Calota e Gasolina em Trânsito 2013

Saiu no site da Prefeitura Municipal de Florianópolis em 13 de setembro de 2013.

GMF prevê blitz educativa na Semana de Trânsito

Lei Seca é o mote da programação do evento

Uma série de atividades será desenvolvida na Semana de Trânsito, formatadas pela Secretaria Municipal de Segurança e Defesa do Cidadão, através da Guarda Municipal de Florianópolis. Marcada para ocorrer entre os dias 16 a 25 de setembro com exposição de carros batidos, teatro e blitze em vários pontos da cidade.

Veículos em perda total, por causa de embriaguez ao volante, estarão expostos em três pontos de Florianópolis. A intenção é a reflexão e a mudança de comportamento. Mesmo com o endurecimento, do ponto de vista criminal, da Lei Seca no final de 2012, o número de mortes ainda é elevado. De acordo com dados do Departamento Nacional de Trânsito, apenas em 2012 cerca de 42 mil pessoas perderam a vida em acidentes no país, sendo duas mil em Santa Catarina.

“O objetivo da exposição de veículos batidos é a conscientização dos motoristas sobre as consequências do consumo de álcool por motoristas, uma forma educativa de chamar a atenção para esse grave problema que enfrentamos”, define o gerente de Trânsito da Guarda Municipal, Valcir Brasil.

Os veículos estarão expostos no Parque de Coqueiros, na avenida Beira-mar Norte e no bairro Trindade.

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A partir do tema escolhido pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), que trata da questão do uso de álcool e outras drogas e por motoristas, a Guarda Municipal fez os preparativos do evento com o slogan ’’Trânsito seguro, responsabilidade de todos”.

Alunos do 1º ao 5º ano das 37 escolas municipais participam do Concurso Desenho e Redação, cuja premiação ocorre durante a Semana de Trânsito. O objetivo da campanha é alertar para o crescimento vertiginoso do número de mortes em acidentes automobilísticos no país.

As crianças ganham atenção especial, pois serão futuros atores no trânsito, seja como pedestre, motorista ou ciclista. O grupo teatral Calota e Gasolina fará apresentações em dias determinados. O entretenimento tem participação ativa do público. De forma interativa, os espectadores refletem sobre os equívocos cometidos no trânsito do dia a dia.

Cronograma
  • 16 e 17 – Blitz Educativa das 9 às 17 horas com distribuição de material informativo. Setor de Educação da Guarda Municipal de Florianópolis.
  • 18 – Cerimônia de Premiação do Concurso de Desenho e Redação da GMF ás 15 horas  no Auditório da Base da Guarda Municipal ( Portal Turístico) com participação do Teatro Calota e Gasolina.
  • 19 e 20 – No Centro da capital. Rua Deodoro esquina com a (rua) Felipe Schmidt. No horário compreendido entre 9 e 17 horas haverá muitas atrações . Apresentação do Teatro Calota e Gasolina, períodos matutino e vespertino.
  • 21 – Blitz da Lei Seca. Educativa. Teatro e participação da Polícia Militar (PM), Polícia Militar Rodoviária (PMRV), Polícia Rodoviária Federal (PRF), Detran, Serviço Nacional do Transporte (Sest/ Senat).
  • 22 – Teatro , apresentação e distribuição de informativo no Trapiche da Beira Mar Norte.
  • 23 e 24 – Blitz Educativa com distribuição de informativos.
  • 25 – Blitz Educativa com distribuição de informativo.

Confira abaixo os horários e locais da peça teatral “Calota e Gasolina em Trânsito”.

Calota e Gasolina em Transito(Veja em PDF)

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Prossegue Semana do Trânsito com várias atividades na Capital

Bicicletas e eletrônicos são entregues a alunos premiados em Florianópolis

Saiu no site da Prefeitura Municipal de Florianópolis em 19 de setembro de 2013.

Concurso da Semana de Trânsito entrega prêmios

Quinze alunos das escolas municipais foram premiados na oitava edição do certame

Aconteceu na tarde desta quarta feira (18) a solenidade de entrega dos prêmios aos alunos da rede municipal de ensino que participaram da oitava edição do Concurso de Desenho e Redação, promovido pela Guarda Municipal de Florianópolis, em parceria com a Secretaria de Educação do Município. A cerimônia começou às 15 horas, com a apresentação do Grupo Teatral “Calota e Gasolina em Trânsito”.

Após a apresentação teatral, foi formada a mesa que efetuou a entrega da premiação aos alunos e supervisores pedagógicos, respectivamente. Representando a Guarda Municipal, o subcomandante Rogério Martarello; a Câmara de Vereadores foi representada  pelo vereador Pedro Assis Silvestre (Pedrão); Maria José da Costa Brandão, secretária adjunta de Educação de Florianópolis, representou a Secretaria; Graziela Maria Casas Blanco, coordenadora de Convênios de Trânsito representou o Detran; o secretário municipal de Segurança e Defesa do Cidadão, Raffael de Bona Dutra,  representou o prefeito Cesar Souza Júnior.

O auditório estava lotado. A secretária adjunta de educação falou da importância da Guarda Municipal no dia a dia dos colégios. Estendeu os cumprimentos aos professores que trabalharam de forma intensa para a finalização dos trabalhos.

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O representante do Legislativo do município, o vereador Pedrão,  disse que, “como morador de Coqueiros, sempre passo próximo à Almirante Carvalhal (escola) e vejo agentes no entorno, zelando pela segurança dos estudantes, principalmente nas faixas exclusivas para pedestres”.

Graziela Blanco, do Detran, evidenciou a parceria efetuada com a Guarda Municipal de Florianópolis. “É a comunhão dos órgãos fazendo o trabalho de base. Ninguém é maior que a causa.”  A representante do Detran também fez referencia ao trabalho conjunto exercido na fiscalização da Lei Seca, com a Operação Balada pela Vida.

Um pouco antes da entrega da premiação aos vencedores do certame, o Secretário de Segurança Raffael de Bona Dutra  disse estar feliz pela finalização do projeto e pelo trabalho continuado do Setor de Educação, empenhado na obtenção de resultados positivos. “Reduzir o número de vítimas no trânsito é obrigação do Estado. Mas a mudança de comportamento é única, individual. E isso começamos hoje, com os futuros integrantes do tráfego, seja como pedestre, motorista ou ciclista.”

