Ciclofaixa de Domingo tem grande participação da comunidade

Matéria da versão online do jornal Hora de Santa Catarina de 28 de julho de 2013, às 18h37, também republicada no Diário Catarinense.

Projeto Ciclofaixa de Domingo leva população para pedalar em Florianópolis

Faixa exclusiva foi criada em bairros do Continente

Não foram registrados incidentes no primeiro dia da Ciclofaixa. Foto:  Ana Paula Bittencourt  /  Agência RBS.

Não foram registrados incidentes no primeiro dia da Ciclofaixa. Foto: Ana Paula Bittencourt / Agência RBS.

O domingo de sol em Florianópolis tirou a população de casa que resolveu aproveitar o primeiro dia da ciclofaixa continental. O trajeto de cinco quilômetros inicia no Bairro Itaguaçu, passa por Coqueiros e termina na Beira-Mar do Estreito. Todos os domingos uma faixa será interditada das 8h às 17h para uso exclusivo de bicicletas.

Na avaliação do secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano de Florianópolis, Dalmo Vieira Filho, a estreia do projeto não poderia ter sido melhor.

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Nova pista no Rio Tavares trouxe riscos a ciclistas e pedestres em Florianópolis

O conteúdo abaixo foi originalmente produzido pela versão on line do jornal Hora de Santa Catarina em 05 de janeiro de 2012 (às 11h21). Você pode ler a matéria no site do Hora aqui.

Nova pista da SC-405, no Sul da Ilha, oferece riscos para pedestres e ciclistas em Florianópolis

Uma hora no local é o suficiente para revelar diversas imprudências

Ciclistas se arriscam para a travessar a via. Foto: Fernando Salazar / Especial / Agência RBS.

Um copo de água com açúcar para diminuir o nervosismo e, antes de abrir a porta, uma palavra de incentivo do marido. A quarta-feira seria um dia de desafio para a aposentada Aide Costa da Cruz, 65 anos. Ela tinha contas para pagar, mas não era essa a angústia que lhe apertava o peito. Era a primeira vez que Aide atravessaria a SC-405 após a inauguração, em dezembro, da terceira faixa na rodovia que leva ao Sul da Ilha.

Ela encheu-se de coragem e lançou-se à aventura. A velocidade dos carros formava rajadas de vento. Alguns buzinavam. Ela se encolhia.

Terceira pista alongou distância

Na hora de atravessar, um susto: nervosa, Aide esqueceu que havia a terceira faixa. Ficou parada no meio da via, correndo o risco de ser atropelada, enquanto esperava uma brecha.

— Eu moro aqui há 30 anos e não era desse jeito. Agora tô morta de medo — desabafa.

O assombro de Aide com o risco iminente para pedestres é compartilhado entre os moradores da região. Para entender o motivo, basta caminhar por lá. Foi o que fez a equipe da Hora durante 60 minutos, ontem, enquanto conversava com a comunidade.

Só motor tem vez

Para atravessar a rodovia na faixa de pedestres, tivemos que correr, pois poucos veículos paravam. Os motoristas buzinavam, impacientes, e as motos sequer diminuíam a velocidade. Duas pessoas escaparam por centímetros de serem atropeladas, e um carro que parou para um pedestre atravessar na faixa levou uma batida na traseira.

Na pista fixa em sentido bairro-Centro, praticamente não há acostamento. Foi onde encontramos o administrador Cláudio Schramm Schenkel, 53, voltando do trabalho em sua bicicleta. Ele mora no Campeche e tem um escritório no Centro. Pedala 30 km todos os dias.

— Eu tenho experiência, sou cuidadoso e minha bike é equipada. Mas não recomendo que uma pessoa sem prática ande de bicicleta aqui — alerta.

Depois do Verão

Mobilizada, a população do Rio Tavares conquistou com protestos uma vitória junto ao poder público. O governo do Estado anunciou ontem que vai construir calçadas e ciclovias na extensão da SC-405 contemplada pela terceira pista. De acordo com a Secretaria de Infraestrutura, as obras devem iniciar após o fim da temporada de Verão.

O secretário adjunto de Infraestrutura no Estado, Paulo França, reuniu-se ontem com lideranças comunitárias e representantes de movimentos de ciclistas da Capital para discutir um modelo de projeto a ser implantado.

E durante as aulas?

Ainda faltam semanas para começar o período escolar, mas as famílias com filhos já estão aflitas com a possibilidade de ter crianças circulando em meio ao fluxo intenso do trânsito.

— Como as crianças vão fazer para atravessar? Não dá para deixar. É muito perigoso — preocupa-se o pedreiro Valdemir do Prado, que tem um filho de dois anos e outro de sete.

Ele faz questão de levar pessoalmente o menino mais velho para a escola, deixando o corpo entre o filho e os carros, para protegê-lo no trajeto.

Sinalização

Os cinco semáforos que vão indicar o sentido da terceira pista da SC-405 devem começar a funcionar hoje, a partir das 9h. A Polícia Militar Rodoviária será responsável pelo acionamento manual dos equipamentos.

Retorno

O presidente do Conselho Comunitário do Rio Tavares, Cedenir Silva, aponta a falta de locais para que os veículos passem de uma pista a outra, o que é possível só no Elevado da Seta ou no Campeche.

Laís Novo

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TILAG: um terminal problemático

O conteúdo abaixo foi originalmente produzido pela versão on line do jornal Hora de Santa Catarina em 24 de julho de 2011 (às 12h10). Você pode ler a matéria no site do Hora aqui.

