(Vídeo) Como funciona o bike rack em ônibus

Muitas pessoas têm dúvidas sobre a facilidade em se transportar a bicicleta num ônibus municipal. Várias pessoas acreditam que o tempo para se colocar a bicicleta é exageradamente demorado, que é de complicado manuseio ou que pode danificar a bicicleta.

No vídeo abaixo, feito em parceria com o Go Maine, é mostrado em etapas todo o procedimento, desmistificando as dificuldades e sanando várias dúvidas para quem ainda não conhece o funcionamento de um “bike rack“.

Veja também:

(Vídeo) Bike rack em ônibus em Florianópolis

(Mobilidade nas Cidades) Íntegra da palestra de Gil Peñalosa

Confira abaixo, praticamente na íntegra, a palestra que Guillermo Peñalosa proferiu durante o 3º Fórum Internacional sobre Mobilidade Urbana, no dia 3 de abril, em Florianópolis.

Ideal para políticos, gestores e quem não pôde conferir de perto a brilhante explanação do colombiano.

Colaborou Bruno Negri

Saiba mais:

(Mobilidade nas Cidades) “As pessoas devem usar o transporte público pelos seus benefícios”

(Mobilidade nas Cidades) O foco da mobilidade não é a fluidez

(Mobilidade nas Cidades) “Precisamos parar de falar e começar a agir”, diz Gil Peñalosa

(Mobilidade nas Cidades) Vídeos sobre o Fórum Internacional

(Mobilidade nas Cidades) Abertura do terceiro Fórum Internacional sobre Mobilidade Urbana

Começa amanhã o 3º Fórum Internacional sobre Mobilidade Urbana

(Mobilidade nas Cidades) Vídeos sobre o Fórum Internacional

Diversas matérias em redes de televisão foram gravadas durante a realização do Fórum Internacional sobre Mobilidade Urbana, que aconteceu nos dias 3 e 4 de abril em Florianópolis. Assista abaixo a algumas delas:

Entrevista com o organizador Hamilton Lyra Adriano. Conteúdo exibido originalmente no programa SC no Ar, da RIC Record SC,  em 2 de abril de 2013. Assista aqui à reportagem no site.

Entrevista com Halan Moreira, presidente da Associação Brasileira de Monotrilhos. Conteúdo exibido originalmente no Bom Dia Santa Catarina, da RBS TV SC,  em 3 de abril de 2013. Assista aqui à reportagem no site.

Ton Daggers fala sobre a necessidade segurança viária aos ciclistas, com a construção de ciclovias e medidas de acalmia de tráfego, bem como apóia a implantação do Floribike. Conteúdo exibido originalmente no Jornal do Almoço, da RBS TV SC,  em 3 de abril de 2013. Assista aqui à reportagem no site.

Entrevista com Guillermo Peñalosa, citando exemplos de Nova York, Copenhagen, Melbourne e Bogotá. Conteúdo exibido originalmente no RBS Notícias, da RBS TV SC,  em 3 de abril de 2013. Assista aqui à reportagem no site.

(VIII) Especial Floribike: A opção por Nova York

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Atrasos nos editais fez empresa optar por Nova York.

Quem acompanhou a audiência pública do Floribike, em 11 de novembro de 2011, estranhou quando percebeu a empresa Alta Bicycle Share não se inscreveu na pré-qualifiação.

Sediada em Portland, no estadunidense Estado do Oregon, e utilizando tecnologia provinda do Bixi, o exitoso programa de bicicletas compartilhadas de Montreal, no Canadá, a Alta Bicycle Share gerencia os sistemas de diversas localidades, como Melbourne, Washington D.C., Boston, além da própria Portland.

Quando Florianópolis iniciou os trabalhos mais sérios para implantar o Floribike, a empresa não teve dúvida em conhecer a realidade local, visando obter a concessão também na Ilha.

Entretanto, como os processos da Cidade de Nova York e de Florianópolis corriam juntos, com os atrasos na publicação dos editais, a empresa teve que optar e concentrou suas forças no processo de concorrência de Nova York, no qual se sagrou vitoriosa.

Em maio de 2013, deve começar a funcionar as 600 estações e 10.000 bicicletas do Citi Bike, previsto para ser o maior sistema de bicicletas coletivas dos Estados Unidos.

Saiba mais:

(I) Especial Floribike: Edital de concorrência será lançado no aniversário da cidade
(II) Especial Floribike: São Paulo e Rio de Janeiro foram pioneiros
(III) Especial Floribike: Projeto de bicicletas coletivas vem de 2009
(IV) Especial Floribike: Conheça as concorrentes – Compartibike
(V) Especial Floribike: Conheça as concorrentes – Movement Barcelona
(VI) Especial Floribike: Conheça as concorrentes – Serttel
(VII) Especial Floribike: As empresas que ficaram pelo caminho
(VIII) Especial Floribike: A opção por Nova York
(IX) Especial Floribike: Compartilhamento universitário
(X) Especial Floribike: Iniciativa do interior do Paraná é premiada
(XI) Especial Floribike: Bicicletas coletivas que salvam vidas
(XII) Especial Floribike: Como funcionará em Florianópolis

Veja também:

Floribike: encaminhamento do edital homenageou os 10 anos da Bicicletada em Florianópolis
Apenas duas empresas são habilitadas a concorrer ao sistema de bicicletas públicas de Florianópolis
Aberto edital de pré-qualificação do sistema de bicicletas públicas de Florianópolis
Aluguel de bicicletas de Florianópolis é tema de Podcast
Embora pronto, edital das bicicletas públicas de Florianópolis não será lançado em 2011
Ata da Audiência Pública do Sistema de Bicicletas Públicas de Florianópolis (Floribike)
Florianópolis dá primeiro passo para implantação de bicicletas coletivas
Audiência pública debaterá aluguel de bicicletas em Florianópolis
Aluguel de bicicletas de Florianópolis deve ficar pronto em novembro de 2012
Florianópolis espera contar com bicicletas públicas em 2012

Setembro, mês da mobilidade

Setembro é tido no Brasil como o mês da mobilidade sustentável. Nos últimos anos, têm sido freqüentes os eventos e debates que reforçam essa idéia. Diversas cidades do país, por exemplo, envolvem-se politicamente na promoção de atividades durante o Dia Mundial Sem Carros, que ocorre em 22 de setembro. Há anos, grandes pedaladas ocorrem nesse dia em cidades como São Paulo, Florianópolis e Rio de Janeiro. Com o trânsito cada vez mais caótico que tem assombrado até as médias cidades, fica premente que o planejamento urbano deve levar em conta alternativas aos meios de transporte que contemplem não apenas o automóvel.

Até a cidade estadunidense de Boston, conhecida por não ser amigável ao pedalar, está revendo seus conceitos e apostando em novas formas de deslocamento para seus cidadãos. Disponibilizou 600 bicicletas coletivas, investindo US$ 5,7 milhões para mudar sua imagem.

Outras cidades que, tradicionalmente, investiam preferencialmente na construção de novas pontes e rodovias estão se rendendo a mudar sua forma de pensar. Los Angeles, por exemplo, começa agora, tardiamente, a investir na requalificação de seu espaço urbano, incluindo a revitalização de passeios e a implantação de ainda tímidas ciclovias.

E já não era sem tempo! Os constantes engarrafamentos fizeram até que uma empresa de avião operasse vôos de um lado a outro da cidade por apenas US$ 4,00! O paradigma da rapidez dos veículos motorizados na cidade foi posto em cheque em julho deste ano. Numa espécie de Desafio Intermodal local, seis ciclistas desafiaram o avião e… chegaram com uma hora de antecedência!!!

Ainda assim, Los Angeles continua uma cidade dúbia! Mesmo com o fechamento para obras da principal rodovia americana, que passa pelo município, tendo ocasionado uma redução dos congestionamentos, os investimentos em sua ampliação superam em muito aqueles fornecidos à mobilidade por bicicleta e aos pedestres.

Enquanto algumas cidades ainda temem em enxergar em problemas as suas soluções, São Paulo, no último ano, tem trilhado um caminho mais próspero! Depois de a bicicleta ter chegado até à frente do helicóptero, no Desafio Intermodal realizado em 2009, vislumbram os ciclistas paulistanos um futuro melhor, embora ainda marcado de incertezas. A Ciclofaixa São Paulo, opção de lazer aos domingos, foi consideravelmente ampliada e, certeiramente, novos parques urbanos serão implantados no município ao longo de sua extensão. Pipocam projetos de  infraestrutura  cicloviária e, ao contrário de uma década atrás, quando planos cicloviários regionais foram criados e não saíram do papel, hoje São Paulo conta com forte pressão de associações de ciclistas para a implementação das melhorias.

A posição de Florianópolis também é dúbia. Enquanto são estudados novos locais para bicicletários, novas malhas cicloviárias e até mesmo um sistema de aluguel de bicicletas, vemos algumas obras fundamentais serem realizadas de maneira que não melhoram o trânsito e ainda colocam em risco a vida dos usuários da bicicleta. Exemplo mais gritante disso são as novas obras de nova pista na SC-405, no Rio Tavares. O aumento da velocidade dos automóveis nos trechos iniciais somados a uma diminuição de seu espaço de circulação põe em risco a vida dos ciclistas que trafegam pela região. Mesmo os planos do Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis (IPUF) prevendo as novas obras, que incluem nova pista e acostamento, previam eles também passeios e ciclovia. O Ministério Público exigiu a construção de ciclovia em um ano no local, bem como a Comissão Municipal de Mobilidade Urbana por Bicicleta (Pró-Bici) também se manifestou favorável aos ciclistas.

Outros exemplos da cidade refletem melhor o tom dúbio do discurso. Oficialmente inauguradas entre um e dois anos atrás, as ciclofaixas feitas ao final do próprio Rio Tavares e na Cachoeira do Bom Jesus ainda hoje não foram finalizadas. Postes são um obstáculo constante e perigoso em ambos os trechos. Ao mesmo tempo, no Ribeirão da Ilha, a tão sonhada ciclovia que consta no projeto executivo transmutou-se em passeio compartilhado que sofre, assim como a ciclofaixa da Rua Bocaiúva, constantes invasões por automóveis.

Dessa maneira, a mobilidade na cidade, tanto para quem anda de automóvel quanto para quem usa a bicicleta anseiam, ainda, medidas mais eficazes para rapidez e segurança dos usuários.

Os ciclistas depositam suas esperanças na integração intersetorial que o Pró-Bici trouxe consigo. A população em geral aguarda ainda a corajosa aposta no BRT (Bus Rapid Transit), apontado como uma plausível solução por especialistas estrangeiros e locais durante o Fórum Internacional sobre Mobilidade Urbana. Para quem hoje consegue ver soluções de longo prazo em suas próprias cidades, fica claro que novas pontes não são o caminho para melhorar a mobilidade urbana e que apenas investimentos no binômio transporte ativo + transporte coletivo estão na resposta que equaciona as soluções de trânsito das cidades do futuro.

Chegamos agora no melhor período para se pensar a mobilidade de forma integrada e holística. Sem preconceitos. Sem medo de inovar. Setembro já chegou!

Fabiano Faga Pacheco 

Entrevista com Roelof Wittink

Interview with Roelof Wittink

Conteúdo Especial - Bicicleta na Rua

The consultant Roelof Wittink works in the dutch NGO Interface for Cycling Expertise (I-ce). Recently, he was in Florianópolis, where he joined with municipal authorities and checked the new cycling strutures that have been implemented in the capital of Santa Catarina State. On Monday, September 28, he granted the interview published below.

O consultor Roelof Wittink trabalha na ONG holandesa Interface for Cycling Expertise (I-ce). Recentemente, ele esteve em Florianópolis, onde se reuniu com autoridades municipais e verificou as novas estruturas cicloviárias que têm sido implementadas na capital catarinense. Na segunda-feira, 28 de setembro, concedeu a entrevista publicada abaixo.

Could you tell us what do you do, what is your job in I-ce?
Você poderia nos dizer o que você faz, qual o seu trabalho na I-ce?

Roelof Wittink – I am the director of I-ce. We are building with the Third World policies. So, we support, as the possibilities, the policies in other countries, and the politics for promoting cycling.
Eu sou o diretor da I-ce. Nós estamos trabalhando com as políticas dos países do Terceiro Mundo. Então, nós fornecemos suporte, conforme as possibilidades, às políticas em outros países e aos políticos para promoverem o ciclismo.

In the last two days, you knew some places here in Florianópolis. What did you know? What places did you visit?
Nos últimos dois dias, você conheceu alguns locais aqui em Florianópolis. O que você conheceu? Quais lugares você visitou?

RW – I was in the city center. I was at the lake [Lagoa da Conceição] and Campeche. They were the several places I specially wanna know because the cycling facilities that have been implemented.
Eu estive no centro da cidade, na lagoa [Lagoa da Conceição] e no Campeche. Estes eram os principais lugares que eu especialmente gostaria de conhecer por causa das facilidades ciclísticas que têm sido implementadas.

How do you analyse the bike lanes and bike routes that you saw?
Como você analisa as ciclofaixas e ciclovias que você viu por aqui?

RW – Well, the facilities that you have in Florianópolis are better than nothing, but the major lanes are not continue. If I want to go from A to B, there will be a situation when I will be in the street, dividing the space with the cars. In this case, we can make the traffic very calm, with low speed. What I see is the very small start. The people are afraid to take any space from the cars. But what should you do is to have a better speed relative for cyclists, for pedestrians… So there is a long way to go.
Bem, as facilidades que vocês têm em Florianópolis são melhores que nada, mas a maioria das vias para os ciclistas não é contínua. Se eu quiser ir de A para B, haverá alguma situação em que eu estarei na rua, dividindo espaço com os carros. Neste caso, nós podemos criar áreas de traffic calm (acalmia de trânsito), com baixas velocidades. O que eu vejo é um começo muito tímido. As pessoas têm medo de tirar qualquer espaço dos automóveis. Mas o que se deveria fazer é proporcionar melhor velocidade relativa aos ciclistas, aos pedestres… Então, há um longo caminho pela frente.

