~ ____________________

E as que já ocorreram este mês…

Sexta-feira, 23 de abril

Santo André, SP (Grande ABC)


Sábado, 24 de abril

Belém, PA


Concentração no Mercado de São Brás a partir das 16h. Saída às 17h.

Curitiba, PR


Jundiaí, SP

Natal, RN

Santos, SP

Saída às 17h da Praça das Bandeiras, no Gonzaga.

Bicicletadas de novembro

Veja abaixo uma relação com as cidades que devem realizar suas respectivas Massas Críticas neste final de mês de agosto de 2009. Se o seu município não tiver listada abaixo, procure por informações dela no site da Bicicletada ou, então, ajude a formar a Bicicletada de sua cidade.

Sexta-feira, 27 de novembro

Aracaju, SE

Belo Horizonte, MG

Brasília, DF

Campinas, SP

Cuiabá, MT


Florianópolis, SC

Goiânia, GO

Saída da Praça Cívica, a partir das 18h30.

Lorena, SP

Rio de Janeiro, RJ

Concentração na Cinelândia, em frente ao Odeon, às 19h.

São José dos Campos, SP

São Paulo, SP

Vitória, ES

Sábado, 28 de novembro

Belém, PA

Blumenau, SC

Saída do Parque Ramiro Ruediger, às 10h.

Curitiba, PR

Jundiaí, SP

Maceió, AL

Osasco, SP

Santos, SP

Concentração na Praça das Bandeiras, às 17h.

Domingo, 29 de novembro

Natal, RN

Obs.: o atraso na publicação desta postagem foi um oferecimento de nossos eficientíssimos provedores.

Saiba mais:

Bicicletadas de agosto
Bicicletadas de julho
Bicicletadas de maio
Bicicletadas de abril
Bicicletadas de março
Bicicletadas de fevereiro

Para uma descida Graciosa

Aqui vão as dicas do ciclista André Pasqualini para os paulistanos e demais ciclistas que pretendem descer a Serra da Graciosa neste final de semana no Encontro de Bicicletadas do Brasil.

Para quem não vai descer pedalando

Temos a opção do trem que custa cerca de 35 reais. Já tem uma galera que vai descer de trem, portanto acho melhor essa galera, no sábado a tarde ir comprar essa passagem. Dá para ir de bicicleta mas eu sugiro que o pessoal que vai de trem, não leve a sua bicicleta. Isso porque tem uma galera de Curitiba e de Floripa que irão descer pedalando e voltarão de carona no bonde para Curitiba. Portanto, se os que não descerem pedalando puderem ceder seus espaços para essa galera, nós agradecemos.

Outra opção “de grátis” será descer com o Ônibus que irá nos buscar em Morretes. Não sei o horário, mas ele deve sair da cidade por volta das 10h00.

Para quem vai descer pedalando

O que levar para a viagem?

Roupas apropriadas para viagem, pedalar na estrada não é a mesma coisa que pedalar trechos curtos na cidade. A roupa de ciclista pode parecer coisa de viado, mas é assim pois é mais apropriada para pedalar longas distâncias. Não fiquem receosos, temos muitos amigos que já vestiram essas roupas e não mudaram sua preferência sexual. Todos continuaram viados. (brincadeira)

Nas costas apenas mochilas de hidratação, malas no bagageiro sempre.

Comer e hidratar-se durante a viagem. Mochilas de hidratação são ótimas pedidas. Tem bicas, lugares para comprar água, até lugar para mergulhar, mas é bom levar duas garrafinhas no mínimo.

Frutas secas, barras de cereais, gels energéticos, tudo isso ajuda muito a manter o bucho cheio e hidratado durante a viagem.

Levem protetor solar e abusem dele. Excesso de sol e a falta de protetor solar pode levar a uma desidratação e é muito importante que o ciclista identifique possíveis sinais de desidratação. Os principais sintomas de desidratação são: boca seca, dor de cabeça, fraqueza, fadiga, vertigem (tontura), irritabilidade e cãibras musculares (espasmos musculares). Se os sintomas persistirem, ou incluirem desorientação, ondas de calor, calafrios, vômitos, náuseas e/ou alteração da consciência, a coisa tá feia.

Não se assustem, é comum ocorrer pequena desidratação numa atividade física, o que não podemos deixar acontecer é que ela se descontrole. Sempre informar alguém quando ocorrer alguns desses sintomas e sempre se manter hidratado.

Sugiro que todos comprem o Hidrafix, essa caixa vem com dois flaconetes e caso estejam com algum desses sintomas, tomem um flaconete. É um soro caseiro turbinado com glicose, energia pura. Se a pessoa não tem problema de diabetes, pode tomar.

