(Vídeo) Ghost Bike Róger: “Simplesmente vidas, sendo, novamente, perdidas”

As belas imagens do Felipe Munhoz e as belas palavras de desabafo do Fabiano Faga na homenagem ao ciclista Róger Bitencourt na instalação da Bicicleta Fantasma em sua memória.

“Em um domingo de verão, dia de sol como há meses não se via em Floripa, centenas de pessoas deixaram de fazer o que gostam, para pendurar uma bicicleta branca em um poste da SC 401, local do assassinato do ciclista Róger Bitencourt, por um motorista bêbado.

O que buscam essas pessoas, não é muito, pelo contrário, buscam condições mínimas de mobilidade, de forma segura e humana.

O que parece simples está infelizmente longe de ser atingindo, devido a uma parcela raivosa da população e pela omissão das instituições públicas.

A morte do Róger se tornou notória, devido à forma brutal e banal que ocorreu, também em um domingo, fazendo o que gostava, pedalando com os amigos, no acostamento da SC 401, às 10 horas da manhã.

Apesar disso, a bicicleta, por ser mais humana e, portanto, mais frágil que um carro, de forma alguma é mais perigosa.

Perigosas, são as altas velocidades que matam motoristas, passageiros, ciclistas e pedestres.

Mortes não deveriam ser toleradas no trânsito, simplesmente porque poderiam ser facilmente evitadas.

Usuários de bicicleta sabem disso, e não toleram nenhuma morte, por isso estão nas ruas e não vão sair de lá.”

Felipe Munhoz

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(Vídeo) Morte de ciclista na SC-401 causa indignação e comoção em Florianópolis

Conteúdo exibido originalmente no RBS Notícias, da RBS TV SC,  em 28 de dezembro de 2015. Assista aqui à reportagem no site.

(Vídeo) Jornal do Almoço aponta os problemas e perigos na SC-401 em Florianópolis

Conteúdo exibido originalmente no Jornal do Almoço, da RBS TV SC,  em 29 de dezembro de 2015. Assista aqui à reportagem no site.

Fica a nota triste pela postura omissa do Departamento de Infraestrutura (DEINFRA/SC). Ao afirmar que novas obras virão apenas com recursos do Plano de Mobilidade Urbana Sustentável da Grande Florianópolis (PLAMUS), o órgão ignora duas questões importantes.

A primeira é que o PLAMUS é um plano de pesquisa, diagnóstico e proposições, que foi encerrado em 5 de dezembro. Ele não prevê recursos. Em outras palavras, se o DEINFRA conta com esses recursos para a construção de calçadas e ciclovias, ele implicitamente indica que nada fará.

A segunda questão é que, já com o PLAMUS tendo sido apresentado diversas vezes, o próprio órgão usou recursos próprios para ampliar um trecho da própria SC-401, construindo uma nova faixa. Por ironia do destino, o trecho contemplado – sem a construção de infraestrutura para pedestres e ciclistas e sem respeito ao próprio PLAMUS – passa ao lado do cemitério Jardim da Paz, o mesmo em que Róger Bitencourt foi velado.

 

(Vídeo) Bike rack em ônibus em Florianópolis

Programa exibido primeiramente pela TV Câmara Florianópolis em 25 de julho de 2015.

A repórter Amanda Santos entrevista o vereador Professor Felipe (PDT) e o conselheiro da União de Ciclistas do Brasil (UCB) Fabiano Faga Pacheco. O vereador foi proponente do Projeto de Lei Complementar 1415/2015, que trata da inclusão do “bike rack” como parte do sistema cicloviário do município.

Após a entrevista, em diálogos com integrantes da UCB, do Bike Anjo Floripa e da ViaCiclo, o projeto foi alterado para poder abranger todas as modalidades de transporte coletivo que forem ser implantadas ou licitadas.

Preparativos para a gravação do "Impressões", em 16 de julho. Foto: Luis Antônio Peters/ViaCiclo.

Preparativos para a gravação do “Impressões”, em 16 de julho. Foto: Luis Antônio Peters / ViaCiclo.

 

Veja também:

(Vídeo) Bicicletas-fantasmas em Florianópolis
(Vídeo) Conversas Cruzadas: Ciclovias em Florianópolis
(Vídeo) Debatendo mobilidade urbana em Florianópolis

 

Crônica natalina – Fernanda Lago

O texto abaixo foi originalmente publicado no periódico Diário Catarinense, versão impressa, na quinta-feira, 12 de dezembro de 2013, na página 3 do caderno Variedades. Pode ser lida também neste link.

cronica - Fernanda Lago DC 2013-12-12 Ops, e Natal

(Veja em PDF)

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Artigo: “Ciclovia e Mobilidade Urbana”, por Luiz Henrique da Silveira

Artigo divulgado em 11 de novembro de 2013. Veja também em PDF.

Ciclovia e Mobilidade Urbana

Em setembro de 1978, uma multidão jamais vista em Joinville, aglomerou-se para assistir à inauguração da Ponte do Trabalhador. Construí-la foi o maior compromisso que assumi, durante a campanha eleitoral de 1976.

Ao comparecer em massa, o povo joinvilense demonstrou compreender a importância daquela obra, que fez a união da Zona Leste (Boa Vista, Iririú, Aventureiro) e a Zona Sul (Guanabara, Fátima, Itaum), reduzindo consideravelmente a distância entre esses bairros e criando a primeira linha direta de ônibus entre eles.

Junto com a Ponte, esses bairros ganharam 14 quilômetros de ciclovia, que, embora pioneira em Santa Catarina, ainda é a única via para ciclistas, com essa extensão.

O enfrentamento da questão da mobilidade nas cidades sempre foi uma preocupação que tive quando ocupei cargos executivos, mesmo antes do crescimento colossal da frota de veículos na última década, que acabou fazendo com que o problema passasse a ser um dos que mais atormenta gestores públicos brasileiros.

Assim como Joinville foi a primeira cidade a contar com ciclovia, também foi a primeira a ter terminais de integração (que chamamos de Estações da Cidadania), com a tarifa única para passagem de ônibus. Até 1996, pagavam-se, no mínimo, duas passagens, no deslocamento de um bairro ao outro.

Com a construção daqueles terminais, a instituição da bilhetagem eletrônica e da passagem única, a vida dos trabalhadores de nossa cidade com certeza melhorou. Mas, a mobilidade urbana conquistada aquela época é anulada hoje pela fantástica multiplicação do número de veículos, o que impõe aos governantes decisões criativas, como a que propôs o Senador Randolfe Rodrigues, incluindo no Sistema Nacional de Mobilidade Urbana, as “bicicletas públicas de uso compartilhado”.

Fui o relator desse projeto, aprovado na última semana na Comissão de Constituição e Justiça, atribuindo aos municípios a disponibilização de bicicletas públicas de uso compartilhado.

Esta é uma realidade que já existe em muitas cidades. Cito duas, que são exemplos de uso desse sistema: Paris e Copenhagen.

Na Dinamarca, aliás, 70% das pessoas locomovem-se de bicicleta. Até mesmo Ministros de Estado vão de casa ao trabalho, pedalando.

No Brasil, é preciso mudar a cultura do automóvel. É preciso acabar com o dito idiossincrático de que “ônibus é coisa de pobre”. E incorporar o uso da bicicleta nos hábitos dos cidadãos. Pedalar, além de economizar energia, contribuindo para a qualidade do meio ambiente, é um dos exercícios mais saudáveis.

Os congestionamentos do sistema viário têm levado milhões de brasileiros a perderem preciosas horas de suas vidas no interior de veículos motorizados, que se locomovem a velocidades lentíssimas, emitindo milhares de partículas de CO2 à atmosfera.

Contra esse verdadeiro caos urbano, caracterizado por irritantes filas quilométricas, é preciso deixar o carro em casa; optando pela bicicleta, ou, pelo menos, pelo ônibus.