Roelof Wittink

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“The facilities that you have in Florianópolis are better than nothing.”

“As facilidades que vocês têm em Florianópolis são melhores do que nada.”

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“The United States don’t still better than Brazil.”

“Os Estados Unidos não estão melhores do que o Brasil.”

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How you analyse the potencial for cycling in Florianópolis?
Como você analisa o potencial do ciclismo em Florianópolis?

RW – I think here we have a high potencial for cycling. And that’s a lot of reason. Florianópolis is a cycling city. We have some mountains, ok, this is an obstacle. But the distances for many trips are an opportunity to make them by bicycle. If you change traffic system, if you create the routes safety and direct rails for cyclists I could not understand why 20% or 30% of all trips by people will not become by bicycle.
Eu penso que aqui nós temos um alto potencial para o ciclismo. E há muitas razões para isso. Florianópolis é uma cidade ciclável. Nós temos algumas montanhas, tudo bem, isto é um obstáculo, mas as distâncias para muitas viagens são uma oportunidade para que estas sejam feitas de bicicleta. Se você modificar o sistema de tráfego, se você criar rotas seguras e pistas diretas para os ciclistas, eu não consigo entender porque 20% ou 30% de todas as viagens das pessoas não seja feita de bicicleta.

How do you compare the structures to Florianópolis bicyclists with the other cities that you know?
Como você compara as estruturas para os ciclousuários de Florianópolis com as de outras cidades que você conheceu?

RW – Of course you have a long way to go. If I compare with the other countries, there are some countries, like the Netherlands, Denmark and Germany, that have good facilities. But, well, the United States don’t still better than Brazil – and they are very rich! Comparing with another developing country, there are a lot of cities in India, for example, that you have still a lot of cyclists, but you don’t have any facility for cyclists. So, I’ve sensed you are doing better than a lot of cities around the world.
É claro que vocês têm um longo caminho a percorrer. Se eu comparar com outros países, há alguns, como os Países Baixos, a Dinamarca e a Alemanha, que têm grandes facilidades. Mas, bem, os Estados Unidos não estão melhores que o Brasil – e eles têm muito dinheiro! Comparando com outros países em desenvolvimento, há inúmeras cidades na Índia, por exemplo, em que você encontra muitos ciclistas, mas não há nenhuma facilidade para eles. Eu sinto que vocês estão indo melhor que um monte de cidades do mundo.

Roelof Wittink in a meeting with the former mayor of Florianópolis. Roelof Wittink numa reunião com o vice-prefeito de Florianópolis. Foto/Photo: André Geraldo Soares.

Roelof Wittink in a meeting with the former mayor of Florianópolis. / Roelof Wittink numa reunião com o vice-prefeito de Florianópolis. Photo/Foto: André Geraldo Soares.

What do you think we could make better?
O que você acha que nós poderíamos fazer melhor?

RW – Well… a lot! [guffaws] I think the most important challenge that you have now is the politicians and people from the municipality the happy idea: yes, we have to change, and we can change. But to change policies that are all completely in other direction is not easy. That’s the biggest challenge and all the time organizations like ViaCiclo need to convince them: they can do better, they need to do better – I like the politic way.
About the new structures, you need to ask for the cyclists, invite everyone to experience them. Then you analyse: is this safe or not, is this comfortable or not? This is missed, this is a mistake, this is good for cyclists, and you can do that.
That’s, you have fifteen or seventeen years to go. Then, you’ll say you have a good cycling-friendly situation. But still there, you have to work every day very hard to make it happen.
Bem… muita coisa! [gargalhadas] Eu penso que a mudança mais importante que vocês têm agora é terem políticos e pessoas da municipalidade com a feliz idéia: sim, nós temos que mudar, e podemos mudar. Mas para modificar políticas que estejam todas em uma direção completamente opostas não é fácil. Esta é a grande mudança e todo o tempo organizações como a ViaCiclo precisam convencê-los: vocês podem fazer melhor, vocês precisam fazer melhor – eu gosto do caminho político.
Sobre as novas estruturas, você precisa perguntas aos ciclistas, convidar todos a experimentá-las. Então você analisa: isto é seguro ou não, isto é confortável ou não? Isto não está certo, isto está errado, isto é bom para os ciclistas, você pode fazer aquilo.
Vocês terão quinze ou dezessete anos pela frente. Então, você poderá dizer terá uma boa situação de cidade amiga do ciclista. Mas, até lá, vocês têm que trabalhar duro todo dia para tornar isso uma realidade.

Fabiano Faga Pacheco e Juliana Diehl

Special acknowledgments for Giselle Noceti Ammon Xavier.
Agracimento especial a Giselle Noceti Ammon Xavier.

Saiba mais:

Consultor holandês discute ciclovias em Florianópolis
Roelof Wittink em Floripa

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