Massa Crítica Floripa de agosto

Agosto costuma ser conhecido como mês do desgosto.

Mas pode ser também um mês de esperança.

É um mês em que vimos a expansão do programa Florianópolis em Movimento, com ampliação de horários e mesmo locais diferentes da elitizada Beira-Mar Norte.

É um mês em que vimos o desarquivamento de projeto de lei sobre transporte de bicicleta em veículos de transporte coletivo.

Foi um mês de seleção de entidades mediante edital para a implementação do “Bicicleta nos Planos”.

Um mês de novidades para quem vai participar do Bicicultura 2017, em Recife.

Um mês em que se discutiu as relações e inter-relações entre a mobilidade urbana e o Plano Diretor de Florianópolis.

Mas é também um mês de reflexão.

Completam-se cinco anos desde a morte de José Lentz Neto, atingido quando pedalava na Av. Madre Benvenuta.

Avenida que deveria ter ciclovia em toda a sua extensão há uma década.

E completa-se mais um mês desde que ruas como a Dante de Patta, Ivo Silveira, Jorge Lacerda e Pref. Waldemar Vieira deveria ter um espaço exclusivo para o ciclista sem o terem.

Até quando obras que deveriam ser primordiais continuarão a serem tratadas como complementares?

Por isso e para isso é que rodas giram. E não deixarão de girar tão cedo.

:: Confirme sua presença na Bicicletada Floripa de agosto

“A concentração começa às 18 horas de sexta, dia 25 de agosto. Com ou sem vento, mas com muito calor humano, vamos aquecer as ruas de Floripa e ocupar as vias congeladas pelos carros. Quebraremos o gelo e transformaremos a cidade numa MASSA CRÍTICA PEDALANTE.

Às 20h saímos.
O percurso será decidido por todes lá presentes.

Temática do mês??? SUGESTÕES?

O que é massa crítica?
A massa crítica é uma celebração da bicicleta como meio de transporte que ocorre em mais de 300 cidades ao redor do mundo. Ela acontece quando dezenas, centenas ou milhares de ciclistas se reúnem para ocupar seu espaço nas ruas e criar um contraponto aos meios mais estabelecidos de transporte urbano.

O que queremos?
Mais segurança, mais ciclovias, mais respeito e principalmente mais amor.

Concentração: a partir das 18h / Saída: 20h

Trajeto: a definir no decorrer da concentração

Local: Pista de skate do bairro Trindade (em frente ao shopping Iguatemi)”

 

Anúncios

Bicicletada Floripa de março uniu ciclistas de vários grupos e matizes

Em muitas das cidades em que ocorre, a Bicicletada costuma ser uma confraternização de diversos grupos de ciclistas, com diferentes afinidades e objetivos. Em Florianópolis, excetuando-se em situações excepcionais, como em pedais unificados ou nas tristes ocasiões de instalação de bicicletas-fantasmas, essa união de que se move sobre duas rodas não costuma ocorrer.

Não costumava. Desde o começo do ano, a Bicicletada Floripa tem sido constituída por uma profusão de pedalantes com características bastante distintas entre si. E em março essa situação ficou bastante evidente.

Teve ciclista de grupo de pedal noturno, cicloativista de carteirinha, cicloturista. Teve bicicleta fixa, moutain bike, speed, bmx, urbana e até mesmo bicicleta de supermercado! Teve ciclista hipster, bike polista, bike anjo. Teve ciclista de associação e cicloanarquista. Teve até ciclista que se fez de Bob Marley!

Teve ciclista dos Ingleses, do continente e do Morro das Pedras. Teve ciclista mecânico e cicloempreendedor. Teve ciclista que estava desde o começo e ciclista que entrou no caminho. Teve alegria e teve diversão.

Marcada para iniciar às 19h, a Bicicletada Floripa saiu com mais de duas horas de atraso. Mas foi por um bom motivo. As gêmeas Josi e Josi, que haviam chegado na capital catarinense havia apenas duas semanas, iriam inaugurar as suas bicicletas. Compradas numa grande rede de supermercados, estavam em condições impróprias para uso. Coube ao coletivo Guerrilla Bike mostrar por que os caras que promovem oficinas comunitárias são feras no uso das biciferramentas.

:: Veja o evento no Facebook!

Sem lideranças – e como poderia haver com essa junção da ciclodiversidade? -, a definição do caminho foi demorada, mas ajeitada. No final da noite, eles teriam passado pela Av. Madre Benvenuta, Rodovia Admar Gonzaga, R. João Pio Duarte Silva e Av. Dep. Antônio Edu Vieira.

Sim, o trajeto era curto. Mas a noite também se aproximava para o fim, assim como certamente será o uso das magrela atuais das Josis. Se a noite permitisse, seguir-se-ia até o Pomar dos Ciclistas, na Via Expressa Sul.

Este slideshow necessita de JavaScript.

