Como chegar a um encontro de estudantes num lugar paradisíaco? De bicicleta, claro!

Durante o feriado de Corpus Christi vai ocorrer em Palhoça, SC, mais uma edição do Encontro Regional de Estudantes de Biologia da Região Sul – EREB-Sul. O tema é sugestivo: “Uma Odisséia neste espaço – Um encontro para pensar o encontro”. Vale a pena ler a filosofia na qual os organizadores se embasam.

O local escolhido, relativamente isolado, foi num acampamento na praia da Guarda do Embaú. Apenas três caminhos levam a ela, um deles, por mar. Até poucos anos atrás parte do Parque Nacional da Serra do Tabuleiro, a Guarda do Embaú hoje faz parte da APA do Entorno Costeiro e há muita pressão política para diminuir ainda mais a proteção ambiental de lá, como fica evidente na proposta do novo plano diretor da cidade, criado às escondidas.

Ainda assim, permanece um recanto quase intocado às margens da BR-101. Um recanto com séria problemática ambiental e também social, com uma comunidade tradicional de pescadores que dependem da pesca da tainha para tirarem seu sustento. Futuramente, planejam alguns administradores, ali poderemos ver prédios e todos os problemas de uma ocupação urbana voltada à especulação imobiliária. É triste imaginar que um dia a Guarda do Embaú possa ser apenas um resquício do que é hoje, abrigando vasta bio- e geodiversidades.

Para esse encontro, algumas surpresas. Estudantes de Florianópolis irão de bicicleta! E convidam a quem mais quiser ir para uma expedição de bike até a guarda.

O caminho será pelo sul da Ilha de Santa Catarina, pegando uma balsa até a Praia dos Sonhos, adjacente. Haverá duas viagens de ida, uma quarta às 12h e outra quinta às 8h. Para quem vai ao encontro, uma boa oportunidade de ir se encontrando e encontrando os demais junto a uma das maneiras de se locomover que provoca maiores encontros.

Está lançado o convite!

Obs.: a volta será por conta de cada participante, visto que a maioria irá permanecer para o EREB-Sul.

As mudanças climáticas e os ciclistas de Florianópolis

As mudanças climáticas não são uma brincadeira ou uma falácia. São um fato real! Milhares de trabalhos científicos publicados em dezenas de revistas especializadas, onde os textos passam por revisão pela comunidade científica, comprovam a sua veracidade – a ainda mais: demonstram claramente que as atividades humanas é que estão causando este fenômeno.

Atualmente, o transporte é o setor que mais emite gases-estufa nas cidades. Supera até mesmo a indústria. Todos os dias, algumas toneladas de dióxido de carbono são lançadas nos céus de Florianópolis pelos escapamentos dos automóveis, a maioria dos quais circulando com uma só pessoa e agravando o problema dos congestionamentos que têm acometido a capital catarinense. Isso sem contar com a liberação de gases como óxidos de nitrogênio e monóxido de carbono, que têm ainda maior poder calorífico, contribuindo para agravar o aquecimento global.

O deslocamento por bicicleta, além de mais prazeroso, ágil, saudável e, em diversas ocasiões, mais veloz, não emite, por si só, gases-estufas. O investimento no transporte ativo, além de contribuir para melhorar a crise de mobilidade urbana, é uma forma de permitir o desenvolvimento saudável das gerações futuras. Gerações estas hoje em perigo de, por falta de um acordo decente na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-15), em Copenhagen, não terem um planeta habitável para viver.

Por estas e por outras razões é que, uníssonos, diversos grupos de ciclistas de Florianópolis e São José irão às ruas pedalar, almejando que o amanhã nos reserva não seja tão desalentador.

%d blogueiros gostam disto: