Distrito Federal: Manifesto por um Conselho de Mobilidade e Acessibilidade

Rodas da Paz - logoNo dia 19 de agosto, Dia do Ciclista, diversas entidades e movimentos vieram a público pedir ao Governo do Distrito Federal que crie o Conselho de Mobilidade e Acessibilidade. Esta data, criada em homenagem ao ciclista Pedro Davison, atropelado no Eixão em 2006, serve para inspirar ações que busquem cidades mais humanas, políticas de mobilidade mais sustentáveis e um trânsito para seguro para todos.

Centenas de ciclistas e pedestres vem morrendo todo os anos no Brasil, que conta com uma das maiores taxas de mortes por cem mil habitantes no trânsito do mundo. Para reverter este quadro, não bastam apenas técnicos de governo e muito menos o lobby automobilístico, é preciso envolver a sociedade: usuários do transporte coletivo, especialistas, movimentos sociais, trabalhadores do transporte público e motociclistas, para qualificar as ações governamentais nas políticas públicas de mobilidade.

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(IX) Especial Floribike: Compartilhamento universitário

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Diversas iniciativas de compartilhamento de bicicletas surgiram dentro das universidades.

Começou como um trabalho de Educação Física na Universidade de Brasília (UnB) em 2007. Dois anos depois, as primeiras bicicletas amarelinhas eram vistas com diferentes pessoas ao longo do campus. O projeto Bicicleta Livre hoje é um projeto de extensão da universidade do Distrito Federal.

O uso das bicicletas é baseado na confiança. Não é necessário fazer nenhum cadastro para utilizá-las. Se elas estão desocupadas, estão disponíveis. A iniciativa incentiva também os alunos a participarem de oficinas e aprenderem mecânica e conserto de bicicletas. O projeto começou com 18 bicicletas e chegou a ter 25.

Bicicleta Livre. Foto: Isabela Lyrio / Agência UnB.Bicicleta Livre na UnB

Problemas de conservação e manutenção, incluindo também o sumiço de algumas magrelas, fizeram o projeto ser reformulado e focar na conscientização, em vez de disponibilizar bicicletas.

Se em São Paulo, a Pontifícia Universidade Católica (PUC), foi uma das instituições de ensino que chegou a contar com um dos bicicletários do Instituto Parada Vital, uma iniciativa da Universidade de São Paulo desenvolveu-se. O Pedalusp surgiu como trabalho de conclusão do curso de Mecatrônica e hoje já ocupa as ruas de algumas cidades de São Paulo, como Bertioga e Indaiatuba. Inclusive a Compartibike, empresa que surgiu dessa idéia, é uma das concorrentes no processo licitatório de Florianópolis.

PedaluspPEDALUSP

A Universidade de Campinas (UNICAMP) colocou 10 bicicletas para o uso dos alunos em março de 2011. No ano passado esperava chegar a 36, muito aquém das 300 projetadas inicialmente. O MOBIC é gerenciado pela própria universidade, mas carece de bicicletas para suprir toda a demanda. Estudos estão sendo feitos ainda para melhorar a bicicleta, criar um sistema de engate no bicicletário e possibilitar o reconhecimento automático por meio do cartão universitário.

MOBIC UNICAMPMOBIC

A Universidade Federal do Rio Grande (FURG) foi além: 50 bicicletas para sua comunidade acadêmica, retiradas e devolvidas próximas ao restaurante universitário.

Foto: Diário Popular.Bicicletas na FURG

Saiba mais:

(I) Especial Floribike: Edital de concorrência será lançado no aniversário da cidade
(II) Especial Floribike: São Paulo e Rio de Janeiro foram pioneiros
(III) Especial Floribike: Projeto de bicicletas coletivas vem de 2009
(IV) Especial Floribike: Conheça as concorrentes – Compartibike
(V) Especial Floribike: Conheça as concorrentes – Movement Barcelona
(VI) Especial Floribike: Conheça as concorrentes – Serttel
(VII) Especial Floribike: As empresas que ficaram pelo caminho
(VIII) Especial Floribike: A opção por Nova York
(IX) Especial Floribike: Compartilhamento universitário
(X) Especial Floribike: Iniciativa do interior do Paraná é premiada
(XI) Especial Floribike: Bicicletas coletivas que salvam vidas
(XII) Especial Floribike: Como funcionará em Florianópolis

