Ciclovia no Rio Tavares pode sair após 3 anos de atraso

Foi lançado no dia 29 de outubro, o terceiro edital para obras de ciclovias e calçadas na SC-405, no Rio Tavares, em Florianópolis.

O terceiro edital quase um ano após a segunda tentativa de dar vazão à obra ter ficado sem concorrentes. Segundo o Departamento Estadual de Infraestrutura (DEINFRA/SC), a ausência de empresas interessadas nas demais licitações deveu-se ao fato de o valor da obra ser pequeno quando comparada a outras obras em implantação no Estado. Ao contrário do que foi afirmado em 2011, nenhuma dessas novas obras contempla infraestrutura cicloviária adequada, nem mesmo a da SC-403, cujo tratamento cicloviário está péssimo, contando com largura insuficiente segundo os parâmetros técnicos e ausência de adequações cicloviárias nas intersecções.

De fato, agora o valor para a obra é superior. Estão previstos para a implantação de lombofaixas, calçadas e ciclovia o montante de R$2.122.540,27. A partir do início das obras, devem-se passar oito meses até o seu término.

:: Baixe aqui o edital Edital de Concorrência 0065/2013 e seu Anexo

A ciclovia na SC-405 era uma reivindicação dos ciclistas e da comunidade de 4 bairros desde 2008, quando recomeçaram os planos para duplicação da via. Além de ciclovia, as comunidades exigiam uma faixa exclusiva para o transporte coletivo. A terceira faixa da SC-405 acabou sendo aberta aos automóveis. Inaugurada num final-de-semana, teve seu primeiro congestionamento observado logo na primeira segunda-feira, demonstrando a ineficácia da medida como obra de trânsito e de mobilidade urbana. Em um ano, triplicaram os “acidentes” envolvendo pedestres e ciclistas.

A via, em vez de conectar, separou o bairro ao meio.

Em janeiro deste ano, a Bicicletada Floripa foi para a região congestionada. Os ciclistas, de variadas idades, foram mais velozes que os automóveis. Foto: Fabiano Faga Pacheco.

Se o preço das obras subiu, a qualidade técnica aparenta ter subido pouco. O projeto, feito em parceria com moradores e ciclistas, foi feito para a ciclovia ser inaugurada rapidamente, em julho de 2012. As visitas técnicas terminaram no começo de março do mesmo ano e apenas em outubro foi lançado o primeiro edital.

Passados dois anos, esperava-se, pelo menos, que o projeto fosse consideravelmente melhorado, com previsão de ciclovia bidirecional de 3 metros e calçadas de 2m, o que não irá ocorrer. Três metros deve ser a largura que pedestres, ciclistas e postes devem compartilhar para sair do caminho dos carros. A extensão continua sendo de 2,34km, abrangendo o trecho entre o Trevo da Seta e a ponte sobre o Rio Tavares.

A perspectiva para o futuro também não é das melhores. Nos últimos cinco anos, nenhum engenheiro do DEINFRA nem de empresas que “tradicionalmente” lhe prestam serviços participou das capacitações técnicas realizadas em Santa Catarina nos últimos cinco anos.

Ainda assim, a vida urge pela pressa na execução da obra. Torcem as crianças que estudam nas escolas da região para que, desta vez, haja alguma empresa interessada. Torcem também os seus pais. Torcem os moradores que diariamente se arriscam ao cruzar a região, em atividades tão simples quanto ir à mercearia e à padaria. orcem, enfim, as pessoas cujas vidas serão salvaguardadas.

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A reportagem abaixo foi originalmente publicada na edição on line do periódico Diário Catarinense em 02 de fevereiro de 2012 (às 22h06). Você pode vê-la no site do DC aqui.

Trânsito na Capital

Semáforos na SC-405, em Florianópolis, começam a funcionar no domingo

Controle será feito manualmente pelos policiais

A segunda rodovia mais movimentada de Santa Catarina e a primeira com pista reversível poderá ficar mais segura este ano. Nesta semana, o secretário de Infraestrutura do Estado, Valdir Cobalchini, anunciou que irá resolver dois entraves da terceira pista da SC-405, no Sul da Ilha, em Florianópolis, até o final de 2012. A previsão é de que as obras iniciem logo após a temporada de verão.

O Departamento Estadual de Infraestrutura (Deinfra) também promete ligar os semáforos de reversão da pista até domingo. Os problemas encontrados ao longo do trecho de 2,4 quilômetros da rodovia foram enumerados há 20 dias em uma reportagem do DC.

Segundo Cobalchini, o projeto de execução será elaborado neste mês e prevê a construção de uma ciclovia e calçada com 2,5 metros de largura do lado direito da terceira pista (no sentido praia-Centro) com uma extensão de 2,4 quilômetros.

A medida irá solucionar o conflito existente entre pedestres e veículos e pode aumentar a segurança dos moradores que circulam a pé e de bicicleta. O segundo problema, que o secretário promete resolver este ano, é a distância de 400 metros entre as faixas de pedestre. Ele garante que serão construídas faixas com lombadas ao longo da via.

O novo modelo é uma espécie de lombada que fica acima do nível normal da rua sinalizada com pintura em solo que permite a travessia mais segura de pedestres já que os veículos precisam diminuir a velocidade ao passar por elas.

O secretário de Infraestrutura diz que depois do Carnaval irá se reunir com os engenheiros responsáveis pelo projeto para definir quantas serão construídas e onde elas estarão posicionadas na pista.

— Estas medidas são emergenciais, os outros problemas tentaremos resolver ao longo do ano junto à Polícia Rodoviária Estadual — diz.

Cobalchini se refere à falta de retornos na rodovia e a possibilidade de diminuir a velocidade permitida de 60km/h para 40km/h. Para estes, não há previsão de início das obras.

A previsão é de que as obras iniciem logo após a temporada de verão. Foto: Fernando Salazar / Especial / Agencia RBS.

As melhorias atendem à reivindicação dos moradores que formaram a Comissão Pró-Segurança da SC-405. Entre os pedidos estão as faixas com lombadas, a redução da velocidade na via e os retornos.

— Na segunda-feira, vamos percorrer todo o trecho da rodovia para ajudar a definir qual espaço que será destinado aos pedestres e aos ciclistas. Esperamos que os demais problemas ganhem soluções — diz Anselmo Döll, integrante da comissão.

Outro problema que ganhou um prazo para solução é o funcionamento dos cinco semáforos (que indicam o sentido do fluxo de veículos). Eles permanecem desligados desde o dia da inauguração, em dezembro do ano passado. De acordo com o Departamento Estadual de Infraestrutura (Deinfra), a empresa responsável pelo serviço deve instalar as baterias nos aparelhos até domingo, quando eles passam a funcionar. Hoje, a reversão do tráfego é feita manualmente por quatro policiais rodoviários estaduais

A SC-405 é considerada pelos moradores da região como “rodovia perigo”. O trecho está sem acostamento, sem calçadas, sem ciclovia e sem retorno. O fluxo de veículos atinge até 40 mil/dia na temporada de verão em uma localidade que concentra mais de 4 mil moradores e um intenso movimento de comércio.

Os sete nós da SC-405

1 – Pedestres em conflito com os veículos

Solução para 2012: hoje há uma faixa de pedestre a cada 400 metros. Com a distância muitos pedestres se arriscam atravessando a rodovia em meio aos veículos. Por isso, serão instaladas faixas com lombadas. Com elas, os motoristas se obrigam a diminuir a velocidade e os pedestres cruzam a via com mais segurança.

2 – Na teoria é rodovia, na prática é uma avenida

Solução para 2012: para o trecho se tornar mais humanizado e seguro a rodovia precisa receber calçadas e ciclovias. Elas deverão ser concluídas ainda este ano.

3 – Semáforos sem bateria e sem controle remoto

Solução prevista para domingo, 5: os cinco pórticos com semáforos ainda não funcionam. Mas o Deinfra promete que eles voltam a funcionar no domingo.

4 – Sem possibilidade de retorno ao longo do trecho

Solução prevista, mas sem prazo: o secretário de Infraestrutura diz que a intenção é fazer um retorno no meio do trecho, mas ainda não sabe informar como e quando ele será feito.

5 – Falta de espaço

Sem solução prevista: o Departamento Estadual de Infraestrutura afirma que para a melhoria do fluxo de veículos na região o ideal é duplicar a rodovia. Para isso, seria necessário desapropriar 70% do comércio local o governo, até o momento, não tem intenção de iniciar esta desapropriação.

6 – Sem horário fixo para reversão

Sem solução prevista: o projeto da pista reversível previa que a mudança do sentido ocorreria duas vezes ao dia, sempre às 6h e às 15h.

Mas, como o fluxo durante a temporada de verão é variável, até março não há um horário fixo. Quatro policiais militares continuam no local para orientar o trânsito.

7 – Uma obra provisória

Sem solução prevista: a terceira pista da SC -405 sozinha não elimina os congestionamentos na região. Ela ainda depende da duplicação dos 11km da SC-401 Sul (Diomício Freitas). O edital deve ser lançado até fevereiro e a entrega das obras é para o final de 2014.

Aline Rebequi

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Está marcada para esta terça-feira, dia 24 de janeiro, na Secretaria de Estado de Infraestrutura de Santa Catarina, no Edifício das Diretorias, R. Tenente Silveira nº162, em Florianópolis, às 17h, a reunião entre a comissão de ciclistas e moradores da região do Rio Tavares e os técnicos do Departamento de Infraestrutura (Deinfra) para discutir as melhorias nas obras de ampliação da SC-405, inaugurada incompleta.

A Comissão Pró-Segurança da SC-405, formada por associações de moradores e conselhos comunitários dos bairros Fazenda do Rio Tavares, Cachoeira do Rio Tavares, Rio Tavares e Porto da Lagoa, além de ciclistas da ONG ViaCiclo, Bicicletada Floripa, Pró-Bici e Associação Ecochannel vai propor as soluções abaixo:

– Reinstalação das faixas de pedestres nos locais compreendidos entre o Trevo da Seta e a ponte sobre o rio Tavares, que foram retiradas mas nem todas recolocadas;
Lombofaixas, de maneira que as faixas de pedestres fiquem ao nível do passeio, proporcionando medidas de acalmia de tráfego (traffic calming) que permitam a travessia segura de pedestres e portadores de necessidades especiais;
– Lombofaixa na região do Trevo do Rio Tavares, de modo a possibilitar a clara preferência do pedestre na travessia;
Redução da velocidade máxima permitida para 40km/h (por sinal, maior do que a velocidade média dos automóveis na cidade);
– Três retornos ao longo do trecho, sendo um a manutenção da rótula no Trevo do Rio Tavares, um sob o Trevo da Seta, em mão inglesa, e um na altura da saída dos ônibus da empresa Insular (ex-Ribeironense), desonerando os ônibus de fazerem trajetos maiores e possibilitando retorno próximo à metade do trecho em questão;
Calçadas;
Ciclovia – e não ciclofaixa – em toda a extensão do bairro, com o projeto tendo que ser aprovado pela Bicicletada Floripa, ViaCiclo e Pró-Bici;
Iluminação, inclusive próximo a todos os pontos de paradas do transporte coletivo.

A Secretaria de Transportes, Mobilidade e Terminais de Florianópolis confirmou presença na reunião para discutir questões relativas ao transporte coletivo, em especial a recolocação dos abrigos, mas quiçá também a proposta de que a terceira pista seja utilizada unicamente para o transporte coletivo, como também almejam os cerca de 70 mil moradores do sul da Ilha de Santa Catarina.

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