Comunidades rejeitam Plano Diretor PseudoParticipativo

Conteúdo Especial - Bicicleta na Rua

Maioria das críticas referem-se à forma de condução do processo por parte do secretário Dalmo Vieira Filho.

– Golpe! Golpe!

Foram com estas palavras que a maioria dos presentes à audiência pública do Plano Diretor de Florianópolis saiu do auditório Antonieta de Barros, o maior da Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina, após às 22h do dia 17 de outubro de 2013.

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A mobilidade e as cidades: as lições de Bogotá

DC 2013-09-28 As licoes de Bogota(Veja em PDF)

Veja o artigo completo enviado para o Fronteiras do Pensamento, do qual participará o ex-prefeito de Bogotá Enrique Peñalosa. A Versão reduzida foi publicada no caderno Cultura do periódico Diário Catarinense em 28 de setembro de 2013.

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Florianópolis: Plano Diretor NÃO Participativo

Dirigi-me nesta quinta-feira, 19 de novembro, ao prédio do antigo Cine Ritz, no Largo da Catedral, a fim de participar da audiência pública onde seria apresentada a proposta do Plano Diretor Participativo de Florianópolis. O PDP é o instrumento que norteará os rumos da cidade pelos próximos anos, incluindo aí a construção de novas pistas cicláveis,  trânsito compartilhado, zonas de acalmia de tráfego, redução de velocidade, municipalização de trechos urbanos de rodovias estaduais situadas exclusivamente dentro da capital catarinense, entre outras coisas. Claro que o PDP não trata apenas disso, mas também de educação, saúde, lazer, urbanização, habitação, meio ambiente e tudo aquilo que seja atribuição do município ou do interesse de seus habitantes.

Pois bem, lá fui! A poucos metros da entrada, havia um aglomerado de pessoas. Fiquei curioso, mas segui à audiência. Estava já com a caneta na mão para assinar a minha presença na sessão quando uma amiga me chamou a ouvir o que se discutia ali fora.

Cerca de 40 pessoas juntavam-se em uma manifestação contrária à forma pela qual o Plano Diretor estava sendo conduzido nos últimos meses. Estavam lá lideranças comunitárias, membros de movimentos sociais e também três políticos: o deputado estadual Vanio dos Santos (PT) e os vereadores Renato Geske (PR) e Ricardo Vieira (PCdoB).

Questionavam eles a validade da audiência pública. A começar pelo fato de que ela seria consultiva e não deliberativa. O que isso quer dizer? As pessoas que participassem apenas iriam ouvir as propostas feitas e opinar sobre estas, sem poder de decisão sobre nada, embora o Estatuto da Cidade estabeleça que a população deva ter esse poder durante todo o processo de formulação do PDP.

Questionavam-se os presentes se deveriam entrar ou não na audiência. A entrada poderia acarretar uma distorção da realidade, com a prefeitura afirmando que houve participação popular em uma sessão em que a população não poderia de fato se manifestar. Em compensação, ao entrar poder-se-ia tentar mudar alguma coisa, apesar do caráter não deliberativo.

Os que não queriam adentrar disseram justamente que não seriam ouvidos e ainda acabariam por confirmar a participação da população em um processo antidemocrático. Alegavam ainda que o processo da audiência pública não era legítimo e que a presença deles na sessão referendaria esse processo.

Em meados deste ano, a prefeitura encerrara as atividades dos núcleos distritais e contratara uma consultora externa, a Fundação CEPA, para finalizar o PDP, encerrando diálogos com as comunidades da capital e com o próprio núcleo gestor, composto por membros do poder público, da iniciativa privada e da sociedade civil, o qual deveria conduzir o processo do início ao fim.

Havia mais gente fora do que dentro da audiência. “Quem lota as audiências não é a prefeitura, mas as lideranças”, disse Gert Schinke, da comunidade do Pântano do Sul. Não era também sem razão. A audiência fora pouco divulgada e mesmo aos vereadores o convite oficial só chegara na véspera.

As pessoas acabaram não entrando. Alguns cidadãos que estavam na sala saíram furiosos. “Estou me retirando de lá de dentro porque eu não concordo com aquela esculhambação!”, afirmou Édio Fernandes, líder comunitário do continente.

O que, então, ficou decidido?

A população quer poder deliberar sobre o Plano Diretor antes que este seja enviado à Câmara de Vereadores para aprovação, em um processo realmente participativo.

Além disso, irá, nesta sexta-feira, no Plenarinho da Câmara, às 16h reunir-se para “apontar as fraudes do Plano Diretor”.

Interessante era notar que o que acontecia aos arredores da Praça XV assemelhava-se muito ao processo de elaboração do PDP. Enquanto uma viatura da Guarda Municipal e outra da Polícia Militar fazia-nos recordar da época de ausência de democracia, os jovens que passavam rumo a uma micareta faziam-nos imaginar: será que a Ilha da Magia vai acabar por se tornar Folianópolis?

Veja também:

Uma das várias funções das ciclovias

Atualização em 21 de novembro, às 15h27min.

Bicicletada na Lagoa da Conceição para inspirar as crianças

Neste sábado irá ocorrer mais uma edição da Bicicletada da Lagoa da Conceição. Como ocorre desde abril deste ano, a Massa Crítica irá se concentrar a partir das 14h30min na sede da Associação de Moradores do Porto da Lagoa (AMPOLA), na Rua Laurindo Januário da Silveira 5500, ao lado da igrejinha do Porto da Lagoa, próximo à bifurcação com o Canto da Lagoa. O pedal lúdico-educativo sairá às 15h em percurso em ritmo leve pelas ruas do bairro. A Bicicletada ocorrerá independente das condições climáticas.

Floripa - Lagoa da Conceição 2009-11-14

Esta Bicicletada apresentará um diferencial: devem ser apresentadas as regras para o concurso de desenho do Movimento Ciclovia na Lagoa Já. Este concurso será voltado às crianças, que deverão expressar algo na linha de como a ciclovia vai beneficiar o bairro, qual a sua importância na vida das pessoas  e da comunidade e como ela pode contribuir para a sustentabilidade. O vencedor irá ganhar uma bicicleta Caloi Houston full suspension nova, que provavelmente será entregue durante a Bicicletada da Lagoa de dezembro.

Saiba mais:

Relato da Bicicletada da Lagoa de outubro – Por Daniel Costa

Joinville fechará avenida para atividades de lazer

A reportagem abaixo foi originalmente publicada na edição impressa do jornal A Notícia em 06 de novembro de 2009 (pág. 12). Você pode ler a matéria no site do periódico aqui.

logo - A Notícia

Um pedaço de rua para o lazer

AN 2009-11-06 fig.1 - ccapa

LAZER

Um convite ao lazer

Avenida Hermann August Lepper será fechada todos os domingos e feriados para criar um espaço de esporte e lazer.

A avenida Hermann August Lepper, a beira-rio, no Centro de Joinville, vai virar um espaço de lazer e esportes a partir deste domingo. Um projeto que envolve desde secretarias municipais até associações e empresas esportivas quer levar adeptos de caminhadas e corridas, ciclistas, skatistas ou apenas joinvilenses dispostos a conviver e se divertir por um dia à sombra das figueiras, às margens do rio Cachoeira.

O projeto se chama “Joinville em Movimento” e está sendo divulgado em cartazes pendurados em postes da própria Hermann August Lepper. A primeira experiência, neste domingo, vai servir como piloto. O sonho, no futuro, é transformar a beira-rio numa espécie de Times Square – a rua mais famosa de Nova York – joinvilense.

Os idealizadores aproveitaram a Corrida Rústica de Joinville, que larga do mesmo local, no domingo, para dar início ao projeto. Nesta primeira edição do Joinville em Movimento, o trânsito será interditado num trecho de 1,5 km entre a ponte no cruzamento da Hermann August Lepper com a Dona Francisca até a ligação com a outra beira-rio, a José Vieira. Agentes da Conurb vão orientar os motoristas.

Avenida Hermann August Lepper será fechada todos os domingos e feriados para criar um espaço de esporte e lazer

Avenida Hermann August Lepper será fechada todos os domingos e feriados para criar um espaço de esporte e lazer.

Cerca de 60 funcionários da Fundação Municipal de Esportes, Lazer e Eventos (Felej) e pessoas da Associação de Corredores de Rua (Corville) darão dicas para quem quiser caminhar, andar de bicicleta ou praticar outros esportes no trecho.

O projeto irá ocorrer aos domingos e feriados, sempre das 7 às 13 horas, até o fim de semana antes do Natal. Por enquanto, não haverá infraestrutura montada no local. A rua será fechada apenas. Em janeiro, a proposta deve ser retomada. O horário foi escolhido por ter movimento reduzido de carros.

Futuramente, a ideia é levar outras iniciativas para a beira-rio como exposições artísticas, feiras de artesanato, de livros usados, espaços para relaxamento, dicas e atendimentos de saúde, brincadeiras, quadras para esportes de rua, obstáculos para esportes radicais (skates e bikes), por exemplo. Se a iniciativa ganhar adeptos, o objetivo é fechar os 5,3 km das duas beira-rios, desde a avenida Procópio Gomes até a rótula da José Vieira aos domingos e feriados.

A iniciativa atende a um dos itens do plano de governo atual, de fechar ruas para a prática de esportes e lazer. Além de Felej e Corville, o projeto envolve Secretaria de Comunicação Social da Prefeitura, Secretaria Regional do Centro, 42K Assessoria Esportiva, Companhia da Corrida e outros parceiros. A falta de um parque para a cidade e de mais áreas para lazer e esportes está entre as razões da iniciativa, segundo os próprios idealizadores.

Rogério Kreidlow

AN 2009-11-06 - Projeto Joinville em Movimento(veja em .pdf)

Saiba mais:

Por mais áreas para o lazer, verde e vida – Opinião da jornalista Raquel Schiavini sobre o assunto.

Veja também:

Joinville, a cidade das bicicletas, está sem ciclovias – Outrora conhecida como “cidade das bicicletas”, o município catarinense ainda possui poucas infraestruturas adequadas aos ciclistas urbanos.

Nova ponte em Rio do Sul terá ciclofaixa

A reportagem abaixo foi originalmente publicada na edição impressa do periódico Diário Catarinense em 13 de setembro de 2009 (pág. 36). Você pode ver a matéria no site do DC aqui.

Trânsito

Para acabar com os congestionamentos

Inauguração de elevado em Rio do Sul deverá desafogar o tráfego nas imediações do Centro da cidade

A Foram 16 meses de obras e trabalhos dificultados por conta de existir um rio a ser vencido de um lado a outro. Mas com a conclusão do Elevado Deputado José Thomé, a rotina do trânsito em Rio do Sul, no Alto Vale, deve mudar radicalmente. A partir de agora, a população espera que o tráfego na região Central possa fluir com segurança e sem congestionamentos.

A intenção da prefeitura, segundo o secretário de Planejamento, Urbanismo e Meio Ambiente, Frank Dieter Schulze, é resolver um problema de anos e tentar criar uma estabilidade no trânsito para as próximas duas décadas. Pela dimensão e custos do projeto, essa meta deve ser atingida (detalhes no box).

– Agora iremos monitorar constantemente e, se for necessário, faremos novas mudanças. Mas temos certeza de que, sem o elevado, o sistema entraria em colapso – afirmou o secretário, animado com a conclusão da sonhada obra.

Dentro do projeto de remodelação do sistema viário da área central do município, além do elevado, foram refeitos os trevos de acesso à nova estrutura e a reordenação do sentido do tráfego. Houve o prolongamento da Rua Dom Bosco até a Avenida 7 de Setembro.

As ruas também passaram por processos de drenagem, colocação de tubulação pluvial, terraplanagem, assentamento da base do asfalto e a finalização com a capa asfáltica.

A construção do elevado de 760 metros de extensão integra projeto de remodelação do sistema viário do município.

A construção do elevado de 760 metros de extensão integra projeto de remodelação do sistema viário do município.

Ciclovias fazem parte do projeto

Com a sinalização, as vias também ganharão ciclofaixas. O secretário Schulze destacou que a intenção é tentar humanizar o trânsito, incluindo formas alternativas de transporte. Dentro deste projeto, está a nova licitação do transporte urbano da cidade. No edital (sem data para o lançamento), as empresas interessadas deverão apresentar propostas de um modelo intermodal, combinando ônibus e bicicletas.

– Os motoristas têm de entender que quanto mais alternativas, mais espaço haverá nas vias. Se o ciclista tiver segurança, o motorista também terá. E esta é uma dica para todos os municípios do Alto Vale, pensar em soluções enquanto ainda é possível, enquanto o sistema viário está em formação – destacou Schulze.

Custos da obra

– O projeto de remodelação teve um custo de R$ 13 milhões, sendo gastos R$ 9,4 milhões somente no elevado, pagos pelo município.

– O planejamento e a planta foram feitos em parceria com a Associação de Engenheiros e Arquitetos do Vale do Itajaí.

– Embaixo da estrutura de 760 metros de extensão, na margem esquerda do Rio Itajaí, será entregue o Parque Municipal Harry Hobus.

Florianópolis implantará ciclovia na Lagoa

A reportagem abaixo foi originalmente publicada na edição impressa do periódico Diário Catarinense em 10 de agosto de 2009 (pág. 23). Você pode ver as matérias no site do DC aqui. O texto também se encontra nos sites da Prefeitura de Florianópolis, JusBrasil e Bicicletada Floripa. Um relato da reunião pode ser lido também no Movimento Ciclovia na Lagoa Já.

Urbanismo

Ciclovias e passeio para melhoria da segurança

Prefeitura da Capital deve investi R$ 1 milhão para revitalização da Osni Ortiga, na Lagoa da Conceição

A avenida Osni Ortiga, na Lagoa da Conceição, vai ganhar ciclovia e passeios para pedestres. As obras de revitalização devem custar cerca de R$ 1 milhão e o projeto final será apresentado para os moradores da Capital no início do mês que vem.

A ciclovia Rota 9 terá uma extensão de 3,2 quilômetros, sendo dois de vias exclusivas para bicicletas e 1,2 quilômetro de via compartilhada de baixa velocidade. A faixa vai ligar a Avenida das Rendeiras, principal acesso às praias do Leste de Florianópolis, ao Rio Tavares, na região Sul.

– Essa é uma reivindicação antiga dos moradores. Hoje muita gente passa por aqui pedalando, mas ainda é muito perigoso – afirmou a moradora do Porto do Rio Tavares, Léa Pires, de 38 anos.

Margeando a Lagoa da Conceição, via não oferece segurança para quem costuma usá-la para pedalar ou caminhadas.

Margeando a Lagoa da Conceição, via não oferece segurança para quem costuma usá-la para pedalar ou caminhadas.

O projeto foi assunto do último encontro do vice-prefeito e secretário de Transportes, Mobilidade e Terminais, João Batista Nunes, o secretário de Obras, José Nilton Alexandre, e representantes comunitários da região, no dia 5 de agosto.

Agora, os técnicos do Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis (IPUF) e a Secretaria de Obras tem até o dia 5 de setembro para concluir o projeto final.

– As ciclovias da Osni Ortiga e a universitária, na bacia do Itacorubi, são prioritárias dentro das questões da mobilidade do município– afirmou o vice-prefeito.

Entre as possibilidade de recursos para a execução da obra, o IPUF destacou um pedido de verbas que já tramita no Ministério das Cidades. Além disso, uma participação público-privado, com compensação ambiental, também foi cogitado.

Projeto prevê instalação de lombadas eletrônicas

Outra preocupação tratada no encontro foi a segurança e a velocidade dos veículos na avenida. De forma emergencial, a Secretaria dos Transportes se comprometeu a viabilizar a colocação de placas de trânsito estabelecendo 60 Km/h como velocidade máxima.

O traçado do projeto

Saiba mais:

Entenda a problemática da Osni Ortiga nas matérias abaixo:

Bicicleta na Rua
Caminhos do Sertão
Jornal da Lagoa
Jornal Notícias do Dia
Movimento Ciclovia na Lagoa Já

Blumenau: cidadania e qualidade de vida

O artigo abaixo foi originalmente reproduzido no Jornal de Santa Catarina, na edição de 20 de julho de 2009. Foi, também, publicado resumido na Folha de Blumenau do dia 22 de julho.

Jornal de Santa Catarina - logo

ARTIGO

Motoristas, ciclistas e outros cidadãos

Somos conservadores! Sempre que se tenta transformar alguma estrutura predominante da cidade, levantam-se vozes a protestar, seguidas de outras a defender tais mudanças. Isso é da democracia e é bem-vindo, mas temos que superar essa característica de defender apenas os interesses próprios. Essas manifestações em causa própria ignoram os interesses do “outro” e até os da cidade e da cidadania.

A recente implantação de mais um trecho de ciclofaixa em Blumenau, iniciativa correta do poder público, desperta uma discussão importante: a questão da mobilidade urbana. Já sofremos sérios problemas devido à quantidade de carros circulando, à falta de planejamento urbano, ao descaso das empresas de ônibus e à inexistência de soluções alternativas. O transporte não pode ser tratado como uma conversa cotidiana entre leigos, deve estar embasada em informações e conhecimentos técnicos. A mobilidade deve ser tratada de forma integral, considerando todos os aspectos urbanos: paisagem, poluição ambiental, qualidade de vida, desenvolvimento econômico e a felicidade de todos.

É um erro tratar o trânsito de forma isolada, apenas com cálculos e planilhas. Suas causas e consequências são mais complexas e amplas, incidindo sobre todos os espaços e cidadãos, travando o desenvolvimento econômico e social de uma cidade. A solução passa por decisões estruturais e temos que tomá-las rápido: da prioridade absoluta para o transporte coletivo e o deslocamento não-motorizado às alternativas combinadas e complementares.

Não se trata de punir o usuário do carro, mas o fato é que estes precisam ceder espaço para outras formas de transporte mais eficientes, menos poluentes, mais agradáveis e baratas. As bicicletas são um componente fundamental para qualquer sistema de transporte urbano eficiente. Elas são complementares e cumprem um papel específico. Muitos gostariam, por exemplo, de sair de casa pedalando 10 minutos até o terminal de ônibus mais próximo, deixar a bicicleta lá, pegar um ônibus até o trabalho e caminhar mais cinco minutos. Por que não implantamos o sistema de bicicletas públicas?

Outro argumento utilizado é a topografia de Blumenau. O bom senso permite defender sua utilização prioritariamente nas diversas áreas planas da cidade e isso deve ser considerado pelos planejadores. Em relação à perda de vagas de estacionamento nos corredores de serviço, sugiro que utilizemos vários exemplos no mundo, onde o aumento de pedestres e ciclistas, a médio prazo, aumentou as vendas do comércio nestes pontos.

Temos que avançar e preparar a cidade para o futuro, não apenas com discursos ou verbas mal aplicadas e obras pouco planejadas. Sem planejamento urbano adequado e a vontade coletiva da sociedade, continuaremos sendo apenas uma cidade bonitinha, mas sem vocação para se tornar uma cidade influente e atraente no Século 21, cujo principal fator é a alta qualidade de vida urbana.

Por Christian Krambeck*

* Christian Krambeck é arquiteto, urbanista e professor universitário

Saiba mais :

Blumenau implanta mais ciclovias – reportagem do Jornal de Santa Catarina mostra as novas obras cicloviárias de Blumenau.
Antes que o mundo pare – artigo de Fabrício Cardoso fala do excesso de automóveis em Blumenau e estimula o debate sobre as novas ciclofaixas da cidade.
A polêmica sobre as ciclofaixas de Blumenau – artigo de Willian Cruz mostra sua opinião e relaciona os fatos que acontecem em Blumenau com o passado de San Francisco, EUA.
Blumenau: resposta do presidente da UCB – carta de Antonio Carlos de Mattos Miranda, presidente da União de Ciclistas do Brasil, sobre a polêmica acerca das ciclofaixas em Blumenau.
Cartas-resposta em favor das ciclofaixas em Blumenau – respostas de cicloativistas e sociedade civil a colunista que ironizou as novas ciclofaixas na cidade.
Comerciantes criticam áreas para ciclistas – reportagem no Jornal de Santa Catarina faz o contraponto com as queixas dos comerciantes.

Blumenau: resposta do presidente da UCB

Resposta do presidente da UCB – União de Ciclistas do Brasil à esta coluna publicada no jornal Folha de Blumenau. Leia mais respostas aqui. Mensagem retirada do fórum da Bicicletada Curitiba.

Ao Senhor Carlos Tonet – Jornal Folha de Blumenau,

De forma alguma quero responder a imbecilidades com mais imbecilidades ou patadas deletérias. Carlos Tonet acha que é o único que sabe fazer uso do vernáculo para atacar o que bem entender. Ledo engano. Tem muita gente que sabe escrever e convencer.

O que Carlos Tonet chama de aberração urbana e faz menoscabo é, em verdade, a redenção da mobilidade humana nas cidades. Se hoje existem poucos usuários nessas ciclofaixas e nas poucas ciclovias de Blumenau é porque a rede cicloviária ainda não tem conectividade. É comum que pessoas como Carlos, aparentemente usuário convicto de meios motorizados, reclamem da perda de espaços viários para a implantação de infraestruturas para as bicicletas.

Carlos Tonet não sabe que o mundo europeu, onde estão as moedas mais fortes do planeta, e onde a economia efetivamente gira, movendo boa parte do planeta, a bicicleta está sendo re-editada, re-inserida e assumindo importante papel na mobilidade urbana. Somente a Alemanha tem mais de 200 mil km de ciclovias junto às rodovias. Isto é somente 80 vezes mais tudo que temos nas áreas urbanas de todos os 5.562 municípios do Brasil. Hamburgo é a cidade do mundo com a maior extensão de rede cicloviária no mundo, com mais de 1.800 km de ciclovias e ciclofaixas.

Mas tudo isto é bobagem para Carlos Tonet, que tem seus minutos de glória e de respostas agora, e para quem não responderei mais. Deverei doravante solicitar espaço direto à direção do jornal para publicar artigos pessoais ou para prestar esclarecimentos sobre o ciclismo. Assim, poderei dizer aos blumenauenses e a outros cidadãos do Vale Europeu sobre a importância em investir no ciclismo e no ato saudável de pedalar uma bicicleta.

É importante que Carlos Tonet saiba que estudo feito na Alemanha mostrou que Berlim tinha mais de duas vezes o tamanho da frota de automóveis de Bangkok. Berlim também tem duas vezes menos a população da cidade asiática, hoje com 6,5 milhões de hab. No entanto, os orientais usam quase três vezes mais o automóvel do que os berlinenses. Os alemães da capital fazem uso intenso da bicicleta para seus deslocamentos, atingindo pouco mais de 18% nos seus deslocamentos diários com este modal. E veja que estou falando da Alemanha e não da Holanda, Dinamarca e mesmo da Suíça, cujos números são muito maiores.

Qual conclusão tirar dos dados? O que dizer a Carlos Tonet? Simples, os berlinenses são muito mais ricos do que os tailandeses sim. Mas também que quem gosta da motorização e a usa de forma exacerbada são os pobres, acomodando suas bundas gordas nos bancos dos automóveis, mesmo que para isto tenham de ficar engarrafados, se irritarem uns com os outros, se xingarem, e por vezes se matarem. Como já disse a grande jornalista Jane Jacobs, depois laureada como urbanista tal a sua importância na história do urbanismo mundial “a bicicleta aproxima as pessoas, o automóvel afasta.”

Portanto, se hoje Carlos Tonet se irrita com a perda de espaço para um fluxo que ainda está longe de ser percebido, ou que ainda está tímido para aparecer aos olhos de muitos carlos tonets, é porque o ser humano é cego e egoísta social para com as ações que ferem os seus interesses na apropriação privada do que é de domínio público. Como se houvesse direito adquirido sobre o espaço público apenas porque os gestores são complacentes. Há muito os automóveis e seus proprietários se apropriaram da via pública como se ela fosse o quintal da sua casa, da sua loja, como se fizesse parte do seu “negócio”. Para tal procedimento devemos dar um basta.

Realmente num País onde o desmando e a desfaçatez dos políticos são ações banalizadas e contra as quais não atingem os dedos da justiça e as barras da prisão, todos dão um jeitinho para tentar abocanhar uma fatia do bem público. A começar pelos motoristas na apropriação do viário para estacionar seus veículos.

Passar bem, jornalista.

Antonio Carlos de Mattos Miranda
Presidente da União de Ciclistas do Brasil – UCB
Consultor em planejamento e projetos cicloviários – CREA 1286/D

Saiba mais:

Blumenau implanta mais ciclovias
Dresden, uma cidade boa para se pedalar

Dresden, uma cidade boa para se pedalar

O texto abaixo foi publicado nesta postagem do Cleber Gomes no blogue O Gregário em 22 de junho de 2009.

O Gregário - logo

O bom exemplo vem do Velho Continente

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Estive recentemente nas cidades de Dresden e Binsen no velho continente, mais especificamente na Alemanha, em viagem de negócios, mais uma vez voltei ao Brasil com a sensação de viver em um país realmente curioso.

Me encanta como alguns países da Europa tratam alguns assuntos de uma maneira inteligente, priorizando a qualidade de vida de sua população, mostrando ao mundo como existem maneiras de vivermos em harmonia, com esforço e força de vontade se consegue as coisa por lá.

Nasci, estudei e me formei em Joinville, e desde criança tive na bicicleta um instrumento de diversão, prática de exercício físico e prazer. Posteriormente competindo profissionalmente, inclusive defendendo as cores do Brasil em campeonatos mundiais, pan-americanos e várias competições nacionais e na América do Sul principalmente.

Sempre me perguntei porque uma cidade como Joinville, intitulada como a Cidade das Bicicletas, que foi colonizada principalmente por Europeus, e que utilizou por décadas a bicicleta como meio de transporte dos milhares de trabalhadores das grandes fábricas da cidade, não dava condições e estrutura aos cidadãos Joinvillenses de utilizarem suas bicicletas.

Ao desembarcar em Dresden percebi que aquela era realmente uma cidade modelo no que diz respeito ao transporte público e qualidade de vida. A cidade possui modernos trens urbanos de diferentes tamanhos e formatos, com ônibus modernos e de ultima geração, serviços excelentes de táxi e claro, não pude deixar de perceber a quantidade de bicicletas em quase todas as ruas, estacionadas nas calçadas, amarradas em locais específicos para as “magrelas”, e a quantidade de pessoas pedalando. A sinalização nas ruas (quase todas), me chamou a atenção logo de início, o que faz possível a utilização da bicicleta para quase todas as atividades diárias e quotidianas dos Alemães, foi pura nostalgia para quem é amante da bike.

Praticamente todas as ruas da cidade tem ciclovia, o que torna o acesso das bicicletas possível em todos os lugares da cidade, a sinalização está em 100% das ciclovias fazendo com que o sentido que se anda seja obedecido e fazendo com que o ciclista esteja seguro na sua via de rolagem, todos os cruzamentos onde existem semáforos tem um semáforo para as bicicletas e seus ciclistas, fazendo assim com que os mesmos saibam onde e quando devem parar para não causarem acidentes com os temidos inimigos dos grandes centros urbanos os famosos carros e motos.

Apesar de ver e de ter usado toda essa estrutura fantástica, que é excelente, que é inimaginável de se encontrar algum dia na nossa Joinville “Cidade das Bicicletas”, tenho que admitir que o povo Alemão que faz com que tudo isso dê certo, respeito, educação, bom senso e preocupação com a vida e o bem estar.

Tenho que admitir e contar um fato curioso, ao adquirir minha Pinarello, fui ansioso fazer um treino nas montanhas, passando por um vilarejo lindo, furei o sinal como seu eu estivesse aqui no Brasil, e tomei uma BRONCA dos carros, das pessoas na calçada e as que passaram por mim, fiquei me sentindo tão mal que não voltei à repetir tal atitude, ou seja, passei à fazer o básico que é respeitar os outros.

As crianças da Alemanha já aprendem desde cedo que a bicicleta é importante, faz bem para a saúde, é mais econômica como meio de transporte, não polui, evita várias doenças por ser se tratar de um exercício físico, diminui o tempo nos trajetos urbanos, é um meio de propaganda, enfim tudo isso e mais um pouco. Sei que não é fácil acreditar nesse mundo perfeito, mas basta dar uma olhada no dia a dia dos Alemães para testemunhar cenas das mais diversas, como bebês confortavelmente acomodados em carrinhos especiais sendo rebocados pelas bicicletas de seus pais , senhoras com seus maridos passeando nas diversas ciclovias com vista para o magníficos e límpidos rios e montanhas, locais de tirar o fôlego de tão bonitos, executivos em seus ternos pretos em cimas de suas bikes no centro da cidade indo para o trabalho, jovens e mais jovens indo de um lado para o outro, enfim é ver para crer.

A nossa Joinvile tinha tudo para ser um local ideal para as bikes, pois é uma cidade muito plana, tem bastante árvores para dar sombra nos caminho, o centro não fica muito longe dos bairros, enfim, seria sensacional.

Hoje vejo, (admito que fiquei surpreso), que Joinville está tentando estabelecer um processo inteligente de criação de ciclovias para os milhares de ciclistas da cidades, mas infelizmente a falta de visão dos nossos administradores, comerciantes e principalmente dos motoristas de carros jogam contra esta iniciativa tão importante para a cidade e para a população. Vejo Joinville um passo na frente no aspecto do transporte e qualidade de vida com esta iniciativa, podendo com este projeto ser uma referência nacional sobre o aspecto de desenvolvimento urbano.

Me indigna o pensamento onde o ser humano tem que adaptar suas vidas, cidades, vias urbanas e os centros por causa dos carros, onde o racional seria os carros se adaptarem à nós pessoas. Não podemos achar que os carros são a prioridade das cidades, tentem imaginar o que serão nossas cidades e vidas nas próxima décadas com o volume de carros que teremos a mais à cada ano, a prioridade são as pessoas.

Fazendo uma alusão à Europa vejo que o povo, a cultura e o bom senso regem a harmonia entre pessoas, ciclistas, motos, carros, onde todos tem seu espaço, seus direitos e principalmente o direito de ter a opção pelo transporte adequado e preferido de cada cidadão, ou seja, o povo é o responsável por fazer as coisas darem certo ou não

Boa pedalada…!!!

Anderson Zommer*

O Gregário - 2009-06-22 fig.1 - Foto: Anderson Zommer.

* Anderson Zomer começou a peladar em uma Bici-Cross nas ruas do bairro Glória, em Joinville. Mais tarde passou a se dedicar no ciclismo de estrada, onde conquistou vitórias, respeito e admiração. Atualmente compete pela equipe de Joinville, MALHAVIL/FELEJ.

Estive recentemente nas cidades de Dresden e Binsen no velho continente, mais especificamente na Alemanha, em viagem de negócios, mais uma vez voltei ao Brasil com a sensação de viver em um país realmente curioso.

Me encanta como alguns países da Europa tratam alguns assuntos de uma maneira inteligente, priorizando a qualidade de vida de sua população, mostrando ao mundo como existem maneiras de vivermos em harmonia, com esforço e força de vontade se consegue as coisa por lá.
Nasci, estudei e me formei em Joinville, e desde criança tive na bicicleta um instrumento de diversão, prática de exercício físico e prazer. Posteriormente competindo profissionalmente, inclusive defendendo as cores do Brasil em campeonatos mundiais, pan-americanos e várias competições nacionais e na América do Sul principalmente.
Sempre me perguntei porque uma cidade como Joinville, intitulada como a Cidade das Bicicletas, que foi colonizada principalmente por Europeus, e que utilizou por décadas a bicicleta como meio de transporte dos milhares de trabalhadores das grandes fábricas da cidade, não dava condições e estrutura aos cidadãos Joinvillenses de utilizarem suas bicicletas.
Ao desembarcar em Dresden percebi que aquela era realmente uma cidade modelo no que diz respeito ao transporte público e qualidade de vida. A cidade possui modernos trens urbanos de diferentes tamanhos e formatos, com ônibus modernos e de ultima geração, serviços excelentes de táxi e claro, não pude deixar de perceber a quantidade de bicicletas em quase todas as ruas, estacionadas nas calçadas, amarradas em locais específicos para as “magrelas”, e a quantidade de pessoas pedalando. A sinalização nas ruas (quase todas), me chamou a atenção logo de início, o que faz possível a utilização da bicicleta para quase todas as atividades diárias e quotidianas dos Alemães, foi pura nostalgia para quem é amante da bike.
Praticamente todas as ruas da cidade tem ciclovia, o que torna o acesso das bicicletas possível em todos os lugares da cidade, a sinalização está em 100% das ciclovias fazendo com que o sentido que se anda seja obedecido e fazendo com que o ciclista esteja seguro na sua via de rolagem, todos os cruzamentos onde existem semáforos tem um semáforo para as bicicletas e seus ciclistas, fazendo assim com que os mesmos saibam onde e quando devem parar para não causarem acidentes com os temidos inimigos dos grandes centros urbanos os famosos carros e motos.
Apesar de ver e de ter usado toda essa estrutura fantástica, que é excelente, que é inimaginável de se encontrar algum dia na nossa Joinville “Cidade das Bicicletas”, tenho que admitir que o povo Alemão que faz com que tudo isso dê certo, respeito, educação, bom senso e preocupação com a vida e o bem estar.
Tenho que admitir e contar um fato curioso, ao adquirir minha Pinarello, fui ansioso fazer um treino nas montanhas, passando por um vilarejo lindo, furei o sinal como seu eu estivesse aqui no Brasil, e tomei uma BRONCA dos carros, das pessoas na calçada e as que passaram por mim, fiquei me sentindo tão mal que não voltei à repetir tal atitude, ou seja, passei à fazer o básico que é respeitar os outros.
As crianças da Alemanha já aprendem desde cedo que a bicicleta é importante, faz bem para a saúde, é mais econômica como meio de transporte, não polui, evita várias doenças por ser se tratar de um exercício físico, diminui o tempo nos trajetos urbanos, é um meio de propaganda, enfim tudo isso e mais um pouco. Sei que não é fácil acreditar nesse mundo perfeito, mas basta dar uma olhada no dia a dia dos Alemães para testemunhar cenas das mais diversas, como bebês confortavelmente acomodados em carrinhos especiais sendo rebocados pelas bicicletas de seus pais , senhoras com seus maridos passeando nas diversas ciclovias com vista para o magníficos e límpidos rios e montanhas, locais de tirar o fôlego de tão bonitos, executivos em seus ternos pretos em cimas de suas bikes no centro da cidade indo para o trabalho, jovens e mais jovens indo de um lado para o outro, enfim é ver para crer.
A nossa Joinvile tinha tudo para ser um local ideal para as bikes, pois é uma cidade muito plana, tem bastante árvores para dar sombra nos caminho, o centro não fica muito longe dos bairros, enfim, seria sensacional.
Hoje vejo, (admito que fiquei surpreso), que Joinville está tentando estabelecer um processo inteligente de criação de ciclovias para os milhares de ciclistas da cidades, mas infelizmente a falta de visão dos nossos administradores, comerciantes e principalmente dos motoristas de carros jogam contra esta iniciativa tão importante para a cidade e para a população. Vejo Joinville um passo na frente no aspecto do transporte e qualidade de vida com esta iniciativa, podendo com este projeto ser uma referência nacional sobre o aspecto de desenvolvimento urbano.
Me indigna o pensamento onde o ser humano tem que adaptar suas vidas, cidades, vias urbanas e os centros por causa dos carros, onde o racional seria os carros se adaptarem à nós pessoas. Não podemos achar que os carros são a prioridade das cidades, tentem imaginar o que serão nossas cidades e vidas nas próxima décadas com o volume de carros que teremos a mais à cada ano, a prioridade são as pessoas.
Fazendo uma alusão à Europa vejo que o povo, a cultura e o bom senso regem a harmonia entre pessoas, ciclistas, motos, carros, onde todos tem seu espaço, seus direitos e principalmente o direito de ter a opção pelo transporte adequado e preferido de cada cidadão, ou seja, o povo é o responsável por fazer as coisas darem certo ou não.
Boa pedalada…!!!

Relato do Passeio Ciclístico da Lagoa

Quando eu saí da reunião da AMPOLA em que foi decidida a realização do Passeio Ciclístico da Lagoa da Conceição, mal poderia imaginar o sucesso que ele teria.

Nos dias anteriores, consertei o pneu da minha bike e mandei-a para a revisão. Às vésperas, comecei a preparar uma plaquinha para chamar a atenção e separei o meu apito. Instantes antes de sair de casa, vesti meu colete refletivo e, minutos depois, dirigia-me ao ponto de encontro do passeio, na sede da Associação de Moradores do Porto da Lagoa, distante 13km. Lá, terminei de montar minha bicicleta e minha plaquinha e coloquei a camiseta em alusão à ciclista Márcia Prado. Termina aqui a minha história pessoal.

Acontece que havia bastante gente mesmo na concentração. Grupos de crianças e adolescentes conversavam ao lado ou sobre as suas bicicletas. Repórteres procuravam a quem entrevistar em meio ao mar de duas rodas. Algumas pessoas portavam mensagens às costas: “Na Osni de bike é um perigo”, “A pé ou de bike na Osni? Tás tolo?!”, “- Poluição, + Exercício físico!!!”, “Passeio na Osni é só para carros?”. Teve também a célebre “Seja gentil com o ciclista PORRA!!!”, ironia inspirada nesta placa dos Sombra Bikers.

Pessoas concentradas na sede da AMPOLA. Foto: Caminhos do Sertão.

Pessoas concentradas na sede da AMPOLA. Foto: Caminhos do Sertão.

A palavra da população. Foto: Ciclista Fabiano.

A palavra da população. Foto: Ciclista Fabiano.

Placas de ironia e de informação. Foto: Ana Carolina Vivian.

Placas de ironia e de informação. Foto: Ana Carolina Vivian.

Mídia: Patrola. Foto: Ciclista Fabiano.

Mídia: Patrola. Foto: Ciclista Fabiano.

Às 15h30 saímos e logo estávamos a caminho do centrinho da Lagoa. Éramos, então, 144 ciclistas, sendo que mais gente chegou pedalando durante o percurso. Contávamos com o apoio de duas motocicletas da Guarda Municipal de Florianópolis (GMF), que íam à frente dos ciclistas, e com mais uma outra viatura atrás.

Parando e observando à beira da Lagoa, era impossível não perceber a diferença da Osni Ortiga ocupada pelos ciclistas, um espaço público servindo à saúde, bem-estar e sociabilização da população, e da Osni Ortiga imediatamente após à viatura da GMF, um espaço público privatizado por uma máquina de 1ton que carregava, em mais de três quartos (75%) das vezes, apenas uma única pessoa, situação antiecológica, antissociabilizante e estimuladora do sedentarismo e de seus males.

A Osni Ortiga embelezada, servindo à saúde e ao lazer da população. Foto: Caminhos do Sertão.

A Osni Ortiga embelezada, servindo à saúde e ao lazer da população. Foto: Caminhos do Sertão.

Eu perguntava às pessoas em volta sobre o passeio. A sensação de bem-estar era unânime. “Podia ter isso sempre!”, disse-me Neuza, uma mulher com roupa clara. “Pedalar assim é tão bom!”, falava uma moça de camisa lilás.

Tomando o centrinho da Lagoa, onde mais ciclistas se juntavam ao grupo, a curiosidade nas lojas e bares era geral. E olha que a Lagoa já é naturalmente cheia de bicicletas…

No centrinho da Lagoa. Foto: Caminhos do Sertão.

No centrinho da Lagoa. Foto: Caminhos do Sertão.

A primeira parada deu-se próximo ao Terminal de Integração da Lagoa (TILAG). Fato desconhecido da população: O TILAG tem bicicletário! São mais de 30 vagas! No dia, apenas duas magrelas dividiam o espaço com cinco motos e alguns bancos “de praça” e poltronas de madeira (!).

Passagem pelo TILAG. Foto: Caminhos do Sertão.

Passagem pelo TILAG. Foto: Caminhos do Sertão.

Motos no bicicletário? Foto: Ciclista Fabiano.

Motos no bicicletário? Foto: Ciclista Fabiano.

Banco no bicicletário? Foto: Ciclista Fabiano.

Banco no bicicletário? Foto: Ciclista Fabiano.

Metade do caminho percorrido, era hora de voltar.

Logo ao readentrarmos a Osni Ortiga, amostra da imprudência dos motoristas e desconhecimento dos motoqueiros quanto à legislação de trânsito. Atrás do carro da GMF, cerca de quatro estressadinhos (estresse?? quem mandou não estar de bike! rsrs) buzinavam forte, ao que o meu apito fazia “coro” para uma melhor consonância dos sons…

Alguns desses, contrários às ordens da guarda, passaram a viatura e seguiram na contramão. Um deles por muito pouco não acertou algumas das crianças!

Quanta infantilidade por trás de um volante! Infelizmente, quem pedala na região sabe: esse não foi um caso isolado.

Dessa vez, a GMF foi atrás. Mas é uma pena que tem pipocado casos em Santa Catarina onde apenas um corpo ao lado de uma bicicleta é encontrado, enquanto motoristas covardes fogem sem prestar os primeiros socorros.

Uma parada sob o pôr-do-Sol à beira da Lagoa, água pra todo mundo e brindes sorteados.

Bicicletas à beira da Lagoa da Conceição. Foto: Ciclista Fabiano.

Bicicletas à beira da Lagoa da Conceição. Foto: Ciclista Fabiano.

Finalizou-se o passeio no retorno à sede da AMPOLA. Destaque para a Guarda Municipal, que, mesmo após umas críticas quando do começo do passeio, se redimiu completamente e foi ovacionada ao sair.

O passeio acabou por aí, mas eu, o Juliano e o casal Ana Carolina e André fomos ainda assistir ao ocaso do Sol na trilha de acesso ao Gravatá, onde nos alimentamos com o lanche que o Juliano comprou com o vale-compras que recém-ganhara.

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A caminho do Gravatá. Foto: Ciclista Fabiano.

A volta ao lar ainda me reservaria mais uma surpresa, mas isso vai ficar para uma ocasião mais oportuna.

Por Fabiano Faga Pacheco

Saiba mais:

Veja como foi o primeiro Passeio Ciclístico da Lagoa.

Relatos:

Bicicleta na Rua
Jornal da Lagoa
Jornal Notícias do Dia
Movimento Ciclovia na Lagoa Já

Fotos:

Ana Carolina Vivian
Caminhos do Sertão
Ciclista Fabiano

Vídeos:

Bicicleta na Rua
Daniel de A. Costa
Lagoa Virtual
Patrola – RBS TV/Globo

Problemática:

Bicicleta na Rua
Caminhos do Sertão
Jornal da Lagoa
Jornal Notícias do Dia
Movimento Ciclovia na Lagoa Já

Pedalada e audiência pública por ciclovia

Ocorrerá neste sábado, 13 de junho, mais uma ação dos moradores da Lagoa da Conceição para pressionarem as autoridades a construírem ciclovia em toda a extensão da R. Ver. Osni Ortiga, obra que já tem projeto pronto, e a implementarem uma infraestrutura cicloviária na região.

A concentração da pedalada será na sede da Associação de Moradores do Porto da Lagoa (AMPOLA), na R. Laurindo Januário da Silveira 5500, próximo à igrejinha do Porto da Lagoa, a partir das 14h30. Os ciclistas sairão para pedalar às 15h em percurso definido na hora pelos participantes. O pedal lúdico-educativo, em ritmo tranqüilo, é gratuito e aberto a quem quiser participar.

Floripa - Lagoa da Conceição 2009-06-13

Essa pedalada, por uns chamada de Passeio Ciclístico da Lagoa, mas que se constitui, na verdade, em uma versão da Bicicletada de Florianópolis, com sua estrutura rizomática e horizontal, tem uma importância estratégica para a realização dos anseios da comunidade. Na semana seguinte está programada uma audiência pública que contará com a participação de representantes da Prefeitura e da Câmara de Vereadores, e também do Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis (IPUF).

Por esses motivos, além da óbvia vantagem que a bicicleta proporciona ao corpo, à mente, à saúde, à sociabilização e ao trânsito, essa pedalada é quase imperdível!

Saiba mais:

Entenda a problemática em torno dessa questão.

Bicicleta na Rua
Caminhos do Sertão
Jornal da Lagoa
Jornal Notícias do Dia
Movimento Ciclovia na Lagoa Já

Em Balneário Camboriú também houve Pedal do Silêncio

Fica aqui apenas um registro para que não fique perdido no tempo.

Junto a outras 5 cidades brasileiras, Balneário Camboriú também teve seu Pedal do Silêncio (Ride of Silence) na última quarta-feira, dia 20 de maio.

Foto: Sirlei (da Associação de Ciclismo de Balneário Camboriú e Camboriú)

Foto: Sirlei (da Associação de Ciclismo de Balneário Camboriú e Camboriú)

Os ciclistas percorreram as principais ruas da cidade e, segundo consta, foi bem difícil de se pedalar em silêncio, visto que as pessoas comumente conversam e se comunicam quando estão pedalando.

Dia de pedalar em silêncio

Vai ocorrer nesta quarta-feira, em diversas cidades do Brasil e do mundo, o Ride of Silence – ou Pedal do Silêncio.

O movimento é internacional, o que não impede que adquira características próprias dependendo do local onde é realizado.

O Ride of Silence pode adquirir diferentes feições: pode parecer uma homenagem, um ritual fúnebre, um espaço-tempo de confraternização ou reflexão, um exemplo de celebração da vida.

Isso depende exclusivamente dos participantes.

Implícitos, estão objetivos diversos: relembrar um amigo falecido, tentar conscientizar as pessoas de que a bicicleta também se utiliza das ruas, tentar mexer com o insconsciente dos motoristas para que eles sejam mais prudentes no trânsito das cidades.

Provavelmente, todos aqueles que participam do Pedal do Silêncio almejam, no fundo, uma cidade mais humana, onde prevaleça o equilíbrio entre os diferentes componentes do ambiente e onde a vida seja sempre respeitada.

Se você for pedalar, prefira usar camisetas e demais roupas brancas, e uma fita negra num dos braços.

É recomendável que se fique em silêncio, mas absolutamente nada impede que se comemore o que existe de mais precioso em nossa existência: a vida.

Belo Horizonte, MG

Belo Horizonte - Pedal do Silêncio 2009-05-20

Brasília, DF

Brasília - Pedal do Silêncio 2009-05-20

Rio de Janeiro, RJ

Rio de Janeiro 2009-05-20

São Paulo, SP

São Paulo - Pedal do Silêncio 2009-05-20

São Paulo - Pedal do Silêncio 2009-05-20 v2

Não importa se você for à ghost bike ou à Praça do Ciclista. Os locais ficam muito próximos.

Veja como foi o primeiro Pedal do Silêncio em São Paulo.

Vitória, ES

Concentração às 19h30 em frente ao bar Saideira, na Praia do Canto (Rua João da Cruz). Saída às 20h. Informações retiradas daqui.

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