Desafio

Promover hábitos saudáveis, estimular a movimentação do corpo de múltiplas formas e a realização de atividades físicas, contribuir para melhoria da saúde e da qualidade de vida da população. Princípios que deveriam embasar a gestão pública ganham, nesta quarta-feira, uma síntese em mais uma edição do Dia do Desafio (Challenge Day).

Nesse dia, cidades de diversas partes do mundo realizam atividades físicas diversas, visando a chamar seus moradores para a adoção de uma vida ativa. Para animar um pouco mais a administração pública e dar um fôlego aos seus organizadores, as cidades competem entre si para ver quem consegue levar mais pessoas a praticarem hábitos saudáveis.

Se no ano passado Florianópolis não conseguiu superar Aracaju, este ano o Desafio é superar Piracicaba, do interior paulista. Para isso, a Fundação Municipal de Esportes está coordenando uma seqüência de atividades durante toda a duração do Dia do Desafio, da 0h até às 21h desta quarta-feira.

Confirme sua participação pelo Facebook

Florianopolis 2013-05-29 Dia do DesafioQualquer pessoa pode fazer seu próprio evento durante esse período e registrar a participação das pessoas junto à Fundação Municipal de Esportes para oficializar a sua atividade de saúde como parte do Dia do Desafio. Para isso, envie o número de participantes e uma foto para os responsáveis pela FME. A atividade física deve durar pelo menos 15min.

Como não poderia deixar de ser, o ciclismo também se fará presente na edição desterrense de 2013.

Confira abaixo as pedaladas e se programe.

Virada noturna

O ciclismo é a atividade que dará início ao Dia do Desafio em Florianópolis. A partir da meia-noite, um revezamento de ciclistas, aberto a qualquer pessoa, ocorrerá na Av. Beira-Mar Norte, entre o trapiche e a Ponta do Coral/Koxixo’s.

Confirme sua presença pelo Facebook

A concentração começará às 23h45 do dia 28 de maio, com largada à meia-noite. Durante o evento, além da distribuição de camisetas aos particpantes, haverá duas tendas para alimentação e reposição hídrica, além do apoio da Polícia Militar.

A pedalada noturna também é organizada pelo Serviço Social do Comércio de Santa Catarina (SESC-SC) e pelo Bike Anjo Floripa.

Às 6h30, será feito o revezamento do “bastão” para a próxima atividade, voltada para pessoas de terceira idade.

Fazendo Trilhas

Quase no encerramento do Dia do Desafio, o Fazendo Trilhas realizará um pedal ultraleve pela ciclovia da Av. Beira-Mar Norte. Às 20h, da pista de skate da Trindade, em frente ao Shopping Iguatemi, terá largada essa pedalada. Qualquer pessoa interessada poderá participar.

Mais informações e inscrição para o Pedal do FT aqui.

Diversos grupos de ciclistas prestigiaram o lançamento do Floribike

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O lançamento do edital de concorrência do sistema de bicicletas coletivas de Florianópolis, o Floribike, contou com a presença de integrantes de diversos grupos de ciclistas da cidade. Na cerimônia, realizada às 15h30 ao lado da Ponta do Coral, na Av. Beira-Mar Norte, diversas autoridades municipais estavam presentes, mostrando que “a prefeitura está unida para promover a bicicleta como meio de transporte”, segundo o prefeito Cesar Souza Júnior.

Prefeito Cesar Souza Júnior assina lançamento do Floribike. Foto: Fabricio Sousa.

Prefeito Cesar Souza Júnior assina lançamento do Floribike. Foto: Fabricio Sousa.

Mesmo com outros dois eventos ciclísticos acontecendo na cidade no mesmo horário, 75 ciclistas participaram do evento, que teve seguimento com o Passeio Ciclístico da ViaCiclo. Fizeram-se presentes integrantes dos grupos Duas Rodas, Pedal Continente, Mountain Bike Floripa, Bicicletada Floripa, Bike Anjo Floripa e pedal do Della, além de cicloturistas.

Prefeito e vice pedalaram 2km na ciclovia da Av. Beira-Mar Norte, da Praça República da Grécia, no Koxixo’s, até a Praça Sesquicentenário da Polícia Militar.

