Escola do Rio Tavares promoverá passeio ciclístico

A Escola Básica Municipal João Gonçalves Pinheiro, localizada na Rua Silvio Lopes de Araújo, no bairro Rio Tavares, em Florianópolis, irá realizar neste sábado, 8 de agosto, um passeio ciclístico pelas ruas principais da planície do Campeche. A concentração começará às 8h, com saída prevista para às 9h. Participam da organização, além do professor Wladson Dalfovo e a sua Turma 81, a empresa de cicloturismo Caminhos do Sertão, o Bike Anjo Floripa e o projeto Bicicleta na Escola.

A pedalada, aberta ao público, faz parte de um trabalho integrado de desenvolvimento educacional, político e ambiental dos alunos, sem deixar de buscar um apelo da comunidade e dos governantes para o incentivo ao uso da bicicleta como meio de transporte seguro, eficiente e não poluente.

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Florianopolis 2015-08-08 Rio Tavares

A planície do Campeche é um dos locais mais propícios ao pedalar de toda a Ilha de Santa Catarina. De formação sedimentar e com geomorfologia moldada pela erosão eólica, a região foi uma das primeiras bacias cicloviárias estudadas no país. Há quase uma década a geógrafa e hoje professora do Instituto Federal Catarinense (IFC), campus Camboriú Roberta Raquel propôs uma microrrede cicloviária abrangendo toda a região. Por todo o percurso pelo qual os alunos passarão deveriam haver ciclovias, de acordo com o Projeto Rotas Inteligentes, gestado desde 1997 pelo Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis (IPUF).

As ciclofaixas que existem hoje, na Av. Pequeno Príncipe e no trecho da SC 405 na Fazenda do Rio Tavares, foram construídas entre 2008 e 2010 e receberam muito pouca manutenção. Até o começo deste mês, havia trechos inteiros dessas ciclofaixas recobertas por areia. Em 2012, a Av. Campeche foi revitalizada, sem, entretanto, implantação de estrutura cicloviária. A SC406, apesar de ter uma emenda orçamentária para se buscar recursos da União, não tem sequer projeto técnico-executivo em formulação.

O que as crianças de hoje querem é mostrar que não pretendem relegar a bicicleta às suas aventuras pueris. Almejam sensibilizar população e políticos para que mantenham a segurança de usar a bicicleta sem que os seus futuros sejam postos em risco.

Trabalhadores em Bicicletada

Vai acontecer nesta sexta-feira, 27 de abril, com concentração na pista de skate da Trindade a partir das 18h e saída em torno das 20h, mais uma edição da Bicicletada de Florianópolis!

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A Bicicletada ocorrerá em percurso decidido na hora pelos participantes e a pedalada será em ritmo leve, propício para a família. E mais uma vez ela será temática, antecipando o Dia do Trabalhador, mostrando que ciclista também contribui – e muito! – para a economia!

Arte: Tina Merz

Novos e velhos problemas

O mês de abril veio e trouxe com ele tristes novidades para os ciclistas da cidade. Se o recapeamento da Rua Frei Caneca foi verificado na última edição da Bicicletada, a ciclofaixa que existia por ali sumiu e está para ser feita com dimensões ainda menores!

Enquanto o Projeto Rotas Inteligentes, em sua Rota 43, prevê a ciclofaixa com 1,80m e, seguindo lei municipal, pintada na cor vermelha, deixando ainda pista para circulação de ônibus à direita com 3,10m de largura, o que está para sair está invertendo a largura da pista para ônibus com a de automóveis, além de diminuir a ciclofaixa e não pintá-la de vermelho.

De modo semelhante, a ciclofaixa da Cachoeira do Bom Jesus não foi refeita após mais de 6 meses do recapeamento da Av. Luiz Boiteux Piazza, que se seguiu à implantação do esgotamento sanitário.

Outros dois fatos marcaram um abril de reclamações ciclísticas: a ausência de bicicletário no Centro Administrativo estadual, no bairro Saco Grande, e a piora considerável na capa asfáltica da ciclofaixa da Fazenda do Rio Tavares, que foi inaugurada há dois anos e ainda hoje apresenta postes no caminho dos ciclistas.

Buraco na ciclofaixa da Fazenda do Rio Tavares, próximo ao terminal de ônibus TIRIO. Foto: Thaís Suzana Schadech.

Feliz Aniversário, Desterro!

Esta sexta-feira, 23 de março, Florianópolis comemora 286 anos de sua emancipação política. Como nos últimos anos, esta data é escolhida por seus representantes para se fazer inaugurações de obras. E algumas delas têm a ver com bicicleta.

Beira-Mar Continental

A Avenida Poeta Zininho, popularmente conhecida como Beira-Mar Continental ou Beira-Mar do Estreito, leva, nos 2,3km sem poesia de sua extensão, o nome do autor do hino oficial da cidade, o popular “Rancho de Amor à Ilha”. Neste novo aterro de um povo que infelizmente ainda não trata seus mares com carinho, constam ciclovias bidirecionais margeando o mar. Os ciclistas contam com iluminação, mas a arborização continua praticamente inexistente, diferindo muito da orla bastante freqüentada dos municípios paulistas de Santos e Praia Grande.

Os novos 2,3km de pistas cicláveis começam e terminam dispersos de outras estruturas cicloviárias, mas sem dúvida é uma opção interessante para os deslocamentos de passagem feitos em bicicleta. A maior parte de quem mora no antigo Balneário do Estreito, cuja balneabilidade ainda deixa a desejar, verá o trecho mais como uma opção de lazer do que de deslocamentos no dia a dia. Para esses, pistas cicláveis no binário R. Fulvio Aducci e R. Gen. Eurico Gaspar Dutra seriam essenciais.

Prevista para ser inaugurada em 2009, a obra demorou 8 anos para ser concluída. Em 2011, no Fórum das Américas sobre Mobilidade nas Cidades, Guillermo Peñalosa sugeriu que um trecho como aquele deveria ter a metade da quantidade de pistas, com a parcela restante recoberta por áreas verdes e de lazer.

De fato, não deve resolver a mobilidade do automóvel a médio e longo prazo, até por não estar integrada aos estudos que visam implantar um novo modelo de transporte coletivo (BRT, VLT ou monotrilho, segundo o secretário de Desenvolvimento Regional da Grande Florianópolis, Renato Hinnig), mas para os ciclistas contribui de fato como uma opção nova tanto de lazer quanto de deslocamento.

A Beira-Mar Continental já foi oficialmente inaugurada, nesta quinta-feira, 22.

Nova iluminação na Beira-Mar Norte

Numa atitude que pegou os ciclistas de surpresa, a Prefeitura Municipal de Florianópolis anunciou:

“No Centro da cidade uma surpresa para os amantes da bicicleta: iluminação em led da ciclovia da Beira-Mar Norte.”

De fato, a iluminação é benvinda, proporciona melhor visão a um menor custo aos cofres públicos. Entretanto, deve-se considerar que a iluminação só deveria ser instalada após um projeto paisagístico que contemplasse arborização de seus canteiros, de forma a não atrapalhar a sinalização semafórica e não gerar sombreamento na nova iluminação.

Ciclovia na Lagoa

A revitalização da R. Ver. Osni Ortiga, no Porto da Lagoa, foi anunciada. Após a captação de recursos do Ministério das Cidades, será assinada, nos próximos dias, a ordem de serviço para iluminação, passeios, daques e ciclovia. É um antigo anseio da comunidade que tomou a forma que tem hoje em 2009, quando surgiu o Movimento Ciclovia na Lagoa Já.

Saiba mais:

Ciclovia da Osni Ortiga – Daniel Biólogo

Passeio Ciclístico

O SESC-SC convida a todos os interessados para o I Encontro de Ciclistas SESC. A saída e a chegada serão no SESC Prainha, na Travessa Syriaco Atherino nº100. A pedalada deve sair à 9h e seguir por um percurso de 4km pelo Centro da cidade, num trajeto fácil para pessoas de qualquer idade ou condição física.

Em outros aniversários

Em 23 de março de 2010, foi inaugurada, ainda incompleta, a ciclofaixa da Fazenda do Rio Tavares. Com nove postes de eletricidade no caminho dos ciclistas, até hoje nenhuma outra intervenção foi feita no local, permanecendo os obstáculos em seus mesmíssimos locais de dois anos atrás.

No ano passado, após um passeio ciclístico que contou com dezenas de pessoas, foi assinada a criação da Comissão Municipal de Mobilidade Urbana por Bicicleta, contendo atores da sociedade e representantes de entidades públicas de Florianópolis. A iniciativa foi elogiada em cidades como Tijucas, Recife e São Paulo. Completando um ano desde sua criação, a Pró-Bici deverá ser reformulada, a fim de melhor cumprir sua função sob os olhares constantes dos ciclistas da capital.

Dois exemplos de por que devem ser feitas ciclovias em vez de ciclofaixas nas rodovias

Os manuais internacionais e até mesmo os brasileiros expressam bem que em locais onde a velocidade máxima permitida for superior a 50km/h, a pista ciclável deve ser segregada da via por meio de barreiras físicas contínuas.

As explicações para isso estão, em parte, relacionadas a pesquisas sobre índice de letalidade em acidentes. A 30km/h as chances de uma pessoa sobreviver a um acidente variam de 85% e 95%. Já entre 60km/h e 80km/h, esses índices variam de 30% a 15% apenas.

Mas, ao contrário do que recomendam as normas técnicas nacionais e internacionais, observamos a implantação inadequada de algumas vias ciclísticas em plena capital catarinense, Estado eleito pela quinta vez o melhor destino turístico do Brasil, razão pela qual fica incompreensível o desprezo no tratamento de sua infraestrutura cicloviária.

Na recém-inagurada ciclofaixa da rodovia SC-401, observamos, além de irregularidades legais no que diz respeito ao tratamento de pistas cicláveis nas chamadas “obras de arte” (leia-se: pontes e viadutos), um total desconhecimento de como inserir a bicicleta numa rodovia. O projeto de duplicação da pista, feito pela empresa SOTEPA – Sociedade Técnica de Estudos, Projetos e Assessoria, contém falhas, no mínimo, grosseiras e que, indiscutivelmente, contribuiu para que um ciclista perdesse a vida apenas duas semanas depois da inauguração da obra.

Morador de Canasvieiras, Hector Cesar Galeano, de 54 anos, nascido na Argentina, foi vítima de sua escolha pelo uso da bicicleta, da negligência e falta de contingente da Polícia Militar Rodoviária Estadual em coibir abusos e da execução de um projeto de engenharia pífio que não permitiu a segurança de um ciclista em casos, infelizmente tão comuns, de embriaguez ao volante.

Clique sobre a imagem para ver a matéria do Jornal Notícias do Dia de 5 de janeiro deste ano (pág. 4) ou aqui para ler o conteúdo on line Diário Catarinense.

Infelizmente, a Rodovia das Mortes vai continuar fazendo de ciclistas suas vítimas por ainda mais algum tempo.

Fazenda do Rio Tavares

Recentemente, as ciclofaixas da Fazenda do Rio Tavares e do Campeche têm sido alvos de constantes críticas quanto à atuação da Polícia Militar Rodoviária Estadual, em especial durante as operações de reversão de faixas.

Infelizmente, a presença constante de policiais não inibe situações como a presenciada no vídeo abaixo:

O celta branco não se envergonhou em se utilizar do mísero acostamento, cuja largura também é incompatível com a velocidade da via, outrossim não seguindo padrões tanto nacionais quanto internacionais, e da pequena ciclofaixa, inaugurada oficialmente em 23 de março de 2010, mas que, quase dois anos depois, ainda não foi completada e apresenta inúmeros postes no caminho.

Indignante.

Atualizado em 13 de fevereiro de 2012, às 23h46.

Veja também:

Ciclistas mortos na Grande Florianópolis após a vigência da Lei Seca – relação, infelizmente já desatualizada, dos ciclistas que morreram atropelados na região.

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