Mas nem tudo são flores. Assim como nenhuma Bicicletada é igual à outra, nesta estariam reservadas algumas surpresas. E nem se fala das surpresas negativas com maus motoristas, como um que tentou jogar o carro contra ciclistas na frente da FIESC, advindo de uma via coletora, ou ainda o absurdo que o Fiat negro de placa MIJ 4939 fez próximo ao Parque Ecológico do Córrego Grande, quase atingindo um veículo ao andar na contramão.

Situação comum neste ano, a Bicicletada Floripa tomou as ruas. Ao menos quarenta ciclistas, em algum momento, estiveram pedalando nesta edição da Massa Crítica. Enquanto um anjo passava orientações para uma das Josis e Bob Marley fazia sair um som de sua magrela, as ruas eram completamente tomadas. Por vezes, abria-se espaço para a passagem de motociclistas e de motoqueiros. Em um trecho carente de transporte coletivo, apenas duas vez se fez necessário abrir espaço para a passagem de veículos, sendo apenas um ônibus a passar.

Se as ruas são como vasos sanguíneos, as artérias de Florianópolis estão entupidas. A angiogênese não vai ser solução se a cidade não repensar seu modelo de transporte. Abertura de novas vias serão novos caminhos para as gorduras que poluem esse organismo vivo. Não há hematose que dê conta de tamanha saturação de CO2!

Já passava das 23h quando a chuva começou a apertar. Faltavam ainda cerca de dois quilômetros para o pomar. Não houve jeito e a decisão foi por se abrigar. E pela primeira vez em sua história a Bicicletada acabou… em um posto de gasolina! Um posto tão amigo dos ciclistas que as bombas de ar comprimido só funcionam mediante pagamento. Não que isso fosse um problema. Entre o octano e o álcool, a opção pelo etanol do estabelecimento ao lado fez com que mal se percebesse a benção aguada de São Pedro, que acabou por fazer com que mais ciclistas ainda partilhassem desse momento sublime que é a Massa Crítica.

Massas Críticas catarinenses – outubro de 2015

Véspera de Dia das Bruxas e os 13 anos da Bicicletada Floripa parecem não terem sido suficientes para uma mudança radical.

Apenas soluções paliativas são tomadas e, enquanto isso, Gabriéis tombam no asfalto cinzento. Mais significativo ainda foi o fato de Gabriel ter participado do Dia Mundial Sem Carro apenas duas semanas antes de seu tombo. Quantos outros de nós teremos que tombar antes de a segurança virar prioridade?

Só em Florianópolis, Gabriel foi o décimo a ser transmutado numa bicicleta branca, que hoje marca a paisagem da Via Expressa Sul. Enquanto isso, as ações são poucas – e as conversas para as soluções permanentes seguem seguindo.

Florianópolis cumpriu parcialmente a exigência de um Termo de Ajustamento de Conduta e, após 14 anos de obrigação perante a lei, contempla seus terminais com paraciclos. Inseguros ainda, mas paraciclos. Além disso, vai pintar e florear as ciclovias que não foram (re)pintadas ou devidamente ajustadas. Os diálogos sem fim se arrastam e agora abrangem o importante Plano Setorial de Mobilidade, já atrasado. E as ações se arrastam. R. Ver. Osni Ortiga, no Porto da Lagoa da Conceição, que começou há 3 anos, ainda não tem previsão concreta para seus últimos porcos 200 metros. A Av. Gov. Ivo Silveira, do Estreito a Capoeiras, ainda não vê sinal de ciclovia.

E assim vamos indo pra distante de Pasárgada – uma terra de sonhos!

O efeito colateral é único: a permanência das Massas Críticas/Bicicletadas em cidades catarinenses.

Enquanto as inações continuarem a existir, as Bicicletadas irão existir.

Confira onde ocorrerão as Massas Críticas catarinenses de vésperas de Dia das Bruxas (e Dia do Saci)!

Brusque

Brusque 2015-10-30

Florianópolis

:: Confirme sua presença pelo Facebook!

Florianopolis 2015-10-30Arte: Rafael Lapa Valgas

Após a Bicicletada, haverá o 2° AlleyCat Floripa, como primeiro evento da edição florianopolitana das Fixolimpíadas!

Florianopolis 2015-10-30 Alleycat Fixolimpiadas

Joinville

Joinville 2015-10-30

Massas Críticas Catarinenses – setembro de 2015

Setembro é o mês da mobilidade. Mas é também o mês da primavera a desabrochar.

E em setembro desabrochou no coração dos ciclistas o sentimento contido. Aquele sentimento de que ele pode fazer algo mais.

Setembro não teve ação por parte do poder público, em uma incrível demonstração de inação que o persegue sem sair do lugar. Quem tem o poder parece não ter a vontade. E quem tem vontade não tem o poder.

Projetos simples e eficientes, como o Bicicleta na Escola, estamparam comoventes manchetes.

Projetos de estado, aqueles que ultrapassam governos, entretanto, simplesmente caminharam em marcha lente. O do “bike rack” resolveu dar seguimento sem a Procuradoria da Câmara chamar os ciclistas, apesar de numerosas tentativas de reunião. A lei dos 20% do Fundo de Trânsito para o sistema cicloviário ainda não deu entrada na casa legislativa. Perdeu o prefeito a última grande oportunidade de fazer média com os ciclistas em um dia especial.

Dia 22 de setembro foi o Dia Mundial Sem Carro. Mas a Semana Municipal da Bicicleta começou bem antes, no dia 17. E os ciclistas logo tomaram conta de uma ampla gama de atividades de rua e de auditório. Teve lançamento de livro, Desafio Intermodal, Pedal Unificado, Pedala Rio Vermelho, festa – e isso que a semana ainda não acabou! A Bicicletada e o Pedal da Saúde completarão as últimas atividades no mês mais ciclístico do ano.

E se as pedivelas não movimentaram os pensamentos dos dirigentes, os músculos dos ciclistas seguem incansáveis. Mas para ajudar a cidade a ir para frente, sempre vale uma forcinha: são 3 os abaixo-assinados que hoje correm por Florianópolis, pedindo por melhorias ciclísticas.

Se a ‘pressão’ é grande, há quem desande. Enquanto uma mídia local se deu mal – por criticar o cicloativismo mentindo para os seus leitores -, a mídia oficial optou por falar, apesar de não muito agir. A prefeitura optou por recontar as novidades, embora a leitura valha pela boa causa e pelos dados sistematizados.

Em nível estadual, uma boa nova: passou a tramitar o projeto do Sistema Cicloviário Catarinense!

Outubro promete acalentar ainda mais o coração dos ciclistas catarinenses, fazendo-os mover ainda mais em busca de um futuro mais ciclável, mais humano.

Enquanto ele não chega, confira as cidades onde haverá Bicicletada/Massa Crítica:

Brusque

Brusque 2015-09-25

Florianópolis

:: Confirme sua presença pelo Facebook!

Florianopolis 2015-09-25Arte: Larissa Dalpaz

Joinville

Joinville geral horiz

Massas Críticas Catarinenses – agosto de 2015

Agosto fez jus à sua sina. Mês desgostoso, viu uma inércia do poder público em relação aos meses anteriores.

Mesmo com o esforço dos ciclistas, as ciclovias velhas de Florianópolis estão demorando a ficarem como novas.

Mesmo com o esforço dos ciclistas, não foi dessa vez que o Floribike tomou forma.

Apesar do apelo dos ciclistas, não foi neste mês que nossas ciclovias foram implementadas.

Apesar do apelo dos ciclistas, não foi dessa vez que a Câmara de Vereadores cumpriu seus prazos de tramitação de projetos.

E já faz 2 anos que Everton Luiz Machado perdeu a vida em Ratones no mesmo mês de agosto.
Há 3, José Lentz Neto falecia em local onde só agora estão construindo uma ciclovia.
Há 7, Rodrigo Machado Lucianetti não resistia a um motorista embriagado que ainda hoje segue impune.

Ghost bikes presentes com poder público ausente.

Está na hora de mudar.

Essa é a razão de a Bicicletada existir!

Confira as cidades em que ela se fará presente:

Brusque

Brusque 2015-08-28

Florianópolis

:: Confirme sua presença pelo Facebook!

Este slideshow necessita de JavaScript.

Arte: Germana Lopes Souza

Joinville

:: Confirme sua presença pelo Facebook!

Joinville 2015-08-28 horiz

Joinville 2015-08-28 vert

Ciclistas de Florianópolis são tema de rádio dos Estados Unidos

Bike Anjo Floripa foi tema de uma matéria que foi ao ar pela rádio pública Latino USA. A matéria, feita pela repórter Melaina Spitzer (Mel), aborda a iniciativa que oferece auxílio a pessoas de todas as idades que queiram aprender a pedalar ou a como se portar no trânsito.

Mel acompanhou uma aula na Escola Bike Anjo, que ocorre todo terceiro domingo do mês em Florianópolis. No áudio, não passam desapercebidos a emoção da aluna Maria José Costa e as instruções dos “anjos” Ana Maria Nascimento Destri e Mário Sergio Fregolão. João Paulo Amaral, fundador do Bike Anjo, em São Paulo, também fala sobre as demandas do coletivo.

A repórter encontrava-se em Florianópolis quando eclodiu uma Bicicletada Nacional em apoio à construção de ciclovias em São Paulo. Na cidade, participou da Bicicletada Floripa, acompanhada por Fabiano Faga Pacheco, e verificou as dificuldades de implementação de ciclovias na cidade. Na esfera pública, a arquiteta Vera Lúcia Gonçalves da Silva, do Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis, depositou esperanças no Floribike, projeto de compartilhamento de bicicletas que deve ser implantado na cidade nos próximos meses.

Confira abaixo a matéria na íntegra exibida na Latino USA.

Bike Angels / by Melaina Spitzer | August 7, 2015

Bike Angels / by Melaina Spitzer | August 7, 2015

Riding a bike is a great way to get around. But sharing the road with cars and trucks is dangerous, especially through the busy streets and highways of Brazil’s cities. Meet the Bike Angels: a group of Brazilian cyclists who teach people how to safely navigate city biking.

