(Vídeo) Ghost Bike Róger: “Simplesmente vidas, sendo, novamente, perdidas”

As belas imagens do Felipe Munhoz e as belas palavras de desabafo do Fabiano Faga na homenagem ao ciclista Róger Bitencourt na instalação da Bicicleta Fantasma em sua memória.

“Em um domingo de verão, dia de sol como há meses não se via em Floripa, centenas de pessoas deixaram de fazer o que gostam, para pendurar uma bicicleta branca em um poste da SC 401, local do assassinato do ciclista Róger Bitencourt, por um motorista bêbado.

O que buscam essas pessoas, não é muito, pelo contrário, buscam condições mínimas de mobilidade, de forma segura e humana.

O que parece simples está infelizmente longe de ser atingindo, devido a uma parcela raivosa da população e pela omissão das instituições públicas.

A morte do Róger se tornou notória, devido à forma brutal e banal que ocorreu, também em um domingo, fazendo o que gostava, pedalando com os amigos, no acostamento da SC 401, às 10 horas da manhã.

Apesar disso, a bicicleta, por ser mais humana e, portanto, mais frágil que um carro, de forma alguma é mais perigosa.

Perigosas, são as altas velocidades que matam motoristas, passageiros, ciclistas e pedestres.

Mortes não deveriam ser toleradas no trânsito, simplesmente porque poderiam ser facilmente evitadas.

Usuários de bicicleta sabem disso, e não toleram nenhuma morte, por isso estão nas ruas e não vão sair de lá.”

Felipe Munhoz

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(Vídeo) Jornal do Meio Dia: Ciclistas protestam e pedem mais segurança na SC-401 em Florianópolis

A pedalada ocorreu como forma de manifesto contra a morte do jornalista e ciclista no domingo.

O grupo foi até o cemitério onde Roger foi velado para prestar as últimas homenagens.

Dentre os entrevistados, temos os ciclistas Milton Carlos Della Giustina e Rafaella Della Giustina, o jornalista Frutuoso Oliveira, o major Mauro Rezende, da Polícia Militar de Santa Catarina, e o prefeito de Florianópolis, Cesar Souza Júnior.

Conteúdo exibido originalmente no programa Jornal do Meio Dia, edição de Florianópolis, da RIC Record SC, em 28 de dezembro de 2015.

Rio Vermelho terá pedalada em prol de ciclovia

Um dos bairros com maior percentual de uso da bicicleta por mulheres e crianças em Florianópolis, o Rio Vermelho terá sua primeira pedalada visando a sensibilizar a gestão pública para a necessidade de calçadas adequadas e ciclovias em toda a Rodovia João Gualberto Soares e Rua Cândido Pereira dos Anjos (Travessão).

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Arte: Angelo Silveira

A pedalada começará às 15h a partir da Casa de Cultura do Rio Vermelho, na Rua Luiz Duarte Soares. O trajeto passará pelo Travessão, no local em que foi instalada uma bicicleta-fantasma (ghost bike) em homenagem ao garoto João Victor, atropelado por um motorista embriagado em março do ano passado.

A pedalada faz parte das atividades da Semana Nacional do Trânsito e da Semana Municipal da Bicicleta. O percurso terá 7km de extensão, a serem percorridos em 1h, em ritmo leve.

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O desejo da comunidade por ciclovias já rendeu dois abaixo-assinados. Atualmente, uma ciclovia com pavimentação em paver foi finalizada após 6 anos de construção na parte norte do bairro. Além de ser inacessível a quem se utiliza de skate, patins e patinetes, questões de ego político têm dificultado a implantação de estrutura cicloviária ao longo de todo o bairro.

Rótula da UFSC será palco de novo protesto de ciclistas

Após mais uma ciclista atropelada e diante da inação dos gestores públicos, a manifestação a ocorrer nesta quarte-feira, 6 de novembro, deverá cobrar posições da UFSC e da Prefeitura, que é quem tem a capacidade legal de resolver a situação. Em reunião em julho, o superintendente do Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis, Dalmo Vieira Filho, afirmou aos ciclistas que se reuniria para verificar melhorias na rótula em que Lylyan Karlinski Gomes foi atropelada antes do início do segundo semestre letivo de 2013. Até agora, ao final do semestre, nada foi feito.

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SC-401 em uma mobilização por ciclovia

A situação caótica da SC-401 parece não ter sensibilizado os gestores públicos, no que tange à mobilidade universal. Mais uma obra está sendo feita sem a MENOR consideração com os ciclistas e os pedestres. Como se não bastasse o presidente do Departamento Estadual de Infraestrutura (DEINFRA) ter justificado a ciclofaixa implantada no trecho de Jurerê a Canasvieiras mostrando uma rodovia italiana com ciclofaixa com o dobro da largura e apenas a metade da quantidade de faixas de rolamento da SC-401, num dos trechos mais perigosos para a circulação de ciclistas uma obra feita para os automóveis simplesmente ignora o transporte ativo.

Ao fazer uma obra num dos locais com maior número de acidentes de automóveis, esqueceram os gestores que a 200m dali morreu Emílio. Esqueceram eles que outros veículos também trafegam por ali. Simplesmente criaram obstáculos à circulação da bicicleta, em vez de justamente criar facilidades.

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Charge – Brava gente

charge - Will Tirando - Brava Gente Brasileira

A charge acima foi publicada no Will Tirando, do cartunista Will Leite, em 7 de setembro de 2013.

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Contexto político na época das primeiras Bicicletadas no Brasil

Nas recentes discussões para tornar mais atuante a União de Ciclistas do Brasil (UCB), Thiago Benicchio, que durante anos movimentou o site Apocalipse Motorizado, referência magnânima do cicloativismo brasileiro, compartilhou um artigo escrito por Felipe Côrrea para o Passa Palavra, no qual ele realiza uma análise crítica sobre a articulação de um movimento que pretendia ser a nova esquerda, mostrando as contradições de uma manifestação com traços internacionais, marcada sobretudo pelas conduções contra o capitalismo, perante os traços característicos das diversas comunidades.

Entretanto, é interessante encontrar em “Balanço crítico acerca da Ação Global dos Povos no Brasil”, artigo escrito em 6 partes, a referência a um movimento que até hoje ocupa as ruas de dezenas de cidades pelo Brasil e que teve um amplo crescimento após o auge da Ação Global dos Povos (AGP).

Confira abaixo alguns trechos selecionados e que podem contribuir para um melhor entendimento do início do movimento cicloativista brasileiro, em especial a Massa Crítica/Bicicletada [grifos e itálicos nossos]:

A Ação Global dos Povos (AGP) nasceu no início de 1998 e constituía uma “rede global de movimentos sociais de base originalmente criada para combater o livre comércio”. Não era uma “organização formal, mas uma rede de comunicação e coordenação de lutas em escala global baseada apenas em princípios comuns”.

Dentre seus princípios, pode-se destacar os seguintes: “1. A AGP é um instrumento de coordenação. Ela não é uma organização. Os seus principais objetivos são: (i) Inspirar o maior número possível de pessoas, movimentos e organizações a agir contra a dominação das empresas através da desobediência civil não-violenta e de ações construtivas voltadas para os povos. (ii) Oferecer um instrumento para coordenação e apoio mútuo a nível mundial para aqueles que resistem ao domínio das empresas e ao paradigma de desenvolvimento capitalista. (iii) Dar maior projeção internacional às lutas contra a liberalização econômica e o capitalismo mundial. 2. A filosofia organizacional da AGP é baseada na descentralização e na autonomia. Por isso, estruturas centrais são mínimas. 3. A AGP não possui membros. 4. […] Nenhuma organização ou pessoa representa a AGP, nem a AGP representa qualquer organização ou pessoa.” [Manifesto da Ação Global dos Povos]