Por Luiz Henrique da Silveira*

* Luiz Henrique da Silveira é senador da República

Saiba mais:

Projeto do Senado incentiva implantação de bicicletas públicas

Artigo: Integração ciclística entre Balneário Camboriú e Camboriú

As cidades de Camboriú e Balneário Camboriú são marcadas pelo fenômeno da conurbação, entendido como a fusão de duas ou mais áreas urbanas, ou seja, onde os limites político-administrativos entre as cidades não são bem definidos, constituindo uma única mancha urbana.

A conurbação potencializa outro fenômeno urbano, conhecido como “cidade dormitório” – quando uma parte considerável da população residente em uma cidade realiza suas atividades cotidianas, principalmente o trabalho, em outra cidade. No processo de urbanização do Brasil, esse fenômeno foi reforçado pela especulação imobiliária, realidade esta que caracteriza Balneário Camboriú e que reflete diretamente na cidade vizinha.

Quando estes fenômenos ocorrem, cabe aos municípios membros constituírem políticas públicas que solucionem problemas comuns, como é o caso da mobilidade. A mobilidade urbana é um importante atributo da cidade, é o resultado da relação entre o movimento das pessoas e de bens e a facilidade de acesso à cidade. Ela deve assegurar as necessidades e os desejos das pessoas, quer de forma individual ou coletiva, quer de forma motorizada ou não-motorizada. Dessa forma, entendemos que no âmbito do planejamento urbano ambas as cidades devem ser tratadas como uma, na perspectiva de construir uma planejamento integrado.

O deslocamento da população das cidades de Camboriú e Balneário Camboriú dá-se tanto de forma motorizada quanto de forma não motorizada, sendo que esta última carece de atenção por parte do agente público. Devido à proximidade entre as cidades em questão, o uso da bicicleta como forma de deslocamento é comum, porém a infraestrutura existente é bastante precária. Um indicador desta deficiência é, segundo a ACBC, a pequena extensão das vias destinadas exclusivamente aos ciclistas. Balneário Camboriú possui 16.770 m (15,51 cm/habitante) e Camboriú menos ainda, apenas 2.410 m (3,87 cm/habitante). No que toca à questão da conurbação, é mais relevante ainda constatar que não existe uma ligação cicloviária contínua entre as duas cidades, tornando o deslocamento entre uma e outra uma ação perigosa.

Os benefícios do uso da bicicleta como meio transporte são inúmeros, tanto no âmbito coletivo quanto individual, sendo possível citar dentre eles: diminuição da poluição do ar; redução dos gastos públicos com construção e manutenção do sistema viário; redução dos congestionamentos e da perda de tempo no trânsito; ampliação do acesso aos espaços públicos; diminuição da quantidade de acidentes; promoção da saúde; favorecimento da autonomia individual de deslocamento; contribuição para a economia da renda familiar.

Além da bicicleta ser utilizada como meio de transporte, ela também é um recurso e uma prática de turismo. Em 2009 foi implantado nos municípios da foz do Rio Itajaí o Circuito de Cicloturismo Costa Verde & Mar. Passando pelo território de 11 cidades, inclusive Camboriú e Balneário Camboriú, é uma iniciativa do Citmar – Consórcio Intermunicipal de Turismo Costa Verde e Mar e da Amfri – Associação dos Municípios da Foz do Rio Itajaí, sendo atualmente administrado pela ACBC – Associação de Ciclismo de Balneário Camboriú e Camboriú.

O cicloturismo é uma prática turística que usa a bicicleta não somente como um meio de transporte, mas como uma companheira de viagem e que permite o acesso a lugares que não são acessíveis aos demais meios de transporte. Está associada ao convívio ao ar livre, ao respeito ambiental e às paisagens naturais. Uma das condições para o êxito do cicloturismo é a segurança para seus usuários, o que só pode ser garantido com políticas públicas que ofereçam infraestrutura adequada, programas de educação para o trânsito e interferência fiscalizatória por parte dos agentes de trânsito.