Voltando ao pedal, no seu início pedalaremos cerca 9 km dentro da cidade até a BR. Nessa fase iremos num único grupo. Entraremos então na Estrada da Graciosa que vai seguir beirando a BR e ali o grupo se dividirá. Alguns irão num ritmo um pouco mais rápido e com poucas paradas. Já o grupo do fundão irá mais tranquilamente, parando em cada topo de subida para esperar os mais lentos. Nesse grupo teremos alguns ciclistas experientes e todos com GPS para ninguém correr o risco de se perder.

O grupo da frente terá como meta os tempos estimados no Bikely. Para ver as previsões acessem:

http://www.bikely.com/maps/bike-path/Descida-da-Graciosa-Morretes

Dá para ver os horários avançando pelas setinhas do menu, ou clicando em Show > Cue Sheet.

O grupo do fundão terá duas horas a mais para realizar o mesmo trajeto. Pedalaremos cerca de 25 km de asfalto até o início da estrada de terra. Depois teremos mais 20 km de terra, mais 12 km de descida e 14 km de plano no final da descida até Morretes.

A descida

Toda atenção é pouca em qualquer descida, não dá para abusar da velocidade se você não tem experiência. Metade da descida é em asfalto, a outra metade é de paralelepípedo. Desça em pequenos grupos, mas sem forçar ultrapassagens em outros ciclistas, principalmente próximos das curvas e evite passar muito colado dos ciclistas mais inexperientes. No trecho de paralelepípedos, os carros irão bem mais devagar do que as bicicletas, evite ultrapassá-los e fiquem a uma distância segura do veículo da frente.

Se possível pare no meio da descida para descansar e curtir o visual, principalmente a galera do fundão. Já os acelerados da frente, tenham o máximo de prudência, não se esqueçam que se acontecer algum acidente, não só a sua viagem poderá ser prejudicada como a de todo o grupo, portanto nada de se empolgar e pedalem com o máximo de prudência.

Como proceder nos contratempos

Pneus furados, problemas mecânicos, não tem que parar todo mundo. Parem apenas dois ciclistas no máximo e o resto continuem a pedalada. Parem apenas para esperar nos pontos de parada mais longas. Depois de consertada a bicicleta os atrasados aceleram para alcançar o resto do grupo . Não deixem ninguém sozinho para trás em hipótese alguma. Eu devo ir no grupo da frente, mas teremos muitas pessoas experientes no grupo de trás.

Levem no mínimo, duas câmaras reservas e remendos. O pessoal é sempre solícito, dificilmente você ficará na mão, mas não é legal sempre abusar da boa vontade alheia. Quem não tem blocagem na roda, que sempre carregue uma chave 15 para não depender de ninguém.

Chegada em Morretes

Se tudo der certo, o pessoal da frente deve chegar em Morretes por volta das 13h00 e ficaremos lá até as 15h00 almoçando. Quem chegar até as 14h00 provavelmente poderá aproveitar o Barreado. Todos devem chegar no restaurante Madalozo até as 15h00, hora que embarcaremos de volta para Curitiba.

Saída de Morretes

As 15h00 saímos de Morretes com destino a Curitiba, chegando por volta das 16h00 no hotel. As bikes do pessoal que desceu pedalando já ficarão em definitivo no ônibus, então teremos uma hora para tomarmos banho, fazer as malas e o Checkout no hotel. Todas as despesas do hotel estarão quitadas, exceto o que a galera vier a consumir no frigobar. Por volta das 17h00, saímos de lá com destino a São Paulo, a previsão de chegada na Paulista é entre meia noite e uma hora da manhã.

Dia de pedalar em silêncio

Vai ocorrer nesta quarta-feira, em diversas cidades do Brasil e do mundo, o Ride of Silence – ou Pedal do Silêncio.

O movimento é internacional, o que não impede que adquira características próprias dependendo do local onde é realizado.

O Ride of Silence pode adquirir diferentes feições: pode parecer uma homenagem, um ritual fúnebre, um espaço-tempo de confraternização ou reflexão, um exemplo de celebração da vida.

Isso depende exclusivamente dos participantes.

Implícitos, estão objetivos diversos: relembrar um amigo falecido, tentar conscientizar as pessoas de que a bicicleta também se utiliza das ruas, tentar mexer com o insconsciente dos motoristas para que eles sejam mais prudentes no trânsito das cidades.

Provavelmente, todos aqueles que participam do Pedal do Silêncio almejam, no fundo, uma cidade mais humana, onde prevaleça o equilíbrio entre os diferentes componentes do ambiente e onde a vida seja sempre respeitada.

Se você for pedalar, prefira usar camisetas e demais roupas brancas, e uma fita negra num dos braços.

É recomendável que se fique em silêncio, mas absolutamente nada impede que se comemore o que existe de mais precioso em nossa existência: a vida.

Belo Horizonte, MG

Belo Horizonte - Pedal do Silêncio 2009-05-20

Brasília, DF

Brasília - Pedal do Silêncio 2009-05-20

Rio de Janeiro, RJ

Rio de Janeiro 2009-05-20

São Paulo, SP

São Paulo - Pedal do Silêncio 2009-05-20

São Paulo - Pedal do Silêncio 2009-05-20 v2

Não importa se você for à ghost bike ou à Praça do Ciclista. Os locais ficam muito próximos.

Veja como foi o primeiro Pedal do Silêncio em São Paulo.

Vitória, ES

Concentração às 19h30 em frente ao bar Saideira, na Praia do Canto (Rua João da Cruz). Saída às 20h. Informações retiradas daqui.

Final de semana de Bicicletadas

Neste final de semana acontecem quase todas as Bicicletadas de abril do Brasil! Confira abaixo quando será e de onde sairá a Massa Crítica da sua cidade. Se ela não estiver listada abaixo, agite a Bicicletada de seu município.

Sexta-feira, 24 de abril

Aracaju, SE

aracaju-2009-04-24

Belém, PA

Concentração a partir das 17h no Mercado de São Brás. Às 17h30, cerimônia simbólica de criação da Praça do Ciclista. Às 18h, saída para o pedal lúdico-educativo.

“Criar simbolicamente a Praça Floriano Peixoto no Mercado de São Brás em PRAÇA DO CICLISTA não representa excluir ou privar outros atores da sociedade do uso desse espaço, nem exigir a transformação estrutural e arquitetônica do local para o uso exclusivamente ciclistíco. Representa unicamente marcar o local como referência geográfica, símbolo de uma territorialidade do movimento da bicicletada em Belém. Pretendemos com isso, mostrar que esse local  pertence ao processo de construção da massa crítica local.”

Retirado da Bicicletada Belém

Belo Horizonte, MG

belo-horizonte-2009-04-24

Bragança, PA

braganca-2009-04-24

Brasília, DF

brasilia-2009-04-24

Campo Grande, MS

campo-grande-2009-04-24

Florianópolis, SC

floripa-2009-04-24-v3a

Concentração a partir das 18h na Concha Acústica da UFSC. Saída às 19h30. Mais cartazes aqui e aqui.

Fortaleza, CE

fortaleza-geral

Goiânia, GO

goiania-2009-04-24

Porto Alegre, RS

A Bicicletada sairá em frente à Prefeitura Velha de Porto Alegre, às 18h30.

Recife, PE

recife-2009-04-24

Rio Claro, SP

A primeira Bicicletada de Rio Claro sairá às 17h, em frente à Igreja Matriz, na Praça da Liberdade.

Rio de Janeiro, RJ

rio-de-janeiro-cartaz-bicicletada-pao-2pHaverá concentração a partir das 18h no Botafogo e na Tijuca (nesta, na Praça Saens Peña). A saída será às 18h30. Uma segunda concentração vai ocorrer às 19h, na Cinelândia, em frente ao Odeon. Mais aqui.

São José dos Campos, SP

sao-jose-dos-campos-2009-04-24

São Paulo, SP

sao-paulo-2009-04-24-v1

sao-paulo-2009-04-24-baixa

Taubaté

taubate-2009-04-24

Vitória, ES

Concentração a partir das 19h na Esfera da Praça do Papa. Saída às 20h. Mais informações aqui.

Sábado, 25 de abril

Curitiba, PR

curitiba-2009-04-25

Guarapuava, PR

guarapuava-2009-04-25

Maceió, AL

maceio-geral

Maringá, PR

maringa-2009-04-25-v3

Mais cartazes aqui e aqui.

Domingo, 26 de abril

Natal, RN

natal-2009-04-26-v3

Mais cartazes aqui e aqui.

Quando futebol e bicicleta se misturam

No dia 31 de janeiro de 2009, ocorreu, em São Paulo, um encontro pouco comum de ser visto pelas ruas do Brasil: um grupo de pessoas se reuniu para ir de bicicleta assistir a uma partida de futebol.

Habitantes de uma metrópole que concentra três das 10 maiores torcidas do país, para não haver discussões ou brigas que desmanchassem amizades, o clube de futebol escolhido foi aquele que é praticamente a segunda equipe do coração de quase todos os paulistanos: o Clube Atlético Juventus.

O grupo combinou de se reunir na Praça do Ciclista para seguir de bicicleta de lá até o bairro da Mooca, com forte influência da colonização italiana. Quando eu soube disso, resolvi assistir ao jogo também. A diferença é que, como rapaz criado na Mooca, eu seguiria direto ao Estádio Conde Rodolfo Crespi, na Rua Javari, para encontrar com eles um pouco antes de a partida começar.