Premiação

Em todos grupos os alunos que ficaram na primeira posição ganharam um Tablet e um MP4. Os segundos colocados receberam uma Máquina Fotográfica Digital e MP4. Quem ficou na terceira posição teve com prêmio uma bicicleta e um MP3. Os ganhadores também receberam uma sacola retornável, mochila, dicionário, livros de literatura e um kit escolar composto de apontador, lápis, caneta, borracha, canetas hidrocor, corretivo, marca texto e régua.

PREMIADOS DA CATEGORIA DESENHO

ANO Colocação ALUNOS ESCOLAS
1º ano 1º Lugar Emilly Santos de Oliveira Augusto Antônio Paschoal Apóstolo
2º Lugar Nina Coelho da Silva João Francisco Garcez
3º Lugar Sofia de Souza Beatriz de Souza Brito
2º ano 1º Lugar Izadora Coelho da Silva Marcolino José de Lima
2º Lugar Bruna Dias Pereira Mâncio Costa
3º Lugar Sofia Rocha de Faria Osmar Cunha
3º ano 1º Lugar Sofia Cunha Dalpiaz Retiro da Lagoa
2º Lugar Lucas Felipe Cordeiro de Souza José do Valle Pereira
3º Lugar Dharlan da Silva Adão Almirante Carvalhal

PREMIADOS DA CATEGORIA REDAÇÃO

ANO Colocação ALUNOS ESCOLAS
4º ano 1º Lugar Guilherme Henrique  Bandeira Virgílio Várzea
2º Lugar Yasmin Petter Pires Retiro da Lagoa
3º Lugar Mariana Leonarczyk Castro Albertina Madalena Dias
5º ano 1º Lugar Ana Beatriz Costa Dilma Lúcia dos Santos
2º Lugar Ana Clara Bitencourt Virgílio Várzea
3º Lugar Alana Gabriela de Oliveira Bento Antônio Paschoal Apóstolo

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Estudantes de Florianópolis têm desenhos premiados na Semana Nacional do Trânsito

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Estudantes de Florianópolis têm desenhos premiados na Semana Nacional do Trânsito

Saiu no Jornal Notícias do Dia, edição de Florianópolis, no dia 19 de setembro de 2013. Pode também ser lida no site do ND aqui.

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Alunos da rede municipal participam da Semana do Trânsito e são premiados em concurso de desenho

A ação faz parte de um trabalho educativo em parceria com a Guarda Municipal que vem sendo realizado desde o início do ano

Crianças e adolescentes do 1º ao 5º ano de 37 escolas municipais de Florianópolis foram premiadas ontem com tablets, câmeras digitais e bicicletas em um concurso desenho e redação relativo à Semana Nacional de Trânsito com o tema “Trânsito Seguro. Responsabilidade de todos.” O concurso está na oitava edição e tem como objetivo a conscientização sobre as ações no trânsito e expor o assunto nas escolas.

Nove mil estudantes participaram e 15 venceram por ter a melhor relação com o tema, originalidade e criatividade. As escolas participantes também ganharam troféus. O tema foi apresentado no início do ano aos alunos e o assunto foi trabalhado durante as aulas ao longo do ano letivo com atividades que envolviam pais, alunos e professores.

Segundo Thaís Fernandes, guarda municipal integrante do setor de educação, este é um dos resultados do trabalho educativo que tem sido feito nas escolas. “Pelos trabalhos é possível perceber que eles já identificam as regras, compreendem a importância do tema e da sua relação e responsabilidade com o trânsito. O retorno de fato vai ser em longo prazo porque estamos investindo em educação. São ações simples que vão refletir no futuro”, afirmou.

O evento faz parte da série de atividades promovida pela Secretaria de Segurança e Defesa do Cidadão para a Semana, que se iniciou na segunda-feira. Hoje e no restante da semana as crianças ainda poderão conferir o teatro interativo “Calota e Gasolina em Trânsito” que explica sobre o funcionamento do trânsito os cuidados e os deveres que o cidadão deve ter. São eventos abertos ao público. Os adultos também serão orientados com blitzes educativas e panfletagem.

Desenhos de Emily Santos e Sofia Cunha foram escolhidos em concurso entre alunos da rede de ensino de Florianópolis

Desenhos de Emily Santos e Sofia Cunha foram escolhidos em concurso entre alunos da rede de ensino de Florianópolis

A Polícia Militar Rodoviária também trabalha com uma programação especial de conscientização da Semana do Trânsito. Ontem foi abertura oficial com uma ação educativa com crianças em frente ao posto da SC 401. Os policias celebraram o ato de aposentadoria de motocicletas usadas durante 13 anos em escoltas. A partir de agora as motos ficarão em exposição e servirão para trabalhos educativos. Segundo o major Marcelo Pontes, chefe de operações do batalhão de Polícia Militar rodoviário ao longo da semana, até o dia 25, cada posto está responsável por intensificar as ações de fiscalização. “É uma semana para conscientizar e educar”, afirmou.

Confira os vencedores do concurso da Guarda Municipal:

Desenho

1º ANO

1º Colocado: Emilly Santos de Oliveira Augusto. 6 anos.
Escola Básica Antônio Paschoal Apóstolo .Supervisora Pedagógica: Deise
2º Colocado: Nina Coelho da Silva. 7 anos.
E.M. João Francisco Garcez. Supervisora Pedagógica: Cristine Nunes.
3º Colocado: Sofia de Souza. 6 anos.
Escola Beatriz de Souza Brito.