A bicicleta também faz interface com o turismo de modo indireto, pela constatação de que grande parte dos trabalhadores de Camboriú e de Balneário Camboriú estão envolvidos com este ramo de atividade. Não obstante a importância do turismo para a economia local, a sua mão de obra em geral é precarizada, sazonal e com condições contratuais inseguras – em suma, a economia da renda familiar é uma questão importante para as famílias que trabalham com o turismo, ressaltando a importância da bicicleta, veículo amplamente reconhecido de baixo custo de aquisição, operação e manutenção.

Apesar de que uma das principais diretrizes da Política Nacional de Mobilidade Urbana, Lei Federal 12.587/2012, seja priorizar os modos de transportes não motorizados sobre os motorizados e dos serviços de transporte público coletivo sobre o transporte individual motorizado, não é essa a realidade que se observa no tratamento das gestões públicas.

Sabemos que leis desacompanhadas de programas locais são insuficientes para mudar um modelo de cidade construído historicamente. Para mudar o paradigma de mobilidade urbana é preciso que as gestões públicas assumam medidas permanentes de incentivo ao uso da bicicleta nas cidades. Nesse sentido, o Seminário Intermunicipal Camboriú e Balneário Camboriú de Mobilidade Ciclística apresenta-se como um instrumento fundamental para a construção de políticas públicas voltadas a mobilidade ciclística, ao fomentar o debate entre os três importantes setores da sociedade: poder público, sociedade civil organizada e a academia.

Por Roberta Raquele André Geraldo Soares**

* Roberta Raquel é professora de Geografia e coordenadora de Extensão do Instituto Federal Catarinense – Campus Camboriú
** André Geraldo Soares é coordenador de Mobilidade da Associação de Ciclismo de Balneário Camboriú e Camboriú – ACBC.

Saiba mais:

Seminário de Mobilidade Ciclística agitará Camboriú e Balneário

Programação do Seminário de Mobilidade Ciclística de Camboriú e Balneário

Livro “Brasil Não Motorizado” será lançado em Santa Catarina

Programação do Seminário de Mobilidade Ciclística de Camboriú e Balneário

Inscrições gratuitas em www.acbc.com.br/seminario

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Saiba mais…

Seminário de Mobilidade Ciclística agitará Camboriú e Balneário

Balneario Camboriu 2013-11-07.08

Inscrições gratuitas em www.acbc.com.br/seminario

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(Vídeo) Entrevista com Enrique Peñalosa no Conversas Cruzadas

Programa Conversas Cruzadasexibido originalmente em 7 de outubro de 2013, pela TVCOM SC.

O âncora Renato Igor entrevista o ex-prefeito de Bogotá, Enrique Peñalosa, o secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano de Florianópolis, Dalmo Vieira Filho, e o professor Daniel Pinheiro, do curso de Administração Pública da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC) .

Peñalosa esteve em Florianópolis para palestrar na terceira edição do Fronteiras do Pensamento, no auditório da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC). Em debate. gestão pública para a mobilidade, com enfoque no transporte coletivo e no uso das bicicletas, com vistas a tornar a cidade mais agradável para se viver e seus habitantes, mais felizes.

Veja os vídeos originais:   {Bloco 1}   {Bloco 2}   {Bloco 3}   {Bloco 4}

Saiba mais:

A mobilidade e as cidades: as lições de Bogotá
(Vídeo) Enrique Peñalosa – Investimentos em calçadas, ciclovias e transporte público melhoraram a mobilidade em Bogotá
(Mobilidade nas Cidades) Íntegra da palestra de Gil Peñalosa
(Mobilidade nas Cidades) “Precisamos parar de falar e começar a agir”, diz Gil Peñalosa

Veja também:

(Vídeo) Bicicletas-fantasmas em Florianópolis
(Vídeo) Conversas Cruzadas: Ciclovias em Florianópolis

Revista Mobilidade Urbana

Será lançada nesta quinta-feira, às 17h30, na Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina (ALESC), o primeiro número da Revista Mobilidade Urbana. A ALESC fica na  Rua Doutor Jorge Luz Fontes n°310, no Palácio Barriga Verde, Centro.

Confira abaixo o release e o convite:

ShopConsult lança, no hall da Assembleia Legislativa em Florianópolis, a primeira edição da Revista Mobilidade Urbana. Segundo o Publisher, Hamilton Lyra Adriano, a publicação não pretende encerrar as discussões em torno do tema, mas apresentar as soluções encontradas por gestores públicos de diferentes cidades do mundo, bem como abrir um novo canal para a discussão do tema. O evento de lançamento foi proposto pelo deputado estadual Renato Hinnig, que defende a efetivação de ações por mais mobilidade em Santa Catarina.

Contamos com a sua participação!

Revista de Mobilidade Urbana - Convite

A Revista Mobilidade Urbana era para ter sido lançada em abril deste ano, em Florianópolis, durante o Fórum Internacional sobre Mobilidade Urbana.

A mobilidade e as cidades: as lições de Bogotá

DC 2013-09-28 As licoes de Bogota(Veja em PDF)

Veja o artigo completo enviado para o Fronteiras do Pensamento, do qual participará o ex-prefeito de Bogotá Enrique Peñalosa. A Versão reduzida foi publicada no caderno Cultura do periódico Diário Catarinense em 28 de setembro de 2013.

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Conexão Montréal #1 – Primeiras Experiências

Meu nome é Viviane, sou uma estudante de mestrado em Educação na UFSC e estou fazendo sanduíche de pesquisa em Montréal na UdeM, Québec, Canadá. Conversei muito com o Fabiano, fundador deste espaço e cicloativista de Florianópolis, sobre como a cidade aqui é receptiva para bicicletas. Como estou no meu período de adaptação, não sei fazer outra coisa que não seja comparar a cidade de onde eu vim com esta onde estou aproveitando a deixa do diálogo e a vontade de trocar experiências, eu e o anfitrião do “Bicicleta na Rua” decidimos abrir um espaço educativo para contar nossas vivências com a bicicleta em várias cidades no mundo. Ele com as suas andanças pela Europa, e eu, aqui, no Canadá.

A minha amiga que me recebeu aqui tem uma speed Peugeot dos anos 60, ela tem muito amor pela bici porque foi da mãe dela. Mas, mesmo assim, ela me emprestou para eu ver um apartamento num bairro vizinho. Foi muito bom, para começar porque nunca andei de speed e a coluna fica bem retinha e a respiração, por consequência, fica bem sincronizada com o movimento do pedal.

No caminho, já na saída peguei a ciclovia e fui direto. Em cada cruzamento, tem um semáforo; na Rue Boyer tem um sinal para pedestres e outro para bicicletas. Outras ruas, sem ciclovia, geralmente têm um sinal só para todos. Todo mundo para no sinal, não tem nenhum danadinho que atravessa fora do verde. Me contaram que se você atravessa no vermelho e a polícia vê, você é multado. Uma infração para pedestres e ciclistas custa 37 dólares canadenses (uma grana preta).

Continuando o relato, passei por um túnel para chegar a Avenida que eu procurava e mesmo sem ciclopista, tinha bastante espaço para mim. Num canto, os carros estacionados e quase um metro da marcação da pista, tranquilidade total. Photo1065Na cidade, nem todos ciclistas usam capacetes ou equipamentos de segurança. Mas eu tava bem devagar, apesar da potência da máquina emprestada.

Cheguei no lugar, e na frente da casa tinha um pequeno pique preto com símbolos de bicis, tipo, estacione aqui.

São os sinalizadores do sistema de estacionamento de carros na rua. Para vocês verem, o mesmo espaço é compartilhado, só que de bike você não paga nada, é só achar um espaço livre. É bem comum ver pequenos bicicletários nas calçadas próximas aos caminhos exclusivos das bicicletas, digo assim pois, tem as ciclovias, ciclofaixas, ciclopistas, etc. Neste dia, eu fiz uns 3km e não senti medo de nenhum carro ou de transitar por aqui de bicicleta, daí, decidi: quero ter uma speed também.

Debate na ESAG: “Mobilidade urbana: pode ser diferente?”

Florianopolis 2013-09-24 Mobilidade Urbana

A mobilidade urbana é hoje, inegavelmente, um dos maiores problemas sociais das cidades, tendo sido o estopim das chamadas “Jornadas de Junho”.

Testemunhamos cotidianamente congestionamentos cada vez maiores, deslocamentos ineficientes e excludentes, o incentivo constante ao uso do transporte individual, a precariedade e inadequação do transporte coletivo, com quantidade reduzida de frota, limitação de linhas, longa duração de viagens e o alto preço da tarifa.

O diagnóstico de caos urbano é evidente, porém nesse contexto local de renovação da concessão do transporte coletivo, de manifestações exigindo serviços públicos de qualidade e de desconsideração da participação popular, a Juventude Socialismo e Liberdade (JSOL) convida a todos e todas para uma reflexão sobre o modelo de cidade atual, seu reflexo na mobilidade urbana e se há alternativas para uma outra cidade.

Será que a mobilidade urbana pode ser diferente?

Debatedores:

Elson Pereira, professor do Departamento de Geografia e dos cursos de pós-graduação de Geografia e de Arquitetura e Urbanismo da UFSC.

Afrânio Boppré, Vereador do PSOL em Florianópolis, Doutorando em Geografia na UFSC e autor do Projeto de Lei Mobilidade Solidária.

Pedrão, Vereador de Florianópolis e acadêmico de Administração Pública na UDESC/ESAG

O debate vai ser realizado no Auditório da ESAG na UDESC.

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(Via release)

Semana Catarinense de Mobilidade Urbana

Florianopolis 2013-09-24.26 Semana Estadual da Mobilidade

Semana da Mobilidade apresenta agenda de debates, apresentações e proposições em busca de soluções efetivas

CCR, Floripa em Movimento e SC Par apresentam e debatem detalhes sobre projetos de mobilidade para a Grande Florianópolis

A agenda da Semana Estadual da Mobilidade Urbana prevê para a próxima semana momentos importantes para a mobilidade urbana nas cidades catarinenses, em eventos que serão realizados na Assembleia Legislativa. No dia 24, pela manhã, Fernando Araldi, do Ministério das Cidades, falará sobre a política nacional de Mobilidade Urbana e o desafio dos municípios catarinenses, que até 2015 devem ter concluídos seus planos municipais de mobilidade. A promoção do transporte não-motorizado como parte de um Plano de Mobilidade Urbana Sustentável será outro dos temas discutidos na abertura. A apresentação será do arquiteto e urbanista  Emilio Merino Dominguez, membro de diversas organizações mundiais da mobilidade, tais como, Cities for Mobility;  Associação Ibero-americana de Mobilidade Urbana para a Sustentabilidade –ASIMUS; e a Rede de Universidades Ibero-americanas de Técnicas de Engenharia Municipal.

No período da tarde, pela primeira vez de forma pública, as empresas CCR e Floripa em Movimento, assim como a SC Par apresentam e debatem seus projetos de mobilidade urbana para a Grande Florianópolis. A SC Par também apresenta informações sobre o estudo de mobilidade contratado pelo Governo do Estado através do BNDES. Os participantes poderão tirar suas dúvidas e conhecer detalhes de cada projeto que participa do Processo de Manifestação de Interesse promovido pelo Governo do Estado. “Entendemos que a Assembleia Legislativa tem o dever e a obrigação de tornar público esses projetos e discutir as soluções de mobilidade urbana em pauta em Santa Catarina, bem como, a política nacional de mobilidade, que entrou em vigor em abril de 2012”, afirma o deputado estadual Renato Hinnig, parlamentar propositor da Semana Estadual da Mobilidade Urbana.

CICLOVIAS – No dia 25, as atividades da Semana Estadual da Mobilidade Urbana estão focadas no projeto de lei que propõe a criação de um sistema cicloviário para Santa Catarina, de autoria do deputado estadual Renato Hinnig. Ciclistas, arquitetos, especialistas em mobilidade, entre outros, estão sendo convidados a participar de um oficina técnica que vai colher sugestões para o projeto, bem como para o desafio da implantação de sistemas cicloviários. A oficina será coordenada pelo arquiteto Emilio Merino Dominguez, que também é assessor e Perito Sênior Local do Ministério das Cidades no projeto de implementação da Lei da Mobilidade no Brasil e atualmente é Coordenador e Assessor técnico da Comissão Especial de Mobilidade Urbana da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul.

