Gabriel

Gabriel era um sujeito comum, tanto quanto eu e você. Dava aulas de Química no Instituto Federal de Santa Catarina, em Florianópolis. Gostava de pedalar pela cidade. Tinha uma esposa, irmãos, filhos e amigos. Gabriel era um sujeito comum. Era. Na última segunda-feira, 5 de outubro, Gabriel faleceu, fazendo uma das coisas das quais mais gostava: andar de bicicleta.

Mol, como era chamado por seus alunos, tinha uma química incrível. Sobre duas rodas, formava uma ligação – não covalente – que o fazia brilhar. E a luz de sua lanterna piscava nos seus pedais por Florianópolis.

Zeloso, participara ativamente do dia mais importante para o cicloativismo nacional e internacional. Vinte e dois de Setembro, o Dia Mundial Sem Carro, contou com sua presença e com a de sua bicicleta no Pedal Unificado. Dia… sem… carro. Parece impossível para alguns imaginar essa utopia que era a regra há século atrás, quando as pessoas ainda paravam para conversar nas ruas. Uma invenção tecnológica que pode salvar vidas – e também tirá-las.

No dia 5, estava marcado mais um passeio do Pedal do Della, do qual Gabriel era freqüentador. O rumo: Santo Antônio de Lisboa. Mas naquela noite, o seu desejo era outro. Em vez do norte, foi ao sul, em direção ao Campeche. Quase todo o trajeto de sua residência, no Saco dos Limões, até a praia é feito em ciclovias. Ciclovias unidas por pontos de teletransporte, como tem sido hábito dos governos municipal e estadual, que não têm absolutamente nenhum cruzamento entre ciclovias distintas corretamente executado. NENHUM.

Quando já retornava para sua casa, Gabriel teve que sair da ciclovia. A segurança despediu-se de Gabriel e seguiu o rumo do centro pela ciclovia enquanto ele dela saía para encontrar a sua família. O horário era 21h40.

O reencontro familiar não aconteceu. Não foi possível de ser realizado em vida. Na pista sentido sul da Via Expressa Sul uma colisão atingiu em cheio, não possibilitando a menor reação. Quase exatos sete anos depois de Esaú, outro grupo de ciclistas da Grande Florianópolis também perdia um de seus membros devido a uma motocicleta.

Na manhã do sábado 11, as cantorias da Igreja Presbiteriana Betânia, em frente à sua casa, aquietavam as almas de quem por ele sofria. Nos céus, Esaú aguardava a chegada do novo companheiro de pedaladas celestiais.

Nesta terça-feira 13, a décima bicicleta-fantasma surgirá na paisagem de Florianópolis.

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Gabriel Seroa da MotaGabriel Serôa da Mota
∗ 25/07/1954   † 05/10/2015

Em dia de Ironman, ciclistas sofrem com violência no trânsito

Ciclista foi atropelada por motorista bêbado enquanto outro levou “tapetada”

Enquanto dois mil atletas percorriam os mais de 200km total do Ironman, prova de triatlo realizada neste domingo, 27 de maio, em Florianópolis, ciclistas urbanos sofreram episódios que demonstram bem a violência gratuita que os ciclistas sofrem nas rodovias catarinenses.

Logo pela manhã, a ciclista Ana Carolina Vivian pedalava com dois rapazes para assistir à largada da prova quando foi atingida por uma moto, conduzida sem habilitação por um motorista embriagado. Segundo informações não confirmadas, o acidente aconteceu na SC-401, próximo ao trevo de Jurerê. O motoqueiro foi encaminhado à delegacia, de onde já foi liberado. Dia 26 acontecerá a primeira audiência sobre o caso e o condutor da moto deve ser indiciado por homicídio doloso, quando há intenção matar. Ana Carolina teve apenas machucados leves.

Lá perto, na mesma SC-401 Rodovia Tertuliano Brito Xavier, entre Canasvieiras e Jurerê, Audálio Marcos Vieira Junior foi atingido por uma “tapetada” dada por um dos ocupantes de carro prata de placa MFJ 4206. Audálio já registrou um boletim de ocorrência e aguarda o prosseguimento do caso.

Tanto Ana Carolina quanto Audálio são ativistas da bicicleta conhecidos em Florianópolis.

Gostinho catarinense

Pouca gente sabe, mas a vitória do argentino Ezequiel Morales no Ironman teve um gosto especial para alguns catarinenses. O atleta é patrocinado pela 3T Triathlon, loja de materiais esportivos de Criciúma.

Atualizado em 30 de maio de 2012, às 15h43min.

Motoqueiro acidenta ciclista que ia assistir à largada do Ironman, em Florianópolis

As informações aqui são preliminares.

Um motociclista bêbado atingiu neste domingo uma garota que ia de bicicleta com amigos assistir à largada da prova de triatlo do Ironman, em Florianópolis. Ana Carolina Vivian sofreu apenas ferimentos leves, enquanto seus amigos, o namorado André Costa e Maurício, um cicloturista que se encontra na capital catarinense, nada sofreram.

O motociclista estava embriagado e, segundo a polícia, não possuía carteira de habilitação. Ele já foi liberado.

Ana Vivian e André estavam planejando viajar de bicicleta pela América do Sul. A viagem de ambos iria começar semana que vem. O casal é conhecido no meio cicloativista catarinense. Com a sua bicicleta, André foi o vencedor do último Desafio Intermodal de Florianópolis, realizado no ano passado. Ana Vivian também venceu esse mesmo desafio do trânsito em 2009, ganhando de automóveis, ônibus e motos usando uma bicicleta com cestinha, mostrando o quão eficiente pode ser o uso da bicicleta na cidade.

Falta, entretanto, investimento em infraestrutura, fiscalização e educação.

(Vídeo) Trailer do Desafio Intermodal de Florianópolis

O vídeo abaixo é apenas para se sentir o gostinho do que está por vir, com cenas exclusivas do Desafio Intermodal deste ano. Um agradecimento especial ao MULETA e aos estudantes do curso de cinema da UFSC pela edição!

Confiram aí abaixo.

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Percepções e relatos do Desafio Intermodal de Florianópolis

“Quando fui convidado pra fazer o percurso, de carro, fiquei bastante chateado, pois no ano passado, por estar de braço quebrado, não tive como escapar da incômoda tarefa de levar a jornalista e a minha bicicleta, dentro da latinha com rodas.

Cheguei na UFSC, um pouco antes do horário, depois de levar uma hora, pra ir do Campeche até ali, em virtude das obras de implicação da SC 405, que faz duplicar o tempo que eu levo de bicicleta. O Fabiano me avisou que eu iria, a pé, pelo Suli. Fiquei feliz, pois passaria, de novo, por um trecho que muitas vezes passei com passeatas e protestos, podendo observar as mudanças da urbanização do Saco dos Limões, nos últimos tempos.

A chuvinha miúda, recém chegada, foi a companheira dos primeiros passos, seguindo junto com os carros, que passavam, lentamente, permitindo que eu interagisse com os passageiros e motoristas, sem que ninguém tivesse me oferecido carona, ou mesmo um questionamento, pelo fato de eu ir caminhando. O trânsito só transitou depois do morro da Carvoeira, quando perdia os carros de vista. O que pude ver é que a maioria deles levava apenas um ser humano, tornando a relação custo/benefício bastante desfavorável a eles. Diferença esta manifesta nas protuberâncias glúteas e abdominais, que, flácidas, circulam preguiçosas, acumulando cólicas, asmas e colesterol. Por isso, preferi seguir pensando em coisas mais agradáveis. 

Lembrava do tempo que havia um pequeno córrego, trazendo água cristalina do alto do Morro da Cruz, rumo ao mangue do Itacorubi, que seguia à estrada até os domínios da Universidade. Isso lá pelos anos que se comprava leite em garrafa de vidro e o padeiro passava de galiota, puxado por um pangaré ensinado. A chegada da moradia vertical, na descida da Carvoeira, diminuiu a área de visibilidade do Saco dos Limões, e o aterro levou o berbigão para mais longe um pouquinho. Não sei se ainda se pode catar berbigão, porque muito cagalhão ainda desce pelos valões, contribuindo para a propagação de microorganismos aquáticos, que alteram sensivelmente a rotina dos diversos comensais que se apropriam daquele ambiente. Chegando no José Mendes, vi que não há mais fábrica de refrigerantes, e a loja de automóveis virou templo ecumênico. Na curva do Penhasco, pude agradecer a Nossa Senhora da Liberdade, pela oportunidade de estar curtindo uma paisagem de cartão postal. Faltava muito pouco pra terminar minha jornada, num final de tarde feito sob medida, pra saber com quantos passos se faz uma jornada.

Depois de atravessar a cracolândia, que estava esvaziada, ganhei a passarela e a parte mais sombria do trecho. Logo quando estava na entrada da Cidade, percebi o quanto aquele local é abandonado. Alguns mendigos, um butequinho e uma escuridão de cemitério compõem a paisagem mórbida do meu momento de chegada. Só aí eu pude perceber porque a maioria das pessoas não faz este trajeto, da forma lúdica e saudável que eu estava fazendo, mais uma vez. Apesar de todo meu prazer de ter feito aquele passeio, as condições das calçadas, o desconforto das perseguições dos carros, que, na ânsia de levar seus motoristas para casa, atropelam o pedestre, este ser tão estranho que insiste em ser humano.

Quando cheguei, fui informado que o secretário ainda não havia chegado, pelo seu sistema de transporte desintegrado. Eu levei menos de uma hora, e apenas quinze minutos a mais que o auto(i)móvel. Com certeza, o estresse que o motora teve, durante seus momentos de estacionalidade, foi muito maior que o meu prazer de ter curtido uma caminhada animada. O problema é que o dele vai para a coluna do custo, enquanto o meu consta como benefício. Portanto, muito mais saudável e sustentável.

Valeu, galera, pelo encontro festivo com todos nós. O Fabiano, o Daniel Biólogo Presidente da Viaciclo, a gurizada animada, o Audálio, que quando chegou saía fumaça por todos os poros, a chuva, os buracos da calçada, a fumaça de olhodisel dos ônibus lotados, e todos os que eu encontrei, que tornaram possível este instante de prazer e curtição.

Huli Huli”

Luiz Carlos Pereira, caminhante pelo sul

“Pena que não sei escrever tão bem como vocês, mas realmente o prazer de ir correndo e interagir com a natureza (poluição) é muito gratificante, ver que não é preciso estar preso às máquinas do progresso, que você pode ser mais rápido e ainda tirar todo o stress de uma semana de trabalho, é muito bom…

Todos os dias eu e meu colega vamos [de bike] – e, às vezes, quando acordamos cedo e conseguimos pegar uma carona com o Audalio, vamos os três  – dos Ingleses até o Itacorubi, ainda não tivemos coragem de fazer a volta, mas já é um começo e, com certeza, uma válvula de escape para toda a pressão e correria do dia a dia, que infelizmente a nossa sociedade continua a aumentar e chamar isso de progresso.

Não sei que progresso é esse que nos tira a segurança, o convívio com a família e a saúde. Como vocês disseram, por causa do progresso a sociedade tem a tendência de ficar sedentária e sem saúde. Onde vamos parar?”

Cássio Engel Vidal, corredor pelo norte (via Agronômica)

Vejam também os seguintes relatos:

Audálio Vieira Junior, corredor pelo Norte (via Av. Beira-Mar Norte).

Daniel Costa, coordenador de chegada.

Marcelo Vardanega, motociclista pelo Sul.

Aproveita-se, também, para atualizar a tabela com os tempos do Desafio.

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Segue abaixo, a pedidos, os tempos que cada modal levou para completar o Desafio Intermodal deste ano. Alguns tempos ainda estão sendo aferidos, dessa maneira, ainda podem sofrer alterações.

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Com 18 minutos e 53 segundos, a motocicleta foi o meio de transporte mais veloz no Desafio Intermodal de Florianópolis. O engenheiro civil Marcelo Vardanega completou o percurso com pouco menos de um minuto de vantagem sobre o ciclista André Vinicius Mulho Costa, que estreou este ano a categoria bicicleta fixa. Ambos os desafiantes fizeram o trajeto pelo caminho sul. A despeito disso, a velocidade média da bicicleta foi maior, uma vez que André não pôde cortar caminho pelo Túnel Antonieta de Barros, já que o tráfego de bicicletas por ali é proibido. Dessa maneira, ele teve que percorrer cerca de 1,5km a mais para completar o percurso.

Adriano Mendes foi o terceiro a completar o percurso, percorrendo de moto um trajeto ao norte em 21min10s. Logo após, chegaram os ciclistas masculino e feminino que foram pelo sul com bicicleta comum (22min13s) e o ciclista masculino que fez o trajeto norte pela ciclofaixa da Agronômica (22min46s). Outro motociclista que fez um caminho pelo norte chegou bem depois, aos 34min25s.

De maneira geral, a moto e a bicicleta foram sensivelmente as mais velozes, seguido pelo automóvel e pelos desafiantes que foram correndo. O ônibus foi bastante prejudicado neste Desafio, com tempos bem elevados, sendo que um dos caminhantes, Luiz Carlos Pereira, chegou antes do vice-prefeito, João Batista Nunes, que se utilizou da linha de ônibus Volta ao Morro Carvoeira Norte, uma das mais curtas para se chegar ao Largo da Alfândega Sul.

Os últimos desafiantes a chegar foram caminhando pelo norte, sendo que a diferença entre aquele que foi pela Agronômica (por dentro) e pela Beira-Mar Norte foi de apenas 7min. Arthur Marinho, que contemplou a vista da Baía Norte, fez o percurso em 1h37min54s.

Os resultados finais do Desafio Intermodal devem sair na próxima quarta-feira, dia 21 de setembro.

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Desafio Intermodal em Florianópolis

Largada para o Desafio Intermodal de Florianópolis

Cai agora uma chuva fina na região central e na Bacia do Itacorubi, locais por onde passarão os desafiantes do Desafio Intermodal de Florianópolis, a ser realizado logo mais.

Por enquanto, continuando a chuva como está, o Desafio permanece de pé. Está confirmada a presença do vice-prefeito e secretário de Transportes, Mobilidade e Terminais, João Batista Nunes, e da Diretora de Operações da mesma secretaria, Lúcia Maria Mendonça Santos, que utilizarão o transporte público em seus deslocamentos.

Teremos este ano ainda, pela primeira vez, a presença de patinadores e ciclistas com bicicleta de roda fixa. Haverá, também, integração entre bicicleta dobrável e ônibus.

As demais categorias permanecem as mesmas do último Desafio Intermodal. Haverá motoristas de automóvel e condutores de motocicleta seguindo pelo norte e pelo sul, bem como corredores e pedestres. Outras novidades dessa edição será a presença de ciclistas que farão o trajeto pela ciclovia da Av. Beira-Mar Norte, menos comum de ser usada nos deslocamentos urbanos que compreendem a rota em questão.

Além do tempo de deslocamento, compreenderão na avaliação geral do desafio a emissão de poluentes, a velocidade média, o custo econômico do deslocamento e uma avaliação subjetiva relacionada a conforto, praticidade, segurança e conflitos no trânsito.

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Desafio Intermodal em Florianópolis

Será realizado nesta quinta-feira, 15 de setembro, mais uma edição do Desafio Intermodal de Florianópolis. Mas, afinal, o que é esse desafio?

É o desafio do trânsito! Na hora do rush, em que mais pessoas estão às ruas, vai se aferir, com bases em alguns dados obtidos ao final do desafio o potencial de sustentabilidade de cada meio de transporte participante. O desafio, apesar de tudo, não tem um cunho científico, mas é interessante para mostrar alguns retratos, situações e contradições da situação enfrentada pelos usuários de cada modal no trânsito da capital catarinense.

A Desafio Intermodal é realizado na capital, no mínimo, desde 2007 e antecede as atividades da Semana da Mobilidade Sustentável e da Semana da Bicicleta. Este ano, já foi realizado o desafio no Rio de Janeiro e nos próximos dias devem ocorrer nos municípios de Recife, São Paulo, Brasília, Aracaju, Salvador, São José dos Campos, Maceió, Curitiba, Maringá, Belo Horizonte, Uberlândia, Balneário Camboriú, Porto Alegre, Belém e Natal.

São Paulo, Balneário Camboriú e Florianópolis já combinaram a realização de seus Desafios Intermodais para esta quinta-feira, dia 15 de setembro. A capital paulista contará com 18 categorias de intermodais. A Associação de Ciclistas de Balneário Camboriú e Camboriú irá, pelo segundo ano seguido, realizar o Desafio Intermodal em Balneário Camboriú.

Em Florianópolis, teremos todas as categorias do ano anterior mais a estréia de patins. De maneira geral, irão dois conjuntos de pessoas com modais diferentes que sairão da Concha Acústica da Universidade Federal de Santa Catarina cerca de 18h15min para, cada um com seu modal, chegarem ao ponto de controle, no Largo da Alfândega, no Centro. Um conjunto de pessoas fará esse trajeto pelo caminho norte e outro pelo sul. As leis de trânsito devem ser respeitadas. Constam em cada grupo pessoas que farão o trajeto de ônibus, caminhando, correndo, de bicicleta, de motocicleta e de automóvel.

