Rio Tavares: comissão de moradores e ciclistas reúne-se nesta segunda

A reunião entre moradores e técnicos do DEINFRA e da Secretaria de Estado de Infraestrutura que ocorreu no dia 4 de janeiro deu origem a duas comissões para solucionar os conflitos na reigão.

A comissão de moradores e ciclistas tem como componentes representantes das associações de moradores do Rio Tavares, Fazenda do Rio Tavares, Cachoeira do Rio Tavares e Porto da Lagoa, além de ciclistas da Bicicletada Floripa, da ONG ViaCiclo e da comissão municipal Pró-Bici. A reunião deles vai ocorrer nesta segunda-feira, 9 de janeiro, às 20h, no Conselho Comunitário da Fazenda do Rio Tavares, próximo ao Terminal de Integração do Rio Tavares (TIRIO). Em reunião anterior que contava com esses mesmos membros foi elaborado um documento, já encaminhado à Secretaria de Estado de Infraestrutura, com assinatura de cerca de 450 moradores, com as solicitações abaixo:

 – Quatro retornos ao longo da Comunidade da Cachoeira do Rio Tavares [onde ocorreu a obra de ampliação da SC-405]
– As marquises dos pontos de ônibus

– Calçadas e acostamento adequados para que todos possam ter acesso
– Ciclovia
– Lombada eletrônica
– Sinalização

A reunião entre os técnicos ainda não possui data marcada, bem como não há previsão de nova reunião envolvendo os técnicos e a comunidade.

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Palhoça: Pedestres em segundo plano no Aririú

O recorte de reportagem abaixo foi originalmente publicado no Jornal Notícias do Dia, versão de Palhoça, em 15 de dezembro de 2010 (pág. A2). A matéria, na íntegra, pode ser vista  em .png aqui.

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Pedestres ignorados nas ruas

Lombadas. Motoristas aproveitam a falta de fiscalização e abusam da velocidade na área urbana

Há quase dois meses desligadas, as lombadas eletrônicas fazem falta para o processo de humanização do trânsito na área central e bairros de Palhoça, principalmente aos pedestres que transitam pela avenida São Cristóvão, no Aririú. Comerciantes e moradores locais reclamam da alta velocidade dos motoristas na via, aumentando os riscos de acidentes.

Aririú. Avenida São Cristóvão, a principal do bairro, não tem fiscalização contra motoristas apressados. Foto: Washington Fidélis/ND.

De acordo com relato de moradores, já houve dois atropelamentos desde que o equipamento parou de funcionar. “Às vezes, a gente tem que ajudar algumas pessoas mais velhas a atravessar, é um perigo”, relata Marilene da Silva Pinho, 36 anos. Segundo ela, até mesmo alguns motoristas de ônibus têm exagerado na velocidade. “Por causa da alta velocidade, eles nem param nos pontos para os moradores. Não dá tempo”, diz Marilene. Ela também reclama da ausência de faixas de pedestres.

Pressa. Marilene da Silva Pinto diz que nem os ônibus param no ponto. Foto: Washington Fidélis/ND.

A comerciante Ana Cláudia Truppel, 26 anos, também está insatisfeita com a situação. Segundo ela, a proximidade com um santuário faz com que a rua seja movimentada. “Eles querem que a gruta seja ponto turístico, mas não pensam na viabilidade disso”, comenta, insatisfeita. Ainda neste ano, segundo Truppel, foi solicitada à prefeitura a criação de um redutor de velocidade, a 100 metros da lombada eletrônica desligada. Atualmente, há uma placa indicativa no local, mas a lombada ainda não foi implantada.

Faixa. Ana Cláudia Truppel confirma que falta segurança aos pedestres. Foto: Washington Fidélis/ND.

De acordo com o superintendente de trânsito, Luiz Carlos Duncke, a previsão é de que as lombadas voltem a funcionar em janeiro do próximo ano [2010]. “Anteriormente, a população reclamava das lombadas, dizendo que eram caça-níqueis, agora todos reclamam para que voltem a funcionar”, diz. As 18 lombadas eletrônicas arrecadavam, em média, R$ 80 mil por mês. Para o próximo ano, mais 20 equipamentos devem ser instalados.

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