Veja também:

Floribike: encaminhamento do edital homenageou os 10 anos da Bicicletada em Florianópolis
Apenas duas empresas são habilitadas a concorrer ao sistema de bicicletas públicas de Florianópolis
Aberto edital de pré-qualificação do sistema de bicicletas públicas de Florianópolis
Aluguel de bicicletas de Florianópolis é tema de Podcast
Embora pronto, edital das bicicletas públicas de Florianópolis não será lançado em 2011
Ata da Audiência Pública do Sistema de Bicicletas Públicas de Florianópolis (Floribike)
Florianópolis dá primeiro passo para implantação de bicicletas coletivas
Audiência pública debaterá aluguel de bicicletas em Florianópolis
Aluguel de bicicletas de Florianópolis deve ficar pronto em novembro de 2012
Florianópolis espera contar com bicicletas públicas em 2012

Artigo: uma reflexão crítica sobre as ciclofaixas de lazer de Florianópolis

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Diretrizes para o sucesso de vias temporárias visando à sua implantação futura de modo permanente

Recentemente, o periódico Diário Catarinense publicou interessante matéria sobre o aumento da quantidade de infraestrutura cicloviária em Florianópolis mediante a implantação de ciclofaixas de lazer, a exemplo da Ciclofaixa São Paulo e do Circuito Ciclofaixa, de Curitiba.

Pela reportagem, em um ano o tamanho da infraestrutura cicloviária da cidade aumentaria 70%, com a inclusão de 30km de ciclofaixas que funcionariam apenas aos domingos.

Origem das Ciclofaixas de Lazer

A idéia de se criar ciclofaixas provisórias é tipicamente brasileira. Surgiu em agosto de 2009, na cidade de São Paulo, então firmemente pressionada pela morte de ciclistas e por estudo de André Pasqualini que demonstrou que a cidade não possuía nenhum quilômetro de ciclovia utilizável na cidade. Numa cidade tomada por congestionamentos diários e cujo secretário de transportes solenemente ignorava a presença de ciclistas, em vez de construir uma ciclovia permanente, optaram por uma solução mais simples: fechar ruas ao tráfego automotor por uma manhã de domingo, quando o fluxo de veículos é menor. Encampada pela Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente, a ciclofaixa paulistana de lazer ligava parques em meio a uma região aplainada.

Foi, de fato, um sucesso! A demanda reprimida por ciclovias era tão grande que houve mais de 9.000 ciclistas circulando em seu primeiro domingo de funcionamento, superando em 4.000 as expectativas.

As ciclofaixas de domingo foram copiadas por outras cidades. Além de Curitiba, Campinas e Ribeirão Preto também aderiram à iniciativa.

Problemas surgidos

Sobre Curitiba, temos um artigo exclusivo sobre sua polêmica. A iniciativa foi do Secretário Municipal de Esporte, Lazer e Juventide, Marcello Richa, filho do então governador do Paraná. De forma tímida, sem consulta a entidades de ciclistas ou mesmo grupos de pesquisadores cicloviários, pintou do lado esquerdo das vias 4km de ciclofaixas que funcionariam apenas um domingo por mês.

O intervalo entre cada Circuito Ciclofaixa, o fato de se localizar num lado da via onde normalmente não ocorre tráfego de ciclistas, a exígua extensão e o não cumprimento dos acordos de sua ampliação tornaram o Circuito Ciclofaixa extremamente vexatório.

Em Campinas, a ciclofaixa de lazer deixou de operar, muito embora reuniões estejam sendo feitas na nova administração para que ela possa voltar a ser operada.

Assim como São Paulo, a cidade de Ribeirão Preto conta com o apoio de um banco privado que possibilita uma série de atratividades aos usuários. Além de fiscais da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) realizarem um bom trabalho de redimensionamento de trânsito, agentes coletam dados e realizam entrevistas (eu mesmo já participei de uma), fotos dos ciclistas são orgulhosamente exibidas em site próprio, oficinas realizam ajustes nas bicicletas dos participantes e mesmo parques que há muito estavam no papel foram inaugurados já sendo contemplados com as novas ciclofaixas. Enfim, os ciclistas têm a seu dispôr um caminho seguro e atrativos em seus destinos.

Falácia de números

Hoje, a coordenação da Ciclofaixa São Paulo é da Secretaria de Transportes. Mas do percurso original nenhum deles foi efetivado e mesmo a integração com a única ciclovia próxima inaugurada desde 2009 – a ciclovia da Marginal Pinheiros – continua pobre, com poucos avanços.

Entretanto, o município de São Paulo contabiliza as ciclofaixas de lazer em seus números “oficiais”. Nenhum urbanista sério diria hoje que São Paulo tem 230km de pistas cicláveis ao se referir à mobilidade urbana por bicicleta. Os números são bem menores, de em torno de 50km. Ao contrário do que diz a reportagem – e fontes falsas da Prefeitura de São Paulo -, 230km é a meta da cidade para 2016. Mas quase todo o cronograma envolve ciclovias em parques – além das ciclofaixas de lazer. Para o ciclista urbano que pedala em seu cotidiano, poucos avanços seriam percebidos e mesmo poucos dos novos trechos estão devidademente interconectados.

São Paulo coloca em sua conta as ciclorrotas (pinturas no asfalto, indicando a presença de ciclista, uma outra solução de fácil implantação), as vias dentro de parques e as ciclofaixas de lazer em dobro. Mesmo ida e volta sendo lado a lado no canteiro central, a prefeitura conta ambos os lados de forma separada.

Por isso, em nenhum estudo acadêmico os dados da prefeitura são contabilizados quando se trata de mobilidade urbana.

Esse artifício, de que Porto Alegre e Campinas também se utilizaram, não deve ser repetido em Florianópolis. Ciclofaixa de lazer não é de deslocamento, via de regra. Inclusive, pode ser prejudicial a quem se utiliza da bicicleta no dia a dia. A pintura no asfalto na faixa da esquerda faz com que muitos motoristas, nos demais dias da semana, lancem seus veículos contra os ciclistas que trafegam corretamente à direita, dizendo ser ali espaço dele, do motorista. Diversos casos assim foram relatados em São Paulo.

Ciclorrecreovias

A opção da ciclofaixa de domingo de Florianópolis deve levar em conta os atrativos para o uso da bicicleta e a possibilidade de efetivação diária do trecho. Nesse sentido vale a pena recordar os exemplos de Bogotá. Ambas as situações ocorreram e a bicicleta virou febre. Pistas para caminhada, corrida e pedalada, seguido por incentivos, como aulas de ginásticas ao ar livre, atendimentos de saúde básicos, como medição de pressão, programas de acompanhamento de saúde, a exemplo de pessoas que queriam perder massa, piqueniques nas áreas adjacentes: tudo isso contribuiu para o sucesso do programa da cidade. Diversas cidades adotaram o mesmo modelo, com destaque atualmente para Santiago, no Chile, e seu programa CicloRecreoVías.

No Brasil, as iniciativas ainda são tímidas. Destaques nacionais são o fechamento do Eixão, em Brasília, e de parte da Beira-Rio, em Porto Alegre. Em Santa Catarina, Joinville chegou a fechar a Av. Hermann August Lepper em 2009 e Florianópolis e Biguaçu contaram com Ciclovias de Domingo. Este último projeto, encabeçado pela Associação dos Ciclousuários da Grande Florianópolis (ViaCiclo), que também está contribuindo atualmente, mantém pouca semelhança com as novas ciclofaixas de lazer de Florianópolis, pré-denominadas Ciclofaixa de Domingo. Veja aqui um levantamento de iniciativas semelhantes no Brasil.

As ciclofaixas de lazer de Florianópolis estão começando de forma parcialmente correta. Há um pensamento importante nos atrativos. Pensa-se desde já em incluir um roteiro histórico-cultural pelo centro do município, em ligar parques, como o de Coqueiros, da Luz e do Córrego Grande, em propiciar condições para a realização de atividades ao ar livre e de saúde, focando na prevenção de doenças, bem como em feiras de artesanato e/ou similares, aproveitando também espaços como campos de futebol, praças e pistas de skate. Isso sem contar na música, simbolizada em rodas de samba e em projetos como a Sounds in da City, além das oficinas dos Bike Anjos para quem quiser dicas ou aprender a pedalar em meio ao trânsito.