Região Metropolitana- A criação de uma Região Metropolitana envolvendo os principais municípios da Grande Florianópolis e a importância dos consórcios intermunicipais serão os focos de evento promovido pelo Conselho Metropolitano para o Desenvolvimento da Grande Florianópolis (COMDES), em parceria com a Escola do Legislativo Estadual, no dia 26 de setembro, na Capital. O objetivo é discutir o desenho institucional e a legislação metropolitana, com formulação de políticas públicas de interesse comum e formas de gestão e financiamento deste tipo de espaço. O evento será realizado no PlenarinhoDeputado Paulo Stuart Wright da Assembleia Legislativa, das 9h às 18h.

A Semana Estadual da Mobilidade Urbana é uma promoção da Assembleia Legislativa de Santa Catarina, através da Comissão de Transportes e Desenvolvimento Urbano. A abertura oficial do evento está marcada para às 9horas, no auditório Antonieta de Barros, da ALESC.   “Urge que se discuta incessantemente e cada vez mais a questão da mobilidade urbana, que se apresenta como um dos grandes problemas da atualidade a serem enfrentados por administradores em todos os níveis, não só nas grandes cidades como também nos municípios de menor porte”, avalia o presidente da Comissão de Transportes, deputado Reno Caramori (PP).

 PROGRAMAÇÃO DA SEMANA ESTADUAL DE MOBILIDADE URBANA

24 de Setembro  – Terça-feira

CICLO DE PALESTRAS  – SANTA CATARINA EM MOVIMENTO

Local: Auditório Antonieta de Barros
Horário: Das 9:00 às 11:30

·         9:00 – Abertura do evento
·         9:30 – Palestra – A política nacional de Mobilidade Urbana e o desafio dos municípios catarinenses – Ministério das Cidades
·         10:00  – Palestra –  A Promoção do Transporte não-motorizado como parte de um Plano de Mobilidade Urbana Sustentável –  Emilio Merino – Arquiteto e Urbanistas, especialista em mobilidade urbana.
·         10:30 – Palestra – Projeto de lei que cria o sistema cicloviário em Santa Catarina, aspectos legais e possibilidades. – Deputado estadual Renato Hinnig
·         11:00 –   Palestra – Trânsito Bacana com você –  Agnaldo Silva Guina

SEMINÁRIO – PROJETOS DE MOBILIDADE URBANA PARA A GRANDE FLORIANÓPOLIS

Local: Plenarinho Deputado Paulo Stuart Wright
Horário: Das 14:00 às 16:30

·         14:00 – Abertura do evento – Assembleia Legislativa.
·         14:20 – Apresentação das ações que estão sendo desenvolvidas pelo Governo do Estado, visando a melhoria do transporte em nível regional, com prioridade para o Transporte Público.
·         14:30 – Apresentação do Estudo de Mobilidade Urbana que está sendo desenvolvido através de acordo de cooperação técnica com o BNDES – Plano Diretor de Mobilidade Urbana.
·         15:00 – Apresentação do projeto da empresa CCR
·         15:30 – Apresentação do projeto do consórcio Floripa em Movimento
·         16:00 – Espaço para questionamentos.

25 de setembro – Quarta-feira

OFICINA – CONTRIBUIÇÕES PARA O PROJETO DE LEI QUE CRIA O SISTEMA CICLOVIÁRIO EM SANTA CATARINA

Local: Sala 01 das Comissões
Horário: 14:30 às 17:00

·         14:30 – Oficina
·         16:00 – Coffe Break
·         16:20 – Finalização do documento que será apresentado à Alesc
·         16:40 – Entrega aos representantes da Alesc, do documento com o resultado final da Oficina

26 de setembro – Quinta-feira

SEMINÁRIO DE GOVERNANÇA METROPOLITANA

Local: Plenarinho Deputado Paulo Stuart Wright
Horário: das 9:00 às 18:00

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