2º ANO

1º Colocado: Izadora Coelho da Silva. 8 anos.
E.M. Marcolino José de Lima. Supervisora Pedagógica: Cristina Makovielli.
2º Colocado: Bruna Dias Pereira. 8 anos.
E.B. Municipal Mâncio Costa.
3º Colocado: Sofia Rocha de Faria.
E.B. Municipal Osmar Cunha. Supervisora Pedagógica: Joana Duarte

3º ANO

1º Colocado: Sofia Cunha Dalpiaz. 8 anos.
Escola Desdobrada Retiro da Lagoa. Supervisora Pedagógica: Maristela.
2º Colocado: Lucas Felipe Cordeiro de Souza. 8 anos.
Escola José do Vale Pereira.
3º  Colocado: Dharlan da Silva Adão. 9 anos.
E.B.M. Almirante Carvalhal. Supervisora Pedagógica: Juliana Pauli

Redação

4º ANO

1º Colocado: Guilherme Henrique Bandeira. 10 anos.
Escola Virgílio dos Reis Várzea. Supervisora Pedagógica: Ana Maria Macedo
2º Colocado: Yasmin Petter Pires. 9 anos.
E. Desdobrada Retiro da Lagoa. Supervisora Pedagógica: Maristela
3º Colocado: Mariana Castro. 9 anos.
Escola B. Municipal Albertina Madalena Dias. Supervisora Pedagógica: Albaneza Duarte

5º ANO

1º Colocado: Ana Beatriz da Costa. 10 anos.
E.B.M. Professora Dilma Lúcia dos Santos. Supervisora Pedagógica: Marta e Arlent.
2º Colocado: Ana Clara Bitencourt. 11 anos.
E.B.M. Virgílio dos Reis Várzea. Supervisora Pedagógica: Rosaura
3º  Colocado: Alana Gabriela de Oliveira Bento.11 anos.
E.B. Municipal Antônio Paschoal Apóstolo.

Letícia Mathias

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Atividades agitam Ciclofaixa de Domingo em Florianópolis

O projeto Ciclofaixa de Domingo entra em sua quarta edição em Florianópolis com novidades. Brinca Comunidade, Escolinha Bike, Escola Bike Anjo, além do Encontro de Bicicletas Dobráveis, prometem agitar ciclistas no continente e no Centro.

Mais uma vez, uma faixa da rua será fechada da rótula de Itaguaçu até o início da Avenida Poeta Zininho (Beira-Mar do Estreito) e destinada à circulação de bicicletas, patins, skate e patinete, das 8h às 17h. Os demais trechos da avenida à beira-mar continental serão totalmente interditados e, além dos banheiros químicos, ganharão uma atividade adicional.

Confira a programação para esta edição da Ciclofaixa de Domingo, incluindo eventos ciclísticos para os quais se pode ir de bicicleta com segurança a partir do projeto.

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No Dia dos Pais, Ciclofaixa de Domingo terá escolinha para crianças

Saiu no site da Prefeitura Municipal de Florianópolis em 9 de agosto de 2013:

Novidade na Ciclofaixa de Domingo

A Prefeitura Municipal de Florianópolis entra na terceira semana do Projeto Ciclofaixa de Domingo, que acontece das 08h às 17h, no trecho entre a Praia do Itaguaçu e a Beira Mar do Estreito. Desde a última edição, o aterro do Continente está destinado ao lazer comunitário.

Neste domingo, a novidade será a “Escolinha Bike”, oferecida para que as crianças possam aprender não só a pedalar, como também ter as primeiras noções de segurança e educação no trânsito.

No local, haverá ciclistas orientando as crianças e supervisores do Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis, coordenados pela Arqª. Vera Lúcia Gonçalves da Silva, para dar informações. A escolinha funcionará das 08h30 às 12h.

Escolinha Bike funcionará das 08h30 às 12h. Foto: Joel Pacheco.

Escolinha Bike funcionará das 08h30 às 12h. Foto: Joel Pacheco.

(Vídeo) Motoristas fazem treinamento para melhorar convivência com ciclistas

Conteúdo exibido originalmente no Jornal do Almoço, da RBS TV SC,  em 31 de julho de 2013. Assista aqui à reportagem no site.

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Ônibus & ciclistas: bom exemplo e mau exemplo

Desde o abalroamento que acabou resultando na morte da estudante de Oceanografia Lylyan Karlinski Gomes, no primeiro dia deste mês, muitas movimentações foram feitas a fim de se equacionar a relação complementar que o transporte coletivo e a bicicleta deveriam ter no dia a dia.

Se a avaliação das articulações desse último mês são positivas, vemo-nos ainda distante de uma situação ideal.

Confira o seguimento do bom exemplo que a Canasvieiras vem conduzindo e a péssima atitude de um motorista da Insular neste fim de julho.

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Ciclistas e motoristas de ônibus juntos em Florianópolis

Está prevista para a manhã deste sábado uma ação conjunta entre ciclistas e uma das empresas que operam o sistema de transporte coletivo da capital catarinense. O evento a acontecer no dia 20 de julho, às 11h, no Jurerê Sports Center, será apenas o primeiro dentre os muitos que a Canasvieiras Transportes Ltda. pretende realizar para melhorar a convivência entre os seus funcionários e os ciclistas que percorrem as ruas de seus trajetos.

Florianopolis 2013-07-20 Canasvieiras TC

As conversas entre ciclistas e a empresa tiveram início há cerca de dois meses. Dentre as ações que devem ocorrer estão a implementação de um curso de direção defensiva para motoristas de ônibus exclusivamente voltados para ciclistas. A confecção de uma camisa com os dizeres abaixo, que a empresa pretende junto ao prefeito que possa ser usada como uniforme de trabalho durante um período,

Também foi obtido apoio institucional para anúncios na traseira de parte da frota de ônibus e uma pedalada deve aproximar ainda mais motoristas e ciclistas.

Compartilhe o seu caminho é a mensagem nas camisetas confeccionadas pela Canasvieiras.

Compartilhe o seu caminho é a mensagem nas camisetas confeccionadas pela Canasvieiras.

Cerca de 350 motoristas devem passar pelo treinamento de Direção Defensiva com Foco nos Ciclistas, que teve início em julho. No curso, são discutidas atitudes simples que protegem a vida do ciclista, orientando sobre as melhores atitudes para a harmonia dessa relação. Em parceria com os pedalantes, foi criada uma cartilha de convivência entre ciclistas e motoristas que está sendo distribuída a todos motoristas que participam do treinamento.

O trajeto de diversas linhas da Canasvieiras são também percorridos por atletas de ciclismo e de triatlo durante os seus treinos.

3 Segundos

A imagem diz tudo!

3 segundos é a diferença entre uma ultrapassagem segura e um assassinat. Motorista: você pe um profissional do transporte público, não um piloto de corrida.

Estudante de Oceanografia não resiste e falece após ser atingida por ônibus em Florianópolis

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O semestre está quase terminando para os alunos da Universidade Federal de Santa Catarina. Mas a manhã de 1º de julho de 2013 ficará na memória de toda a vida acadêmica de uma turma do curso da universidade. Próximo do horário de início das aulas, às 8h20, uma das alunas do primeiro ano do curso de Oceanografia ainda não havia chegado à aula. Não o faria mais.

Lylyan Karlinski Gomes tinha 20 anos de idade. Pouco tempo antes, trouxera a bicicleta de sua cidade natal, Porto Alegre, para poder usá-la em Florianópolis. Foi neste fatídico dia que, com a mesma bicicleta, seguia rumo à universidade. Próximo da rótula da Trindade, onde a UFSC faz fronteira com a Praça Santos Dumont, até bem pouco tempo atrás local certo dos happy hours dos estudantes que aproveitavam o Bar do Pida para relaxar após os estudos, um motorista relaxou ao volante.

O condutor do ônibus da empresa Insular não viu a ciclista, que seguia no sentido do tráfego, conforme preza a lei. A distância que aproxima (o 1,5m que o motorista deve se afastar do ciclista para ultrapassá-lo) não existiu. Lylyan foi parar sob o coletivo, sendo percebida antes pelo cobrador do que pelo motorista. Sofreu lesões no lado esquerdo, resistiu à primeira parada cardiorrespiratória, mas não aguentou e faleceu pouco após chegar ao Hospital Universitário.

Lylyan Karlinski Gomes, com humor ao pedalar. Fonte: Divulgação / Facebook.

Lylyan Karlinski Gomes, com humor ao pedalar. Fonte: Divulgação / Facebook.

Não são poucos os agentes que contribuíram para que o bom humor e otimismo da jovem Lylyan se esvaísse. Embora muito se tenha comentado sobre bicicleta nos últimos anos, nenhuma ciclovia ou ciclofaixa decente saiu na região da Bacia do Itacorubi conforme os ciclistas esperavam, incluindo a da Rod. Admar Gongaza. Até mesmo as ciclofaixas do Centro ficaram aquém do que prediziam os seus projetos originais.

Por outro lado, muito pouco se avançou em relação ao comportamento dos condutores de veículos coletivos no trânsito. Exatos quatro meses antes, em 1º de março, um veículo da mesma empresa, Insular, atropelou a cicloativista e bike anja Thaís Suzana Schadech no sul da Ilha. Já na noite do dia 05 de março, mesmo sob chuva, cerca de 15 ciclistas fizeram uma manifestação diferente no Terminal de Integração do Rio Tavares. No evento intitulado “Motorista, sua pressa = minha vida?”, foram entregues panfletos aos motoristas e cobradores dos ônibus da Insular. As promessas de outrora de reciclagem e re-educação de motoristas parecem ontem não ter surtido efeito.

Com essa situação, faz-se necessário que também a prefeitura atue, fazendo cumprir o item 16 do Termo de Compromisso com os Ciclistas, em que o chefe do executivo prometia:

“Fiscalizar a qualificação do profissional condutor de veículo de transporte coletivo, visando a evitar conflitos entre ônibus e ciclistas, por meio de cursos práticos como os ministrados no município de São Paulo”

Além disso, é necessária uma postura mais pró-ativa de órgãos como a própria universidade e o Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis, que conta com estudos para melhoramentos cicloviário e peatonal no local. Resta saber agora se as promessas de ciclovias ligando as universidades, tão propagadas em janeiro deste ano, não serão apenas palavras ao ar, mas que se tornarão realidade, contribuindo para que fatalidades como a que vitimou Lylyan nunca mais voltem a acontecer nos arredores do antro acadêmico.

Fabiano Faga Pacheco

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OMS lança campanha para redução de mortes no trânsito

‘Cristo amarelo’ marcará entrada do Brasil em campanha por redução de mortes no trânsito

Brasil é oitavo país em vítimas fatais. Traumas de trânsito são a nona causa de mortalitade no mundo.

Rio de Janeiro – A Organização das Nações Unidas (ONU) lança amanhã (11) uma campanha mundial em favor das ações propostas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para reduzir o número de vítimas do trânsito. De acordo com a OMS, o trânsito mata, por ano, 1,3 milhão de pessoas e deixa cerca de 50 milhões de feridos em todo o mundo.

No Brasil, o lançamento ocorrerá às 18h, no Rio de Janeiro, quando o monumento do Cristo Redentor será iluminado de amarelo, cor de algumas placas do trânsito. “É exatamente para celebrar esse lançamento mundial que o Cristo Redentor, a Torre Eiffel em Paris, a Muralha da China, Times Square em Nova York e outros pontos do mundo vão ficar iluminados de amarelo”, explicou o consultor da OMS no Brasil para a área de traumato-ortopedia, Marcos Musafir.

“Os números [de vítimas do trânsito] não estão caindo. Por isso, a OMS sensibilizou a ONU que, em março, definiu em assembleia geral, que o período entre 2011 e 2020 fo batizado “Década de Ações para Redução de Traumas no Trânsito”, disse Musafir. A meta da organização é reduzir pela metade o número de mortes.

“A produção de veículos vai crescer, mas é preciso melhorar o transporte urbano, dar mais segurança ao usuário, principalmente o mais vulnerável, que são o pedestre, o ciclista e o motociclista. É preciso melhorar a atenção hospitalar e pré-hospitalar com a criação de centros de trauma. É preciso que leis sejam aplicadas, fortalecidas, e que a fiscalização atue bem”, indicou o consultor da OMS.

Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, recebe iluminação amarela na noite desta quarta-feira (11). A mudança na coloração faz parte de uma campanha mundial da OMS (Organização Mundial de Saúde) para reduzir as mortes no trânsito. Foto: Júlio Guimarães / UOL.

Com base nessas diretrizes gerais, cada país poderá criar suas ações e aprimorar o ambiente do trânsito, de modo a deixá-lo mais seguro e mais saudável. Pesquisa feita pela OMS em 178 países, com base em dados de 2008, mostrou que mais de 90% das mortes decorrentes de acidentes no trânsito são registradas em países de baixo ou médio desenvolvimento e que metade dessas vítimas são pedestres, ciclistas ou motociclistas. Essa proporção é ainda maior nas economias mais pobres, diz o estudo.