Com isso, mesmo que as praias da região central e continental de Florianópolis permaneçam impróprias para banho, incentivos não devem faltar para quem quiser se aproveitar das ciclofaixas de lazer. Fora o trabalho árduo em coordenar essas diversas atividades, faltam ainda, entretanto, duas questões importantes: estacionamentos de bicicleta e ciclovias “de verdade”.

Do lazer ao cotidiano

São Paulo pecou em não efetivar parte de sua Ciclofaixa de Lazer para os demais dias da semana. Após mais de três anos, mais de 100.000 pessoas percorrem as ciclofaixas das zonas sul e oeste todo domingo. O estímulo ao uso da bicicleta foi-lhes dado. Mas a passagem de se pedalar por lazer para o trabalho encontra seus obstáculos.

Após uma queda em 2011, o número de acidentes fatais com ciclistas subiu em São Paulo. Também não era para menos: em cerca de 10 anos, aumentou 300% o número de pessoas que se locomovem de bicicleta em São Paulo e no Rio de Janeiro, mas a infraestrutura paulistana permaneceu praticamente inalterada, apenas maquiada, enquanto o Rio investiu fortemente em infraestrutura, pesquisa e educação no trânsito.

Faz-se necessário, assim, que Florianópolis pense sua ciclofaixa de lazer de modo a que vários de seus trechos sejam transformados, de fato, em ciclovias para o ano inteiro. Aproveitar trechos de projetos que já existam, como é o caso de Coqueiros e da Av. Madre Benvenuta, e interligá-los à malha cicloviária já existente é imperial.

É fundamental também a pesquisa de coleta de dados. Ela deve ser fundamental para embasar tanto a efetivação das futuras pistas cicláveis quanto para que sejam feitas correções de traçado ou de atrativos. Como disse Guillhermo Peñalosa, no Fórum Internacional de Mobilidade nas Cidades, realizado em Florianópolis em 2011, precisamos pegar números que mostrem o antes e o depois, verificar a eficácia da ciclofaixa de lazer para o aumento do número de ciclistas e aí sim tomar a decisão de implementar de vez uma ciclovia ou ciclofaixa permanente.

Fundo Municipal de Trânsito

Parte das promessas do prefeito eleito Cesar Souza Júnior, a destinação de 20% do futuro Fundo Municipal de Trânsito para a construção de ciclovias não poderá ser usada para as ciclofaixas de lazer se não forem seguidas estas recomendações.

A criação de um fundo para gerir a mobilidade faz parte da Política Nacional de Mobilidade Urbana (Lei Federal 12.587/2012). A destinação desses 20%, hoje estimados em cerca de R$8 milhões por ano, para a implantação de pistas cicláveis voltadas exclusivamente ao lazer não se insere dentro da lei federal.

Entretanto, se for parte de um processo para a consolidação da infraestrutura cicloviária urbana, envolvendo desde o início pesquisas de contagem volumétrica e entrevistas com usuário de bicicleta, esse recurso poderá ser parcialmente utilizado para essa destinação.

Os 74% dos habitantes que compõem a demanda reprimida no que tange ao uso da bicicleta apenas esperam que, ao contrário de São Paulo, essa efetivação não demore mais que 3 anos.

Fabiano Faga Pacheco

Morreu pedalando atrapalhando o tráfego

Arte: Tiago Costa Nepomuceno

 Há uma semana, quando perguntei tua idade
– 33 –
Pensei:
Agora tens a idade em que Cristo morreu.

Tua cruz era uma bicicleta
Pedalar no inferno
Onde metal vale mais que sangue.

Agora já podes morrer
por um mundo
que caga e anda
Caga e corre por cima de ti.

Mas e eu, que fico: como fico?
E nossa viagem para Goiânia?
E nossas subida para Campos do Jordão?
E os congressos, fóruns… e a vida, como fica?

a vida é uma
COISA
mesmo muito
VOLÁTIL.

Não é que irás para um lugar melhor.
É que o mundo fica cada vez pior
quando pessoas assim vão embora.

Arte: Kararyu

Um só dia, três ciclistas a menos no Brasil.

Em São Paulo, a capital financeira do país, o golpe veio no coração da cidade.

Na Grande Belém e no Distrito Federal, também tombaram guerreiros em bicicleta.

E a mídia preocupada com a pressa do dia a dia e o transtorno de mais um corpo no asfalto.

Cidadãos de São Paulo vão às ruas ainda hoje, mais uma vez. Já ao meio-dia, cerca de dez ciclistas caíram no betume, mas, vivos, foram carregados de lá pela polícia militar.

 Foto: Laura Sobenes

Mais notícias de São Paulo aqui.

Dia 06 de março, o Brasil inteiro vai voltar a protestar.

Brasília: 19h, Praça das Bicicletas (Museu Nacional)
Curitiba: 19h, Pátio da Reitoria (UFPR) Amintas de Barros (entre Dr. Faivre e Gen. Carneiro),
Florianópolis: 19h, Skate Park Trindade (em frente ao Iguatemi)
Porto Alegre: 19h, Largo Zumbi dos Palmares (EPATUR)
Rio de Janeiro: 19h, na Cinelândia (em frente ao Cine Odeon)
São Paulo: 19h, pça do ciclista (av. Paulista X rua da Consolação)

Confirme sua presença.

Suplicy vai de bicicleta ao Senado

O senador Eduardo Suplicy (PT-SP), 70 anos, saiu de sua casa de bicicleta, em Brasília, para chamar atenção para o Dia Mundial Sem Carros, nesta quarta-feira, dia 21 de setembro.

O percurso entre sua residência, na Asa Sul de Brasília, e o Senado Federal foi feito em cerca de 30min. Durante os cerca de 7km, o senador mostrou preparo físico.

— Recomendo a todos que tenham condições que troquem o carro pela bicicleta. É uma maneira de diminuir a poluição e manter a forma — afirmou o senador em sua chegada ao Senado.

Suplicy também fez um convite à população:

— Eu queria convidar as pessoas para que, no Dia Mundial Sem Carro, também utilizem a bicicleta, que é um veículo limpo e muito saudável.

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Dois servidores do Senado que trocaram o carro pela bicicleta em suas rotinas acompanharam Suplicy no trajeto.

Vestido de calça social e gravata (ele apenas trocou o sapato por um tênis), Suplicy saiu de casa antes das 9h, passou na Igrejinha de Nossa Senhora de Fátima para fazer uma oração, e chegou ao Senado às 9h30, pronto para ir para a reunião da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).

Ele lamentou a falta de ciclovias e de melhores acessos para os ciclistas, bem como o desinteresse das autoridades em dar prioridade ao deslocamento de bicicleta nas cidades. No trajeto que percorreu, porém, Suplicy destacou que não houve qualquer problema de relacionamento com os motoristas de carros, motocicletas e caminhões com que cruzou. Ainda assim, o senador pediu que sejam promovidas campanhas de conscientização para aumentar o respeito às bicicletas no trânsito.

Uma recompensa por ter trocado o carro pela bicicleta, segundo o senador, foi poder ver a cidade por outra perspectiva, que escapa quando se está dentro de um carro.

– O percurso é muito bonito, passa pelos belos prédios das embaixadas de Brasília e ainda se tem uma vista completa do Lago Paranoá e duas de suas pontes – observou. Durante boa parte do trajeto, fotógrafos e cinegrafistas de diversos órgãos da imprensa registraram a iniciativa do senador.

Manual do Ciclista de Brasília

O pessoal de Brasília responsável pelo Projeto Bicicleta Livre, que oferece oficinas de manutenção de bicicletas e bicicletas comunitárias aos freqüentadores da UnB, lançou essa “Cartilha do Ciclista” que você confere abaixo.

Nela, você encontra informações sobre saúde, manutenção, como portar-se sobre a bicicleta, dicas de segurança e de cicloturismo válidos para qualquer ciclista do Brasil. Quem mora no Distrito Federal encontra ainda uma relação de lojas e bicicletarias amigas do ciclista.

Cartilha do Ciclista - Projeto Bicicleta LivreCartilha do Ciclista – Projeto Bicicleta Livre

Saiba mais:

Conheça melhor o Projeto Bicicleta Livre nas matérias selecionadas nos links abaixo:

Eu, estudante
G1 & Bom Dia DF
O Eco
ONG Rodas da Paz
Transporte Ativo [1]
Transporte Ativo [2]
UnB Agência
+ Vá de bike! +

Veja também:

Manual do Ciclista de Florianópolis

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