Quatro meses

Quatro meses! Ou cento e vinte dias. Esse foi o prazo dado pela prefeitura municipal de Florianópolis para a conclusão da primeira etapa da revitalização da R. Ver. Osni Ortiga, segundo placa fixada na via na metade do mês de junho.

Passados mais de três anos desde sua promessa, a obra, que, no futuro, contemplará ciclovia, iluminação, deques e mobiliário urbano, ainda não se fez surgir na paisagem, exceto pela presença da placa que anuncia a sua implementação.

Terceira ciclovia prometida pela atual administração municipal, ainda assim a Osni Ortiga é onde as obras estão mais próximas de acontecerem. Uma placa indica isso.

Placa indica a revitalização da R. Ver. Osni Ortiga. Foto: Ébano Machado Piacentini.

Ao longo desses anos, afinal, o projeto da Osni Ortiga caminhou. Deu-se início ao Relatório Ambiental Preliminar (RAP), uma das modalidades mais rápidas de licenciamento ambiental. Dois anos depois, um dos estudos mais importantes o RAP ainda não foi feito. E os prazos fora, cada vez mais, esticados. Novembro de 2009, final de 2010, junho de 2011, setembro do mesmo ano, junho de 2012. Reiteradamente, a datas foram sendo procrastinadas. E inaugurações foram sendo feitas: audiência pública, com unanimidade para a implantação de via ciclística; projeto conceitual; licença ambiental prévia; autorização para o começo das obras; licitação a primeira parte das obras; instalação da placa. Um preparativo festivo muito acima de qualquer mudança observada na paisagem às margens da Lagoa da Conceição.

A menos de um mês e meio para os 120 dias da instalação da placa, uma certeza já é premente na mente dos ciclistas de Florianópolis: haverá mais uma prorrogação. Resta apenas a dúvida de quando se terá a próxima festa, prevista para quando a pedra fundamental for colocada no leito de um dos principais cartões-postais de Santa Catarina

Bicicletada

Rememorando todos esses fatos e cobrando pela celeridade das obras, haverá neste sábado, 8 de setembro, mais uma Bicicletada da Lagoa da Conceição. A concentração ocorrerá na Praça Bento Silvério, no centrinho, a partir das 14h, com saída para pedalada às 15h. O ritmo é leve, apropriado para pessoas de qualquer idade, e o trajeto será definido na hora.

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Faltam informações….
MURO DE CONTENÇÃO
Prefeito assinou autorização de licitação da ciclovia!

Prefeitura de Florianópolis mente sobre construção de ciclovia na Lagoa da Conceição e moradores e ciclistas protestam

Prometida no começo da atual gestão, após quase quatro anos prefeitura não entregou toda a documentação para a conclusão do licenciamento ambiental.

A placa à beira da Lagoa da Conceição já paira, sozinha, há um mês. Indica o início das obras da primeira fase da revitalização da R. Ver. Osni Ortiga. No início de julho deste ano, a Secretaria de Obras do município de Florianópolis anunciou que as máquinas tomariam conta do local em quinze dias. Mas, fora a placa, não se vê nenhum sinal concreto de uma obra prometida logo no começo da atual administração, ainda no primeiro semestre de 2009.

A reivindicação da comunidade do Porto da Lagoa é antiga. Completou quinze anos em 2012. Mas apenas a partir de 2009 é que começou a ter seus contornos atuais. Em uma das maiores manifestações populares por uma obra de mobilidade urbana dos últimos anos, mais de 200 pessoas foram às ruas em 04 de abril daquele ano, quando a Associação de Moradores do Porto da Lagoa (AMPOLA) uniu-se à Associação dos Ciclousuários da Grande Florianópolis (ViaCiclo) e à Bicicletada Floripa para formarem uma frente conjunta de pressão pela ciclovia na região, que traria consigo também calçadas, iluminação e arborização para um dos pontos mais bucólicos do cartão-postal.

A resposta da prefeitura foi rápida: em 13 de junho do mesmo no teve início uma audiência pública na AMPOLA, na qual todos os 11 vereadores presentes mostraram-se favoráveis à revitalização do local, e no final do mesmo ano já estava pronto o projeto urbanístico conceitual. Depois disso, o que se viu foi o que não se viu. A obra estacionou por longos períodos. A prefeitura, corretamente, optou por abrir um prcesso de licenciamento ambiental, tendo em vista que seria necessário um pequeno aterro na Lagoa. Mas esse processo ficou estacionado por dois anos, por pressão política e, como demonstrado agora, por mais uma atitude incompetente dos órgãos municipais quando se abordam ações voltadas ao uso da bicicleta.

Embargo político

Logo de início, a causa foi abraçada pelo vereador eleito pelos moradores da Lagoda da Conceição, Renato Geske (ex-PR, atual PSD), o Renato da Farmárcia. Entretanto, vendo as obras na Lagoa não aparecerem (além da ciclovia, eram reivindicados câmeras de monitoramento, criação do Parque do Vassourão, revitalização da Praça Bento Silvério, ampliação do esgotamento sanitário, reforma da Escola Básica Henrique Veras, dentre outros), o vereador, antes na base da administração Dario Elias Berger (PMDB), optou por votar com independência em relação ao Executivo, ora a favor, ora contra os projetos, conforme julgasse mais adequado.

Por essa posição, passou a ser repreendido duplamente: a nível estadual, pelo ex-presidente do Partido da República, Nelson Goetten de Lima, que queria a aproximação com o PMDB; e a nível municipal, pelo prefeito Dario Berger, secretários e vereadores, que dificultavam ao máximo qualquer obra na Lagoa da Conceição, sua base eleitoral.

O escândalo sexual envolvendo Nelson Goetten, descoberto em casos de pedofilia quando, afirma-se, tentava ampliar para a região de Balneário Camboriú esquemas envolvendo o jogo do bicho, permitiu que Renato Geske aproveitasse o momento para sair do PR e revoltar-se contra a base aliada na votação em que o candidato João da Bega (PMDB) foi derrotado para a presidência da Câmara de Vereadores por Jaime Tonello (ex-DEM, atual PSD), logo após a saída dos democratas da aba governista.

Se o Poder Legislativo deixou de ser um problema à Lagoa da Conceição, afirmação igual não pode ser feita em relação aos órgãos executivos. Além da pressão política, operações homéricas às instalações das farmácias da qual Renato Geske era proprietário, resultaram na redução de seu patrimônio em 94%. “O mandato traz dificuldades financeiras”, disse. Enquanto isso, as dificuldades foram estendidas para a população da Lagoa, que viam prazos sendo consecutivamente postergados.

Apenas em março deste ano, às vésperas do aniversário da cidade, foi autorizado um pacote de obras para a Lagoa da Conceição, incluindo a ciclovia da Osni Ortiga.

Mentiras recentes

O vídeo abaixo foi originalmente exibido no Jornal do Almoço, da RBS TV SC/Globo, em 07 de agosto de 2012, e pode ser conferido também aqui.

Ao final dele, o Secretário Municipal de Obras, Luiz Américo Medeiros, culpa o atual atraso a um problema no licenciamento ambiental junto à Fundação do Meio Ambiente estadual (FATMA). Talvez aqui se faça necessário lembrar alguns fatos de um passado recente nesse processo.

Embora desnecessário para a obra de revitalização de Osni Ortiga, é realmente com bons olhos que a população vê uma iniciativa de licenciamento ambiental em um local tão frágil e fragilizado com o ecossistema da Lagoa da Conceição. A legislação ambiental em vigor determina que, para esse caso, deve ser feito um estudo chamado RAP – Relatório Ambiental Preliminar, um estudo mais simples de diagnóstico, que verifica o potencial de dano ao meio ambiente de um empreendimento, e pode substituir, como no caso em questão, o EIA/RIMA – Estudo de Impacto Ambiental/Relatório de Impacto Ambiental, que demandam mais tempo e recursos, sendo usados para casos danos mais graves ao ambiente.

Apesar de ser um relatório simples, apenas em setembro de 2011, após quase dois anos de relativa inércia, a Secretaria de Obras entregou toda a documentação à FATMA, que pôde, enfim emitir a primeira das três licensas ambientais (veja box), a LAP – Licença Ambiental Prévia. Entretanto, onze meses depois, e o licenciamento não teve seguimento.

Em reunião de 20 de julho de 2012, a ciclovia voltou à pauta das reuniões da FATMA. Saiu de lá como entrou. A ausência dos estudos complementares necessários para se obter a LAI – Licença Ambiental de Instalação tornou impossível ao órgão se manifestar sobre o tema. Bem diferente do que afirma o secretário municipal, não é o licenciamento ambiental que impediu que, até hoje, uma obra simples que demoraria apenas seis meses para ser concluída (previsão inicial dos técnicos, contando com a boa vontade política) levasse três anos para ter somente uma placa.

É todo o descaso com a mobilidade, a boa gestão dos recursos públicos, a competência técnica e, agora, também com a moralidade.

Rodas nas ruas

Não interessa a nenhuma pessoa de bem o jogo de empurra-empurra que a prefeitura tem jogado para se eximir de culpa da incapacidade em executar uma ciclovia simples em lugar onde não haveria sequer desapropriação de construções humanas.

Se a primeira fase da revitalização, que ainda não inclui ciclovia, já está licitada e aguarda apenas a boa vontade dos gestores, as etapas subsequentes ainda aparecem, nebulosas, nos sonhos da comunidade.

Mas enquanto as picuinhas políticas mudam o tom em face à proximidade da corrida eleitoral, os ciclistas não se olvidam e seguem à luta. A próxima batalha já está marcada: a Bicicletada da Lagoa da Conceição vai acontecer ainda neste sábado, a partir das 14h, na Praça Bento Silvério, com saída para pedalar às 15h.

Arte: Guilherme Lima

Quem sair da Trindade pode ir com o bonde que cruzará o Morro da Lagoa, que sairá às 13h30 da pista de skate em frente ao Shopping Iguatemi. comunidade do Porto da Lagoa, por sua vez, sairá da AMPOLA às 14h.

Essa Bicicletada será especial e temática e convida a todos os pais de família a curtirem uma tarde linda à beira da Lagoa com seus rebentos.

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Arte: Mauricio Costa

Além da Osni Ortiga, a Bicicletada também vai subir o Morro do Gravatá rumo à Praia Mole, onde um recapeamento eleitoreiro recentemente feito melhorou apenas o asfalto para os motoristas, que agora se esbaldam ainda mais acima da velocidade permitida, deixando o ínfimo acostamento em situação precária a quem quer caminhar ou pedalar.

Apesar do morro, a Bicicletada será tranquila e terá ritmo leve, adequado a pessoas de todas as idades e qualquer condição física. Uma boa oportunidade de estar ao lado de seu pai ou filho.

LICENCIAMENTO AMBIENTAL

setapreta1Licença Ambiental Prévia – LAP

É uma espécie de consulta de viabilidade, em que o empreendedor da obra pergunta à FATMA se é possível construir aquele tipo de obra num determinado local. A FATMA vai consultar as legislações ambientais em vigor, federal e estadual, e, com base nessas normas, vai responder se o empreendimento é viável ou não. E, se for, com que condições legais. A LAP não autoriza a construção da obra, apenas atesta sua viabilidade naquele local.

setapreta1Licença Ambiental de Instalação – LAI

Depois de ter a LAP aprovada, o empreendedor precisa apresentar à Fatma o projeto físico e operacional da obra, em todos os seus detalhes de engenharia, já demonstrando de que forma vai atender às condições e restrições impostas pela LAP. Só com a LAI expedida é que se pode começar as obras.

setapreta1Licença Ambiental de Operação -LAO

Findas as obras, a FATMA retorna ao local para nova vistoria, a fim de constatar se o empreendimento foi construído de acordo com o projeto apresentado e licenciado, principalmente no tocante ao atendimento das condições e restrições ambientais. Se estiver em desacordo, a obra pode ser embargada. Se estiver tudo certo, a FATMA expede a LAO, e somente então o empreendimento pode começar a funcionar.

Fonte: FATMA.

Arte: Rafael Goulart de Souza

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Ciclistas cobram (mais uma vez) ciclovia na Lagoa da Conceição

A quarta edição de 2012 da Bicicletada da Lagoa da Conceição, que acontecerá neste sábado, às 15h, na Praça Bento Silvério, traz à tona, mais uma vez, a reivindicação da comunidade pela revitalização da R. Ver. Osni Ortiga! A pedalada será em ritmo leve, com intervenções urbanas que prometem alegrar a vida de quem pedala cotidianamente pela região. Pessoas de qualquer idade podem participar.

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Crononologia

Prometida desde 2009, quando a Associação dos Moradores do Porto da Lagoa, juntamente com a Associação dos Ciclousuários da Grande Florianópolis e a Bicicletada Floripa, criaram o Movimento Ciclovia na Lagoa Já, a implantação de calçadas, iluminação, arborização, locais de descanso e ciclovia na principal rua do Porto da Lagoa foi apoiada por todos os vereadores em audiência pública em meados do mesmo ano. Meses depois, o projeto executivo encontrava-se pronto.

Entretanto, apenas em setembro de 2011, foi entregue, com atraso, o Relatório Ambiental Prévio, possibilitando concluir o licenciamento ambiental. Isso permitiu a aprovação, em dezembro, de verba para a revitalização da Osni Ortiga pelo Ministério das Cidades, do governo federal.

Em março deste ano, finalmente foi assinada pelo prefeito municipal a autorização para dar prosseguimento às obras, tendo sido lançada, em seguida, a licitação para a primeira fase, ao custo de quase R$ 1 milhão. Nessa fase ainda não está prevista a construção da ciclovia. A revitalização toda deve custar em torno de R$ 3,5 milhões, menos do que todas as grandes obras feitas recentemente na cidade, que se mostraram fracassos retumbantes, como os Elevado do Trevo da Seta e do Rita Maria.

Nesta sexta-feira, o secretário municipal de Obras, Luis Américo Medeiros, afirmou que em 15 dias começam as obras, que devem durar 120 dias.

Enquanto isso, três anos depois, as pessoas ainda encontram-se inseguras para pedalar ou caminhar à beira de um dos principais cartões postais catarinenses.

Após três meses de assinatura das obras, Bicicletada cobra ciclovia na Lagoa da Conceição

Este sábado os moradores da Lagoa da Conceição farão mais um protesto cobrando a ciclovia na R. Ver. Osni Ortiga, no Porto da Lagoa. Desde 2009 os moradores da região realizam Bicicletada na região.

A pedalada deste sábado é aberta a pessoas de todas as idades e sairá da Praça Bento Silvério, no centrinho da Lagoa, às 15h30.

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Arte: Mauricio Costa

Veja abaixo o release:

3ª BICICLETADA DA LAGOA (Junho)

Exigindo a chegada da CICLOVIA DA OSNI EM 2012

O prefeito da cidade assinou a obra em MARÇO.

Após as duas primeiras edições da BICICLETADA DA LAGOA, os jornais de bairro estamparam matérias e artigos sobre o tema, dizendo, inclusive, que este ou aquele político conseguiram as verbas etc.

A RBS, apesar dos contatos com colunistas e repórteres, ainda não fez uma cobertura jornalística com seus veículos sobre o assunto. Onde está o apoio do Projeto da RBS “Floripa te Quero Bem”?

As Verbas Federal, Estadual e Municipal e a Licença Ambiental foram realmente LIBERADAS.

Entretanto, com as eleições de outubro chegando, o prazo para começarem as obras antes das eleições está terminando. Queremos ver a ciclovia sair do papel!!!

Você não se cansa de ver a LAGOA DA CONCEIÇÃO suja, o bairro ameaçado pela ESPECULAÇÃO imobiliária, o TRÂNSITO crescente e um URBANISMO sem planejamento?

Você, que pedala, corre, caminha na OSNI ORTIGA, não acha absolutamente inacreditável como se demora 10 anos pra fazer uma obra simples e necessária como uma CICLOVIA NA LAGOA?

E o que VOCÊ FAZ por sua Lagoa da Conceição? Vai se fechar nas GRADES do condomínio e ficar reclamando o resto da vida? Que bairro vamos deixar para os nossos filhos?

Vamos para a AÇÃO, a Lagoa é de quem mora aqui e temos que colaborar pelo seu FUTURO.

Democracia não acaba no voto, se constrói nas ruas, cobrando as autoridades com todas a ferramentas que temos em tempos de internet, redes sociais etc.

*******CICLOVIA DA OSNI ORTIGA EM 2012******

Promovido por:
Bicicletada Floripa
https://www.facebook.com/groups/bicicletada.floripa/

Floripa Quer Mais
https://www.facebook.com/FloripaQuerMais

Movimento Ciclovia na Lagoa Já
http://movimentociclovianalagoaja.blogspot.com/

Ampola – Associação dos Moradores do Porto da Lagoa
http://ampolanarede.blogspot.com/

Caminhos do Sertão
http://www.caminhosdosertao.com.br/

Projeto Musicália Brasuca
https://www.facebook.com/brasucalia

ViaCicloAssociação dos Ciclousuários da Grande Florianópolis
http://www.viaciclo.org.br

*************************************

Vamos PEDALAR calmamente celebrando (e cobrando):

– A LIBERDADE de um passeio de bicicleta…
– A ALEGRIA de ver as famílias passeando com segurança nesta praça pública em forma de ciclovia!
– A BELEZA de uma vida comunitária sem muros, ao ar livre.
– A NATUREZA, a SAÚDE, O AMOR a VIDA e o futuro SUSTENTÁVEL de nossa bela LAGOA DA CONCEIÇÃO 🙂

Porque uma CICLOVIA BEM FEITA é uma PRAÇA PÚBLICA em forma de CORREDOR.

Bicicletada na Lagoa da Conceição comemorará ciclovia na região

A Lagoa da Conceição terá, neste sábado, com concentração a partir das 14h30, na Praça Bento Silvério, mais uma Bicicletada em sua região. Desta vez, os motivos são festivos! Em 21 de março, às vésperas do aniversário de Florianópolis, o prefeito municipal assinou autorização para a licitação da revitalização da R. Ver. Osni Ortiga, que contará com calçadas, ciclovia, iluminação, deques e mobiliário urbano, tornando-se um espaço público aprazível e seguro para os moradores da localidade do Porto da Lagoa.

A ciclovia na Lagoa da Conceição, na R. Ver. Osni Ortiga, é uma reivindicação de cerca de 15 anos, mas ganhou força a partir de debate realizado em 12 de março de 2009, que deu origem às Bicicletadas da Lagoa e ao Movimento Ciclovia na Lagoa Já.

Em 13 de junho daquele mesmo ano, houve a primeira audiência pública, contando com quase a totalidade dos vereadores da Câmara Municipal, que se manifestaram unânimes em prol de ciclovia no local. Uma das reivindicações urgentes dos moradores foi a colocação de redutores de velocidade, possibilitando maior segurança dos ciclistas enquanto a ciclovia não ficasse pronta. Nenhum redutor foi instalado e a colocação de tachões prejudicou ainda mais a vida de quem pedalava pela região. Felizmente, nenhum ciclista faleceu nesse período, mas logo de cara os tachões se mostraram ruins ao tráfego de bicicleta e acidentes foram registrados no trecho.

Após reiteradas e contínuas manifestações da sociedade civil, indignadas com a demora para a entrega do simples Relatório Ambiental Preliminar (RAP) pela Secretaria Municipal de Obras, a Fundação do Meio Ambiente de Santa Catarina (FATMA) assinou em 5 de março de 2012 a Licença Ambiental Prévia (LAP) para a revitalização da R. Ver. Osni Ortiga, após garantia de verbas da União, via Ministério das Cidades, em dezembro de 2011.

Memória

A luta pela ciclovia na Lagoa já é antiga. Em 2002, conforme o cartaz abaixo, já era possível notar os mesmos anseios de hoje.

Atividades

A saída da Bicicletada será a partir das 15h. Em caso de chuva, ela permanece confirmada. Terá ritmo leve, com cerca de 10km e 1h de duração, perfeito para se levar a família.

Atividades artísticas, como a pintura de famoso muro da R. Ver. Osni Ortiga por um novo coletivo de artistas está prevista para acontecer às 16h.

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Feliz Aniversário, Desterro!

Esta sexta-feira, 23 de março, Florianópolis comemora 286 anos de sua emancipação política. Como nos últimos anos, esta data é escolhida por seus representantes para se fazer inaugurações de obras. E algumas delas têm a ver com bicicleta.

Beira-Mar Continental

A Avenida Poeta Zininho, popularmente conhecida como Beira-Mar Continental ou Beira-Mar do Estreito, leva, nos 2,3km sem poesia de sua extensão, o nome do autor do hino oficial da cidade, o popular “Rancho de Amor à Ilha”. Neste novo aterro de um povo que infelizmente ainda não trata seus mares com carinho, constam ciclovias bidirecionais margeando o mar. Os ciclistas contam com iluminação, mas a arborização continua praticamente inexistente, diferindo muito da orla bastante freqüentada dos municípios paulistas de Santos e Praia Grande.

Os novos 2,3km de pistas cicláveis começam e terminam dispersos de outras estruturas cicloviárias, mas sem dúvida é uma opção interessante para os deslocamentos de passagem feitos em bicicleta. A maior parte de quem mora no antigo Balneário do Estreito, cuja balneabilidade ainda deixa a desejar, verá o trecho mais como uma opção de lazer do que de deslocamentos no dia a dia. Para esses, pistas cicláveis no binário R. Fulvio Aducci e R. Gen. Eurico Gaspar Dutra seriam essenciais.

Prevista para ser inaugurada em 2009, a obra demorou 8 anos para ser concluída. Em 2011, no Fórum das Américas sobre Mobilidade nas Cidades, Guillermo Peñalosa sugeriu que um trecho como aquele deveria ter a metade da quantidade de pistas, com a parcela restante recoberta por áreas verdes e de lazer.

De fato, não deve resolver a mobilidade do automóvel a médio e longo prazo, até por não estar integrada aos estudos que visam implantar um novo modelo de transporte coletivo (BRT, VLT ou monotrilho, segundo o secretário de Desenvolvimento Regional da Grande Florianópolis, Renato Hinnig), mas para os ciclistas contribui de fato como uma opção nova tanto de lazer quanto de deslocamento.

A Beira-Mar Continental já foi oficialmente inaugurada, nesta quinta-feira, 22.

Nova iluminação na Beira-Mar Norte

Numa atitude que pegou os ciclistas de surpresa, a Prefeitura Municipal de Florianópolis anunciou:

“No Centro da cidade uma surpresa para os amantes da bicicleta: iluminação em led da ciclovia da Beira-Mar Norte.”

De fato, a iluminação é benvinda, proporciona melhor visão a um menor custo aos cofres públicos. Entretanto, deve-se considerar que a iluminação só deveria ser instalada após um projeto paisagístico que contemplasse arborização de seus canteiros, de forma a não atrapalhar a sinalização semafórica e não gerar sombreamento na nova iluminação.

Ciclovia na Lagoa

A revitalização da R. Ver. Osni Ortiga, no Porto da Lagoa, foi anunciada. Após a captação de recursos do Ministério das Cidades, será assinada, nos próximos dias, a ordem de serviço para iluminação, passeios, daques e ciclovia. É um antigo anseio da comunidade que tomou a forma que tem hoje em 2009, quando surgiu o Movimento Ciclovia na Lagoa Já.

Saiba mais:

Ciclovia da Osni Ortiga – Daniel Biólogo

Passeio Ciclístico

O SESC-SC convida a todos os interessados para o I Encontro de Ciclistas SESC. A saída e a chegada serão no SESC Prainha, na Travessa Syriaco Atherino nº100. A pedalada deve sair à 9h e seguir por um percurso de 4km pelo Centro da cidade, num trajeto fácil para pessoas de qualquer idade ou condição física.

Em outros aniversários

Em 23 de março de 2010, foi inaugurada, ainda incompleta, a ciclofaixa da Fazenda do Rio Tavares. Com nove postes de eletricidade no caminho dos ciclistas, até hoje nenhuma outra intervenção foi feita no local, permanecendo os obstáculos em seus mesmíssimos locais de dois anos atrás.

No ano passado, após um passeio ciclístico que contou com dezenas de pessoas, foi assinada a criação da Comissão Municipal de Mobilidade Urbana por Bicicleta, contendo atores da sociedade e representantes de entidades públicas de Florianópolis. A iniciativa foi elogiada em cidades como Tijucas, Recife e São Paulo. Completando um ano desde sua criação, a Pró-Bici deverá ser reformulada, a fim de melhor cumprir sua função sob os olhares constantes dos ciclistas da capital.

Bicicletada dupla em Florianópolis – Em prol dos ciclousuários do Rio Tavares

A Bicicletada, por definição, não tem um roteiro pré-definido. Vai dos participantes que estiverem no ponto de encontro a sua definição. Entretanto, desde 2009 não se via tamanha insatisfação dos ciclistas de Florianópolis como se observa agora. Naquele ano, a comunidade da Lagoa da Conceição apareceu em peso, exigindo ciclovia na Av. Ver. Osni Ortiga, no Porto da Lagoa. As últimas notícias dessa ciclovia são animadoras: em setembro, a Secretaria de Obras entregou o Relatório Ambiental Preliminar (RAP) à Fundação do Meio Ambiente (FATMA). Dessa maneira, logo após a temporada de verão devem começar as obras do passeio e ciclovia.

Este ano, apesar de tudo, as insatisfações dos ciclistas têm aumentado enormemente deste meados do ano. Uma seqüência de omissões têm sido a responsável por tudo. Apesar de inaugurada em 2010, a ciclofaixa do Rio Tavares ainda não foi finalizada – há nove postes em trechos de poucas centenas de metros – e estudos feitos este ano colocam em dúvida se o lado da pista escolhido é aquele que o ciclista usa no dia a dia.

A ciclofaixa da Cachoeira do Bom Jesus enfrenta problemas similares: postes ainda estão no meio da pista, que enfrenta, ainda, problemas de acessibilidade no principal cruzamento. Além disso, a pista foi, recentemente, quebrada para a instalação de importantes obras de saneamento básico.

A demora na apresentação dos projetos da ciclovia circum-universitária deixa apreensivos os estudantes da Bacia do Itacorubi, que convivem com situações diárias em que suas vidas são colocadas em risco. Ademais, a ciclovia da Rod. Admar Gonzaga está muito, mas muito mesmo, aquém das expectativas suscitadas nos ciclistas em 2009.

Ciclistas não reconhecem a ciclovia da Rod. Admar Gonzaga, no Itacorubi, como pista ciclística. A preferência de vários por se usar a rua indica que a ciclovia não cumpre adequadamente sua função. Foto: Fabiano Faga Pacheco.

Some-se a isto a omissão da fiscalização, que permite que automóveis estacionem em todas as vias ciclísticas da cidade, e está pronta toda uma situação tensa, prestes a entrar em ebulição.

O estopim da revolta dos ciclistas está na não construção de ciclovia na ampliação da rodovia SC-405 no Rio Tavares. Apesar de estar nos projetos municipais, os órgãos estaduais rejeitaram a mobilidade por bicicleta, colocando, dessa maneira, a vida dos ciclistas que trafegam pelo bairro em risco, não dando opção para o tráfego em ambos os sentidos da via, e optando por estacionamento do que por ciclovia e calçada. Os ânimos exaltaram-se ainda mais depois que o Estado de Santa Catarina recorreu de decisão do Ministério Público que incluía ciclovia na obra. Não é por outro motivo que não buscarem permanecer vivos que os ciclistas estão tremendamente descontentes.

Ciclistas arriscam-se por simplesmente deslocarem-se no Rio Tavares. A situação para eles tende a piorar. Foto: Fabiano Faga Pacheco.

Tal situação gerou que o trajeto da Bicicletada Floripa de dezembro não poderia ser outro que não aquele que passasse pelo Rio Tavares. É o que diz o “inconsciente coletivo”, para citar as palavras do cicloativista André Pasqualini, fundador do Instituto CicloBR.

Assim é que a Bicicletada do Bigode, tema escolhido para festejar mais esta edição,  acaba sendo ainda mais significativa. O “bigode”, sugerido para ser utilizado pelos participantes das intervenções lúdicas, proporciona ainda mais significações. Espera-se que Santa Catarina seja muito mais do que um Maranhão do Sul, e ouça os apelos pela vida de seus habitantes.

O ritmo da pedalada é leve, respeitando os limites físicos de todos os participantes. As leis de trânsito serão todas respeitadas no que vale ao conceito de Massa Crítica.

A saída será às 19h da praça de Skate em frente ao Shopping Iguatemi, na Trindade. A concentração tem início às 18h. Para quem vier do sul da Ilha ou da Lagoa da Conceição, a concentração será na Igreja São João Vianey, ao lado do Conselho Comunitário da Fazenda do Rio Tavares, às 18h. Às 19h, eles sairão em direção ao Trevo da Seta, próximo do qual ambos os grupos devem se encontrar.

Na ocasião, a deputada estadual Angela Albino (PCdoB) garantiu presença no evento, que é aberto a todos, sejam políticos ou não. A Bicicletada também conta com o apoio do Conselho Local de Saúde da Fazenda do Rio Tavares.

No sábado, a pedalada continua

“Gostaríamos de convidá-lo a participar da Mobilização pela Ciclovia na SC-405!

Como sabemos, o trecho do Rio Tavares está atualmente em obras, com a construção de uma nova pista pelo governo de Santa Catarina, que insiste em executar obras impensadas em todo o contexto da mobilidade urbana da região. A ausência de estudos do tráfego, a não construção de ciclovias, a não destinação da terceira pista para utilização exclusiva pelo transporte coletivo mostram que o planejamento urbano foi voltado exclusivamente para o automóvel, criando barreiras ao comércio local, prejudicando os ciclistas, pedestres e os usuários de transporte público.

Sabemos que a solução para a mobilidade urbana passa pelo binômio bike+ônibus, e não é o que está acontecendo na região. Como prova disso, o governo recentemente recorreu de Ação Civil Pública que determinou a implantação de ciclovia no trecho em obras em um ano, apesar de manifestações dos moradores, ciclistas, urbanistas e arquitetos. Além disso, nosso governador tem ignorado uma lei estadual (Lei 15168/2010) que OBRIGA a inclusão de ciclovia nas reformas de rodovias estaduais, indo na contramão de exemplos bem sucedidos em outros estados brasileiros e em outros países.

Precisamos nos mobilizar contra esse descaso com os ciclistas e com todos os meios de transporte coletivo em Florianópolis!”

Saiba mais:

Site, Facebook, Orkut e Blogue da Bicicletada Floripa.

TILAG: um terminal problemático

O conteúdo abaixo foi originalmente produzido pela versão on line do jornal Hora de Santa Catarina em 24 de julho de 2011 (às 12h10). Você pode ler a matéria no site do Hora aqui.

Apesar de ter alguns meses, ela continua atual: Chapecó ainda toma conta das bicicletas no TILAG – sim, elas existem! – à noite. A situação desse bicicletário foi analisada numa visita técnica em que o Bicicleta na Rua esteve presente, juntamente com o Movimento Ciclovia na Lagoa Já e a Companhia Operadora de Terminais de Integração (COTISA), a pedido da própria Secretaria Municipal de Transportes, Mobilidade e Terminais, em 03 de outubro.

Bicicletário de terminal de ônibus vira dormitório em Florianópolis

Tem de tudo no bicicletário do Terminal de Integração da Lagoa. Difícil mesmo é encontrar magrelas.

Quem utiliza ônibus todos os dias na região da Lagoa da Conceição mal percebe uma construção logo ao lado do Terminal de Integração (Tilag). Não é para menos. Erguido há quase dez anos, o bicicletário da área está praticamente abandonado.