Para mim, seria uma sensação nova. Diferente. Instigante. Até em certo ponto nostálgica, pois foi no mesmo lugar que fui em um estádio de futebol pela primeira vez na vida e foi numa escola situada ali ao lado onde, pela janela, volta e meia via os jogadores treinarem no gramado. Naquele mesmo estádio, inauguraria em minha vida uma era onde até para assistir às partidas de futebol eu iria de bicicleta.

Próximo à entrada do estádio, eu encontrei os três ciclistas que vieram de bike e mais um vizinho de bairro, o Toshio, que  foi quem agitou toda essa pedalada e confraternização. Estavam em frente a um dos bares mais movimentados nos arredores do estádio, com uma mesa só para eles debaixo da sombra de uma árvore.

Ciclista juventino.

Ciclista juventino. Uniformizado com camiseta alusiva ao clube, foi assim que cheguei para assistir ao Moleque Travesso. Créditos da foto: Silas.

Quase às 16h, horário de começo do jogo, chegam as 2 últimas pessoas e quem ainda não havia entrado com a bicicleta passou pelos seguranças (após mostrar os ingressos, claro) e deixou as magrelas dentro da quadra da futsal do Moleque Travesso.

O detalhe é que mais um torcedor ciclista e se beneficou de nossa movimentação. Ele aproveitou e deixou a sua bike protegida dentro das dependências do clube, junto às nossas.

Ciclistas deixam bicicletas na quadra de futsal do clube.

Ciclistas deixam bicicletas na quadra de futsal do clube. Foto: André Pasqualini.

No total, cinco bicicletas repousaram dentro das dependências do Juventus. Foto: André Pasqualini.

No total, cinco bicicletas repousaram dentro das dependências do Juventus. Foto: André Pasqualini.

O jogo começou com baixo nível técnico. O América forçou mais e teve as melhores chances do primeiro tempo, que terminou em 0 a 0.

Aí veio o intervalo e, junto com ele, os tradicionais canoles e amendoins!

Na Rua Javari, o intervalo é a parte do jogo que dá mais gosto! Foto: André Pasqualini.

Na Rua Javari, o intervalo é a parte do jogo que dá mais gosto! Foto: André Pasqualini.

Juventus melhorou no segundo tempo e começou na frente no placar. Aos 15min, Jonatha abril o marcador após uma cabeceada e a torcida juventina toda se levantou eufórica (nós, inclusive!). Mas nossa alegria durou pouco, pois o América empatou dois minutos depois, após trocas de passes precisos e falhas da marcação do Juventus.

O jogo ficou em equilibrado e teve poucas jogadas de perigo durante os minutos que se seguiram. É aí que se pode notar os personagens que formam a torcida do Moleque Travesso.

Curioso personagem da torcida juventina com a camisa 12. Foto: Fabiano Faga Pacheco.

Curioso personagem da torcida juventina com a camisa 12. Foto: Fabiano Faga Pacheco.

Atrás da meta do goleiro adversário, a torcida do Juventus não pára nunca de incentivar a sua equipe. Foto: Fabiano Faga Pacheco

Atrás da meta do goleiro adversário, a torcida do Juventus não pára nunca de incentivar a sua equipe. Foto: Fabiano Faga Pacheco

Os torcedores da Ju-Jovem "infernizam" os jogadores rivais. Foto: Fabiano Faga Pacheco.

Os torcedores da Ju-Jovem “infernizam” os jogadores rivais. Foto: Fabiano Faga Pacheco.

Uma boa parte dos torcedores deixou de prestar atenção no jogo para olhar com mais atenção à Aline, bandeirinha daquela partida. Mas, aos 36min, o gramado voltou a ser o centro das atenções. O Juventus tinha um pênalti a seu favor!

Quer saber o que aconteceu? Veja no vídeo abaixo!

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.

O Erick acabou por perder mesmo o pênalti.

Nos minutos finais, ambas as torcidas estavam apreensivas.

A pequena torcida do América aguardava ansiosa ao final da partida. Foto: André Pasqualini.

A pequena torcida do América aguardava ansiosa ao final da partida. Foto: André Pasqualini.

Torcedores do Juventus fitam em campo os jogadores. Foto: Fabiano Faga Pacheco.

Torcedores do Juventus fitam em campo os jogadores. Foto: Fabiano Faga Pacheco.

No final, o jogo terminou 1 a 1 mesmo. Mas valeu muito a pena ver a alegria contagiante da torcida…

A torcida juventida não passa nenhum minuto sem incentivar o time. Foto: Fabiano Faga Pacheco.

A torcida juventida não passa nenhum minuto sem incentivar o time. Foto: Fabiano Faga Pacheco.

