Charge – Horário de Verão

charge - Cesar Nogueira ND 2013-10-20 Horario de Verao

A charge acima foi publicada no Jornal Notícias do Dia, edição da Grande Florianópolis, no dia 21 de outubro de 2012. A autoria dela é de César Nogueira.

Mas – cá entre nós – você tem opção! De bicicleta não dá nem 5 minutinhos – e você ainda faz um exercício.

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Charge – Tá tudo congestionado!

charge - Armandinho DC 2013-07-31

A charge acima, de autoria do cartunista Alexandre Beck, foi publicada na pág. 6 do caderno Variedades do periódico Diário Catarinense de 31 de julho de 2013. Veja em PDF aqui.

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A mobilidade e as cidades

O texto abaixo foi publicado na edição impressa do periódico Diário Catarinense de 08 de setembro de 2011 (pág. 12). Você pode vê-lo no site do DC aqui ou em pdf aqui.

Artigo

Carros e cidades

O problema do trânsito nas grandes cidades é um tema que cada vez mais frequente. Muitos são os motivos apontados para o caos, que parece não ter mais solução. Mas o que alguns ainda não atentaram é que os setores da construção e arquitetura também influenciam o crescimento das cidades e também a quantidade de carros que circulam nelas. Há espaço para toda a frota de veículos? Buscando atender a esta demanda, escritórios de arquitetura e construtoras têm projetado prédios que contemplam um número maior de vagas, por exigência da legislação, agravando ainda mais a já complicadíssima situação do trânsito.

Órgãos governamentais solicitam, quase sempre, a construção de garagens com um número maior de vagas. Para diversos empreendimentos, a justificativa usada é a de que grande parte das pessoas virá trabalhar usando automóvel. Isto nos remete a outro problema. São Paulo, por exemplo, tem menos de 20% de seu território verticalizado. Com um mercado imobiliário altamente inflacionado, tanto em novas unidades quanto usadas, as pessoas são obrigadas a sair da região central da metrópole, em função dos altos preços praticados, e a procurar alternativas fora de São Paulo. Elas vêm à capital somente para trabalhar, fazer compras, cumprir compromissos… Isso causa um aumento da circulação de carros e, consequentemente, maiores congestionamentos, mais poluição do ar e uma significativa diminuição da qualidade de vida.

Bons exemplos estão mais próximos de nós do que imaginamos. Saindo do lugar comum que toma como referência grandes metrópoles como Paris, Londres ou Nova York, que são de países desenvolvidos, podemos citar a Cidade do México. A capital possui um sistema de metrô com mais de 200 quilômetros de trilhos, que atende a 5 milhões de pessoas diariamente e a passagem custa menos do que R$ 0,40. Já a malha do metrô paulistano tem modestos 70,5 quilômetros. Com um transporte público bem estruturado e com incentivo ao uso regular de bicicletas por meio de ciclovias, a Cidade do México conseguiu tirar milhares de carros das ruas e, assim, sair da lista das 10 cidades mais poluídas do mundo.

Por Itamar Berezin*

* Itamar Berezin é arquiteto e urbanista

Desprezo ao transporte ativo e ‘olá’ aos engarrafamentos

A reportagem abaixo foi originalmente publicada na edição impressa do periódico Diário Catarinense em 25 de janeiro de 2011 (pág.33). Você pode ler a matéria no site do DC aqui.

MOBILIDADE URBANA

Poucas pedaladas e menos caminhadas

Região Sul prefere usar o coletivo e o carro, segundo o estudo do Ipea

Utilizamos com menor frequência a bicicleta e caminhamos menos no dia a dia do que o restante do país. Por outro lado, o Sul é a segunda região que mais utiliza o transporte urbano e o carro como meio de transporte.

Mesmo utilizando menos o carro que os moradores do Sudeste, a percepção das pessoas é a de que enfrentamos um número maior de congestionamentos. Estes são alguns do resultados do Sistema de Indicadores de Percepção Social (Sips) Mobilidade Urbana divulgado ontem pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

A pesquisa ouviu 2.770 pessoas nas cinco regiões do país em suas residências para apurar o que os moradores acham sobre o assunto. A assessoria do instituto divulgou apenas dados regionais, sem disponibilizar informações específicas sobre Santa Catarina.

Na região Sul, 21,9% dos entrevistados afirmaram que enfrentam mais de um congestionamento por dia. O número está acima da média nacional (20,5%) e da região Sudeste (21,6%) e situa-se atrás apenas do Norte (26,2%). Somadas as outras variáveis, 55,9% dos moradores do Sul enfrentam pelo menos um congestionamento por semana.

Na outra ponta, um em cada quatro moradores do Sul (26,5%) afirmou nunca ter enfrentado um congestionamento na vida.

Os indicadores revelaram que o transporte preferido pelos moradores do Sul, com 46,3% das respostas, foi o público, seguido dos carros (31,7%) e motos (12,4%).

A região foi a que teve o menor índice de pessoas que utilizam a bicicleta para se locomover (2%), assim como o menor desempenho do país entre os que vão para os seus destinos a pé (7,6%).

A utilização dos transportes públicos, de bicicletas e de motos cai conforme aumenta o nível de escolaridade dos entrevistados. No mesmo sentido, o maior uso de automóveis é identificado entre as pessoas que concluíram ou começaram o ensino superior.

País vai mal no transporte coletivo para deficientes

A integração entre ônibus é utilizada no dia a dia por 42,6% dos entrevistados da região. Outros 33,7% não tem acesso a nenhum tipo de integração de meios de transporte.Na falta de conexões, ficamos atrás apenas da região Norte e bem acima da média nacional, de 26,3%.

O país, com a região Sul incluída, ainda vai muito mal na adaptação do transporte coletivo para os portadores de necessidades especiais.

Segundo os indicadores, 40,5% dos veículos nunca ou raramente estão adaptados para este público no Brasil. Na região Sul, o desempenho é um pouco pior que a média nacional: 41% dos entrevistados apontaram para este problema.

Se estamos mal em disponibilizar acessibilidade para os portadores de necessidades especiais no transporte público, lideramos o ranking do país na percepção sobre o respeito aos pedestres e ciclistas: 42,4% dos entrevistados afirmaram que eles sempre são respeitados no trânsito.

No Sudeste, região com o pior desempenho do país, este índice cai para 16,1%.

O transporte escolhido pelos moradores do Sul também é apontado como o mais seguro do país. Na região, 71,7% afirmaram que nunca foram assaltados e que desconhecem alguém que tenha sido ao utilizar o meio de transporte preferido. Na média do país, apenas 57,7% dos entrevistados deram este tipo de resposta.

O mesmo ocorre quando é medida a quantidade de acidentes no meio de transporte utilizado: 66,8% dos entrevistados na região disseram nunca terem se acidentado e que não conhecem pessoas que passaram por isto – a média no país é de 53,4%.

(veja em .pdf)

Alessandra Ogeda

Florianópolis congestionada

A reportagem abaixo foi publicada no jornal universitário Zero em abril de 2009. Você pode conferir a matéria em .pdf aqui ou aqui (página 6). Veja também a chamada na capa aqui ou aqui.

Zero abr09 - logo

Zero abr09 - fig.0 v2

Tráfego excede capacidade das vias

Caso nenhuma alteração eficaz seja feita, outras 12 ruas da capital ultrapassarão seu limite em dois anos

Mais de 38 vias na capital trabalham com pontos de fluxo de veículos próximos ou acima da capacidade nas horas de pico. Muitas são essenciais como a avenida Professor Pedro Henrique de Silva Fontes, que recebe o fluxo dos campi da Universidade Federal e Estadual, a rodovia Ademar Gonzaga, que liga o centro à Lagoa da Conceição e o trevo da Seta, que dá acesso ao aeroporto e região do Campeche. Caso nenhuma alteração seja feita, mais 12 vias alcançarão o limite de sua capacidade em diversos pontos nos próximos dois anos. O estudo foi realizado a partir de um convênio firmado entre a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), o Laboratório de Sistemas de Transportes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e o Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis (IPUF).

Os dados foram coletados através da contagem de veículos que trafegam nas ruas e de simulações que estimaram os fluxos futuros. Nas simulações foram considerados o aumento populacional e locais onde há maior demanda, como shoppings e parques. “Mesmo incluindo todas as alterações estruturais sugeridas pelo IPUF, como a ampliação de avenidas ou construção de túneis, muitos pontos críticos não foram solucionados”, alerta a coordenadora da pesquisa Estudo dos impactos no sistema viário devido ao adensamento urbano da cidade de Florianópolis, Lenise Goldner. “A solução para este problema só pode ser alcançada por uma mudança no modelo do transporte urbano em Florianópolis”, complementa.

Dados do Departamento de Trânsito de Santa Catarina - DETRAN - indicam que Florianópolis possui cerca de 280 carros para cada ônibus em circulação

Segundo dados do Detran/SC, a frota da capital em 2005 era de 143 mil carros, 23 mil motos e 514 ônibus. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísitca (IBGE) Florianópolis possui 402 mil habitantes, o que gera uma relação de um carro para cada 2,8 pessoas. “O modelo do carro possibilitou uma grande expansão das cidades, num processo de pulverização, porém isso tem um limite, e estamos próximo dele aqui em Florianópolis”, alerta Arnoldo Debatin Neto, doutor em engenharia de produção e especialista em planejamento e projeto do espaço urbano.

Propostas

Uma das alternativas para que o transporte urbano em Florianópolis opere de forma eficiente é a substituição deste modelo. “O transporte deve ser pensado priorizando o trinômio pedestre, ciclista e, por fim, transporte público”, afirma Francisco Ferreira, professor do Departamento de Arquitetura e Urbanismo da UFSC e coordenador do Grupo Interdisciplinar de Pesquisa em Ecologia e Desenho Urbano. Esta mudança deve se refletir no espaço cedido a cada uma destas formas de transporte. “Reduzindo a largura da faixa destinada aos automóveis, pode-se criar espaço suficiente para a construção de uma ciclovia”, indica Ferreira. Para o professor, estas alterações não trazem prejuízo para o trânsito já que a maioria das ruas da capital pode ter suas pistas reduzidas.

Vantagens e desvantagens dos transportes públicos e privados.Fonte: Política de Planejamento de Transportes e Desenvolvimento Urbano: Arnoldo Debatin Neto.

Faixas exclusivas de ônibus estão sendo testadas pela prefeitura. Algumas já estão demarcadas permanentemente. “Conseguimos diminuir o tempo de viagem de algumas linhas de ônibus em até 30 minutos”, afirma Wálter Tamagusko, diretor de planejamento da secretaria de transportes de Florianópolis. Outras mudanças em estudo são a demarcação de faixas exclusivas na avenida Beiramar norte e sul, na Ivo Silveira e na rodovia SC-405, além da alteração das ruas de acesso à região da UFSC. “A administração pública deve ser pró-ativa e hoje é visível que ela está apenas atrás de uma demanda, tentando resolver os problemas pontualmente”, critica o professor Debatin. “Você tem que trabalhar uma visão para a cidade, compreendendo o modelo econômico que vigora e qual será a proporção de privilégio dado ao empreendedor e ao usuário. Hoje eu vejo um apoio exagerado aos empresários.”

Mesmos problemas

A Contrans, uma comissão com o objetivo de dar consultoria ao planejamento urbano composta por representantes do Sindicato dos Trabalhadores no Transporte Urbano, Secretaria de Transportes Urbanos, UFSC, associações empresariais e entidades comunitárias, apresentou sugestões para solucionar problemas do trânsito. “As medidas apresentadas são pequenas comparadas ao tamanho do problema, falta instrumentos técnicos e verbas para fazer um estudo mais aprofundado”, ressalta Werner Kraus Junior, membro da comissão e especialista em controle de transporte urbano.

A tarifa mais barata é indispensável para que o ônibus se torne uma opção atraente. Um estudo feito em 2007 por Edgar Conrado, bacharel em ciências econômicas pela UFSC, demonstra que o custo de um carro com dois ocupantes é vantajoso em diversos casos. No trajeto de 12,2 quilômetros, a economia chega a 47% .

Locais onde o trânsito ficará crítico

Projeção do sistema viário em Florianópolis em 2 anos, sem alterações na malha viária atual. Em destaque as ruas que atingirão de 80 a 100% de sua capacidade.Fonte: Estudo dos impactos no sistema viário devido ao adensamento urbano da cidade de Florianópolis. Arte: Gregório Lameira

Por Diego Kerber

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