15 razões para pedalar pelado em Florianópolis em 2015

Neste sábado, 14 de março, Florianópolis terá a sua quarta edição do World Naked Bike Ride (Passeio Ciclístico Mundial Sem Roupas). A concentração terá início às 16h, com início da pedalada previsto para cerca de 18h. O roteiro será definido na hora pelos participantes, em ritmo leve e sonoro pelas ruas dos bairros da porção central da capital catarinense.

Conhecido popularmente no país como Pedalada Pelada ou Peladada, o WNBR tem como lema “as bare as you dare” ou “tão nu quanto você ousar”. O idéia é chamar a atenção das pessoas para a fragilidade do corpo humano, conscientizando motoristas a terem mais cuidado com a vida humana alheia no trânsito. A ausência de vestimentas refletiria a falta de proteção do ciclista, que não se vê envolvido por uma proteção metálica, como a carroceria de um automóvel, no caso de algum incidente de trânsito. No Brasil, a ampla maioria dos acidentes que têm a bicicleta como um dos veículos envolvidos não tem o ciclista como culpado.

Seguindo esse pensamento, durante o WNBR, quanto menos roupas o ciclista estiver usando, mais inseguro ele se sente com o transito da cidade. Na prática, como é normal em outras cidades do Brasil, a maioria acaba pedalando com roupas de baixo. Em Florianópolis, são muito mais as pessoas tiram tudo do que aquelas que não tiram nada.

Como é facilmente perceptível, um dos principais objetivos da Pedalada Pelada é chamar a atenção e levar à reflexão tanto de motoristas quanto do poder público, colaborando para que, assim, pedalar pela cidade seja mais seguro e agradável ao ciclousuário.

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Florianopolis 2015-03-14 WNBR

Se você ainda tem alguma dúvida quanto a participar ou não do evento, fornecemos abaixo 15 razões para você não deixar de participar da Pedalada Pelada em 2015:

1. Você pode!

Este artigo mostra claramente, com base na legislação, que nem toda nudez será castigada. Não há obscenidade e muito menos indicativo de promiscuidade ou ofensa alheia em se mostrar o corpo como ele é, sem conotação erótica ou sexual. Inclusive, em diversas cidades, pais levam seus filhos para mostrar como um evento desses realmente é: uma forma de protesto bem humorada e bem evidente, que não apela a baixarias e nem prejudica a autoestima ads pessoas, tão denegrida pelos padrões de beleza ditados pela indústria da moda. É, antes de tudo, um exercício de cidadania e de percepção e respeito às diferenças.

2. É um evento mundial

Como o próprio nome diz, o Passeio Ciclístico Mundial sem Roupas não ocorre só no Brasil. A data oficial para o Hemisfério Sul é o segundo sábado de março, embora, por alguma razão desconhecida, em 2015 ela tenha caído na primeira semana do mês em diversas cidades do mundo. O Brasil, entretanto, permaneceu fiel e, além de Florianópolis, São Paulo e Rio de Janeiro também terão sua edição da Pedalada Pelada neste sábado. Além dessas três cidades, houve também Peladada em Porto Alegre. Lá, o WNBR tem ocorrido no dia em que houve o atropelamento coletivo de ciclistas durante a Massa Crítica, em 25 de fevereiro.

3. A Peladada em Florianópolis não é problemática

Florianópolis e Porto Alegre realizam suas edições do WNBR pelo quarto ano consecutivo. No país, estão atrás apenas de São Paulo, que teve sua primeira edição em 2008. Em Santa Catarina, nunca houve um problema devido aos ciclistas – tirando a agressão de funcionário do TITRI contra os ciclistas em 2013. A Polícia Militar freqüentemente acompanha de longe a manifestação, que vira uma grande festa nas ruas, com grande interação do público das ruas e nas sacadas dos prédios. Reiterando, NUNCA houve um problema provocado pelos ciclistas durante as Peladadas de Florianópolis.

No Brasil, houve, por duas ocasiões, ciclistas presos em São Paulo, na primeira e na terceira edição. Nenhum deles hoje tem ficha criminal por ter pedalado pelado. Já os atos de violência da polícia militar paulista foram abundantemente noticiados, não contribuindo em nada para sua reputação já combalida.

4. Você não precisa pedalar pelado!

Apesar do nome, o lema “tão nu quanto você ousar, tão nu quanto você se sentir” apenas provoca o participante a revelar como ele realmente se sente no trânsito do dia a dia. A nudez não é obrigatória, mas opcional. Boa parte das pessoas troca peças de roupa por mensagens ou desenhos no corpo, feitos com tinta.

5. A Av. Madre Benvenuta ainda está sem ciclovia!

Após 9 anos da elaboração de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), a ciclovia da Av. Madre Benvenuta está finalmente com as obras iniciadas. Caso estivesse ficado pronta antes, poderia ter evitado a morte de José Lentz Neto, que faleceu em seu último dia de trabalho quando voltava da UDESC. Durante todo esse tempo, o Shopping Iguatemi procrastinou enquanto pôde a execução da obra – chegou a enviar ao Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis um projeto que beirou ao ridículo em agosto de 2013. Agora, graças à atuação do Ministério Público Federal a do próprio IPUF, a ciclovia começa a ser feita. Entretanto, não se pode comemorar antes da hora: a cidade tem um histórico de atrasos e imperfeições na execução de infraestrutura cicloviária.

6. A Rodovia SC-401 tem uma ciclofaixa!

Um grande exemplo de que não se pode comemorar de forma antecipada uma obra cicloviária em Florianópolis é a SC-401. Apesar de nos projetos técnicos de execução aparecer a alcunha “ciclovia” na mais perigosa e mortal rodovia de Florianópolis, o que foi feito lá, na realidade, foi uma ciclofaixa. Desde que ela foi construída, há três anos, 3 ciclistas já perderam a vida… na própria ciclofaixa! Apesar de uma ciclovia ter sido prevista nesta rodovia desde 1991, ela até agora permanece um exemplo da desmoralização do Estado de Santa Catarina, que, oficialmente, ainda alega que a estrutura “está dentro das normas”. O caso virou um case negativo no livro “Brasil Não Motorizado”.

7. O Floribike não saiu!

Florianópolis é a cidade do mundo (do mundo!) que mais enrola para implantar o seu sistema de bicicletas compartilhadas. O primeiro projeto da cidade data de 2007! Em 2013, quando finalmente foi lançado o último edital, entre tropeços, a licitação deu vazia. Anunciado durante o Fórum Mundial da Bicicleta para março de 2014, o novo edital, pronto ainda em 2013 (com pequenas modificações posteriores), até hoje não foi lançado. A prefeitura até chegou a anunciar que lançaria um edital que desvirtuaria todo o planejamento de mobilidade ciclística da cidade. Ao que parece, voltou atrás e é provável que tenhamos novidades sobre isso nesta próxima semana.

8. A ciclovia da R. Ver. Osni Ortiga ainda não está pronta!

O sonho há muito almejado de ciclovia na Lagoa da Conceição está mais perto do que nunca de acontecer! Mas caminha a passos de tartaruga! Na primeira vez que houve uma manifestação pedindo a construção da obra corria o ano de 1997. Em 2009, chegou-se a se anunciar que a obra ficaria pronta em 6 meses (prazo pouco factível). Há quase 18 anos, portanto, a comunidade da região aguarda a construção da ciclovia. Após adiar por alguns anos, o projeto técnico-executivo, razoavelmente fraco, foi concluído no final de 2012. Em julho de 2013, iniciou-se a primeira etapa da obra, envolvendo aterro e enrocamento, com prazo de conclusão de 4 meses. Após 20 meses, em janeiro deste ano, finalmente parece que essa etapa da obra teve fim. Serão, ao todo, de 3 a 4 etapas para a conclusão da ciclovia da Lagoa!

9. Caieira da Barra do Sul não tem nem projeto!

A ciclovia do extremo sul, nos bairros de Caieira e Tapera da Barra do Sul, foi objeto de reuniões, passeios ciclísticos e intervenções educativas no ano de 2012. Os moradores reclamavam da velocidade dos carros e ônibus e temiam pela segurança de seus filhos, em especial aos usuários de skate. Entretanto, até hoje não foi feito nem o projeto conceitual. A ciclovia da Caieira da Barra do Sul tende a ser mais uma das obras cicloviárias que vão se arrastar por décadas até ficar pronta, exceto em caso de real vontade política. A ciclovia é, junto com a Casa Açoriana, uma das obras mais importantes para a região.

10. Microrrede Centro repousa no esquecimento

Projetada ao menos desde 2008, com a colaboração de um dos mais renomados arquitetos brasileiros, a rede cicloviária do bairro Centro teve algumas de suas rotas construídas nos últimos anos. Apesar de ainda não seguir todas as normas municipais, ganharam ciclofaixas as ruas Bocaiúva, Almirante Lamego, Duarte Schuttel, Heitor Luz, Trompowsky, Dom Joaquim e Hercílio Luz. No entanto, as últimas ciclofaixas no Centro foram construídas pela gestão anterior – e inauguradas por ciclistas durante a Bicicletada Floripa de dezembro de 2012. Na atual gestão, houve até recusa em se buscar recursos junto ao Ministério das Cidades! Nem a “Reunião do Milhão” ajudou à Microrrede Centro a surgir no horizonte.

11. “Reunião do Milhão” não teve efeito algum

Em 26 de agosto de 2013, após pedalar com ciclistas, o prefeito anunciou que investiria R$ 1 milhão ainda naquele ano na mobilidade ciclística. Dentre as decisões tiradas numa reunião ampliada da Comissão Municipal de Mobilidade Urbana por Bicicleta (Pró-Bici), estavam a destinação da verba, principalmente, para reforçar a Microrrede Centro, além de intervenções na passarela da Ponte Pedro Ivo Campos e no Campeche. Além de não ter sido aplicado, o prefeito ainda anulou recursos destinados aos ciclistas previstos no orçamento daquele mesmo ano!

12. Pró-Bici melou

Criada para estreitar laços entre ciclistas e técnicos de carreira, a Comissão Municipal de Mobilidade Urbana por Bicicleta (Pró-Bici) desandou. Tendo que ser atualizada, mesmo com o decreto pronto em março, apenas em outubro de 2013 ela foi melhor redefinida. Esse decreto foi aprovado com muito (muito!) esforço, trazendo um benefício em termos administrativos e burocráticos enormes. Com certa surpresa, um dos responsáveis pelo seu atraso foi o arquiteto e então superintendente do IPUF, Prof. Dalmo Vieira Filho, o mesmo que levou problemas jurídicos pela não participação popular ao Plano Diretor Participativo de Florianópolis. Sendo, por efeito do decreto, presidente dessa comissão, ele nunca fez questão de chamar as reuniões, que, pelo regimento interno, teriam que ser, no mínimo, mensais. Agora, o novo superintendente do órgão tem que assumir essa função, mas até agora não o fez e, antes de ser superintendente, ainda impediu o secretário da Pró-Bici de realizar a sua função.

13. Também pelos 20%

Promessa de campanha, 20% do Fundo Municipal do Trânsito, criado pelo prefeito para centralizar verbas de multas e recursos afins, seria utilizado em prol da bicicleta. Para surpresa, o FMT foi criado sem esse dispositivo e, até hoje, não foi enviado pelo alcaide o projeto de lei que destina os recursos para as ciclovias. Assim, ao menos durante metade da sua gestão, uma promessa que poderia ajudar milhares de florianopolitanos simplesmente ainda sequer começou a tramitar pela Câmara de Vereadores. Para piorar, investigação da Polícia Federal que resultou no afastamento do então presidente da Câmara descobriu que verbas dos radares de trânsito tinham destinação imprópria: corrupção.

14. Carta Sem Compromisso

Durante as eleições, o prefeito eleito assinou o Termo de Compromisso com os Ciclistas, feito pela ViaCiclo, Bike Anjo Floripa, Bicicletada Floripa e Bicicleta na Rua. Até agora, praticamente nenhuma promessa foi cumprida, incluindo a única que previa uma data. A construção de 40km de ciclovias nos primeiros 18 meses foi simplesmente ignorada, tendo sido construído cerca de um quarto disso, apenas – e de forma pontual. Para o Movimento Floripa Te Quero Bem, formado pela RBS, Instituto Guga Kuerten, Instituto Comunitário Grande Florianópolis (Icom) e Instituto Vilson Groh, o prefeito prometeu 40km em 4 anos de governo. Eleito, entretanto, no Plano de Metas consta apenas 20km até 2016. Ou seja, metade do que era para ser feito em 18 meses deverá ficar pronto em quase o triplo do tempo.

15. Desplanejamento cicloviário reina

Durante todo o mandato atual, hoje um desplanejamento enorme em termos de mobilidade urbana na cidade, com projetos pontuais desconectados da realidade e da necessidade da cidade! O teleférico e o projeto de canaletas para Bus Rapit Transit (BRT) são exemplos perfeitos dessa ausência de gestão e vontade. Em vez de tirar uma pista para automóveis, o BRT vai circular onde hoje existe a melhor ciclovia da cidade, a da Av. Beira-Mar Norte, que vai ficar onde hoje existe o passeio, que vai ficar onde hoje fica o mar! Há apenas 4 anos, o passeio da Beira-Mar foi revitalizado, ao custo de R$ 9 milhões, contando com nova pavimentação, arborização, mobiliário urbano e pérgolas, além de melhorias no enrocamento do aterro! Um dos itens principais do Termo de Compromisso com os Ciclistas, a criação de uma diretoria para tratar da bicicleta, pouco avançou. Prevista em trabalhos acadêmicos do  Projeto Pedala Floripa, do Grupo CicloBrasil, situado na UDESC, como fundamental desde 2004, a Diretoria de Mobilidade Ativa chegou a ser encaminhada ao prefeito através da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico Sustentável para ser parte constituinte da Secretaria de Mobilidade Urbana. Após ser desidratada por assessores do prefeito, a Diretoria foi simplesmente ignorada nas reformas administrativas posteriores. Sem ela, e com os projetos do IPUF sendo historicamente ignorados pela Secretaria de Obras, com a Secretaria de Mobilidade Urbana sendo meramente espectadora, não se pode planejar obras cicloviárias a médio e longo prazo com eficiência e racionalidade. Tampouco se pode vislumbrar a existência de obras não pontuais, mas sim conectadas por um eixo orientador das reais demandas da cidade e da sociedade.

Como se pode ver, existem sim motivos para você pedalar pelado neste sábado.

Mobilização por calçada e ciclovia na Barra do Sul vem desde 2007

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Um pedido simples arrasta-se já por mais de cinco anos. Calçadas e ciclovias na região da Barra do Sul, em Florianópolis, ainda teimam em não surgir na paisagem bucólica que compreende quatro comunidades do sul da Ilha de Santa Catarina.

As mobilizações do que seria o primeiro Plano Diretor Participativo da capital catarinense promoveram a primeira sistematização das necessidades e demandas das comunidades de Caiacanga-açú, Tapera da Barra do Sul, Caieira da Barra do Sul e Naufragados.

Em documento datado provavelmente de dezembro de 2007, a Sociedade Amigos da Barra do Sul mostra os resultados dos encontros que abrangem a área de cerca de 4.000 moradores.

Dentre as diretrizes, advindas de oficinas temáticas e reuniões desse sub-núcleo do Distrito do Ribeirão da Ilha, duas têm relação com a bicicleta.

Referindo-se ao tema de “Infraestrutura Social”, no assunto “Esporte”, encontramos:

Reserva de áreas e contrução de quadras poliesportivas, campos de futebol, pistas de bicicross em todas as comunidades

Na reunião que ocorreu em 24 de maio de 2012, outra demanda também foi citada pelos jovens: pistas de skate. De fato, a bicicleta e o skate são facilmente percebidos na paisagm local, apesar dos perigos de sua débil estrutura viária.

No tema “Mobilidade”, o assunto “Ciclovias” aparece com destaque:

Criação de uma ciclovia na Caiacanga ao longo da rodovia

Dentre as inúmeras demandas do documento, esta foi das poucas que tiveram uma resposta. Já iniciaram os estudos para a implantação de pista ciclável nas localidades da Tapera e Caieira da Barra do Sul, embora o trecho ainda não chegue à Caiacanga.

O local tem altíssimo potencial cicloturístico. Muitos ciclistas optam por fazer o trajeto de Florianópolis ao sul de Palhoça pela travessia de barco que existe na Caieira da Barra do Sul, em vez de enfrentarem as altas velocidades e paisagens cinzas das margens da BR-101.

Ainda assim, cinco anos se passaram e a paisagem está longe de se modificar. Quanto tempo, afinal, pode-se levar para ficar  pronto de menos de cinco quilômetros de ciclovia? Quanto tempo um governo pode se fazer de negligente em não proporcionar segurança aos alunos das escolas que vão para lá de bicicleta? Quantos acidentes, com os respectivos impactos na saúde física e psicológica, do cidadão e da gestão, irão ocorrer até que alguma providência seja tomada?

Os antiexemplos da Barra do Sul e da Lagoa da Conceição são reflexos emblemáticos de uma omissão estatal que não pode se deixar acontecer.

Saiba mais:

Moradores querem ciclovia na Caieira da Barra do Sul
Moradores vão atrás de calçada e ciclovia para o sul de Florianópolis

Prefeitura no Bairro recebe demandas de ciclistas

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No último sábado de janeiro, a Prefeitura Municipal de Florianópolis recebeu mais de 300 reivindicações de seus cidadãos. Pela quarta vez em 2013, a “Prefeitura no Bairro” aproximou políticos e moradores na tentativa de aprimorar a gestão pública e conhecer mais de perto os anseios de quem habita a capital catarinense.

Em duas das versões anteriores, em Canasvieiras e no Campeche, já tinha havido reivindicações por parte de pessoas que andam de bicicleta. Dessa vez, no bairro Pantanal, eu fui lá levar diversas demandas dos mais variados segmentos ciclísticos para serem apreciados pelos secretários, vereadores e pelo chefe do Executivo. De bicicleta, pouco após às 10h30, cheguei à tenda montada no terreno da Eletrosul.

Prefeitura no Bairro recebeu demandas por ciclovias em Florianópolis.

Prefeitura no Bairro recebeu demandas por ciclovias em Florianópolis.

Confira abaixo um resumo com as conversas.

Secretaria do Continente

O atual secretário João Batista Nunes (PSDB) reconheceu-me logo de chegada. Propus-lhe um planejamento de curto, médio e longo prazo para a melhoria das condições ciclísticas nos bairros não-ilhéus.

A curto prazo, pode-se realizar a instalação de bicicletários adequados em parques e prédios públicos, além de se realizar os acessos à única ciclovia urbana da região, a Av. Poeta Zininho (Beira-mar do Estreito). Por incrível que pareça, a obra, inaugurada no último aniversário da cidade após anos de construção, não contempla os acessos à ciclovia em seu começo nem em seu final.

Para médio prazo, a retirada da gaveta de projetos como a revitalização da orla de Coqueiros, por sinal uma das promessas de campanha do ex-prefeito Dário Berger (PMDB), e o aproveitamento dos estudos cicloviários feitos por técnicos holandeses possibilita uma ampliação importante da malha cicloviária em uma região densamente ocupada.

Por fim, o sistema de bicicletas coletivas de Florianópolis (Floribike) pode sofrer sua primeira ampliação agregando a porção continental e a definição de pontos de aluguel de bicicletas por lá é uma medida de longo prazo que pode, desde já, tomar forma.

O secretário afirmou que no final de fevereiro pretende se reunir com o Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis (IPUF) e com ciclistas para alavancar a questão.

Secretaria de Obras

O secretário de Obras e vice-prefeito João Amin (PP) recebeu de braços abertos para poder falar sobre diversos problemas que hoje afligem os ciclistas de Florianópolis.

Primeiramente, entreguei cópia de um ofício da Associação dos Ciclousuários da Grande Florianópolis (ViaCiclo) solicitando a retirada das tachas laterais da R. Dep. Antonio Edu Vieira, a principal rua do Pantanal. Instaladas após o asfaltamento da via, esses refletores instalados na linha branca próxima ao meio-fio são desnecessários, não cumprindo função para o tráfego automotor, mas prejudicando enormemente o fluxo de ciclistas. Em determinados locais, os ciclistas chegam a perder 40cm de uma faixa onde poderiam transitar, tendo que conduzirem suas bicicletas mais para o meio da rua, colocando-se em risco maior e prejudicando, também, o fluxo de automóveis. Na véspera mesmo, minha caramanhola caíra da bicicleta por causa da trepidação que essas tachas ocasionam.

Tratando ainda do Pantanal, solicitei uma revisão do projeto de pseudoduplicação da R. Dep. Antonio Edu Vieira, que certamente mais afetar negativamente o tráfego de ciclistas e pedestres.

Tachas prejudicam o trânsito de bicicletas no bairro Pantanal.

Tachas prejudicam o trânsito de bicicletas no bairro Pantanal.

Sobre o bicicletário do Campeche, cujos paraciclos são sofríveis, a resposta foi rápida: “Vamos arrumá-los!”, falou. Um dos técnicos da Obras ao seu lado, afirmou que eles não haviam encontrado um modelo para o Brasil, tendo tido bastante dificuldade em definir um estacionamento de bicicletas melhor. Falei-lhe sobre o modelo padrão de Florianópolis, no qual chega a caber mais bicicletas, no mesmo espaço ocupado pelos paraciclos atuais, e com um custo aproximadamente igual.

Paraciclo no Campeche é considerado inadequado pelos ciclistas.

Paraciclo no Campeche é considerado inadequado pelos ciclistas.

A reformulação da Comissão Municipal de Mobilidade Urbana por Bicicleta (Pró-Bici) também foi motivo de conversa, visto que é quase certa a presença alguém da secretaria de Obras nela.

O secretário pediu ajuda para a resolução dos problemas com as ciclofaixas na região central, dispôs-se a receber-me e a um grupo variado de ciclistas em sua secretaria e afirmou que em finais de fevereiro vai tratar com o IPUF sobre os projetos que já existem lá para poderem ser implantados em Florianópolis.

A legislação municipal, que prevê a implantação de pista ciclável em todas as novas ruas de Florianópolis, foi tema de debate também. Desrespeitada veementemente pelo governo anterior, e Lei Complementar Nº 78/2001 foi sancionada pela mãe do atual vice-prefeito, Angela Amin.

Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano

Por uma questão de viagem do titular Dalmo Vieira Filho, Rodolfo Matte ocupou-se em ouvir os moradores pela SMDU e por suas divisões e autarquias, incluindo a Secretaria Executiva de Serviços Públicos (SESP), a Fundação de Meio Ambiente (FLORAM) e o IPUF.

Levei-lhe ao conhecimento este artigo sobre as ciclofaixas de lazer, contendo diretrizes para que a implantação do projeto tenha sucesso.

Relembrei também um pedido de ciclistas que fora prometido ser cumprido até outubro do ano passado: a instalação de placas de advertência para a manutenção da distância de 1,5m do ciclista nas pistas com mais de uma faixa de rolamento por sentido.

Falamos brevemente sobre a Pró-Bici, situada dentro do IPUF, que pode contribuir enormemente para a ampliação decente das pistas cicláveis em Florianópolis.

Câmara de Vereadores

O vereador Celso Sandrini (PMDB) é um dos apoiadores do processo de revitalização da Caieira da Barra do Sul e da Taperinha, em projeto que prevê a implantação de ciclovias, calçadas e áreas verdes. Afirmou que a comunidade está ansiosa pelo projeto. Disse ainda que as pessoas de seu gabinete estão em férias e que após fevereiro vai agendar reunião no IPUF para essa revitalização e para a implantação da Casa Açoriana.

Prefeitura Municipal

Fui o penúltimo a conversar com o prefeito Cesar Souza Júnior (PSD). Levei-lhe o convite de campanha do Bike Anjo Floripa de pedalar na cidade com integrantes do grupo, ao que disse com honestidade a uma assessora: “Tou devendo isso. Foi compromisso da campanha ainda. Anota aí! Estou precisando mesmo pedalar um pouquinho.”

Prefeito conversa com a comunidade. Ao fundo, ciclista em conversa com o secretário de Obras e vice-prefeito, com técnicos atentos. Foto: Martinho Ghizzo / PMF.

Prefeito conversa com a comunidade. Ao fundo, ciclista em conversa com o secretário de Obras e vice-prefeito, com técnicos atentos. Foto: Martinho Ghizzo / PMF.

Sobre o edital do Floribike, que estava em sua mesa pronto para publicação, afirmou que estava encaminhando para a área jurídica tudo o que havia sobre editais e licitação. Por sinal, poucos dias depois, uma reunião foi agendada pela administração municipal para dar encaminhamento ao projeto.

Por fim, sobre a necessária atualização da Pró-Bici, disse-lhe que uma proposta de composição deve chegar em suas mãos em março, permitindo agilidade nos processos que envolvem a circulação de bicicletas

Fabiano Faga Pacheco

Saiba mais:

Prefeitura no Bairro recebe grande público no Pantanal

Florianópolis: Programação do Dia Mundial Sem Carro 2012

Dia 22 de setembro é o Dia Mundial Sem Carro (World Car Free Day), mas a segunda quinzena de setembro contempla também a Semana Nacional do Trânsito, a Semana da Mobilidade Sustentável e a Semana da Bicicleta de Florianópolis.

Para marcar estas datas, vários eventos estão marcados. Confira aí a agenda!

Sábado, 15 de setembro

Foi realizado o Passeio Ciclístico da Caieira da Barra do Sul, expressando o desejo das comunidades da Taperinha e da Caieira por melhorias viárias que contemplem o pedestre, o ciclista e o skatista. Cerca de 60 pessoas participaram. Durante o caminho, aproveitou-se para se fazer anotações técnicas com representantes da comunidade, visando aprimorar a revitalização daquele trecho da Rod. Baldicero Filomeno, com a implantação de mirantes e acesso às praias, bem como o tombamento de patrimônios históricos da região.

Fotos:
Luis Antônio Peters

Quinta-feira, 20 de setembro

Foi realizada mais uma edição do Desafio Intermodal de Florianópolis. A largada ocorreu na Concha Acústica da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) às 18h26min, com chegada no Largo da Alfândega. Participaram pessoas em automóvel, motocicleta, bicicleta fixa, bicicleta comum, skate elétrico, patins, ônibus, caminhando e correndo.

O evento foi organizado pelo Bicicleta na Rua, pela Bicicletada Floripa e pela Associação dos Ciclousuários da Grande Florianópolis (ViaCiclo).

Evento no Facebook

Arte: Audálio Marcos Vieira Júnior

Sexta-feira, 21 de setembro

Bicicletada Nacional contra as Ciclofarsas

Os ciclistas de várias cidades manifestam seu descontentamento contra a má vontade na execução de obras providas de adequada engenharia de trânsito, bem como contra as ciclofaixas de lazer que funcionam apenas aos domingos.

Enquanto em São Paulo, em plena Avenida Paulista mais uma faixa de lazer é criada, durante a semana os ciclistas urbanos arriscam suas vidas. Invenção brasileira, as ciclofaixas com horário fixo de funcionamento espalharam-se por Campinas e Curitiba, tendo hoje várias cidades com projetos que fingem que a bicicleta é tratada como veículo.

Enquanto isso, em cidades como Florianópolis, ciclofaixas são retiradas para colocação de tubos de esgotamento sanitário e uma nova camada de asfalto, sendo que, após mais de um ano, não foram recolocadas (Cachoeira do Bom Jesus) ou pintadas conforme a lei (Agronômica). Isso sem contar na ciclovia sem começo nem fim da recém-inaugurada Beira-Mar do Estreito e nos nove postes que há três anos repousam no meio da ciclofaixa da Fazenda do Rio Tavares.

Evento no Facebook

Sábado, 22 de setembro

Passeio Ciclístico do Campeche

A partir das 9h30, a ViaCiclo e a Escola da Fazenda promovem a pedalada do Campeche, numa manifestação pró-melhorias das ciclofaixas da região e pela instalação do Parque Cultural do Campeche (PACUCA).

Passeio Ciclístico do Centro

PASSEIO CICLÍSTICO EM COMEMORAÇÃO AO DIA SEM CARRO

Dia: 22/09/2012
Horário:
09 horas
Local:
Calçadão em frente à Catedral Metropolitana

Objetivo do evento:

Conscientizar o uso da bicicleta como uma alternativa de transporte e marcar o lançamento do Projeto Ciclovia de Domingo.

Neste evento será realizado também uma pesquisa entre os participantes do passeio ciclístico, com objetivo de avaliar o roteiro proposto para o Projeto Ciclovia de Domingo.

Haverá distribuição de camisetas aos participantes do passeio ciclístico.

Haverá também um sorteio de 2 bicicletas entre os participantes da pesquisa.

  • Pesquisa: Formulário a ser preenchido pelos participantes no final do passeio e entregues a organização do evento. Em formato A4, contendo perguntas objetivas sobre o roteiro realizado.
  • Sorteio: A ser realizado no final do passeio ciclístico e entre aqueles que preencherem o formulário da pesquisa.
  • Projeto Ciclístico de Domingo: Projeto que visa estabelecer um domingo mensal no qual será realizado um passeio ciclístico pela cidade.

Concentração:

No local de concentração do evento será montado uma tenda para divulgação de projetos e programas ciclísticos, programa de conscientização de motoristas de ônibus, distribuição de folders de conscientização sobre uma boa convivência entre motoristas, ciclistas e pedestres e água aos participantes.

Organizadores:

– PMF: IPUF, Secretaria de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico Sustentável, Secretaria de Obras e Secretaria de Transportes, Mobilidade e Terminais

 Apoio:

– Pró-Bici
– ViaCiclo
– Guarda Municipal
– Polícia Militar
– Grupo Globo

(Veja o mapa em PDF)

Pedalada com Elson Pereira

O candidato à Prefeitura Municipal de Florianópolis Elson Manoel Pereira (PSOL) realizará paralelamente ao passeio ciclístico do Centro, a sua pedalada pelo Dia Catarinense Sem Carro. Com fornecimento de auxílio em programas de pesquisa em Geografia que abrangeram os conceitos de bacias cicloviárias, o candidato teve, no decorrer dos últimos anos, participação ativa na introdução de um novo conceito de ocupação espacial, que privilegia a bicicleta e a caminhada aos veículos motorizados individuais.

Passeio Ciclístico de São José

Passeio ciclístico acontece neste sábado em São José

No próximo sábado (22), será realizado o 3º Passeio Ciclístico de São José. O evento que traz como slogan “Pela Paz no Trânsito” terá como ponto de partida o estacionamento da Beira-Mar de São José (Avenida Acioni de Souza Filho). A concentração iniciará às 14h e a saída será às 15h30min. Haverá sorteios de bicicletas e brindes surpresas. O percurso será acompanhado pela Guarda Municipal de São José e qualquer pessoa pode participar.

O 3º Passeio Ciclístico de São José é organizado pelo departamento de Educação Para o Trânsito da Secretaria de Segurança, Defesa Social e Trânsito de São José. Mais informações no telefone (48) 3259-6160 ou no site educacaogmsj.blogspot.com.

Guarda Municipal de São José

Ritmos das Cidades

Diversos eventos vão acontecer neste sábado na UFSC, entre às 10h e às 18h. Dentre os destaques, vai ocorrer a 1ª Circunferência de Mobilidade.

Baixe o folheto em PDF

O evento é organizado por ViaCiclo, Floripa Quer Mais, Mob Floripa, Moto Repórter, Associação de Motociclistas da Grande Florianópolis (AMO) e Grupo de Estudos da Mobilidade Urbana. Confira a programação completa no site Ritmos das Cidades ou baixe em PDF.

No espaço da ViaCiclo, haverá a seguinte programação (MODIFICADA):

10h – Palestra “A Inserção da Bicicleta na Política Nacional de Mobilidade Urbana”, com Giselle Noceti Ammon Xavier (CEFID/UDESC)
12h – CicloCine: “O Garoto da Bicicleta”
14h30 – Palestra “Cicloturismo”, com equipes dos projetos EcoAustral e Travessia Pacífico-Atlântico
16h – Palestra “A Bicicleta em Florianópolis”, com Fabiano Faga Pacheco (ViaCiclo)
17h30 – Entrega da Carta de Compromisso com os Ciclistas pelos candidatos

(clique sobre a imagem para ampliá-la)

CicloCine

O CicloCine ocorrerá às 12h, com a exibição do filme “O Garoto da Bicicleta” (Le Gamin au Vélo, Bélgica , 2011), vencedor do Grande Prêmio do Júri do Festival de Cannes. Leia aqui crítica no site Omelete.

Maratona Intermodal

Uma disputa interessante vai ocorrer juntos aos eventos ligados ao Ritmos das Cidades. Na Maratona Intermodal, os participantes têm que fazer percursos usando a criatividade para cumpri-lo com meios de transporte sustentáveis. Confira o regulamento AQUI.

Domingo, 23 de setembro

Beira-Mar Livre [de Carros]

Em alguns trechos no sentido Bairro-Centro, a Avenida Beira-Mar Norte será interditada para realização de atividades educativas e de lazer.

Passeio Ciclístico do Floripa Shopping

3º Passeio Ciclístico Floripa Shopping

Saúde nunca sai de moda, por isso o Floripa Shopping promove mais uma edição do Passeio Ciclístico no dia 23 de setembro, domingo.

O evento é uma iniciativa do Floripa Shopping em prol do Dia Mundial Sem Carro, comemorado em 22 de setembro.

O objetivo é promover uma atividade de conscientização para a prática esportiva, incentivando o uso da bicicleta, que é um meio de transporte ecologicamente correto e saudável.

Esta 3ª edição conta novamente com o patrocínio da Centauro do Floripa Shopping e da Ciclo Vil Bike. E traz ainda, pela primeira vez, o patrocínio da Plastkolor e Gráfica Natal.

O apoio ao evento é da Academia Curves e Nacional Supermercados do Floripa Shopping e da universidade Univali.

O percurso é de 5 km e a largada acontece na entrada principal do Floripa Shopping (SC-401), na área de estacionamento externa em frente ao shopping, às 9h da manhã. O trajeto será feito pela Rodovia Virgílio Várzea, sentido Norte da Ilha, até o Centro Administrativo do Governo do Estado com retorno ao mesmo local da largada.

Confira as atividades que teremos durante toda a manhã:

– A Centauro distribuirá bonés para os participantes;

– O Nacional disponibilizará garrafinhas de água para a hidratação dos participantes;

– Antes da pedalada, a Academia Curves realizará avaliação de gordura corporal nas participantes mulheres; e

– Profissionais da área da Saúde da Univali estarão presentes prestando serviços de bambuterapia e pinturinha de rosto e distribuindo balões.

O Passeio contará ainda com o apoio do 4º Batalhão da Polícia Militar de Florianópolis acompanhando e garantindo a segurança os participantes durante o percurso.

E, após a pedalada, haverá sorteio de brindes dos nossos parceiros e ainda o sorteio do prêmio principal, uma bike da Ciclo Vil Bike.

E aí, vamos pedalar?

 

Traga a família toda para este agradável passeio e faça você também parte do MOVIMENTO ECOFRIENDLY do Floripa Shopping.

Esperamos por você.

Sábado, 29 de setembro

Passeio Ciclístico dos Ingleses

PASSEIO CICLÍSTICO DOS INGLESES

Dia: 29/09/2012
Horário:
09 horas

Objetivo do evento:

Marcar o início revitalização da ciclovia dos Ingleses.

Haverá distribuição de bonés aos participantes do passeio ciclístico.

Haverá também um sorteio de 2 bicicletas entre os participantes do passeio ciclístico.

Concentração:

No local de concentração do evento será montado uma tenda para divulgação de projetos e programas ciclísticos, programa de conscientização de motoristas de ônibus, distribuição de folders de conscientização sobre uma boa convivência entre motoristas, ciclistas e pedestres e água aos participantes.

Organizadores:

– PMF: IPUF, Secretaria de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico Sustentável, Secretaria de Obras e Secretaria de Transportes, Mobilidade e Terminais
– Comunidade do sistrito de Ingleses do Rio Vermelho

Apoio:

– Pró-Bici
– ViaCiclo
– Guarda Municipal
– Polícia Militar
– Grupo Globo

Caieira da Barra do Sul tem o seu passeio ciclístico

Neste sábado, haverá o primeiro passeio ciclístico das comunidades da Taperinha e Caieira da Barra do Sul, no extremo sul da Ilha de Santa Catarina, em Florianópolis. A concentração ocorrerá na Escola Municipal Rural Desdobrada Lupércio Belarmino da Silva, na Taperinha, a partir das 14h, com saída para pedalar às 15h, em direção à Caieira, num percurso de cerca de 8km no total.

As crianças estão sendo convidadas a fazerem desenhos mostrando o que almejam para a região. Os desenhos devem ser expostos na escola durante a concentração do passeio, ocasião na qual serão colhidos depoimentos da comunidade. A pedalada terá paradas técnicas para os pesquisadores do Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis (IPUF) trocarem impressões com os moradores de como deve sair o projeto de ciclovia e calçada na região.

Conforme divulgado em primeira mão pelo Bicicleta na Rua, os moradores almejam melhorias viárias na principal rua do distrito do Ribeirão da Ilha, como a implantação de infraestrutura para pedestres e ciclistas.

Segue abaixo o release recebido:

PASSEIO CICLÍSTICO NA TAPERA DA BARRA DO SUL E CAIEIRA DA BARRA DO SUL

Dia: 15/09/2012
Horário:
14 horas
Local:
Escola Básica Lupércio B. da Silva

Objetivo do evento:

Marcar o início de estudo preliminar do projeto da ciclovia a ser executada na comunidade

Concentração:

No local de concentração do evento será montado uma tenda para divulgação de projetos e programas ciclísticos, programa de conscientização de motoristas de ônibus, distribuição de folders de conscientização sobre uma boa convivência entre motoristas, ciclistas e pedestres e água aos participantes.

Trajeto do passeio ciclístico:

Saída da Escola Básica Lupércio B. da Silva, seguindo até o final da Caieira e retornar para Escola.

– Aproximadamente 4 km em 1 hora

Organizadores:

– Comunidades da Tapera da Barra do Sul e Caieira da Barra do Sul

Apoio:

– Prefeitura Municipal de Florianópolis: Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis (IPUF); Secretaria de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico Sustentável (SMCTDES); Secretaria de Obras; Secretaria de Transportes, Mobilidade e Terminais (SMTMT);
– Comissão Municipal de Mobilidade Urbana por Bicicleta (Pró-Bici);
– Associação dos Ciclousuários da Grande Florianópolis (ViaCiclo);
– Guarda Municipal de Florianópolis;
– Polícia Militar.

Moradores querem ciclovia na Caieira da Barra do Sul

Em reunião realizada no último dia 24 de maio, no Salão Paroquial anexo à Igreja Bom Jesus dos Pescadores, na Tapera da Barra do Sul, extremo sul da Ilha de Santa Catarina, em Florianópolis, os moradores foram unânimes em apontar a ciclovia como opção ideal para ser implementada junto à revitalização que começa a ser projetada para o local.

O projeto de “Reordenamento do Sistema Viário da Caieira da Barra do Sul”, feito pelo Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis (IPUF) em parceria com a comunidade, foi apresentado pelos arquitetos Joel Pacheco e Vera Lúcia Gonçalves da Silva e pelo estagiário Leandro Pieper Nunes.

Vera Lúcia fez um histórico da região e apresentou para as três dezenas de pessoas presentes as opções viáveis tecnicamente, dentre as quais pseudociclofaixa, passeio compartilhado, ciclofaixa unidirecional em ambos os lados da via e ciclovia bidirecional voltada para o morro, bem como as vantagens e desvantagens de cada uma delas.

Vera Lúcia faz uma comparação das opções possíveis para os ciclistas.

A proposta de revitalização abrange cerca de 4km da Rodovia Baldicero Filomeno, entre as localidades de Caieira da Barra do Sul e Tapera da Barra do Sul. O local não apresenta condições seguras para pedalar ou caminhar. O projeto também contempla passeios e iluminação, além de mobiliário urbano.

– Acho que está bem claro que ciclovia é o que a comunidade quer. Mas precisamos amadurecer a ideia – pondera a moradora Adenides Lopes.

Já Kátia Vieira vai além:

– Ciclovia da Lupércio [Escola Desdobrada Lupércio Belarmino da Silva] à Caieira eu já acho pouco! Desde que asfaltaram a região eu já vi muita gente chegando [para morar] e mais: muita bicicleta, um aumento muito grande do número de ciclistas e cicloturistas. Muita gente pedalando.

Caso todo o trecho passe a ter ciclovia, 224 propriedades precisariam de pequena adaptações, a maioria pequenos recuos de muros, que poderiam ser trocados por índices construtivos.

Moradores discutem revitalização da Caieira da Barra do Sul.

Histórico

Insatisfeitos com a insegurança no trânsito gerada após o asfaltamento da região, que permitiu excessos de velocidades tanto dos automóveis quanto dos ônibus, os moradores organizaram um abaixo-assinado.

A partir dele, houve o envolvimento do vereador Celso Sandrini (PMDB), que se mobilizou junto ao IPUF para pensar as melhorias na região. Essa foi a terceira reunião na comunidade. As primeiras ocorreram em 20 de dezembro e em 28 de fevereiro.

A próxima reunião aberta será nesta quarta-feira, 13 de junho, às 20h, no Salão Paroquial da Tapera da Barra do Sul.

Fabiano Faga Pacheco

Atualização em 13 de junho de 2012, às 13h16min: a reunião foi procrastinada, ainda sem data definida.

Veja também:

Moradores vão atrás de calçada e ciclovia para o sul de Florianópolis

Moradores vão atrás de calçada e ciclovia para o sul de Florianópolis

Em agosto, os moradores das comunidades Caieira da Barra do Sul e Tapera da Barra do Sul, extremo sul da Ilha de Santa Catarina, em Florianópolis, levaram ao Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis (IPUF) uma solicitação pedindo a construção de calçadas e uma ciclovia entre ambas comunidades.

Os arquitetos do IPUF mostraram-se interessados em viabilizar a execução do projeto. Os moradores entregaram um abaixo-assinado e irão conversar com os proprietários de imóveis junto à rodovia, para autorizar recuo do terreno onde devem ser implantadas ciclovias e calçadas.

O projeto passará por pré-avaliação da Comissão Municipal de Mobilidade Urbana por Bicicleta de Florianópolis (Pró-Bici) no próximo dia 23 de janeiro.

Melhorias como estas beneficiam os moradores de várias maneiras, não apenas trazendo mais segurança, mas também incentivando o turismo e melhorando a qualidade de vida e a saúde da população, que terá um local apropriado e seguro para pedalar e fazer caminhadas.

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