Bicicleta roubada no bairro Santa Mônica é recuperada

O Jornal Notícias do Dia, edição online da Grande Florianópolis, publicou matéria sobre a prisão de um ladrão após cometer dois furtos na mesma manhã. Um dos objetos recuperados trata-se de uma bicicleta Caloi. A matéria, publicada no dia 3 de abril de 2017, às 8h54, pode ser encontrada aqui.

Homem é preso por furto duas vezes no mesmo dia em Florianópolis

Intervalo entre as duas ocorrências foi de apenas quatro horas na manhã deste domingo

Um homem de 29 anos foi preso duas vezes neste domingo (2) em Florianópolis. De acordo com a Polícia Militar, o intervalo entre as ocorrências foi de apenas quatro horas, durante a manhã.

A primeira ocorrência aconteceu às 7h15, quando a polícia desconfiou da atitude do homem que estava na avenida Beira-Mar Norte com uma bicicleta e uma caixa de ferramentas. Ao ser abordado, ele confessou que a bicicleta havia sido roubada no bairro Santa Mônica, enquanto que as ferramentas foram furtadas no Rio Tavares.

A polícia deu voz de prisão ao suspeito e ele foi encaminhado para a delegacia, para os procedimentos legais. No entanto, em rondas, a guarnição localizou novamente o criminoso andando no bairro Santa Mônica, por volta das 11h. Ele estava com uma lavadora de alta pressão dentro de um saco de lixo e, durante a nova abordagem, confessou que havia acabado de roubar o objeto de uma loja.

Os policiais conseguiram contato com os donos do estabelecimento, que confirmaram a versão do suspeito. Ele foi encaminhado novamente para a delegacia e, desta vez, ficou detido.

O homem confessou o roubo da bicicleta, das ferramentas e também de uma lavadora de alta pressão. Foto: Polícia Militar/Divulgação/ND.

Prefeito de Florianópolis faz avaliação de propostas de mobilidade

O Jornal Notícias do Dia, versão da Grande Florianópolis, publicou em suas páginas do bíduo 1º e 2 de abril de 2017 uma entrevista com o prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro (PMDB). Na matéria, que pode ser conferida aqui, o prefeito fala para o repórter Felipe Alves sobre o andamento de 26 promessas feitas durante a sua campanha eleitoral após os primeiros três meses de governo.

Enquanto era candidato ao posto de alcaide da capital catarinense, Gean Loureiro foi um dos signatários da “Carta de Compromisso com a Mobilidade Ciclística de Florianópolis”, que foi uma das ações do Projeto Bicicleta nas Eleições, promovido na cidade pela Associação dos Ciclousuários da Grande Florianópolis (ViaCiclo) com o apoio da União de Ciclistas do Brasil (UCB). A matéria traz trechos que falam sobre a mobilidade urbana, que foram separados no enxerto copiado abaixo.

Aos três meses de administração, Gean Loureiro avalia andamento de propostas

Separamos 26 propostas feitas pelo prefeito de Florianópolis no ano passado para saber o que será executado.

Neste dia 1º de abril, Gean Loureiro (PMDB) completa o primeiro trimestre à frente da Prefeitura de Florianópolis. O Notícias do Dia separou 26 propostas concretas de diversas áreas apresentadas por Gean durante a campanha eleitoral para saber se, passados os três primeiros meses, será possível efetivar as promessas apresentadas em campanhas. […]

Ex-vereador, deputado estadual, deputado federal e presidente da Fatma, Gean não esconde que dedicou sua trajetória política para estar no cargo em que ocupa hoje. “Eu não posso fraquejar agora diante das dificuldades, senão não estou preparado para ser prefeito”, alega.

AS PROPOSTAS DE CAMPANHA

MOBILIDADE URBANA

– Implantar o Plano de Mobilidade Urbana

“Estamos fazendo estudos para encaminhar. O plano tem que ser debatido para ser construído, mas tem ações que já começam a ser colocados em prática através dos modais que estamos discutindo. Queremos nesse ano ter o plano encaminhado”.

Aterro da Baía Sul. Foto: Flávio Tin/ND.

– Implantar novas ciclovias

“Pedimos para Secretaria de Meio Ambiente e Planejamento e Desenvolvimento Urbano fazer um estudo das rotas cicloviárias e também novas oportunidades de espaços para os ciclistas. Já estamos na fase de estudos da pista da Beira-Mar Norte aos domingos, que deve iniciar em abril. Mas estamos definindo rotas para ciclovias e tentando estabelecer parcerias e formatos para poder concretizar. Não temos meta específica, mas vamos fazer o máximo possível”.

– Ampliar o número de corredores exclusivos ou preferenciais para transporte coletivo

“Isso é o Rapidão [BRTs], que já começamos este mês. Nossa ideia é realizar até 2019 todo o anel viário central e, a partir daí, ampliar para os troncos dos eixos norte, sul e continente”.

– Construir um bicicletário municipal

“Estamos definindo pontos específicos que possam dar segurança e condição de deixar as bicicletas, por que se não fizer isso você não estimula o uso. Estão sendo definidos os pontos e vai ser feito em parceria com a iniciativa privada”.

– Implantar estacionamento de carros e bicicletas junto aos terminais de integração

“Isso deve entrar como parte da estrutura das obras do anel viário. A ideia é poder ter deslocamento de algumas pessoas que possam ir de carro até esses locais e, a partir daí, utilizar o transporte coletiva, não se deslocando até o centro da cidade. Fazemos o levantamento dos terrenos da prefeitura para poder adequar e fazer essa modelagem”.

– Implantar projeto de bicicleta compartilhada

“Estamos fazendo um novo formato de edital, pois o último deu deserto [sem interessados]. É preciso ter um atrativo maior. Em qualquer parceria público-privada se não tiver algo que se tenha retorno, a empresa não se atrai”.

INFRAESTRUTURA

– Construção do elevado do Rio Tavares em 2017

“Estamos fazendo a continuidade da obra e continuamos avançando. Teve dificuldade com o financiamento e a SPU, mas já vencemos. Esse é um compromisso sagrado para a gente realizar. Temos uma expectativa de execução da obra para até março do ano que vem e a gente está tentando antecipar para ver se consegue entregar até o fim do ano. Aprovamos o projeto das PPPs para a desapropriação sem tirar dinheiro da prefeitura. Sobre a outorga, estamos intermediando para poder concretizar”.

Elevado do Rio Tavares. Foto: Flávio Tin/ND

DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO

– Implantar o Plano Diretor

“Nosso prazo para enviar para a Câmara é até 31 de maio. Reativamos o Núcleo Gestor e estamos cumprindo os prazos. Não sei se vamos ter o melhor Plano Diretor, por que é uma lei especial que o prefeito cumpre os prazos. Obviamente que a decisão é do Núcleo Gestor e do Ipuf, mas a decisão final é da Câmara de Vereadores”.

Florianópolis. Foto: Daniel Queiroz/ND.

Charge – Desisto!

charge Mendes ND 2015-09-30 Desisto

A charge acima foi publicada no Jornal Notícias do Dia, edição da Grande Florianópolis, no dia 30 de setembro de 2015. A autoria dela é de Luiz Mendes.

Veja as últimas charges de Mendes neste site:charge - Mendes ND 2011-09-22 DMSC

Charge – Carro vs Lar

Charge – Semana do Trânsito

Charge – Lei Seca no Carnaval

Charge – Dia Mundial Sem Carro

Charge – Semana Mundial Sem Carros

Charge – A Ilha tá afundando…

Charge – Carro vs Lar

charge - Mendes ND 2013-10-24 Carro vs lar
A charge acima foi publicada no Jornal Notícias do Dia, edição da Grande Florianópolis, no dia 24 de outubro de 2013. A autoria dela é de Luiz Mendes.

Veja as últimas charges de Mendes neste site:charge - Mendes ND 2011-09-22 DMSC

Charge – Semana do Trânsito

Charge – Lei Seca no Carnaval

Charge – Dia Mundial Sem Carro

Charge – Semana do Trânsito

charge - Mendes ND 2014-09-18

A charge acima foi publicada no Jornal Notícias do Dia, edição da Grande Florianópolis, no dia 18 de setembro de 2014. A autoria dela é de Luiz Mendes.

Veja também:charge - Mendes ND 2011-09-22 DMSC

Charge – Dia Mundial Sem Carro

Charge – Semana Mundial Sem Carros

Charge – Horário de Verão

charge - Cesar Nogueira ND 2013-10-20 Horario de Verao

A charge acima foi publicada no Jornal Notícias do Dia, edição da Grande Florianópolis, no dia 21 de outubro de 2012. A autoria dela é de César Nogueira.

Mas – cá entre nós – você tem opção! De bicicleta não dá nem 5 minutinhos – e você ainda faz um exercício.

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Bicicleta branca será afixada na Trindade

A matéria abaixo foi originalmente publicada na versão on line do Jornal Notícias do Dia, em 02 de julho de 2013, às 16h14.

Manifestantes querem pendurar “bicicleta fantasma” onde ciclista estudante da UFSC foi atropelada

Garota foi atingida por ônibus em rótula de acesso à Universidade e morreu em seguida no hospital.

Um grupo de estudantes e ativistas pretende realizar, às 8h de quinta-feira (4), um protesto contra a falta de condições para o tráfego de ciclistas em Florianópolis. Os manifestantes querem pendurar uma “bicicleta fantasma” em um dos postes na rótula da Universidade Federal de Santa Catarina, no bairro Trindade – local onde Lylyan Karlinski Gomes foi atropelada de bicicleta e morreu na manhã da última segunda-feira (1).

Rótula onde estudante foi atropelada é uma das mais movimentadas da região, mas não tem ciclovia. Foto: Rosane Lima / ND.

Rótula onde estudante foi atropelada é uma das mais movimentadas da região, mas não tem ciclovia. Foto: Rosane Lima / ND.

Lylyan Karlinski Gomes, de 20 anos, era natural de Porto Alegre (RS) e estudava Oceanografia na UFSC. Ela foi atingida por um ônibus de transporte coletivo quando atravessava uma rótula na Trindade por volta das 8h e chegou a ser atendida por um bombeiro que passava pelo local, mas não resistiu. O corpo da estudante foi liberado já na segunda-feira pelo Instituto Médico Legal (IML) e a garota foi levada a Porto Alegre, onde deve ser enterrada nesta terça-feira.

O ato desta quinta-feira está sendo organizado independentemente, como explica Daniel de Araújo Costa, presidente da Associação dos Ciclousuários da Grande Florianópolis (ViaCiclo), que organiza atos semelhantes na região há anos. “A associação está entrando com o apoio, mas o protesto foi movido pelos próprios colegas de sala da menina e por outros ciclistas”, afirma Costa. “Eu já tenho a bicicleta, vou pintá-la de branco e devo levá-la até o local do protesto na quinta de manhã”.

Na página do Facebook onde está sendo organizado o evento, alguns manifestantes ponderam ainda se dirigir à 5ª Delegacia de Polícia para levantar informações sobre o acidente, além de protestar em frente à empresa responsável pelo ônibus que atropelou a garota. Especula-se ainda que a rótula onde a estudante foi atingida seja fechada temporariamente pelos manifestantes, mas nada está confirmado.

Protesto fantasma

As “bicicletas fantasma” são bicicletas pintadas de branco, penduradas em locais onde ciclistas morreram após um acidente com algum veículo motorizado. Diversos locais já são marcados por homenagens como estas na Capital: em fevereiro de 2012, por exemplo, centenas de ciclistas se dirigiram à SC-401 e penduraram uma bicicleta no local onde, uma semana antes, um ciclista havia morrido atropelado.

Segundo Daniel de Araújo Costa, esta será a sétima bicicleta branca pendurada em postes da Grande Florianópolis desde 2008, quando o primeiro ato do tipo aconteceu em Jurerê para homenagear o triatleta Rodrigo Machado Lucianetti, morto por um motorista alcoolizado que invadiu o acostamento da pista contrária na qual ele treinava. “Se a gente for colocar uma bicicleta fantasma em cada local onde um ciclista morreu em acidente de trânsito, vai faltar poste. Escolhemos os locais mais simbólicos, como esta rótula da UFSC, que já apresenta problemas há tempos”, lamenta.

Gabriel Luis Rosa

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Bicicleta pública para criar a cultura na cidade

A reportagem abaixo foi originalmente publicada no Jornal Notícias do Dia, edição de Florianópolis, no dia 19 de março de 2013 (pág. 3). Você também pode ler a matéria no site do ND aqui. As correções necessárias foram feitas no meio do texto abaixo, uma mescla das versões impressa e digital.

           

Bicicleta pública

 

Floribike

Floripa Bike Floribike terá edital lançado no sábado

Mobilidade. Projeto idealizado há 10 5 anos por arquitetos do IPUF prevê a instalação de 68 pontos de aluguel de 1395 664 bicicletas, distribuídas em 11 estações.

O projeto Bicicleta Pública para Florianópolis, idealizado por arquitetos do Ipuf (Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis) há mais dez cinco anos, finalmente terá o edital lançado no próximo sábado, no dia do aniversário de Florianópolis. O projeto inicialmente intitulado Floribike, prevê de 68 pontos de aluguel de bicicletas na Capital. Ao todo, serão 664 bicicletas distribuídas em 111 estações de aluguel no Centro e nos bairros Agronômica, Trindade, Santa Mônica, Itacorubi e Córrego Grande.

Agora, além da instalação e administração dos pontos de aluguel de bicicleta, a empresa que vencer a concorrência ficará responsável por terminar ciclovias previstas nos projetos da prefeitura que ainda não saíram do papel. Ano passado cinco empresas concorreram ao processo de pré-qualificação, mas apenas três – M2 Soluções em Engenharia Ltda (Barra Mansa, RJ), Serttel Ltda (Recife) e Movemente Barcelona (Espanha) – foram aprovadas e poderão apresentar suas propostas durante o processo licitatório.

Rui Gonçalves, gestor da Secretaria Municipal de Ciência e Tecnologia, pasta responsável pelo projeto, afirmou que não há um critério único, serão observados diversos aspectos na escolha da empresa vencedora. “Será um mix de itens que pontuarão a empresa. Menor preço, prazo, valor de implantação e o término das ciclovias”, explicou.

Apesar do projeto se tratar de um serviço público, o cofre da prefeitura não terá nenhum ônus, o sistema será desenvolvido por meio de um contrato de concessão. A empresa vencedora da licitação ficará responsável pelo investimento em equipamentos, sistema de locação e controle de uso, em contrapartida poderá explorar os equipamentos com publicidade.

Comissão define últimos detalhes do edital até sexta-feira

Os pontos de aluguel já estão estabelecidos, mas o valor e a tecnologia empregada não estão definidos. Segundo o secretário Rui Gonçalves, uma comissão formada por integrantes do Ipuf, Secretaria de Transportes e Secretaria Municipal de Meio ambiente e Desenvolvimento Urbano, ainda trabalha nos últimos detalhes do edital  que será divulgado no sábado, mas adiantou que a proposta da prefeitura é incialmente realizar o serviço com pelo menos 40 minutos de  gratuidade “para criar a cultura na cidade”.

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Requisito. Empresa que vencer a licitação terá que concluir as ciclovias em Florianópolis. Foto: Alexandro Albornoz / ND.

Florianópolis possui 20 vias ciclísticas com 41.640 metros de extensão, distribuídas pela cidade, a maioria não é interligada.  Se o plano inicial for mantido conforme a divulgação em 2011, o projeto será dividido em duas etapas. Na primeira, o Centro da Capital será beneficiado com 41 pontos de aluguel e 66 estações. Em um segundo momento, outros 27 pontos seriam instalados na região universitária. “É um programa com ampla participação da comunidade e de diversas pastas do poder público. Queremos garantir a segurança jurídica e dar suporte para que seja um projeto sustentável e uma alternativa de mobilidade efetiva para o cidadão”, apontou o secretário.

[Nota: na data da matéria, o edital estava finalizado. Ao contrário do que sugestionava o site da Prefeitura Municipal de Florianópolis, ambos os módulos – Centro e Universitário -, serão implantados conjuntamente, conforme consta nos editais de habilitação e concorrência].

Junto com o lançamento da licitação no sábado, a prefeitura ViaCiclo promove um passeio ciclístico que sairá às 15h30 do Koxixo’s na Beira-mar norte. Também são parceiras da iniciativa a Secretaria Municipal de Obras e a Comissão de Mobilidade Urbana por Bicicleta de Florianópolis.

Saiba mais sobre o Floribike:

– Serão 68 pontos de aluguel de bicicletas, 111 estações, 664 bicicletas, além de 1.328 suportes para colocação dos equipamentos.

 – Qualquer pessoa poderá ter acesso ao aluguel de uma bicicleta realizando um cadastro prévio

– A pessoa pode retirar a bicicleta em qualquer um dos pontos de aluguel e devolver em qualquer um desses pontos.

Perspectiva. Cidade ganhará 111 estações e 1328 suportes para as bicicletas.Perspectiva. Cidade ganhará 111 estações e 1328 suportes para as bicicletas.

Letícia Mathias

Saiba mais:

Diversos grupos de ciclistas prestigiaram o lançamento do Floribike
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Idealizadora do sistema de bicicletas coletivas de Florianópolis é homenageada
(Vídeo) Florianópolis lança edital das bicicletas públicas
Prefeito de Florianópolis diz que as novas obras contemplarão ciclistas
(Vídeo) Discurso de Cesar Souza Júnior no lançamento do Floribike
Confira o edital de concorrência do Floribike

Especial Floribike – Bicicleta na Rua

(I) Especial Floribike: Edital de concorrência será lançado no aniversário da cidade
(II) Especial Floribike: São Paulo e Rio de Janeiro foram pioneiros
(III) Especial Floribike: Projeto de bicicletas coletivas vem de 2009
(IV) Especial Floribike: Conheça as concorrentes – Compartibike
(V) Especial Floribike: Conheça as concorrentes – Movement Barcelona
(VI) Especial Floribike: Conheça as concorrentes – Serttel
(VII) Especial Floribike: As empresas que ficaram pelo caminho
(VIII) Especial Floribike: A opção por Nova York
(IX) Especial Floribike: Compartilhamento universitário
(X) Especial Floribike: Iniciativa do interior do Paraná é premiada
(XI) Especial Floribike: Bicicletas coletivas que salvam vidas
(XII) Especial Floribike: Como funcionará em Florianópolis

Veja também:

Floribike: encaminhamento do edital homenageou os 10 anos da Bicicletada em Florianópolis
Apenas duas empresas são habilitadas a concorrer ao sistema de bicicletas públicas de Florianópolis
Aberto edital de pré-qualificação do sistema de bicicletas públicas de Florianópolis
Aluguel de bicicletas de Florianópolis é tema de Podcast
Embora pronto, edital das bicicletas públicas de Florianópolis não será lançado em 2011
Ata da Audiência Pública do Sistema de Bicicletas Públicas de Florianópolis (Floribike)
Florianópolis dá primeiro passo para implantação de bicicletas coletivas
Audiência pública debaterá aluguel de bicicletas em Florianópolis
Aluguel de bicicletas de Florianópolis deve ficar pronto em novembro de 2012
Florianópolis espera contar com bicicletas públicas em 2012

Charge – Lei Seca no Carnaval

A charge abaixo foi publicada no Jornal Notícias do Dia, edição da Grande Florianópolis, no bíduo 9 e 10 de fevereiro de 2013. A autoria dela é de Luiz Mendes.

charge - Mendes ND 2013-02-09.10 Lei Seca no Carnaval

Neste Carnaval, não se esqueça:

Se dirigir, não beba!
Se beber, não dirija!

Veja também:

Charge – Armandinho na Pedalada Pelada
Charge – Pedalando com segurança na SC-401
Charge – Ponte Hercílio Luz: Um dia ela cansa de esperar
Charge – Ano novo, problema velho
Charge – Na inauguração da ciclofaixa de lazer…
Charge – Dia Mundial Sem Carro
Charge – Semana Mundial Sem Carros
Charge – Acessibilidade

Charge – Fins do mundo

(Charges) Atropelamento da Massa Crítica de Porto Alegre

(Charges) Ciclista Noel

Charge – A Faixa de Gaza é mais segura que a faixa de pedestres

Charge – É só não usar como um selvagem!

Charge – Na Ressacada, só de bicicleta

Charge – Não chegue antes na escola, filho!

Charge – Assim caminha o transporte em Florianópolis

Charge – A Ilha tá afundando

Alvo emudecimento – Crônica

A crônica abaixo, de autoria de Marco Vasques, foi originalmente publicada no periódico Notícias do Dia, versão impressa, edição de Florianópolis, na segunda-feira, 18 de junho de 2012, na página 3 do caderno Plural. Pode ser lida também neste link.

Crônica - Marco Vasques ND 2012-06-18 SC-401, SC-402 e o silêncio branco

(Veja em PDF)

SC-401, SC-402 e o silêncio branco

 Voz e o corpo, mudos, pronúncia do silêncio. A morte é mesmo um emudecimento que fala. Um desenho preto sobre outro desenho preto. Algo se perde e se aloca em algum espaço, sobre outra camada: multiplicação da epiderme. As mortes se acumulam assim: escuro que é clarão, clareira. Quase fogueira. Início de dor e memória, ausência, medo e autorretrato. A vida? Vela em permanente luz até que o silêncio nos toque.

Quem, quando criança, não atirou uma pedra certeira num pássaro? Era a ave cair ao chão e o silêncio alcançava os ouvidos. Ficávamos mudos de cantos. Em que lugar andarão os cantos e as vozes de nossos mortos? Sabemos de pais que morderam a escuridão de seus filhos. Plantaram canto e voz à beira do asfalto. Um atropelamento, um monte de ferro agride a carne. Depois a ausência, a fratura. E os mil silêncios se acumulam: um lugar a menos na mesa, um sorriso perdido no porta-retratos, cama e guarda-roupas inertes e um timbre a menos nos dias.

Arte: César Nogueira.

Quem nunca viu umas cruzes solitárias à beira do asfalto? Certo dia, vimos cinco cruzes cravadas numa curva. Três minúsculas e duas maiores. A solidão e o silêncio da cena gritavam: somos túmulos vivos. Há um silêncio branco que liga a SC-401 à SC-402. No início da primeira, uma bicicleta branca, de criança, desenha lágrimas nas nuvens; na segunda, outra bicicleta, de adulto, igualmente pintada de cor branca, abriga uma garça e sua exuberância triste.

Esses silêncios brancos das bicicletas, sem suas pedaladas, sem seus movimentos, sem colorido, sem um rosto apanhado pelo vento, emolduradas pelo azul-céu dos dias de verão, são aterradores e imponentes.  O percurso por essas rodovias faz lembrar os versos do W. H. Auden – “Já não me importam as estrelas: fique o céu todo apagado./ Empacotem e embrulhem a lua; seja o sol desmantelado./ Esvaziem os oceanos, do mundo sejam as florestas varridas./ Porque agora, para mim, nada resta de bom nesta vida.”

E o que resta na ossatura daquelas paisagens? O grito-silêncio que a imagem provoca, o silêncio vermelho, o branco sobreposto ao branco e a difícil arte de carregar as vozes na memória da pele. As bicicletas? Continuam ali, na SC- 401 e na SC-402, com a sua brancura voando, estática, ao longo do asfalto. Estão vivas céu afora arranhando todas as estações do ano e espalhando sua ferrugem nos olhares. As bicicletas brancas, que foram utilizadas em manifestações pacifistas e ecológicas na Europa, estão ali e são túmulos sangrando o asfalto negro de nossas rodovias. São partituras dos sonoros silêncios brancos.

Guarda Municipal está multando veículos estacionados sobre as novas ciclofaixas de Florianópolis

A matéria abaixo foi originalmente publicada na versão on line do Jornal Notícias do Dia, em 27 de dezembro de 2012, às 16h31. Consta também do jornal impresso, edição de Florianópolis, no dia 28 de dezembro (págs. 5 e 24). Você também pode lê-la matéria no site do ND aqui. A versão abaixo é um misto de ambas.

 Motoristas estacionam e circulam em locais exclusivos para os ciclistas

Invasão nas ciclofaixas. Ciclistas precisam desviar de carros e caminhões na via que deveria ser livre para o fluxo de bicicletas.

Quem usa a bicicleta como meio de transporte em Florianópolis precisa estar sempre atento aos veículos que circulam pelas avenidas e a falta de cuidado e distância necessária dos motoristas. Porém em alguns pontos, mesmo havendo ciclofaixa, quem pedala não está seguro e precisa muitas vezes desviar de carros caminhões e até disputar espaço no local que deveria ser exclusivo a ciclistas com motociclistas.

Andando pelo Centro da Capital em poucos minutos é possível observar o desrespeito em diversas ruas. As vias com muitos prédios e estabelecimentos comerciais são as mais desafiadoras aos ciclistas. Na rua Frei Caneca, a equipe do Notícias do Dia flagrou um caminhão estacionado em cima da ciclofaixa.

O motorista Jó Nakao, que é funcionário de uma transportadora, estava dentro do veículo e com o pisca alerta ligado. “Precisamos fazer carga e descarga e mudanças, mas aqui é impossível estacionar. Se fico do outro lado os ônibus quase batem na gente e nos prédios ou não tem espaço para caminhão ou não deixam entrar, infelizmente é nossa única opção”, justificou.

José Carlos Ferreira Júnior, entregador de compras, desvia de caminhão estacionado em espaço exclusivo para bicicletas. Foto: Débora Klempous / ND.

José Carlos Ferreira Júnior, entregador de compras, desvia de caminhão estacionado em espaço exclusivo para bicicletas. Foto: Débora Klempous / ND.

Cerca de 500 metros à frente, outro flagrante. Um carro de uma empresa prestadora de serviços estacionado em frente a outro prédio, em cima da ciclofaixa. As justificativas são as mesmas: falta de local para carga e descarga ou o famoso “é só um minutinho”.

Porém, de acordo com a subcomandante da guarda municipal Maryanne Mattos, não há desculpa que justifique a infração. Segundo ela estar dentro do veículo com pisca alerta ligado e sair logo que é alertado não impede o registro da infração e aplicação da multa, que é de R$ 127,69. Para os veículos de carga, quando não há local livre para estacionamento, é possível pedir autorização ao IPUF (Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis) para estacionar em data e horário específico.

Ciclistas pedem mais fiscalização e consciência dos motoristas

Rosana Klotz Glienke é moradora do Centro e há poucos meses deixou de usar a bicicleta como meio de transporte por causa da insegurança. Ela costumava levava as filhas para escola de bicicleta, mas agora só usa para passeio. Ontem ela seguia com as filhas Sandy e Giulia e a amiga Jessica, pela ciclofaixa, mas estava indo em direção à Beira-mar, onde não precisam desviar de carros, ônibus nem caminhões. O marido dela ia trabalhar diariamente de bicicleta, mas desistiu depois de quase ser atropelado por duas vezes. “O medo nos fez mudar de hábito e infelizmente voltamos para o carro. Precisa fiscalização e multa, mas principalmente consciência das pessoas. Com o desrespeito que há, hoje andamos só para curtir e passear”.

José Carlos Ferreira Junior trabalha como entregador de compras de um supermercado da região Central e, enquanto se deslocava até a casa de um cliente na rua Duarte Schutel, Centro, precisou desviar três vezes de carros e caminhões parados sobre a ciclofaixa. Ele conta que por sorte nunca se acidentou, mas já viu outros colegas machucados e até a bicicleta precisou ser trocada por acidentes provocados pela falta de respeito de motoristas à faixa destinada aos ciclistas.

A empresa instalou até uma buzina no guidão da bicicleta para chamar a atenção quando necessário. “É complicado, tem muita entrada e saída de veículos transversais à faixa. Não sei adianta, mas talvez colocar mais sinalização e fiscalizar mais poderia ajudar. Mas percebo que quando a polícia vem os motoristas saem mas logo voltam”, lamentou.

Segundo Maryanne em apenas um período do dia fazendo ronda no Centro da Capital os guardas flagram mais de dez infrações deste tipo, a maioria em locais de comércio e no período da noite em ruas onde há bares. “A gente pede pra retirar e multa, e os motoristas reclamam dizendo que é falta de bom senso porque já estão retirando o veículo. Mas eles é que não tiveram bom senso na hora de parar ali”, afirmou.

Saiba Mais:
De acordo com o inciso VIII do artigo 181 do Código de Trânsito Brasileiro, estacionar veículo no passeio ou sobre faixa destinada a pedestre, sobre ciclovia ou ciclofaixa, bem como nas ilhas, refúgios, ao lado ou sobre canteiros centrais, divisores de pista de rolamento, marcas de canalização, gramados ou jardim público é infração grave. A penalidade é multa de R$127,68 e cinco pontos na CNH. A medida administrativa que deve ser aplicada é a remoção do veículo.

Letícia Mathias

Paixão pelas bicicletas antigas

A reportagem abaixo foi originalmente publicada no Jornal Notícias do Dia, edição de Florianópolis, no dia 18 de junho de 2012, no caderno Plural (pág.8). Veja em PDF: {contracapa} e {pág. 8}.


Bicicletas são a paixão de Hélio Becker

Palhoça. Peças em exposição no ViaCatarina. Foto: Marco Santiago / ND.

Perfil.

Amor incondicional pelas bikes

Paixão. Além da coleção de bicicletas antigas, Hélio Becker tem uma área onde coleciona toda sorte de objetos. Foto: Marco Santiago / ND.

FLORIANÓPOLIS – O galpão onde Hélio Becker trabalha e guarda suas ferramentas tem mais de 30 bicicletas, mas muitas outras estão espalhadas pelo terreno, protegidas ou ao ar livre, limpas ou tomadas pela ferrugem. Somadas às que ficam em exposição até o dia 24 no shopping ViaCatarina, em Palhoça, devidamente restauradas, são mais de cem as unidades que esse advogado de 52 anos garimpou para dar asas a um hobby que pode não ser barato, mas que lhe dá grande prazer.

Recuperar bicicletas e andar com elas pela avenida das Torres, no Real Park, em São José, só se compara, em sua rotina meticulosa de ourives de bikes sem uso, à busca de peças para dar sobrevida a esses veículos que, não raro, são abandonados em terrenos baldios ou ferros velhos. O começo foi com uma bicicleta ganha de um amigo que ele remontou para pedalar na região.

Becker tem um blog (http://bicicletasantigashb.com/), viaja, lê e usa a internet para trocar informações com outros colecionadores e comprar bikes inteiras ou em pedaços, sem se importar com a distância em que se encontra o objeto de sua curiosidade. Nessa peregrinação, já comprou bicicletas em Blumenau, São Paulo e no interior de Minas Gerais. Foi lá que encontrou uma Philips de 1910, verdadeira raridade, que faz companhia a uma Phoenix inglesa de 1968.

Nesse mètier, o advogado – ele é consultor jurídico na Assembleia Legislativa do Estado – se concentra na marca, no ano, na pintura, nos frisos, nos desenhos e adesivos das bicicletas que arrebanha. Uma vez recuperadas, eles ficam em sua casa ou vão para exposições. Entre as 25 que estão na fila da reforma, há modelos como Caloi, Monark, Oxford, Wanderer e a italiana Bianchi, uma das melhores do mundo.

Uma lição de vida

Habituado a levar mais de dois meses para recuperar cada unidade, Hélio Becker chega a encomendar peças no exterior para não deixar seus veículos de duas rodas sem chance de restauro. Foi o que aconteceu com um porta-corrente que veio da Itália, diretamente da Bianchi Milano, e vai ajudar a recompor uma bicicleta de 1930 adquirida em Blumenau. “Gosto de restaurar, ver o resultado”, diz. “Quanto mais difícil, mais interessante é”.

Ele explica a relação tão próxima com as bikes. “Elas nos dão uma lição: quando param, caem; se andam, adquirem equilíbrio; quando pedem força, estão subindo; quando não pedem, estão descendo. Assim é a nossa vida”.

No pedal desde a infância

Além do galpão e da casa onde mora, Hélio Becker tem uma área onde, além da churrasqueira para reunir família e amigos, guarda toda sorte de objetos. Ali podem ser vistos rádios a pilha, lampiões, velhos telefones e máquinas fotográficas, ferros de passar que eram alimentados com brasa, moedor de pimenta, uma antiga TV Philco, projetor de slides e operador de telégrafo. E mais, há um Fusca 1968 totalmente original, um Gurgel e um antigo Ford coberto com lona.

Voltando ao compartimento das ferramentas, pode-se ver pneus de 80 anos em bom estado, guidões, aros, pedais, porta-correntes, quadros, para-lamas e até um farol português da década de 1910 que iluminava o caminho a partir de uma vela de cera. Acostumado a andar de bicicleta desde a infância, em Santo Amaro da Imperatriz, Becker também curte a admiração dos outros pelo seu trabalho. “No shopping, como elas parecem ter acabado de sair da loja, as pessoas ficam horas olhando a exposição”, afirma.

Paulo Clóvis Schmitz

Veja também:

Exposição “Caloi 110 Anos” na Vila Olímpia – impressão das bicicletas expostas da centenária fabricante, em 2010.

Bicicletas antigas em exposição em São Paulo – impressão da exposição “A História da Bicicleta – Um Passeio por 10 Modelos Clássicos”, em 2009.

Divulgação da Pedalada Pelada no Jornal Notícias do Dia

A matéria abaixo foi originalmente publicada na edição on line do Jornal Notícias do Dia no dia 09 de março de 2012. Você também pode ler a matéria no site do ND aqui ou aqui.

Ciclistas tiram a roupa neste sábado (10) em busca de segurança no trânsito

A Peladada Floripa faz parte de um movimento mundial que busca mais segurança para quem prefere a bicicleta para se locomover na cidade

Ciclistas da Capital se mobilizam neste sábado (10) para a Peladada Floripa, versão local para o WNBR (World Naked Bike Ride). Os manifestantes devem tirar a roupa e pedalar pela Beira-mar Norte, a partir das 19h, com saída da pista de skate em frente ao shopping Iguatemi. O objetivo é buscar mais segurança no trânsito. O WNBR acontece em todo o mundo e no hemisfério Sul se realiza no dia 10 de março, em diversas capitais brasileiras.

“Nus é como nos sentimos, nesse trânsito violento, cheio de pessoas vestidas com armaduras de 1t de metal, com cintos e air-bags. Nós só temos o próprio corpo e uma frágil bicicleta, no máximo luvas e capacete, assim como seres vivos merecemos ser respeitados e cuidados pelos que estão mais protegidos”, dizem os adeptos do movimento por meio de evento público divulgado no Facebook.

Emanuelle Gomes

Charge – Pedalando com segurança na SC-401


A charge acima foi publicada no Jornal Notícias do Dia, edição da Grande Florianópolis, no dia 6 de fevereiro de 2012. A autoria dela é de César Nogueira.

Uma homenagem crítica ao acidente que vitimou Emílio Delfino Carvalho de Souza e feriu Nicolas Paolo Zanella na rodovia SC-401, em Florianópolis, em 5 de fevereiro.

Saiba mais:

SC-401, a Rodovia da Morte para ciclistas – reportagem do Jornal Notícias do Dia revela a preocupação com a circulação de bicicleta na rodovia estadual mais movimentada de Santa Catarina.
Notas sobre a reunião pelo fim da impunidade no trânsito – Sociedade civil, mobilizada, divulga novas informações sobre o acidente.
(Vídeo) Acidente na SC-401 no RBS Notícias – Conteúdo da RBS TV SC.
Acorda Floripa! – Depoimento do triatleta André Puhlmann, que estava pedalando próximo ao local do acidente.
Vídeo e mais comentários sobre a entrevista acerca dos ciclistas atropelados na SC-401 – Conteúdo comentado do Jornal do Almoço.
Comentários e impressões sobre a entrevista sobre o acidente com ciclistas no Jornal do Almoço – Primeira parte dos comentários sobre o vídeo do Jornal do Almoço.
Mais um ciclista morre na SC-401  – Divulgação do último acidente no Jornal Notícias do Dia.
Motorista embriagado que matou ciclista no Jurerê vai a júri popular – Moacir Pereira divulga o andamento do processo do triatleta Rodrigo Machado Lucianetti.
A mobilidade na Ilha – Editorial do Diário Catarinense fala sobre a rodovia e a mobilidade.
SC-401 oferece ainda mais riscos aos ciclistas neste verão – A liberação consentida da Polícia Militar Rodoviária para automóveis usarem o acostamento coloca em risco a vida de ciclistas.
Ciclistas mortos na Grande Florianópolis após a vigência da Lei Seca – Relação, infelizmente já desatualizada, dos ciclistas que morreram atropelados na região.
A rodovia das mortes – Quando ciclistas são assassinados – Conteúdo do Bicicleta na Rua já previa, em 2009, que mais acidentes como os deste fim-de-semana aconteceriam se não houvesse um redirecionamento dos investimentos e das prioridades.

Veja também:

Charge – Ponte Hercílio Luz: Um dia ela cansa de esperar
Charge – Ano novo, problema velho
Charge – Na inauguração da ciclofaixa de lazer…
Charge – Dia Mundial Sem Carro
Charge – Semana Mundial Sem Carros
Charge – Acessibilidade

Charge – Fins do mundo

(Charges) Atropelamento da Massa Crítica de Porto Alegre

(Charges) Ciclista Noel

Charge – A Faixa de Gaza é mais segura que a faixa de pedestres

Charge – É só não usar como um selvagem!

Charge – Na Ressacada, só de bicicleta

Charge – Não chegue antes na escola, filho!

Charge – Assim caminha o transporte em Florianópolis

Charge – A Ilha tá afundando

SC-401, a Rodovia da Morte para ciclistas

A reportagem abaixo foi originalmente publicada no Jornal Notícias do Dia, edição de Florianópolis, no dia 07 de fevereiro de 2012 (pág. 3). Você também pode ler a matéria no site do ND aqui. Veja em PDF: {capa} e {pág. 3}.

  

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Violência assusta

SC-401 teve duas mortes de ciclista só este ano, e número preocupa a PM Rodoviária 

Rodovia da morte para ciclistas

SC-401. Em 37 dias de 2012, número de ciclistas mortos já é igual ao total dos últimos três anos.

A soma de mortes envolvendo ciclistas na SC-401, neste ano, já é igual ao total registrado nos últimos três anos. Em apenas 37 dias de 2012, duas pessoas morreram e uma ficou ferida na rodovia. Nos 19,5 quilômetros, do Itacorubi ao Norte da Ilha, apenas 6.5 mil metros têm faixa destinada às bicicletas. Ainda assim, o uso é compartilhado com pedestres e veículos que aguardam reparos. O Deinfra (Departamento Estadual de Infraestrutura) não prevê a construção de mais ciclovias na estrada.

Segundo o relações públicas da PMRv (Polícia Militar Rodoviária), major Fábio José Martins, o número de acidentes envolvendo ciclistas preocupa. “A quantidade de pessoas com bicicletas cresceu muito, mas há poucas ciclovias. Vamos começar a trabalhar essa questão”, prometeu.

No último domingo, às 9h30min, Emilio D. C. de Souza trafegava pelo km 18,2, trecho sem ciclovia, da SC-401 quando foi atingido por um automóvel. Ele chegou a ser levado para o Hospital Celso Ramos, mas morreu no começo da tarde. Outro ciclista ficou ferido no acidente. O motorista do veículo Forde Fiesta, Lucas Collovini, 29 anos, se recusou a fazer o teste de bafômetro e a ceder sangue para a realização do exame, que comprovaria a embriaguez. Como ele prestou socorro às vítimas, foi liberado. Collovini se limitou a informar que dormiu ao volante.

O presidente do Deinfra, Paulo Meller, acredita que o acidente foi uma fatalidade. “Não temos projetos para fazer ciclovia naquele ponto. Esse caso foi um acidente. Ele saiu da pista. A ciclofaixa não evitaria o acidente”, justificou Meller. Em relação ao trecho recém-duplicado da SC-401, onde ciclistas e pedestres têm que dividir espaço com carros quebrados, Meller garante que o projeto é adequado. “Está dentro das normas”, defendeu.

Denúncia. Gilbert de Oliveira, 36 anos, disse que se os ciclistas andam no acostamento são jogados para a pista pelos motoristas dos carros que saem das lojas existentes ao longo da SC-401. Foto: Alexandro Albornoz / ND.

“Os motoristas não têm paciência”

O motorista Gilbert de Oliveira, 36 anos, utiliza a bicicleta sempre que pode. Mas ele reclama que falta respeito dos condutores. “Quando você está no acostamento, os carros que saem das lojas ao longo da via ficam empurrando a gente para a pista. Os motoristas não têm paciência com quem está de bicicleta”, reclamou.

Para o major Fábio José Martins, a velocidade permitida na SC-401 é incompatível à realidade da Capital. “É uma rodovia acima da média urbana. Os ciclistas têm que evitar esse local, principalmente o trecho sem ciclovia”, avisou o policial rodoviário.

Flagrante. Rapaz se arrisca ao cruzar SC-401, justamente onde há uma passarela para pedestres. Foto: Alexandro Albornoz / ND. 

Pedestres também correm risco

Os pedestres também correm risco diário ao utilizar a SC-401. Porém, em alguns casos, são eles que colocam em risco a vida dos usuários da estrada. Ontem, a reportagem do Notícias do Dia flagrou uma pessoa atravessando a pista sob uma passarela. Números do setor de estatística da Polícia Rodoviária Militar revelam que cinco pedestres morreram na via no ano passado. Outras 15 pessoas ficaram feridas. Neste ano, não houve mortes.

O trecho recém-duplicado da rodovia, inaugurado em dezembro, tem 8,4 quilômetros de faixa destinada a pedestres e ciclistas e uma passagem subterrânea. Ainda há o elevado da Vargem Pequena. Durante a temporada, 68 mil veículos trafegam diariamente pela SC-401.

Everton Palaoro

Saiba mais:

A mobilidade na Ilha – Editorial do Diário Catarinense fala sobre a rodovia e a mobilidade.
SC-401 oferece ainda mais riscos aos ciclistas neste verão – A liberação consentida da Polícia Militar Rodoviária para automóveis usarem o acostamento coloca em risco a vida de ciclistas.
Ciclistas mortos na Grande Florianópolis após a vigência da Lei Seca – Relação, infelizmente já desatualizada, dos ciclistas que morreram atropelados na região.
A rodovia das mortes – Quando ciclistas são assassinados – Conteúdo do Bicicleta na Rua já previa, em 2009, que mais acidentes como os deste fim-de-semana aconteceriam se não houvesse um redirecionamento dos investimentos e das prioridades.

Veja também:

(Vídeo) Acidente na SC-401 no RBS Notícias – Conteúdo da RBS TV SC.
Acorda Floripa! – Depoimento do triatleta André Puhlmann, que estava pedalando próximo ao local do acidente.
Vídeo e mais comentários sobre a entrevista acerca dos ciclistas atropelados na SC-401 – Conteúdo comentado do Jornal do Almoço.
Comentários e impressões sobre a entrevista sobre o acidente com ciclistas no Jornal do Almoço – Primeira parte dos comentários sobre o vídeo do Jornal do Almoço.
Mais um ciclista morre na SC-401  – Divulgação do último acidente no Jornal Notícias do Dia.
Motorista embriagado que matou ciclista no Jurerê vai a júri popular – Moacir Pereira divulga o andamento do processo do triatleta Rodrigo Machado Lucianetti.

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