Trabalhadores em Bicicletada

Vai acontecer nesta sexta-feira, 27 de abril, com concentração na pista de skate da Trindade a partir das 18h e saída em torno das 20h, mais uma edição da Bicicletada de Florianópolis!

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A Bicicletada ocorrerá em percurso decidido na hora pelos participantes e a pedalada será em ritmo leve, propício para a família. E mais uma vez ela será temática, antecipando o Dia do Trabalhador, mostrando que ciclista também contribui – e muito! – para a economia!

Arte: Tina Merz

Novos e velhos problemas

O mês de abril veio e trouxe com ele tristes novidades para os ciclistas da cidade. Se o recapeamento da Rua Frei Caneca foi verificado na última edição da Bicicletada, a ciclofaixa que existia por ali sumiu e está para ser feita com dimensões ainda menores!

Enquanto o Projeto Rotas Inteligentes, em sua Rota 43, prevê a ciclofaixa com 1,80m e, seguindo lei municipal, pintada na cor vermelha, deixando ainda pista para circulação de ônibus à direita com 3,10m de largura, o que está para sair está invertendo a largura da pista para ônibus com a de automóveis, além de diminuir a ciclofaixa e não pintá-la de vermelho.

De modo semelhante, a ciclofaixa da Cachoeira do Bom Jesus não foi refeita após mais de 6 meses do recapeamento da Av. Luiz Boiteux Piazza, que se seguiu à implantação do esgotamento sanitário.

Outros dois fatos marcaram um abril de reclamações ciclísticas: a ausência de bicicletário no Centro Administrativo estadual, no bairro Saco Grande, e a piora considerável na capa asfáltica da ciclofaixa da Fazenda do Rio Tavares, que foi inaugurada há dois anos e ainda hoje apresenta postes no caminho dos ciclistas.

Buraco na ciclofaixa da Fazenda do Rio Tavares, próximo ao terminal de ônibus TIRIO. Foto: Thaís Suzana Schadech.

Ciclistas de Florianópolis, Itapema e Porto Alegre inconformados

O último mês tem sido extremamente difícil para os ciclistas das cidades catarinenses de Itapema e Florianópolis e da capital gaúcha Porto Alegre. Seguidos acontecimentos na política e nos tribunais contribuíram muito para essa situação.

Florianópolis, SC

Os ciclistas de Florianópolis permanecem indignados. Além de perderem ciclovias durante o ano, vêm obras anunciadas em acabamento sofrível para se pedalar. A ciclovia do Rod. Baldicero Filomeno, no Ribeirão da Ilha, está sendo feita sem respeitar o projeto executivo, com claro prejuízo aos ciclistas. A ciclofaixa da Cachoeira do Bom Jesus foi retirada devido a obras de recapeamento e implantação de dutos de saneamento básico e não será reimplementada até o final do ano. Além disso, a ciclovia da Rod. Admar Gonzaga, no Itacorubi, que está sendo feita pela CELESC e deveria ter ficado pronta em janeiro de 2010, está sofrível a ponto de metade dos ciclistas pedalarem nas ruas. No Campeche, a Polícia Militar Rodoviária Estadual manda os carros estacionarem da ciclofaixa da Av. Pequeno Príncipe e hostiliza os ciclistas que passam pelo trecho nesse período, chegando a gritar “atropela mesmo” aos veículos automotores, sem fornecer opção ao deslocamento por bicicleta, conforme denúncias que chegaram a este blogue.

Como se não bastasse tudo isso, o governo do Estado não está implantando ciclovia na SC-405, no Rio Tavares, mesmo com determinação judicial para isso e, na SC-401, entre Canasvieiras e Ingleses, o acostamento foi dividido para dar lugar a uma ciclofaixa, em total contrasenso e inobediência ao projeto executivo e às normas internacionais. Nessa via, a velocidade máxima, de 80km/h, não é respeitada por 93% dos motoristas, que comumente trafegam a mais de 100km/h, com a anuência da fiscalização da própria Polícia Militar Rodoviária Estadual que põe ciclistas em risco também no sul da Ilha.

Esse é o clima pesado com que se iniarão as comemorações da Bicicletada Floripa de Natal, cuja concentração será na praça de skate em frente ao Shopping Iguatemi, a partir das 18h, com saída prevista para às 19h em ritmo tranqüilo e destino definido na hora pelos participantes. Festeje essa pedalada com sua família, seus amigos e aqueles que você quer que estejam sempre ao seu lado!

As leis de trânsito são respeitadas e, em caso de chuva, a Bicicletada está automaticamente CONFIRMADA.

Itapema, SC

Itapema já foi citada aqui como cidade amiga da bicicleta, justamente pela ciclofaixa da Avenida Nereu Ramos. Pois bem, a ciclofaixa de parte dessta rua foi retirada num projeto urbanístico que não se pode chamar de pífio, mas que certamente contém equívocos importantes que, a médio prazo, prejudicarão o trânsito da cidade e não vai resolver o problema de mobilidade dela, como já se poderá observar nesta temporada de verão. A ciclofaixa foi retirada para abertura de nova pista de automóveis, mantendo-se vagas de estacionamento e criando-se um corredor para ônibus, táxis, veículos de emergência e motocicletas. Os ciclistas podem utilizar-se, nesse trecho, de ciclofaixa do Parque Calçadão, à beira-mar.

Em outras palavras, Itapema, sem dúvida, deu um passo na contramão da história. Rebaixou a bicicleta de veículo de deslocamento para brinquedo de lazer, dificultando e tornando perigoso o trânsito de bicicletas em plena área comercial e de serviços da cidade. Deve-se salientar, também, que a audiência pública que definiu essas alterações não contou com presença participativa de ciclistas e que a decisão da prefeitura não se baseia em sólido estudo técnico, uma vez que são desconhecidos os números de veículos automotores e de transporte ativo que transitam na cidade nesse trecho e nem se conhecem os impactos que essas alterações trarão às vias adjacentes.

Se bem fiscalizadas, essas alterações ainda deixarão Itapema à frente da maioria das cidades catarinenses em termos de mobilidade, mas ainda assim se constitui num retrocesso em termos de política pública. O ideal era que a implantação da pista exclusiva para ônibus e veículos oficiais e coletivos ocorrer no leito carroçável, utilizando-se, para isto, uma das pistas utilizadas pelos veículos automotores.

Saiba mais:

População de Itapema decide mudanças na Avenida Nereu Ramos

Porto Alegre, RS

Parece piada, mas não é! Mais uma dessas pérolas surgiuvinda direta do caso do bancário Ricardo José Neis, que atropelou e feriu ao menos 16 ciclistas durante a Bicicletada de Porto Alegre, num ato que provocou manifestaçõesem prol das vítimas em vários países.

O promotor de justiça Fábio Roque Sbardellotto, do Ministério Público Estadual do Rio Grande do Sul, enviou o seguinte ofício abaixo em que escreveu:

Senhor Comandante:
Com a honra de cumprimentá-lo, e com o escopo de instruir o Inquérito Civil supra, instaurado para “investigar potencial infração a ordem urbanística em razão de irregularidades nos eventos organizados pelo grupo de ciclistas Massa Crítica, nesta Capital”, solicito que informe, no prazo de 30 dias, o nome de todos os componentes do grupo e do representante, se houver, bem como indique de que maneira o grupo atua e comprove, conforme preceitua o artigo 5º, inciso XVI, da Constituição Federal, a prévia comunicação às autoridades competentes antes da realização dos encontros, com a indicação de trajetos, para possibilitar a organização do trânsito local.”

Oras, para bom entendido, o desconhecimento de causa do promotor chega a provocar risos. A começar pelo fato de que não existe um grupo de ciclistas chamado Massa Crítica, que é uma coincidência rizomática. Não existe necessidade de comunicação às autoridades, ao contrário do que afirma o juiz, e nem representantes e nem componentes de grupo, até pelo fato de não haver grupo.

Os motoristas saindo de seus trabalhos ou residências, inúmeros ao mesmo tempo, por uma coincidência da organização econômica e social vigente não precisam avisar às autoridades que ajudarão a provocar congestionamentos no trânsito. As “autoridades competentes” já sabem disso! Quando vizinhos vão a uma mesma festa, ou os torcedores saem dos estádios de futebol, não comunicam sua saída. Simplesmente o fazem. Que sentido faria, então, os ciclistas comunicarem que vão se deslocar pelas ruas da cidade, por ventura com outros ciclistas? Nenhum!

Enquanto isso, Ricardo Neis segue livre em sua casa. O seu processo deve acabar em júri popular.

Os ciclistas, como não poderia deixar de ser, aproveitaram-se das palavras do promotor para inspirarem-se no tema da Bicicletada de dezembro, que deve ocorrer nesta sexta-feira.

A concentração ocorrerá no Largo Zumbi dos Palmares, a partir das 18h30. A saída será às 19h, aproximadamente, em destino que qualquer um pode escolher na hora.