O trajeto inicial foi alterado, percorrendo a ciclovia da Av. Beira-Mar Norte antes da travessia para o continente, pela passarela. A pedalada aproveitou também a programação da Maratona Cultural de Florianópolis com a passagem pelo Parque de Coqueiros, onde se tocava um samba no momento em que os ciclistas davam uma volta e meia pelo parque.

Diversos grupos de ciclistas estiveram presentes no lançamento do edital do Floribike. Foto: Fabricio Sousa.

Diversos grupos de ciclistas estiveram presentes. Foto: Fabricio Sousa.

Fotos:

Edimarcon da Silva
Fabiano Faga Pacheco
Fabricio Sousa
Luis Antônio Peters
Otávio Anacleto / PMF

Saiba mais:

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(V) Especial Floribike: Conheça as concorrentes – Movement Barcelona
(VI) Especial Floribike: Conheça as concorrentes – Serttel
(VII) Especial Floribike: As empresas que ficaram pelo caminho
(VIII) Especial Floribike: A opção por Nova York
(IX) Especial Floribike: Compartilhamento universitário
(X) Especial Floribike: Iniciativa do interior do Paraná é premiada
(XI) Especial Floribike: Bicicletas coletivas que salvam vidas
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Feliz Aniversário, Desterro!

Esta sexta-feira, 23 de março, Florianópolis comemora 286 anos de sua emancipação política. Como nos últimos anos, esta data é escolhida por seus representantes para se fazer inaugurações de obras. E algumas delas têm a ver com bicicleta.

Beira-Mar Continental

A Avenida Poeta Zininho, popularmente conhecida como Beira-Mar Continental ou Beira-Mar do Estreito, leva, nos 2,3km sem poesia de sua extensão, o nome do autor do hino oficial da cidade, o popular “Rancho de Amor à Ilha”. Neste novo aterro de um povo que infelizmente ainda não trata seus mares com carinho, constam ciclovias bidirecionais margeando o mar. Os ciclistas contam com iluminação, mas a arborização continua praticamente inexistente, diferindo muito da orla bastante freqüentada dos municípios paulistas de Santos e Praia Grande.

Os novos 2,3km de pistas cicláveis começam e terminam dispersos de outras estruturas cicloviárias, mas sem dúvida é uma opção interessante para os deslocamentos de passagem feitos em bicicleta. A maior parte de quem mora no antigo Balneário do Estreito, cuja balneabilidade ainda deixa a desejar, verá o trecho mais como uma opção de lazer do que de deslocamentos no dia a dia. Para esses, pistas cicláveis no binário R. Fulvio Aducci e R. Gen. Eurico Gaspar Dutra seriam essenciais.

Prevista para ser inaugurada em 2009, a obra demorou 8 anos para ser concluída. Em 2011, no Fórum das Américas sobre Mobilidade nas Cidades, Guillermo Peñalosa sugeriu que um trecho como aquele deveria ter a metade da quantidade de pistas, com a parcela restante recoberta por áreas verdes e de lazer.

De fato, não deve resolver a mobilidade do automóvel a médio e longo prazo, até por não estar integrada aos estudos que visam implantar um novo modelo de transporte coletivo (BRT, VLT ou monotrilho, segundo o secretário de Desenvolvimento Regional da Grande Florianópolis, Renato Hinnig), mas para os ciclistas contribui de fato como uma opção nova tanto de lazer quanto de deslocamento.

A Beira-Mar Continental já foi oficialmente inaugurada, nesta quinta-feira, 22.

Nova iluminação na Beira-Mar Norte

Numa atitude que pegou os ciclistas de surpresa, a Prefeitura Municipal de Florianópolis anunciou:

“No Centro da cidade uma surpresa para os amantes da bicicleta: iluminação em led da ciclovia da Beira-Mar Norte.”

De fato, a iluminação é benvinda, proporciona melhor visão a um menor custo aos cofres públicos. Entretanto, deve-se considerar que a iluminação só deveria ser instalada após um projeto paisagístico que contemplasse arborização de seus canteiros, de forma a não atrapalhar a sinalização semafórica e não gerar sombreamento na nova iluminação.

Ciclovia na Lagoa

A revitalização da R. Ver. Osni Ortiga, no Porto da Lagoa, foi anunciada. Após a captação de recursos do Ministério das Cidades, será assinada, nos próximos dias, a ordem de serviço para iluminação, passeios, daques e ciclovia. É um antigo anseio da comunidade que tomou a forma que tem hoje em 2009, quando surgiu o Movimento Ciclovia na Lagoa Já.

Saiba mais:

Ciclovia da Osni Ortiga – Daniel Biólogo

Passeio Ciclístico

O SESC-SC convida a todos os interessados para o I Encontro de Ciclistas SESC. A saída e a chegada serão no SESC Prainha, na Travessa Syriaco Atherino nº100. A pedalada deve sair à 9h e seguir por um percurso de 4km pelo Centro da cidade, num trajeto fácil para pessoas de qualquer idade ou condição física.

Em outros aniversários

Em 23 de março de 2010, foi inaugurada, ainda incompleta, a ciclofaixa da Fazenda do Rio Tavares. Com nove postes de eletricidade no caminho dos ciclistas, até hoje nenhuma outra intervenção foi feita no local, permanecendo os obstáculos em seus mesmíssimos locais de dois anos atrás.

No ano passado, após um passeio ciclístico que contou com dezenas de pessoas, foi assinada a criação da Comissão Municipal de Mobilidade Urbana por Bicicleta, contendo atores da sociedade e representantes de entidades públicas de Florianópolis. A iniciativa foi elogiada em cidades como Tijucas, Recife e São Paulo. Completando um ano desde sua criação, a Pró-Bici deverá ser reformulada, a fim de melhor cumprir sua função sob os olhares constantes dos ciclistas da capital.

Pela Beira-Mar Norte, 150 ciclistas

A reportagem abaixo foi originalmente publicada na edição on line do periódico Diário Catarinense em 24 de setembro de 2011 (às 13h17). Você pode ler a matéria no site do DC aqui.

Tempo bom colaborou com os ciclistas neste sábado em Florianópolis. Foto: Flávio Neves / Agencia RBS.

Passeio ciclístico reúne cerca de 150 participantes na avenida Beira-Mar Norte, em Florianópolis

Alterações no trânsito foram pequenas e não provocaram grandes transtornos

O vento deu uma trégua, e não atrapalhou a manhã ensolarada dos 150 ciclistas, de todas as idades, que participaram de um passeio ciclístico promovido na manhã deste sábado pelas Associações do Colegio Catarinense, em Florianópolis. O passeio correu pela ciclofaixa da Beira-Mar Norte. Os participantes iniciaram o trajeto no Koxixo’s, foram até o início da avenida e retornaram.

Quem também aproveitou o início da primavera para pedalar foram os alunos do Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), cujo passeio ciclístico passou pelas ruas que cercam o campus da universidade, nos bairros Pantanal e na Trindade.

Trânsito

De acordo com o chefe de operações da Guarda Municipal nesse sábado, Paulo Soares, as alterações de trânsito para os dois passeios ciclísticos foram mínimas e não criaram grande transtorno para os motoristas.

Na programação da tarde, também há pequenas mudanças no tráfego para o torneio de frescobol em Itaguaçu, para a Cãominhada da Beira Mar Continental, e também para Festa da Família na Tapera, no Sul da Ilha.

(Mobilidade nas Cidades) Entrevista com Dário Berger

Conteúdo Especial - Bicicleta na Rua

Dário Berger, prefeito de Florianópolis, participou da cerimônia de abertura do I Fórum das Américas sobre Mobilidade nas Cidades, realizado na capital catarinense entre os dias 22 e 24 de março deste ano. Após discursar para os participantes, ele nos concedeu a seguinte entrevista, transcrita integralmente abaixo.

Como você prevê que estará a questão da mobilidade em Florianópolis ao final da sua gestão?

Eu diria que substancialmente melhor, mais ampliada do que quando eu evidentemente assumi a Prefeitura. Sabe que nós construímos o Elevado do Itacorubi, o Elevado de Campinas, estamos construindo agora o Elevado do Trevo da Seta e vamos construir o Elevado do Rita Maria, que são gargalos importantes e fundamentais de congestionamento que provocam enormes filas. Além disso, nós estamos investindo na mobilidade urbana como conceito de cidade, entendeu? Não é só a construção de elevados. Nós estamos pensando no pedestre, melhorando as calçadas para as pessoas caminharem, nós estamos investindo em ciclovias, para ter um novo meio de transporte alternativo, e nós estamos pensando em um outro modal de transporte urbano, que seria o metrô de superfície, que está sendo estudado e que, mais cedo ou mais tarde, terá que ser implantado. Além disso, nós estamos revitalizando os principais balneários com essa infraestrutura, proporcionando, assim, maior conforto e maior segurança em praticamente a cidade inteira.

Quais ciclovias você acredita que serão, de fato, implementadas em Florianópolis nos próximos anos?

Bem, hoje eu acabei de inaugurar a ciclovia do Campeche que liga o Rio Tavares. Mas agora nós vamos fazer a terceira pista da SC-405, que liga o Trevo da Seta até o Rio Tavares. A partir desse momento será construída  também uma nova ciclovia. Então você vem do Campeche até o centro da cidade por um sistema alternativo de ciclovia, porque você pega a Via Expressa Sul, que já existe a ciclovia, e vem até o centro da cidade por  uma ciclovia, liga com a Beira-Mar. Você pode observar que a Beira-Mar está completamente em obras, nós estamos fazendo todo o enrocamento, vamos ampliar as calçadas e vamos remodelar a ciclovia. Além disso, nós temos projetado todas as nossas rotas de tal forma que possam obedecer à pavimentação da rua, ao melhoramento da rua, mas também com as calçadas e com as ciclovias. Acho que nós estamos avançando bastante, acho que demos um primeiro passo e, daqui para frente, essa questão da mobilidade observada mais como um desenho urbano, e não só como a criação de novas ruas para  veículos. A nossa prioridade tem sido também colocar as pessoas em primeiro lugar em detrimento dos motores e dos veículos.

A ciclovia da Bocaiúva foi inaugurada há quase um ano. Ela, ainda hoje, não foi finalizada e volta e meia é difícil você passar por ela, justamente porque volta e meia há carros estacionados lá. A ciclovia do Rio Tavares ainda tem alguns postes no meio do caminho. Você pode falar o vai ser melhorado nas ciclovias e sobre a Osni Ortiga, vagamente falar na Osni Ortiga e no Itacorubi, que já devia ter saído no começo do ano?

Bem, a Osni Ortiga é um obra extremamente importante, uma reivindicação antiga, e a minha opinião é que nós temos que, em primeiro lugar, fazer é uma nova ponte na Lagoa da Conceição, de tal maneira que nós possamos oxigenar a lagoa pequena, porque a lagoa pequena tem só um canalzinho ali que a alimenta, que tem provocado grandes prejuízos à fauna e à flora daquela região. Concomitantemente com isso, nós temos um projeto de acesso alternativo à Avenida das Rendeiras para a Joaquina. E também temos já o projeto concluído da ciclovia da Osni Ortiga. Infelizmente, não existe recurso para que a gente possa fazer tudo ao mesmo tempo. Se nós tivéssemos essa possibilidade, meu desejo era que eu pudesse fazer todos esses projetos, implantar de uma forma imediata e bastante rápida. Mas, como você pode ver, a cidade está em constante transformação. Se você observar, na Avenida Hercílio Luz se criou um espaço urbano completamente diferente, mais aprazível, inclusive agora passa a ser uma alameda cultural. Se você vai para Canasvieiras, o centro de Canasvieiras foi todo remodelado também, com ciclovia, com calçadas e com passeio. Se você vai para Ingleses também. Se você agora vai para Cacupé, Santo Antônio e Sambaqui nós estamos também reconstruindo todos os nossos principais balneários. E evidentemente que temos um longo caminho a percorrer. E a outra questão que você me diz o seguinte. Ainda existem carros que estão estacionando em cima da ciclovia, ainda existem alguns postes que precisam ser removidos. São questões conjunturais que demandam, em primeiro lugar, uma alteração de concepção de utilização dos espaços urbanos. Acho que nós precisamos ter mais consciência, nós precisamos aprimorar, nós precisamos rever conceitos, reavaliar as nossas posições de tal maneira que a gente possa efetivamente construir a cidade que todos nós desejamos, que é uma cidade com mais espaços públicos, com mais verde, com mais qualidade para nos locomovermos, que seja de bicicleta, seja a pé, seja caminhando, ou seja com veículos, construindo os elevados, construindo as avenidas, de maneira que as pessoas possam se locomover com segurança e rapidez.

A ciclovia do Itacorubi e de Coqueiros, que estavam para sair, como é que está a questão delas?

Essa questão é como eu te digo, uma questão muito cultural. Existe uma reação muito grande de um segmento da sociedade que prefere que se mantenha o estacionamento a se fazer as ciclovias. Coqueiros, por exemplo, é uma via gastronômica e se utiliza aquele espaço para estacionamento para utilizar os principais restaurantes da orla. Então, isso tudo tem o seu tempo. O prefeito não é o imperador. O prefeito tem o poder da palavra e o poder do convencimento. A gente muitas vezes faz o projeto, mas tem dificuldade para implantar o projeto. E tem dificuldade até para fazer as pessoas compreenderem o projeto, como é o caso do nosso Plano Diretor, que nós fizemos agora que é democrático e participativo.

Dário Berger em entrevista para o Bicicleta na Rua durante o Fórum das Américas de Mobilidade nas Cidades. Foto: Juliana Diehl.

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“Nós precisamos rever conceitos de tal maneira que a gente possa efetivamente construir uma cidade com mais qualidade para nos locomovermos, que seja de bicicleta, seja caminhando, ou seja com veículos, construindo os elevados, construindo as avenidas, de maneira que as pessoas possam se locomover com segurança e rapidez.”

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“O Plano Diretor que nós elaboramos é um encanto! As pessoas de repente estão meio preocupadas porque não tiveram tempo de analisar profundamente ainda todos os detalhes que norteiam o Plano Diretor.

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Como está a parceria do governo do Estado com Florianópolis para que passe um trem pela Ponte Hercílio Luz?

O projeto de viabilidade econômica está em licitação. Vamos definir o traçado, definir a viabilidade econômica e depois, evidentemente, buscar os parceiros para a implantação do metrô de superfície, que possa atender, sobretudo, à região metropolitana, que seria, principalmente, nesse primeiro momento, São José e Florianópolis. Depois, São José, Palhoça, Biguaçu e Florianópolis.

Especificamente em Florianópolis tem alguma idéia de por que locais ele passaria?

Passa pela Ponte Hercílio Luz. A princípio, temos vários estudos. Poderíamos utilizar o próprio sistema viário existente como poderíamos usar a Beira-Mar Continental, ligando à Beira-Mar de São José em Barreiros, porque um dos grandes projetos que tem que sair do papel nos próximos anos é mais uma ligação entre a ilha e o continente. Como você pode observar há um saturamento de acesso entre a ilha e o continente. Sobretudo porque, se você observar no mapa, nós temos apenas o acesso sul de entrada da ilha. Você vem do sul do Estado, você vem de Criciúma, você vem de Porto Alegre, você vem de Palhoça, você entra e a tendência de você é ir para o Sul da ilha. O que que nós precisamos? Nós precisamos criar um novo acesso de entrada e de saída da ilha. Quem vem de Joinville, quem vem de Curitiba, quem vem de Biguaçu, entra por esse acesso norte, pega a Beira-Mar Norte e, evidentemente, vem para o norte, criando, então, esses dois acessos. Isso seria através de um túnel, que já está sendo projetado também. E o metrô de superfície pode passar pela Ponte Hercílio Luz ou pode passar pelo túnel ou pode passar por  outra alternativa. Esses estudos ainda são preliminares e estão sendo discutidos com os técnicos do governo do Estado e com os técnicos da prefeitura.

Na Ilha, ficaria onde? Chegaria à universidade ou à Lagoa? Ou está meio obscuro ainda?

A princípio, se faria algo como o que existe em Paris, seria uma périphérie. Seria um círculo que passa pela Beira-Mar, circula a Deputado Antônio Edu Vieira e volta pelo centro da cidade, fazendo esse grande contorno da Bacia do Itacorubi, alimentando-se, então, depois, com os ramais pro sul, pro norte, pro leste da ilha, de acordo com a necessidade.

Como seria a questão do transporte sustentável no novo Plano Diretor Participativo?