… e estreiar numa nova relação com a cidade, em que de bicicleta se vai até aos estádio de futebol!

Bicicleta e futebol podem conviver em harmonia. Foto Fabiano Faga Pacheco.

Bicicleta e futebol podem conviver em harmonia. Foto Fabiano Faga Pacheco.

Antes de terminar, apenas duas curiosidades.

A ficha técnica da partida:

Juventus 1 x 1 América

Local: Estádio Conde Rodolfo Crespi, Rua Javari, em São Paulo
Público pagante: 790 pessoas
Renda: R$ 5 185,00
Árbitro: Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza
Cartões amarelos: Ivan, Erick e Odirlei (Juventus) Rafinha, Bele, Fabricio, William e Thiago Floriano (América)
Gols: Jhonatas 15’/2T (Juventus); William 17’/2T (América)

Juventus
Marcelo; Nem (Valdo), Daniel e Ivan; Erick, Levi, Fabinho (Silas) e Odirlei, Jhonatas; Tiago Chulapa e Deiwid (Vagner).
Técnico: Edu Marangon

América
Tutti; Juninho (Sandro), Mirita, Rafael Silva e Rafinha; Bele, Fabrício, Thiago Floriano e William; Catatau (Vander) e Canela (João Henrique).
Técnico: Carlos Rossi

Pouco antes do Campeonato Paulista começar, o cartunista Maurício Ricardo publicou esta charge. Vejam só a situação em que o Juventus foi representado.

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.

E não é que o Juventus acabou por cair para a terceira divisão do futebol paulista?

Mesmo assim, creio que nenhum dos torcedores vai deixar de comparecer à Rua Javari para incentivar a equipe. E, provavelmente, cada vez mais deles irão de bicicleta.

Por Fabiano Faga Pacheco

Saiba mais:

Bicicletada Juventina – foi criado até um blogue para divulgar essas pedaladas para os jogos do Juventus. Nesta postagem, o Toshio conta como foi essa primeira experiência.

Fotos:

André Pasqualini (com o eminente encerramento do Multiply, as fotos podem ficar indisponíveis; favor avisar ao editor deste blogue num comentário abaixo)
Fabiano Faga Pacheco

Veja também:

Futebol Interior – Juventus 1×1 América – Equilíbrio marca empate na Rua Javari
Juventus – Juventus fica no empate diante do América na Javari
Juventus – “Só garra não ganha jogo”, diz Edu Marangon
Federação Paulista de Futebol – Juventus empata em casa com o América por 1 a 1

A Pedalada Pelada e a lei

O artigo abaixo tem caráter meramente opinativo.

Nem toda nudez será castigada

A PM impediu a Pedalada Pelada deste ano. A justificativa do major Senaubar é risível: “Aqui não é Sambódromo. Não estamos no carnaval. Se alguém mostrar o bumbum, pode ser detido”.

“Bumbum”… É sintomático que o major utilize termos infatilizantes. Apenas uma concepção autoritária e paternalista de Estado justificaria as dezenas de PMs reunidos para defender a população inocente dos cem ciclistas malvados que queriam subverter a ordem com suas pálidas bundas – ou devo dizer “popôs”?

Não por acaso a ameaça de prisão feita pelo membro da PM tem fundamento no crime de ato obsceno, previsto no código penal de 1940 do então ditador Getúlio Vargas. Diz o artigo 233 do código: “Praticar ato obsceno em lugar público, ou aberto ou exposto ao público: Pena – detenção, de três meses a um ano, ou multa”.

Mas o que é “ato obsceno”? A lei, como qualquer um pode perceber, é absurdamente vaga e serve de cheque em branco para os juízes de moralidade mais sensível. O crime deve ter seus contornos bem delineados a fim de que o cidadão saiba quais seus limites, e isso é tanto mais verdadeiro porque uma condenação pode afetar gravemente a vida do indivíduo.

O major deu voz ao senso comum quando disse que nudez tem lugar e hora marcada – ficar nu no metrô às 8 da manhã não é razoável. No entanto, faltou-lhe bom senso em imaginar que os ciclistas ferem o pudor da sociedade com sua bicicletada. Eles participaram de uma manifestação pacífica, como outros milhares de ciclistas no resto do mundo, e despem-se para chamar a atenção, como forma de estratégia política legítima. Qual o perigo que algumas genitálias balançando sobre bicicletas oferecem aos costumes e ao pudor do país que, algumas semanas antes, parara para assistir corpos nus desfilarem em sambódromos (espaços públicos, mantidos com dinheiro público), como bem lembrou o oficial da PM? Como se pode falar em ofensa à moralidade se jornais publicaram fotos dos ciclistas seminus?