Massas Críticas catarinenses – julho de 2015

Julho finda trazendo consigo o frio que teimou em não aparecer no inverno. Mas acalentou sensações mistas de esperança e desconfiança no coração dos ciclistas.

O Floribike prolonga mais um pouco seu fardo de ser o sistema de compartilhamento de bicicletas mais enrolado do mundo. Já são 8 anos do projeto à sua não execução. Mas não deve sê-lo por muito mais tempo. O adiamento, desta vez, foi pouco: para 25 de agosto é a abertura dos envelopes das empresas concorrentes!

Mas as mentiras continuam a permear a administração municipal de Florianópolis.

Neste mês anunciaram, neste mês anunciaram… que foi feita ciclovia na Rua Dante da Pata, nos Ingleses.
Na realidade, na realidade… mesmo com espaço, só há linha branca nas laterais, onde carros ficam a estacionar.

Neste mês anunciaram, neste mês anunciaram… que ciclovia na Rua Padre Rorh, em Santo Antônio de Lisboa há.
Mas omitiram, mas omitiram… que ciclofaixa não é ciclovia e que a Secretaria de Obras optou por um projeto pior e mais caro. Ao contrário da lei, pior para ciclistas e pior para pedestres.

Neste mês anunciaram, neste mês anunciaram… que na revitalização da Av. Ivo Silveira haveria travessia elevada nas ortogonais à via, para facilitar ciclistas, pedestres e cadeirantes.
Mas mentiram, mas mentiram… porque isso lá não haverá!
E omitiram, e omitiram… que vão criar problemas de desenho urbano para poder com asfalto gastar.
(e danem-se pedestres e ciclistas, porque, embora a avenida vá ficar melhor do que hoje, poderia ser ainda mais!)

Neste mês anunciaram, neste mês anunciaram… projetos para a revitalização das avenidas Jorge Lacerda e Waldemar Vieira. E, neles, ciclovia há.
Mas, como era de se esperar,
aos perfis viários analisar,
facilmente se há de notar
que muito se poderia melhorar.

Com as vias daquela largura
aos carros alta velocidade.
E aos ciclistas a amargura
de pista ciclável de tal finura
que se pensa que a mobilidade
é destituída de acessibilidade.

Um projeto melhor se poderia vislumbrar
se com duas rodas ou sola de pé
in loco se observasse
E na cidade reparasse.
Da mobilidade o foco no tripé
daria às ruas um novo olhar, um novo andar.

Ciclistas, pedestres, o coletivo
Será que ainda é difícil pensar nisso?

O lado bom é que ainda há esperança. E elas surgiram num vulto que não se omite. Melhorias à frente frente ao que já existe. Ciclovias recuperadas antes que tardias. E projetos de lei que visam a facilitar a vida do oprimido que não se cansa de pedalar.

Confira abaixo quando e onde os oprimidos catarinenses vão se unir para força adquirir.

Blumenau

Saída às 20h em frente à Prefeitura, na Praça Victor Konder.

::Confirme sua presença pelo Facebook!

Brusque

Brusque 2015-07-31

Florianópolis

Concentração na pista de skate da Trindade. Saída às 20h.

::Confirme sua presença pelo Facebook!

Joinville

Joinville 2015
Manifesto de Joinville

Na última terça feira (20), um jornalista alegou em sua coluna que Joinville tem “excesso de ciclovias”.

Nos próximos dez dias estará acontecendo o Festival de Dança em Joinville, um evento que rendeu apelido de “cidade da dança” ao município. Outros apelidos surgiram na história de Joinville, “cidade da bicicleta”, por exemplo, puro marketing usado para vender a cidade com “ar europeizado”, mas sabemos que nada disso corresponde com a realidade. 

Sabemos da precária infraestrutura de Joinville, não só para ciclistas, mas para pedestres, cadeirantes, deficientes visuais e para quem utiliza o transporte coletivo.

O Massa Crítica de Joinville acontece toda última sexta-feira do mês, é um evento que reuni ciclistas de toda a cidade, para promover a cultura do uso da bike, bem como, chamar a atenção para os problemas da mobilidade urbana, especialmente, a infraestrutura cicloviária. 

Pensando nisso, o Massa Crítica deste mês fará uma homenagem à “cidade da dança” e da “bicicleta”, com o número “A dança da bicicleta”.

Participe! Pegue sua zica e venha pedalar por uma cidade melhor!

A “cidade da bicicleta”, nunca foi a “cidade dos ciclistas”!

::Confirme sua presença pelo Facebook!

Massas Críticas catarinenses – maio de 2015

Mês das mães, maio reservou gratas surpresas aos seus filhos ciclistas.

Após quase 2 anos sem novidades importantes, o Poder Público cumpriu o preságio aqui já falado. Houve movimentação, enfim! Florianópolis anunciou o novo edital para o Floribike, o sistema de compartilhamento de bicicletas mais enrolado do mundo! Estudado desde 2007 e com edital lançado em 2013, o Floribike vem com grande expectativas para a capital com a melhor qualidade de vida do país.