[…]

No Brasil, a idéia da AGP chegou depois das manifestações de 1999 [o J18, durante reunião do G7 em Colônia, na Alemanha, e o N30, durante encontro da Organização Mundial do Comércio em Seatle, nos Estados Unidos], organizando-se pela primeira vez no estado de São Paulo em 2000, primeiro na Baixada Santista e na capital, no Primeiro de Maio, que poderia ser considerado como um ensaio do que seria o S26 (26/09/2000), marco da consolidação do movimento em solo brasileiro [em setembro, mais de 100 cidades do mundo protestaram contra os encontros do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial em Praga, na República Tcheca].

[…]

O ano de 2002 foi marcado pela realização do 1º Carnaval Revolução, em Belo Horizonte, em fevereiro, e pelos protestos contra o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em Fortaleza, durante o mês de março, com 5 mil pessoas nas ruas e com desdobramentos em São Paulo e Belo Horizonte. Um ano depois do A20, 2 mil manifestantes protestam novamente em São Paulo, entregando uma carta gigante, endereçada ao ministro da Fazenda, no Banco Central, com o dizer “ALCA nem fodendo” e assistindo a um documentário sobre o ato do ano anterior. Nesse contexto, realiza-se em São Paulo, no mês de agosto, a primeira Bicicletada, reunindo “ciclo-ativistas”. Ao final do ano, em 31 de outubro, 2 mil pessoas protestam em São Paulo contra a ALCA com um tour pelo centro da cidade e, no dia seguinte, 500 pessoas ocupam a Praça da República numa festa de rua contra a ALCA. Com o aniversário de um ano da revolta argentina de 2001 realiza-se, em São Paulo, como forma de solidariedade, teatro de rua, panfletagem e 15 ativistas ocupam o Consulado da Argentina, realizando um “panelaço” — ocorrem também protestos em Salvador.

Em fevereiro de 2003, 30 cidades brasileiras mobilizam-se contra a iminente Guerra do Iraque; em março, acontece o 2º Carnaval Revolução, em Belo Horizonte; em 7 de maio, ativistas ligados aos meios de comunicação ocupam a ANATEL em cinco capitais, pregando contra o fechamento de rádios livres. O ano também é marcado, entre os fins de agosto e início de setembro, por protestos de estudantes em Salvador contra o aumento no preço dos transportes, por uma mobilização contra a ALCA e por um encontro de rádios livres em Campinas, durante o mês de novembro.

[…]

No entanto, na construção do movimento havia um problema. As demandas culturais e identitárias deixavam pouco espaço para as questões políticas. O perfil dos “ativistas” — jovens, na maioria dos setores médios da sociedade, ligados à contracultura, muitos vegetarianos, estudantes de universidades públicas, escolas particulares alternativas etc. — facilitava a criação dessa cultura militante e de uma identidade coletiva que se refletiam em um determinado estilo de vida. Os assuntos de interesse, no que ia para além da política, aproximavam os ativistas, a idade, a classe de origem, o local de estudo, tudo isso naturalmente criava um perfil do movimento no país

[…]

Outro fator que se evidenciou em detrimento do político, priorizando o individual, foi a substituição do conteúdo pela forma. Prática bastante evidente hoje em dia, persuadiu parte significativa dos ativistas do movimento que, utilizando a máxima do “fazer da sua vida algo próximo de seus ideais” — um princípio bastante razoável, é verdade — passavam no campo pessoal à forma do “politicamente correto”, na mesma medida em que se afastavam do conteúdo político. Explico.

É uma característica relativamente comum incorporar elementos do âmbito pessoal, em vez de levá-los para fora, para o campo da mudança social. Exemplos disso são infindáveis, mas só para exemplificar, posso citar: passar a chamar os negros de afro-americanos e acreditar que o problema do racismo está resolvido; utilizar linguagem inclusiva e pensar que o problema de gênero está solucionado; consumir alimentos sem agrotóxicos e acreditar que o problema do agronegócio está resolvido etc. É fato que, também inconscientemente — nunca ouvi ninguém falar “vou priorizar o individual em detrimento do político” ou defender essa posição abertamente –, isso “simplesmente aconteceu”, tornou-se verdade prática sem uma reflexão teórica que lhe desse sustentação. Puxados por aquilo que na realidade é mais simples, ou seja, uma mudança no comportamento individual, os ativistas afastavam-se das atividades no campo social, evidentemente mais complexas, visto que elas implicavam conviver com o diferente, discutir, ter argumentos, persuadir — em suma, tudo o que implica a luta.

Durante o crescimento da AGP no Brasil evidenciaram-se diversos fatos nesse sentido. A cultura do “politicamente correto” era promovida, incentivando-se, ainda que tacitamente: utilizar linguagem inclusiva, ler somente mídia alternativa, ser vegetariano ou vegano, andar de bicicleta, optar pela vida coletiva (morar com amigos etc.), ter relacionamento aberto e/ou bissexual, não consumir produtos de grandes marcas ou de marcas que produziam em sweatshops, utilizar software livre, evitar os debates mais acirrados na forma etc. O ativista tinha de ser uma pessoa quase perfeita, sem todos os vícios da sociedade presente e buscar não se “contaminar” com tudo de errado que nela havia — fato que não deixava de herdar da contracultura certo costume de um vigiar o comportamento do outro. Apesar disso, nossa geração realizou poucas lutas contra a opressão de gênero, a grande imprensa, os matadouros, a discriminação sexual, a exploração dos trabalhadores da indústria automobilística, das corporações e dos sweatshops etc. Há diversos exemplos, mas quero insistir num ponto central: com o passar do tempo, o comportamento individual foi substituindo a política coletiva e a mudança do indivíduo passou constantemente a sobrepor a luta — a busca pelo modelo do “ativista perfeito e coerente” afastava-os da realidade e complicava ainda mais a interação com pessoas “normais”, diferentes portanto.

[…]

A teoria nos dá elementos importantes em termos históricos e conjunturais. Ela pode servir também para se conceber objetivos e caminhos a seguir, os quais, certamente, são mais estimulados por uma noção ideológica que teórica. A prática, por outro lado, verifica na realidade se as hipóteses formuladas pela teoria possuem lastro real e oferecem ótimas experiências para que se renove e se aprimore a teoria.

Portanto, uma nova esquerda não pode abrir mão de teoria e prática. As quais, por meio de uma interação dialética, fortalecem-se mutuamente, fazendo com que haja um aprimoramento mútuo. Com boa teoria se aprimora a prática e com boa prática se aprimora a teoria. Ambas devem caminhar juntas, num esforço de desenvolvimento e melhoria permanente.

Se por um lado há uma “urgência das ruas”, é inegável que grande parte das teorias da velha esquerda precisam ser renovadas. Teremos de “podar os velhos ramos”. Há uma urgência das ruas, mas também há urgências fora delas. E devemos reconhecer a “insuficiência das ruas”, quando essa prática não vem ancorada em um processo mais amplo de acúmulo real de forças e de um aprimoramento teórico, capazes de impulsionar amplamente as lutas e as transformações sociais.

Não se pode pregar a prática em detrimento da teoria ou vice-versa. Ambas devem usufruir da dialética entre uma e outra para um acúmulo de forças no sentido de modificar a realidade.

Alguns temas tratados nesta série de artigos, escritos entre julho e setembro de 2011, certamente permanecem atuais e devem servir para as manifestações de 2013 também refletirem sobre seu papel, suas ações e suas metodologias no contexto de hoje.

Interessante apenas notar que, a despeito haver certos resquícios da AGP na Massa Crítica de hoje, a exemplo de listas de e-mails na plataforma libertária (não no sentido liberal usado atualmente) RiseUp, a decisão feita de maneira horizontal, o coletivo sem líderes e não representando ninguém, algumas de suas contradições também se manifestaram, notadamente em São Paulo, em que ações agressivas individuais, sem serem coibidas pelos demais, para não ferir a arbitrariedade em um movimento sem lideranças, tomaram caminhos contrários aos ideais coletivos anteriormente propagados.

Em Florianópolis, local da segunda mais antiga Bicicletada do Brasil, contudo, as Massas Críticas vieram já ao encontro de uma estrutura cicloativista que já havia passado de sua fase embrionária, adquirindo características da AGP apenas após a retomada da Bicicletada Floripa, a partir de abril de 2008, com a importação do modelo que estava dando certo em São Paulo à época.

Desta forma, é importante os ciclistas de Florianópolis fazerem leituras críticas das potencialidades e limitações de suas ações, enxergando o que pode dar certo e não se utilizando de instrumentos que lhes façam desviar de seus focos, empreendendo esforços para o amplo diálogo entre os seus diversos atores de forma que a teoria e a prática caminhem juntas e em níveis saudáveis.

Charge – Olhos Vermelhos

charge - Will Tirando - Olhos vermelhos

A charge acima foi publicada no Will Tirando, do cartunista Will Leite, em 14 de junho de 2013.

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Clipping ND: Mães de ciclistas organizam manifestação para este domingo

A reportagem saiu no Jornal Notícias do Dia online em 5 de julho de 2013, às 15h42. Imprecisões corrigidas ao longo do texto.

Ato chamado de “mãenifestação” será uma homenagem a ciclista Lylyan Karlinski Gomes

Mães de ciclistas de Florianópolis farão uma manifestação neste domingo, dia 7, na rótula da praça Santos Dumont, na Trindade. O ato chamado de “mãenifestação” será uma homenagem a ciclista Lylyan Karlinski Gomes, de 20 anos, que morreu no local nesta segunda-feira, depois de ser atingida por um ônibus. A concentração está prevista para as 14h em frente ao supermercado Comper, no mesmo bairro.

O organização pede que as mães participantes levem flores e usem um lenço branco na cabeça, a exemplo das Mães da Praça de Maio. O ato está sendo organizado pela internet e, segundo a página do evento no Facebook, as manifestantes irão pedir a construção imediata de uma rede de ciclovias na cidade que ofereça maior segurança aos ciclistas.

Nesta sexta-feira, dia 5, estudantes de oceanografia da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), cursado por Lylyan, e ciclistas da associação do coletivo Bike Anjo, reuniram-se para elaborar dois documentos. O primeiro será entregue à reitoria e pede, entre outras coisas, um lugar à mesa durante a reunião entre universidade e prefeitura marcada para a próxima semana. O outro, será encaminhado à empresa Insular, responsável pelo ônibus que se envolveu no acidente, pedindo punição ao motorista. [O outro é uma nota à imprensa]

Edinara Kley

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A Ritmos das Cidades – Rede Pró Infraestrutura, Trânsito, Mobilidade e Segurança convida a todos, em especial às mães para a “MÃEnifestação pela segurança dos ciclistas de Florianópolis, seus filhos” neste domingo, a partir das 14h, em frente ao supermercado Comper, na Trindade, a poucos metros de onde ocorreu um incidente que vitimou uma ciclista e estudante da Universidade Federal de Santa Catarina.

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Veja abaixo o depoimento da parceira Claudia de Siervi:

Eu sou Claudia, mãe de três ciclistas, esposa de ciclista. Eu quero viver em um mundo mais sustentável, eu me orgulho de ser parte de uma família que faz tudo pra contribuir com um mundo mais humano, mais limpo e consciente. Mas sinto muito medo, todo dia, quando meus filhos saem de casa com suas bikes, que são pra eles como uma amiga mesmo. Não aceito mais esta situação e vou estar nesta mãenifestação declarando minha indignação e exigindo medidas urgentíssimas.