Situação semelhante já passou pelo Supremo Tribunal Federal: o diretor de teatro Gerald Thomas fora acusado de cometer ato obsceno por ter mostrado a bunda e simulado masturbar-se após receber vaias. Os membros da mais alta corte brasileira – ainda que em decisão apertada – entenderam que o contexto do suposto ato obsceno não ensejava ofensa ao pudor público. Ora, o contexto da pedalada pelada tampouco permite presumir obscenidade!

Parece ser um caso clássico de sopesamento de valores constitucionais: há dano à moralidade pública ou à liberdade de expressão, de reunião e locomoção? Sendo evidente a resposta, não haveria crime, seja porque não há tipicidade material, seja porque se exerce regularmente o direito de reunião e manifestação.

Assim, qualquer associação de ciclistas, de proteção aos direitos civis ou a própria defensoria pública estadual poderia promover um hábeas corpus coletivo preventivo, antes da realização da próxima edição do evento em 2010, a fim de impedir que as autoridades públicas desperdicem dinheiro do contribuinte com o cerceamento de direitos constitucionais dos cidadãos-ciclistas. Em opção mais conservadora e menos heterodoxa, os manifestantes poderiam eles mesmos impetrar hábeas corpus, individualmente, já que o HC não exige advogado.

Mas e se não for concedida a ordem pelo judiciário? O corajoso ciclista terá pouco a temer: ainda que o flagrante autorize que PMs conduzam o ciclista coercitivamente a juizado ou delegacia, a prisão só ocorrerá se o ciclista recusar-se a comparecer, em um outro dia, perante o magistrado.

O texto da lei é bastante claro: “Ao autor do fato [o ciclista] que, após a lavratura do termo, for imediatamente encaminhado ao juizado ou assumir o compromisso de a ele comparecer, não se imporá prisão em flagrante, nem se exigirá fiança” (JEC: 69, par. único), ou seja: os PMs podem levar os ciclistas para o juizado ou autoridade policial e relatar o ocorrido em um termo circunstanciado (relatório do PM sobre o flagrante), mas NÃO podem prender o ciclista se ele se comprometer, por escrito, a aparecer noutra oportunidade.

O pior já passou. Esse termo circunstanciado não “suja ficha” ou aparece em folha de antecedentes. Daqui em diante, caberá ao Ministério Público encaminhar o processo, podendo pedir sua suspensão se o ciclista nunca tiver sido condenado criminalmente nem tiver processo criminal correndo contra ele. Se ficar comprovado que o acusado não oferece risco algum à sociedade, nem outro processo criminal for instaurado contra o acusado nesse período, o processo termina sem complicações para o ciclista.

De qualquer forma, recebida a denúncia pelo juiz, o ciclista poderá a qualquer momento procurar seu advogado ou a defensoria pública estadual a fim de impetrar um hábeas corpus para impedir que o processo continue, demonstrando-se a falta de justa causa da ação com argumentos semelhantes aos já mencionados.

Na remotíssima hipótese de condenação, o ciclista poderá sofrer a pena de multa (cujo valor varia de acordo com a situação econômica do condenado) ou detenção por até um ano. “Detenção” significa que a pena deverá ser cumprida inicialmente em regime semi-aberto, ou seja, em colônia agrícola ou estabelecimento parecido. Como há pouquíssimos desses estabelecimentos, o condenado deverá cumprir a pena em regime domiciliar. Assim, para a tão temida prisão, o ciclista desnudo não poderá ir. Enfatizamos que a possibilidade de condenação à pena de detenção é ínfima.

Muitos devem ter receio quanto a perder a primariedade. Lembre-se que apenas no muito improvável caso de condenação à detenção – ou seja, apenas se o juiz entender, no final do processo, que o ciclista realmente cometeu o crime de ato obsceno e mandar o réu cumprir pena de detenção – o ciclista perderia sua primariedade e, mesmo assim, apenas por cinco anos após o cumprimento da pena.

Por fim, não custa repetir o óbvio: os PMs dificilmente se darão ao trabalho de prender uma centena de ciclistas pelados, ou seja, se todos tirarem a roupa, há muito mais chances de que ninguém sofra amolação. Os ciclistas não podem se acostumar com essa dupla falta de espaço público: as ruas lhes pertencem, seja para se manifestarem, seja para se locomoverem.

Por Felipe Oliva*

*Felipe Oliva é advogado.
 

Saiba mais:

Ciclistas pelados pela vida – matéria de divulgação do Bicicleta na Rua que antecipou a cena que seria encontrada pelos ciclistas na concentração da Pedalada Pelada.

World Naked Bike Ride São Paulo 2009 – confira os relatos, fotos, vídeos e reportagens sobre a Pedalada Pelada deste ano.

Bicicletada por todo o Brasil

A partir de sexta-feira e durante o final de semana, centenas de ciclistas de mais de uma dezena de cidades brasileiras irão às ruas participar das edições locais da Bicicletada.

Fique atento para o local e o horário da Bicicletada do seu município. Se a sua cidade não estiver listada abaixo, procure por informações dela aqui ou, então, faça a sua própria Bicicletada.

Sexta-feira, 27 de março

Aracaju, SE

aracaju-2009-03-27-18

Belo Horizonte, MG

belo-horizonte-2009-03-27

Bragança, PA

braganca-2009-03-27

Brasília, DF

brasilia-2009-03-27

Campo Grande, MS

campo-grande-2009-03-27

Florianópolis, SC

Ainda não sabe? Confira aqui.

Goiânia, GO

goiania-2009-03-27

Porto Alegre, RS

Na Bicicletada de Porto Alegre, os ciclistas sairão da Prefeitura Velha de Porto Alegre às 18h30.

Recife, PE

recife-2009-03-27

Rio de Janeiro, RJ

rio-de-janeiro-cartaz-bicicletada-pao-2p

Haverá concentração a partir das 18h no Botafogo e na Tijuca (nesta, na Praça Saens Peña). A saída será às 18h30. Uma segunda concentração vai ocorrer às 19h, na Cinelândia, em frente ao Odeon. Mais aqui.

São José dos Campos, SP

sao-jose-dos-campos-2009-03-27

São Paulo, SP

sao-paulo-2009-03-27

Taubaté, SP

taubate-2009-03-27

Vitória, ES

vitoria-2009-03-27

Sábado, 28 de março

Curitiba, PR

curitiba-2009-03-28

Guarapuava, PR

bicicletada-guarapuava-todo_sabado

Maceió, AL

maceio-geral

A situação do trânsito de Maceió está bastante complicada para quem opta por pedalar. Desde a última Bicicletada, quando foi instalada a primeira bicicleta fantasma (ghost bike) da cidade, mais três ciclistas perderam suas vidas.

Saiba como foi a primeira ghost bike da cidade e veja as notícias dos últimos falecimentos.

Domingo, 29 de março

Natal, RN

natal-2009-03-01

Saída às 16h.

Ciclistas pelados pela vida

Ocorrerá neste sábado, 14 de março, com concentração a partir das 12h e  saída às 14h, a segunda versão do World Naked Bike Ride São Paulo, ou Pedalada Pelada, como ficou popularmente conhecida. O passeio dos ciclistas pelados é uma forma de eles expressarem como se sentem pedalando diariamente pelas ruas da cidade. Enquanto automóveis possuem cintos de segurança e air bags para protegerem seus ocupantes, os ciclistas possuem apenas o próprio corpo para se defenderem. É praticamente como se os ocupantes dos veículos (geralmente, constituído apenas pelo motorista) estivessem livres e à salvo, sem riscos de sofrerem intentos à própria vida, enquanto os ciclistas não teriam essa proteção e vissem-se apenas dependendo da vontade dos demais motoristas para sobreviverem. Afinal, é unânime entre os ciclousuários: a maioria não enxerga  o ciclista quando este está na rua. Parece que ele simplesmente não existe. Como não se consegue observar a vida ao seu redor, muitos são os motoristas que não a respeita. Os manifestantes esperam que, pelados, possam finalmente serem vistos como membros do trânsito e, assim, poderem pedalar pela cidade sendo respeitados pelos demais.

Cartaz de divulgação do WNBR São Paulo v1

Apesar de se sugerir, e até mesmo se incentivar, os ciclistas ali presentes a ficarem desnudos, não é obrigatório tirar a roupa. O lema do WNBR é “as bare as you dare”, ou seja, “tão nu quanto você ousar”. Ninguém vai te impedir de você manter-se com roupa.

Na última edição, o maior constrangimento para que as pessoas estivessem na Av. Paulista assim como vieram ao mundo veio por parte dos jornalistas. Muitas mulheres, em especial, não se sentiram seguras para ficarem completamente nuas devido ao assédio da mídia e a comentários machistas feitos por membros da imprensa. As mais sérias equipes de reportagem que farão a cobertura do evento aconselharam os seus jornalistas a não interferirem na evolução da Pedalada Pelada e a não assediarem os participantes. Os homens foram instruídos a não fazerem provocações machistas. Fiquem atentos às credenciais dos jornalistas que cometerem esses abusos. Se houver problemas ou sentir-se constrangido, denunciem-nos.

Cartaz do World Naked Bike Ride São Paulo, v2

Com que roupa eu vou?

Aqui está disponibilizado um texto ótimo sobre como tirar a roupa em público, além de dicas ótimas para quem ainda está em dúvida se vai pedalar pelado ou não.