Além disso, novos paraciclos deverão ser instalados em terminais de integração de ônibus, após 5 meses de descumprimento de um Termo de Ajustamento de Conduta e 14 anos de descumprimento de legislação municipal. E parece que mais novidades virão por aí em Florianópolis.

Seria o começo de uma nova mudança?

A mãe Maio parece ainda não concordar com isso. Sanou parte da vontade ciclística pontual de seus filhos, mas não o estruturou para melhor crescer. Continua a ignorar o planejamento, prejudicando o desenvolvimento de suas crias. Não pôde mandar seus ciclistas para a não criada Diretoria de Transporte Ativo, não abriu o diálogo com a quase defunta Comissão de Mobilidade Urbana por Bicicleta – Pró-Bici e não inaugurou centímetros de obras ou de projetos de ciclovias, apesar dos anúncios recentes para o bairro José Mendes.

Maio, dessa forma, sabota os filhos, talvez até mesmo sem perceber.

Enquanto as cidades do Brasil e do mundo – excetuando-se por alguns vereadores de São Paulo, Rio de Janeiro e Manaus, que de tanta besteira já viraram ícones folclóricos – protegem e bem planejam o futuro de seus ciclistas, Florianópolis e Santa Catarina continuam à mercê de uma gestão ainda ineficaz em assegurar aos pedalantes o mais básico direito à vida!

Que mãe Maio siga em paz e venha a namorada Junho, fazendo mais pessoas se apaixonarem por esse veículo de duas rodas que te mantém quente e em contato as demais pessoas ao seu redor.

Não serão as ações de Maio que abalarão o ímpeto juvenil das tão necessárias Bicicletadas catarinenses.

Confira abaixo em que locais elas acontecerão:

Brusque

Brusque 2015-05-29Florianópolis

Concentração a partir das 19h na pista de Skate da Trindade, com saída prevista para às 20h.

::Confirme sua presença pelo Facebook

 

Cidades catarinenses participarão de Bicicletada Internacional em prol de ciclovias

Soou estranho quando a promotora de Justiça de Habitação e Urbanismo do Ministério Público do Estado de São Paulo (MPE/SP), Camila Mansour Magalhães da Silveira, solicitou ao Tribunal de Justiça estadual para que paralisasse a construção de novas ciclovias no maior município do Brasil.

Afinal, São Paulo obtivera reconhecimento internacional havia poucos meses, sagrando-se vencedor da 10ª edição Sustainable Transport Award (Prêmio de Mobilidade Sustentável), concedido em Washington, nos Estados Unidos. O número de ciclistas nas avenidas com ciclovias e ciclofaixas têm aumentado, de acordo com as contagens da Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo (CicloCidade). E São Paulo, enfim, está tirando o atraso de histórico descaso para com os usuários que escolheram a bicicleta ou o ônibus para se locomover pela cidade – além de mais de 200km de ciclovias, a cidade implantou corredores de ônibus.

Também soou estranho o espaço dedicado aos dois principais jornais impressos do Estado para as críticas, por vezes infundada, contra as ciclovias da cidade. Um exemplo do papel dúbio da mídia pode ser bem expresso pela capa da Veja SP que estampava que o valor gasto com as ciclovias eram de R$ 650 mil/km. Além do valor real ser bem inferior (apenas R$180 mil, abaixo até das planilhas de custo para orçamento de projetos), a Vejinha colocou como exemplo de ciclovia aquela feita na Marginal Pinheiros pela administração estadual, governada pela oposição. Ciclovia segregada e com poucos acessos que não resistiu às chuvas de março. A atuação midiática merece uma análise à parte, mas o acompanhamento dos fatos e das notícias veiculadas na mídia impressa, virtual e televisiva já nos levam a questionamentos sérios em relação ao papel que a imprensa vem ocupando nesse debate.

A atuação do Ministério Público em prol de um veículo privado – e ineficiente em termos de mobilidade – levou os ciclistas às ruas de São Paulo. E não apenas às ruas, mas também ao próprio Ministério Público, que viu seus argumentos contra as obras atuais nas ciclovias serem quase todos desmentidos.

O apoio aos ciclistas paulistanos não tardou em chegar. Dezenas de cidades do mundo programaram Massas Críticas para esta sexta-feira, no que foi chamado de Bicicletada Internacional. O mote de quase todas elas é o mesmo: que as políticas públicas em prol da bicicleta não sejam apenas uma falácia, mas uma realidade!

Florianopolis 2015-03-27 Internacional ciclovias SP

Confira as cidades catarinenses que realizarão a sua Bicicletada em março de 2015.

Blumenau

 Blumenau volta a contar com sua Bicicletada. A saída será às 19h da Prefeitura, na Praça Victor Konder.