A situação evidencia o descaso com o espaço destinado às bicicletas nos terminais de ônibus da Capital. Os poucos ciclistas que ainda tentam utilizar o bicicletário precisam dividi-lo com moradores de rua, viajantes e funcionários da Companhia Melhoramentos da Capital (Comcap).

Um dos homens que ocupa o lugar é Mauro de Paula Nery, o popular “Chapecó”. Ele afirma estar morando em um dos contêineres, colocados ali para guardar os materiais de limpeza da Comcap, há cerca de cinco meses.

– Quem me autorizou a ficar por aqui foi o próprio senhor Paulo (Germano Alves, superintendente da Lagoa) – conta, apontando para as suas roupas, que ficam dentro de um dos recipientes da companhia.

Se não tem outro espaço, vai esse mesmo

O presidente da Comcap, Antônio Marius Bagnati, admite que o espaço não é adequado para receber os funcionários. A utilização da área deu-se após negociação com a prefeitura. Anteriormente, a base dos funcionários era na própria intendência. Quando ela foi deslocada para a Avenida das Rendeiras, ficou decidido que eles ficariam com os vestiários do bicicletário.

– O problema é encontrar outro local para abrigar os funcionários. Sabemos que ali não é o ideal – conta Antônio, que diz não ter prazo para o deslocamento dos trabalhadores.

Mobilidade urbana

Para o vice-prefeito da Capital, João Batista Nunes, o principal problema é a falta de vias adequadas para andar de bicicleta, o que inviabiliza o uso dos bicicletários em maior escala.

Haveria estudos sobre o uso de bicicletas na cidade e a construção de novas ciclovias. João Batista diz que os recursos, que somam R$ 60 milhões, deverão vir do Ministério das Cidades nos próximos meses.

O vice afirma ainda que irá enviar uma equipe técnica para analisar a situação do bicicletário pessoalmente.

Quanto ao morador de rua, ele diz que enviará um funcionário da Secretaria de Assistência Social para retirá-lo dali, mas não informou para onde ele será encaminhado.

– Ali não é lugar – reafirmou.

Usuários do transporte coletivo se viram como podem para deixar suas bicicletas. Foto: Luís Prates.

Abrigo de viajantes

O casal Marcos Volz, 22, e Mariela Villar, 21, saiu de Missiones, na Argentina, no dia 10 de julho. Eles pretendem viajar durante um ano de motocicleta, tendo como destino final a Austrália. Na parada em Florianópolis, decidiram utilizar o bicicletário do Tilag como albergue, com a “autorização do Chapecó”. O espaço serve de abrigo quando não estão passeando.

Eles chegaram na última terça-feira (19) e devem ficar até segunda.

Leonardo Gorges

Pedaladas agradáveis

Na Lagoa da Conceição, haverá, neste sábado, 15 de outubro, o BikeInLagoa, um passeio ciclístico pelo centrinho lagunar para estimular o uso da bicicleta na região, uma iniciativa do The Language Club com o apoio da ViaCiclo. A saída será às 9h na Av. Afonso Delambert Neto 817.

No domingo, dia 16 de outubro, o passeio ciclístico será em Antônio Carlos. A saída será às 8h em frente à Igreja Matriz. A pedalada passará pelas comunidades de Usina Santa Bárbara, Rio Farias, Rachadel e Guiomar. Em Rachadel, haverá uma pausa para lanche e uma conversa com representante da ViaCiclo e da Polícia Militar. Quem quiser sair de Florianópolis, poderá encontrar ciclistas na passarela da Ponte Pedro Ivo Campos às 6h. O percurso até Antônio Carlos tem 36km de trechos aplainados.

Ganhadores do concurso de desenho sobre ciclovia na Lagoa serão conhecidos na Bicicletada

Já é tradicional. Em todo segundo sábado de cada mês a cena se repete: as bicicletas tomam conta da R. Ver. Osni Ortiga, no Porto da Lagoa. Essa cena tem sido comum nos últimos tempo. Afinal, em abril completou um ano desde que a população foi às ruas, num passeio ciclístico que reuniu cerca de 150 pessoas, mostrando a necessidade e a urgência em se construir infraestrutura cicloviária na região. Nessa época também foi criado o Movimento Ciclovia na Lagoa Já, que tem fiscalizado e pressionado continuamente o poder público, e já conta com participações em diversas reuniões e audiências.

Nos últimos meses, foi lançado um concurso de desenho em que o vencedor ganharia uma bicicleta Houston full suspension. Um total de 40 desenhos, feitos por crianças de até 14 anos, retratando a futura ciclovia da Lagoa da Conceição e temas correlatos, foram recebidos pela organização do concurso, que os utilizará na confecção de futuras chamadas para passeios ciclísticos.

Durante este sábado, 10 de abril, enquanto ocorrerá a Bicicletada da Lagoa, uma comissão julgadora independente avaliará os desenhos. Ao final do passeio, que começará às 15h em ponto na sede da AMPOLA (Associação de Moradores do Porto da Lagoa), na Rua Laurindo Januário da Silveira 5500, serão conhecidos os vencedores.

Mas ganhadores mesmos serão todos os moradores da comunidade. A ciclovia na Lagoa vai sair e deve ser concluída ainda este ano. Venha participar desta festa e comemore com eles!

Saiba mais:

Para não esquecer – Ciclovia na Lagoa da Conceição é urgente

(Mobilidade nas Cidades) Entrevista com Dário Berger

Conteúdo Especial - Bicicleta na Rua

Dário Berger, prefeito de Florianópolis, participou da cerimônia de abertura do I Fórum das Américas sobre Mobilidade nas Cidades, realizado na capital catarinense entre os dias 22 e 24 de março deste ano. Após discursar para os participantes, ele nos concedeu a seguinte entrevista, transcrita integralmente abaixo.

Como você prevê que estará a questão da mobilidade em Florianópolis ao final da sua gestão?

Eu diria que substancialmente melhor, mais ampliada do que quando eu evidentemente assumi a Prefeitura. Sabe que nós construímos o Elevado do Itacorubi, o Elevado de Campinas, estamos construindo agora o Elevado do Trevo da Seta e vamos construir o Elevado do Rita Maria, que são gargalos importantes e fundamentais de congestionamento que provocam enormes filas. Além disso, nós estamos investindo na mobilidade urbana como conceito de cidade, entendeu? Não é só a construção de elevados. Nós estamos pensando no pedestre, melhorando as calçadas para as pessoas caminharem, nós estamos investindo em ciclovias, para ter um novo meio de transporte alternativo, e nós estamos pensando em um outro modal de transporte urbano, que seria o metrô de superfície, que está sendo estudado e que, mais cedo ou mais tarde, terá que ser implantado. Além disso, nós estamos revitalizando os principais balneários com essa infraestrutura, proporcionando, assim, maior conforto e maior segurança em praticamente a cidade inteira.

Quais ciclovias você acredita que serão, de fato, implementadas em Florianópolis nos próximos anos?

Bem, hoje eu acabei de inaugurar a ciclovia do Campeche que liga o Rio Tavares. Mas agora nós vamos fazer a terceira pista da SC-405, que liga o Trevo da Seta até o Rio Tavares. A partir desse momento será construída  também uma nova ciclovia. Então você vem do Campeche até o centro da cidade por um sistema alternativo de ciclovia, porque você pega a Via Expressa Sul, que já existe a ciclovia, e vem até o centro da cidade por  uma ciclovia, liga com a Beira-Mar. Você pode observar que a Beira-Mar está completamente em obras, nós estamos fazendo todo o enrocamento, vamos ampliar as calçadas e vamos remodelar a ciclovia. Além disso, nós temos projetado todas as nossas rotas de tal forma que possam obedecer à pavimentação da rua, ao melhoramento da rua, mas também com as calçadas e com as ciclovias. Acho que nós estamos avançando bastante, acho que demos um primeiro passo e, daqui para frente, essa questão da mobilidade observada mais como um desenho urbano, e não só como a criação de novas ruas para  veículos. A nossa prioridade tem sido também colocar as pessoas em primeiro lugar em detrimento dos motores e dos veículos.