Entre os itens avaliados, estão o tempo de deslocamento, a distância e a velocidades médias de cada modal, o custo de cada deslocamento, a emissão de poluentes e a percepção sobre segurança, conforto e praticidade de cada meio de transporte.

Vinte pessoas estão confirmadas e escaladas para participar do Desafio Intermodal da cidade este ano. Entre elas, três figuras públicas ligadas à área dos transportes na capital.

A Desafio Intermodal desterrense deste ano é uma promoção Bicicleta na Rua, Bicicletada Floripa e ViaCiclo e conta com o apoio do grupo de pedal Duas Rodas MTB Floripa, Secretaria Municipal de Transportes, Mobilidade e Terminais, Pró-Bici, Movimento Passe Livre, Pedarilhos, Grupo de Estudos e Educação Ambiental/CCB/UFSC.

Se alguém ainda tem interesse em participar, pode entrar em contato aqui pelo blogue mesmo.

[Atualização em 16 de setembro, à 1h45min: o Desafio Intermodal de São Paulo vai ocorrer dia 20/09].

Saiba mais: 

Mulher de bicicleta com cestinha vence Desafio Intermodal em Florianópolis 

OMS lança campanha para redução de mortes no trânsito

‘Cristo amarelo’ marcará entrada do Brasil em campanha por redução de mortes no trânsito

Brasil é oitavo país em vítimas fatais. Traumas de trânsito são a nona causa de mortalitade no mundo.

Rio de Janeiro – A Organização das Nações Unidas (ONU) lança amanhã (11) uma campanha mundial em favor das ações propostas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para reduzir o número de vítimas do trânsito. De acordo com a OMS, o trânsito mata, por ano, 1,3 milhão de pessoas e deixa cerca de 50 milhões de feridos em todo o mundo.

No Brasil, o lançamento ocorrerá às 18h, no Rio de Janeiro, quando o monumento do Cristo Redentor será iluminado de amarelo, cor de algumas placas do trânsito. “É exatamente para celebrar esse lançamento mundial que o Cristo Redentor, a Torre Eiffel em Paris, a Muralha da China, Times Square em Nova York e outros pontos do mundo vão ficar iluminados de amarelo”, explicou o consultor da OMS no Brasil para a área de traumato-ortopedia, Marcos Musafir.

“Os números [de vítimas do trânsito] não estão caindo. Por isso, a OMS sensibilizou a ONU que, em março, definiu em assembleia geral, que o período entre 2011 e 2020 fo batizado “Década de Ações para Redução de Traumas no Trânsito”, disse Musafir. A meta da organização é reduzir pela metade o número de mortes.

“A produção de veículos vai crescer, mas é preciso melhorar o transporte urbano, dar mais segurança ao usuário, principalmente o mais vulnerável, que são o pedestre, o ciclista e o motociclista. É preciso melhorar a atenção hospitalar e pré-hospitalar com a criação de centros de trauma. É preciso que leis sejam aplicadas, fortalecidas, e que a fiscalização atue bem”, indicou o consultor da OMS.

Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, recebe iluminação amarela na noite desta quarta-feira (11). A mudança na coloração faz parte de uma campanha mundial da OMS (Organização Mundial de Saúde) para reduzir as mortes no trânsito. Foto: Júlio Guimarães / UOL.

Com base nessas diretrizes gerais, cada país poderá criar suas ações e aprimorar o ambiente do trânsito, de modo a deixá-lo mais seguro e mais saudável. Pesquisa feita pela OMS em 178 países, com base em dados de 2008, mostrou que mais de 90% das mortes decorrentes de acidentes no trânsito são registradas em países de baixo ou médio desenvolvimento e que metade dessas vítimas são pedestres, ciclistas ou motociclistas. Essa proporção é ainda maior nas economias mais pobres, diz o estudo.

Marcos Musafir informou que o Brasil, Rússia, Índia e China estão entre os oito países que mais registram mortes no trânsito em todo o mundo. O Brasil ocupa a oitava posição nesse rol. Isso ocorre, segundo o ortopedista, “porque ainda há uma certa negligência, uma certa displicência no cumprimento do Código de Trânsito. Não há respeito à velocidade, ainda se usa álcool e drogas e se dirige, não se usa totalmente o cinto de segurança, não há uma fiscalização muito efetiva”.

Para ele, há uma grande parcela de responsabilidade do Poder Público. “Se o Estado não der condições de locomoção adequada para a população, não pode cobrar multa ou pegar o dinheiro da multa e não utilizar de volta no trânsito”. Essa é uma das recomendações da ONU, para que haja atenção na aplicação dos recursos advindos do trânsito, entre os quais, impostos sobre venda de carros, combustíveis e peças, além dos tributos sobre propriedade de veículos, as multas e as taxas de seguros.

A OMS prevê que em 2030 os traumatismos por acidentes de trânsito passarão a ser a quinta causa principal de mortalidade no mundo. Em 2004, eles ocupavam a nona posição no ranking.

Alana Gandra
Da Agência Brasil

Fontes: UOL, 10 de maio de 2011 (texto) e 11 de maio de 2011 (foto).

Saiba mais:

Campanha de trânsito da ONU ‘pinta’ Cristo Redentor de amarelo – reportagem da Folha de S. Paulo afirma que, no Brasil, 145,9 mil pessoas, a maioria homens jovens e adultos da Região Sudeste, foram tratadas pelo SUS em decorrência de acidentes de trânsito, a um custo de cerca de R$ 187 milhões.

Desprezo ao transporte ativo e ‘olá’ aos engarrafamentos

A reportagem abaixo foi originalmente publicada na edição impressa do periódico Diário Catarinense em 25 de janeiro de 2011 (pág.33). Você pode ler a matéria no site do DC aqui.

MOBILIDADE URBANA

Poucas pedaladas e menos caminhadas

Região Sul prefere usar o coletivo e o carro, segundo o estudo do Ipea

Utilizamos com menor frequência a bicicleta e caminhamos menos no dia a dia do que o restante do país. Por outro lado, o Sul é a segunda região que mais utiliza o transporte urbano e o carro como meio de transporte.

Mesmo utilizando menos o carro que os moradores do Sudeste, a percepção das pessoas é a de que enfrentamos um número maior de congestionamentos. Estes são alguns do resultados do Sistema de Indicadores de Percepção Social (Sips) Mobilidade Urbana divulgado ontem pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

A pesquisa ouviu 2.770 pessoas nas cinco regiões do país em suas residências para apurar o que os moradores acham sobre o assunto. A assessoria do instituto divulgou apenas dados regionais, sem disponibilizar informações específicas sobre Santa Catarina.

Na região Sul, 21,9% dos entrevistados afirmaram que enfrentam mais de um congestionamento por dia. O número está acima da média nacional (20,5%) e da região Sudeste (21,6%) e situa-se atrás apenas do Norte (26,2%). Somadas as outras variáveis, 55,9% dos moradores do Sul enfrentam pelo menos um congestionamento por semana.

Na outra ponta, um em cada quatro moradores do Sul (26,5%) afirmou nunca ter enfrentado um congestionamento na vida.

Os indicadores revelaram que o transporte preferido pelos moradores do Sul, com 46,3% das respostas, foi o público, seguido dos carros (31,7%) e motos (12,4%).

A região foi a que teve o menor índice de pessoas que utilizam a bicicleta para se locomover (2%), assim como o menor desempenho do país entre os que vão para os seus destinos a pé (7,6%).

A utilização dos transportes públicos, de bicicletas e de motos cai conforme aumenta o nível de escolaridade dos entrevistados. No mesmo sentido, o maior uso de automóveis é identificado entre as pessoas que concluíram ou começaram o ensino superior.

País vai mal no transporte coletivo para deficientes

A integração entre ônibus é utilizada no dia a dia por 42,6% dos entrevistados da região. Outros 33,7% não tem acesso a nenhum tipo de integração de meios de transporte.Na falta de conexões, ficamos atrás apenas da região Norte e bem acima da média nacional, de 26,3%.

O país, com a região Sul incluída, ainda vai muito mal na adaptação do transporte coletivo para os portadores de necessidades especiais.

Segundo os indicadores, 40,5% dos veículos nunca ou raramente estão adaptados para este público no Brasil. Na região Sul, o desempenho é um pouco pior que a média nacional: 41% dos entrevistados apontaram para este problema.