Saiba mais:

AI-5 de novo? MP investiga a Massa Crítica de Porto Alegre

Bicicletada dupla em Florianópolis – Em prol dos ciclousuários do Rio Tavares

A Bicicletada, por definição, não tem um roteiro pré-definido. Vai dos participantes que estiverem no ponto de encontro a sua definição. Entretanto, desde 2009 não se via tamanha insatisfação dos ciclistas de Florianópolis como se observa agora. Naquele ano, a comunidade da Lagoa da Conceição apareceu em peso, exigindo ciclovia na Av. Ver. Osni Ortiga, no Porto da Lagoa. As últimas notícias dessa ciclovia são animadoras: em setembro, a Secretaria de Obras entregou o Relatório Ambiental Preliminar (RAP) à Fundação do Meio Ambiente (FATMA). Dessa maneira, logo após a temporada de verão devem começar as obras do passeio e ciclovia.

Este ano, apesar de tudo, as insatisfações dos ciclistas têm aumentado enormemente deste meados do ano. Uma seqüência de omissões têm sido a responsável por tudo. Apesar de inaugurada em 2010, a ciclofaixa do Rio Tavares ainda não foi finalizada – há nove postes em trechos de poucas centenas de metros – e estudos feitos este ano colocam em dúvida se o lado da pista escolhido é aquele que o ciclista usa no dia a dia.

A ciclofaixa da Cachoeira do Bom Jesus enfrenta problemas similares: postes ainda estão no meio da pista, que enfrenta, ainda, problemas de acessibilidade no principal cruzamento. Além disso, a pista foi, recentemente, quebrada para a instalação de importantes obras de saneamento básico.

A demora na apresentação dos projetos da ciclovia circum-universitária deixa apreensivos os estudantes da Bacia do Itacorubi, que convivem com situações diárias em que suas vidas são colocadas em risco. Ademais, a ciclovia da Rod. Admar Gonzaga está muito, mas muito mesmo, aquém das expectativas suscitadas nos ciclistas em 2009.

Ciclistas não reconhecem a ciclovia da Rod. Admar Gonzaga, no Itacorubi, como pista ciclística. A preferência de vários por se usar a rua indica que a ciclovia não cumpre adequadamente sua função. Foto: Fabiano Faga Pacheco.

Some-se a isto a omissão da fiscalização, que permite que automóveis estacionem em todas as vias ciclísticas da cidade, e está pronta toda uma situação tensa, prestes a entrar em ebulição.

O estopim da revolta dos ciclistas está na não construção de ciclovia na ampliação da rodovia SC-405 no Rio Tavares. Apesar de estar nos projetos municipais, os órgãos estaduais rejeitaram a mobilidade por bicicleta, colocando, dessa maneira, a vida dos ciclistas que trafegam pelo bairro em risco, não dando opção para o tráfego em ambos os sentidos da via, e optando por estacionamento do que por ciclovia e calçada. Os ânimos exaltaram-se ainda mais depois que o Estado de Santa Catarina recorreu de decisão do Ministério Público que incluía ciclovia na obra. Não é por outro motivo que não buscarem permanecer vivos que os ciclistas estão tremendamente descontentes.

Ciclistas arriscam-se por simplesmente deslocarem-se no Rio Tavares. A situação para eles tende a piorar. Foto: Fabiano Faga Pacheco.

Tal situação gerou que o trajeto da Bicicletada Floripa de dezembro não poderia ser outro que não aquele que passasse pelo Rio Tavares. É o que diz o “inconsciente coletivo”, para citar as palavras do cicloativista André Pasqualini, fundador do Instituto CicloBR.

Assim é que a Bicicletada do Bigode, tema escolhido para festejar mais esta edição,  acaba sendo ainda mais significativa. O “bigode”, sugerido para ser utilizado pelos participantes das intervenções lúdicas, proporciona ainda mais significações. Espera-se que Santa Catarina seja muito mais do que um Maranhão do Sul, e ouça os apelos pela vida de seus habitantes.

O ritmo da pedalada é leve, respeitando os limites físicos de todos os participantes. As leis de trânsito serão todas respeitadas no que vale ao conceito de Massa Crítica.

A saída será às 19h da praça de Skate em frente ao Shopping Iguatemi, na Trindade. A concentração tem início às 18h. Para quem vier do sul da Ilha ou da Lagoa da Conceição, a concentração será na Igreja São João Vianey, ao lado do Conselho Comunitário da Fazenda do Rio Tavares, às 18h. Às 19h, eles sairão em direção ao Trevo da Seta, próximo do qual ambos os grupos devem se encontrar.

Na ocasião, a deputada estadual Angela Albino (PCdoB) garantiu presença no evento, que é aberto a todos, sejam políticos ou não. A Bicicletada também conta com o apoio do Conselho Local de Saúde da Fazenda do Rio Tavares.

No sábado, a pedalada continua

“Gostaríamos de convidá-lo a participar da Mobilização pela Ciclovia na SC-405!

Como sabemos, o trecho do Rio Tavares está atualmente em obras, com a construção de uma nova pista pelo governo de Santa Catarina, que insiste em executar obras impensadas em todo o contexto da mobilidade urbana da região. A ausência de estudos do tráfego, a não construção de ciclovias, a não destinação da terceira pista para utilização exclusiva pelo transporte coletivo mostram que o planejamento urbano foi voltado exclusivamente para o automóvel, criando barreiras ao comércio local, prejudicando os ciclistas, pedestres e os usuários de transporte público.

Sabemos que a solução para a mobilidade urbana passa pelo binômio bike+ônibus, e não é o que está acontecendo na região. Como prova disso, o governo recentemente recorreu de Ação Civil Pública que determinou a implantação de ciclovia no trecho em obras em um ano, apesar de manifestações dos moradores, ciclistas, urbanistas e arquitetos. Além disso, nosso governador tem ignorado uma lei estadual (Lei 15168/2010) que OBRIGA a inclusão de ciclovia nas reformas de rodovias estaduais, indo na contramão de exemplos bem sucedidos em outros estados brasileiros e em outros países.

Precisamos nos mobilizar contra esse descaso com os ciclistas e com todos os meios de transporte coletivo em Florianópolis!”

Saiba mais:

Site, Facebook, Orkut e Blogue da Bicicletada Floripa.

Setembro, mês da mobilidade

Setembro é tido no Brasil como o mês da mobilidade sustentável. Nos últimos anos, têm sido freqüentes os eventos e debates que reforçam essa idéia. Diversas cidades do país, por exemplo, envolvem-se politicamente na promoção de atividades durante o Dia Mundial Sem Carros, que ocorre em 22 de setembro. Há anos, grandes pedaladas ocorrem nesse dia em cidades como São Paulo, Florianópolis e Rio de Janeiro. Com o trânsito cada vez mais caótico que tem assombrado até as médias cidades, fica premente que o planejamento urbano deve levar em conta alternativas aos meios de transporte que contemplem não apenas o automóvel.

Até a cidade estadunidense de Boston, conhecida por não ser amigável ao pedalar, está revendo seus conceitos e apostando em novas formas de deslocamento para seus cidadãos. Disponibilizou 600 bicicletas coletivas, investindo US$ 5,7 milhões para mudar sua imagem.

Outras cidades que, tradicionalmente, investiam preferencialmente na construção de novas pontes e rodovias estão se rendendo a mudar sua forma de pensar. Los Angeles, por exemplo, começa agora, tardiamente, a investir na requalificação de seu espaço urbano, incluindo a revitalização de passeios e a implantação de ainda tímidas ciclovias.

E já não era sem tempo! Os constantes engarrafamentos fizeram até que uma empresa de avião operasse vôos de um lado a outro da cidade por apenas US$ 4,00! O paradigma da rapidez dos veículos motorizados na cidade foi posto em cheque em julho deste ano. Numa espécie de Desafio Intermodal local, seis ciclistas desafiaram o avião e… chegaram com uma hora de antecedência!!!

Ainda assim, Los Angeles continua uma cidade dúbia! Mesmo com o fechamento para obras da principal rodovia americana, que passa pelo município, tendo ocasionado uma redução dos congestionamentos, os investimentos em sua ampliação superam em muito aqueles fornecidos à mobilidade por bicicleta e aos pedestres.

Enquanto algumas cidades ainda temem em enxergar em problemas as suas soluções, São Paulo, no último ano, tem trilhado um caminho mais próspero! Depois de a bicicleta ter chegado até à frente do helicóptero, no Desafio Intermodal realizado em 2009, vislumbram os ciclistas paulistanos um futuro melhor, embora ainda marcado de incertezas. A Ciclofaixa São Paulo, opção de lazer aos domingos, foi consideravelmente ampliada e, certeiramente, novos parques urbanos serão implantados no município ao longo de sua extensão. Pipocam projetos de  infraestrutura  cicloviária e, ao contrário de uma década atrás, quando planos cicloviários regionais foram criados e não saíram do papel, hoje São Paulo conta com forte pressão de associações de ciclistas para a implementação das melhorias.

A posição de Florianópolis também é dúbia. Enquanto são estudados novos locais para bicicletários, novas malhas cicloviárias e até mesmo um sistema de aluguel de bicicletas, vemos algumas obras fundamentais serem realizadas de maneira que não melhoram o trânsito e ainda colocam em risco a vida dos usuários da bicicleta. Exemplo mais gritante disso são as novas obras de nova pista na SC-405, no Rio Tavares. O aumento da velocidade dos automóveis nos trechos iniciais somados a uma diminuição de seu espaço de circulação põe em risco a vida dos ciclistas que trafegam pela região. Mesmo os planos do Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis (IPUF) prevendo as novas obras, que incluem nova pista e acostamento, previam eles também passeios e ciclovia. O Ministério Público exigiu a construção de ciclovia em um ano no local, bem como a Comissão Municipal de Mobilidade Urbana por Bicicleta (Pró-Bici) também se manifestou favorável aos ciclistas.

Outros exemplos da cidade refletem melhor o tom dúbio do discurso. Oficialmente inauguradas entre um e dois anos atrás, as ciclofaixas feitas ao final do próprio Rio Tavares e na Cachoeira do Bom Jesus ainda hoje não foram finalizadas. Postes são um obstáculo constante e perigoso em ambos os trechos. Ao mesmo tempo, no Ribeirão da Ilha, a tão sonhada ciclovia que consta no projeto executivo transmutou-se em passeio compartilhado que sofre, assim como a ciclofaixa da Rua Bocaiúva, constantes invasões por automóveis.

Dessa maneira, a mobilidade na cidade, tanto para quem anda de automóvel quanto para quem usa a bicicleta anseiam, ainda, medidas mais eficazes para rapidez e segurança dos usuários.

Os ciclistas depositam suas esperanças na integração intersetorial que o Pró-Bici trouxe consigo. A população em geral aguarda ainda a corajosa aposta no BRT (Bus Rapid Transit), apontado como uma plausível solução por especialistas estrangeiros e locais durante o Fórum Internacional sobre Mobilidade Urbana. Para quem hoje consegue ver soluções de longo prazo em suas próprias cidades, fica claro que novas pontes não são o caminho para melhorar a mobilidade urbana e que apenas investimentos no binômio transporte ativo + transporte coletivo estão na resposta que equaciona as soluções de trânsito das cidades do futuro.

Chegamos agora no melhor período para se pensar a mobilidade de forma integrada e holística. Sem preconceitos. Sem medo de inovar. Setembro já chegou!

Fabiano Faga Pacheco 

Simbora pra Ponta das Canas?

Vai acontecer amanhã, domingo, 9 de novembro, o projeto “Um Dia de Saúde e Alegria”, promovido pelo Conselho Local de Saúde de Ponta das Canas. Das 11h até às 17h, várias atividades de recreação infantil, esporte, saúde e lazer serão realizadas na praia de Ponta das Canas.

Cartaz de divulgação do projeto "Um Dia de Saúde e Alegria"

Cartaz de divulgação do projeto “Um Dia de Saúde e Alegria”

Atividades

Recreação infantil: cama elástica, pintura de rosto, corrida do saco, etc.

Esportes: aulas de ginástica, alongamento, caminhada orientada, vôlei de praia, passeio ciclístico de encerramento.

Prevenção de doenças: medição de pressão arterial e HGT, cálculo de risco cardíaco.

Diversos: divulgação de iniciativas protetoras do meio ambiente, estandes do Conselho Local de Saúde, do Plano Diretor Participativo, de entidades locais ligadas à saúde e meio ambiente, artesanato local, etc.

Serviços: barracas de lanches, carrinhos de pipoca, churros, algodão doce.

Detalhe da área do evento

Detalhe da área do evento

O passeio ciclístico deve começar às 16h e vai sair em frente à praia de Ponta das Canas. Ele seguirá pela Rua Fernandes Viegas e passará pela Av. Luiz Boiteux Piazza e pela Rua Leonel Pereira antes de retornar pelo mesmo caminho.

Itinerário do passeio ciclistico

Itinerário do passeio ciclístico

O percurso pode parecer longo, mas quem conhece a área, comparando com a dimensão da praia na imagem, sabe que o trajeto é menor do que aparenta. O local é plano, o trajeto parece-me ter cerca de 8km e pretende-se aproveitar para utilizar as partes já concluídas da nova ciclovia da Cachoeira do Bom Jesus. Utilizando-a e mostrando aos moradores da região os benefícios que ela traz, quem sabe não se pressiona o poder público para a continuação da ciclovia até a praia de Ponta das Canas e – por que não? – para a realização de mais obras que beneficiem aos usuários de bicicleta de Florianópolis.

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