Torcedor vem de bicicleta do México para assistir a sua sétima Copa

Elias de Souza foi às Copas desde 1986. Foto: Rubem Berta / O Globo.

Elias de Souza foi às Copas desde 1986. Foto: Rubem Berta / O Globo.

Elias de Souza Aguiar, de 48 anos, é sul-matogrossense e faz shows pelo mundo em cima da bicicleta

Do alto de uma bicicleta de 3,3m, Elias de Souza Aguiar, brasileiro de Corumbá fala em espanhol a frase “Pátria não é onde nasce, mas o que sente no coração” na Avenida Beira-Mar, em Fortaleza, em frente ao hotel da seleção mexicana, neste domingo. Ele veste a camisa verde do país que escolheu para chamar de pátria em 1986. E conta como chegou até sua sétima Copa do Mundo.

Ele tinha 14 anos quando começou a produzir bicicletas “malucas”. Não tinha dinheiro para ter carro. O jeito era ter bicicleta”. Com uma de suas invenções deixou o Brasil para viajar ao México onde for torcer pela seleção brasileira. Foram 12 mil quilômetros percorridos. No país que viria a ser adotado por ele, conheceu a mulher que viria a ser esposa.

“A convidei para subir na bicicleta. Ela caiu, quebrou a perna, e cuidei dela por duas semanas. Foi amor à primeira queda”, brincou. Com ela viajou à Copa da Itália para torcer pelo Brasil (o México não se classificou) e na Itália “fabricou” Elias, o filho de 23 anos que o acompanha nas suas viagens. Há quatro anos se separou. “Ela se cansou de viajar. Eu não”. Hoje ele viaja fazendo números circenses.

Cercado de torcedores mexicanos, ele se destaca. Não era para menos com sua bicicleta. “Venho para minha sétima Copa do Mundo. Vim torcer pelo México, meu país”. Desde 1986 só não foi ao Japão, em 2002. Na viagem ao Brasil, que começou em fevereiro de 2013, percorreu 2,5 mil quilômetros até o Panamá escoltado pelo filho em uma caminhonete. Lá teve de mudar os planos. “A aduana apreendeu tudo que uso nos meus shows. Não deixou eu passar. Então viemos só com a bicicleta de avião até Recife. Mas vamos pegar de volta”.

Elias de Souza Aguiar, sua bicicleta e outros torcedores receberam o México em Fortaleza. Foto: Igor Resende / ESPN.

Elias de Souza Aguiar, sua bicicleta e outros torcedores receberam o México em Fortaleza. Foto: Igor Resende / ESPN.

Elias e o filho chegaram a Recife a tempo de assistir ao primeiro jogo do México em Natal, sexta-feira. Depois foram a Fortaleza, mas não sabem se conseguirão ver o jogo no Castelão. Não conseguiram ingressos ainda. Depois voltam a Recife para a partida contra a Croácia, dia 23.

O brasileiro-mexicano sustenta sua viagem vendendo pulseiras artesanais a R$ 2. Produziu 20 mil para vir ao Brasil e vendeu, de acordo com suas contas, 8 mil até agora. “É uma ajuda. Nos shows ganhamos um pouquinho mais. Mas sempre contamos com nossos fãs”, conta.

Depois de voltar ao Panamá, onde pretendem pegar de voltar a caminhonete e outras parafernálias de seu show, vendido no facebook como “Super Bike: Show de Bicicletas Más Grandes del Mundo”, a intenção é voltar ao Brasil para ficar um tempo. O destino é Matelândia, no interior do Paraná, onde Elias tem parentes. Fará seus shows pelo interior do Brasil. “Mas sempre com o México no coração”.

Bruno Winckler

Fonte:  Texto originalmente publicado no portal IG, em 15 de junho de 2014, às 13h59.

Saiba Mais:

O Globo – Em sua sétima Copa, torcedor faz de bicicleta gigante o seu ganha-pão: a reportagem de Rubem Berta, o mesmo autor da foto no início desta postagem, aborda como o brasileiro tem conseguido se manter na estrada por 1,5 ano, além dos seus planos para os próximos anos.

ESPN – Bicicleta gigante, muita festa e jogadores na janela dos quartos: México chega a Fortaleza: a matéria de Igor Resende.

Veja também:

Em 2010, Elias foi também destaque em matérias da imprensa brasileira. Confira abaixo a nota publicada no Globo Esporte em 15 de junho de 2010.

Na sua sexta Copa, brasileiro desfila de bicicleta por Joanesburgo

Sem hotel, Elias Aguiar dorme de favor e passa frio nos postos de gasolina

Foto: Zé Gonzalez / Globo Esporte.

O brasileiro Elias de Souza Aguiar, de 44 anos, desfila diariamente por Joanesburgo com uma bicicleta especial que ele mesmo construiu. Paulista da cidade de Lins, o torcedor mora no México e está na sua sexta Copa do Mundo. Elias não tem reserva de hotel na cidade e dorme de favor em postos de combustível, sofrendo com frio da madrugada. Ele viajou de avião do México até a África do Sul, com a bicicleta desmontada, fazendo uma escala na Alemanha (Foto: Zé Gonzalez / Globo Esporte).

 

Novidades ciclísticas #3

Após um final de semana cicloviajando, voltam neste sábado as novidades ciclísticas da semana. Confira!

Governo do Japão estuda criar Ministério da Promoção da Bicicleta – O País do Sol Nascente pretende ampliar seus atuais 11 ministérios para permitir a uniformização e simplificação de legislação ciclística, além da implantação de estruturas cicloviárias para promover o uso da magrela no país, que será sede dos Jogos Olímpicos de 2020.

O custo das ciclovias

Prefeitura garante R$ 22 milhões para a ampliação de ciclovias – Em tempos de discussão da Lei Orçamentária Anual, é sempre bom relembrar esta matéria do ano passado, referente a Curitiba. Enquanto em Florianópolis, todas as obras cicloviárias estão paradas, os recursos buscados em Brasília não contemplam os ciclistas e sequer se viu a aplicação do R$1 milhão comprometido a partir de setembro para este ano, em Curitiba um valor extremamente maior constava já no orçamento.

Eduardo Euzebio

Mais uma tragédia. Infelizmente Eduardo Euzébio, ciclista da seleção brasileira, morreu atropelado – O ciclista catarinense de 18 anos havia sido recentemente chamado para a seleção brasileira. Praticante do esporte havia 9 anos, treinava em Curitiba e fazia parte da equipe Fundação Municipal de Esportes de Criciúma (FME)/Hidrorepell Tintas/Bike Point. Havia ganho duas medalhas de ouro no brasileiro de ciclismo júnior. Foi atropelado quando pedalava sozinho na BR-277 entre Curitiba e o litoral do Paraná, no dia 13.

Motorista de caminhão passa no sinal amarelo e mata ciclista de 14 anos – Alexander tinha 14 anos quando foi atingido por um motorista de 25 que acelerou para cruzar no sinal amarelo em Curitiba. Neste artigo, Alexandre Costa Nascimento questiona a falta de ação e de fiscalização, fatores que levam à Indústria da Morte.

Ciclista é atropelado na SC-401, em Florianópolis – Valtrik Leopoldo Pinheiro, de 53 anos, foi atropelado por um automóvel quando tentava cruzar a rodovia SC-401, a Rodovia das Mortes, que desde 1991 deveria ter ciclovia. O atropelamento aconteceu no km4, às 21h30 do dia 13. O motorista fugiu e o ciclista foi levado para o Hospital Celso Ramos.

Charge – Brava gente

charge - Will Tirando - Brava Gente Brasileira

A charge acima foi publicada no Will Tirando, do cartunista Will Leite, em 7 de setembro de 2013.

Ela pode ser vista também através deste link.

Leia mais sobre o Brasil nas Ruas

Veja também:

Charge – Olhos Vermelhos
Charge – Fins do mundo
Catarinenses às ruas: ciclistas usam do bom humor nas redes sociais

Distrito Federal: Manifesto por um Conselho de Mobilidade e Acessibilidade

Rodas da Paz - logoNo dia 19 de agosto, Dia do Ciclista, diversas entidades e movimentos vieram a público pedir ao Governo do Distrito Federal que crie o Conselho de Mobilidade e Acessibilidade. Esta data, criada em homenagem ao ciclista Pedro Davison, atropelado no Eixão em 2006, serve para inspirar ações que busquem cidades mais humanas, políticas de mobilidade mais sustentáveis e um trânsito para seguro para todos.

Centenas de ciclistas e pedestres vem morrendo todo os anos no Brasil, que conta com uma das maiores taxas de mortes por cem mil habitantes no trânsito do mundo. Para reverter este quadro, não bastam apenas técnicos de governo e muito menos o lobby automobilístico, é preciso envolver a sociedade: usuários do transporte coletivo, especialistas, movimentos sociais, trabalhadores do transporte público e motociclistas, para qualificar as ações governamentais nas políticas públicas de mobilidade.

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Contexto político na época das primeiras Bicicletadas no Brasil

Nas recentes discussões para tornar mais atuante a União de Ciclistas do Brasil (UCB), Thiago Benicchio, que durante anos movimentou o site Apocalipse Motorizado, referência magnânima do cicloativismo brasileiro, compartilhou um artigo escrito por Felipe Côrrea para o Passa Palavra, no qual ele realiza uma análise crítica sobre a articulação de um movimento que pretendia ser a nova esquerda, mostrando as contradições de uma manifestação com traços internacionais, marcada sobretudo pelas conduções contra o capitalismo, perante os traços característicos das diversas comunidades.

Entretanto, é interessante encontrar em “Balanço crítico acerca da Ação Global dos Povos no Brasil”, artigo escrito em 6 partes, a referência a um movimento que até hoje ocupa as ruas de dezenas de cidades pelo Brasil e que teve um amplo crescimento após o auge da Ação Global dos Povos (AGP).

Confira abaixo alguns trechos selecionados e que podem contribuir para um melhor entendimento do início do movimento cicloativista brasileiro, em especial a Massa Crítica/Bicicletada [grifos e itálicos nossos]:

A Ação Global dos Povos (AGP) nasceu no início de 1998 e constituía uma “rede global de movimentos sociais de base originalmente criada para combater o livre comércio”. Não era uma “organização formal, mas uma rede de comunicação e coordenação de lutas em escala global baseada apenas em princípios comuns”.

Dentre seus princípios, pode-se destacar os seguintes: “1. A AGP é um instrumento de coordenação. Ela não é uma organização. Os seus principais objetivos são: (i) Inspirar o maior número possível de pessoas, movimentos e organizações a agir contra a dominação das empresas através da desobediência civil não-violenta e de ações construtivas voltadas para os povos. (ii) Oferecer um instrumento para coordenação e apoio mútuo a nível mundial para aqueles que resistem ao domínio das empresas e ao paradigma de desenvolvimento capitalista. (iii) Dar maior projeção internacional às lutas contra a liberalização econômica e o capitalismo mundial. 2. A filosofia organizacional da AGP é baseada na descentralização e na autonomia. Por isso, estruturas centrais são mínimas. 3. A AGP não possui membros. 4. […] Nenhuma organização ou pessoa representa a AGP, nem a AGP representa qualquer organização ou pessoa.” [Manifesto da Ação Global dos Povos]

[…]

No Brasil, a idéia da AGP chegou depois das manifestações de 1999 [o J18, durante reunião do G7 em Colônia, na Alemanha, e o N30, durante encontro da Organização Mundial do Comércio em Seatle, nos Estados Unidos], organizando-se pela primeira vez no estado de São Paulo em 2000, primeiro na Baixada Santista e na capital, no Primeiro de Maio, que poderia ser considerado como um ensaio do que seria o S26 (26/09/2000), marco da consolidação do movimento em solo brasileiro [em setembro, mais de 100 cidades do mundo protestaram contra os encontros do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial em Praga, na República Tcheca].

[…]

O ano de 2002 foi marcado pela realização do 1º Carnaval Revolução, em Belo Horizonte, em fevereiro, e pelos protestos contra o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em Fortaleza, durante o mês de março, com 5 mil pessoas nas ruas e com desdobramentos em São Paulo e Belo Horizonte. Um ano depois do A20, 2 mil manifestantes protestam novamente em São Paulo, entregando uma carta gigante, endereçada ao ministro da Fazenda, no Banco Central, com o dizer “ALCA nem fodendo” e assistindo a um documentário sobre o ato do ano anterior. Nesse contexto, realiza-se em São Paulo, no mês de agosto, a primeira Bicicletada, reunindo “ciclo-ativistas”. Ao final do ano, em 31 de outubro, 2 mil pessoas protestam em São Paulo contra a ALCA com um tour pelo centro da cidade e, no dia seguinte, 500 pessoas ocupam a Praça da República numa festa de rua contra a ALCA. Com o aniversário de um ano da revolta argentina de 2001 realiza-se, em São Paulo, como forma de solidariedade, teatro de rua, panfletagem e 15 ativistas ocupam o Consulado da Argentina, realizando um “panelaço” — ocorrem também protestos em Salvador.

Em fevereiro de 2003, 30 cidades brasileiras mobilizam-se contra a iminente Guerra do Iraque; em março, acontece o 2º Carnaval Revolução, em Belo Horizonte; em 7 de maio, ativistas ligados aos meios de comunicação ocupam a ANATEL em cinco capitais, pregando contra o fechamento de rádios livres. O ano também é marcado, entre os fins de agosto e início de setembro, por protestos de estudantes em Salvador contra o aumento no preço dos transportes, por uma mobilização contra a ALCA e por um encontro de rádios livres em Campinas, durante o mês de novembro.

[…]

No entanto, na construção do movimento havia um problema. As demandas culturais e identitárias deixavam pouco espaço para as questões políticas. O perfil dos “ativistas” — jovens, na maioria dos setores médios da sociedade, ligados à contracultura, muitos vegetarianos, estudantes de universidades públicas, escolas particulares alternativas etc. — facilitava a criação dessa cultura militante e de uma identidade coletiva que se refletiam em um determinado estilo de vida. Os assuntos de interesse, no que ia para além da política, aproximavam os ativistas, a idade, a classe de origem, o local de estudo, tudo isso naturalmente criava um perfil do movimento no país

[…]

Outro fator que se evidenciou em detrimento do político, priorizando o individual, foi a substituição do conteúdo pela forma. Prática bastante evidente hoje em dia, persuadiu parte significativa dos ativistas do movimento que, utilizando a máxima do “fazer da sua vida algo próximo de seus ideais” — um princípio bastante razoável, é verdade — passavam no campo pessoal à forma do “politicamente correto”, na mesma medida em que se afastavam do conteúdo político. Explico.

É uma característica relativamente comum incorporar elementos do âmbito pessoal, em vez de levá-los para fora, para o campo da mudança social. Exemplos disso são infindáveis, mas só para exemplificar, posso citar: passar a chamar os negros de afro-americanos e acreditar que o problema do racismo está resolvido; utilizar linguagem inclusiva e pensar que o problema de gênero está solucionado; consumir alimentos sem agrotóxicos e acreditar que o problema do agronegócio está resolvido etc. É fato que, também inconscientemente — nunca ouvi ninguém falar “vou priorizar o individual em detrimento do político” ou defender essa posição abertamente –, isso “simplesmente aconteceu”, tornou-se verdade prática sem uma reflexão teórica que lhe desse sustentação. Puxados por aquilo que na realidade é mais simples, ou seja, uma mudança no comportamento individual, os ativistas afastavam-se das atividades no campo social, evidentemente mais complexas, visto que elas implicavam conviver com o diferente, discutir, ter argumentos, persuadir — em suma, tudo o que implica a luta.

Durante o crescimento da AGP no Brasil evidenciaram-se diversos fatos nesse sentido. A cultura do “politicamente correto” era promovida, incentivando-se, ainda que tacitamente: utilizar linguagem inclusiva, ler somente mídia alternativa, ser vegetariano ou vegano, andar de bicicleta, optar pela vida coletiva (morar com amigos etc.), ter relacionamento aberto e/ou bissexual, não consumir produtos de grandes marcas ou de marcas que produziam em sweatshops, utilizar software livre, evitar os debates mais acirrados na forma etc. O ativista tinha de ser uma pessoa quase perfeita, sem todos os vícios da sociedade presente e buscar não se “contaminar” com tudo de errado que nela havia — fato que não deixava de herdar da contracultura certo costume de um vigiar o comportamento do outro. Apesar disso, nossa geração realizou poucas lutas contra a opressão de gênero, a grande imprensa, os matadouros, a discriminação sexual, a exploração dos trabalhadores da indústria automobilística, das corporações e dos sweatshops etc. Há diversos exemplos, mas quero insistir num ponto central: com o passar do tempo, o comportamento individual foi substituindo a política coletiva e a mudança do indivíduo passou constantemente a sobrepor a luta — a busca pelo modelo do “ativista perfeito e coerente” afastava-os da realidade e complicava ainda mais a interação com pessoas “normais”, diferentes portanto.

[…]

A teoria nos dá elementos importantes em termos históricos e conjunturais. Ela pode servir também para se conceber objetivos e caminhos a seguir, os quais, certamente, são mais estimulados por uma noção ideológica que teórica. A prática, por outro lado, verifica na realidade se as hipóteses formuladas pela teoria possuem lastro real e oferecem ótimas experiências para que se renove e se aprimore a teoria.

Portanto, uma nova esquerda não pode abrir mão de teoria e prática. As quais, por meio de uma interação dialética, fortalecem-se mutuamente, fazendo com que haja um aprimoramento mútuo. Com boa teoria se aprimora a prática e com boa prática se aprimora a teoria. Ambas devem caminhar juntas, num esforço de desenvolvimento e melhoria permanente.

Se por um lado há uma “urgência das ruas”, é inegável que grande parte das teorias da velha esquerda precisam ser renovadas. Teremos de “podar os velhos ramos”. Há uma urgência das ruas, mas também há urgências fora delas. E devemos reconhecer a “insuficiência das ruas”, quando essa prática não vem ancorada em um processo mais amplo de acúmulo real de forças e de um aprimoramento teórico, capazes de impulsionar amplamente as lutas e as transformações sociais.

Não se pode pregar a prática em detrimento da teoria ou vice-versa. Ambas devem usufruir da dialética entre uma e outra para um acúmulo de forças no sentido de modificar a realidade.

Alguns temas tratados nesta série de artigos, escritos entre julho e setembro de 2011, certamente permanecem atuais e devem servir para as manifestações de 2013 também refletirem sobre seu papel, suas ações e suas metodologias no contexto de hoje.

Interessante apenas notar que, a despeito haver certos resquícios da AGP na Massa Crítica de hoje, a exemplo de listas de e-mails na plataforma libertária (não no sentido liberal usado atualmente) RiseUp, a decisão feita de maneira horizontal, o coletivo sem líderes e não representando ninguém, algumas de suas contradições também se manifestaram, notadamente em São Paulo, em que ações agressivas individuais, sem serem coibidas pelos demais, para não ferir a arbitrariedade em um movimento sem lideranças, tomaram caminhos contrários aos ideais coletivos anteriormente propagados.

Em Florianópolis, local da segunda mais antiga Bicicletada do Brasil, contudo, as Massas Críticas vieram já ao encontro de uma estrutura cicloativista que já havia passado de sua fase embrionária, adquirindo características da AGP apenas após a retomada da Bicicletada Floripa, a partir de abril de 2008, com a importação do modelo que estava dando certo em São Paulo à época.

Desta forma, é importante os ciclistas de Florianópolis fazerem leituras críticas das potencialidades e limitações de suas ações, enxergando o que pode dar certo e não se utilizando de instrumentos que lhes façam desviar de seus focos, empreendendo esforços para o amplo diálogo entre os seus diversos atores de forma que a teoria e a prática caminhem juntas e em níveis saudáveis.

Charge – Olhos Vermelhos

charge - Will Tirando - Olhos vermelhos

A charge acima foi publicada no Will Tirando, do cartunista Will Leite, em 14 de junho de 2013.

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Artigo: Anonymous afirma que não é contra os partidos

anonymous fuel br 2013-06-20

Sobre a situação atual da Anonymous e o Brasil
– Uma reflexão crítica da FUEL-BR –

Saudações, irmãos e irmãs!

Este texto é um pouco extenso, mas é essencial para que todos compreendam o que acontece atualmente em nosso país e porque precisamos do apoio de vocês.

Infelizmente, ao contrário do que propõe nosso ideal, “unidos como um e divididos por zero” tem sido uma realidade apenas em discurso. Muitos grupos estão fragmentados, muitas células ainda parecem competir por atenção do público ou para ter o maior número de curtidas. Isso não é apenas triste, isso é incoerente.

Quando decidimos compor a FUEL, foi numa perspectiva de aprofundar as pessoas na Ideia Anonymous e praticar um enfrentamento político e econômico que fuja do senso comum. Não acreditamos em quaisquer propostas rasas de “Fora Dilma” ou “Fora Alckmin”. Primeiro, porque o grande problema é o sistema corporativo por trás das figuras dos governantes. Você tira um, entra outro. E continua o jogo, a despeito de nossos esforços. E segundo, talvez mais importante, porque isso tem aberto margem para que muitos grupos peguem carona por trás de nossas máscaras em busca de interesses particulares.

Anonymous é apartidária. Isso não significa que somos contra os partidos, nem que devemos praticar medidas opressoras e ditatoriais como vaiar grupos e quebrar bandeiras, como tem ocorrido no país. Essa medida é injusta, e até ingrata. O Brasil pode estar acordando agora enquanto país, mas esses grupos já estavam em luta muito antes. Alguns deles, talvez, tenham sido indispensáveis no processo de construção da mobilização que vemos hoje.

Apartidário significa que não pertencemos a nenhum desses grupos, mas devemos estar unidos nesse momento, por um objetivo comum, que é reformar ou revolucionar toda a política desse país. Pensem, por favor, para além do raciocínio ingênuo. Não é por não levantar bandeiras que outros grupos não estão ali. É preciso ter foco, ou nosso discurso se torna vazio e reacionário, completamente oposto a toda a mobilização que vivemos.

Leia mais sobre o Brasil nas Ruas

Algumas mídias Anonymous eventualmente veiculam conteúdos machistas, racistas, homofóbicos e até mesmo fascistas. Isso é inadmissível. Essas pessoas não compreenderam a Ideia e não são nossos irmãos, pois aquele que se coloca ao lado do opressor não pode estar ao lado do oprimido.

É chegado o tempo de escolher de que lado estamos. Se estamos do lado do povo, estamos juntos. Independente de etnia, de sexo, de crença, de orientação política, de gênero ou orientação sexual ou qualquer caraterística individual que seja. Porque é essa diversidade que compõe o povo.

Mas aquele que oprime um irmão não está com o povo. Aquele que busca reconhecimento pessoal dentro desse tipo de situação não é Anonymous.

Nosso comprometimento não é com crescimento a todo custo. Se você é um opressor, você não é Anonymous. Pedimos que olhe no espelho e antes de lutar contra a injustiça que você sofre, mude de postura quanto à injustiça que você pratica. E só assim estaremos juntos de fato. Só assim seremos um.

Convidamos para o diálogo todos aqueles que nesse momento coordenam projetos Anonymous ou se colocam a organizar manifestações, para podermos dialogar e buscar consensos.

O trabalho da FUEL não é o de direcionar, tampouco liderar ninguém. Todas as mensagens que recebemos perguntado “e agora, contra o que iremos lutar?” são respondidas com a mesma pergunta. Nossa proposta é a de formação livre. O povo está nas ruas, mas precisa entender sua política.

Aos poucos, publicaremos conteúdos sobre política, sobre o governo, sobre economia, sobre consumo, sobre cidadania. Esperamos que todos ajudem a compartilhar essas informações e se dediquem mais a estudar. Cyberativismo não se faz compartilhando qualquer coisa e enchendo tudo de hashtags. Cyberativismo inclui dominar o assunto pelo qual se luta. E se você não quer ser massa de manobra da mídia, não seja massa de manobra de ninguém, porque líderes em potencial, querendo manipular pessoas, estão em todas as esferas, e isso inclui, infelizmente, a Anonymous.

Iniciamos um trabalho de autovigilância da Anonymous, primeiramente pela União, como diz nosso nome. Em segundo lugar, pela emancipação, para que todos formem a própria opinião e sejam seus próprios líderes. E por fim pela liberdade, que será nossa conquista final, a partir da qual nascerá uma nova sociedade.

Por isso estamos incomodando. Por isso fomos atacados e nosso grupo está fora do ar. Por isso algumas pessoas com “grandes” páginas estão iniciando um processo de mentiras. Pedimos paciência a todos enquanto nos organizamos fora do Facebook. Esse espaço é excelente para divulgações, mas horrível para organização. E convidamos a todos para esse processo de amadurecimento, porque estamos sendo vigiados e podemos sair do ar a qualquer momento. E se dependermos do Facebook, nossa mobilização será fraca e vulnerável, mais do que já é.

Aqueles que estão conosco, por favor, ajudem a compartilhar. Em breve, novas notas.

Publicamos para quem não tem preguiça de ler e se informar. Parabéns se você chegou até aqui. Pessoas que querem informação rápida e rasa estão na contramão da revolução que vivemos.

Curtam nossa página e mantenham-se próximos, os que concordarem com essa perspectiva. Faremos versões para comunicação com Anonymous e outros movimentos sociais no exterior em breve. E em poucos dias começaremos a compor nossa biblioteca digital livre.

União, Emancipação e Libertação!
Nós somos Anonymous.
Nós somos FUEL.

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Se quiser ler o Manifesto FUEL-BR:
http://migre.me/f4wQE
Se quiser saber mais sobre a Anonymous:
http://migre.me/f4slb
Fan page AnonFUEL:
https://www.facebook.com/AnonymousFUEL

Crítica do livro “Uma viagem de bicicleta por Santa Catarina”

Minha explicação para quem me questionava, era curta e simples: “estou conhecendo o Estado com minhas próprias pernas!”

Claro que meus motivos iam muito além: eu tinha um quê político comigo, subversivo, era um fora-de-esquema no silêncio de minhas pedaladas. Tinha um quê muito pessoal também, de autoconhecimento físico e psíquico. Motivos estes que superavam a simples busca por paisagens bonitas ao meu redor ou então a busca por uma vida “mais saudável”.

Com este fascinante relato, Luã Olsen sintetisa sua travessia de 32 dias por 36 cidades catarinenses no verão de 2012 à bordo de sua bicicleta Helga, colecionando histórias em um tom de descoberta que é característicos em cicloturistas.

“Uma volta de bicicleta por Santa Catarina” apresenta-se como um diário de viagem muito bem elaborado, rico em detalhes que nos mostra pela sua experiência a possiblidade, os percalços e os prazeres de viajar de bicicleta por Santa Catarina, com suas costumeiras ondulações serranas.

Uma volta de bicicleta por SC - Fregolão

Pode ser dividido em duas partes. Em “O Vale Europeu”, percorreu as travessias entre os diversos municípios carimbando um “passaporte” para receber o certificado de travessia, junto com mais dois colegas de viagem. E na segunda parte, denominada de “Sozinho na Estrada”, cruzou o Estado de norte a sul no ímpeto de fazer a travessia da Serra do Rio do Rastro.

Creio que com esta viagem Luã atingiu seus objetivos de reconhecimento de Santa Catarina e seus objetivos de autoconhecimento físico e psíquico, exceto um: o de compartilhar com todos suas ricas experiências com os que tiverem interesse de conhecer sua saga.

Este objetivo final foi conquistado com a publicação desse livreto de bolso, que pode ser uma ótima dica para quem mais queira se aventurar pelos caminhos catarinenes ter uma boa ideia e estar preparado psicologicamente para o que quer que seja.

Mario Sergio Fregolão

Livro “Uma volta de bicicleta por Santa Catarina”

Uma Volta de Bicicleta por Santa Catarina

Acaba de ser lançado, de forma independente, o livro “Uma volta de bicicleta por Santa Catarina” (Florianópolis, 2013, 94 p.). O relatode Luã Olsen aborda a viagem que o autor fez no verão de 2012 pelo seu Estado, com as próprias pernas, passando por 36 cidades, num total de 1780 km. Nessa aventura, que durou 32 dias, pedalou pelo interior de Santa catarina com sua companheira de estrada, a Helga.

Escrito em “quatro noites regadas a café”, o livreto de bolso não gerará lucro ao seu autor. O dinheiro arrecadado será totalmente destinado a uma nova viagem de bicicleta. Com destino a Buenor Aires, na Argentina, cruzando o litoral uruguaio, na nova empreitada será desenvolvido um projeto de documentação relacionado ao curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Santa Catarina.

“Uma volta de bicicleta por Santa Catarina” foi escrita e confeccionada por Luã Olsen, com capa de Franciele Dal Prá. Sua publicação foi apoiada pela Speck e pela gráfica Nova Trio. A tiragem está restrira a apenas 500 exemplares, vendidos ao custo de R$ 10,00.

Para adquiri-lo, entre em contato com o Luã ou procure nas seguintes lojas de Florianópolis:

– Bike Dream (Beira-Mar Norte)
– Della Bikes Floripa (Trindade)
– Valdir Bike (Córrego Grande)
– Capitão Malagueta (Shopping Beiramar – térreo)
– Mundo Verde (Shopping Iguatemi – térreo)

(Vídeo) Ghost Bikes: uma experiência multimídia

Confira abaixo a narrativa multimídia que contou um pouco sobre a história de como surgiram as primeiras ghost bikes, ou bicicletas-fantasmas, no mundo e no Brasil, com foco em Florianópolis, Santa Catarina. A autoria é de Marina Lisboa Empinotti, graduanda em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Saiba mais:

Narrativa multimídia sobre “ghost bikes” será apresentada nesta quinta-feira
(Vídeo) Prévia do documentário “Ghost Bikes”

Notícia relacionada:

Bicicleta-fantasma de Jurerê também chegou a ser furtada e recuperada

Veja também:

(Vídeo) Bicicletas-fantasmas em Florianópolis – As homenagens aos ciclistas mortos no trânsito foi tema do programa Conexão TVCOM.
Morte no Santa Mônica poderia ter sido evitada. Ghost bike será instalada hoje. – “Sem ciclovias, sem uma vida”, conteúdo do Diário Catarinense.
Bicicletada Floripa de agosto homenageia ciclista morto em local que deveria ter ciclovia há 6 anos –  A omissão municipal fez sua vítima no bairro Santa Mônica.
“Espero que a ghost bike em homenagem a ele tenha sido a última”, diz nora de ciclista atropelado em ciclofaixa em Canasvieiras – O desejo da família de Hector Galeano não se realizou.
Florianópolis foi a primeira cidade da América do Sul a ter duas bicicletas-fantasmas instaladas em apenas um final de semana – A ghost bike de Hector Cesar Galeano foi a segunda do final de semana.
Mais de duzentas pessoas comparecem à homenagem a ciclista morto na SC-401, neste sábado – Cobertura do Bicicleta na Rua sobre a bicicleta-fantasma na SC-401 em homenagem a Emílio Delfino Carvalho de Souza.
Florianópolis terá duas Bicicletadas neste fim de semana – Divulgação oficial da Mobilização por mais segurança e menos mortes na Ilha de Santa Catarina.
Dois exemplos de por que devem ser feitas ciclovias em vez de ciclofaixas nas rodovias – Nota sobre o acidente com Hector Cesar Galeano.
Ciclistas mortos na Grande Florianópolis após a vigência da Lei Seca – Relação, infelizmente já desatualizada, dos ciclistas que morreram atropelados na região.
Bicicletas-fantasmas em Florianópolis para o mundo saber – As primeiras ghost bikes da Grande Florianópolis são divulgadas para o mundo. A cidade foi a terceira do Brasil a contar com essa homenagem.

Pátrios pedais

Dia sete de setembro é dia de rememorar e comemorar Independência do Brasil e nada faz mais sentido do que passá-lo sobre um um veículo que lhe permite extrema liberdade de opções de transporte, esporte e lazer.

A manhã de Florianópolis contará com três passeios ciclísticos para quem não quer perder a oportunidade de pedalar os com amigos.

SESC Prainha

O SESC Florianópolis, situado na Travessa Syriaco Atherino n°100, na Prainha do Morro da Boa Vista, Centro, realizará a partir das 9h o seu Encontro de Ciclistas. Às 9h30 será dada a largada para uma pedalada que passará pela ciclovia da Av. Hercílio Luz e por algumas ruas do centro da cidade, num percurso em ritmo leve.

Os 20 primeiros a comparecem no local da concentração ganharão camisetas do Dia do Pedal SESC 2012.

Estreito

A Associação dos Moradores do Estreito (AME), na porção continental de Florianópolis, promove mais uma edição do Passeio Ciclístico do Estreito. A saída será do ginásio ao lado do Estádio Orlando Scarpelli, do Figueirense, às 9h. Também em ritmo leve passará pelo mesmo percurso do ano passado.

Costeira do Pirajubaé

A Escola Estadual de Educação Fundamental Júlio da Costa Neves convida a todos para participar do seu Passeio Ciclístico Cívico. A concentração ocorrerá a partir das 9h30 na própria escola, situada na Av. Jorge Lacerda n°2990. O percurso terá com apenas 3km e também contará com ritmo leve, para pessoas de qualquer idade. As famílias estão sendo convidadas a enfeitarem as bicicletas com as cores que, a partir de setembro de 1822, passaram a representar oficialmente uma nova nação.

Notícias relacionadas:

Estreito pedala – Divulgação da primeira edição do passeio continental, realizada em 2009.

Bicicletadas de julho pelo Brasil

Quarta-feira, 25 de julho

João Pessoa, PB

Em homenagem a triatleta atropelado.
Saiba mais.

Sexta-feira, 27 de julho

Aracaju, SE

Belo Horizonte, MG

Hoje, concentração às 18h, saída às 19h.

Brasília, DF

Cuiabá, MT

Florianópolis, SC

Joinville, SC

Juiz de Fora, MG

Lages, SC

Maceió, AL

Manaus, AM

Mossoró, RN

Pelotas, RS

Concentração a partir das 20h30, na Praça José Bonifácio (Catedral São Francisco de Paula). Saída às 21h.

Porto Alegre, RS

Recife, PE

Ribeirão Preto, SP

Rio de Janeiro, RJ

Salvador, BA

São Luís, MA

Saída às 19h da Praça do Rodão, na Cohab, em frente à Igreja Católica.

São Paulo, SP

Concentração a partir das 18h, na Praça do Ciclista, esquina da Av. Paulista com R. da Consolação. Saída às 20h.

São Sebastião, SP

Vitória, ES

Concentração a partir das 19h na Praça dos Namorados, próximo ao Cine Metrópolis, UFES. Saída às 20h.

Sábado, 28 de julho

Curitiba, PR

Jacareí, SP

Natal, RN

Rio Grande da Serra, SP

Massa Crítica do Grande ABC

Bicicletadas pelo Brasil – Março de 2012

Março termina e traz com ele as manifestações cicloativistas pelo Brasil. Mesmo renovados de esperança pela presença maciça de milhares de ciclistas na Bicicletada Nacional, ocorrida em fevereiro, este mês de março ficou indelevelmente marcado pelo atropelamento e morte de Wanderson Pereira dos Santos, 30 anos, por Thor Batista, filho do empresário Eike Batista, homem de maior fortuna do país. Orgulhando-se de feitos como ter dirigido a mais de 200km/h numa rodovia brasileira, e de ter atingido 51 pontos na carteira, sem tê-la visto ser apreendida, Thor observa este acidente ganhar proporções que fogem da esfera do Rio de Janeiro e alcançam, inclusive, outros países. Ciclistas de dezenas de cidades irão manifestar-se – novamente – contra a impunidade, nas diversas Bicicletadas/Massas Críticas que vão ocorrer neste final de semana. Confira abaixo a relação e a informação sobre a pedalada de cada cidade.

Sexta-feira, 30 de março

Aracaju, SE

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Belo Horizonte, MG

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Brasília, DF

Concentração a partir das 18h30 na Praça das Bicicletas, em frente ao Museu da República. Saída às 19h.

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Cachoeirinha, RS

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Caxias do Sul, RS

Saída às 19h, em frente à Prefeitura.

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Cuiabá, MT

Florianópolis, SC

Fortaleza, CE

Concentração a partir das 18h, na Praça da Gentilândia.

Ipatinga, MG

Saída às 19h da Praça do Abracadabra, na Cidade Nobre.

Jacareí, SP

Saída do Parque da Cidade, às 19h35.

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João Pessoa, PB

Saída ás 19h no Busto de Tamandaré.

Joinville, SC

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Mossoró, RN

No Teatro Dix-Huit Rosado, às 19h.

Porto Alegre, RS

Recife, PE

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Rio de Janeiro, RJ

Salvador, BA

São Luís, MA

Concentração às 19h, na Praça do Rodão, em frente à igreja católica da Cohab.

São Paulo, SP

Teresina, PI

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Vitória, ES

Em Vitória, haverá também Pedalada Pelada (World Naked Bike Ride). Concentração às 18h, saída às 20h da Ponte da Passagem.

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Sábado, 31 de março

Curitiba, PR

Jundiaí, SP

Saída às 15h30 embaixo do viaduto da Av. 9 de Julho.

Natal, RN

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Maceió, AL

Concentração a partir das 18h, em cima do Viaduto Aprígio Vilela.

Ciclistas realizam a primeira edição da Pedalada Pelada em Florianópolis

Não precisa tirar a roupa para participar. Além da capital catarinense, São Paulo também vai participar da Peladada, junto com mais de 30 cidades do mundo.

Muitas vezes desapercebidos no trânsito caótico de Florianópolis, os ciclistas prometem chamar bastante atenção neste sábado. E de uma maneira ainda inédita na cidade: em vez das já tradicionais roupas esportivas dos grupos que toda noite pedalam pelas ruas, nada. Ou, se preferir, usando cuecas ou calcinhas e sutiãs. Ou ainda sungas e biquínis. Ou mesmo coberto dos pés à cabeça. Esse deve ser o tom a Pedalada Pelada ou Peladada que colocará Florianópolis entre as cidades participantes da manifestação mundial World Naked Bike Ride (Passeio Ciclístico Sem Roupa, em tradução livre).

A ideia é mostrar como os ciclistas são frágeis no trânsito, não possuindo armaduras, air bags ou lataria que os proteja, O lema “as bare as you dare” ou “tão nu quanto você ousar”, além de demonstrar que a nudez é opcional, incentiva as pessoas a se despirem tanto quanto se sentem inseguras nas ruas, Os participantes dizem: “Nus, é assim que nos sentimos no trânsito”. A exibição do corpo, muito antes de querer  sensualizar o protesto, mostra justamente como o ciclista se sente no dia a dia, sendo uma alusão à sua perenidade e fragilidade, além da liberdade, interação e convivência proporcionada por um modal que te permite ver o mundo de uma outra maneira, sentindo na pele as intempéries do tempo e a pressa e falta de cautela de maus motoristas.

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Tire suas dúvidas

A saída será da pista de skate da Trindade, em frente ao Shopping Iguatemi, por volta das 19h, em roteiro decidido na hora pelos participantes. O ritmo da pedalada será leve, para possibilitar o acompanhamento por qualquer pessoa. Às 18h, tem início a concentração, no qual, além de socializarem entre si, deverá haver pinturas de corpos, máscaras e faixas, tornando lúdico e interativo para quem acompanhar os ciclistas passando pelos bares, prédios e calçadas.

Legalidade

A exibição do corpo per se não se configura em crime ou infração, sendo, para efeitos da Pedalada Pelada, não consagrada como “atentado ao pudor”. O artigo abaixo foi escrito por um advogado. Ainda assim, na remotíssima hipótese de isso acontecer, há um tutorial jurídico disponível para quem quiser se inteirar mais sobre o assunto.

A Pedalada Pelada e a lei

No Brasil e no mundo

Os primeiros protestos ciclísticos sem roupa ocorreram em 2001 em Saragoça (Zaragoza), na Espanha, ocorrendo em anos subseqüentes de forma independente no Canadá e na Espanha. A partir de 2004, houve uma articulação internacional e já neste ano 19 cidades aderira ao protesto. Atualmente, há uma data sugerida para o WNBR nas cidades do Hemisfério Sul e outra para as do Hemisfério Norte, embora algumas localidades o realizem ainda em outro período.

Neste sábado, 33 cidades devem ter a sua Peladada. No Brasil, além de Florianópolis, está confirmada a participação de São Paulo pela quinta vez consecultiva. Lá, a concentração para a pintura de corpos começa às 18h, na Praça do Ciclista, esquina da Av. Paulista com a R. da Consolação, com saída prevista para as 20h. Não se tem notícia da terceira edição de Brasília.

As primeiras cidades do país a realizarem uma Pedalada Pelada foram São Paulo e Curitiba, no ano de 2008. Em 2009, além de São Paulo, houve participação brasileira em Aracaju e Brasília, sendo nesta última o feito repetido em 2010.

Neste ano ao todo mais de 170 cidades devem aderir ao World Naked Bike Ride,

Charge

A tira abaixo, criada pelo Alexandre Beck especialmente para a Pedalada Pelada de Florianópolis deste ano (e publicada no Diário Catarinense de 10 de março de 2012), mostra um ilustre participante (literalmente ilustrado) que deve pintar por lá: o Armandinho!

Boa ação

Além da primeira Pedalada Pelada de Florianópolis, sábado terá mais uma edição do Projeto Novos Horizontes, parceria entre ciclistas e a ACIC – Associação Catarinense para a Integração do Cego, que promove inserção social do deficiente visual através dessa atividade física. A pedalada sairá às 8h30 da Della Bikes, na R. Juvêncio Costa nº 269, na Trindade.

Saiba mais:

Ciclistas pelados devem fazer manifestação neste sábado em Florianópolis – Diário Catarinense

Veja também:

Ciclistas tiram a roupa em Porto Alegre em protesto contra a violência no trânsito

Ciclistas pelados pela vida

OMS lança campanha para redução de mortes no trânsito

‘Cristo amarelo’ marcará entrada do Brasil em campanha por redução de mortes no trânsito

Brasil é oitavo país em vítimas fatais. Traumas de trânsito são a nona causa de mortalitade no mundo.

Rio de Janeiro – A Organização das Nações Unidas (ONU) lança amanhã (11) uma campanha mundial em favor das ações propostas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para reduzir o número de vítimas do trânsito. De acordo com a OMS, o trânsito mata, por ano, 1,3 milhão de pessoas e deixa cerca de 50 milhões de feridos em todo o mundo.

No Brasil, o lançamento ocorrerá às 18h, no Rio de Janeiro, quando o monumento do Cristo Redentor será iluminado de amarelo, cor de algumas placas do trânsito. “É exatamente para celebrar esse lançamento mundial que o Cristo Redentor, a Torre Eiffel em Paris, a Muralha da China, Times Square em Nova York e outros pontos do mundo vão ficar iluminados de amarelo”, explicou o consultor da OMS no Brasil para a área de traumato-ortopedia, Marcos Musafir.

“Os números [de vítimas do trânsito] não estão caindo. Por isso, a OMS sensibilizou a ONU que, em março, definiu em assembleia geral, que o período entre 2011 e 2020 fo batizado “Década de Ações para Redução de Traumas no Trânsito”, disse Musafir. A meta da organização é reduzir pela metade o número de mortes.

“A produção de veículos vai crescer, mas é preciso melhorar o transporte urbano, dar mais segurança ao usuário, principalmente o mais vulnerável, que são o pedestre, o ciclista e o motociclista. É preciso melhorar a atenção hospitalar e pré-hospitalar com a criação de centros de trauma. É preciso que leis sejam aplicadas, fortalecidas, e que a fiscalização atue bem”, indicou o consultor da OMS.

Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, recebe iluminação amarela na noite desta quarta-feira (11). A mudança na coloração faz parte de uma campanha mundial da OMS (Organização Mundial de Saúde) para reduzir as mortes no trânsito. Foto: Júlio Guimarães / UOL.

Com base nessas diretrizes gerais, cada país poderá criar suas ações e aprimorar o ambiente do trânsito, de modo a deixá-lo mais seguro e mais saudável. Pesquisa feita pela OMS em 178 países, com base em dados de 2008, mostrou que mais de 90% das mortes decorrentes de acidentes no trânsito são registradas em países de baixo ou médio desenvolvimento e que metade dessas vítimas são pedestres, ciclistas ou motociclistas. Essa proporção é ainda maior nas economias mais pobres, diz o estudo.

Marcos Musafir informou que o Brasil, Rússia, Índia e China estão entre os oito países que mais registram mortes no trânsito em todo o mundo. O Brasil ocupa a oitava posição nesse rol. Isso ocorre, segundo o ortopedista, “porque ainda há uma certa negligência, uma certa displicência no cumprimento do Código de Trânsito. Não há respeito à velocidade, ainda se usa álcool e drogas e se dirige, não se usa totalmente o cinto de segurança, não há uma fiscalização muito efetiva”.

Para ele, há uma grande parcela de responsabilidade do Poder Público. “Se o Estado não der condições de locomoção adequada para a população, não pode cobrar multa ou pegar o dinheiro da multa e não utilizar de volta no trânsito”. Essa é uma das recomendações da ONU, para que haja atenção na aplicação dos recursos advindos do trânsito, entre os quais, impostos sobre venda de carros, combustíveis e peças, além dos tributos sobre propriedade de veículos, as multas e as taxas de seguros.

A OMS prevê que em 2030 os traumatismos por acidentes de trânsito passarão a ser a quinta causa principal de mortalidade no mundo. Em 2004, eles ocupavam a nona posição no ranking.

Alana Gandra
Da Agência Brasil

Fontes: UOL, 10 de maio de 2011 (texto) e 11 de maio de 2011 (foto).

Saiba mais:

Campanha de trânsito da ONU ‘pinta’ Cristo Redentor de amarelo – reportagem da Folha de S. Paulo afirma que, no Brasil, 145,9 mil pessoas, a maioria homens jovens e adultos da Região Sudeste, foram tratadas pelo SUS em decorrência de acidentes de trânsito, a um custo de cerca de R$ 187 milhões.

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