(Vídeo) Jornal do Meio Dia: Sete pessoas já morreram pedalando na SC-401, em Florianópolis

Vítimas que sobreviveram após acidentes no local relatam a experiência e a falta de segurança de pedalar na rodovia. Conheça as histórias de sobrevida das atletas Ivone Tarine e Marta Fiorentini.

Conteúdo exibido originalmente no programa Jornal do Meio Dia, edição de Florianópolis, da RIC Record SC, em 29 de dezembro de 2015.

Poesia – Bicicleta Fantasma

“Esta poesia é dedicada a todos os ciclistas mortos por atropelamento nesse país e, em especial, ao nosso companheiro ciclístico Egon Koerner Júnior, que falecei atropelado por um motorista bêbado quando participava de uma prova de superação – Audax na cidade de Curitiba.” 

BICICLETA FANTASMA

Cabisbaixa às margens da estrada, subjugada, punida, ignorada, batida pelo tempo.
Sou bicicleta fantasma, minha morte faz te lembrar
Que hoje sou bicicleta sem alma; muitas outras eu tento salvar.
Dividida, atônita, aturdida, pressa ao teu passado; sofro só de vê-los passar sem um corpo a me pedalar.
Sou bicicleta branca, fantasma, sabe lá o nome que querem me dar,
Sou calada, amordaçada, indefesa e não posso falar.

Sou bicicleta sem alma, minha morte faz te lembrar
Ninguém sabe agora és morta.
Nem disso eu posso falar.
Amordaçam minhas rodas, não posso gritar.
Entre amarras e presilhas, meu corpo minhas rodas estão livres mas não posso tu levar.
Sou bicicleta morta, o significado de estar morta só eu posso lhes mostrar.

Sou uma velha, desprezada, reciclada, remontada sabe lá, o nome que querem me dar,
Mas sou bicicleta morta e da morte te fazer lembrar.
Sou menina, sou menino, não importa! Sou simplesmente bicicleta morta.

Fui roubada, ultrajada para outro me usar, mas sou bicicleta morta e pro meu lugar devo voltar.
Vejo amigos, vejo estranhos, vejo a vida me rondar.
Vejo as lágrimas da amada que se curva a chorar.
Vejo luas, tempestades, vejo o inverno passar.
Vejo flores de saudades, lembranças a me acalentar.
Represento vida e morte daqueles que vejo passar.

Sou bicicleta morta, e morta estou,
Sou bicicleta branca, e branca estou,
Sou fantasma sem alma, sabe lá o nome que ainda terei
Fantasma sem alma; morta está… e branca me tornei.
Tu que me fizeste fantasma, branca sem alma, de ti sempre lembrarei.

Nicolau Marques Júnior
[Florianópolis, 2014]

Pratique ciclismo sem riscos à saúde

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Saiba como evitar lesões causadas pela prática incorreta do ciclismo

Problemas mais comuns são as tendinites nos joelhos e as hérnias de disco

Mais que adrenalina e velocidade, o ciclismo pode permitir uma sensação única de liberdade para quem pratica. Considerado o sétimo esporte mais saudável pela revista Forbes, em 2010, a modalidade proporciona resistência cardiorespiratória, força e resistência muscular, flexibilidade, além do gasto calórico, mas pode ser aliado de danos corporais se praticado de maneira incorreta, excessiva ou se acontecerem quedas graves. Entre as ocorrências estão a fascite plantar, a parestesia peniana, as lesões musculares e a lombalgia — que se não for tratada pode evoluir para uma hérnia de disco.

O fisioterapeuta Giuliano Martins, diretor regional da Associação Brasileira de Reabilitação de Coluna (ABRC), explica como isso acontece:

— As dores nas costas são decorrentes da posição mal ajustada do ciclista sobre a bicicleta. Os músculos que podem ser afetados são os glúteos, piriforme, isquiotibiais paravertebrais, multífidos e o quadrado lombar. Este último está localizado entre primeira vértebra lombar e vai até a segunda vértebra sacal, conhecidas como L1 e S2. Por isso que a escolha e a regulagem correta do equipamento são importantes para evitar as lombalgias, e futuramente, as hérnias de disco.

Alongamento e fortalecimento muscular estão entre as principais recomendações preventivas para quem pretende praticar ciclismo. Foto: Eduardo Schaucoski / Divulgação.

Alongamento e fortalecimento muscular estão entre as principais recomendações preventivas para quem pretende praticar ciclismo. Foto: Eduardo Schaucoski / Divulgação.

Martins explica que outro problema muito comum nos joelhos são as tendinites.

— O movimento de pedalar é feito principalmente pelo quadríceps mais especificamente pelo vasto medial. Uma pedalada com técnica errada ou pedalada com muita sobrecarga (subidas, pedaladas travadas) vai sobrecarregar esta musculatura e pode causar lesões. É importante escolher o tamanho de quadro correto ao tamanho de cada pessoa e observar as regulagens e os ajustes para o corpo. Outro conselho é evitar pedalar em marchas muito pesadas para não sobrecarregar os joelhos e realizar aquecimentos antes e alongamentos depois dos exercícios — esclarece.

Inseridos no grupo de risco, os sedentários devem ter cuidados redobrados na hora da prática esportiva.

— Estas pessoas possuem uma grande fraqueza nos músculos. Estes músculos são os responsáveis por manter a coluna estabilizada e a postura sobre a bicicleta é fator determinante no surgimento de lesões cervicais e lombares, por isso a musculatura fortalecida é essencial — destaca Martins.

Segundo o especialista, em casos de hérnia de disco, o recomendado é tratar o paciente com fisioterapia e a técnica de RMA (Reconstrução Músculo Articular da Coluna Vertebral), que reúne também as mesas de tração e flexo-descompressão.

— A dica para a prevenção de qualquer dano, além do fortalecimento, é sempre se alongar antes e após o exercício, fazer abdominais, repouso adequado e, é claro, saber o próprio limite — completa.

Conheça outras lesões e como evitá-las:

Lesões musculares

Ocorrem principalmente no tríceps sural e nos quadríceps, em geral por, overuse (excesso de uso). Alongue-se diariamente após os exercícios.

— Procure praticar musculação para promover o fortalecimento dos grupos musculares envolvidos no ciclismo.

— Descanse depois de treinos muito árduos e de competições. O repouso deve fazer parte de seu treinamento.

Parestesia peniana

É a dormência e falta de sensibilidade na região entre as pernas, que vai apoiada no selim da bicicleta. Nas mulheres ocorre a parestesia dos grandes lábios. O nervo, quando submetido a uma compressão por longo período de tempo, passa a ter menor sinal de impulso nervoso, o que leva a perda de sensibilidade temporária. Não há relatos de perda de potência devido ao ciclismo. Cada um deve conhecer o limite de tempo que pode ficar sentado sobre o veículo. Para iniciantes, apenas 20 minutos podem gerar incômodos.

— Use bermuda de ciclismo com o forro feito de uma espuma de alta densidade, mesmo em aulas de ciclismo indoor.

— Procure adquirir um selim vazado no centro que ajuda a aliviar a pressão nessa região.

Fascite plantar

É a sensação de queimação na planta do pé, dor na parte posterior da sola ao tocar o chão. Geralmente o pior momento da dor acontece durante os primeiros passos pela manhã ou durante o início da corrida. Dentre os fatores predisponentes encontram-se a falta de alongamento e aquecimento, mais comum em pés cavos, obesidade, pronação e supinação excessivas e idade avançada.

— Procure usar sapatilhas próprias para ciclismo.

Fonte: Vida e Saúde / Diário Catarinense on line, em 23 de outubro de 2013, às 7h01.

Saiba mais:

(Mobilidade nas Cidades) Caminhar e pedalar salvam vidas

(XI) Especial Floribike: Bicicletas coletivas que salvam vidas

O Dopping no Ciclismo Profissional

Pedalar para o trabalho fortalece o coração

Novidades ciclísticas #3

Após um final de semana cicloviajando, voltam neste sábado as novidades ciclísticas da semana. Confira!

Governo do Japão estuda criar Ministério da Promoção da Bicicleta – O País do Sol Nascente pretende ampliar seus atuais 11 ministérios para permitir a uniformização e simplificação de legislação ciclística, além da implantação de estruturas cicloviárias para promover o uso da magrela no país, que será sede dos Jogos Olímpicos de 2020.

O custo das ciclovias

Prefeitura garante R$ 22 milhões para a ampliação de ciclovias – Em tempos de discussão da Lei Orçamentária Anual, é sempre bom relembrar esta matéria do ano passado, referente a Curitiba. Enquanto em Florianópolis, todas as obras cicloviárias estão paradas, os recursos buscados em Brasília não contemplam os ciclistas e sequer se viu a aplicação do R$1 milhão comprometido a partir de setembro para este ano, em Curitiba um valor extremamente maior constava já no orçamento.

Eduardo Euzebio

Mais uma tragédia. Infelizmente Eduardo Euzébio, ciclista da seleção brasileira, morreu atropelado – O ciclista catarinense de 18 anos havia sido recentemente chamado para a seleção brasileira. Praticante do esporte havia 9 anos, treinava em Curitiba e fazia parte da equipe Fundação Municipal de Esportes de Criciúma (FME)/Hidrorepell Tintas/Bike Point. Havia ganho duas medalhas de ouro no brasileiro de ciclismo júnior. Foi atropelado quando pedalava sozinho na BR-277 entre Curitiba e o litoral do Paraná, no dia 13.

Motorista de caminhão passa no sinal amarelo e mata ciclista de 14 anos – Alexander tinha 14 anos quando foi atingido por um motorista de 25 que acelerou para cruzar no sinal amarelo em Curitiba. Neste artigo, Alexandre Costa Nascimento questiona a falta de ação e de fiscalização, fatores que levam à Indústria da Morte.

Ciclista é atropelado na SC-401, em Florianópolis – Valtrik Leopoldo Pinheiro, de 53 anos, foi atropelado por um automóvel quando tentava cruzar a rodovia SC-401, a Rodovia das Mortes, que desde 1991 deveria ter ciclovia. O atropelamento aconteceu no km4, às 21h30 do dia 13. O motorista fugiu e o ciclista foi levado para o Hospital Celso Ramos.

Poesia – Bicicletar é o verbo

Uma nova onda está surgindo
E não pode mais parar
Todo mundo aderindo
Pra mãe natureza ajudar
Purificar a atmosfera
Tornar melhor nossa terra
Vamos todos pedalar.

Bicicleta é o transporte
De quase todo lugar
Na reta e nas subidas
Nas montanhas e além mar
Serve pro corpo e mente
Torna o sangue mais quente
Vamos todos pedalar.

Jovens, crianças, idosos
Correndo ou devagar
Saem felizes com suas bikes
Alegres a passear
Fazer amigos então
Uns a outros dando as mãos
Vamos todos pedalar.

Tem bike de todo tipo
Se começa vai viciar
É uma linda paixão
Que você tem que abraçar
Te leva a vários lugares
Vais respirar novos ares
Vamos todos pedalar.

Tem muitas competições
Nas estradas a trilhar
Os ciclistas se esforçam
Pelo primeiro lugar
É muito bonito de ver
Bikes coloridas a correr
Vamos todos pedalar.

As mulheres também são feras
Querem sua garra mostrar
Se vestem com muita elegância
De acordo com o lugar
Tem Elas no Pedal
Nas roças de sisal
Vamos todos pedalar.

Grandes viagens são feitas
Nas montanhas e beira mar
Com sua mochilas nas costas
Por esse mundão a trilhar
São os guerreiros ciclistas
Que ganham sem medo as pistas
Vamos todos pedalar.

Seja no deserto de sal
Na Bolivia ou no Pará
Nas trilhas de lama e pedras
Por esse mundo a acampar
Andando em duas rodas
Em linhas retas ou tortas
Vamos todos pedalar.

Tem também os apetrechos
Pra nossa vida salvar
Luvas e capacetes
Óculos pra proteger nosso olhar
Apetrechos obrigatórios
Tem bússolas e tem relógios
Vamos todos pedalar.

É muito gostoso esse esporte
Se você começa vai amar
Brisa fresca no seu rosto
Cabelos no vento a despentear
O cheiro verde do alecrim
A rosa vermelha carmim
Vamos todos pedalar.

Termino aqui meu cordel
Não tenho mais o que falar
O verbo meu bem no momento
É o verbo bicicletar
Eu bicicleto daqui
Você bicicleta dalí
Vamos todos pedalar.

Vamos formar as equipes
Sair por aí a trilhar
Incentivar as pessoas
A natureza preservar
Ela feliz agradece
Nosso coração enriquece
Vamos todos pedalar.

Tenho 63 anos de vida
Só tenho que me alegrar
Tenho uma grande equipe
Que aprendi a amar
TRILHAR SAÚDE E AVENTURA
É adrenalina pura
Vamos todos pedalar.

Minha cidade é guerreira
No sertão ela está
Minha amada Santa Luz
Eu amo esse lugar
Sou Marlene A poetisa
Sou vento, sou fogo, sou brisa
Vamos todos pedalar.

Cordel de Marlene Araújo, “A Poetisa”

Retirado do Vá de Bike.

Veja também:Renas Barreto

Hoje as lágrimas lubrificam as correntes
Poesia – Descoberta
Poesia – Culto à caixa
Poesia – Peabiru

O Dopping no Ciclismo Profissional

Marcelo Sgarbossa, ex-ciclista profissional, abordou nesta quinta-feira, 23 de fevereiro, no Fórum Mundial da Bicicleta, em Porto Alegre, sobre o freqüente uso de dopping por ciclistas.

A mais comum substância usada no dopping é a EPO (Eritopoietina). Ela não aumenta a explosão muscular, mas sim a capacidade de captação de oxigênio pelos tecidos. Os tratamentos que envolviam o uso de EPO para melhorar a performance do ciclista demora cerca de um mês para dar os resultados esperados. Além de EPO, envolvia também aspirina, para dar maior fluidez ao sangue, cuja viscosidade a EPO aumenta. Além disso, o tratamento provoca sonolência. “Você chegava ao alojamento e via os atletas parecendo zumbis”, disse Sgarbossa.

O ciclista conta que, durante uma competição, é normal você perder cerca de 7L de líquido por dia, deixando, dessa forma, seu sangue mais concentrado. Essa perda de líquidos, associada ao uso de EPO, já provocou morte de ciclistas por parada cardiorrespiratória no meio de algumas provas.

Quanto à EPO, que estimula a produção de glóbulos vermelhos no nosso sangue, Sgarbossa explica que o hematócrito normal de uma pessoa varia de 40% a 50% de volume de glóbulos vermelhos em relação ao volume de sangue. Acima desse valor, é considerado dopping por uso de EPO.

Dificilmente, hoje em dia, um atleta vai bem nas competições durante o ano todo. Os tratamentos são feitos para que o ciclista esteja no auge durante dois ou três meses durante o ano, na prova de sua preferência. Um rodízio mensal é feito nas equipes de forma que durante todo o ano algum atleta esteja em condições ótimas de competir.

O hormônio do crescimento (growth hormone) também é outra substância utilizada. Provoca aumento nas extremidades do corpo: mãos, pés, nariz, orelha, dedos, braços, pernas, pênis. Possui efeito mesmo após as pessoas pararem naturalmente de crescer.”Você vê um atleta de 23 anos que num ano calçava 41 e, no seguinte, passou a 43″. O crescimento das extremidades provoca deformações no corpo, dando-o uma aparência estranha.

É mais comum na Europa. Na Itália, por exemplo, onde o ciclismo é idolatrado, é comum pais levarem os filhos adolescentes ao médico para ver se algo pode ser feito para que seu filho adquira um biótipo físico típico de um ciclista profissional.

É muito difícil você prevenir novas formas de se dopar um atleta. “Primeiro vem o dopping, depoi a cura”, diz Sgarbossa. A partir do momento em que uma substãncia que melhora o rendimento de um atleta é considerada dopping, são buscadas novas formas de camuflá-la para obter o mesmo rendimento sem que ela seja detectada nos exames, reclama.

Sentimento extravasado

Nesta sexta-feira, em meio à Bicicletada Floripa, deparamo-nos com o Roberto Lemos, da IronMind, equipe da qual já cheguei a participar e pela qual estavam treinando os triatletas Rodrigo Lucianetti Machado e Marcelo Occhialini Godoy, quando um guri praticamente da minha idade, embrigado, atingiu-os no acostamento na pista contrária, causando a morte de Rodrigo e graves sequelas ao Marcelo.

Semana passada, o caso foi à frente. Abordei um ciclista com a camisa da IronMind na ciclovia da Av. Beira-Mar Norte no mesmo momento em que acontecia uma audiência sobre o caso. Alguns minutos depois, alguém me passa um celular mostrando a mensagem abaixo.


De fato, os ânimos exaltados não deixam de expressar uma sensação de alívio e, quiçá, o fim da impunidade para os crimes de trânsito que tanto fazem temer aqueles que fazem da bicicleta seu meio de vida, de lazer e/ou de locomoção.

Saiba mais:

Motorista embriagado que matou ciclista no Jurerê vai a júri popular – Moacir Pereira divulga o andamento do processo.
Para não esquecer – Primeira ghost bike de Florianópolis – reportagem do Diário Catarinense, versão impressa, sobre a Passeata pela Vida.
Começa julgamento do jovem embriagado que assassinou triatleta após Lei Seca – o Jornal Notícias do Dia alerta sobre a primeira audiência do caso em questão.
Ato pede segurança para ciclistas – vídeo do programa SC no Ar.
Passeata faz homenagem a triatleta morto ao ser atropelado por motorista bêbado – reportagem do Diário Catarinense sobre a Passeata pela Vida.
Motorista embriagado provoca morte de ciclista em Florianópolis – reportagem do Diário Catarinense sobre a tragédia dos ciclistas.
Papo no Deinfra: sobre bicicletas em acostamento e o caso de Jurerê – conteúdo do Bicicleta na Rua mostra que se pensava em retirar as bicicletas-fantasmas dos locais onde foram instaladas.

Veja também:

Ciclistas mortos na Grande Florianópolis após a vigência da Lei Seca – relação, infelizmente já desatualizada, dos ciclistas que morreram atropelados na região. O caso em questão inaugura a lista. O último falecimento ocorreu neste mês em ciclofaixa recém-inaugurada.

Motorista embriagado que matou ciclista no Jurerê vai a júri popular

Notícia publicada no blogue do Moacir Pereira em 19 de janeiro de 2012, às 16h41, que pode ser vista também neste link.

A sentença de pronúncia proferida em Ação Penal Pública ajuizada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) contra Thiago Luiz Stabile, por homicídio consumado e por tentativa de homicídio, foi mantida pela 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça. A sentença de pronúncia determina o julgamento do réu perante o Tribunal do Júri. Thiago é acusado de, sob efeito de álcool, atropelar dois ciclistas, tendo causado a morte de um dele. A denúncia apresentada pela 36ª Promotoria de Justiça da Comarca da Capital narra que, em agosto de 2008, Thiago conduzia seu automóvel em alta velocidade na Rodovia SC-402, no sentido Centro-Jurerê, quando, nas proximidades do clube “El Divino”, passou para a pista contrária, atropelou e matou Rodrigo Machado Lucianetti e causou lesões corporais graves em Marcelo Occhialini Godoy.

Consta na denúncia do Ministério Público que o acusado tentou fugir do local, mas não conseguiu em função dos danos sofridos em seu automóvel. No momento em que foi abordado pela Polícia Militar, o teste de alcoolemia de Thiago revelou a concentração de 0,73 mg/l de álcool por litro de ar expelido nos pulmões.

A defesa apelou para tentar reverter a pronúncia, ao argumento de que não houve apreciação de suas teses, entre elas a de abuso de poder dos policiais que algemaram o réu, além do fato de o juiz sentenciante não ser o mesmo que presidiu a instrução dos autos. Requereu, ainda, a absolvição sumária ou, em último caso, a desclassificação dos crimes para homicídio não intencional. Todos os itens foram rechaçados pela câmara.

“A existência de indícios consistentes, apontando o acusado como autor do delito, é suficiente para autorizar o envio do feito à sessão plenária do júri”, disse o desembargador Carlos Alberto Civinski, relator do recurso. Para ele, “é incabível a absolvição sumária, fundada na alegação de [ausência] de embriaguez, uma vez que há indícios de autoria diante dos depoimentos colhidos dos policiais militares que realizaram o flagrante e de testemunhas que presenciaram a abordagem policial, além do teste de alcoolemia realizado logo após os fatos”. Cabe recurso da decisão.

Saiba mais:

Para não esquecer – Primeira ghost bike de Florianópolis – reportagem do Diário Catarinense, versão impressa, sobre a Passeata pela Vida.
Começa julgamento do jovem embriagado que assassinou triatleta após Lei Seca – o Jornal Notícias do Dia alerta sobre a primeira audiência do caso em questão.
Ato pede segurança para ciclistas – vídeo do programa SC no Ar.
Passeata faz homenagem a triatleta morto ao ser atropelado por motorista bêbado – reportagem do Diário Catarinense sobre a Passeata pela Vida.
Motorista embriagado provoca morte de ciclista em Florianópolis – reportagem do Diário Catarinense sobre a tragédia dos ciclistas.
Papo no Deinfra: sobre bicicletas em acostamento e o caso de Jurerê – conteúdo do Bicicleta na Rua mostra que se pensava em retirar as bicicletas-fantasmas dos locais onde foram instaladas.

Veja também:

Ciclistas mortos na Grande Florianópolis após a vigência da Lei Seca – relação, infelizmente já desatualizada, dos ciclistas que morreram atropelados na região. O caso em questão inaugura a lista. O último falecimento ocorreu neste mês em ciclofaixa recém-inaugurada.

Desprezo ao transporte ativo e ‘olá’ aos engarrafamentos

A reportagem abaixo foi originalmente publicada na edição impressa do periódico Diário Catarinense em 25 de janeiro de 2011 (pág.33). Você pode ler a matéria no site do DC aqui.

MOBILIDADE URBANA

Poucas pedaladas e menos caminhadas

Região Sul prefere usar o coletivo e o carro, segundo o estudo do Ipea

Utilizamos com menor frequência a bicicleta e caminhamos menos no dia a dia do que o restante do país. Por outro lado, o Sul é a segunda região que mais utiliza o transporte urbano e o carro como meio de transporte.

Mesmo utilizando menos o carro que os moradores do Sudeste, a percepção das pessoas é a de que enfrentamos um número maior de congestionamentos. Estes são alguns do resultados do Sistema de Indicadores de Percepção Social (Sips) Mobilidade Urbana divulgado ontem pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

A pesquisa ouviu 2.770 pessoas nas cinco regiões do país em suas residências para apurar o que os moradores acham sobre o assunto. A assessoria do instituto divulgou apenas dados regionais, sem disponibilizar informações específicas sobre Santa Catarina.

Na região Sul, 21,9% dos entrevistados afirmaram que enfrentam mais de um congestionamento por dia. O número está acima da média nacional (20,5%) e da região Sudeste (21,6%) e situa-se atrás apenas do Norte (26,2%). Somadas as outras variáveis, 55,9% dos moradores do Sul enfrentam pelo menos um congestionamento por semana.

Na outra ponta, um em cada quatro moradores do Sul (26,5%) afirmou nunca ter enfrentado um congestionamento na vida.

Os indicadores revelaram que o transporte preferido pelos moradores do Sul, com 46,3% das respostas, foi o público, seguido dos carros (31,7%) e motos (12,4%).

A região foi a que teve o menor índice de pessoas que utilizam a bicicleta para se locomover (2%), assim como o menor desempenho do país entre os que vão para os seus destinos a pé (7,6%).

A utilização dos transportes públicos, de bicicletas e de motos cai conforme aumenta o nível de escolaridade dos entrevistados. No mesmo sentido, o maior uso de automóveis é identificado entre as pessoas que concluíram ou começaram o ensino superior.

País vai mal no transporte coletivo para deficientes

A integração entre ônibus é utilizada no dia a dia por 42,6% dos entrevistados da região. Outros 33,7% não tem acesso a nenhum tipo de integração de meios de transporte.Na falta de conexões, ficamos atrás apenas da região Norte e bem acima da média nacional, de 26,3%.

O país, com a região Sul incluída, ainda vai muito mal na adaptação do transporte coletivo para os portadores de necessidades especiais.

Segundo os indicadores, 40,5% dos veículos nunca ou raramente estão adaptados para este público no Brasil. Na região Sul, o desempenho é um pouco pior que a média nacional: 41% dos entrevistados apontaram para este problema.

Se estamos mal em disponibilizar acessibilidade para os portadores de necessidades especiais no transporte público, lideramos o ranking do país na percepção sobre o respeito aos pedestres e ciclistas: 42,4% dos entrevistados afirmaram que eles sempre são respeitados no trânsito.

No Sudeste, região com o pior desempenho do país, este índice cai para 16,1%.

O transporte escolhido pelos moradores do Sul também é apontado como o mais seguro do país. Na região, 71,7% afirmaram que nunca foram assaltados e que desconhecem alguém que tenha sido ao utilizar o meio de transporte preferido. Na média do país, apenas 57,7% dos entrevistados deram este tipo de resposta.

O mesmo ocorre quando é medida a quantidade de acidentes no meio de transporte utilizado: 66,8% dos entrevistados na região disseram nunca terem se acidentado e que não conhecem pessoas que passaram por isto – a média no país é de 53,4%.

(veja em .pdf)

Alessandra Ogeda

11 razões para fazer o Audax Floripa 2010

Restam poucas vagas para mais uma edição do Audax Floripa, que será realizado no domingo, 21 de março, em Florianópolis e São José (SC).

Mais uma vez, a atual maior prova não-competitiva de ciclismo do Estado ocorrerá na capital catarinense. E vem com muitas alterações e novidades que prometem melhorar – e muito – a qualidade desta edição em relação ao ano passado.

O percurso foi alterado. A logística, também. O apoio do governo estadual também veio para este ano, depois do relativo sucesso de 2009.

Abaixo, citamos 10 outras razões para você participar do Audax:

1 – Numa atitude inédita, os ciclistas terão a oportunidade de pedalar por cima da Ponte Colombo Sales, vislumbrando a histórica Ponte Hercílio Luz.

2 – Em outra oportunidade única, os ciclistas passarão por dentro do terreno da Base Aérea da Tapera, por dentro da qual só militares estão autorizados a passar.

3 – Acabou o sufoco para a maioria dos participantes: os trechos de paralelepípedo no Ribeirão da Ilha não estão no percurso oficial.

4 – Os PCs (Postos de Controle) estarão cheios e fartos! Houve mudança quanto aos responsáveis pela logística dos alimentos (maior reclamação em relação a 2009) e, desta vez, já está tudo preparado para os ciclistas adquirirem suas energias durante a prova. [O que vai ter lá? Melhor não contar ainda para não estragar a surpresa do momento!]

5 – Pela primeira vez, os ciclistas passarão pela Av. Paulo Fontes, que foi fechada ao tráfego de veículos motorizados (exceto ônibus) no final de 2009, mais humanizada.

6 – Pela última vez se passará pela R. Ver. Osni Ortiga como ela se encontra hoje. Ano que vem deverá estar pronta a primeira ciclovia da Lagoa!

7 – Haverá vários trechos com ciclovias  e ciclofaixas (embora parte malfeita e/ou com problemas, inclusive de acessibilidade) como a da Av. Beira-Mar Norte, Via Expressa Sul, Av. Hercílio Luz, Av. da Saudade, além dos bairros Agronômica, Ingleses, Cachoeira do Bom Jesus (Av. Luiz Boiteux Piazza) e Rio Tavares, além da Tapera, Armação (compartilhados) e Canasvieiras (indefinida na Rod. Tertuliano de Brito).

8 – São José, município adjacente a Florianópolis, incluindo seu centro histórico (e a ciclovia de sua beira-mar), também faz parte do percurso.

9 – O Morro da Lagoa, um dos locais de maior inclinação dos trajetos urbanos de Florianópolis, não está incluído no roteiro! Quer moleza maior que essa?

10 – A edição de 2009 demonstrou o espírito de solidariedade e companheirismo entre os participantes, que, diferente de todas as demais provas de ciclismo, se cumprimentavam ao encontrarem-se.

Quer mais uma razão ainda? Tá legal…

11 – Estarão na prova os ciclistas Márcio May, que representou o Brasil em três Jogos Olímpicos, Michael Lin, triatleta australiano, Jorge Rovetto, vice-campeão panamericano de ciclismo em Cuba-1998, Luiz Faccin, que completou o Randonée/Audax Paris-Brest-Paris em 2007, e Peter Cox, inglês que palestrará no Fórum das Américas sobre Mobilidade Urbana nas Cidades.

Veja também:

10 razões para fazer o Audax Floripa

Pedale em grupo em Florianópolis

A reportagem abaixo foi publicada na Revista de Verão, nos dias 31 de dezembro de 2009 e 1º de janeiro de 2010 (pág. 15). Dica do Daniel no blogue do Movimento Ciclovia na Lagoa Já. Você pode ler, também, a matéria na internet através deste link ou baixá-la em .pdf.

Festa? Nada disso. Essa galera se reúne para agitar as noites de verão em longas pedaladas pelas ruas. E o melhor: não precisa ser profissional

Em vez da sandália de salto, tênis. No lugar do coquetel, uma garrafinha de água. Para gastar a energia, a pista de dança dá lugar às ruas. Diversão na noite de Florianópolis não é necessariamente sinônimo de festa. As pedaladas noturnas organizadas por grupos de ciclistas ganham cada vez mais adeptos.

Eles ocupam as movimentadas ruas lado a lado com os carros e as motos. A cada dia é um percurso diferente. Para participar, basta força de vontade e fôlego. Daí é só entrar em contato com os organizadores (leia quadro abaixo), equipar a bike e ter muita disposição.

Melhorar a autoestima, a saúde e a qualidade de vida são alguns dos benefícios listados pela galera que já aderiu às excursões noturnas.

O empresário Alexandre Souza, 40, foi um dos pioneiros na cidade. Em 2005, com 10 amigos, decidiu encarar o trânsito de um jeito diferente: exercitando-se.

Nem as duas horas de percurso nas ruas tiram o sorriso do rosto do pessoal. Foto: Flávio Neves.

Mais de 400 pessoas já estão cadastradas no grupo que ele criou, chamado Duas Rodas. As turmas contam com cerca de 35 ciclistas a cada noite.

O ponto de encontro e o grau de dificuldade são avisados com antecedência por e-mail. São, em média, 35 quilômetros, percorridos em aproximadamente duas horas.

– O grupo sempre anda junto. A cada cinco quilômetros a gente se reagrupa. É importante que o ciclista tenha o mínimo de condicionamento físico para poder acompanhar o ritmo – explica Alexandre.

O empresário também lembra que pedalar em grupo é uma forma mais segura e divertida de se exercitar, já que Florianópolis ainda não conta com uma ciclovia extensa:

– Quando estamos juntos, os motoristas respeitam mais.

Há dois anos, Priscila da Silva Schroeder Fernandez, 35, entrou para o grupo. Hoje, comemora a mudança no estilo de vida e contabiliza os benefícios – como os nove quilos a menos.

– Até meu humor mudou. O clima é muito bom. Saio daqui sempre pronta para encarar mais um dia com alegria – empolga-se.

Fernanda Gobbi

Fotos: Flávio Neves.

Saiba mais:

Novo grupo de ciclistas em Florianópolis

Bicicleta é destaque no Diário Catarinense

Superação sobre duas rodas

A reportagem abaixo foi originalmente publicada no Jornal Notícias do Dia, versão do Vale do Rio Tijucas, em 21 de dezembro de 2009 (pág. 28). A matéria pode ser vista também em .pdf aqui.

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Gente. Claudiomir faz duas coisas com bicicleta: vende peixes e ganha troféus

Ele dá duro no pedal

O peixeiro Claudiomir Dias, 34 anos, passa o dia na estrada vendendo peixes e frutos do mar. Sua principal ferramenta de trabalho é uma bicicleta com duas caixas de isopor. Diariamente, ele pedala cerca de 40 quilômetros por estradas de chão de Tijucas, Porto Belo e Itapema. A rotina começa logo que o sol nasce, quando ele sai para buscar o peixe, fresquinho, direto dos pescadores. Quando chega em casa, por volta das 15h, almoça e descansa até o final da tarde, quando então troca a bicicleta de carga por uma de corrida.

Apaixonado por esporte, Dias trocou as academias de musculação pelos pedais. Até então, corria apenas por diversão. A primeira competição da qual participou foi em 2005, a convite de amigos. Depois da prova passou dois anos sem competir, voltando apenas em 2007. De lá para cá, não parou mais de pedalar em busca de medalhas e troféus.

Correndo na categoria speed para atletas de 30 a 34 anos, Dias conquistou o campeonato brasileiro da modalidade em 2008, disputado na cidade de Santa Luzia, em Minas Gerais. Antes disso, ele tinha deixado o título escapar no ano anterior. Na prova, realizada em Rolante, no Rio Grande do Sul, Dias errou o percurso quando liderava a prova.

“Com meu equipamento, que custa R$ 500 reais, eu consigo chegar na frente”

Claudiomir Dias, peixeiro e ciclista

Para manter a forma, o atleta percorre 450 km por semana. Quando tem competição, ele treina diariamente. Fora isso, o trabalho diário com a venda de peixes ajuda no condicionamento físico, assim como as pedaladas com os amigos. “Todas essas atividades ajudam a superar as dificuldades do dia a dia”, afirma, com resignação.

Para encarar a rotina de quatro provas por mês, o peixeiro conta com pequenos patrocínios de empresas da cidade. Os valores, tímidos, ajudam apenas nas despesas com alimentação. “Eu recebo R$ 300 por mês, mas tenho que dividir com outro atleta”, explica Dias.

Magrela sem recursos

As dificuldades vão além das despesas com transporte e alimentação durante as competições. Para correr, o peixeiro utiliza uma bicicleta com poucos recursos e que está defasada em relação às utilizadas pelos outros competidores.

“Se eu tivesse uma bicicleta adequada, meus resultados seriam melhores. Mas eu não reclamo. Com meu equipamento, que custa R$ 500, eu consigo chegar na frente de pessoas que têm bicicletas de até R$ 40 mil”, avalia.

Otimismo para dar e vender

Exemplo de dedicação e amor ao esporte, o ciclista diz que corre mais pela saúde do que pelos resultados. A inspiração dele vem de Valcemar Justino da Silva, que foi campeão brasileiro de ciclismo aos 41 anos. “Eu admiro muito o trabalho dele. Se ele conseguiu, eu também posso”, projeta o ciclista peixeiro.

Em 2010, o atleta de Tijucas espera dias melhores. Ele vê a possibilidade de ser contratado por uma equipe de Joinville. “Se eu conseguir esse apoio, vou disputar o Campeonato Catarinense de igual para igual com os outros competidores da minha categoria”, avisa, confiante.

Enquanto a equipe não confirma a parceria, ele segue pedalando uma bicicleta carregada de peixes durante o dia e treinando à noite. Sem desanimar, o peixeiro sai sobre duas rodas em busca de seus sonhos e objetivos. “Eu gosto de andar de bicicleta. Com ou sem patrocínio, vou continuar participando das competições atrás de medalhas e troféus para minha coleção”, projeta o confiante vendedor de peixes.

Everton Palaoro

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Uma perna e duas rodas – conheça a história de Alarico Alves de Moura, que, apesar de ter a perna esquerda amputada, tornou-se octacampeão de provas de ciclismo.

Pedalar para o trabalho fortalece o coração

O hábito de ir de bicicleta ao trabalho ajuda a previnir problemas cardiovasculares, apontou  o trabalho de conclusão de curso intitulado “Comparação da modulação autonômica cardíaca entre indivíduos sedentários e ciclistas”, de Henrique Machert Pereira Bruno e Hidalina Rodrigues de Macedo, do curso de Educação Física da Universidade São Judas Tadeu.

No estudo, foram avaliadas 8 pessoas sedentárias e 7 ciclistas que utilizam a bicicleta em seu cotidiano. Eles tiveram que ficar 24h sem realizar atividade física para a realização dos exames sangüíneos e de avaliação cardíaca.

Não houve diferença significativa entre sedentários e ciclistas quanto a colesterol, glicemia, triglicérides e pressão arterial, mas foi observada uma redução na freqüência dos batimentos cardíacos nos ciclistas, explicitada no aumento dos intervalos R-R (entre assístoles cardíacas) no eletrocardiograma, bem como um menor balanço simpato-vagal. Isto ocorreu devido ao aumento da ação do sistema nervoso parassimpático. A diminuição da freqüência cardíaca previne diversos problemas do coração, como infarto.

A prática regular de exercício físico tem se mostrado eficaz na proteção ao sistema cardiovascular. O sedentarismo é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares. A realização de atividades moderadas, como pedalar 30min por dia, diminui a incidência delas.

Ciclistas na Av. Paulista: pedalar ao trabalho, além de prazeroso, faz bem ao coração. Foto: Polly Rosa.

Ciclistas na Av. Paulista: pedalar ao trabalho, além de prazeroso, faz bem ao coração. Foto: Polly Rosa.

Lançamento de livro em São Paulo

Recebi já há alguns dias o convite para o lançamento do livro abaixo e julguei legal compartilhá-lo.

Lançamento de livro Ciclismo 2009-10-26

Pretendo aparecer lá na Bela Vista e, quiçá, adquirir um exemplar de “Ciclismo – Treinamento, Fisiologia e Biomecânica” (Phorte Editora, São Paulo, 2009, 336p.). Nem tanto pelo primeiro item, visto que as provas ciclísticas que mais me atraem são aquelas em que o espírito de união entre os participantes sobrepõem-se à competitividade. Aquelas em que o grande desafio está na autossuperação. Entretanto a fisiologia e a biomecânica do pedalar são de grande interesse a todos aqueles que se utilizam regularmente da bicicleta. Conhecer melhor a como ocorre o movimento permite-nos previnir lesões no joelho e na coluna, por exemplo. Saber como nosso organismo responde ao pedalar em marcha mais pesada ou girando mais influencia diretamente nos nossos objetivos ao praticar exercício físico, sejam eles perder peso, adquirir resistência, completar uma cicloviagem com disposição ou enfrentar a mais temida das subidas.

Em busca dessas respostas e em como melhorar minha postura e minha pedalada pretendo ir a esse lançamento. Minha espectativa quanto a este livro é alta – e espero daqui alguns meses fazer uma resenha sobre ele.

Livro “Ciclismo: Um giro pela Europa”

“Ciclismo: um giro pela Europa” (2ª ed., Editora da UFSC, Florianópolis, 2006, 168p.) conta a história de seu autor, Paulo MS Coelho Santos, que, em 1986, junto com os amigos Hercílio da Costa Neto e Murilo Krüger, concretizou o projeto “Giro ciclístico visitando universidades européias”.

Em uma narrativa corrida e de fácil leitura e compreensão, o livro aborda desde a idéia original, surgida em meio a uma conversa ao acaso, as dificuldades dos então estudantes com apoios e patrocínios na preparação para a viagem até, claro, a conclusão da aventura após mais de 8000 km percorridos em pouco mais de 5 meses, em roteiro que incluiu Portugal, Espanha, França, Bélgica, Holanda, Alemanha, Luxemburgo, Suíça, Itália, San Marino, Vaticano e Mônaco.

O texto relembra causos passados durante a empreitada e, através deles, mostra aspectos da cultura dos povos desses países, bem como a relação destes com os viajantes e com a bicicleta.

Ciclismo - Um giro pela Europa - capa

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