Marcos Musafir informou que o Brasil, Rússia, Índia e China estão entre os oito países que mais registram mortes no trânsito em todo o mundo. O Brasil ocupa a oitava posição nesse rol. Isso ocorre, segundo o ortopedista, “porque ainda há uma certa negligência, uma certa displicência no cumprimento do Código de Trânsito. Não há respeito à velocidade, ainda se usa álcool e drogas e se dirige, não se usa totalmente o cinto de segurança, não há uma fiscalização muito efetiva”.

Para ele, há uma grande parcela de responsabilidade do Poder Público. “Se o Estado não der condições de locomoção adequada para a população, não pode cobrar multa ou pegar o dinheiro da multa e não utilizar de volta no trânsito”. Essa é uma das recomendações da ONU, para que haja atenção na aplicação dos recursos advindos do trânsito, entre os quais, impostos sobre venda de carros, combustíveis e peças, além dos tributos sobre propriedade de veículos, as multas e as taxas de seguros.

A OMS prevê que em 2030 os traumatismos por acidentes de trânsito passarão a ser a quinta causa principal de mortalidade no mundo. Em 2004, eles ocupavam a nona posição no ranking.

Alana Gandra
Da Agência Brasil

Fontes: UOL, 10 de maio de 2011 (texto) e 11 de maio de 2011 (foto).

Saiba mais:

Campanha de trânsito da ONU ‘pinta’ Cristo Redentor de amarelo – reportagem da Folha de S. Paulo afirma que, no Brasil, 145,9 mil pessoas, a maioria homens jovens e adultos da Região Sudeste, foram tratadas pelo SUS em decorrência de acidentes de trânsito, a um custo de cerca de R$ 187 milhões.

Se essa rua fosse minha…

Um dos exemplares expostos na I Bienal do Livro de Curitiba, que ocorreu durante o II Encontro de Bicicletadas do Brasil, era a coleção didática Se essa rua fosse minha (Editora Fama, Curitiba, 2008). Ela é constituída por vários livretos, sendo que na Bienal era possível encontrar o Livro do Aluno e o Livro para os Pais.

Se essa rua fosse minha

O primeiro é ricamente ilustrado com gravuras, num formato semelhante a uma história em quadrinhos. A temática da coleção é voltada a contribuir para a existência de um trânsito seguro. Se hoje temos um hiato nas escolas brasileiras quando nos referimos à educação voltada para a convivência pacífica em meio ao tráfego, “Se essa rua fosse minha” pode ser utilizada como um material didático com essa finalidade.

Diferentemente de outros livretos e cartilhas ditas educativas, não há um predomínio do antigo paradigma de que a rua é, por si só, perigosa e, portanto, apenas os pedestres devem tomar cuidado em seus deslocamentos.  Claro que regras defensivas que todos adotamos ao atravessar a rua estão lá, lembrando que o livro é voltado a crianças em formação, aconselhável a alunos cursando até o 5º ano do Ensino Fundamental (apesar de que serviria muito bem a vários motoristas que dirigem por aí). Mas essas regras estão junto a informações como as da página abaixo, que deixam clara a idéia de que a bicicleta é um veículo.

pag.43 revista[Atenção, não pedalem muito próximos ao meio-fio. Vejam por que aqui.]

Várias leis de trânsito estão lá e a leitura do Livro dos Pais é extremamente aconselhável. Aos estudantes, além das “histórias em quadrinhos”, há exercícios, sugestões de pesquisa, caça-palavras, quiz (com algumas poucas perguntas não muito bem elaboradas, mas que um bom professor consegue contornar), redação, espaço para anotações e desenhos. A toda hora os personagens do livro interagem com os estudantes, criando uma certa intimidade com eles, facilitando o incremento no conhecimento.

Há vídeos no site www.seessarua.com.br que mostram diversos assuntos relacionados ao trânsito tratados nos livretos, inclusive com o mesmo tipo de abordagem encontrada nestes últimos.

Para quem é educador em Santa Catarina, pode-se conseguir o material didático com o Detran/SC, que o utiliza nas campanhas de prevenção de acidentes e educação no trânsito.

Blumenau: resposta do presidente da UCB

Resposta do presidente da UCB – União de Ciclistas do Brasil à esta coluna publicada no jornal Folha de Blumenau. Leia mais respostas aqui. Mensagem retirada do fórum da Bicicletada Curitiba.

Ao Senhor Carlos Tonet – Jornal Folha de Blumenau,

De forma alguma quero responder a imbecilidades com mais imbecilidades ou patadas deletérias. Carlos Tonet acha que é o único que sabe fazer uso do vernáculo para atacar o que bem entender. Ledo engano. Tem muita gente que sabe escrever e convencer.

O que Carlos Tonet chama de aberração urbana e faz menoscabo é, em verdade, a redenção da mobilidade humana nas cidades. Se hoje existem poucos usuários nessas ciclofaixas e nas poucas ciclovias de Blumenau é porque a rede cicloviária ainda não tem conectividade. É comum que pessoas como Carlos, aparentemente usuário convicto de meios motorizados, reclamem da perda de espaços viários para a implantação de infraestruturas para as bicicletas.

Carlos Tonet não sabe que o mundo europeu, onde estão as moedas mais fortes do planeta, e onde a economia efetivamente gira, movendo boa parte do planeta, a bicicleta está sendo re-editada, re-inserida e assumindo importante papel na mobilidade urbana. Somente a Alemanha tem mais de 200 mil km de ciclovias junto às rodovias. Isto é somente 80 vezes mais tudo que temos nas áreas urbanas de todos os 5.562 municípios do Brasil. Hamburgo é a cidade do mundo com a maior extensão de rede cicloviária no mundo, com mais de 1.800 km de ciclovias e ciclofaixas.

Mas tudo isto é bobagem para Carlos Tonet, que tem seus minutos de glória e de respostas agora, e para quem não responderei mais. Deverei doravante solicitar espaço direto à direção do jornal para publicar artigos pessoais ou para prestar esclarecimentos sobre o ciclismo. Assim, poderei dizer aos blumenauenses e a outros cidadãos do Vale Europeu sobre a importância em investir no ciclismo e no ato saudável de pedalar uma bicicleta.

É importante que Carlos Tonet saiba que estudo feito na Alemanha mostrou que Berlim tinha mais de duas vezes o tamanho da frota de automóveis de Bangkok. Berlim também tem duas vezes menos a população da cidade asiática, hoje com 6,5 milhões de hab. No entanto, os orientais usam quase três vezes mais o automóvel do que os berlinenses. Os alemães da capital fazem uso intenso da bicicleta para seus deslocamentos, atingindo pouco mais de 18% nos seus deslocamentos diários com este modal. E veja que estou falando da Alemanha e não da Holanda, Dinamarca e mesmo da Suíça, cujos números são muito maiores.

Qual conclusão tirar dos dados? O que dizer a Carlos Tonet? Simples, os berlinenses são muito mais ricos do que os tailandeses sim. Mas também que quem gosta da motorização e a usa de forma exacerbada são os pobres, acomodando suas bundas gordas nos bancos dos automóveis, mesmo que para isto tenham de ficar engarrafados, se irritarem uns com os outros, se xingarem, e por vezes se matarem. Como já disse a grande jornalista Jane Jacobs, depois laureada como urbanista tal a sua importância na história do urbanismo mundial “a bicicleta aproxima as pessoas, o automóvel afasta.”

Portanto, se hoje Carlos Tonet se irrita com a perda de espaço para um fluxo que ainda está longe de ser percebido, ou que ainda está tímido para aparecer aos olhos de muitos carlos tonets, é porque o ser humano é cego e egoísta social para com as ações que ferem os seus interesses na apropriação privada do que é de domínio público. Como se houvesse direito adquirido sobre o espaço público apenas porque os gestores são complacentes. Há muito os automóveis e seus proprietários se apropriaram da via pública como se ela fosse o quintal da sua casa, da sua loja, como se fizesse parte do seu “negócio”. Para tal procedimento devemos dar um basta.

Realmente num País onde o desmando e a desfaçatez dos políticos são ações banalizadas e contra as quais não atingem os dedos da justiça e as barras da prisão, todos dão um jeitinho para tentar abocanhar uma fatia do bem público. A começar pelos motoristas na apropriação do viário para estacionar seus veículos.

Passar bem, jornalista.

Antonio Carlos de Mattos Miranda
Presidente da União de Ciclistas do Brasil – UCB
Consultor em planejamento e projetos cicloviários – CREA 1286/D

Saiba mais:

Blumenau implanta mais ciclovias
Dresden, uma cidade boa para se pedalar

Cartas-resposta em favor das ciclofaixas em Blumenau

As respostas abaixo referem-se a esta coluna de Carlos Tonet publicada nesta quinta-feira, 16 de julho, no jornal Folha de Blumenau. Nela, o colunista faz críticas não construtivas sobre as novas ciclovias e ciclofaixas de Blumenau.

Infeliz coluna

Foi com uma grande infelicidade que acabei por descobrir que o colunista desconhece os princípios de convivência em sociedade, uma pesquisa decente sobre aquecimento global e que, infelizmente, não costuma observar, dentro do conforto do seu automóvel parado no trânsito cada vez pior de Blumenau, a existência de ciclistas nas ruas e ciclofaixas de Blumenau.

Acho incrível que o colunista não tenha reparado também que ele é responsável pelo congestionamento que cada vez mais se apodera das ruas de Blumenau. Congestionamento esse causado pelos carros, como o do colunista.

Não vai adiantar construir mais ruas. Se todos os blumenauenses forem como o colunista, independente de ônibus ou ciclistas, os carros vão ficar parados em monstruosos congestionamentos. E isso não tardará a chegar – a considerar que todos os blumenauenses sejam como o colunista.

O mais engraçado é que, sendo contra a ciclovia, o colunista é contra a própria liberdade de locomoção em tempos futuros. A implementação de ciclofaixas na cidade é inevitável. O colunista poderá, no máximo, conseguir retardar esse processo – o que eu acho difícil. Seria ótimo se Blumenau se espelhasse nas cidades alemãs coirmãs. Nelas, há bastante infraestrutura para quem quiser usar a bicicleta. Não há dúvidas de que a vida lá é bem melhor – e as bicicletas certamente contribuem para isso.

O comentário do colunista, como bem já escrevi, é um tiro no próprio pé, quer dizer, será algumas horas a mais para ele ficar preso no trânsito no suposto conforto de seu carro nos próximos anos. Ele desestimula as pessoas a usarem a bicicleta e estimula a utilizarem o automóvel. Com mais automóveis na rua, mais tempo levará o colunista a chegar ao seu destino em seus deslocamentos. Fico a pensar se é isso mesmo o que ele quer.

Quero lembrar também que o colunista corre o risco de dormir atrás das grades caso resolva fazer o que promete no último parágrafo. Aliás, se alguém o fizer, corre o risco de lá dormir por incentivar prática contra a lei e contra a sociedade. É melhor o colunista torcer para que as ciclofaixas continuem intactas.

Por fim, esta epístola digital estará disponível na internet para que não tenhas problemas em encontrá-la se algum dia o colunista quiser refletir.

Com atenção – e decepção pela leitura de vossa coluna-,
Fabiano Faga Pacheco

Resposta da ViaCiclo:

ViaCiclo - logo

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ViaCiclo – Associação dos Ciclousuários da Grande Florianópolis

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Repudiamos o ataque à civilidade ciclística

Sr. Editor da Folha de Blumenau,

Através desta manifestamos nosso veemente repúdio às declarações do Sr. Carlos Tonet acerca da mobilidade ciclística.

Comunicamos que vamos dar conhecimento de tal artigo a toda nossa rede de relacionamentos no Brasil, uma vez que ele auxilia a compreensão dos motivos que fazem o Brasil ser um país atrasado em termos de mobilidade urbana.

A metade das mortes anuais no trânsito, em todo o mundo (1,2 milhão), são de pedestres e ciclistas, o que significa que trata-se de pessoas excluídas da sociedade do automóvel devido às suas condições financeiras, que são incapacitadas de dirigir ou que, podendo ter um carro, não desejam ser cúmplices de um modelo de transporte insustentável (devido aos danos causados à urbanidade e à natureza) e injusto (porque é absolutamente impossível que todas as famílias possuam um carro).

Desta forma, além de completo desconhecimento político e técnico, as opiniões do Sr. Tonet revelam a opção em favor das elites sociais, escárnio contra as vítimas do trânsito e um ataque ao bom senso que poucas vezes tem sido encontrados na imprensa brasileira.

Felizmente Blumenau possui um excelente contraponto à mentalidade do Sr. Tonet. A cidade sedia uma das mais respeitadas organizações ciclísticas do Brasil, a Associação Blumenauense Pró-Ciclovias – ABC, entidade que, conosco e com diversas outras organizações brasileiras que se dedicam à mobilidade sustentável, compõem a União de Ciclistas do Brasil – UCB, a qual também instalará, por decisão de sua última Assembléia Geral, sua sede em Blumenau.

Percebemos que a escolha da nova sede da UCB foi acertada, pois uma cidade tão importante no cenário brasileiro como é Blumenau está precisando de auxílio para proteger a civilidade que seus munícipes construíram do ataque de colunistas como o Sr. Tonet.

Milton Carlos Della Giustina
Presidente
ViaCiclo – Associação dos Ciclousuários da Grande Florianópolis

Saiba mais:

Blumenau implanta mais ciclovias

Dresden, uma cidade boa para se pedalar

O texto abaixo foi publicado nesta postagem do Cleber Gomes no blogue O Gregário em 22 de junho de 2009.

O Gregário - logo

O bom exemplo vem do Velho Continente

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Estive recentemente nas cidades de Dresden e Binsen no velho continente, mais especificamente na Alemanha, em viagem de negócios, mais uma vez voltei ao Brasil com a sensação de viver em um país realmente curioso.

Me encanta como alguns países da Europa tratam alguns assuntos de uma maneira inteligente, priorizando a qualidade de vida de sua população, mostrando ao mundo como existem maneiras de vivermos em harmonia, com esforço e força de vontade se consegue as coisa por lá.

Nasci, estudei e me formei em Joinville, e desde criança tive na bicicleta um instrumento de diversão, prática de exercício físico e prazer. Posteriormente competindo profissionalmente, inclusive defendendo as cores do Brasil em campeonatos mundiais, pan-americanos e várias competições nacionais e na América do Sul principalmente.

Sempre me perguntei porque uma cidade como Joinville, intitulada como a Cidade das Bicicletas, que foi colonizada principalmente por Europeus, e que utilizou por décadas a bicicleta como meio de transporte dos milhares de trabalhadores das grandes fábricas da cidade, não dava condições e estrutura aos cidadãos Joinvillenses de utilizarem suas bicicletas.

Ao desembarcar em Dresden percebi que aquela era realmente uma cidade modelo no que diz respeito ao transporte público e qualidade de vida. A cidade possui modernos trens urbanos de diferentes tamanhos e formatos, com ônibus modernos e de ultima geração, serviços excelentes de táxi e claro, não pude deixar de perceber a quantidade de bicicletas em quase todas as ruas, estacionadas nas calçadas, amarradas em locais específicos para as “magrelas”, e a quantidade de pessoas pedalando. A sinalização nas ruas (quase todas), me chamou a atenção logo de início, o que faz possível a utilização da bicicleta para quase todas as atividades diárias e quotidianas dos Alemães, foi pura nostalgia para quem é amante da bike.

Praticamente todas as ruas da cidade tem ciclovia, o que torna o acesso das bicicletas possível em todos os lugares da cidade, a sinalização está em 100% das ciclovias fazendo com que o sentido que se anda seja obedecido e fazendo com que o ciclista esteja seguro na sua via de rolagem, todos os cruzamentos onde existem semáforos tem um semáforo para as bicicletas e seus ciclistas, fazendo assim com que os mesmos saibam onde e quando devem parar para não causarem acidentes com os temidos inimigos dos grandes centros urbanos os famosos carros e motos.

Apesar de ver e de ter usado toda essa estrutura fantástica, que é excelente, que é inimaginável de se encontrar algum dia na nossa Joinville “Cidade das Bicicletas”, tenho que admitir que o povo Alemão que faz com que tudo isso dê certo, respeito, educação, bom senso e preocupação com a vida e o bem estar.

Tenho que admitir e contar um fato curioso, ao adquirir minha Pinarello, fui ansioso fazer um treino nas montanhas, passando por um vilarejo lindo, furei o sinal como seu eu estivesse aqui no Brasil, e tomei uma BRONCA dos carros, das pessoas na calçada e as que passaram por mim, fiquei me sentindo tão mal que não voltei à repetir tal atitude, ou seja, passei à fazer o básico que é respeitar os outros.

As crianças da Alemanha já aprendem desde cedo que a bicicleta é importante, faz bem para a saúde, é mais econômica como meio de transporte, não polui, evita várias doenças por ser se tratar de um exercício físico, diminui o tempo nos trajetos urbanos, é um meio de propaganda, enfim tudo isso e mais um pouco. Sei que não é fácil acreditar nesse mundo perfeito, mas basta dar uma olhada no dia a dia dos Alemães para testemunhar cenas das mais diversas, como bebês confortavelmente acomodados em carrinhos especiais sendo rebocados pelas bicicletas de seus pais , senhoras com seus maridos passeando nas diversas ciclovias com vista para o magníficos e límpidos rios e montanhas, locais de tirar o fôlego de tão bonitos, executivos em seus ternos pretos em cimas de suas bikes no centro da cidade indo para o trabalho, jovens e mais jovens indo de um lado para o outro, enfim é ver para crer.

A nossa Joinvile tinha tudo para ser um local ideal para as bikes, pois é uma cidade muito plana, tem bastante árvores para dar sombra nos caminho, o centro não fica muito longe dos bairros, enfim, seria sensacional.

Hoje vejo, (admito que fiquei surpreso), que Joinville está tentando estabelecer um processo inteligente de criação de ciclovias para os milhares de ciclistas da cidades, mas infelizmente a falta de visão dos nossos administradores, comerciantes e principalmente dos motoristas de carros jogam contra esta iniciativa tão importante para a cidade e para a população. Vejo Joinville um passo na frente no aspecto do transporte e qualidade de vida com esta iniciativa, podendo com este projeto ser uma referência nacional sobre o aspecto de desenvolvimento urbano.

Me indigna o pensamento onde o ser humano tem que adaptar suas vidas, cidades, vias urbanas e os centros por causa dos carros, onde o racional seria os carros se adaptarem à nós pessoas. Não podemos achar que os carros são a prioridade das cidades, tentem imaginar o que serão nossas cidades e vidas nas próxima décadas com o volume de carros que teremos a mais à cada ano, a prioridade são as pessoas.

Fazendo uma alusão à Europa vejo que o povo, a cultura e o bom senso regem a harmonia entre pessoas, ciclistas, motos, carros, onde todos tem seu espaço, seus direitos e principalmente o direito de ter a opção pelo transporte adequado e preferido de cada cidadão, ou seja, o povo é o responsável por fazer as coisas darem certo ou não

Boa pedalada…!!!

Anderson Zommer*

O Gregário - 2009-06-22 fig.1 - Foto: Anderson Zommer.

* Anderson Zomer começou a peladar em uma Bici-Cross nas ruas do bairro Glória, em Joinville. Mais tarde passou a se dedicar no ciclismo de estrada, onde conquistou vitórias, respeito e admiração. Atualmente compete pela equipe de Joinville, MALHAVIL/FELEJ.

Estive recentemente nas cidades de Dresden e Binsen no velho continente, mais especificamente na Alemanha, em viagem de negócios, mais uma vez voltei ao Brasil com a sensação de viver em um país realmente curioso.

Me encanta como alguns países da Europa tratam alguns assuntos de uma maneira inteligente, priorizando a qualidade de vida de sua população, mostrando ao mundo como existem maneiras de vivermos em harmonia, com esforço e força de vontade se consegue as coisa por lá.
Nasci, estudei e me formei em Joinville, e desde criança tive na bicicleta um instrumento de diversão, prática de exercício físico e prazer. Posteriormente competindo profissionalmente, inclusive defendendo as cores do Brasil em campeonatos mundiais, pan-americanos e várias competições nacionais e na América do Sul principalmente.
Sempre me perguntei porque uma cidade como Joinville, intitulada como a Cidade das Bicicletas, que foi colonizada principalmente por Europeus, e que utilizou por décadas a bicicleta como meio de transporte dos milhares de trabalhadores das grandes fábricas da cidade, não dava condições e estrutura aos cidadãos Joinvillenses de utilizarem suas bicicletas.
Ao desembarcar em Dresden percebi que aquela era realmente uma cidade modelo no que diz respeito ao transporte público e qualidade de vida. A cidade possui modernos trens urbanos de diferentes tamanhos e formatos, com ônibus modernos e de ultima geração, serviços excelentes de táxi e claro, não pude deixar de perceber a quantidade de bicicletas em quase todas as ruas, estacionadas nas calçadas, amarradas em locais específicos para as “magrelas”, e a quantidade de pessoas pedalando. A sinalização nas ruas (quase todas), me chamou a atenção logo de início, o que faz possível a utilização da bicicleta para quase todas as atividades diárias e quotidianas dos Alemães, foi pura nostalgia para quem é amante da bike.
Praticamente todas as ruas da cidade tem ciclovia, o que torna o acesso das bicicletas possível em todos os lugares da cidade, a sinalização está em 100% das ciclovias fazendo com que o sentido que se anda seja obedecido e fazendo com que o ciclista esteja seguro na sua via de rolagem, todos os cruzamentos onde existem semáforos tem um semáforo para as bicicletas e seus ciclistas, fazendo assim com que os mesmos saibam onde e quando devem parar para não causarem acidentes com os temidos inimigos dos grandes centros urbanos os famosos carros e motos.
Apesar de ver e de ter usado toda essa estrutura fantástica, que é excelente, que é inimaginável de se encontrar algum dia na nossa Joinville “Cidade das Bicicletas”, tenho que admitir que o povo Alemão que faz com que tudo isso dê certo, respeito, educação, bom senso e preocupação com a vida e o bem estar.
Tenho que admitir e contar um fato curioso, ao adquirir minha Pinarello, fui ansioso fazer um treino nas montanhas, passando por um vilarejo lindo, furei o sinal como seu eu estivesse aqui no Brasil, e tomei uma BRONCA dos carros, das pessoas na calçada e as que passaram por mim, fiquei me sentindo tão mal que não voltei à repetir tal atitude, ou seja, passei à fazer o básico que é respeitar os outros.
As crianças da Alemanha já aprendem desde cedo que a bicicleta é importante, faz bem para a saúde, é mais econômica como meio de transporte, não polui, evita várias doenças por ser se tratar de um exercício físico, diminui o tempo nos trajetos urbanos, é um meio de propaganda, enfim tudo isso e mais um pouco. Sei que não é fácil acreditar nesse mundo perfeito, mas basta dar uma olhada no dia a dia dos Alemães para testemunhar cenas das mais diversas, como bebês confortavelmente acomodados em carrinhos especiais sendo rebocados pelas bicicletas de seus pais , senhoras com seus maridos passeando nas diversas ciclovias com vista para o magníficos e límpidos rios e montanhas, locais de tirar o fôlego de tão bonitos, executivos em seus ternos pretos em cimas de suas bikes no centro da cidade indo para o trabalho, jovens e mais jovens indo de um lado para o outro, enfim é ver para crer.
A nossa Joinvile tinha tudo para ser um local ideal para as bikes, pois é uma cidade muito plana, tem bastante árvores para dar sombra nos caminho, o centro não fica muito longe dos bairros, enfim, seria sensacional.
Hoje vejo, (admito que fiquei surpreso), que Joinville está tentando estabelecer um processo inteligente de criação de ciclovias para os milhares de ciclistas da cidades, mas infelizmente a falta de visão dos nossos administradores, comerciantes e principalmente dos motoristas de carros jogam contra esta iniciativa tão importante para a cidade e para a população. Vejo Joinville um passo na frente no aspecto do transporte e qualidade de vida com esta iniciativa, podendo com este projeto ser uma referência nacional sobre o aspecto de desenvolvimento urbano.
Me indigna o pensamento onde o ser humano tem que adaptar suas vidas, cidades, vias urbanas e os centros por causa dos carros, onde o racional seria os carros se adaptarem à nós pessoas. Não podemos achar que os carros são a prioridade das cidades, tentem imaginar o que serão nossas cidades e vidas nas próxima décadas com o volume de carros que teremos a mais à cada ano, a prioridade são as pessoas.
Fazendo uma alusão à Europa vejo que o povo, a cultura e o bom senso regem a harmonia entre pessoas, ciclistas, motos, carros, onde todos tem seu espaço, seus direitos e principalmente o direito de ter a opção pelo transporte adequado e preferido de cada cidadão, ou seja, o povo é o responsável por fazer as coisas darem certo ou não.
Boa pedalada…!!!
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