O transporte sustentável é sempre uma exigência e um desafio para os administradores públicos. O transporte sustentável é um problema aqui em Florianópolis como é um problema em Joinville, um problema também em Stuttgart – se não é um problema ainda maior -, como é um problema em Paris. Na verdade, a mobilidade urbana e o transporte sustentável é realmente o grande desafio para as civilizações do futuro. Você vê que cidades consagradas, como é o caso de Stuttgart, que é um modelo de gestão, mesmo assim, nos horários de picos, nas principais vias, existe um congestionamento significativo como o nosso. E por quê? Porque a qualidade de vida vai aumentando, no mundo inteiro vai aumentando, e muito embora você tenha transporte alternativo, de metrô, de trem de superfície, de ciclovia e de outros transportes, mesmo assim existe uma dificuldade enorme de buscar uma sustentabilidade no transporte coletivo. E como é que se busca isso? Com essas alternativas, com você ampliando as formas de acesso que a população terá para se locomover. E não só através do carro pop, e sim o do transporte coletivo, seja ele marítimo, seja ele de bicicleta, seja ele a pé ou seja ele através de metrôs, seja metrô de superfície ou seja metrô subterrâneo. E acho que esse é o desafio das grandes cidades e Florianópolis já está partindo desse patamar de uma grande cidade.

O Plano Diretor que nós elaboramos é um encanto! Comparado ao plano diretor atual com o Plano Diretor proposto pela nossa administração, este é 75% aproximadamente mais restritivo do que o atual. Então não existe motivo nenhum para preocupação com relação à implantação do novo Plano Diretor. Não seria eu, um cidadão menos ajuizado de elaborar um Plano Diretor que não buscasse a sustentabilidade da cidade para os próximos dez, vinte, trinta anos. Então eu deixaria como estava. Eu não seria desavisado e inconseqüente de levar uma proposta para a sociedade e para a Câmara de Vereadores que não tivesse esse viés de sustentabilidade. Só o tempo dirá.

As pessoas de repente estão meio preocupadas porque não tiveram tempo de analisar profundamente ainda todos os detalhes que norteiam o Plano Diretor, que foi construído de forma democrática e participativa. A partir do momento em que todos tiverem conhecimento do Plano, você vai ver que o Plano tende a ser uma unanimidade, porque foi construído com uma leitura democrática e participativa das comunidades. E depois nós juntamos isso tudo um projeto de lei. E esse Plano Diretor, é bom que eu diga para você e para todos os cidadãos de Florianópolis o seguinte: esse  não é o Plano definitivo e acabado. Ele é susceptível de alterações, de sugestões, de supressões, de melhoramentos, e cujo fórum pode ser ainda através da prefeitura. Nós ainda estamos recebendo até o dia 30 todas as sugestões. Os que tiverem sugestões para fazer podem fazer por escrito, justificando devidamente até o dia 30. Nós vamos receber essas sugestões e podemos incorporar já à proposta do Plano Diretor ou encaminhar anexo ao nosso Plano Diretor que nós elaboramos, enviando à Câmara de Veradores, para que já tenha essas informações preliminares, essas sugestões comunitárias que precisam ser levadas em consideração no momento da aprovação.

Então eu queria dizer para vocês com relação ao Plano Diretor que não há motivo para preocupação. Há motivo sim de preocupação das grandes construtoras. O Plano Diretor diretor privilegia as áreas verdes, os parques, os espaços públicos, redefine a ocupação do solo de tal forma que seja mais racional, mais equilibrada, ao contrário do que aconteceu ao longo da história de Florianópolis, com as construções dos paredões que vocês conhece hoje aí. Então, eu queria dizer para vocês que essa tentativa de nós entregarmos o Plano Diretor para a Câmara de Vereadores, houve uma pequena reação dizendo assim, com uma expectativa de que o Plano Diretor possa desconfigurar a nossa cidade e proporcionar uma insegurança e um crescimento desordenado ou exagerado de nossa cidade. Pelo contrário: ele é extremamente restritivo.

Agora, evidentemente que nós também não podemos estancar o desenvolvimento da cidade. Porque a cidade, quer queira ou quer não queira, ela tem que crescer para algum lugar, você está compreendendo? Não existe a gente colocar um marco zero por aqui e dizer o seguinte: ‘bem, a partir de agora, não se constrói mais nada, não se faz mais nenhum prédio, não se faz mais nenhuma casa’. Isso não existe. Esse Plano Diretor tem as suas regras, os seus procedimentos e é o que  nós estamos propondo. Como eu te falei, ele não é acabado, nós não temos o objetivo de ter descoberto o melhor Plano Diretor. Ele vai para a Câmara de Vereadores, será novamente amplamente discutido com toda a sociedade, que poderá fazer sugestões. E a Cãmara terá todo o direito de ampliar, de melhorar, de alterar e fazer com que a gente possa ter um Plano Diretor que atenda à grande maioria da população.

Saiba mais:

Acompanhe mais notícias sobre o 1º Fórum das Américas Sobre Mobilidade nas Cidades

Veja também:

Florianópolis: Plano Diretor NÃO Participativo

Reunião pode definir o futuro de ciclovia no Itacorubi

O gabinete do vereador Márcio de Souza (PT-SC), de Florianópolis, convida a população da Bacia do Itacorubi para uma reunião ampliada em que serão debatidas as compensações e benefícios para a região em virtude da nova subestação das Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc).

A reunião está marcada para acontecer às 19h na Escola Básica Padre Anchieta, situada à R. Rui Barbosa nº 525, na Agronômica (veja o mapa).

Mas o que isso tem a ver com os ciclistas, afinal?

É simples. Para interligar o sistema de energia elétrica dessa nova subestação ao sistema de transmissão e distribuição de energia nacional, cabos de alta tensão passarão por baixo da ciclovia, que será diretamente afetada e precisará ser refeita.

Acontece que a reconstrução da ciclovia, que ia ficar a cargo da Celesc, passou a ser responsabilidade da prefeitura. Apesar de a Celesc precisar danificar a ciclovia e o calçadão da Av. Beira-Mar Norte, ela não desembolsará centavo sequer para a sua reconstrução.

Itacorubi

Como forma de compensação, a Celesc prometeu construir 1200m de ciclovias no Itacorubi, conectando o final da ciclovia da Av. da Saudade à sua subestação Trindade, no bairro do Córrego Grande, passando pela SC-404 (Rodovia Admar Gonzaga), pelas avenidas Itamarati e San Marino e pelas ruas Vera Linhares de Andrade e Maestro Aldo Krueger (Fig.1).

Fig.1 - A ciclovia seguiria o caminho dos cabos subterrâneos, ligando a ciclovia da Av. da Saudade à ciclovia existente em frente ao campus da UDESC e, de lá, seguindo até a subestação Trindade, no bairro Córrego Grande.

Apesar de ter divulgado a construção dessa ciclovia (veja o folder), a Celesc, entretanto, parece que não pretende concretizá-la. Ao final da ciclovia da Av. da Saudade o que se observa é que as calçadas (também inclusas na compensação) já começaram a ser refeitas, enquanto a construção da ciclovia ainda não apresenta sinais de que seguirá em frente.

A presença de ciclistas e cicloativistas nessa reunião pode ajudar a mudar esse quadro, contribuindo para que, no futuro, a almejada ciclovia realmente exista.

Celesc promete construir ciclovia no Itacorubi, em Florianópolis

Logo Bicicleta na Rua

Trecho de 1200m será construído na Rodovia Admar Gonzaga.

Por Fabiano Faga Pacheco

As Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc) anunciaram que irão construir cerca de 1200m de ciclovias na SC-404 (Rodovia Admar Gonzaga), conectando a ciclovia da Av. da Saudade à ciclovia existente em frente ao campus da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC) no Itacorubi.

A obra sairá como parte de uma compensação da empresa, que fará uma linha de transmissão subterrânea passando sob a ciclovia da Av. Beira-Mar Norte. Esse investimento visa evitar as constantes quedas de energia e “apagões” que acontecem na Ilha de Santa Catarina e acometem vários bairros de Florianópolis.

A Celesc também havia prometido a reconstrução da ciclovia da Beira-Mar Norte no mesmo lugar da atual, que será afetada pelas obras da companhia, mas a execução foi transferida para a prefeitura.

A nova ciclovia do Itacorubi deve ficar pronta até janeiro de 2010.

Saiba mais:

Confira o folder de divulgação das novas obras da Celesc.

6 Anos? Lá vou eu!

A Bicicletada Floripa completou no mês de outubro 6 anos desde a sua primeira edição, em 03 de outubro de 2002. Em 2008, a Bicicletada Floripa foi realizada na última sexta-feira do mês, como tem acontecido desde abril. E a última sexta caiu no dia 31, em pleno Halloween! Estava pronta a festa!

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Com tanta coisa para se comemorar, tema nesta Bicicletada não faltou. A festa de aniversário tinha tudo para ter uma temática interessante. Era um dia de festejar mais um ano de existência,desse movimento sem líderes ou organizadores. Era dia de fantasiar-se de bruxa, fantasma, caveira, numa clara alusão às recentes bicicletas-fantasmas (“ghost bikes”) implantadas na cidade, nos locais onde ciclistas faleceram vitimados por veículos motorizados.

Ciclista Fabiano

Foto: Ciclista Fabiano

Como o Halloween não faz parte das festividades nacionais, sendo [mais] uma festa importada, havia um motivo para os nacionalistas convictos também participarem da Bicicletada. Coincidência ou não, em 31 de outubro é comemorado, no país, o Dia do Saci. E foi com essa mescla de folclore nacional, aniversário e dia das bruxas que ocorreu a Bicicletada Floripa de outubro.

Na concentração, em frente ao CCE/Básico e à Concha Acústica da UFSC, os participantes não ficaram parados. Tinham máscaras a colocar . . .

Ciclista Fabiano

Foto: Ciclista Fabiano

Ciclista Fabiano

Foto: Ciclista Fabiano

Ciclista Fabiano

Foto: Ciclista Fabiano.

… chapéus de aniversário para pôr por sobre o capacete ou em suas cabeças …

Ciclista Fabiano

Foto: Ciclista Fabiano

… adereços para as bicicletas …

Ciclista Fabiano

Foto: Ciclista Fabiano

Ciclista Fabiano

Foto: Ciclista Fabiano

… sangue [falso] para se mancharem.

Ciclista Fabiano

Foto: Ciclista Fabiano

Até com uma transeunte à caráter nos deparamos …

Ciclista Fabiano

Foto: Ciclista Fabiano

… e, com ela, vieram os fotógrafos e os curiosos.

Ciclista Fabiano

Foto: Ciclista Fabiano

Ciclista Fabiano

Foto: Ciclista Fabiano

Enfim, às 19h30, saímos. Pegamos a Lauro Linhares e fomos até a ciclofaixa da Agronômica.

Ciclista Fabiano

Foto: Ciclista Fabiano

Em plena ciclofaixa, flagrante de desrespeito. Um carro estava parado na ciclofaixa, no trecho da  Rua Rui Barbosa próximo à Travessa do Rouxinol, às 19h41, na saída de uma loja. E agora, por onde passa o ciclista? Quando eu desviei do carro, indo à rua, quase fui pego por um automóvel, justamente por não estar na ciclofaixa. Ou seja, dependendo de alguns motoristas, eu não posso usar a rua nem a ciclofaixa, sob o risco de ser prensado entre dois veículos. Até quando isso vai acontecer? Quando poderemos ser respeitados e não sofrer intentos contra nossas vidas nas vias?

Ciclista Fabiano

Foto: Ciclista Fabiano

De resto, o pedal lúdico foi bem tranqüilo. Paramos ao final da ciclofaixa, próximo ao Shopping Beira-Mar. Enquanto alguns aproveitavam para descansar, outros conversavam e panfletavam nas ruas. Muitas gostosuras (balas de iogurte) foram entregues nos semáforos.

Seguimos pela Rua Bocaiúva e, na Av. Prof. Othon Gama D’Eça, pegamos a ciclovia da Beira-Mar Norte, rumo à ponte.

Ciclista Fabiano

Foto: Ciclista Fabiano

Na ciclovia, um garoto pedalando fez jus a uma deliciosa balinha.

Ciclista Fabiano

Foto: Ciclista Fabiano

Fomos até o começo da ponte. A idéia era ir até o Parque de Coqueiros, mas optou-se por retornar. Pegamos o caminho de volta pela ciclovia, passamos perto do Shopping e lá,saímos da ciclovia para voltar a pedalar na rua. Aí um tiozinho nos acompanhou por um bom trecho. Pegamos a Lauro Linhares e retornamos tranqüilos em direção à UFSC.

Ciclista Fabiano

Foto: Ciclista Fabiano

Ciclista Fabiano

Foto: Ciclista Fabiano

E assim terminou mais uma Bicicletada Floripa. Percurso leve, tranqüilo, cheio de monstros, mas sem maiores sustos no caminho.

Ciclista Fabiano

Foto: Ciclista Fabiano

Aguardo ansioso a última sexta-feira de novembro!

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Diego Hartmann

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