As mudanças climáticas e os ciclistas de Florianópolis

As mudanças climáticas não são uma brincadeira ou uma falácia. São um fato real! Milhares de trabalhos científicos publicados em dezenas de revistas especializadas, onde os textos passam por revisão pela comunidade científica, comprovam a sua veracidade – a ainda mais: demonstram claramente que as atividades humanas é que estão causando este fenômeno.

Atualmente, o transporte é o setor que mais emite gases-estufa nas cidades. Supera até mesmo a indústria. Todos os dias, algumas toneladas de dióxido de carbono são lançadas nos céus de Florianópolis pelos escapamentos dos automóveis, a maioria dos quais circulando com uma só pessoa e agravando o problema dos congestionamentos que têm acometido a capital catarinense. Isso sem contar com a liberação de gases como óxidos de nitrogênio e monóxido de carbono, que têm ainda maior poder calorífico, contribuindo para agravar o aquecimento global.

O deslocamento por bicicleta, além de mais prazeroso, ágil, saudável e, em diversas ocasiões, mais veloz, não emite, por si só, gases-estufas. O investimento no transporte ativo, além de contribuir para melhorar a crise de mobilidade urbana, é uma forma de permitir o desenvolvimento saudável das gerações futuras. Gerações estas hoje em perigo de, por falta de um acordo decente na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-15), em Copenhagen, não terem um planeta habitável para viver.

Por estas e por outras razões é que, uníssonos, diversos grupos de ciclistas de Florianópolis e São José irão às ruas pedalar, almejando que o amanhã nos reserva não seja tão desalentador.

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