Se estamos mal em disponibilizar acessibilidade para os portadores de necessidades especiais no transporte público, lideramos o ranking do país na percepção sobre o respeito aos pedestres e ciclistas: 42,4% dos entrevistados afirmaram que eles sempre são respeitados no trânsito.

No Sudeste, região com o pior desempenho do país, este índice cai para 16,1%.

O transporte escolhido pelos moradores do Sul também é apontado como o mais seguro do país. Na região, 71,7% afirmaram que nunca foram assaltados e que desconhecem alguém que tenha sido ao utilizar o meio de transporte preferido. Na média do país, apenas 57,7% dos entrevistados deram este tipo de resposta.

O mesmo ocorre quando é medida a quantidade de acidentes no meio de transporte utilizado: 66,8% dos entrevistados na região disseram nunca terem se acidentado e que não conhecem pessoas que passaram por isto – a média no país é de 53,4%.

(veja em .pdf)

Alessandra Ogeda

Mulher de bicicleta com cestinha vence Desafio Intermodal em Florianópolis

Logo Bicicleta na Rua

A edição de 2009 do Desafio Intermodal, realizado ontem em Florianópolis, terminou com a bicicleta chegando à frente dos demais meios de transporte. Surpresa? Nem tanto. É o segundo ano seguido que a “magrela” supera todos os outros veículos no teste para ver quem chega mais rápido no complicado trânsito da capital catarinense.

Mesmo assim, foi curiosa a cena de ver uma mulher chegando com sua bicicleta com cestinha antes de todos os outros participantes. A ciclista, Ana Carolina Vivian, 22 anos, fez o percurso da UFSC até o Largo da Alfândega pelo caminho Sul e completou o trajeto em 21min59s. Ana Carolina passou a pedalar no dia a dia há 2 anos, por influência do namorado. Tomou gosto pelas pedaladas e, na metade do ano, apresentou seu trabalho de conclusão do curso de Moda da Udesc com o título “Adequação do vestuário para o ciclista urbano”.

Pouco depois de Ana Carolina, chegaram, praticamente juntos, Alessandro Della Giustina, que fez o percurso Norte de moto em 23min08s, Luis Fernando Vaz Teixeira, que seguiu de bicicleta pelo caminho Norte em 23min19s, e André Geraldo Soares, que chegou 23min46s após ter saído de moto e seguido pelo Sul.

Esses resultados parecem ser suficientes para demonstrar que a bicicleta pode ser utilizada como um veículo ecológico, eficiente e veloz na região central de Florianópolis.

Os automóveis chegaram antes do transporte público no Desafio Intermodal. Quem veio pelo Sul demorou 26min07s de carro e 32min07s para cumprir o trajeto mais rápido de ônibus. Este foi o tempo que Roberta Raquel e Aline  Terezinha de Souza demoraram usando a linha UFSC Semidireto. Em compensação, André Vinicius Mulho Costa, que pegou o ônibus Volta ao Morro Carvoeira Norte, levou 49min05s para fazer a rota Sul, tempo superior ao do participante que pegou a mesma linha no Desafio Intermodal do ano passado. Resultado semelhante teve o participante Fabiano Faga Pacheco, que foi de ônibus pelo trajeto Norte, sendo o último dos desafiantes a chegar. Pegando o Volta ao Morro Carvoeira Sul, Fabiano demorou 54min39s, cerca de 12min a mais que o participante que utilizou esse modal em 2008. “Tinha muito carro na rua e o ônibus não conseguia desenvolver velocidade”, disse Fabiano, que aproveitou o tempo para ler algumas páginas de um livro.

Participantes posam para foto antes da largada do Desafio Intermodal.

Participantes posam para foto antes da largada do Desafio Intermodal.

Excesso de automóveis nas ruas é dos principais motivos para explicar os constantes engarrafamentos que cada vez se agravam mais em Florianópolis. Com uma frota de cerca de um veículo para cada 1,6 habitante, a capital catarinense ainda carece de investimentos em transportes público e não-motorizado. Mesmo sem ter um estudo de origem-destino desde os anos setentas, vários horários de ônibus estão deixando de existir e alguns trajetos estão sendo encurtados. As redes de ciclovias e ciclofaixas não estão interligadas e resta agora apenas uma pessoa em órgão público municipal para cuidar dos novos projetos cicloviários. Com isso, o sistema de bicicletas públicas da capital, o Floripa Bike, além das ciclovias de Coqueiros e circum-universitária vão ter sua implementação atrasada. Faltam bicicletários em diversos prédios públicos e terminais de integração de ônibus.

Esperanças futuras (?)

Florianópolis passou a ter corredores exclusivos de ônibus a partir de março de 2009. Com isso, as viagens de algumas linhas passaram a ser feitas em um tempo substancialmente menor. Ainda é pouco, mas um bom começo. Os corredores devem ser estendidos a mais locais. Inclusive ao Sul da Ilha, onde está em construção uma terceira pista no Rio Tavares. Uma pesquisa de origem-destino é urgente para conhecer melhor o quadro dos deslocamentos urbanos e, assim, planejar melhor o itinerário das linhas de transporte público.

Novas ciclovias estão sendo implementadas ou projetadas, como na Lagoa da Conceição ou em Coqueiros. Mas as ciclofaixas do Campeche e da R. Bocaiúva, bem como o passeio compartilhado do Ribeirão da Ilha e a ciclovia do Itacorubi ainda não foram finalizados. Em compensação, o último trecho da ciclovia da Av. Hercílio Luz deve ser inaugurado nos próximos dias. Se as obras já iniciadas forem finalizadas até o final do ano, algo provável apenas no Campeche e na R. Bocaiúva, e se a fiscalização conseguir inibir que automóveis estacionem sobre as ciclofaixas haverá um bom avanço. O risco que se tem quanto a um futuro melhor para quem usa bicicleta, patins e skate para se deslocar vem justamente do fato de haver apenas uma pessoa que cuida de tudo relacionado à bicicleta em Florianópolis quando a cidade já deveria contar com um departamento próprio para tratar do assunto, contando com uma grande proximidade e sintonia entre as Secretarias de  Turismo, Cultura e Esportes, de Obras e de Transportes, Mobilidades e Terminais e o Instituto d Planejamento Urbano de Florianópolis.

A cidade obteve avanços na área do transporte não-motorizado, mas não deve parar por aí. Estimativas indicam que, na região central, houve um acréscimo de 80% no número de viagens por bicicleta, e surgiram, pelo menos, quatro novos grupos de ciclistas apenas em 2009. Há uma demanda reprimida de potenciais ciclousuários esperando maiores  investimentos para tirarem as bicicletas às ruas.

Florianópolis precisa concentrar seus recursos na área de transportes para a mobilidade não-motorizada e o transporte coletivo, de preferência buscando integração entre ambos. Investimentos no transporte motorizado individual, ainda mais numa cidade em que a taxa de ocupação é de 1,4 pessoa por automóvel, só tendem a agravar o problema do trânsito, sem contar aqueles gerados pelas poluições sonora e do ar e pela violência social.

Desafio Intermodal 2009 - tabela

Saiba mais:

Florianópolis congestionada
Bicicleta é parte da solução para melhorar mobilidade urbana em Florianópolis
Novas ciclovias em Florianópolis

Veja também:

Charge – Assim caminha o transporte em Florianópolis
Charge – A Ilha tá afundando

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O Desafio Intermodal, uma espécie de competição no trânsito para ver quem chega primeiro em um destino pré-deteminado, terá sua versão florianopolitana nesta sexta-feira, 18 de setembro.

Os desafiantes sairão da Concha Acústica da UFSC com destino ao Largo da Alfândega às 18h. Cada um usará um meio de transporte e uma rota diferente, seguindo caminhos pelo norte ou pelo sul da Ilha. Os veículos participantes desta edição do Desafio Intermodal são bicicleta, automóvel, motocicleta e ônibus.

No ano passado, a bicicleta foi o veículo mais rápido – e também o mais eficiente – em ambas as rotas, seguida pela moto.

O Desafio Intermodal é organizado pela ONG ViaCiclo e faz parte da programação para o Dia Mundial Sem Carros e da Semana Nacional do Trânsito.

Saiba mais:

Blumenau – Bicicleta vence Desafio Intermodal em Blumenau
Curitiba – Começou o mês sem carro 2009 + vídeo + Ciclista ganha pela terceira vez consecutiva desafio de mobilidade em Curitiba
Rio de Janeiro – O Tempo no Intermodal
São Paulo – Bicicleta vence desafio entre meios de transporte em SP

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