:: Confirme sua presença pelo Facebook

Brusque

Brusque 2015-03-27

Florianópolis

Segunda mais antiga Massa Crítica do Brasil, Florianópolis não poderia ficar de fora da Bicicletada Internacional. A concentração tem início às 18h, na pista de skate da Trindade, em frente ao Shopping Iguatemi. A saída será às 19h.

:: Confirme sua presença pelo Facebook

Florianópolis contará também neste sábado com atividades gratuitas em comemoração aos seus 289 anos de emancipação política de Laguna. O Movimento Floripa de Bicicleta exposição de bicicletas antigas e palestras de bike fit, Cycle Chic, cicloturismo e mecânica básica.

Florianopolis 2015-03-29 Movimento Floripa de Bicicleta

Joinville

Março foi um mês negro para Joinville. Em uma mesma semana, dois ciclistas morreram atropelado na mesma rua. Esse fato ajudou a reagrupar a Bicicletada local, que ocorrerá hoje, a partir das 18h30, na Praça da Bandeira.

:: Confirme sua presença pelo Facebook

Bicicletada Floripa – fevereiro de 2015

Confira abaixo o vídeo irado feito da última edição da Massa Crítica de Florianópolis:

Massas Críticas catarinenses

O primeiro ano do novo velho governo estadual catarinense começa sem uma clara sinalização de que realmente fará uma “Política para as Pessoas” nas questões que tratam sobre a mobilidade das pessoas. Apesar de mudanças importantes em dois órgãos-chaves – a Secretaria de Estado de Infraestrutura e o Departamento Estadual de Infraestrutura/DEINFRA -, ainda não fica claro como será a política pública no que se refere aos meios de transporte ativos e coletivos, tampouco se haverá estímulo ao transporte intermunicipal sobre trilhos.

São dúvidas persistentes para um governo de continuidade. E ganha ainda maior dimensão quando se percebe que foi o deputado estadual líder do governo quem perdeu o projeto de lei que criava o sistema cicloviário estadual. Apesar das recentes ciclofaixas inauguradas ou em construção (caso das SC-401, 403 e 405), todas com qualidade duvidosa, nenhuma outra ação se viu em 4 anos do atual governo estadual que pudesse melhorar as condições de circulação por quem se utiliza da bicicleta para transporte, lazer ou esporte. É hora de mudar essa postura e governar para todos os catarinenses! Subsídios para isso já existem para a Grande Florianópolis, com os resultados do Plano de Mobilidade Sustentável (PLAMUS). Não são apenas as medidas de curtíssimo prazo, como uma faixa reversível no acesso à Ilha de Santa Catarina, que têm que ser tomadas, sob o risco de falha ainda mais grave na gestão de mobilidade. O investimento na segurança de pedestres e de ciclistas em rodovias que hoje são, funcionalmente, avenidas não pode ser procrastinado.

Em termos municipais, chegamos a mais das metades das gestões dos governos municipais. Alguns tiveram melhorias significativas, em especial onde a participação popular colaborou com os trabalhos dos órgãos técnicos e com a tomada da decisão política. Entretanto, em outros casos, refutou-se a participação dos cidadãos.

Especialmente grave é a situação de Florianópolis. Suas duas comissões que contavam com a participação de parcelas da sociedade civil foram efetivamente colocadas no limbo. Reconhecidas como promissoras em nível nacional, e com seus membros capazes de influenciar na adoção de boas políticas públicas, tanto a Floripa Acessível quando a Pró-Bici foram relegadas ao último plano da gestão municipal, que tanto pregava uma “Cidade para as Pessoas” durante sua campanha eleitoral. As conseqüências disso são perceptíveis, com o lançamento de ciclovias apenas em grandes obras, quase desvinculadas ao projeto cicloviário municipal denominado Rotas Inteligentes. Florianópolis não tem sabido aliar o hoje com o futuro em seus projetos urbanísticos. Os projetos demoram muito até serem efetivamente colocados em prática – quando o são! Um bom projeto pode demorar anos até sua conclusão, sem que isso, entretanto, prejudique os projetos mais iminentes, algo que não tem acontecido em Florianópolis, infelizmente.

Nessa esteira, após mais de um ano de notícias requentadas sobre ações não concretizadas pela prefeitura municipal, fevereiro trouxe como novidade a implantação de ciclovia definitiva no bairro continental de Coqueiros. Essa iniciativa, da qual o Bicicleta na Rua é forte apoiador, deveria vir em conjunto com a Pró-Bici, uma das idealizadoras do projeto Ciclofaixa de Domingo. Por sinal, a ciclovia em Coqueiros vai ao encontro deste artigo, na qual se defende as ciclofaixas de lazer como uma forma de implantação de pistas cicláveis de forma definitiva.

Em Florianópolis, a omissão e a demora na realização de ações efetivas poderá ser observada – literalmente – em março, durante a quarta edição local do World Naked Bike Ride (ou Pedalada Pelada). Em outras cidades, notadamente em Itajaí, ciclistas promovem protestos pedindo ciclovias.

E, enquanto, não são atendidos os pedidos dos ciclistas, maior fica o estoque de combustível para a realização das Bicicletadas/Massas Críticas no Estado.

