Massas Críticas catarinenses

Maio de 2014. Quase um ano e meio após os prefeitos assumirem e 3,5 anos de os catarinenses terem um novo governador, em que pese o início de obras cicloviárias, o mês foi mais de discórdias do que de casamentos.

Com prazo de término para a época das eleições, teve início, enfim, a ciclovia na SC-405, no Rio Tavares, em Florianópolis. Após mais de dois anos dificultando a vida dos estudantes das escolas da região, uma obra que deveria ter sido feita até junho de 2012 enfim há de começar. Uma vitória da sociedade? Nem tanto. Além da demora, a largura de 3m onde não haverá postes e pontos de ônibus colocará em conflito pedestres e ciclistas. É um avanço, sem dúvida. Tímido e sem resolução de pontos de conflitos, mas um avanço.

Como tem se tornado constante, maio também foi um mês de perdas. Constância essa que não se fez sentir nos movimentos de bastidores para mudar e melhorar a situação cicloviária catarinense.

Muito pelo contrário. Na capital, o prefeito vetou projeto de lei que extendia para locais de ensino, cultura, lazer e estacionamentos a necessidade de possuir paraciclos ou bicicletários. E seu braço direito, secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano e superintendente do Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis (IPUF) foi categórico ao dizer:

– As pessoas falam muito da ditadura do automóvel, mas existe também a ditadura da ciclovia, que oprime o pedestre!

Uma fala absurda para momentos de inação tanto para os pedestres quanto para os ciclistas. Ignorando as próprias comissões do IPUF, como a Pró-Bici e o Floripa Acessível, e o histórico da ViaCiclo e da própria Bicicletada Floripa, que sempre lutaram por melhorias para pedestres e para o transporte coletivo – exemplos clássicos constam com a Vidal Ramos e a R. Ver. Osni Ortiga. Talvez o secretário baseie-se na SC-405, que teve seu projeto denunciado reiteradamente, inclusive em instâncias jurídicas, pelos ciclistas.

Se na cidade algumas obras devem sair com infraestrutura cicloviária – inferior – , como na Av. Gov. Ivo Silveira, na própria R. Ver. Osni Ortiga e da R Dep. Antônio Edu Vieira, a própria prefeitura prejudica tanto pedestres quanto ciclistas na R. Padre Rohr, em Santo Antônio de Lisboa… e simplesmente ignora a implementação de uma cicloestrutura em plena Av. das Rendeiras, no coração da Lagoa da Conceição. Sem estudos numéricos de tráfico minimamente decentes, a opção foi pela manutenção de estacionamentos para o veículo particular. Um soco no estômago do planejamento cicloviário municipal, que previa há mais de dez anos a passagem de uma ciclovia por uma das mais cênicas paisagens ilhoas.

Sabendo que desde que assumiu, o prefeito Cesar Souza Júnior (PSD) ainda não construiu nem 10km de infraetrutura cicloviária decente e adequada percebe-se que vai ser muito difícil que ele cumpra, até o próximo mês, os 40km prometidos em 18 meses durante sua campanha eleitoral e sabatina. E o que deixa os ciclistas ainda mais nervosos é que parece cada vez mais distante que essa cifra seja atingida…

Mas é por isso, afinal, que existem as Bicicletadas!

Confira se vai haver na sua cidade e participe!

Blumenau

Saída da Prefeitura da Blumenau, na Praça Victor Konder, às 18h30.

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Brusque

Brusque 2014-05-30

Ao final da Bicicletada, palestra com Thiago Fantinatti, autor do livro “Trilhando Sonhos”, na Praça da Cidadania – Fundação Cultural.

Brusque 2014-05-30 Trilhando Sonhos

Chapecó

Chapeco geral v2

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Florianópolis

Florianopolis 2014-05-30Arte: Flora Neves

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Florianópolis aprova projeto Zona Verde

Foi publicado oficialmente no Diário Oficial do Município de Florianópolis, a Lei Nº 9.364, que, na prática, institui a Zona Verde, locais para estacionamento de bicicletas dentro da Zona Azul.

Pelo projeto, os estacionamentos serão gratuitos para o usuário e deverão ser implementados pela empresa que vencer a licitação da Zona Azul, que engloba estacionamentos de automóvel no espaço público em locais previamente demarcados pelo poder público.

No começo deste ano, um protótipo da Zona Verde foi implantado na Rua Deodoro, no Centro da capital catarinense. A iniciativa foi bastante elogiada por ciclistas e moradores, sofrendo, entretanto, crítica quanto ao modelo do paraciclo. Pela lei, o modelo deverá ser definido pelo Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis (IPUF), que muito provavelmente se posicionará em favor deste modelo, que consta de manual elaborado pela própria instituição e que tem sido implantado em seus projetos.

Zona Verde está regulamentada e deve se espalhar pela cidade. Na imagem, estacionamento implantado na Rua Deodoro, no Centro de Florianópolis, antes da substituição do modelo dos paraciclos. Foto: Fabiano Faga Pacheco.

Zona Verde está regulamentada e deve se espalhar pela cidade. Na imagem, estacionamento implantado na Rua Deodoro, no Centro de Florianópolis, antes da substituição do modelo dos paraciclos. Foto: Fabiano Faga Pacheco.

Pela lei sancionada, o estacionamento da Zona Verde terá uma sinalização própria, definida pela Câmara dos Vereadores, o que pode criar conflitos com a sinalização atual de trânsito. A regulamentação dessa sinalização deveria vir do Executivo, através de projeto de técnicos da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana ou do IPUF.

Independentemente disso, a cidade deve ganhar mais de 100 locais para estacionamento de bicicletas, cada um contando com um número entre 8 e 12 vagas, espalhados pela região continental, pelo Centro e pela Bacia do Itacorubi.

O projeto de lei partiu do gabinete do vereador Edmilson Carlos Pereira Junior, o Ed (PSB).

Conexão Montréal #1 – Primeiras Experiências

Meu nome é Viviane, sou uma estudante de mestrado em Educação na UFSC e estou fazendo sanduíche de pesquisa em Montréal na UdeM, Québec, Canadá. Conversei muito com o Fabiano, fundador deste espaço e cicloativista de Florianópolis, sobre como a cidade aqui é receptiva para bicicletas. Como estou no meu período de adaptação, não sei fazer outra coisa que não seja comparar a cidade de onde eu vim com esta onde estou aproveitando a deixa do diálogo e a vontade de trocar experiências, eu e o anfitrião do “Bicicleta na Rua” decidimos abrir um espaço educativo para contar nossas vivências com a bicicleta em várias cidades no mundo. Ele com as suas andanças pela Europa, e eu, aqui, no Canadá.

A minha amiga que me recebeu aqui tem uma speed Peugeot dos anos 60, ela tem muito amor pela bici porque foi da mãe dela. Mas, mesmo assim, ela me emprestou para eu ver um apartamento num bairro vizinho. Foi muito bom, para começar porque nunca andei de speed e a coluna fica bem retinha e a respiração, por consequência, fica bem sincronizada com o movimento do pedal.

No caminho, já na saída peguei a ciclovia e fui direto. Em cada cruzamento, tem um semáforo; na Rue Boyer tem um sinal para pedestres e outro para bicicletas. Outras ruas, sem ciclovia, geralmente têm um sinal só para todos. Todo mundo para no sinal, não tem nenhum danadinho que atravessa fora do verde. Me contaram que se você atravessa no vermelho e a polícia vê, você é multado. Uma infração para pedestres e ciclistas custa 37 dólares canadenses (uma grana preta).

Continuando o relato, passei por um túnel para chegar a Avenida que eu procurava e mesmo sem ciclopista, tinha bastante espaço para mim. Num canto, os carros estacionados e quase um metro da marcação da pista, tranquilidade total. Photo1065Na cidade, nem todos ciclistas usam capacetes ou equipamentos de segurança. Mas eu tava bem devagar, apesar da potência da máquina emprestada.

Cheguei no lugar, e na frente da casa tinha um pequeno pique preto com símbolos de bicis, tipo, estacione aqui.

São os sinalizadores do sistema de estacionamento de carros na rua. Para vocês verem, o mesmo espaço é compartilhado, só que de bike você não paga nada, é só achar um espaço livre. É bem comum ver pequenos bicicletários nas calçadas próximas aos caminhos exclusivos das bicicletas, digo assim pois, tem as ciclovias, ciclofaixas, ciclopistas, etc. Neste dia, eu fiz uns 3km e não senti medo de nenhum carro ou de transitar por aqui de bicicleta, daí, decidi: quero ter uma speed também.

Bicicletário do TILAG será reformado e ampliado

Saiu no site da Prefeitura Municipal de Florianópolis em 13 de setembro de 2013.

O bicicletário do TILAG é um dos projetos prioritários para obter recursos ainda deste ano. As discussões sobre seu destino acontecem desde fevereiro deste ano, levando em conta um levantamento feito pelo Bicicleta na Rua em setembro de 2011.

Bicicletário anexo ao TILAG deve ser reativado

Local deve estar em funcionamento até início do verão

Na tarde desta sexta-feira (13), o secretário de mobilidade urbana Valmir Piacentini, o secretário adjunto Adriano Mafra e o vereador  Pedro de Assis estiveram junto à representante da ViaCiclo, Karla Simm no bicicletário anexo ao Terminal de Integração da Lagoa da Conceição (TILAG).

A ideia é reativar, reformar e expandir o bicicletário, que atualmente tem 49 vagas. A previsão é que até o início do verão o local esteja funcionando, podendo atender especialmente os ciclistas que querem fazer o restante do trajeto utilizando ônibus.

“É um incentivo ao uso desse modal que está cada vez mais sendo utilizado na cidade, facilitando os deslocamentos e contribuindo para a melhoria da mobilidade urbana”, conclui Piacentini.

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Saiba mais:

TILAG: um terminal problemático

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Relato do Passeio Ciclístico da Lagoa

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Prefeitura de Florianópolis pretende reativar bicicletário do terminal da Lagoa da Conceição

Público do Donna Fashion Iguatemi ovaciona Bicicletada

Conteúdo Especial - Bicicleta na RuaCiclistas pediam seriedade no cumprimento de TAC que prevê que shopping construa de 1,25 km de ciclovia na Av. Madre Benvenuta, em Florianópolis

A Bicicletada Floripa desfilou ao redor da passarela da moda. Um ano após a morte do ciclista José Lentz Neto, a tradicional manifestação de rua ocupou calmamente os espaços internos de um dos principais shoppings da cidade.

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Palestras da audiência pública sobre sistema cicloviário de Florianópolis

Confira as apresentações na íntegra das palestras apresentadas na audiência pública sobre o sistema cicloviário, que ocorreu em 13 de agosto de 2013, na Câmara de Vereadores de Florianópolis.

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(Vídeo) Estacionamento para bikes no subsolo japonês

O Japão apresenta vários problemas por suas cidades terem elevada densidade populacional. Por lá, tudo é precioso e qualquer pedaço de terra faz falta.

Uma das soluções que eles encontraram para minimizar o impacto na paisagem do excesso de bicicletas nas ruas e, ao mesmo tempo, redefinir e potencializar o uso de seus espaços foi a guarda de bicicletas no subsolo, deixando a superfície para espaços de convivência e caminhabilidade.

Com uma engenhosa tecnologia, o usuário cadastrado pode deixar sua bicicleta a salvo de furtos e das intempéries climáticas quando não a estiver pedalando. Basta você fazer a identificação da sua bicicleta, por meio de um chip, e aproximá-la de um dos suportes dos bicicletários que ele automaticamente a leva debaixo da terra e a guarda em segurança.

Veja no vídeo abaixo como funciona essa genial sacada:

O ECO Cycle foi desenvolvido pela empresa Giken.

Foto: Culture Japan.

Vista esquemática do interior do bicicletário. Foto: Culture Japan.

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Japan Underground Bicycle Parking Systems

Pedala Avaí terá esquema especial para quem vai de bicicleta à Ressacada

Como parte das comemorações dos 90 anos do Avaí Futebol Clube, o clube, juntamente com a Associação dos Ciclousuários da Grande Florianópolis (ViaCiclo) e o Bike Anjo Floripa, promovem a primeira edição do Pedala Avaí.

Para o duelo contra o Paraná Clube pela oitava rodada da segunda divisão do Campeonato Brasileito, quem for de bicicleta em grupo terá comodidades, como o trânsito fechado no trajeto entre o elevado do Trevo da Seta e o estádio da Ressacada.

Florianopolis 2013-07-13 Pedala Avai

Vai funcionar da seguinte maneira: bondes de ciclistas serão formados para quem quiser sair do seu bairro para a pedalada. Terão bondes saindo da Lagoa da Conceição, do Campeche, do Centro e da Trindade. Os horários podem ser vistos na imagem abaixo. Quem quiser, poderá também levar a sua bicicleta no carro e deixá-lo estacionado num dos diversos bolsões ao longo da Via Expressa Sul e seguir pedalando até o Trevo da Seta, local onde haverá a concentração a partir das 13h. Todos eles devem se encontrar no final da ciclovia da Via Expressa Sul até às 14h. A esse horário, o trânsito será bloqueado pela Polícia Militar Rodoviária para os ciclistas seguirem em segurança em direção ao estádio. Logo após o trânsito para veículos automotores em direção ao estádio será permitido pelas duas faixas da Av. Diomício de Freitas.

Quem não puder ir às 14h, poderá ir nos seguintes horários, mas dividindo a pista com carros e ônibus: das 14h50 até às 15h10, das 15h25n até às 15h45 e das 16h até às 16h20.

O jogo tem seu apito inicial às 16h20. O retorno será pelos mesmos caminhos da ida, com encontro no bicicletário da Ressacada às 18h30.

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Avaí inaugurará bicicletário no estádio da Ressacada

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De bicicleta ao estádio? O goleiro do Avaí dá o exemplo

Charge – Na Ressacada, só de bicicleta

Carta dos alunos da Oceanografia à Reitoria

Os alunos da Oceanografia entregaram nas mãos do chefe de gabinete da reitoria da Universidade Federal de Santa Catarina, Carlos Antonio Oliveira Vieira, na tarde da última sexta-feira, 5 de julho uma carta com reivindicações em relação à postura da instituição diante das situações que levaram à morte da estudante Lylyan Karlinski Gomes, na última segunda-feira, 1º de julho.

Confira na íntegra a nota à imprensa, que também pode ser acessada em PDF.

Nota à imprensa

Na manhã do dia 5 de Julho de 2013, os alunos do curso de Oceanografia, apoiados por sua coordenadoria, pelo movimento Bike Anjo Floripa e pela Associação dos Ciclousuários da Grande Florianópolis (ViaCiclo), em virtude da tragédia ocorrida com a estudante da primeira fase do curso, Lylyan Karlinski Gomes, escreveram e entregaram à Reitoria uma carta solicitando uma audiência com a vice-reitora, para discussão do seguinte conteúdo:

Vimos por meio deste instrumento manifestar nossa indignação com a péssima mobilidade urbana e segurança que circunda nossa instituição e que levou à tragédia ocorrida esta semana, em um dos acessos do Campus, com a estudante da primeira fase do curso, Lylyan Karlinski Gomes. Neste momento, mais do que a dor da perda, sentimo-nos na responsabilidade de reivindicar o amparo da Reitoria à nossa causa e solicitar uma audiência com a Vossa Senhoria. Abaixo, propomos algumas das pautas a serem discutidas.

1 – Construção, adequação e revitalização das sinalizações horizontal e vertical, que priorizem a mobilidade de pedestres e ciclistas tanto na UFSC quanto em seu entorno, num prazo de, no máximo, 6 (seis) meses a partir encerramento do semestre letivo 2013.1. Para as adequações da rótula da Praça Santos Dumont um prazo máximo de até dia 19 de Julho de 2013.

2 – Acesso imediato ao projeto de mobilidade da UFSC, finalizado e aprovado em Dezembro de 2012, financiado pelo Banco do Brasil (com valor estimado em 2.1 milhões de reais) e que prevê também construções de bicicletários, o qual foi mencionado pelo chefe de gabinete da Reitoria, Carlos Vieira, na última Quarta-feira 4 de Julho de 2013, no prédio da Reitoria, durante a manifestação dos alunos do curso e ciclistas.

3 – Participação de alunos na comissão deliberativa do projeto da duplicação da Rua Deputado Antônio Edu Vieira.

4– Apoio à produção e divulgação de campanhas que promovam a correta utilização das vias utilizadas por pedestres, ciclistas e automóveis no interior no entorno do campus universitário, através da gráfica, editora e imprensa da universidade, conforme compromisso assumido pelo chefe de gabinete da Reitoria no dia 4 de Julho de 2013.

5 – Transferência das verbas destinadas aos estacionamentos da UFSC para projetos que priorizem a mobilidade de pedestres e ciclistas. Restrição e/ou diminuição dos estacionamentos da universidade.

6 – Trocar e aumentar o número de estacionamentos de bicicleta da UFSC pelos do modelo aprovado pela prefeitura, num prazo máximo de 1 (um) mês a partir encerramento do semestre letivo 2013.1.

7 – Instalação de lombadas nas entradas do campus universitário.

8 – Formação de uma comissão emergencial que discuta mensalmente e aponte soluções para, pelo menos, os pontos acima listados.

Solicitamos que a data desta audiência seja dia 12 de Julho de 2013.

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(VII) Especial Floribike: As empresas que ficaram pelo caminho

bicicleta_na_rua3-joel pacheco

Cinco empresas tentaram se habilitar na disputa para concorrer ao direito de instalar um sistema de bicicletas coletivas em Florianópolis. Apenas três foram habilitadas.

A Empresa Ciclista Miralago, com sede em Águeda, na região portuguesa de Aveiro foi numa delas. Embora tenha fornecido milhares de bicicletas para os sistemas Paris (Vélib) e Lyon (VéloV), ela ficou pelo caminho. Diversos documentos obrigatórios deixaram de ser fornecidos, incluindo alguns atestados de capacidade técnica. Na maioria dos locais onde atua no transporte por bicicleta, a Miralago é apenas fornecedora do material (a bicicleta), e não gerenciadora do sistema em si.

Já a Nery & Scheinkmann não foi habilitada por não conseguir comprovar o fornecimento de um sistema eletrônico de locação das bicicletas. Este item era fundamental no processo licitatório de Florianópolis. A cidade optou por não correr os risco de outras cidades e apenas habilitar empresas que já haviam fornecido um serviço eletrônico de empréstimo, ou que comprovadamente detinham esta tecnologia.

Em janeiro deste ano, a empresa abriu, em Curitiba seus primeiros locais de empréstimo e estacionamento de bicicletas, no projeto Bicicletaria.net. Existem dois pontos em Curitiba, no Centro Cívico e no Jardim Botânico, no qual os ciclistas podem deixar suas bicicletas ou ainda, locarem uma das 21 bicicletas disponíveis. As bicicletas não possuem correntes de transmissão e são rastreadas por GPS. A empresa encontra-se em fase de captação de recursos e oferece também serviços mecânicos e de reparos. Mais informações podem ser encontradas aqui.

Bicicletaria.net. Foto: BandNews FM Curitiba.Bicicletaria.net

Saiba mais:

(I) Especial Floribike: Edital de concorrência será lançado no aniversário da cidade
(II) Especial Floribike: São Paulo e Rio de Janeiro foram pioneiros
(III) Especial Floribike: Projeto de bicicletas coletivas vem de 2009
(IV) Especial Floribike: Conheça as concorrentes – Compartibike
(V) Especial Floribike: Conheça as concorrentes – Movement Barcelona
(VI) Especial Floribike: Conheça as concorrentes – Serttel
(VII) Especial Floribike: As empresas que ficaram pelo caminho
(VIII) Especial Floribike: A opção por Nova York
(IX) Especial Floribike: Compartilhamento universitário
(X) Especial Floribike: Iniciativa do interior do Paraná é premiada
(XI) Especial Floribike: Bicicletas coletivas que salvam vidas
(XII) Especial Floribike: Como funcionará em Florianópolis

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Floribike: encaminhamento do edital homenageou os 10 anos da Bicicletada em Florianópolis
Apenas duas empresas são habilitadas a concorrer ao sistema de bicicletas públicas de Florianópolis
Aberto edital de pré-qualificação do sistema de bicicletas públicas de Florianópolis
Aluguel de bicicletas de Florianópolis é tema de Podcast
Embora pronto, edital das bicicletas públicas de Florianópolis não será lançado em 2011
Ata da Audiência Pública do Sistema de Bicicletas Públicas de Florianópolis (Floribike)
Florianópolis dá primeiro passo para implantação de bicicletas coletivas
Audiência pública debaterá aluguel de bicicletas em Florianópolis
Aluguel de bicicletas de Florianópolis deve ficar pronto em novembro de 2012
Florianópolis espera contar com bicicletas públicas em 2012

Após protestos, prefeitura de Florianópolis reinaugurará novos paraciclos no Campeche

Nesta quinta-feira, 28 de fevereiro, às 11h, a prefeitura de Florianópolis irá inaugurar os novos estacionamentos de bicicleta ao final da Avenida Pequeno Príncipe, no Campeche.

Instalados em uma praça próxima à entrada principal da praia, os modelos antigos de estacionamento de bicicleta causaram manifestações negativas por parte dos ciclistas. Em janeiro deste ano, por exemplo, em um protesto da Bicicletada Floripa, os ciclistas posicionaram suas bicicletas no chão, atrás dos paraciclos, como forma de chamar atenção para a falta de condições de uso da estrutura.

Bicicletas ao chão em protesto contra bicicletário inadequado instalado no Campeche.

Bicicletário no Campeche foi alvo de protestos em janeiro. Foto: Fabiano Faga Pacheco.

No dia seguinte, enquanto centenas de pessoas manifestavam sua indignação pelas redes sociais, a atual gestão da prefeitura tomava conhecimento dos problemas e se comprometia a solucioná-los.

No dia 19 de fevereiro, uma reunião na Secretaria Municipal de Obras, contando com a presença da Associação de Ciclousuários da Grande Florianópolis (ViaCiclo), do Floripa Quer Mais, do Movimento Ciclovia na Lagoa Já, de participantes da Massa Crítica local e da Pedrita, definiu a mudança dos modelos de estacionamentos de bicicleta.

Como um importante marco político, ficou estabelecido que todos os estacionamentos instalados pelo poder municipal adotarão o modelo estudado pelo Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis (IPUF), de preferência de 1,5 polegada, de forma a aumentar a sua durabilidade.

Novos paraciclos do Campeche sendo implantados. Foto: Daniel de Araújo Costa.

Novos paraciclos do Campeche sendo implantados. Foto: Daniel de Araújo Costa.

Prefeitura no Bairro recebe demandas de ciclistas

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No último sábado de janeiro, a Prefeitura Municipal de Florianópolis recebeu mais de 300 reivindicações de seus cidadãos. Pela quarta vez em 2013, a “Prefeitura no Bairro” aproximou políticos e moradores na tentativa de aprimorar a gestão pública e conhecer mais de perto os anseios de quem habita a capital catarinense.

Em duas das versões anteriores, em Canasvieiras e no Campeche, já tinha havido reivindicações por parte de pessoas que andam de bicicleta. Dessa vez, no bairro Pantanal, eu fui lá levar diversas demandas dos mais variados segmentos ciclísticos para serem apreciados pelos secretários, vereadores e pelo chefe do Executivo. De bicicleta, pouco após às 10h30, cheguei à tenda montada no terreno da Eletrosul.

Prefeitura no Bairro recebeu demandas por ciclovias em Florianópolis.

Prefeitura no Bairro recebeu demandas por ciclovias em Florianópolis.

Confira abaixo um resumo com as conversas.

Secretaria do Continente

O atual secretário João Batista Nunes (PSDB) reconheceu-me logo de chegada. Propus-lhe um planejamento de curto, médio e longo prazo para a melhoria das condições ciclísticas nos bairros não-ilhéus.

A curto prazo, pode-se realizar a instalação de bicicletários adequados em parques e prédios públicos, além de se realizar os acessos à única ciclovia urbana da região, a Av. Poeta Zininho (Beira-mar do Estreito). Por incrível que pareça, a obra, inaugurada no último aniversário da cidade após anos de construção, não contempla os acessos à ciclovia em seu começo nem em seu final.

Para médio prazo, a retirada da gaveta de projetos como a revitalização da orla de Coqueiros, por sinal uma das promessas de campanha do ex-prefeito Dário Berger (PMDB), e o aproveitamento dos estudos cicloviários feitos por técnicos holandeses possibilita uma ampliação importante da malha cicloviária em uma região densamente ocupada.

Por fim, o sistema de bicicletas coletivas de Florianópolis (Floribike) pode sofrer sua primeira ampliação agregando a porção continental e a definição de pontos de aluguel de bicicletas por lá é uma medida de longo prazo que pode, desde já, tomar forma.

O secretário afirmou que no final de fevereiro pretende se reunir com o Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis (IPUF) e com ciclistas para alavancar a questão.

Secretaria de Obras

O secretário de Obras e vice-prefeito João Amin (PP) recebeu de braços abertos para poder falar sobre diversos problemas que hoje afligem os ciclistas de Florianópolis.

Primeiramente, entreguei cópia de um ofício da Associação dos Ciclousuários da Grande Florianópolis (ViaCiclo) solicitando a retirada das tachas laterais da R. Dep. Antonio Edu Vieira, a principal rua do Pantanal. Instaladas após o asfaltamento da via, esses refletores instalados na linha branca próxima ao meio-fio são desnecessários, não cumprindo função para o tráfego automotor, mas prejudicando enormemente o fluxo de ciclistas. Em determinados locais, os ciclistas chegam a perder 40cm de uma faixa onde poderiam transitar, tendo que conduzirem suas bicicletas mais para o meio da rua, colocando-se em risco maior e prejudicando, também, o fluxo de automóveis. Na véspera mesmo, minha caramanhola caíra da bicicleta por causa da trepidação que essas tachas ocasionam.

Tratando ainda do Pantanal, solicitei uma revisão do projeto de pseudoduplicação da R. Dep. Antonio Edu Vieira, que certamente mais afetar negativamente o tráfego de ciclistas e pedestres.

Tachas prejudicam o trânsito de bicicletas no bairro Pantanal.

Tachas prejudicam o trânsito de bicicletas no bairro Pantanal.

Sobre o bicicletário do Campeche, cujos paraciclos são sofríveis, a resposta foi rápida: “Vamos arrumá-los!”, falou. Um dos técnicos da Obras ao seu lado, afirmou que eles não haviam encontrado um modelo para o Brasil, tendo tido bastante dificuldade em definir um estacionamento de bicicletas melhor. Falei-lhe sobre o modelo padrão de Florianópolis, no qual chega a caber mais bicicletas, no mesmo espaço ocupado pelos paraciclos atuais, e com um custo aproximadamente igual.

Paraciclo no Campeche é considerado inadequado pelos ciclistas.

Paraciclo no Campeche é considerado inadequado pelos ciclistas.

A reformulação da Comissão Municipal de Mobilidade Urbana por Bicicleta (Pró-Bici) também foi motivo de conversa, visto que é quase certa a presença alguém da secretaria de Obras nela.

O secretário pediu ajuda para a resolução dos problemas com as ciclofaixas na região central, dispôs-se a receber-me e a um grupo variado de ciclistas em sua secretaria e afirmou que em finais de fevereiro vai tratar com o IPUF sobre os projetos que já existem lá para poderem ser implantados em Florianópolis.

A legislação municipal, que prevê a implantação de pista ciclável em todas as novas ruas de Florianópolis, foi tema de debate também. Desrespeitada veementemente pelo governo anterior, e Lei Complementar Nº 78/2001 foi sancionada pela mãe do atual vice-prefeito, Angela Amin.

Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano

Por uma questão de viagem do titular Dalmo Vieira Filho, Rodolfo Matte ocupou-se em ouvir os moradores pela SMDU e por suas divisões e autarquias, incluindo a Secretaria Executiva de Serviços Públicos (SESP), a Fundação de Meio Ambiente (FLORAM) e o IPUF.

Levei-lhe ao conhecimento este artigo sobre as ciclofaixas de lazer, contendo diretrizes para que a implantação do projeto tenha sucesso.

Relembrei também um pedido de ciclistas que fora prometido ser cumprido até outubro do ano passado: a instalação de placas de advertência para a manutenção da distância de 1,5m do ciclista nas pistas com mais de uma faixa de rolamento por sentido.

Falamos brevemente sobre a Pró-Bici, situada dentro do IPUF, que pode contribuir enormemente para a ampliação decente das pistas cicláveis em Florianópolis.

Câmara de Vereadores

O vereador Celso Sandrini (PMDB) é um dos apoiadores do processo de revitalização da Caieira da Barra do Sul e da Taperinha, em projeto que prevê a implantação de ciclovias, calçadas e áreas verdes. Afirmou que a comunidade está ansiosa pelo projeto. Disse ainda que as pessoas de seu gabinete estão em férias e que após fevereiro vai agendar reunião no IPUF para essa revitalização e para a implantação da Casa Açoriana.

Prefeitura Municipal

Fui o penúltimo a conversar com o prefeito Cesar Souza Júnior (PSD). Levei-lhe o convite de campanha do Bike Anjo Floripa de pedalar na cidade com integrantes do grupo, ao que disse com honestidade a uma assessora: “Tou devendo isso. Foi compromisso da campanha ainda. Anota aí! Estou precisando mesmo pedalar um pouquinho.”

Prefeito conversa com a comunidade. Ao fundo, ciclista em conversa com o secretário de Obras e vice-prefeito, com técnicos atentos. Foto: Martinho Ghizzo / PMF.

Prefeito conversa com a comunidade. Ao fundo, ciclista em conversa com o secretário de Obras e vice-prefeito, com técnicos atentos. Foto: Martinho Ghizzo / PMF.

Sobre o edital do Floribike, que estava em sua mesa pronto para publicação, afirmou que estava encaminhando para a área jurídica tudo o que havia sobre editais e licitação. Por sinal, poucos dias depois, uma reunião foi agendada pela administração municipal para dar encaminhamento ao projeto.

Por fim, sobre a necessária atualização da Pró-Bici, disse-lhe que uma proposta de composição deve chegar em suas mãos em março, permitindo agilidade nos processos que envolvem a circulação de bicicletas

Fabiano Faga Pacheco

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Prefeitura no Bairro recebe grande público no Pantanal

Rodas entre o asfalto e a areia

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Bicicletada Floripa de janeiro teve irreverência e críticas à ausência de ciclovias e à implantação de bicicletários inadequados

A tradicional Massa Crítica de Florianópolis contou com mais de 50 ciclistas em sua primeira edição de 2013. Fazendo alusão às férias e ao mar, cumpriu a promessa e foi à praia!

Arte: Fabricio Sousa

No caminho até à próxima praia do Campeche, ciclistas fantasiados, de sunga, chinelos ou bermudão, não se eximiram em realizar críticas à ausência de espaço reservado à circulação de ciclistas e apoio da população.

Na primeira Bicicletada de 2013, ciclistas de Florianópolis pedalam observando o pôr do Sol.

Na primeira Bicicletada de 2013, ciclistas de Florianópolis pedalam observando o pôr do Sol. Foto: Fabiano Faga Pacheco

Pelo caminho até o sul da Ilha, uma volta no parque da Costeira do Pirajubaé deixou crianças e adolescentes perplexos.

Passagem de ciclistas por parque da Costeira impressionou os mais jovens.

Passagem de ciclistas por parque da Costeira impressionou os mais jovens. Foto: Fabiano Faga Pacheco

Uma ciclovia fora prometida no Rio Tavares e deve começar a ser construída logo após a temporada de verão, ou seja, daqui uma quinzena. Apesar da promessa, por decisão judicial, já deveria existir ao menos uma ciclofaixa no local desde junho, e uma ciclovia deveria ter ficado pronta no começo deste mês.

No Rio Tavares, a principal via do bairro, a rodovia SC-405, foi ampliada, sem considerar, entretanto as travessias para pedestres nem a circulação de bicicletas. Na época apontada como grande parte da solução para os congestionamentos diários no local, a ampliação acabou, ao contrário, trazendo mais problemas de mobilidade na bacia do Campeche, com o aumento do número de automóveis, mas não de ônibus, circulando por ela. Em menos de um ano, a faixa adicional já se tornou insuficiente para a demanda de veículos motorizados individuais que trafegam por ela. Ao mesmo tempo, triplicou-se o número de acidentes com ciclistas e pedestres.

Não faltaram bicicletas ornamentadas motivos florais.

Não faltaram bicicletas ornamentadas motivos florais. Foto: Fabiano Faga Pacheco.

Ocupando uma das faixas da via no sentido Centro-Sul, os ciclistas viram-se obrigados a ficarem em meio ao trânsito, atrás de uma fila de automóveis que insistia em parar. Os gritos de “Cadê a ciclovia!?” entoados foram logo aplaudidos por moradores da região, bem como por diversos motoristas que os viam passar.

Com acostamento intermitente, ciclistas aguardam atrás dos automóveis a sua vez de se deslocar.

Com acostamento intermitente, ciclistas aguardam atrás dos automóveis a sua vez de se deslocar. Foto: Fabiano Faga Pacheco.

A passagem pela Av. Pequeno Príncipe, o principal acesso ao Campeche, também rendeu boas críticas às condições precárias que a falta de manutenção da ciclofaixa acarretou, resultando em cada vez mais buracos e amontoados de areia.

O banho de mar, compartilhado por cerca de 15 ciclistas nas águas incomumente tranquilas da praia, antecedeu um protesto rápido contra os paraciclos instalados ao final da praia.

Parte dos ciclistas na praia do Campeche.

Parte dos ciclistas na praia do Campeche. Foto: Fabiano Faga Pacheco.

Revitalizada há poucos meses, o acesso à praia não contou pista ciclável, conforme determina a Lei Municipal 78/2001, e teve 22 paraciclos entorta-rodas instalados. O modelo municipal, considerado adequado pelos ciclistas, pode ser encontrado aqui.

Bicicletas ao chão em protesto contra bicicletário inadequado instalado no Campeche.

Bicicletas ao chão em protesto contra bicicletário inadequado instalado no Campeche. Foto: Fabiano Faga Pacheco.

No dia seguinte, durante o evento “Prefeitura nos Bairros”, o secretário de Obras e vice-prefeito João Amin (PP) afirmou que irá rever esses paraciclos e instalar um modelo mais adequado.

Saiba mais sobre a Bicicletada Floripa de janeiro

Fotos:

Eduardo Xavier
Fabiano Faga Pacheco
(também no Facebook)
Fabricio Sousa
Stefano Maccarini

Vídeos:

Daniel de Araújo Costa
Fabiano Faga Pacheco

Modelo de estacionamento de bicicletas de Florianópolis

Desde o começo do Projeto Rotas Inteligentes, que visa a proporcionar condições seguras para o tráfego de bicicletas em Florianópolis, foi lançado um guia para a implantação de estacionamentos de bicicleta, abrangendo tanto bicicletários como paraciclos, na região central da cidade.

Entretanto, é interessante que o modelo pode ser utilizado por quaisquer estabelecimentos e o guia abaixo, junto com os manuais da Associação Transporte Ativo, auxilia os interessados que almejam implantar um bicicletário decente ou aqueles que, por força de lei, têm que reservar espaços para as bicicletas, como é o caso de terminais de transporte coletivo, shopping centers, supermercados, prédios públicos das esferas municipal, estadual e federal e estabelecimentos comerciais com mais de 100m² de área construída.

O modelo adotado, que vem sendo considerado o padrão do município, é considerado adequado pela União de Ciclistas do Brasil (UCB) e pela Associação dos Ciclousuários da Grande Florianópolis (ViaCiclo).

Confira abaixo a versão de janeiro de 2011 do guia “Estacionamento de Bicicletas”, feito pelo Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis (IPUF).

Estacionamento de bicicletas IPUF

Estacionamento de Bicicletas

Trabalhadores em Bicicletada

Vai acontecer nesta sexta-feira, 27 de abril, com concentração na pista de skate da Trindade a partir das 18h e saída em torno das 20h, mais uma edição da Bicicletada de Florianópolis!

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A Bicicletada ocorrerá em percurso decidido na hora pelos participantes e a pedalada será em ritmo leve, propício para a família. E mais uma vez ela será temática, antecipando o Dia do Trabalhador, mostrando que ciclista também contribui – e muito! – para a economia!

Arte: Tina Merz

Novos e velhos problemas

O mês de abril veio e trouxe com ele tristes novidades para os ciclistas da cidade. Se o recapeamento da Rua Frei Caneca foi verificado na última edição da Bicicletada, a ciclofaixa que existia por ali sumiu e está para ser feita com dimensões ainda menores!

Enquanto o Projeto Rotas Inteligentes, em sua Rota 43, prevê a ciclofaixa com 1,80m e, seguindo lei municipal, pintada na cor vermelha, deixando ainda pista para circulação de ônibus à direita com 3,10m de largura, o que está para sair está invertendo a largura da pista para ônibus com a de automóveis, além de diminuir a ciclofaixa e não pintá-la de vermelho.

De modo semelhante, a ciclofaixa da Cachoeira do Bom Jesus não foi refeita após mais de 6 meses do recapeamento da Av. Luiz Boiteux Piazza, que se seguiu à implantação do esgotamento sanitário.

Outros dois fatos marcaram um abril de reclamações ciclísticas: a ausência de bicicletário no Centro Administrativo estadual, no bairro Saco Grande, e a piora considerável na capa asfáltica da ciclofaixa da Fazenda do Rio Tavares, que foi inaugurada há dois anos e ainda hoje apresenta postes no caminho dos ciclistas.

Buraco na ciclofaixa da Fazenda do Rio Tavares, próximo ao terminal de ônibus TIRIO. Foto: Thaís Suzana Schadech.

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