A mãenifestação espelha-se no movimento das Mães da Plaza de Mayo, que existe com muita força, desde o fim da ditadura militar, na Argentina. A ditadura teve fim em 1983 e estas corajosas mães passaram a ocupar a Praça em frente à Casa Rosada, em Buenos Aires, exigindo notícias do paradeiro de seus filhos desaparecidos. Elas aparecem nas manifestações sempre vestindo um lenço branco na cabeça o que acabou por se tornar o símbolo do movimento. Inspiradas nestas lutadoras mães, tomamos emprestado o símbolo e pedimos a todas as participantes da MÃEnifestação de domingo que venham COM UM LENÇO BRANCO NA CABEÇA.

Será com flores, orações e a força de nossos corações que as mães dos jovens usuários da bicicleta de Florianópolis irão prestar homenagem àquela que poderia ser nossa filhinha, Lylyan Karlinski Gomes. Aos 20 anos, cheia de alegria e beleza humana, a Lylyan perdeu a vida por ter escolhido a bicicleta como meio de transporte, dia 1º julho, segunda feira. Nós estaremos lá também para exigir que o prefeito de Florianópolis dê início imediato à implantação de uma rede cicloviária que ofereça segurança aos nossos jovens que utilizam a bicicleta diariamente para ir à escola, à universidade e às suas atividades, TODAS importantíssimas em suas vidas e desenvolvimento.

Somos mães que enfrentam diariamente a angústia de ver nossos filhos partirem para as ruas com o coração cheio de sonhos e fé na sustentabilidade de sua escolha, com suas bicicletas. Há angústia porque sabemos que os riscos são imensos: motoristas, de toda forma de veículos, desprezam a fragilidade do ciclista.

BASTA! Nossos filhos são tesouros, são diamantes e devem ser protegidos, respeitados AGORA!

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A notícia foi publicada pela redação da Band Santa Catarina em 4 de julho de 2013. As fotos são de autoria de Fábio de Farias.

BAND SC - logo

Ciclistas pediram paz no trânsito e penduraram mais uma bicicleta branca representando a morte de mais um ciclista na Capital

Desta vez pela estudante que foi atropelada próximo a rótula da UFSC na segunda-feira

Por volta das 8h20 cerca de 100 pessoas entre ciclistas e estudantes fecharam uma das rótulas da Universidade Federal de Santa Catarina onde aconteceu o acidente com a estudante na última segunda-feira (01).

Os ciclistas circularam de bicicleta pelo local e os estudantes caminharam com faixas, cartazes e flores. O movimento foi silencioso e o único som que se ouvia era o das companhias das bicicletas. Em homenagem à estudante os manifestantes deram as mãos e fizeram um minuto de silêncio. Em sinal de luto o grupo pendurou uma bicicleta branca no poste do canteiro central.

Band SC 2013-07-04 fig.1

Pedindo pelo fim da violência no trânsito o grupo deitou no meio da rua pelo fim da violência no trânsito, em seguida o trânsito foi totalmente liberado. A professora aposentada, Maria de Fátima Silva Duarte, conta que desde 1997 um grupo de professores já se mobilizava para a implantação da ciclovia na UFSC e no entorno dela, mas de lá pra cá pouca coisa foi feita.

A estudante da 1ª fase de Oceanografia da UFSC Lylyan Karlinski Gomes, 20 anos estava indo para a Universidade de bicicleta na manhã de segunda-feira quando foi atropelada próximo da rótula por um ônibus. Os colegas de curso de Lylyan participaram da manifestação e pediram que a Universidade faça algo para melhorar a acessibilidade no campus.

O acidente trouxe mais uma vez a tona um problema enfrentado para quem adota a bicicleta para se locomover: a falta de ciclovias. Existem projetos tanto da prefeitura como da universidade para a instalação delas, mas o que falta são recursos e projetos técnicos. A bicicleta fantasma, pintada de branco é uma espécie de memorial a um ciclista, uma maneira de tornar o protesto permanente. Esta será a sétima bicicleta pendurada em Florianópolis.

Band SC 2013-07-04 fig.2

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A TV Barriga Verde (TVBV/Band Santa Catarina) fez uma cobertura da manifestação de ciclistas na rótula da Trindade, próximo na entrada da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Confira abaixo a reportagem exibida no Notícias da Redação em 04 de julho de 2013. A matéria é de Schaina Marcon, com imagens de Fábio de Farias.

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O atropelamento de Lylyan Kaslinski Gomes, numa rotatória de acesso à Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), foi tema de reportagem na TV UFSC durante esta semana.

No vídeo abaixo, você confere a cobertura da instalação da bicicleta-fantasma (ghost bike) em 04 de julho.

Apesar de os números da Polícia Militar de Santa Catarina serem oficialmente de 150 manifestantes, mais de 350 cidadãos de fato participaram do ato.

No vídeo seguinte, veja a notícia veiculada na Universidade Já sobre o falecimento da universitária.

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Catarinenses às Ruas: Ocupação do SETUF

O Movimento Passe Livre e a Frente de Luta pelo Transporte Público convocam hoje para o IV Ato pela Redução Imediata da Tarifa em Florianópolis, a partir das 16h no Terminal de Integração do Centro (TICEN), que desde já encontra-se ocupado pelos manifestantes.

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Leia abaixo a nota oficial da Frente.

MPL 2013-07-04Leia mais sobre o Brasil nas Ruas

Artigo: Anonymous afirma que não é contra os partidos

anonymous fuel br 2013-06-20

Sobre a situação atual da Anonymous e o Brasil
– Uma reflexão crítica da FUEL-BR –

Saudações, irmãos e irmãs!

Este texto é um pouco extenso, mas é essencial para que todos compreendam o que acontece atualmente em nosso país e porque precisamos do apoio de vocês.

Infelizmente, ao contrário do que propõe nosso ideal, “unidos como um e divididos por zero” tem sido uma realidade apenas em discurso. Muitos grupos estão fragmentados, muitas células ainda parecem competir por atenção do público ou para ter o maior número de curtidas. Isso não é apenas triste, isso é incoerente.

Quando decidimos compor a FUEL, foi numa perspectiva de aprofundar as pessoas na Ideia Anonymous e praticar um enfrentamento político e econômico que fuja do senso comum. Não acreditamos em quaisquer propostas rasas de “Fora Dilma” ou “Fora Alckmin”. Primeiro, porque o grande problema é o sistema corporativo por trás das figuras dos governantes. Você tira um, entra outro. E continua o jogo, a despeito de nossos esforços. E segundo, talvez mais importante, porque isso tem aberto margem para que muitos grupos peguem carona por trás de nossas máscaras em busca de interesses particulares.

Anonymous é apartidária. Isso não significa que somos contra os partidos, nem que devemos praticar medidas opressoras e ditatoriais como vaiar grupos e quebrar bandeiras, como tem ocorrido no país. Essa medida é injusta, e até ingrata. O Brasil pode estar acordando agora enquanto país, mas esses grupos já estavam em luta muito antes. Alguns deles, talvez, tenham sido indispensáveis no processo de construção da mobilização que vemos hoje.

Apartidário significa que não pertencemos a nenhum desses grupos, mas devemos estar unidos nesse momento, por um objetivo comum, que é reformar ou revolucionar toda a política desse país. Pensem, por favor, para além do raciocínio ingênuo. Não é por não levantar bandeiras que outros grupos não estão ali. É preciso ter foco, ou nosso discurso se torna vazio e reacionário, completamente oposto a toda a mobilização que vivemos.