Apesar de ter alguns meses, ela continua atual: Chapecó ainda toma conta das bicicletas no TILAG – sim, elas existem! – à noite. A situação desse bicicletário foi analisada numa visita técnica em que o Bicicleta na Rua esteve presente, juntamente com o Movimento Ciclovia na Lagoa Já e a Companhia Operadora de Terminais de Integração (COTISA), a pedido da própria Secretaria Municipal de Transportes, Mobilidade e Terminais, em 03 de outubro.

Bicicletário de terminal de ônibus vira dormitório em Florianópolis

Tem de tudo no bicicletário do Terminal de Integração da Lagoa. Difícil mesmo é encontrar magrelas.

Quem utiliza ônibus todos os dias na região da Lagoa da Conceição mal percebe uma construção logo ao lado do Terminal de Integração (Tilag). Não é para menos. Erguido há quase dez anos, o bicicletário da área está praticamente abandonado.

A situação evidencia o descaso com o espaço destinado às bicicletas nos terminais de ônibus da Capital. Os poucos ciclistas que ainda tentam utilizar o bicicletário precisam dividi-lo com moradores de rua, viajantes e funcionários da Companhia Melhoramentos da Capital (Comcap).

Um dos homens que ocupa o lugar é Mauro de Paula Nery, o popular “Chapecó”. Ele afirma estar morando em um dos contêineres, colocados ali para guardar os materiais de limpeza da Comcap, há cerca de cinco meses.

– Quem me autorizou a ficar por aqui foi o próprio senhor Paulo (Germano Alves, superintendente da Lagoa) – conta, apontando para as suas roupas, que ficam dentro de um dos recipientes da companhia.

Se não tem outro espaço, vai esse mesmo

O presidente da Comcap, Antônio Marius Bagnati, admite que o espaço não é adequado para receber os funcionários. A utilização da área deu-se após negociação com a prefeitura. Anteriormente, a base dos funcionários era na própria intendência. Quando ela foi deslocada para a Avenida das Rendeiras, ficou decidido que eles ficariam com os vestiários do bicicletário.

– O problema é encontrar outro local para abrigar os funcionários. Sabemos que ali não é o ideal – conta Antônio, que diz não ter prazo para o deslocamento dos trabalhadores.

Mobilidade urbana

Para o vice-prefeito da Capital, João Batista Nunes, o principal problema é a falta de vias adequadas para andar de bicicleta, o que inviabiliza o uso dos bicicletários em maior escala.

Haveria estudos sobre o uso de bicicletas na cidade e a construção de novas ciclovias. João Batista diz que os recursos, que somam R$ 60 milhões, deverão vir do Ministério das Cidades nos próximos meses.

O vice afirma ainda que irá enviar uma equipe técnica para analisar a situação do bicicletário pessoalmente.

Quanto ao morador de rua, ele diz que enviará um funcionário da Secretaria de Assistência Social para retirá-lo dali, mas não informou para onde ele será encaminhado.

– Ali não é lugar – reafirmou.

Usuários do transporte coletivo se viram como podem para deixar suas bicicletas. Foto: Luís Prates.

Abrigo de viajantes

O casal Marcos Volz, 22, e Mariela Villar, 21, saiu de Missiones, na Argentina, no dia 10 de julho. Eles pretendem viajar durante um ano de motocicleta, tendo como destino final a Austrália. Na parada em Florianópolis, decidiram utilizar o bicicletário do Tilag como albergue, com a “autorização do Chapecó”. O espaço serve de abrigo quando não estão passeando.

Eles chegaram na última terça-feira (19) e devem ficar até segunda.

Leonardo Gorges

Comemoração dos 60

O conteúdo abaixo foi originalmente produzido pelo jornal Hora de Santa Catarina e foi publicado na edição on line do periódico Diário Catarinense em 29 de setembro de 2011 (às 17h19). Você pode ler a matéria no site do DC aqui.

Atleta percorre correndo e de bicicleta todos os municípios de Santa Catarina

Carlos Duarte terminou a aventura nesta terça-feira, em Biguaçu, na Grande Florianópolis

O maratonista Carlos Roberto Duarte, 60 anos, percorreu todos os 293 municípios de Santa Catarina correndo de bicicleta. A aventura terminou nesta terça-feira, com a chegada em Biguaçu, na Grande Florianópolis.

A jornada durou 121 dias. O atleta, que é professor de educação física, percorreu cerca de 5,6 mil quilômetros. A aventura contou com o apoio de sua esposa, Maria de Fátima da Silva Duarte, também professora de educação física, que o acompanhou de carro.

Batizada de UNA Santa Catarina, a aventura foi idealizada para comemorar os 60 anos do maratonista, completados neste dia 27 de setembro.

Em Biguaçu, Carlos foi recebido pelo vice-prefeito, Ramon Wollinger. O atleta foi homenageado com uma medalha, uma bandeira da cidade e o com o livro A Saga do Casarão Born.

— É uma satisfação muito grande chegar ao fim desse desafio aqui em Biguaçu. Nestes 121 dias, surgiram dificuldades, mas com persistência e disciplina conseguimos finalizar no dia de meu aniversário, como havia sido planejado — disse o atleta.

Carlos foi recebido pelo vice-prefeito de Biguaçu, Ramon Wollinger. Foto: Prefeitura Municipal de Biguaçu / Divulgação.

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