Confira abaixo as Bicicletadas de fevereiro:

Brusque

Brusque 2015-02-27

Florianópolis

:: Confirme sua presença pelo Facebook!

Florianopolis 2015-02-27

Florianópolis e Blumenau terão Bicicletada

Fim de janeiro de 2015, primeira última sexta-feira da metade final dos mandatos dos atuais prefeitos do Brasil.

E, em Santa Catarina, percebe-se que muita coisa não foi e nem será feita pelos que nos governam.

Em nível estadual, o governo reeleito foi o que mais fez ciclofaixas em rodovias. Infelizmente, com uma qualidade tal que, apenas na SC-401, dois ciclistas perderam a vida…. na própria ciclofaixa! E as obras que vêm por aí determinam que a qualidade vai melhorar muito pouco em relação à ciclofaixa da Rodovia da Morte. Mesmo com ajuda de ciclistas, a ciclovia compartilhada da SC-405, no Rio Tavares, ficou muito aquém do que poderia. Apresenta, ironicamente, todos os problemas que os ciclistas alertaram já durante a confecção do projeto: largura insuficiente tanto para a ciclovia quanto para a calçada, postes sobre o leito ciclável, problemas na travessia da via, lado errado da pista, não atendendo a demanda de ciclistas crianças que vão à escola, não tratamento cicloviário nas rotatórias (os trechos mais críticos) e por aí vai.

Em nível municipal, enquanto as prefeituras da Costa Esmeraldina, por onde passa o Circuito Cicloturístico Costa Verde e Mar, dão um banho nas cidades maiores, apesar de problemas pontuais, a capital catarinense exibe uma série enorme de falhas em sua gestão de mobilidade, devidamente apontadas pelos resultados do Plano de Mobilidade Urbana Sustentável da Grande Florianópolis (PLAMUS).

Apostas grandiosas e dispendiosas, com pouco resultado prático e elevado custo de manutenção, como teleférico, promovem uma gestão voltada à justaposição dos meios de locomoção, e não a uma complementação entre eles. Prova disso é que a linha de BRT prevista, além de fazer o mesmo trajeto do teleférico em vez de ser feita na mesma via que hoje comporta de 6 a 9 faixas para carros, será construída exatamente onde hoje fica a ciclovia, sendo esta jogada para um aterro a ser feito na Av. Beira-Mar Norte. Apenas para lembrar, em 23 de março de 2012 foi inaugurada a revitalização do passeio e calçada, contando também com arborização e pérgolas. O atual secretário municipal de Obras, funcionário de carreira, já ocupava cargo de diretoria à época da inauguração.

Promessas de campanha não foram e não devem ser cumpridas pelo prefeito em exercício. Bicicletas compartilhadas, maior quilometragem de ciclofaixas de lazer do país, uma das maiores malhas cicloviárias do Brasil. Nada disso esteve tão longe de ser cumprido quanto agora pela atual gestão. Mesmo projetos de ciclovias como nos bairros José Mendes ou Caieira da Barra do Sul estão muito distantes de serem considerados a ponto de virarem realidade.

Para piorar, a capital viu-se assolada com uma onda de roubos e furtos de bicicletas na própria principal ciclovia, o que gerou uma manifestação com mais de 100 ciclistas no Cicloabraço à Passarela do CIC, local onde ocorreu a maioria dos roubos.

Fevereiro, apesar de tudo, promete boas notícias, lançadas à luz da Peladada e das proximidades do aniversário de Florianópolis. Mas, enquanto isso, nada mais natural que os ciclistas saiam às ruas para mostrar sua presença na luta constante por continuar simplesmente pedalando!

Confira as Massas Críticas catarinenses de janeiro:

Blumenau

Reunião às 19h30 em frente à prefeitura.

Florianópolis

Florianopolis 2015-01-30

:: Confirme sua presença pelo Facebook

Massas Críticas catarinenses – outubro de 2014

A bruxa está solta em Santa Catarina!

Se em termos de ação política temos pouco a comemorar – visto que a ciclofaixa da SC-405 vai ficar a porcaria há 3 anos anunciada! -, em termos de atuação cidadã temos o que comemorar.

Santa Catarina foi o Estado em que mais candidatos ao legislativo assinaram a Carta de Compromisso com a Mobilidade Ciclística da União de Ciclistas do Brasil (UCB). Foram 15 candidatos a deputado estadual e federal por Santa Catarina a apoiar a iniciativa da sociedade civil. Juntos, obtiveram mais de 100 mil votos! Obteve-se uma primeira suplência na Câmara Federal e uma sétima suplência na Assembléia Legislativa,

O Bicicleta na Rua teve participação direta nessa iniciativa, tanto na confecção da Carta, via Grupo de Trabalho Eleições da UCB, seja no convite aos candidatos no apoio às propostas, passando, inclusive, por reunião oficial com assessoria da candidata reeleita presidenta da República.

Em outubro, a política da sociedade civil avançou mais do que a política partidária constituída. Uma notícia boa e ruim ao mesmo tempo. Só não devemos fazer com que o excesso de diálogo impeça a ação!

E se a ação do Poder Público anda tacanha, a sociedade civil bota a mão na Massa. É uma das essências da Bicicletada.

Confira a Massa Crítica da sua região:

Blumenau

Concentração em frente à Prefeitura Municipal a partir das 19h30. Saída às 20h.

Brusque

Brusque 2014-10-31Florianópolis

Florianopolis 2014-10-31 Floripa

:: Confirme sua presença pelo Facebook

Bicicletada Floripa comemora 12 anos!

O dia 31 de outubro é o Dia das Bruxas. No Brasil, virou oficialmente o Dia do Saci, como uma forma de homenagear o folclore nacional. Mas, na Ilha de Santa Catarina, a Ilha da Magia, em Florianópolis, as bruxas nunca deixaram de estar presentes no imaginário popular.

Florianopolis 2014-10-31 FloripaComo tem acontecido nos últimos 7 anos, a temática da Massa Crítica da capital catarinense envolve a imaginação no livre fantasiar. As belas bruxas de Franklin Cascaes serão evocadas na luta contra os Boitatás que insistem em apavorar os ciclistas. O desfile bruxólico está previsto para acontecer a partir das 19h, no ventre da Bruxa que conforma a Ilha de Santa Catarina, mais precisamente na pista de skate da Trindade, em frente ao shopping Iguatemi. A pedalada de uivos comemorativos está prevista para sair às 20h, em destino a ser definido pelos presentes, num ritmo leve para que os mais frágeis seres místicos consigam acompanhar.

O duelo dos ciclistas nestes 12 anos de história da Bicicletada Floripa não tem sido fácil. Forças ocultas e poderosas querem que, assim como em Itaguaçu, os ciclistas transformem-se em pedras, imobilizados. Um efeito que até os não pedalantes sentem no dia a dia: a imobilidade urbana atinge quem tenta se deslocar das mais diversas maneiras. Mas essas forças ocultas tem sido mais implacáveis com ciclistas e pedestres mesmo.

Ao comparar Florianópolis com São Paulo, cuja Bicicletada completou 12 anos em julho, percebemos o potencial perdido com a caça aos magos sobre duas rodas. A Ilha da Magia, em 2002, era uma das cidades com maior malha cicloviária do país. Embora com pouca quilometragem absoluta, destacava-se também pela qualidade de suas ciclovias. Doze anos depois, Floripa adotou uma tática falha: praticamente só construiu ciclovias nas reformas de vias, quando seu prefeito ou governador tinha a vontade de cumprir a lei. Com isso, os ciclistas tiveram que aumentar seu portfólio de truques: o teletransporte fez-se necessário para cruzar ciclovias que mudam de lado na via, sem razão alguma, o desvio de postes passou a ser algo quase instintivo.

Já a São Paulo dos últimos meses adotou uma postura mais folclórica, cansada de ver-se com sacis sem membros. E tem dado certo. A postura de implantar ciclovia mesmo antes da reforma da via garantiu de forma imediata a segurança do usuário da bicicleta. Em vários lugares de São Paulo, o ciclista não precisa mais ter superpoderes para transitar sem que Boitatá o atente.

Já em Florianópolis e em Santa Catarina, a omissão de pessoas como os prefeitos Dário Berger (PMDB) e Cesar Souza Júnior (PSD) e os governadores Luís Henrique da Silveira (PMDB) e Raimundo Colombo (PSD) provocou mortes evitáveis. Foram bruxos superpoderosos imobilizados para sempre que pereceram. Não viraram pedras como na paisagem cênica de Itaguaçu. Foram tornados pó.

Mas o que Boitatá  não sabe é que quanto piores as obras feitas e quanto mais criminosas forem as omissões, mais sobrevida ganha a Massa Crítica! Se a existência desta é uma busca por direitos – em especial, o direito à vida -, mais vezes os mágicos pedalantes irão às ruas chamar a atenção para as forças ocultas e poderosas que dificultam o seu existir.

:: Confirme sua presença pelo Facebook

Veja também:

6 Anos? Lá vou eu!

Massas Críticas catarinenses – julho de 2014

Julho chegou e passou.

Os gestores não fizeram (quase) nada. Uma rotina que cansa e não tem desculpa.

Apenas notícias requentadas surgiram, distantes de outras mais trágicas, que envolveram a perda de vidas humandas.

Em plena época eleitoral, não parece que os gestores fazer sequer questão de fingir se preocupar.

Por isso, simbora pedalar!

Confira o horário da Bicicletada na sua cidade e, se não existir ainda, crie uma!

Blumenau

Blumenau 2014-07-25

Brusque

Brusque 2014-07-25

Florianópolis

A tradicional Bicicletada Floripa vai se concentrar a partir das 18h, na pista de skate da Trindade, em frente ao Shopping Iguatemi. A saída será às 19h.

:: Confirme sua participação pelo Facebook

%d blogueiros gostam disto: