Prefeito de Florianópolis faz avaliação de propostas de mobilidade

O Jornal Notícias do Dia, versão da Grande Florianópolis, publicou em suas páginas do bíduo 1º e 2 de abril de 2017 uma entrevista com o prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro (PMDB). Na matéria, que pode ser conferida aqui, o prefeito fala para o repórter Felipe Alves sobre o andamento de 26 promessas feitas durante a sua campanha eleitoral após os primeiros três meses de governo.

Enquanto era candidato ao posto de alcaide da capital catarinense, Gean Loureiro foi um dos signatários da “Carta de Compromisso com a Mobilidade Ciclística de Florianópolis”, que foi uma das ações do Projeto Bicicleta nas Eleições, promovido na cidade pela Associação dos Ciclousuários da Grande Florianópolis (ViaCiclo) com o apoio da União de Ciclistas do Brasil (UCB). A matéria traz trechos que falam sobre a mobilidade urbana, que foram separados no enxerto copiado abaixo.

Aos três meses de administração, Gean Loureiro avalia andamento de propostas

Separamos 26 propostas feitas pelo prefeito de Florianópolis no ano passado para saber o que será executado.

Neste dia 1º de abril, Gean Loureiro (PMDB) completa o primeiro trimestre à frente da Prefeitura de Florianópolis. O Notícias do Dia separou 26 propostas concretas de diversas áreas apresentadas por Gean durante a campanha eleitoral para saber se, passados os três primeiros meses, será possível efetivar as promessas apresentadas em campanhas. […]

Ex-vereador, deputado estadual, deputado federal e presidente da Fatma, Gean não esconde que dedicou sua trajetória política para estar no cargo em que ocupa hoje. “Eu não posso fraquejar agora diante das dificuldades, senão não estou preparado para ser prefeito”, alega.

AS PROPOSTAS DE CAMPANHA

MOBILIDADE URBANA

– Implantar o Plano de Mobilidade Urbana

“Estamos fazendo estudos para encaminhar. O plano tem que ser debatido para ser construído, mas tem ações que já começam a ser colocados em prática através dos modais que estamos discutindo. Queremos nesse ano ter o plano encaminhado”.

Aterro da Baía Sul. Foto: Flávio Tin/ND.

– Implantar novas ciclovias

“Pedimos para Secretaria de Meio Ambiente e Planejamento e Desenvolvimento Urbano fazer um estudo das rotas cicloviárias e também novas oportunidades de espaços para os ciclistas. Já estamos na fase de estudos da pista da Beira-Mar Norte aos domingos, que deve iniciar em abril. Mas estamos definindo rotas para ciclovias e tentando estabelecer parcerias e formatos para poder concretizar. Não temos meta específica, mas vamos fazer o máximo possível”.

– Ampliar o número de corredores exclusivos ou preferenciais para transporte coletivo

“Isso é o Rapidão [BRTs], que já começamos este mês. Nossa ideia é realizar até 2019 todo o anel viário central e, a partir daí, ampliar para os troncos dos eixos norte, sul e continente”.

– Construir um bicicletário municipal

“Estamos definindo pontos específicos que possam dar segurança e condição de deixar as bicicletas, por que se não fizer isso você não estimula o uso. Estão sendo definidos os pontos e vai ser feito em parceria com a iniciativa privada”.

– Implantar estacionamento de carros e bicicletas junto aos terminais de integração

“Isso deve entrar como parte da estrutura das obras do anel viário. A ideia é poder ter deslocamento de algumas pessoas que possam ir de carro até esses locais e, a partir daí, utilizar o transporte coletiva, não se deslocando até o centro da cidade. Fazemos o levantamento dos terrenos da prefeitura para poder adequar e fazer essa modelagem”.

– Implantar projeto de bicicleta compartilhada

“Estamos fazendo um novo formato de edital, pois o último deu deserto [sem interessados]. É preciso ter um atrativo maior. Em qualquer parceria público-privada se não tiver algo que se tenha retorno, a empresa não se atrai”.

INFRAESTRUTURA

– Construção do elevado do Rio Tavares em 2017

“Estamos fazendo a continuidade da obra e continuamos avançando. Teve dificuldade com o financiamento e a SPU, mas já vencemos. Esse é um compromisso sagrado para a gente realizar. Temos uma expectativa de execução da obra para até março do ano que vem e a gente está tentando antecipar para ver se consegue entregar até o fim do ano. Aprovamos o projeto das PPPs para a desapropriação sem tirar dinheiro da prefeitura. Sobre a outorga, estamos intermediando para poder concretizar”.

Elevado do Rio Tavares. Foto: Flávio Tin/ND

DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO

– Implantar o Plano Diretor

“Nosso prazo para enviar para a Câmara é até 31 de maio. Reativamos o Núcleo Gestor e estamos cumprindo os prazos. Não sei se vamos ter o melhor Plano Diretor, por que é uma lei especial que o prefeito cumpre os prazos. Obviamente que a decisão é do Núcleo Gestor e do Ipuf, mas a decisão final é da Câmara de Vereadores”.

Florianópolis. Foto: Daniel Queiroz/ND.

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Hoje conheceremos as concorrentes para o Floribike

Está prevista para hoje, às 10h, na Secretaria Municipal de Administração, na Rua Conselheiro Mafra, nº 656, Centro de Florianópolis, a abertura dos envelopes com a proposta das empresas que concorrerão para a implantação do sistema de compartilhamento de bicicletas do município.

Esta é a segunda tentativa real de Florianópolis para contar com o sistema. Em 2013, após seguidos adiamentos que fizeram a licitação perder credibilidade, o Floribike teve seu edital de concorrência deserto, sem empresas interessadas.

Processo semelhante poderia estar em curso agora, mas as prontas respostas do poder público podem levar a resultados diferentes. Se na primeira vez foram 2 anos de um processo moroso, agora, mesmo com dois adiamentos e uma republicação de edital, passaram-se apenas 4 meses desde os primeiros passos.

Confira abaixo a cronologia desse novo edital do Floribike:

Dia 14 de abril de 2015

Criada uma Comissão Permanente de Processo Licitatório.

Diario Oficial de Florianopolis 2015-04-14

SECRETARIA MUNICIPAL DE ADMINISTRAÇÃO

PORTARIA Nº 1551/2015 – O SECRETÁRIO MUNICIPAL DE ADMINISTRAÇÃO, no uso das atribuições conferidas pelo artigo 23, inciso II letra “d” da Lei Orgânica do Município de Florianópolis, Decreto nº 11359/2013 e com fulcro no art. 51 da Lei Federal nº 8.666/93, atualizada pelas Leis nºs 8.883/94 e 9.648/98; RESOLVE:

Art. 1º Designar os servidores VERA LÚCIA GONÇALVES DA SILVA, matrícula n° 898155, GEOVANI ANTONIO REIS, matrícula n° 30220-1, ELEONORA FRANZONI DA CRUZ, matrícula n° 04725-2, MARCELO ROBERTO DA SILVA, matrícula n° 8185-0, LUIZ AMÉRICO MEDEIROS, matrícula n° 04537-3, IVAN GRAVE, matrícula nº 29088-2 e ALINE CHAVES DE ANDRADE, matrícula nº 28657-5 para sob a presidência do primeiro, comporem a COMISSÃO PERMANENTE DE PROCESSO LICITATÓRIO PARA A CONCESSÃO DO SERVIÇO DE COMPARTILHAMENTO E ALUGUEL DE BICICLETAS DENOMINADA FLORIPA BIKE NO MUNICÍPIO DE FLORIANÓPOLIS.

Art. 2° Fica concedida uma gratificação de exercício, no valor de 01 (um) salário mínimo vigente, aos servidores que compõem a Comissão Permanente de Licitação do Município, conforme prevê a Lei nº 4940 de 03 de julho de 1996.

Art. 4º O prazo de duração da Comissão será 01 (um) ano.

Art. 5º Esta portaria será publicada no Diário Oficial Eletrônico do Município, retroagindo seus efeitos a 1º de abril de 2015.

Florianópolis, 14 de abril de 2015.

GUSTAVO MIROSKI
Secretário Municipal de Administração

Dia 30 de abril de 2015

Prefeitura lança um texto justificando a concessão do serviço de bicicletas públicas.

Diario Oficial de Florianopolis 2015-04-30
SECRETARIA MUNICIPAL DE MOBILIDADE URBANA

ATO JUSTIFICATIVO PARA OUTORGA DE CONCESSÃO – O Secretário Municipal de Mobilidade Urbana, no uso de suas atribuições legais, atendendo o disposto no Art. 5º da Lei 8.987, de 13 de fevereiro de 1995, torna público que irá instaurar procedimento licitatório, para a concessão da exploração de serviço de locação de bicicletas, Floribike, abrangendo o serviço de implantação, manutenção, monitoramento e operação. Para a abertura deste processo, a Administração levou em consideração os seguintes aspectos:

– O excesso de veículos nas áreas centrais das cidades tem sido um dos grandes problemas urbanos enfrentados pelas administrações, sendo comum às cidades de médio e grande porte que provoca engarrafamentos, poluição ambiental, e baixa qualidade de vida. A cidade de Florianópolis vem desenvolvendo um programa para dotar a cidade de uma malha cicloviária com investimentos através de políticas de incentivo ao uso da bicicleta. Dentre os projetos inovadores para melhorar a mobilidade urbana, e a equidade no transporte do município, a Secretaria de Mobilidade Urbana toma a iniciativa de dotar Florianópolis de uma rede de Estações de locação de Bicicletas públicas. O projeto elaborado pelo IPUF, à semelhança das já implantadas em cidades como Rio de Janeiro, Barcelona, Paris, Stuttgart, Lyon, resgata a importância de qualificar o espaço público para as pessoas.

– A implantação do sistema de bicicletas públicas de aluguel da cidade de Florianópolis é uma iniciativa complementar ao esforço da Prefeitura Municipal de Florianópolis orientado para mudar a cultura predominantemente automobilística da cidade. Oferecer uma alternativa ambientalmente sustentável e saudável, para pequenos deslocamentos urbanos, inclusive aos usuários do transporte coletivo e do individual. A implantação desse projeto trará maior comodidade e mobilidade à população da cidade de Florianópolis, disponibilizando uma tecnologia que proporcionará melhor qualidade de vida e preservação ambiental.

Muitos outros benefícios podem ser listados, sem exaurir a relação, como:
– Redução da circulação desnecessária de veículos particulares na região central da cidade;
– Disponibilização de um meio de transporte opcional de acesso as áreas centrais;
– Redução dos engarrafamentos e melhora da fluidez do tráfego;
– Redução de impactos ambientais de emissão de poluentes e do uso de papel;
– Integração de modais de transporte;
– Uso de novas tecnologias para pagamento de serviços públicos;
– Aumento da circulação de pessoas nas áreas centrais, favorecendo o comércio local;
– Estímulo a prática de exercícios físicos; Integração de Florianópolis a um ambiente de modernidade.

RESOLVE:
I – Determinar a adoção das providências necessárias a abertura do procedimento licitatório, na modalidade de Concorrência;
II – O prazo de concessão será de 10 (dez) anos;
III- A área de abrangência será o Município de Florianópolis;

Publique-se o presente uma vez no Diário Oficial do Município e em jornal de grande circulação local, para conhecimento público.

Florianópolis, em 30 de Abril de 2015.

Vinicius Cofferri
Secretário Municipal de Mobilidade Urbana

Dia 19 de julho de 2015

Lançado edital do Floribike.

Diario Oficial de Florianopolis 2015-05-19

SECRETARIA MUNICIPAL DE MOBILIDADE URBANA

EDITAL DE CONCORRÊNCIA Nº 294/SMA/DLC/2015. A Secretaria Municipal da Administração torna público, para o conhecimento dos interessados, que em ato público será realizada Concorrência, tipo técnica e preço, tendo como objeto: “Concessão da exploração de serviços públicos de locação de bicicletas, abrangendo a execução dos serviços de implantação, manutenção, monitoramento, conservação operação, ampliação, melhorias e exploração da referida atividade, compreendendo pontos de aluguel, estações, suportes e bicicletas”. A data e hora limite para a entrega dos envelopes será às 10:00 horas do dia 08/07/2015. A reunião de abertura dos envelopes será na Secretaria Municipal de Administração, Diretoria de Licitações e Contratos, na Rua Conselheiro Mafra, nº 656, Ed. Aldo Beck, 3º andar, sala 301, Centro, Florianópolis/SC. O Edital poderá ser acessado pelo site www.pmf.sc.gov.br. A Comissão.

Confira aqui como era primeira versão do edital e suas erratas:
:: Edital
:: Errata 1
:: Errata 2

Dia 8 de julho de 2015

Após ser suspendo na véspera da abertura dos envelopes, por falta de publicidade adequada das erratas, o edital é relançado já corrigido.

Diario Oficial de Florianopolis 2015-07-08 SECRETARIA MUNICIPAL DE  MOBILIDADE URBANA

 REPUBLICAÇÃO DO EDITAL DE CONCORRÊNCIA Nº294/SMA/DLC/2015. A Secretaria Municipal da Administração torna público, para o conhecimento dos interessados, que em ato público será realizada Concorrência, tipo técnica e preço, tendo como objeto: “Concessão da exploração de serviços públicos de locação de bicicletas, abrangendo a execução dos serviços de implantação, manutenção, monitoramento, conservação operação, ampliação, melhorias e exploração da referida atividade, compreendendo pontos de aluguel, estações, suportes e bicicletas”. A data e hora limite para a entrega dos envelopes será às 10:00 horas do dia 25/08/2015. A reunião de abertura dos envelopes será na Secretaria Municipal de Administração, Diretoria de Licitações e Contratos, na Rua Conselheiro Mafra, nº 656, Ed. Aldo Beck, 3º andar, sala 301, Centro,  Florianópolis/SC. O Edital poderá ser acessado pelo  site www.pmf.sc.gov.br. A Comissão.

Confira o edital republicado:
:: Novo Edital

Dia 9 de julho de 2015

Pequena mudança na composição da Comissão de Licitação.

Diario Oficial de Florianopolis 2015-07-09
SECRETARIA MUNICIPAL DE ADMINISTRAÇÃO

PORTARIA Nº 2692/2015 – O SECRETÁRIO MUNICIPAL DE ADMINISTRAÇÃO, no uso das atribuições conferidas pelo artigo 23, inciso II letra “d” da Lei Orgânica do Município de Florianópolis, Decreto nº 11.359 de 11 de março de 2013 e com fulcro no art. 51 da Lei Federal nº 8.666/93, atualizada pelas Leis nºs 8.883/94 e 9.648/98; Resolve: Art. 1º Alterar, o ART. 1º da Portaria n° 1551/2015, que designou a COMISSÃO PERMANENTE DE PROCESSO LICITATÓRIO PARA A CONCESSÃO DO SERVIÇO DE COMPARTILHAMENTO E ALUGUEL DE BICICLETAS DENOMINADA FLORIPA BIKE NO MUNICÍPIO DE FLORIANÓPOLIS, SUBSTITUIR, a servidora ALINE CHAVES DE ANDRADE, matrícula nº 286575-5, pela servidora CÁSSIA MARIA MIOTTI RITTER VON JELITA, matrícula, n° 25624-2. Art. 2º Esta Portaria será publicada no Diário Oficial Eletrônico do Município, passando a vigorar seus efeitos a partir da data da publicação. Florianópolis, 09 de maio de 2015. Gustavo Miroski – Secretário Municipal de Administração

Veja também:
Artigo: “Ciclovia e Mobilidade Urbana”, por Luiz Henrique da Silveira
Projeto do Senado incentiva implantação de bicicletas públicas

15 razões para pedalar pelado em Florianópolis em 2015

Neste sábado, 14 de março, Florianópolis terá a sua quarta edição do World Naked Bike Ride (Passeio Ciclístico Mundial Sem Roupas). A concentração terá início às 16h, com início da pedalada previsto para cerca de 18h. O roteiro será definido na hora pelos participantes, em ritmo leve e sonoro pelas ruas dos bairros da porção central da capital catarinense.

Conhecido popularmente no país como Pedalada Pelada ou Peladada, o WNBR tem como lema “as bare as you dare” ou “tão nu quanto você ousar”. O idéia é chamar a atenção das pessoas para a fragilidade do corpo humano, conscientizando motoristas a terem mais cuidado com a vida humana alheia no trânsito. A ausência de vestimentas refletiria a falta de proteção do ciclista, que não se vê envolvido por uma proteção metálica, como a carroceria de um automóvel, no caso de algum incidente de trânsito. No Brasil, a ampla maioria dos acidentes que têm a bicicleta como um dos veículos envolvidos não tem o ciclista como culpado.

Seguindo esse pensamento, durante o WNBR, quanto menos roupas o ciclista estiver usando, mais inseguro ele se sente com o transito da cidade. Na prática, como é normal em outras cidades do Brasil, a maioria acaba pedalando com roupas de baixo. Em Florianópolis, são muito mais as pessoas tiram tudo do que aquelas que não tiram nada.

Como é facilmente perceptível, um dos principais objetivos da Pedalada Pelada é chamar a atenção e levar à reflexão tanto de motoristas quanto do poder público, colaborando para que, assim, pedalar pela cidade seja mais seguro e agradável ao ciclousuário.

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Florianopolis 2015-03-14 WNBR

Se você ainda tem alguma dúvida quanto a participar ou não do evento, fornecemos abaixo 15 razões para você não deixar de participar da Pedalada Pelada em 2015:

1. Você pode!

Este artigo mostra claramente, com base na legislação, que nem toda nudez será castigada. Não há obscenidade e muito menos indicativo de promiscuidade ou ofensa alheia em se mostrar o corpo como ele é, sem conotação erótica ou sexual. Inclusive, em diversas cidades, pais levam seus filhos para mostrar como um evento desses realmente é: uma forma de protesto bem humorada e bem evidente, que não apela a baixarias e nem prejudica a autoestima ads pessoas, tão denegrida pelos padrões de beleza ditados pela indústria da moda. É, antes de tudo, um exercício de cidadania e de percepção e respeito às diferenças.

2. É um evento mundial

Como o próprio nome diz, o Passeio Ciclístico Mundial sem Roupas não ocorre só no Brasil. A data oficial para o Hemisfério Sul é o segundo sábado de março, embora, por alguma razão desconhecida, em 2015 ela tenha caído na primeira semana do mês em diversas cidades do mundo. O Brasil, entretanto, permaneceu fiel e, além de Florianópolis, São Paulo e Rio de Janeiro também terão sua edição da Pedalada Pelada neste sábado. Além dessas três cidades, houve também Peladada em Porto Alegre. Lá, o WNBR tem ocorrido no dia em que houve o atropelamento coletivo de ciclistas durante a Massa Crítica, em 25 de fevereiro.

3. A Peladada em Florianópolis não é problemática

Florianópolis e Porto Alegre realizam suas edições do WNBR pelo quarto ano consecutivo. No país, estão atrás apenas de São Paulo, que teve sua primeira edição em 2008. Em Santa Catarina, nunca houve um problema devido aos ciclistas – tirando a agressão de funcionário do TITRI contra os ciclistas em 2013. A Polícia Militar freqüentemente acompanha de longe a manifestação, que vira uma grande festa nas ruas, com grande interação do público das ruas e nas sacadas dos prédios. Reiterando, NUNCA houve um problema provocado pelos ciclistas durante as Peladadas de Florianópolis.

No Brasil, houve, por duas ocasiões, ciclistas presos em São Paulo, na primeira e na terceira edição. Nenhum deles hoje tem ficha criminal por ter pedalado pelado. Já os atos de violência da polícia militar paulista foram abundantemente noticiados, não contribuindo em nada para sua reputação já combalida.

4. Você não precisa pedalar pelado!

Apesar do nome, o lema “tão nu quanto você ousar, tão nu quanto você se sentir” apenas provoca o participante a revelar como ele realmente se sente no trânsito do dia a dia. A nudez não é obrigatória, mas opcional. Boa parte das pessoas troca peças de roupa por mensagens ou desenhos no corpo, feitos com tinta.

5. A Av. Madre Benvenuta ainda está sem ciclovia!

Após 9 anos da elaboração de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), a ciclovia da Av. Madre Benvenuta está finalmente com as obras iniciadas. Caso estivesse ficado pronta antes, poderia ter evitado a morte de José Lentz Neto, que faleceu em seu último dia de trabalho quando voltava da UDESC. Durante todo esse tempo, o Shopping Iguatemi procrastinou enquanto pôde a execução da obra – chegou a enviar ao Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis um projeto que beirou ao ridículo em agosto de 2013. Agora, graças à atuação do Ministério Público Federal a do próprio IPUF, a ciclovia começa a ser feita. Entretanto, não se pode comemorar antes da hora: a cidade tem um histórico de atrasos e imperfeições na execução de infraestrutura cicloviária.

6. A Rodovia SC-401 tem uma ciclofaixa!

Um grande exemplo de que não se pode comemorar de forma antecipada uma obra cicloviária em Florianópolis é a SC-401. Apesar de nos projetos técnicos de execução aparecer a alcunha “ciclovia” na mais perigosa e mortal rodovia de Florianópolis, o que foi feito lá, na realidade, foi uma ciclofaixa. Desde que ela foi construída, há três anos, 3 ciclistas já perderam a vida… na própria ciclofaixa! Apesar de uma ciclovia ter sido prevista nesta rodovia desde 1991, ela até agora permanece um exemplo da desmoralização do Estado de Santa Catarina, que, oficialmente, ainda alega que a estrutura “está dentro das normas”. O caso virou um case negativo no livro “Brasil Não Motorizado”.

7. O Floribike não saiu!

Florianópolis é a cidade do mundo (do mundo!) que mais enrola para implantar o seu sistema de bicicletas compartilhadas. O primeiro projeto da cidade data de 2007! Em 2013, quando finalmente foi lançado o último edital, entre tropeços, a licitação deu vazia. Anunciado durante o Fórum Mundial da Bicicleta para março de 2014, o novo edital, pronto ainda em 2013 (com pequenas modificações posteriores), até hoje não foi lançado. A prefeitura até chegou a anunciar que lançaria um edital que desvirtuaria todo o planejamento de mobilidade ciclística da cidade. Ao que parece, voltou atrás e é provável que tenhamos novidades sobre isso nesta próxima semana.

8. A ciclovia da R. Ver. Osni Ortiga ainda não está pronta!

O sonho há muito almejado de ciclovia na Lagoa da Conceição está mais perto do que nunca de acontecer! Mas caminha a passos de tartaruga! Na primeira vez que houve uma manifestação pedindo a construção da obra corria o ano de 1997. Em 2009, chegou-se a se anunciar que a obra ficaria pronta em 6 meses (prazo pouco factível). Há quase 18 anos, portanto, a comunidade da região aguarda a construção da ciclovia. Após adiar por alguns anos, o projeto técnico-executivo, razoavelmente fraco, foi concluído no final de 2012. Em julho de 2013, iniciou-se a primeira etapa da obra, envolvendo aterro e enrocamento, com prazo de conclusão de 4 meses. Após 20 meses, em janeiro deste ano, finalmente parece que essa etapa da obra teve fim. Serão, ao todo, de 3 a 4 etapas para a conclusão da ciclovia da Lagoa!

9. Caieira da Barra do Sul não tem nem projeto!

A ciclovia do extremo sul, nos bairros de Caieira e Tapera da Barra do Sul, foi objeto de reuniões, passeios ciclísticos e intervenções educativas no ano de 2012. Os moradores reclamavam da velocidade dos carros e ônibus e temiam pela segurança de seus filhos, em especial aos usuários de skate. Entretanto, até hoje não foi feito nem o projeto conceitual. A ciclovia da Caieira da Barra do Sul tende a ser mais uma das obras cicloviárias que vão se arrastar por décadas até ficar pronta, exceto em caso de real vontade política. A ciclovia é, junto com a Casa Açoriana, uma das obras mais importantes para a região.

10. Microrrede Centro repousa no esquecimento

Projetada ao menos desde 2008, com a colaboração de um dos mais renomados arquitetos brasileiros, a rede cicloviária do bairro Centro teve algumas de suas rotas construídas nos últimos anos. Apesar de ainda não seguir todas as normas municipais, ganharam ciclofaixas as ruas Bocaiúva, Almirante Lamego, Duarte Schuttel, Heitor Luz, Trompowsky, Dom Joaquim e Hercílio Luz. No entanto, as últimas ciclofaixas no Centro foram construídas pela gestão anterior – e inauguradas por ciclistas durante a Bicicletada Floripa de dezembro de 2012. Na atual gestão, houve até recusa em se buscar recursos junto ao Ministério das Cidades! Nem a “Reunião do Milhão” ajudou à Microrrede Centro a surgir no horizonte.

11. “Reunião do Milhão” não teve efeito algum

Em 26 de agosto de 2013, após pedalar com ciclistas, o prefeito anunciou que investiria R$ 1 milhão ainda naquele ano na mobilidade ciclística. Dentre as decisões tiradas numa reunião ampliada da Comissão Municipal de Mobilidade Urbana por Bicicleta (Pró-Bici), estavam a destinação da verba, principalmente, para reforçar a Microrrede Centro, além de intervenções na passarela da Ponte Pedro Ivo Campos e no Campeche. Além de não ter sido aplicado, o prefeito ainda anulou recursos destinados aos ciclistas previstos no orçamento daquele mesmo ano!

12. Pró-Bici melou

Criada para estreitar laços entre ciclistas e técnicos de carreira, a Comissão Municipal de Mobilidade Urbana por Bicicleta (Pró-Bici) desandou. Tendo que ser atualizada, mesmo com o decreto pronto em março, apenas em outubro de 2013 ela foi melhor redefinida. Esse decreto foi aprovado com muito (muito!) esforço, trazendo um benefício em termos administrativos e burocráticos enormes. Com certa surpresa, um dos responsáveis pelo seu atraso foi o arquiteto e então superintendente do IPUF, Prof. Dalmo Vieira Filho, o mesmo que levou problemas jurídicos pela não participação popular ao Plano Diretor Participativo de Florianópolis. Sendo, por efeito do decreto, presidente dessa comissão, ele nunca fez questão de chamar as reuniões, que, pelo regimento interno, teriam que ser, no mínimo, mensais. Agora, o novo superintendente do órgão tem que assumir essa função, mas até agora não o fez e, antes de ser superintendente, ainda impediu o secretário da Pró-Bici de realizar a sua função.

13. Também pelos 20%

Promessa de campanha, 20% do Fundo Municipal do Trânsito, criado pelo prefeito para centralizar verbas de multas e recursos afins, seria utilizado em prol da bicicleta. Para surpresa, o FMT foi criado sem esse dispositivo e, até hoje, não foi enviado pelo alcaide o projeto de lei que destina os recursos para as ciclovias. Assim, ao menos durante metade da sua gestão, uma promessa que poderia ajudar milhares de florianopolitanos simplesmente ainda sequer começou a tramitar pela Câmara de Vereadores. Para piorar, investigação da Polícia Federal que resultou no afastamento do então presidente da Câmara descobriu que verbas dos radares de trânsito tinham destinação imprópria: corrupção.

14. Carta Sem Compromisso

Durante as eleições, o prefeito eleito assinou o Termo de Compromisso com os Ciclistas, feito pela ViaCiclo, Bike Anjo Floripa, Bicicletada Floripa e Bicicleta na Rua. Até agora, praticamente nenhuma promessa foi cumprida, incluindo a única que previa uma data. A construção de 40km de ciclovias nos primeiros 18 meses foi simplesmente ignorada, tendo sido construído cerca de um quarto disso, apenas – e de forma pontual. Para o Movimento Floripa Te Quero Bem, formado pela RBS, Instituto Guga Kuerten, Instituto Comunitário Grande Florianópolis (Icom) e Instituto Vilson Groh, o prefeito prometeu 40km em 4 anos de governo. Eleito, entretanto, no Plano de Metas consta apenas 20km até 2016. Ou seja, metade do que era para ser feito em 18 meses deverá ficar pronto em quase o triplo do tempo.

15. Desplanejamento cicloviário reina

Durante todo o mandato atual, hoje um desplanejamento enorme em termos de mobilidade urbana na cidade, com projetos pontuais desconectados da realidade e da necessidade da cidade! O teleférico e o projeto de canaletas para Bus Rapit Transit (BRT) são exemplos perfeitos dessa ausência de gestão e vontade. Em vez de tirar uma pista para automóveis, o BRT vai circular onde hoje existe a melhor ciclovia da cidade, a da Av. Beira-Mar Norte, que vai ficar onde hoje existe o passeio, que vai ficar onde hoje fica o mar! Há apenas 4 anos, o passeio da Beira-Mar foi revitalizado, ao custo de R$ 9 milhões, contando com nova pavimentação, arborização, mobiliário urbano e pérgolas, além de melhorias no enrocamento do aterro! Um dos itens principais do Termo de Compromisso com os Ciclistas, a criação de uma diretoria para tratar da bicicleta, pouco avançou. Prevista em trabalhos acadêmicos do  Projeto Pedala Floripa, do Grupo CicloBrasil, situado na UDESC, como fundamental desde 2004, a Diretoria de Mobilidade Ativa chegou a ser encaminhada ao prefeito através da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico Sustentável para ser parte constituinte da Secretaria de Mobilidade Urbana. Após ser desidratada por assessores do prefeito, a Diretoria foi simplesmente ignorada nas reformas administrativas posteriores. Sem ela, e com os projetos do IPUF sendo historicamente ignorados pela Secretaria de Obras, com a Secretaria de Mobilidade Urbana sendo meramente espectadora, não se pode planejar obras cicloviárias a médio e longo prazo com eficiência e racionalidade. Tampouco se pode vislumbrar a existência de obras não pontuais, mas sim conectadas por um eixo orientador das reais demandas da cidade e da sociedade.

Como se pode ver, existem sim motivos para você pedalar pelado neste sábado.

Artigo: “Ciclovia e Mobilidade Urbana”, por Luiz Henrique da Silveira

Artigo divulgado em 11 de novembro de 2013. Veja também em PDF.

Ciclovia e Mobilidade Urbana

Em setembro de 1978, uma multidão jamais vista em Joinville, aglomerou-se para assistir à inauguração da Ponte do Trabalhador. Construí-la foi o maior compromisso que assumi, durante a campanha eleitoral de 1976.

Ao comparecer em massa, o povo joinvilense demonstrou compreender a importância daquela obra, que fez a união da Zona Leste (Boa Vista, Iririú, Aventureiro) e a Zona Sul (Guanabara, Fátima, Itaum), reduzindo consideravelmente a distância entre esses bairros e criando a primeira linha direta de ônibus entre eles.

Junto com a Ponte, esses bairros ganharam 14 quilômetros de ciclovia, que, embora pioneira em Santa Catarina, ainda é a única via para ciclistas, com essa extensão.

O enfrentamento da questão da mobilidade nas cidades sempre foi uma preocupação que tive quando ocupei cargos executivos, mesmo antes do crescimento colossal da frota de veículos na última década, que acabou fazendo com que o problema passasse a ser um dos que mais atormenta gestores públicos brasileiros.

Assim como Joinville foi a primeira cidade a contar com ciclovia, também foi a primeira a ter terminais de integração (que chamamos de Estações da Cidadania), com a tarifa única para passagem de ônibus. Até 1996, pagavam-se, no mínimo, duas passagens, no deslocamento de um bairro ao outro.

Com a construção daqueles terminais, a instituição da bilhetagem eletrônica e da passagem única, a vida dos trabalhadores de nossa cidade com certeza melhorou. Mas, a mobilidade urbana conquistada aquela época é anulada hoje pela fantástica multiplicação do número de veículos, o que impõe aos governantes decisões criativas, como a que propôs o Senador Randolfe Rodrigues, incluindo no Sistema Nacional de Mobilidade Urbana, as “bicicletas públicas de uso compartilhado”.

Fui o relator desse projeto, aprovado na última semana na Comissão de Constituição e Justiça, atribuindo aos municípios a disponibilização de bicicletas públicas de uso compartilhado.

Esta é uma realidade que já existe em muitas cidades. Cito duas, que são exemplos de uso desse sistema: Paris e Copenhagen.

Na Dinamarca, aliás, 70% das pessoas locomovem-se de bicicleta. Até mesmo Ministros de Estado vão de casa ao trabalho, pedalando.

No Brasil, é preciso mudar a cultura do automóvel. É preciso acabar com o dito idiossincrático de que “ônibus é coisa de pobre”. E incorporar o uso da bicicleta nos hábitos dos cidadãos. Pedalar, além de economizar energia, contribuindo para a qualidade do meio ambiente, é um dos exercícios mais saudáveis.

Os congestionamentos do sistema viário têm levado milhões de brasileiros a perderem preciosas horas de suas vidas no interior de veículos motorizados, que se locomovem a velocidades lentíssimas, emitindo milhares de partículas de CO2 à atmosfera.

Contra esse verdadeiro caos urbano, caracterizado por irritantes filas quilométricas, é preciso deixar o carro em casa; optando pela bicicleta, ou, pelo menos, pelo ônibus.

Por Luiz Henrique da Silveira*

* Luiz Henrique da Silveira é senador da República

Saiba mais:

Projeto do Senado incentiva implantação de bicicletas públicas

Projeto do Senado incentiva implantação de bicicletas públicas

O Projeto de Lei do Senado nº262/2013, de autoria do senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), recebeu parecer positivo na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) dessa casa legislativa no dia 6 de novembro. Agora, o PLS segue para a Comissão de Infraestrutura de Serviços em caráter terminativo.

Além de conceituar o sistema cicloviário, o projeto determina a inclusão do serviço de compartilhamento de bicicletas nas políticas de mobilidade urbana dos municípios brasileiros

O que faz o Projeto de Lei do Senado nº262/2013

a) inclui no rol das assim denominadas “infraestruturas de mobilidade urbana”, no âmbito do Sistema Nacional de Mobilidade Urbana, as “bicicletas públicas de uso compartilhado”;

b) conceitua “sistema cicloviário” como a “infraestrutura física e operacional de apoio à mobilidade cicloviária, incluindo ciclovias, ciclofaixas, semáforos, estacionamentos, sinalização e bicicletas públicas de uso compartilhado”;

c) atribui aos municípios a prerrogativa de “disponibilizar à população bicicletas públicas de uso compartilhado”;

d) acresce às atribuições mínimas dos “órgãos gestores dos entes federativos incumbidos respectivamente do planejamento e gestão dos sistemas de mobilidade urbana” a de “implantar sistema cicloviário”;

e) adita aos instrumentos de gestão dos sistemas de transporte e de mobilidade urbana, passíveis de utilização pelos entes federativos, a “disponibilização de bicicletas públicas de uso compartilhado, que poderão ser utilizadas por qualquer pessoa, por tempo determinado, gratuitamente ou mediante pagamento módico”; e, por fim,

f) determina que “o sistema cicloviário” passe a ser considerado na elaboração do Plano de Mobilidade Urbana.

O texto da proposta destaca a importância de ter o transporte cicloviário como complemento  do transporte coletivo, buscando na mesma medida, desestimular o uso do automóvel, incentivando a ampliação e barateamento do transporte coletivo, e favorecendo o uso da bicicleta. De acordo com o senador, a crise de mobilidade que afeta as cidades brasileiras é um dos mais graves desafios da nossa sociedade.

:: Acompanhe a tramitação do projeto

Randolfe lamentou que enquanto os tributos totais cobrados na produção de carros populares no Brasil alcance atualmente 32% do preço final, para as bicicletas os impostos chegam a 40,5% em média. Tal excesso de tributação faz com as  bicicletas fabricadas no Brasil, explicou, estejam entre as mais caras do mundo.

— Uma bicicleta de aro comum, de 26 marchas, vendida, em média, por R$ 400 no Brasil, é cerca de 54% mais cara que uma similar nos Estados Unidos — disse.

Na Semana Nacional da Mobilidade Urbana, durante o Dia Mundial Sem Carro, em 22 de setembro, o senador Ranfolde Rodrigues (PSOL-AP), juntamente com o senador Eduardo Suplicy (PT-SP), usou a bicicleta para se deslocar para os trabalhos no Senado. Foto: Divulgação / Senado.

Na Semana Nacional da Mobilidade Urbana, durante o Dia Mundial Sem Carro, em 22 de setembro, o senador Ranfolde Rodrigues (PSOL-AP), juntamente com o senador Eduardo Suplicy (PT-SP), usou a bicicleta para se deslocar para os trabalhos no Senado. Foto: Divulgação / Senado.

De acordo com o relator da CCJ, o senador Luiz Henrique da Silveira (PMDB-SC), a proposição representa uma contribuição de alta relevância para o aprimoramento da Lei de Mobilidade Urbana. Ao ressaltar a relevância do projeto “como alternativa ao mais grave problema vivencial e ambiental da atualidade – os congestionamentos no trânsito urbano”, Luiz Henrique alertou para a necessidade de instaurar no Brasil a cultura do uso da bicicleta como meio de transporte preferencial, a exemplo dos países desenvolvidos. Ele admitiu que faltou decisão política para ampliar o modelo alternativo de transporte e as construções de ciclovias, como já ocorre timidamente nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo. E informou ter sido pioneiro, como prefeito de Joinville, a determinar a construção dos primeiros quatorze quilômetros de ciclovias em Santa Catarina.

:: Leia o parecer completo da CCJ

Luiz Henrique citou também, políticas exitosas de estímulo ao uso da bicicleta, adotadas em países europeus como a França. Ele citou como exemplo, a cidade de Paris, onde já se instalaram 3,8 mil quilômetros de ciclovias e o sistema de compartilhamento, denominado “Vélib”(nome  escolhido a partir das palavras: vélo (bicicleta) + liberté (liberdade), já conta com 20 mil bicicletas, distribuídas por 1.450 estações. No Brasil, cidades como São Paulo e Rio de Janeiro começam a replicar o sistema parisiense.

OPINIÃO BICICLETA NA RUA

Menos discursos e mais ações

Falar sobre bicicleta virou moda – e, para isso, este site cumpriu o seu papel ao longo dos últimos 5 anos! Entretanto, discursos sem a tomada de decisões torna vazio o parlatório, ainda mais quem fala é quem tem o poder de decisão. Em Santa Catarina, observamos uma dificuldade imensa na implantação de projetos cicloviários, em especial quando se faz necessária a atuação e ação do Estado para a proteção dos indivíduos mais frágeis.

Quando foi governador, Luiz Henrique promoveu forte estímulo ao uso do automóvel particular, com a execução de milhares de quilômetros de asfaltamento. Entretanto, muitas poucas rodovias estaduais contêm sequer acostamentos decentes. Ciclovias adequadas, nenhuma. Os índices de atropelamentos de ciclistas subiram nessas rodovias, registrando-se, inclusive, inúmeros casos fatais. Além disso, o próprio Luiz Henrique entrou na justiça com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade contra a Lei Promulgada Estadual nº 15.168/2010 (Lei da Mobilidade Não Motorizada). Enquanto recursos eram dirigidos para duplicação, reforma ou ampliação de rodovias, nenhum era alocado para a segurança viária do ciclista. Como consequência disso, apenas em Florianópolis, cortada por rodovias estaduais e então administrada pelo mesmo partido, o déficit de infraestrutura cicloviária chegou a 40km, o dobro da quantidade atual de ciclovias e ciclofaixas da cidade.

O projeto do senador Randolfe é fundamental para o ordenamento jurídico brasileiro, no sentido de regulamentar alguns aspectos da mobilidade urbana por bicicleta. Entretanto, mais do que boas leis, precisamos de boas práticas administrativas, com seriedade de gestão, de projetos e de execução. É isso que a sociedade brasileira aguarda de seus representantes presentes e futuros.

Fontes: Agência Senado (06/11/2013, às 22h40), Blog do Randolfe (06/11/2013) e Portal do Senador Luiz Henrique da Silveira (06/11/2013).

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Conexão Montréal #2 – Rolê de Bixi

Logo na chegada ao Canadá, a gente é meio que obrigado a fazer as coisas tradicionais relacionadas a Québec e ao país. Coisa de turista, mas muito legal mesmo assim. Então, minha amiga, uma brasileira que vive aqui há dois anos, me convidou para irmos de bixi no Parc e depois comermos uma “poutine” tradicional do Québec. Já estava há duas semanas sem pedalar então já alimPonto de chegada e partidaentava uma certa fissura. A bixi é um sistema de compartilhamento de bicicletas públicas e existe no mundo inteiro. Esta concepção foi uma ideia de diminuir o uso de automóveis na cidade, melhorando a qualidade de vida e incentivando a prática corporal (prometo explicar isso melhor num outro post). Desde 2008, o serviço é oferecido e sustentado pela energia solar e tem sua comunicação por rede de internet sem fio.

Esta amiga que já vive em Montréal há um tempo é super animada para dar um pedal. Mas não a imagino nunca trocando um pneu e sujando a mão de graxa, porque ela é uma fina! As bixis são perfeitas para ela. Estão espalhadas em pequenos terminais por toda a cidade. No caso dela e de tantas outras pessoas que  alugam anualmente ou por toda a temporada quente, até o inverno, é muito prático e fácil, pois você ganha um cartão específico para retirá-la. A partir de dezembro, o serviço das bixis e todas ciclofaixas e ciclovias são fechadas por causa da neve e viram estacionamentos de carros.

O preço como vocês podem ver é legal. Por um dia é um pouco caro, CAD $ 7, ou ainda dá para usar por 3 dias a 15 dólares canadenses. O melhor negócio é fazer o plano de $82,50 por ano ou $37 por mês, isto é, somente entre a primavera e o outono. Bom, inserimos o cartão de crédito no guichê ao lado do bicicletário de bixis, para usar 24h o serviço, mas ficam retidos $250 do seu crédito durante 3 dias por garantia de perda ou roubo da bixi. Depois de terminada a transação, a máquina imprimiu um código que ao ser digitado na trava da bixi a libera.

BixisAntes de retirar a bicicleta de aluguel,  regulei seu banco na altura do meu osso do quadril e vi se os pneus estavam calibrados. Daí, foi só pedalar até o destino. Se a jornada for muito longa, temos que trocar de bixi pois o trânsito com ela só fica válido durante 45min, não foi o nosso caso. Pedalamos só por ciclovia do bairro Petite Italie até o Parc La Fontaine, 5km num caminho super seguro e que, mesmo com as paradas para as fotos, durou 30min. No caminho, uma pequena subidinha, mas as suas 3 velocidades (“vitesses”) deram conta do recado para a gente chegar sem transpirar.Aviso

A própria bixi é super educativa, pois é cheia de avisos, tais como, “Siga no sentido da circulação e mantenha à direita”; “Não esqueça: as calçadas são reservadas para os pedestres”. No Parc tinha um outro terminal de bixis e foi só prender a bixi de acordo com o aviso “Importante: No retorno, assegure-se que a luz verde se acenda depois de ter trancado a bicicleta no ponto de parada”. Todos estes avisos estão em inglês e francês, as duas línguas oficiais daqui. Existem rumores que o serviço das bixis aqui vai ser totalmente privado, pois agora é ainda uma parte pública. A verdade é que saiu daqui para o mundo e hoje está presente em várias cidades. Depois de todo o passeio, estava morrendo de fome e pronta para atacar, ops, quis dizer, abastecer!

Aplicativo para pedalar em Florianópolis

No final de 2012, foi dada a idéia do Projeto Floripa in Bike (ou Bike in Floripa). Este projeto consiste na execução de um aplicativo para smartphones no qual constariam as estações de aluguel de bicicleta e das ciclovias da cidade.
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Floribike: consulta pública está nos últimos dias

A consulta pública aberta para discussão do novo edital para o sistema de bicicletas coletivas de Florianópolis, o Floribike, estará aberta até esta quarta-feira, 21 de agosto.

A abertura dos envelopes para a fase concorrência, ocorrida no último dia 17 de julho, resultou deserta.

Para esta fase de consulta popular, quaisquer interessados podem se manifestar através dos contatos disponibilizados no Diário Oficial de Florianópolis.

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Retomada licitação das bicicletas coletivas de Florianópolis

Após ter sido suspensa, a abertura dos envelopes para a implantação do sistema de bicicletas compartilhadas de Florianópolis (Floribike) foi oficialmente remarcada para a próxima quarta-feira, 17 de julho, às 17h, na Secretaria Municipal de Administração e Previdência (SMAP).

Diário Oficial de Florianópolis 2013-07-10

SECRETARIA MUNICIPAL DE CIÊNCIA, TECNOLOGIA E DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO SUSTENTÁVEL

ERRATA DO EDITAL CONCORRÊNCIA Nº. 153/SMAP/DLC/2013 – O Município de Florianópolis, por intermédio da Comissão Permanente de Licitações para Materiais e Serviços do Município de Florianópolis, torna público a os interessados que: ONDE SE LÊ: 153/SMAP/DLC/2013. LEIA-SE: 147/SMAP/DLC/2012. A Comissão.

REABERTURA DA PROPOSTA TÉCNICA CONCORRÊNCIA Nº. 147/SMAP/DLC/2012 – O Município de Florianópolis, por intermédio da Comissão Permanente de Licitações para Materiais e Serviços do Município de Florianópolis, torna público aos interessados que a sessão de abertura da proposta técnica, Concorrência nº 147/SMAP/DLC/2012 (Serviço Público de Locação de Bicicletas) será realizada, no dia 17 de julho de 2013, às 17:00 horas, na Secretaria de Administração e Previdência, situada à Rua Conselheiro Mafra, nº 656, 3º andar, sala 301,  Edifício Aldo Beck, Florianópolis. – Florianópolis, 10 de julho de 2013. A Comissão.

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(II) Especial Floribike: São Paulo e Rio de Janeiro foram pioneiros
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(IV) Especial Floribike: Conheça as concorrentes – Compartibike
(V) Especial Floribike: Conheça as concorrentes – Movement Barcelona
(VI) Especial Floribike: Conheça as concorrentes – Serttel
(VII) Especial Floribike: As empresas que ficaram pelo caminho
(VIII) Especial Floribike: A opção por Nova York
(IX) Especial Floribike: Compartilhamento universitário
(X) Especial Floribike: Iniciativa do interior do Paraná é premiada
(XI) Especial Floribike: Bicicletas coletivas que salvam vidas
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Lançamento do Floribike

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(Vídeo) Florianópolis lança edital das bicicletas públicas
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Prefeitura de Florianópolis volta a receber demandas de ciclistas

Neste primeiro sábado de julho foi realizada no bairro da Costeira do Pirajubaé mais uma edição da Prefeitura do Bairro, iniciativa na qual os cidadãos podem ter acesso direto com seus representantes do executivo e do legislativo, levando até eles demandas e necessidades das comunidades nas quais estão inseridos.

Nesta edição, mais uma vez houve demandas de ciclistas. Ao me verem com uma camiseta com o símbolo da bicicleta no peito, as pessoas já logo pediam por ciclovias na Costeira, sentidos pelo fato de que a única ciclovia que corta o bairro fica é quase inacessível por se localizar após as pistas da Via Expressa Sul.

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Prefeitura no Bairro recebe demandas de ciclistas – Em janeiro, a prefeitura ouviu propostas em evento no bairro Pantanal.

Confira abaixo um resumo com as conversas.

Secretaria de Transportes, Mobilidade e Terminais

Está previsto para ser lançado em setembro a licitação do transporte coletivo. Ao mesmo tempo, esta tem sido foco constante de manifestações nas últimas três semanas. A Frente de Luta pelo Transporte Coletivo quer que seja revisto o modelo de funcionamento, visando à implantação da tarifa zero a todos os moradores. Independente da forma como for transcorrer o serviço de transporte de passageiros, existe uma recomendação do Ministério Público de Santa Catarina para que se veja a possibilidade de inclusão de racks para se levar bicicleta nos novos ônibus. A respeito disso, a Comissão Municipal de Mobilidade Urbana por Bicicleta (Pró-Bici) enviou em ofício, ainda em 2011, com sugestões para a implantação desses racks.

Foi exatamente uma cópia deste documento que eu levei ao secretário Valmir Humberto Piacentini. Ele gostou muito das sugestões, em especial dos racks dianteiros. Fiquei de re-encaminhar cópia deste ofício a ele e acredito que seja um item que será considerado na formulação da nova composição de empresas de transporte coletivo.

Transporte de bicicleta em ônibus em Santa Rosa, Califórnia. Foto: Eduardo Green Short (24/10/2008).

Transporte de bicicleta em ônibus em Santa Rosa, Califórnia. Foto: Eduardo Green Short (24/10/2008).

Secretaria de Obras

O secretário João Amin (PP) poderia ter perguntado: “o que esse cara faz aqui DE NOVO?”. E, de fato, perguntou! Com a secretaria de Obras, como ciclistas, temos muitas coisas para conversar e a resposta tem sido, até agora, bem produtiva. Cumprimentei-o pelo início das obras da ciclovia na Lagoa da Conceição. Sobre essa pista ciclável, na R. Ver. Osni Ortiga, paira uma dúvida sobre os ciclistas. Ninguém ainda teve acesso ao projeto técnico-executivo da obra e algumas informações dão conta de que a ciclovia será em paver. O secretário falou que são muitas as compensações ambientais necessárias para tirar as obras do papel, como não poderiam deixar de ser as que mexem com as delicadas águas da nossa lagoa formosa.Entretanto, dependendo do paver, pode prejudicar a circulação de alguns modais cicloviários, como o patins e o skate, ambos em franco crescimento na cidade. Talvez algum outro tipo de concreto com maior porosidade possa ser utilizado nessa ciclovia. Como a primeira fase da obra envolve apenas o aterro e enrocamento, o secretário disse que iria ver se o piso da ciclovia poderia ser modificado.

Passamos a falar sobre o PAC Pavimentação. Recentemente, Florianópolis deixou de tentar captar um montante de R$ 3.624.883,16 para ciclovias. Segundo o secretário, entretanto, duas outras obras que incluem ciclovia foram pedidas. Uma é a R. Dep. Antônio Edu Vieira, no Pantanal, ainda envolta em discussão do projeto final. A outra é a revitalização da R. Padre Rohr, entre os bairros de Santo Antonio de Lisboa e Sambaqui. Apenas por curiosidade, existem duas versões para esse projeto. Na versão desenvolvida pelo Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis, considerada superior, está prevista a inclusão de ciclovia bidirecional com 2,5m de largura.

Para conhecer melhor os diversos projetos cicloviários que estão dentro da pasta, João Amin reiterou o trânsito livre que os ciclistas têm por lá e que podemos aparecer por lá para conhecer melhor as obras por lá encampadas.

Por fim, levantei novamente a solicitação da ViaCiclo pra a retirada das tachas luminosas nas faixas laterais da R. Dep. Antônio Edu Vieira, colocadas na última reforma da via e que vêm prejudicando o tráfego de ciclistas.

Câmara de Vereadores

Havia poucos vereadores nesta edição da Prefeitura no Bairro. Desta vez, falei apenas com o Vanderlei Farias, o Lela (PDT). O assunto não poderia deixar de ser outro: SC-405. Desde que foi inaugurada, a ampliação desse trecho do Rio Tavares, além de não resolver o problema de mobilidade – sequer passou perto -, teve aumento no número de acidentes com pedestres e ciclistas, que triplicaram. As soluções apontadas por ciclistas e moradores, um ano e meio após reunião com o secretário de Estado de Infraestrutura, Valdir Cobalchini (PMDB), ainda não foram tomadas. Nem ainda a licitação das lombofaixas e ciclovias foram relançadas! Além disso, passou-se o prazo dado pela justiça para a construção de ciclofaixa (seis meses, em junho de 2012) e, após, ciclovia (um ano, em dezembro de 2012). Além disso, o projeto feito era para obra emergencial e até mesmo ele tem sua validade e eficácia questionada devido a essa nova demora.

O vereador afirmou que já falou sobre isso três vezes na Câmara. Ainda assim, não houve um movimento por parte do órgão estadual responsável, o DEINFRA. Sendo assim, novidades ruins podem surgir para os moradores a qualquer instante.

Prefeitura Municipal

Alguns dos assuntos mais importantes foram tratados diretamente com o prefeito Cesar Souza Júnior (PSD). O primeiro foi sobre a possível influência da lei da paisagem no sistema de aluguel de bicicletas. Em 2012, foi sancionada pela Câmara Municipal uma Lei da Paisagem, a LCM 422/12. Essa lei apresentou vários problemas legais e jurídicos, tanto que foi movida Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN). Os itens que tratam tanto de anúncios em bicicletas quanto em motocicletas infringem normativas federais, por exemplo. Independente disso, um novo projeto de lei está sendo elaborado pelo executivo.

Quando questionado sobre como isso influenciaria no sistema de bicicletas coletivas que a cidade pretende implantar, ele foi taxativo: “Isso não influencia de forma alguma!”. O artigo que salvaguarda o Floribike é o art. 46, que trata das inovações.

Perguntei-lhe também sobre a criação da coordenadoria de mobilidade alternativa e a Pró-Bici. Esta última tem sofrido pressões para mudança de composição, visando à diminuição da participação popular, com menor número de membros dos diferentes movimentos do ciclismo municipal, e aumento do número de cadeiras de órgãos públicos, alguns dos quais não aparentam apresentar capacidade técnica e/ou funcional para tratar a bicicleta como componente da mobilidade urbana. Sobre a Pró-Bici, o prefeito afirmou que mantém constantes conversas com o secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano, Dalmo Vieira Filho. Para minha surpresa, apresentou um dado importantíssimo: na proposta de reformulação da administração pública, está prevista a criação da coordenadoria de mobilidade alternativa, promessa de campanha e primeiro item do Termo de Compromisso com os Ciclistas de Florianópolis.

Além disso, sobre o convite para pedalar com o Bike Anjo Floripa, o prefeito lembrou do acidente com a estudante de Oceanografia da UFSC e solicitou para colocar em sua agenda ainda durante esta semana um horário.

Secretaria de Administração e Previdência

Ao secretário Gustavo Miroski, não podia deixar de perguntar sobre uma das maiores dúvidas que pairam sobre a cabeça dos ciclistas da cidade: a quantas anda as bicicletas públicas. Ele afirmou que fora feito alguns pedidos de impugnações, mas que o processo estava rolando e que, até o final deste mês, ele iria ter continuidade.

Fabiano Faga Pacheco

Opinião: Com a suspensão do Floribike, Florianópolis perde credibilidade

bicicleta_na_rua3-joel pacheco

A recente suspensão do processo licitatório do Floribike, anunciada na última sexta-feira, 21 de junho, sem maiores esclarecimentos, arranha a imagem de Florianópolis. Consultores internacionais consideravam a forma como foi conduzida a licitação para as bicicletas coletivas de Florianópolis, um dos melhores exemplos da América Latina.

O processo licitatório do Floribike, desde o seu início, em 2011, envolveu os técnicos da prefeitura e ciclistas representativos de diversos extratos da sociedade. Da definição dos pontos de aluguel de bicicleta até as características mínimas do sistema, tudo foi tratado junto aos técnicos, às claras da sociedade, conforme mostram as reportagens que foram publicadas aqui mesmo no Bicicleta na Rua.

A suspensão, sem a divulgação clara ou sequer oficial das razões que levaram a este ato e sem contar com os demais agentes envolvidos na licitação, dá margens a diversas interpretações e põem à prova a capacidade dos agentes públicos envolvidos, de forma a rapidamente agirem e viabilizarem as bicicletas coletivas na capital catarinense.

Se, por um lado, processos licitatórios ou de concessão em outras cidades brasileiras envolveram freqüentemente dúvidas quanto à sua idoneidade e uma participação popular baixíssima, por outro a morosidade acima da média perceptível no Floribike já chegou até a afastar empresas com credibilidade internacional que pretendiam investir na cidade.

Não se pode ignorar que a capacidade de Florianópolis em lidar com os seus habitantes e com as suas demandas está à prova. Esperam os seus moradores que as dificuldades sejam rapidamente sanadas. E esperam os potenciais ciclousuários que o sistema de bicicletas públicas, que poderia estar funcionando em março de 2012, não tarde a aparecer pelas ruas catarinenses.

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Licitação das bicicletas coletivas de Florianópolis é suspensa

Após ter sido prorrogada a abertura dos envelopes para o processo de licitação do Floribike, o sistema de bicicletas coletivas de Florianópolis, a licitação de concessão para a exploração do serviço na capital catarinense foi suspenso.

A abertura dos envelopes nesta fase estava prevista inicialmente para acontecer no dia 09 de maio deste ano. Entretanto, devido a atrasos na disponibilização do edital no site da Prefeitura Municipal de Florianópolis, teve que ser adiada para o dia 24 de junho.

Na sexta-feira (21/06), entretanto, último dia útil anterior à entrega dos envelopes a prefeitura resolveu suspender a licitação do Floribike, sem apresentar, para isso, maiores motivos. Especula-se que um erro interno quanto ao número do processo tenha sido a razão pela sua suspensão.

Veja abaixo a nota oficial da Prefeitura Municipal de Florianópolis:

COMUNICADO

O Diretor de Licitações e Contrato, no uso de suas atribuições legais, vem por intermédio deste, informar as empresas interessadas o que segue:

Fica suspensa sine die a sessão designada para dia 24 de junho de 2013 às 14:30 horas, referente a Concorrência Pública nº 153/SMAP/DLC/2013.

Florianópolis, 21 de junho de 2013

JARRIE ALBANI LEIRIA
Diretor de Licitações e Contratos

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(Mobilidade nas Cidades) Caminhar e pedalar salvam vidas

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O médico da UNIMED e pesquisador da UDESC Tales de Carvalho fez uma compilação de diversos estudos dos últimos anos para fazer um paralelo entre a saúde e a mobilidade urbana. E foi categórico:

– Ser regularmente ativo salva vidas!

Para ele, formas de mobilidade que incluam o caminhar e o pedalar devem ser incentivadas. E mesmo quem usa o transporte coletivo não fica de fora dos benefícios. Afinal, quem pega o ônibus também acaba tendo que caminhar.

E não precisa ser adepto da academia ou ter boa forma física: um estudo de 2001 detectou que 40min diários eram suficientes para reduzir em 31% a mortalidade de cardiopatas. Além disso, outro estudo detectou que, a partir de 50min/dia de atividade física, ocorre regressão de lesóes coronarianas em pacientes aterioscleróticos.

Os benefícios à saúde pública ficam evidentes. A cada US$ 5.000,00 gastos em programas de reabilitação cardíaca (prevenção) economiza-se US$126.000,00 em cirurgia de angioplastia, por exemplo. Sem contar os benefícios físicos e emocionais gerados pela primeira frente ao quadro de recuperação lenta da operação invasiva.

Tales também mostrou outro estudo, de 2002, que compara os benefícios da atividade física entre pessoas cardíacas e não-cardíacas. Em ambos os grupos, quanto mais ativas fossem as pessoas, menor o risco de morte, tanto para cardíacos quanto para pessoas normais. Inclusive, o estudo demonstrou que o risco de morte é maior para pessoas não-cardíacas sedentárias do que para cardíacos ativos.

Sobre o Floribike, sistema de aluguel de bicicletas que está em licitação em Florianópolis, o médico vê como uma oportuniade excelente de gerar impactos positivos na saúde física e mental dos moradores, além de contribuir para a redução dos poluentes no ar.

Tales de Carvalho falou dos benefícios da inserção da atividade física intrínseca aos deslocamentos. Foto: Fabricio Sousa.

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(Mobilidade nas Cidades) Vídeos sobre o Fórum Internacional

(Mobilidade nas Cidades) Abertura do terceiro Fórum Internacional sobre Mobilidade Urbana

Começa amanhã o 3º Fórum Internacional sobre Mobilidade Urbana

(Vídeo) Projeto prevê aluguel de bicicletas para moradores de Florianópolis

Conteúdo exibido originalmente no Jornal do Almoço, da RBS TV SC,  em 27 de março de 2013. Assista aqui à reportagem no site.

Saiba mais:

Diversos grupos de ciclistas prestigiaram o lançamento do Floribike
Diversos secretários compareceram à assinatura do edital do Floribike
Idealizadora do sistema de bicicletas coletivas de Florianópolis é homenageada
(Vídeo) Florianópolis lança edital das bicicletas públicas
Prefeito de Florianópolis diz que as novas obras contemplarão ciclistas
(Vídeo) Discurso de Cesar Souza Júnior no lançamento do Floribike
Confira o edital de concorrência do Floribike
Bicicleta pública para criar a cultura na cidade

Especial Floribike – Bicicleta na Rua

(I) Especial Floribike: Edital de concorrência será lançado no aniversário da cidade
(II) Especial Floribike: São Paulo e Rio de Janeiro foram pioneiros
(III) Especial Floribike: Projeto de bicicletas coletivas vem de 2009
(IV) Especial Floribike: Conheça as concorrentes – Compartibike
(V) Especial Floribike: Conheça as concorrentes – Movement Barcelona
(VI) Especial Floribike: Conheça as concorrentes – Serttel
(VII) Especial Floribike: As empresas que ficaram pelo caminho
(VIII) Especial Floribike: A opção por Nova York
(IX) Especial Floribike: Compartilhamento universitário
(X) Especial Floribike: Iniciativa do interior do Paraná é premiada
(XI) Especial Floribike: Bicicletas coletivas que salvam vidas
(XII) Especial Floribike: Como funcionará em Florianópolis

Veja também:

Floribike: encaminhamento do edital homenageou os 10 anos da Bicicletada em Florianópolis
Apenas duas empresas são habilitadas a concorrer ao sistema de bicicletas públicas de Florianópolis
Aberto edital de pré-qualificação do sistema de bicicletas públicas de Florianópolis
Aluguel de bicicletas de Florianópolis é tema de Podcast
Embora pronto, edital das bicicletas públicas de Florianópolis não será lançado em 2011
Ata da Audiência Pública do Sistema de Bicicletas Públicas de Florianópolis (Floribike)
Florianópolis dá primeiro passo para implantação de bicicletas coletivas
Audiência pública debaterá aluguel de bicicletas em Florianópolis
Aluguel de bicicletas de Florianópolis deve ficar pronto em novembro de 2012
Florianópolis espera contar com bicicletas públicas em 2012

Bicicleta pública para criar a cultura na cidade

A reportagem abaixo foi originalmente publicada no Jornal Notícias do Dia, edição de Florianópolis, no dia 19 de março de 2013 (pág. 3). Você também pode ler a matéria no site do ND aqui. As correções necessárias foram feitas no meio do texto abaixo, uma mescla das versões impressa e digital.

           

Bicicleta pública

 

Floribike

Floripa Bike Floribike terá edital lançado no sábado

Mobilidade. Projeto idealizado há 10 5 anos por arquitetos do IPUF prevê a instalação de 68 pontos de aluguel de 1395 664 bicicletas, distribuídas em 11 estações.

O projeto Bicicleta Pública para Florianópolis, idealizado por arquitetos do Ipuf (Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis) há mais dez cinco anos, finalmente terá o edital lançado no próximo sábado, no dia do aniversário de Florianópolis. O projeto inicialmente intitulado Floribike, prevê de 68 pontos de aluguel de bicicletas na Capital. Ao todo, serão 664 bicicletas distribuídas em 111 estações de aluguel no Centro e nos bairros Agronômica, Trindade, Santa Mônica, Itacorubi e Córrego Grande.

Agora, além da instalação e administração dos pontos de aluguel de bicicleta, a empresa que vencer a concorrência ficará responsável por terminar ciclovias previstas nos projetos da prefeitura que ainda não saíram do papel. Ano passado cinco empresas concorreram ao processo de pré-qualificação, mas apenas três – M2 Soluções em Engenharia Ltda (Barra Mansa, RJ), Serttel Ltda (Recife) e Movemente Barcelona (Espanha) – foram aprovadas e poderão apresentar suas propostas durante o processo licitatório.

Rui Gonçalves, gestor da Secretaria Municipal de Ciência e Tecnologia, pasta responsável pelo projeto, afirmou que não há um critério único, serão observados diversos aspectos na escolha da empresa vencedora. “Será um mix de itens que pontuarão a empresa. Menor preço, prazo, valor de implantação e o término das ciclovias”, explicou.

Apesar do projeto se tratar de um serviço público, o cofre da prefeitura não terá nenhum ônus, o sistema será desenvolvido por meio de um contrato de concessão. A empresa vencedora da licitação ficará responsável pelo investimento em equipamentos, sistema de locação e controle de uso, em contrapartida poderá explorar os equipamentos com publicidade.

Comissão define últimos detalhes do edital até sexta-feira

Os pontos de aluguel já estão estabelecidos, mas o valor e a tecnologia empregada não estão definidos. Segundo o secretário Rui Gonçalves, uma comissão formada por integrantes do Ipuf, Secretaria de Transportes e Secretaria Municipal de Meio ambiente e Desenvolvimento Urbano, ainda trabalha nos últimos detalhes do edital  que será divulgado no sábado, mas adiantou que a proposta da prefeitura é incialmente realizar o serviço com pelo menos 40 minutos de  gratuidade “para criar a cultura na cidade”.

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Requisito. Empresa que vencer a licitação terá que concluir as ciclovias em Florianópolis. Foto: Alexandro Albornoz / ND.

Florianópolis possui 20 vias ciclísticas com 41.640 metros de extensão, distribuídas pela cidade, a maioria não é interligada.  Se o plano inicial for mantido conforme a divulgação em 2011, o projeto será dividido em duas etapas. Na primeira, o Centro da Capital será beneficiado com 41 pontos de aluguel e 66 estações. Em um segundo momento, outros 27 pontos seriam instalados na região universitária. “É um programa com ampla participação da comunidade e de diversas pastas do poder público. Queremos garantir a segurança jurídica e dar suporte para que seja um projeto sustentável e uma alternativa de mobilidade efetiva para o cidadão”, apontou o secretário.

[Nota: na data da matéria, o edital estava finalizado. Ao contrário do que sugestionava o site da Prefeitura Municipal de Florianópolis, ambos os módulos – Centro e Universitário -, serão implantados conjuntamente, conforme consta nos editais de habilitação e concorrência].

Junto com o lançamento da licitação no sábado, a prefeitura ViaCiclo promove um passeio ciclístico que sairá às 15h30 do Koxixo’s na Beira-mar norte. Também são parceiras da iniciativa a Secretaria Municipal de Obras e a Comissão de Mobilidade Urbana por Bicicleta de Florianópolis.

Saiba mais sobre o Floribike:

– Serão 68 pontos de aluguel de bicicletas, 111 estações, 664 bicicletas, além de 1.328 suportes para colocação dos equipamentos.

 – Qualquer pessoa poderá ter acesso ao aluguel de uma bicicleta realizando um cadastro prévio

– A pessoa pode retirar a bicicleta em qualquer um dos pontos de aluguel e devolver em qualquer um desses pontos.

Perspectiva. Cidade ganhará 111 estações e 1328 suportes para as bicicletas.Perspectiva. Cidade ganhará 111 estações e 1328 suportes para as bicicletas.

Letícia Mathias

Saiba mais:

Diversos grupos de ciclistas prestigiaram o lançamento do Floribike
Diversos secretários compareceram à assinatura do edital do Floribike
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Especial Floribike – Bicicleta na Rua

(I) Especial Floribike: Edital de concorrência será lançado no aniversário da cidade
(II) Especial Floribike: São Paulo e Rio de Janeiro foram pioneiros
(III) Especial Floribike: Projeto de bicicletas coletivas vem de 2009
(IV) Especial Floribike: Conheça as concorrentes – Compartibike
(V) Especial Floribike: Conheça as concorrentes – Movement Barcelona
(VI) Especial Floribike: Conheça as concorrentes – Serttel
(VII) Especial Floribike: As empresas que ficaram pelo caminho
(VIII) Especial Floribike: A opção por Nova York
(IX) Especial Floribike: Compartilhamento universitário
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(XI) Especial Floribike: Bicicletas coletivas que salvam vidas
(XII) Especial Floribike: Como funcionará em Florianópolis

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