Leia mais sobre o Brasil nas Ruas

Algumas mídias Anonymous eventualmente veiculam conteúdos machistas, racistas, homofóbicos e até mesmo fascistas. Isso é inadmissível. Essas pessoas não compreenderam a Ideia e não são nossos irmãos, pois aquele que se coloca ao lado do opressor não pode estar ao lado do oprimido.

É chegado o tempo de escolher de que lado estamos. Se estamos do lado do povo, estamos juntos. Independente de etnia, de sexo, de crença, de orientação política, de gênero ou orientação sexual ou qualquer caraterística individual que seja. Porque é essa diversidade que compõe o povo.

Mas aquele que oprime um irmão não está com o povo. Aquele que busca reconhecimento pessoal dentro desse tipo de situação não é Anonymous.

Nosso comprometimento não é com crescimento a todo custo. Se você é um opressor, você não é Anonymous. Pedimos que olhe no espelho e antes de lutar contra a injustiça que você sofre, mude de postura quanto à injustiça que você pratica. E só assim estaremos juntos de fato. Só assim seremos um.

Convidamos para o diálogo todos aqueles que nesse momento coordenam projetos Anonymous ou se colocam a organizar manifestações, para podermos dialogar e buscar consensos.

O trabalho da FUEL não é o de direcionar, tampouco liderar ninguém. Todas as mensagens que recebemos perguntado “e agora, contra o que iremos lutar?” são respondidas com a mesma pergunta. Nossa proposta é a de formação livre. O povo está nas ruas, mas precisa entender sua política.

Aos poucos, publicaremos conteúdos sobre política, sobre o governo, sobre economia, sobre consumo, sobre cidadania. Esperamos que todos ajudem a compartilhar essas informações e se dediquem mais a estudar. Cyberativismo não se faz compartilhando qualquer coisa e enchendo tudo de hashtags. Cyberativismo inclui dominar o assunto pelo qual se luta. E se você não quer ser massa de manobra da mídia, não seja massa de manobra de ninguém, porque líderes em potencial, querendo manipular pessoas, estão em todas as esferas, e isso inclui, infelizmente, a Anonymous.

Iniciamos um trabalho de autovigilância da Anonymous, primeiramente pela União, como diz nosso nome. Em segundo lugar, pela emancipação, para que todos formem a própria opinião e sejam seus próprios líderes. E por fim pela liberdade, que será nossa conquista final, a partir da qual nascerá uma nova sociedade.

Por isso estamos incomodando. Por isso fomos atacados e nosso grupo está fora do ar. Por isso algumas pessoas com “grandes” páginas estão iniciando um processo de mentiras. Pedimos paciência a todos enquanto nos organizamos fora do Facebook. Esse espaço é excelente para divulgações, mas horrível para organização. E convidamos a todos para esse processo de amadurecimento, porque estamos sendo vigiados e podemos sair do ar a qualquer momento. E se dependermos do Facebook, nossa mobilização será fraca e vulnerável, mais do que já é.

Aqueles que estão conosco, por favor, ajudem a compartilhar. Em breve, novas notas.

Publicamos para quem não tem preguiça de ler e se informar. Parabéns se você chegou até aqui. Pessoas que querem informação rápida e rasa estão na contramão da revolução que vivemos.

Curtam nossa página e mantenham-se próximos, os que concordarem com essa perspectiva. Faremos versões para comunicação com Anonymous e outros movimentos sociais no exterior em breve. E em poucos dias começaremos a compor nossa biblioteca digital livre.

União, Emancipação e Libertação!
Nós somos Anonymous.
Nós somos FUEL.

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Se quiser ler o Manifesto FUEL-BR:
http://migre.me/f4wQE
Se quiser saber mais sobre a Anonymous:
http://migre.me/f4slb
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