Entre elas está uma das mais vistas: é legal pedalar nu? Segundo os participantes, dá uma sensação muito boa. Mas a lei garante-nos esse direito? Considerando que não estamos no Afeganistão nem no Iraque, e levando em conta o que assistimos durante o Carnaval, e lembrando que os ciclistas não irão lá para realizarem nenhum ato de cunho sensual, erótico ou pornográfico, sim, as leis brasileiras permitem que você possa pedalar pelado. Se você espera fotografar algo indecente, não adianta ir para o ponto de encontro. Mas se quiser ver imagens obscenas, clique aqui.

A polícia estará na Praça do Ciclista e recebeu ordens verbais de não cometer as gafes do ano passado. Figuras políticas como o prefeito paulistano Gilberto Kassab apoiam a realização do World Naked Bike Ride.

Não nos esqueçamos de que o WNBR ocorre em várias localidades do mundo. No dia 14, dezenas de cidades do hemisfério Sul terão ciclistas nus em suas ruas.

Então o que está esperando? Pegue a sua magrela e dirija-se à Praça do Ciclista para prestigiar São Paulo em uma brilhante edição de mais uma Pedalada Pelada.

Saiba mais:

Nus diante do tráfegoApocalipse Motorizado

Valeu a pena ser preso pelado? Valeu sim!!! – CicloBR (depoimento do único ciclista pelado que foi preso na primeira edição do WNBR São Paulo)

World Naked Bike Ride São Paulo 2008 – matérias, relatos, fotos e vídeos da primeira edição

OBS: as pessoas ligadas a este blogue até organizam alguns eventos, algumas até estarão lá, mas a Pedalada Pelada não tem líderes nem organizadores. E também não está diretamente relacionada à Bicicletada. Ela é melhor definida como uma manifestação rizomática.

top-posts_wordpress

Por falar em Imigrantes…

eco?vias_logoÉ uma pena que mentalidades demoram a mudar. Que o diga a Rede Globo, em cujo programa SPTV 2ª Edição de 03 de março, veiculou a triste matéria de uma pessoa atropelada no acostamento da Imigrantes e, ao final dela, cometeu equívocos lastimáveis ao afirmar que ciclistas e pedestres não devem transitar pelo acostamento, o que contradiz o Código de Trânsito Brasileiro (lembremos que não há calçadas e muito menos ciclovias nas pistas do Sistema Anchieta-Imigrantes).

Muita gente acredita que o acostamento da rodovia é um lugar inseguro para se realizar atividades de transporte ativo, seja caminhar, seja  pedalar. Entretanto, a maioria simplesmente se esquece de que não são as pessoas que representam o perigo às suas próprias vidas, mas sim os motoristas desatentos que colocam outras vidas em risco, a Polícia Militar Rodoviária paulista que não coibe os excessos de velocidade praticados na Imigrantes e até mesmo coloca vidas em perigo (sem contar que ela desconhece a legislação pertinente), a ARTESP que se contradiz sobre o assunto e não protege os seus usuários (além de não respeitar os seus princípios) e a Ecovias que impede ilegalmente os ciclistas de pedalarem até a Baixada Santista.

Sugestões

O que se pode fazer para não oferecer riscos aos pedestres e ciclistas que necessitem utilizar as rodovias, direito que lhes é garantido? Em primeiro lugar, campanhas de educação no trânsito são fundamentais. A fiscalização em cima de veículos automotores são importantes para coibir infrações de trânsito que possam acarretar em acidentes ou diminuir a fluidez das vias. Em questão de infraestrutura, a descida aos municípios do litoral central paulista conta com um grande aliado: a Estrada de Manutenção, que já foi projetada visando a, no futuro, ser um roteiro cicloturístico. Há três pontos na rodovia dos Imigrantes que são emblemáticos para o ciclista alcançar a Estrada de Manutenção. Talvez o mais emblemático – e provavelmente mais perigoso – seja justamente no km 40,8, onde há a Via de Acesso à Anchieta. O que a Ecovias pode fazer aí são elevados que permitam aos ciclistas chegarem em segurança 500m à frente, no mesmo acostamento da pista que desce ao litoral. Nesse lado, há uma das entradas para a Manutenção.

Outras possibilidades levam em consideração a construção de passarelas  interligadas com 4 saídas: em cada uma das duas pistas antes e logo depois da Via de Acesso. Isso evitaria os pontos mais críticos do km 41, não expondo os ciclistas a riscos, e, ao mesmo tempo, não prejudicaria o fluxo dos demais veículos na rodovia.

Sonho. Imaginação. Devaneio.

Veja mais:

Bicicletada Interplanetária 2008

%d blogueiros gostam disto: