DC: Ciclistas fazem homenagem a jornalista morto

DC 2015-01-18 p.12 Ghost Bike Roger
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O texto acima foi originalmente publicado no periódico Diário Catarinense, versão impressa, na segunda-feira, 18 de janeiro de 2016, na página 12. Pode ser lida também neste link.

Abaixo, versão online da matéria do periódico, publicada em 17 de janeiro, às 10h23, aqui.

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(Charge) Ghost bike em homenagem a Róger Bitencourt

charge - Zé Dassilva DC 2015-01-18 Ghost bike Roger

A charge acima foi publicada no Diário Catarinense em 18 de janeiro de 2016 (pág. 4). A autoria dela é de Zé Dassilva.

Crônica natalina – Fernanda Lago

O texto abaixo foi originalmente publicado no periódico Diário Catarinense, versão impressa, na quinta-feira, 12 de dezembro de 2013, na página 3 do caderno Variedades. Pode ser lida também neste link.

cronica - Fernanda Lago DC 2013-12-12 Ops, e Natal

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Pratique ciclismo sem riscos à saúde

Vida e Saude - logo

Saiba como evitar lesões causadas pela prática incorreta do ciclismo

Problemas mais comuns são as tendinites nos joelhos e as hérnias de disco

Mais que adrenalina e velocidade, o ciclismo pode permitir uma sensação única de liberdade para quem pratica. Considerado o sétimo esporte mais saudável pela revista Forbes, em 2010, a modalidade proporciona resistência cardiorespiratória, força e resistência muscular, flexibilidade, além do gasto calórico, mas pode ser aliado de danos corporais se praticado de maneira incorreta, excessiva ou se acontecerem quedas graves. Entre as ocorrências estão a fascite plantar, a parestesia peniana, as lesões musculares e a lombalgia — que se não for tratada pode evoluir para uma hérnia de disco.

O fisioterapeuta Giuliano Martins, diretor regional da Associação Brasileira de Reabilitação de Coluna (ABRC), explica como isso acontece:

— As dores nas costas são decorrentes da posição mal ajustada do ciclista sobre a bicicleta. Os músculos que podem ser afetados são os glúteos, piriforme, isquiotibiais paravertebrais, multífidos e o quadrado lombar. Este último está localizado entre primeira vértebra lombar e vai até a segunda vértebra sacal, conhecidas como L1 e S2. Por isso que a escolha e a regulagem correta do equipamento são importantes para evitar as lombalgias, e futuramente, as hérnias de disco.

Alongamento e fortalecimento muscular estão entre as principais recomendações preventivas para quem pretende praticar ciclismo. Foto: Eduardo Schaucoski / Divulgação.

Alongamento e fortalecimento muscular estão entre as principais recomendações preventivas para quem pretende praticar ciclismo. Foto: Eduardo Schaucoski / Divulgação.

Martins explica que outro problema muito comum nos joelhos são as tendinites.

— O movimento de pedalar é feito principalmente pelo quadríceps mais especificamente pelo vasto medial. Uma pedalada com técnica errada ou pedalada com muita sobrecarga (subidas, pedaladas travadas) vai sobrecarregar esta musculatura e pode causar lesões. É importante escolher o tamanho de quadro correto ao tamanho de cada pessoa e observar as regulagens e os ajustes para o corpo. Outro conselho é evitar pedalar em marchas muito pesadas para não sobrecarregar os joelhos e realizar aquecimentos antes e alongamentos depois dos exercícios — esclarece.

Inseridos no grupo de risco, os sedentários devem ter cuidados redobrados na hora da prática esportiva.

— Estas pessoas possuem uma grande fraqueza nos músculos. Estes músculos são os responsáveis por manter a coluna estabilizada e a postura sobre a bicicleta é fator determinante no surgimento de lesões cervicais e lombares, por isso a musculatura fortalecida é essencial — destaca Martins.

Segundo o especialista, em casos de hérnia de disco, o recomendado é tratar o paciente com fisioterapia e a técnica de RMA (Reconstrução Músculo Articular da Coluna Vertebral), que reúne também as mesas de tração e flexo-descompressão.

— A dica para a prevenção de qualquer dano, além do fortalecimento, é sempre se alongar antes e após o exercício, fazer abdominais, repouso adequado e, é claro, saber o próprio limite — completa.

Conheça outras lesões e como evitá-las:

Lesões musculares

Ocorrem principalmente no tríceps sural e nos quadríceps, em geral por, overuse (excesso de uso). Alongue-se diariamente após os exercícios.

— Procure praticar musculação para promover o fortalecimento dos grupos musculares envolvidos no ciclismo.

— Descanse depois de treinos muito árduos e de competições. O repouso deve fazer parte de seu treinamento.

Parestesia peniana

É a dormência e falta de sensibilidade na região entre as pernas, que vai apoiada no selim da bicicleta. Nas mulheres ocorre a parestesia dos grandes lábios. O nervo, quando submetido a uma compressão por longo período de tempo, passa a ter menor sinal de impulso nervoso, o que leva a perda de sensibilidade temporária. Não há relatos de perda de potência devido ao ciclismo. Cada um deve conhecer o limite de tempo que pode ficar sentado sobre o veículo. Para iniciantes, apenas 20 minutos podem gerar incômodos.

— Use bermuda de ciclismo com o forro feito de uma espuma de alta densidade, mesmo em aulas de ciclismo indoor.

— Procure adquirir um selim vazado no centro que ajuda a aliviar a pressão nessa região.

Fascite plantar

É a sensação de queimação na planta do pé, dor na parte posterior da sola ao tocar o chão. Geralmente o pior momento da dor acontece durante os primeiros passos pela manhã ou durante o início da corrida. Dentre os fatores predisponentes encontram-se a falta de alongamento e aquecimento, mais comum em pés cavos, obesidade, pronação e supinação excessivas e idade avançada.

— Procure usar sapatilhas próprias para ciclismo.

Fonte: Vida e Saúde / Diário Catarinense on line, em 23 de outubro de 2013, às 7h01.

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Novidades Ciclísticas #2

Confira novidades ciclísticas da semana!

Venda de bicicletas supera a de carros novos em quase todos os países da Europa – Pela primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial, a Itália, país de marcas famosas de automóveis e de bicicletas, teve as magrelas vendendo mais do que os veículos de quatro rodas. Seguiu a tendência já observada em outros países, como a Alemanha, a França, a Espanha e a Inglaterra. Em apenas dois dos países analizados – Bélgica e Luxemburgo – a venda de automóveis é superior à de bicicletas.

bike vs carro na Europa 2012

Após ser espancado pelo pai, menino de nove anos vai de Capoeiras a Trindade de bicicleta atrás da mãe – apesar de o tempo de deslocamento da criança ter sido certamente superestimado, esse caso de agressão infantil registrado em Florianópolis faz-nos recordar que a bicicleta é uma das primeiras formas de deslocamento de um indivíduo. Faz-nos, por fim, refletir que uma cidade realmente mais humana propicia segurança para o deslocamento das pessoas, tenham elas 90 anos ou 9, como na reportagem.

Ciclista é atingida por veículo na capital e sofre ferimentos graves Raíza Padilha, de 20 anos, estudante de Ciências Biólogicas da Universidade Federal de Santa Catarina, foi atropelada em Florianópolis no dia 28 de outubro, por volta das 9h30. Natural de Piracicaba, no interior paulista, a jovem sofreu fratura no braço esquerdo e um ferimento profundo na coxa. Ela ainda se encontra internada no Hospital Celso Ramos, onde já passou pelos primeiros procedimentos cirúrgicos. A jovem encontra-se lúcida e com bom humor, embora seja mantida em observação por causa do risco de dilaceração de um dos rins. O motorista evadiu-se do local do atropelamento sem prestar socorro. Na semana que vem, a estudante pretendia participar de sua primeira cicloviagem, rumo ao Encontro Regional de Estudantes de Biologia da Região Sul (EREB-Sul), que vai acontecer em Vidal Ramos (SC).

Ciclista fica gravemente ferido em acidente em Blumenau – Alisson Rafael da Cruz, de 22 anos, encontra-se em coma induzido após atropelamento envolvento um automóvel com placas da Porto Alegre em Blumenau, no dia 31 de outubro. O fato aconteceu na Rua Bahia, em Itoupava Seca, em torno das 16h. Alisson estava até ontem (01/01) no pronto-socorro, aguardando leito para a UTI. Outras informações aqui.

Memoria Catarinense DC 2013-11-02 Joinville

Memória Catarinense 02/11/2013 – Acima, registro do arquivo pessoal de Mariza Brietzig mostra mais de dez ciclistas na esquina das ruas João Colin com a XV de Novembro, em Joinville, demonstrando por que o município chegou a ser conhecido como “a cidade das bicicletas”.

Confira também o que saiu no Bicicleta na Rua

ABC Ciclovias tem nova diretoria

Projetos de iluminação de calçadas e ciclovias em Florianópolis e Joinville são premiados

Desrespeito com os pedestres em São José

Charge – Estacionamento lagunar

charge - Zé Dassilva DC 2013-10-21 Estacionamento lagunar

Um acontecimento aparentemente banal virou charge nas mãos de Zé Dassilva, na pág. 3 do Diário Catarinense de 21 de outubro de 2013. Veja em PDF.

O local é a Lagoa da Conceição, mas a metáfora pode ser ampliada para toda Florianópolis e, mesmo, para as demais cidades brasileiras.

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Entrevista com Carme Miralles-Guasch

Na passagem da professora Dra. Maria Carme Miralles-Guasch por Florianópolis, na qual ela ministrará a disciplina condensada “Mobilidade Urbana Sustentável”, pelo Programa de Pós-Graduação em Geografia (PPGG) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), a repórter Carolina Dantas, do Diário Catarinense, lançou questões para a pesquisadora, cujas respostas você confere a seguir.

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Charge – Nunca se lembram dos passarinhos

charge - Armandinho DC 2013-08-01

A charge acima, de autoria do cartunista Alexandre Beck, foi publicada na pág. 6 do caderno Variedades do periódico Diário Catarinense de 1º de agosto de 2013. Veja em PDF aqui

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A charge acima, de autoria do cartunista Alexandre Beck, foi publicada na pág. 6 do caderno Variedades do periódico Diário Catarinense de 31 de julho de 2013. Veja em PDF aqui.

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Projeto Ciclofaixa de Domingo é ampliado

Saiu no Diário Catarinense online em 1º de agosto de 2013, às 21h25.

Beira-Mar Continental terá e todas as faixas fechadas para carros

Intenção é transformar o local em uma área de lazer para ciclistas e pedestres aos domingos.

Projeto foi inaugurado no último domingo em Florianópolis. Foto: Alvarélio Kurossu / Agencia RBS.

Projeto foi inaugurado no último domingo em Florianópolis. Foto: Alvarélio Kurossu / Agencia RBS.

A abertura de uma das faixas da Beira-Mar Continentalpara o uso exclusivo de ciclistas e pedestres no último fim de semana agradou e, por isso, o projeto foi ampliado: todas as pistas do local serão fechadas para os carros somente aos domingos, das 8h às 17h. A ideia é transformar o espaço em uma área aberta de lazer, com a garantia de que a atitude não deverá interferir no trânsito da região.

O ciclista poderá começar o passeio em Itaguaçu e terminar na Beira-Mar Continental, onde serão colocados quiosques e outras estruturas para o lazer. Como a avenida foi inaugurada em 2012, os moradores conhecem a outra possibilidade para o tráfego de veículos: basta fazer o trajeto normal pelo bairro Estreito aos domingos.

O Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis (Ipuf), a Guarda Municipal e a Secretaria do Continente irão fazer uma reunião nesta sexta-feira para detalhar o projeto Ciclofaixa de domingo. De segunda-feira à sábado não haverá qualquer alteração no trânsito da Beira-Mar Continental. Segundo a Guarda Municipal, o trânsito aos domingos é mais ameno e a mudança não causará transtornos.

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(Vídeo) Ciclofaixa de Domingo na BandCiclofaixa de Domingo logo

Conheça melhor o projeto Ciclofaixa de Domingo e Rua de Lazer

(Vídeo) Avaliação do primeiro dia da Ciclofaixa de Domingo é positiva

Ciclofaixa de Domingo tem grande participação da comunidade

Começa a funcionar o projeto Ciclofaixa de Domingo

Ciclofaixa de lazer de Florianópolis começa a funcionar domingo

Atividades da Ciclofaixa de Domingo de Florianópolis

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Artigo: uma reflexão crítica sobre as ciclofaixas de lazer de Florianópolis

Florianópolis entra na moda das ciclofaixas de lazer

Ônibus & ciclistas: bom exemplo e mau exemplo

Desde o abalroamento que acabou resultando na morte da estudante de Oceanografia Lylyan Karlinski Gomes, no primeiro dia deste mês, muitas movimentações foram feitas a fim de se equacionar a relação complementar que o transporte coletivo e a bicicleta deveriam ter no dia a dia.

Se a avaliação das articulações desse último mês são positivas, vemo-nos ainda distante de uma situação ideal.

Confira o seguimento do bom exemplo que a Canasvieiras vem conduzindo e a péssima atitude de um motorista da Insular neste fim de julho.

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Ciclofaixa de Domingo tem grande participação da comunidade

Matéria da versão online do jornal Hora de Santa Catarina de 28 de julho de 2013, às 18h37, também republicada no Diário Catarinense.

Projeto Ciclofaixa de Domingo leva população para pedalar em Florianópolis

Faixa exclusiva foi criada em bairros do Continente

Não foram registrados incidentes no primeiro dia da Ciclofaixa. Foto:  Ana Paula Bittencourt  /  Agência RBS.

Não foram registrados incidentes no primeiro dia da Ciclofaixa. Foto: Ana Paula Bittencourt / Agência RBS.

O domingo de sol em Florianópolis tirou a população de casa que resolveu aproveitar o primeiro dia da ciclofaixa continental. O trajeto de cinco quilômetros inicia no Bairro Itaguaçu, passa por Coqueiros e termina na Beira-Mar do Estreito. Todos os domingos uma faixa será interditada das 8h às 17h para uso exclusivo de bicicletas.

Na avaliação do secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano de Florianópolis, Dalmo Vieira Filho, a estreia do projeto não poderia ter sido melhor.

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Inquérito instaurado

Em 02 de julho, o G1 SC e o Diário Catarinense noticiaram que a Polícia Civil já abriu inquérito para apurar as circunstâncias do atropelamento da estudante de Oceanografia da UFSC Lylyan Karlinski Gomes.

Lylyan Karlinski Gomes cursava o primeiro semestre do curso de Oceanografia. Foto: Facebook / Reprodução.

Lylyan Karlinski Gomes cursava o primeiro semestre do curso de Oceanografia. Foto: Facebook / Reprodução.

Polícia Civil instaura inquérito para apurar morte de estudante da UFSC

Imagens de câmeras de segurança e depoimentos vão compor inquérito.

A Polícia Civil instaurou um inquérito para apurar a morte da estudante de oceanografia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), que estava de bicicleta quando foi atingida por um ônibus nesta segunda-feira (1), em Florianópolis.

De acordo com a polícia, a investigação será feita pela 5ª Delegacia de Polícia da Capital. O resultado do laudo cadavérico, com a causa da morte, imagens de câmeras de segurança, além do depoimento de testemunhas e do motorista do ônibus vão ajudar a entender como ocorreu o acidente.

Segundo o delegado Otávio César Lima, será apurado se houve negligência ou imperícia. Nessa avaliação, será verificado se o ônibus estava muito cheio, como estava a visibilidade do motorista e como o acidente ocorreu.

— A questão é saber se tinha outro meio de evitar a colisão ou não — comentou o delegado.

Outros encaminhamentos sobre o caso deverão ser dados ainda durante esta semana. Lylyan nasceu em Porto Alegre e se mudou em março para Florianópolis para estudar. Na rede social, a estudante reforçava suas paixões por mar, praia e andar de bicicleta.

A jovem cursava Oceanografia na UFSC e estava indo de bicicleta para o campus de Florianópolis por volta das 8h20min de segunda-feira quando foi ocorreu o acidente com o ônibus — o local não tem ciclovia nem ciclofaixa. A rótula da Praça Santos Dumont, no acesso principal da UFSC, quase em frente à Igrejinha, é de intensa movimentação de pessoas e veículos. Lylyan chegou a ser atendida por bombeiros e encaminhada para o Hospital Universitário, mas não resistiu aos ferimentos.

Na quinta-feira (4), ciclistas estão programando uma manifestação para colocar uma ‘bicicleta fantasma’ próxima do local onde uma estudante foi atingida pelo ônibus. Eles também pretendem levar cartazes e panfletos relacionados à falta de ciclovias na cidade e aos acidentes sofridos por quem anda de bicicleta na capital.

Em uma rede social, alguns manifestantes falam em fechar a rótula, atitude contestada pelo presidente da Associação dos Ciclousuários da Grande Florianópolis (ViaCiclo), Daniel de Araújo Costa, que acredita que a iniciativa colocaria a população contra os ciclistas. Ele informou que a bicicleta-fantasma está sendo produzida pela turma que estudava com a vítima do acidente.

Lylyan foi levada para Porto Alegre (RS) no início da madrugada de terça-feira. De acordo com a UFSC, o enterro da estudante foi na capital gaúcha.

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A notícia foi publicada no Diário Catarinense, em 02 de julho de 2013, às 11h28.

Lylyan Karlinski Gomes estava no primeiro semestre do curso de Oceanografia. Foto: Facebook / Reprodução.

Lylyan Karlinski Gomes estava no primeiro semestre do curso de Oceanografia. Foto: Facebook / Reprodução.

Lylyan Karlinski Gomes, de 20 anos, ia para aula de bicicleta quando sofreu o acidente

O corpo da universitária Lylyan Karlinski Gomes, de 20 anos, será sepultado a partir das 16h desta terça-feira no cemitério Jardim da Paz, em Porto Alegre. A estudante de Oceanografia morreu em acidente na manhã de ontem em Florianópolis.

A jovem estava de bicicleta. O acidente ainda não esclarecido ocorreu na rótula da Praça Santos Dumont, no acesso principal da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), quase em frente à Igrejinha.

Faltavam poucas pedaladas para Lylyan chegar à aula do curso de Oceanografia na universidade quando ocorreu o acidente com o veículo da empresa Insular, por volta das 8h20min. A estudante chegou a ser atendida pelo Corpo de Bombeiros e encaminhada para o Hospital Universitário, onde houve tentativas de reanimação. Ela, porém, não resistiu ao politraumatismo.

No local da queda não há ciclovia nem ciclofaixa e uma testemunha que estava no ônibus afirmou ter escutado uma batida na lateral direita do veículo e, em seguida, percebeu o cobrador gritar para o motorista parar o veículo.

Natural de Porto Alegre, Lylyan estava vivendo em Florianópolis desde março, após conseguir ingressar na universidade pública, um sonho que prometera à mãe realizar. Ela morava próximo ao campus, numa casa com outras estudantes universitárias.

Muito conhecida pela constante alegria e sorriso no rosto, na rede social a estudante reforçava suas paixões por mar, praia e por andar de bicicleta. À mãe, a pedagoga Maria de Lourdes, Lylyan contava como estava gostando de Florianópolis, “uma cidade onde as bicicletas são respeitadas”, dizia ela.

Aos pais, Lylyan narrava seus sonhos de viver no Exterior, provavelmente na Austrália, ao final do curso da UFSC. A garota era filha do repórter-fotográfico Fernando Gomes, um dos mais premiados jornalistas do jornal Zero Hora, de Porto Alegre, pertencente ao Grupo RBS.

Sem poder acompanhar o velório, que está ocorrendo na capital gaúcha, alguns colegas foram à porta do Hospital Universitário na segunda-feira à tarde para prestar solidariedade aos familiares. A direção do HU e a reitoria da UFSC fizeram questão de externar aos pais o sentimento de luto que toma conta da comunidade universitária. As assistentes sociais e psicólogas do hospital fizeram plantão especial para acompanhar a família e os trâmites burocráticos durante toda a segunda-feira. Os pais, que estavam em viagem no interior do Rio Grande do Sul quando receberam a notícia do acidente, só conseguiram chegar ao HU por volta das 17h.

O velório de Lylyan está ocorrendo na capela C do Cemitério Jardim de Paz, em Porto Alegre, e o sepultamento está marcado para as 16h desta terça [02/07]. A direção da empresa Insular, dona do ônibus, emitiu uma nota na segunda-feira sobre o acidente:

A empresa acompanhou todos os procedimentos desde o acidente, mas infelizmente a ciclista veio a óbito. Independentemente da culpabilidade do motorista do coletivo, a empresa se coloca à disposição para apoiar neste triste momento a família da estudante.

O acidente será investigado pela 5ª Delegacia de Polícia de Florianópolis e um protesto liderado pela Movimento Associação Viaciclo está marcado para quinta-feira, às 8h, quando pretendem instalar a chamada “bicicleta fantasma”, para assinalar mais uma vítima do confronto nas ruas da cidade.

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Bicicleta-fantasma homenageará estudante da UFSC

A reportagem abaixo foi publicada nas edições impressa e online do periódico Diário Catarinense. Veja as matérias da versão online aqui e aqui. Leia o conteúdo da edição impressa desta segunda-feira, 02 de julho de 2013, diretamente no site do DC aqui e aqui. Você também pode ver a matéria impressa em PDF ou clicar nas miniaturas abaixo para ampliá-las. A versão abaixo é um misto de ambas as versões, com correções.

CICLISTAS PREPARAM HOMENAGEM

Movimento pretende instalar bicicleta branca na rótula de acesso à UFSC, onde a estudante Lylyan Gomes morreu ontem.

Lylyan Gomes. Foto: Arquivo Pessoal.

Lylyan Gomes. Foto: Arquivo Pessoal.

ACIDENTE NÃO FOI ACIDENTE DE BICICLETA

Universitária morre perto da UFSC

Aluna de Oceanografia estava indo para a aula na manhã ontem quando foi atingida por ônibus na rótula da entrada principal

Uma universitária de 20 anos morreu ontem de manhã depois de se envolver em um acidente com ônibus na rótula da Praça Santos Dumont, no acesso principal da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), quase em frente à Igrejinha. A direção do Hospital Universitário e a Reitoria da universidade manifestaram solidariedade.

Faltavam poucas pedaladas para Lylyan Karlinski Gomes chegar à aula do curso de Oceanografia na universidade quando ocorreu o acidente com o veículo da empresa Insular, por volta das 8h20min. A estudante chegou a ser atendida pelo Corpo de Bombeiros e encaminhada para o Hospital Universitário, mas não resistiu aos ferimentos. No local não há ciclovia nem ciclofaixa.

Uma testemunha que estava no ônibus afirmou ter escutado uma batida na lateral direita do veículo e ouvido o cobrador gritar para o motorista frear. O sepultamento será no Jardim da Paz, em Porto Alegre, onde a estudante nasceu.

Lylyan se mudou em março para Florianópolis para estudar. Na rede social, a estudante reforçava suas paixões por mar, praia e por andar de bicicleta. A estudante é filha do repórter fotográfico do jornal Zero Hora, de Porto Alegre, Fernando Gomes e de Maria de Lourdes Karlinski.

A morte está sendo investigada pela 5ª Delegacia de Polícia de Florianópolis. A reportagem entrou em contato com a Insular, responsável pelo ônibus envolvido no acidente, mas até o final da tarde a empresa ainda não havia se manifestado.

DC 2013-07-02 fig.2(PDF)

“Sempre pedimos uma ciclovia no local”

A estudante Lylyan Karlinksi Gomes, de 20 anos, ficará na memória das ruas de Florianópolis: uma bicicleta fantasma será pendurada na rótula da praça Santos Dumont, lugar onde morreu enquanto pedalava. O objeto será colocado nesta quinta-feira pela comunidade, por volta das 8h. O grupo irá pedir autorização da família.

Daniel Araújo Costa quase foi uma dessas vítimas. Em 2006, enquanto pedalava pela rua Osni Ortiga, na Lagoa da Conceição, foi atropelado. Segundo ele, uma das experiências mais chocantes que viveu. Dois anos depois, virou ativista da Viaciclo, Associação de Ciclousuários da Grande Florianópolis. As bicicletas são pintadas de branco e presas aos locais dos acidentes, com uma placa com nome da pessoa e data da morte. Em entrevista, Daniel fala sobre a homenagem que será feita na próxima quinta-feira para a estudante Lylyan e lembra a falta de infraestrutura para o ciclista na Capital:

Diário Catarinense – Como vai acontecer a pintura da bicicleta-fantasma esta semana?

Daniel de Araújo Costa – Antes da quinta-feira, quando todos estão convidados a participar, vou começar a pintar na minha casa. Vou pagar tudo do meu bolso mesmo. Lá na rótula da UFSC vamos dar uma olhada, e escolher um poste da Celesc, sempre de uma maneira que não atrapalhe a iluminação do lugar. Quero deixar claro que ninguém é contra ter carro, queremos só mais segurança e menos imprudência. Esclarecer as pessoas que não dá pra ter excesso de velocidade e falta de atenção. Sempre pedimos uma ciclovia no local onde ocorreu o acidente hoje e nada foi feito.

DC – Você tem os dados de quantos acidentes tem naquela região?

Daniel de Araújo Costa – Nós não temos uma estatística de nenhum lugar da cidade, porque nem a polícia tem isso. Deveria ter uma nova regra de divulgação para isso, e a polícia deveria mostrar esse dados abertamente e com regularidade. No mundo ideal teríamos os números para saber o que está acontecendo. Isso porque é importante divulgar as estatísticas e fazer os motoristas pararem de achar que o ciclista é um intruso no trânsito. Não é verdade, a rua é um local de veículos, incluindo a bicicleta.

DC – Quantas bicicletas fantasma já existem pela cidade?

Daniel de Araújo Costa – Esse movimento surgiu nos Estados Unidos há muito tempo. Aqui em Florianópolis tem seis ou sete bicicletas, mas muita gente já morreu na cidade e ninguém ficou sabendo. Queremos chamar a atenção para locais que já deveriam ter uma infraestrutura e o poder público não se responsabiliza. É muita gente andando de carro e isso não é coincidência, queremos que a cidade acorde para outros meios de transporte. Afinal, 94% dos acidentes estradas são por imprudência dos motoristas. Eles não reduzem a velocidade e, sem saber que a rua é todos, desrespeitam o próximo. É possível evitar uma situação complicada, como essa menina que morreu aos 22 anos.

Carolina Dantas

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