A ciclovia da Bocaiúva foi inaugurada há quase um ano. Ela, ainda hoje, não foi finalizada e volta e meia é difícil você passar por ela, justamente porque volta e meia há carros estacionados lá. A ciclovia do Rio Tavares ainda tem alguns postes no meio do caminho. Você pode falar o vai ser melhorado nas ciclovias e sobre a Osni Ortiga, vagamente falar na Osni Ortiga e no Itacorubi, que já devia ter saído no começo do ano?

Bem, a Osni Ortiga é um obra extremamente importante, uma reivindicação antiga, e a minha opinião é que nós temos que, em primeiro lugar, fazer é uma nova ponte na Lagoa da Conceição, de tal maneira que nós possamos oxigenar a lagoa pequena, porque a lagoa pequena tem só um canalzinho ali que a alimenta, que tem provocado grandes prejuízos à fauna e à flora daquela região. Concomitantemente com isso, nós temos um projeto de acesso alternativo à Avenida das Rendeiras para a Joaquina. E também temos já o projeto concluído da ciclovia da Osni Ortiga. Infelizmente, não existe recurso para que a gente possa fazer tudo ao mesmo tempo. Se nós tivéssemos essa possibilidade, meu desejo era que eu pudesse fazer todos esses projetos, implantar de uma forma imediata e bastante rápida. Mas, como você pode ver, a cidade está em constante transformação. Se você observar, na Avenida Hercílio Luz se criou um espaço urbano completamente diferente, mais aprazível, inclusive agora passa a ser uma alameda cultural. Se você vai para Canasvieiras, o centro de Canasvieiras foi todo remodelado também, com ciclovia, com calçadas e com passeio. Se você vai para Ingleses também. Se você agora vai para Cacupé, Santo Antônio e Sambaqui nós estamos também reconstruindo todos os nossos principais balneários. E evidentemente que temos um longo caminho a percorrer. E a outra questão que você me diz o seguinte. Ainda existem carros que estão estacionando em cima da ciclovia, ainda existem alguns postes que precisam ser removidos. São questões conjunturais que demandam, em primeiro lugar, uma alteração de concepção de utilização dos espaços urbanos. Acho que nós precisamos ter mais consciência, nós precisamos aprimorar, nós precisamos rever conceitos, reavaliar as nossas posições de tal maneira que a gente possa efetivamente construir a cidade que todos nós desejamos, que é uma cidade com mais espaços públicos, com mais verde, com mais qualidade para nos locomovermos, que seja de bicicleta, seja a pé, seja caminhando, ou seja com veículos, construindo os elevados, construindo as avenidas, de maneira que as pessoas possam se locomover com segurança e rapidez.

A ciclovia do Itacorubi e de Coqueiros, que estavam para sair, como é que está a questão delas?

Essa questão é como eu te digo, uma questão muito cultural. Existe uma reação muito grande de um segmento da sociedade que prefere que se mantenha o estacionamento a se fazer as ciclovias. Coqueiros, por exemplo, é uma via gastronômica e se utiliza aquele espaço para estacionamento para utilizar os principais restaurantes da orla. Então, isso tudo tem o seu tempo. O prefeito não é o imperador. O prefeito tem o poder da palavra e o poder do convencimento. A gente muitas vezes faz o projeto, mas tem dificuldade para implantar o projeto. E tem dificuldade até para fazer as pessoas compreenderem o projeto, como é o caso do nosso Plano Diretor, que nós fizemos agora que é democrático e participativo.

Dário Berger em entrevista para o Bicicleta na Rua durante o Fórum das Américas de Mobilidade nas Cidades. Foto: Juliana Diehl.

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“Nós precisamos rever conceitos de tal maneira que a gente possa efetivamente construir uma cidade com mais qualidade para nos locomovermos, que seja de bicicleta, seja caminhando, ou seja com veículos, construindo os elevados, construindo as avenidas, de maneira que as pessoas possam se locomover com segurança e rapidez.”

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“O Plano Diretor que nós elaboramos é um encanto! As pessoas de repente estão meio preocupadas porque não tiveram tempo de analisar profundamente ainda todos os detalhes que norteiam o Plano Diretor.

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Como está a parceria do governo do Estado com Florianópolis para que passe um trem pela Ponte Hercílio Luz?

O projeto de viabilidade econômica está em licitação. Vamos definir o traçado, definir a viabilidade econômica e depois, evidentemente, buscar os parceiros para a implantação do metrô de superfície, que possa atender, sobretudo, à região metropolitana, que seria, principalmente, nesse primeiro momento, São José e Florianópolis. Depois, São José, Palhoça, Biguaçu e Florianópolis.

Especificamente em Florianópolis tem alguma idéia de por que locais ele passaria?

Passa pela Ponte Hercílio Luz. A princípio, temos vários estudos. Poderíamos utilizar o próprio sistema viário existente como poderíamos usar a Beira-Mar Continental, ligando à Beira-Mar de São José em Barreiros, porque um dos grandes projetos que tem que sair do papel nos próximos anos é mais uma ligação entre a ilha e o continente. Como você pode observar há um saturamento de acesso entre a ilha e o continente. Sobretudo porque, se você observar no mapa, nós temos apenas o acesso sul de entrada da ilha. Você vem do sul do Estado, você vem de Criciúma, você vem de Porto Alegre, você vem de Palhoça, você entra e a tendência de você é ir para o Sul da ilha. O que que nós precisamos? Nós precisamos criar um novo acesso de entrada e de saída da ilha. Quem vem de Joinville, quem vem de Curitiba, quem vem de Biguaçu, entra por esse acesso norte, pega a Beira-Mar Norte e, evidentemente, vem para o norte, criando, então, esses dois acessos. Isso seria através de um túnel, que já está sendo projetado também. E o metrô de superfície pode passar pela Ponte Hercílio Luz ou pode passar pelo túnel ou pode passar por  outra alternativa. Esses estudos ainda são preliminares e estão sendo discutidos com os técnicos do governo do Estado e com os técnicos da prefeitura.

Na Ilha, ficaria onde? Chegaria à universidade ou à Lagoa? Ou está meio obscuro ainda?

A princípio, se faria algo como o que existe em Paris, seria uma périphérie. Seria um círculo que passa pela Beira-Mar, circula a Deputado Antônio Edu Vieira e volta pelo centro da cidade, fazendo esse grande contorno da Bacia do Itacorubi, alimentando-se, então, depois, com os ramais pro sul, pro norte, pro leste da ilha, de acordo com a necessidade.

Como seria a questão do transporte sustentável no novo Plano Diretor Participativo?

O transporte sustentável é sempre uma exigência e um desafio para os administradores públicos. O transporte sustentável é um problema aqui em Florianópolis como é um problema em Joinville, um problema também em Stuttgart – se não é um problema ainda maior -, como é um problema em Paris. Na verdade, a mobilidade urbana e o transporte sustentável é realmente o grande desafio para as civilizações do futuro. Você vê que cidades consagradas, como é o caso de Stuttgart, que é um modelo de gestão, mesmo assim, nos horários de picos, nas principais vias, existe um congestionamento significativo como o nosso. E por quê? Porque a qualidade de vida vai aumentando, no mundo inteiro vai aumentando, e muito embora você tenha transporte alternativo, de metrô, de trem de superfície, de ciclovia e de outros transportes, mesmo assim existe uma dificuldade enorme de buscar uma sustentabilidade no transporte coletivo. E como é que se busca isso? Com essas alternativas, com você ampliando as formas de acesso que a população terá para se locomover. E não só através do carro pop, e sim o do transporte coletivo, seja ele marítimo, seja ele de bicicleta, seja ele a pé ou seja ele através de metrôs, seja metrô de superfície ou seja metrô subterrâneo. E acho que esse é o desafio das grandes cidades e Florianópolis já está partindo desse patamar de uma grande cidade.

O Plano Diretor que nós elaboramos é um encanto! Comparado ao plano diretor atual com o Plano Diretor proposto pela nossa administração, este é 75% aproximadamente mais restritivo do que o atual. Então não existe motivo nenhum para preocupação com relação à implantação do novo Plano Diretor. Não seria eu, um cidadão menos ajuizado de elaborar um Plano Diretor que não buscasse a sustentabilidade da cidade para os próximos dez, vinte, trinta anos. Então eu deixaria como estava. Eu não seria desavisado e inconseqüente de levar uma proposta para a sociedade e para a Câmara de Vereadores que não tivesse esse viés de sustentabilidade. Só o tempo dirá.

As pessoas de repente estão meio preocupadas porque não tiveram tempo de analisar profundamente ainda todos os detalhes que norteiam o Plano Diretor, que foi construído de forma democrática e participativa. A partir do momento em que todos tiverem conhecimento do Plano, você vai ver que o Plano tende a ser uma unanimidade, porque foi construído com uma leitura democrática e participativa das comunidades. E depois nós juntamos isso tudo um projeto de lei. E esse Plano Diretor, é bom que eu diga para você e para todos os cidadãos de Florianópolis o seguinte: esse  não é o Plano definitivo e acabado. Ele é susceptível de alterações, de sugestões, de supressões, de melhoramentos, e cujo fórum pode ser ainda através da prefeitura. Nós ainda estamos recebendo até o dia 30 todas as sugestões. Os que tiverem sugestões para fazer podem fazer por escrito, justificando devidamente até o dia 30. Nós vamos receber essas sugestões e podemos incorporar já à proposta do Plano Diretor ou encaminhar anexo ao nosso Plano Diretor que nós elaboramos, enviando à Câmara de Veradores, para que já tenha essas informações preliminares, essas sugestões comunitárias que precisam ser levadas em consideração no momento da aprovação.

Então eu queria dizer para vocês com relação ao Plano Diretor que não há motivo para preocupação. Há motivo sim de preocupação das grandes construtoras. O Plano Diretor diretor privilegia as áreas verdes, os parques, os espaços públicos, redefine a ocupação do solo de tal forma que seja mais racional, mais equilibrada, ao contrário do que aconteceu ao longo da história de Florianópolis, com as construções dos paredões que vocês conhece hoje aí. Então, eu queria dizer para vocês que essa tentativa de nós entregarmos o Plano Diretor para a Câmara de Vereadores, houve uma pequena reação dizendo assim, com uma expectativa de que o Plano Diretor possa desconfigurar a nossa cidade e proporcionar uma insegurança e um crescimento desordenado ou exagerado de nossa cidade. Pelo contrário: ele é extremamente restritivo.

Agora, evidentemente que nós também não podemos estancar o desenvolvimento da cidade. Porque a cidade, quer queira ou quer não queira, ela tem que crescer para algum lugar, você está compreendendo? Não existe a gente colocar um marco zero por aqui e dizer o seguinte: ‘bem, a partir de agora, não se constrói mais nada, não se faz mais nenhum prédio, não se faz mais nenhuma casa’. Isso não existe. Esse Plano Diretor tem as suas regras, os seus procedimentos e é o que  nós estamos propondo. Como eu te falei, ele não é acabado, nós não temos o objetivo de ter descoberto o melhor Plano Diretor. Ele vai para a Câmara de Vereadores, será novamente amplamente discutido com toda a sociedade, que poderá fazer sugestões. E a Cãmara terá todo o direito de ampliar, de melhorar, de alterar e fazer com que a gente possa ter um Plano Diretor que atenda à grande maioria da população.

Saiba mais:

Acompanhe mais notícias sobre o 1º Fórum das Américas Sobre Mobilidade nas Cidades

Veja também:

Florianópolis: Plano Diretor NÃO Participativo

Para não esquecer – Ciclovia na Lagoa da Conceição é urgente

A reportagem abaixo foi originalmente publicada no Jornal da Lagoa, na segunda quizena do mês de agosto de 2009. Você pode conferir a reportagem em .png aqui.

Ciclovia é urgente

Movimento. A ciclovia pode ser uma possibilidade de via para transporte

O Movimento Ciclovia da Lagoa Já é o resultado de 12 anos de organização dos moradores do Porto da Lagoa através da AMPOLA (Associação dos Moradores do Porto da Lagoa), pela construção de ciclovias ao redor da orla da Lagoa da Conceição, em especial na Rua Osni Ortiga. Os responsáveis pela direção do movimento são Gilson Ruiz, Luis Amilton Moura Ferro e Daniel Costa.

A Avenida Osni Ortiga, na Lagoa da Conceição, vai ganhar ciclovia e passeios para pedestres. As obras de revitalização devem custar cerca de R$ 1 milhão e o projeto nal será apresentado para os moradores da Capital no dia 5 de setembro.

A ciclovia Rota 9 terá uma extensão de 3,2 quilômetros, sendo dois de vias exclusivas para bicicletas e 1,2 quilômetro de via compartilhada de baixa velocidade. A faixa vai ligar a Avenida das Rendeiras, principal acesso às praias do Leste de Florianópolis, ao Rio Tavares, na região Sul.

O Poder público decide construção

O vice-prefeito e secretário de Transportes, Mobilidade e Terminais, João Batista Nunes, e o secretário de Obras, José Nilton Alexandre, reuniram-se com representantes comunitários da região da Lagoa da Conceição para discutir a obra de revitalização da avenida Osni Ortiga. O encontro aconteceu no gabinete do vice e contou ainda com a presença do vereador Renato Geske (PR) e técnicos do IPUF (Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis), órgão responsável pela elaboração do projeto final.

Segundo Gilson Ruiz, ainda não foi decidido nada na audiência de 5 de agosto. “A verba já esteve programada no orçamento, mas na hora da execução é direcionada para outras necessidades. A Ampola já entregou abaixo assinado e uma cópia do anteprojeto nas mãos do prefeito”, diz o militante.

União. Bicicletada já é tradicional. Foto: Jonatha Junge/Divulgação/JL.

O projeto para construção da ciclovia já existe há 15 anos e não é isolado. A Lagoa da Conceição é o segundo cartão postal de Florianópolis, cando atrás somente da ponte Hercílio Luz. O bairro não tem um passeio decente, com iluminação ou segurança na orla.

A ciclovia pode ser um meio de transporte. A Lagoa é um centro comercial, com mão-de-obra, estudantes, escolas. O projeto da ciclovia vai além do lazer. Com a ciclovia é possível levar as crianças à escola. Os carros estão invadindo as ruas. Todo o planejamento da cidade está em função do carro, o programa Tapete Preto visa favorecer somente o carro. “É uma tentativa de inverter a visão, humanizando o transporte. Florianópolis tem potencial para construção de ciclovias, encher a capital de estradas não adianta nada”, diz Luiz Moura.

Para o movimento a luta é muito ampla. Quem anda de bicicleta pode usar para trabalhar ou para o lazer, passeio e não favorece nenhuma classe social. Até mesmo cadeirantes podem usar o espaço ou pais com seus
carrinhos de bebê.

Projeto prevê instalação de lombadas eletrônicas

Outra preocupação tratada no encontro foi a segurança e a velocidade dos veículos na avenida. De forma emergencial, a Secretaria dos Transportes se comprometeu a viabilizar a colocação de placas de trânsito estabelecendo 60 Km/h como velocidade máxima.

É preciso mobilizar a comunidade para pressionar as autoridades para que forneçam uma resposta. O movimento Ciclovia na Lagoa Já é apartidário, mas não é apolítico. Todo o segundo sábado de cada mês é realizado o bicicletaço. Dia 26 de setembro irá acontecer o passeio ciclístico da Primavera. Venha, participe!

Saiba mais:

Os avanços da ciclovia
Audiência Pública na Lagoa
Projeto da Ciclovia da Rua Osni Ortiga
Projeto da Ciclovia
Florianópolis implantará ciclovia na Lagoa
A reunião com os secretários da Prefeitura
A audiência pública na AMPOLA

Veja também:

Veja como foi o primeiro Passeio Ciclístico da Lagoa.

Relatos:

Bicicleta na Rua
Jornal da Lagoa
Jornal Notícias do Dia
Movimento Ciclovia na Lagoa Já

Fotos:

Ana Carolina Vivian
Caminhos do Sertão
Ciclista Fabiano

Vídeos:

Bicicleta na Rua
Daniel de A. Costa
Lagoa Virtual
Patrola – RBS TV/Globo

Problemática:

Bicicleta na Rua
Caminhos do Sertão
Jornal da Lagoa
Jornal Notícias do Dia
Movimento Ciclovia na Lagoa Já

Continuam as pedaladas por terras sulinas

Já foi falado, numa postagem anterior, sobre ciclistas catarinenses que aproveitavam as férias para viajar e sobre pessoas de outros Estados que vieram conhecer a região Sul sobre duas rodas.

Agora, será feita uma atualização sobre a situação dos cicloviajantes, bem como a divulgação de novos passeios ciclísticos e empreitadas.

Documentário Floripa-Santiago

Confirmou-se a separação dos ciclistas do Documentário Floripa-Santiago em dois grupos. Os ciclistas que ficaram para trás voltaram a ficar sozinhos.

Desconhece-se o paradeiro dos ciclistas do curso de Ciências Biológicas da UFSC que também fazem percurso semelhante.

Abaixo, o vídeo dos ciclistas do projeto feito pelo Diário Catarinense.

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.

EcoAustral

Os ciclistas da Travessia Pacífico-Atlântico já começaram o novo projeto, batizado de EcoAustral. Eles partiram de Florianópolis rumo a Ushuaia, na província argentina de Tierra del Fuego. Entretanto, logo de cara a equipe já enfrentou desafios, que prometem ser maiores ainda durante o percurso. Acompanhe a aventura deles através do blogue http://ecoaustral2010.wordpress.com.

Veja abaixo o vídeo de promoção da empreitada anterior.

Rumo ao Fórum Social Mundial

Já partiram os ciclistas que pretendem ir de São Paulo rumo a Porto Alegre para o Fórum Social Mundial. Eles saíram da Praça do Ciclista, na capital paulistana, às 5h do dia 7 de janeiro de 2009.

Para acompanhar esse desafio, acompanhe o http://pedalfsm2010.wordpress.com.

Bicicletada na Lagoa da Conceição

Amanhã acontecerá a primeira Bicicletada em Florianópolis, saindo às 15h da R. Laurindo Januário da Silveira 5500, ao lado da igrejinha do Porto da Lagoa.

Aproveite a época do ano novo e renove-se, tire a poeira da bicicleta e contribua para o fortalecimento dos projetos de implantação de calçada e ciclovia na Lagoa da Conceição.

Italia Catarinense

Um grupo de cicloturistas italianos será recepcionado neste domingo, 10 de janeiro, em sua chegada em Florianópolis. Um grupo sairá da loja Della Bikes, em Florianópolis, às 13h rumo a Palhoça, onde os ciclistas encontrarão os italianos, que virão de Santo Amaro da Imperatriz, no posto entre a BR-101 e BR-282. De lá, eles virão margeando o mar de volta à Ilha de Santa Catarina. Qualquer um que quiser recepcioná-los será bem-vindo!

Para acompanhar a expedição dos italianos, siga o www.italiacatarinense.com.br.

Saiba mais:

Ciclistas viajarão de Florianópolis a Santiago para mostrar eficiência da bicicleta – sobre o Documentário Floripa-Santiago.
Grupo de estudantes fará expedição de bicicleta entre Chile e Argentina – sobre o EcoAustral 2010.

Veja também:

Ciclista já conheceu mais de 3000 cidades com a sua bicicleta

Pedaladas deste final de semana

Em várias regiões de Florianópolis, este fim-de-semana será especialmente agradável para se pedalar. Ocorrerão vários passeios ciclísticos, sendo um no centro, um na Lagoa e um no Norte da Ilha. Fique atento à programação e junte-se ao pedal mais próximo de sua casa. É tudo gratuito!

Sábado, 12 de dezembro

Bicicletada da Lagoa da Conceição

Desde maio, todo segundo sábado de cada mês ocorre a Bicicletada da Lagoa da Conceição, que sai pontualmente às 15h da sede da Associação de Moradores do Porto da Lagoa, na R. Laurindo Januário da Silveira 5500. O ritmo do passeio é leve e foi uma forma de os moradores da região pressionarem o poder público para finalmente concretizar um sonho antigo: construir uma ciclovia na R. Ver. Osni Ortiga. Após audiências públicas e reuniões, ficou acertada a implementação de ciclovia e passeios na região. O prazo para sua conclusão é 2010. Enquanto isso, a comunidade relembra mensalmente da promessa e ainda se diverte pela belas paisagens que o local oferece.

Projeto Ecobike

Este projeto ainda é uma incógnita pela escassez de informações a respeito dele. Ele está sendo organizado pelo SBT Santa Catarina e pelo Instituto Mangue Vivo. A saída deve acontecer às 17h do Koxixo’s, na Av. Beira-Mar Norte.

Segue o release para maiores esclarecimentos:

O Verão é a estação do ano mais especial é aguardada. É nessa época que todos querem praticar esportes, estar ao ar livre e em contato com a natureza, principalmente porque é o momento que muitos dedicam-se às suas férias.

Para comemorar essa estação, estimular a prática de esportes e melhorar a qualidade de vida da população, o SBT Santa Catarina em parceria com o Instituto Mangue Vivo apresentam o Projeto: “ECOBIKE”.

Um evento diferenciado com o objetivo de reunir as famílias para se divertir e interagir com a cidade, em nome da “Mobilidade Urbana e da melhoria da qualidade de vida”.

O ECOBIKE em um passeio de Bicicleta com jeito de gincana, com tarefas e sorteio de brindes. Será no sábado, dia 12 de dezembro, a partir das  17 horas, com saída no estacionamento do Bar Kuxixos [tsc], na Av. Beira Mar e chegada ao mesmo ponto. Os participantes vão percorrer toda a extensão da avenida pela ciclovia.

O ECOBIKE terá o envolvimento de profissionais especializados para fazer do passeio uma experiência única. Serão técnicos, motoristas, agentes batedores do Diretran, locutores, enfermeiros e atendentes da ambulância de resgate e mecânicos de Bike-oficina para o conserto das Bicicletas.

No local de saída e chegada do passeio será organizado um circuito com pontos de paradas, e outros atrativos, garantindo uma ação voltada diretamente para a diversão e entretenimento das crianças.

Domingo, 13 de dezembro

Pedala Ingleses

Ingleses contará ainda este ano com mais um passeio ciclístico. O Pedala Ingleses é uma promoção da ACIF – Associação Comercial e Industrial de Florianópolis. Ele estava programado para ser realizado a algumas semanas atrás, mas só agora surge com força para agitar a comunidade.

O encontro será na EE Intendente José Fernandes, na Rod. João Gualberto Soares, às 9h. Grande parte do trajeto será feito pelas ciclovias da região e tradicionalmente os moradores de Ingleses comparecem em peso aos passeios ciclísticos pela região.

A programação pode ser encontrada aqui.

Bicicletada na Lagoa da Conceição para inspirar as crianças

Neste sábado irá ocorrer mais uma edição da Bicicletada da Lagoa da Conceição. Como ocorre desde abril deste ano, a Massa Crítica irá se concentrar a partir das 14h30min na sede da Associação de Moradores do Porto da Lagoa (AMPOLA), na Rua Laurindo Januário da Silveira 5500, ao lado da igrejinha do Porto da Lagoa, próximo à bifurcação com o Canto da Lagoa. O pedal lúdico-educativo sairá às 15h em percurso em ritmo leve pelas ruas do bairro. A Bicicletada ocorrerá independente das condições climáticas.

Floripa - Lagoa da Conceição 2009-11-14

Esta Bicicletada apresentará um diferencial: devem ser apresentadas as regras para o concurso de desenho do Movimento Ciclovia na Lagoa Já. Este concurso será voltado às crianças, que deverão expressar algo na linha de como a ciclovia vai beneficiar o bairro, qual a sua importância na vida das pessoas  e da comunidade e como ela pode contribuir para a sustentabilidade. O vencedor irá ganhar uma bicicleta Caloi Houston full suspension nova, que provavelmente será entregue durante a Bicicletada da Lagoa de dezembro.

Saiba mais:

Relato da Bicicletada da Lagoa de outubro – Por Daniel Costa

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