(Video) Como ser um mountain biker

Vídeo explicativo de como você ser um verdadeiro ciclista de mountain bike nos dias de hoje, com variedades de equipamentos vestimentas e com a tecnologia facilmente ao alcance.

O vídeo está em inglês, mas, mesmo que você não conheça a língua do Tio Sam, as imagens por si só dizem tudo.

Veja também:

(Vídeo) Ajuda que é bom…

Pedale em grupo em Florianópolis

A reportagem abaixo foi publicada na Revista de Verão, nos dias 31 de dezembro de 2009 e 1º de janeiro de 2010 (pág. 15). Dica do Daniel no blogue do Movimento Ciclovia na Lagoa Já. Você pode ler, também, a matéria na internet através deste link ou baixá-la em .pdf.

Festa? Nada disso. Essa galera se reúne para agitar as noites de verão em longas pedaladas pelas ruas. E o melhor: não precisa ser profissional

Em vez da sandália de salto, tênis. No lugar do coquetel, uma garrafinha de água. Para gastar a energia, a pista de dança dá lugar às ruas. Diversão na noite de Florianópolis não é necessariamente sinônimo de festa. As pedaladas noturnas organizadas por grupos de ciclistas ganham cada vez mais adeptos.

Eles ocupam as movimentadas ruas lado a lado com os carros e as motos. A cada dia é um percurso diferente. Para participar, basta força de vontade e fôlego. Daí é só entrar em contato com os organizadores (leia quadro abaixo), equipar a bike e ter muita disposição.

Melhorar a autoestima, a saúde e a qualidade de vida são alguns dos benefícios listados pela galera que já aderiu às excursões noturnas.

O empresário Alexandre Souza, 40, foi um dos pioneiros na cidade. Em 2005, com 10 amigos, decidiu encarar o trânsito de um jeito diferente: exercitando-se.

Nem as duas horas de percurso nas ruas tiram o sorriso do rosto do pessoal. Foto: Flávio Neves.

Mais de 400 pessoas já estão cadastradas no grupo que ele criou, chamado Duas Rodas. As turmas contam com cerca de 35 ciclistas a cada noite.

O ponto de encontro e o grau de dificuldade são avisados com antecedência por e-mail. São, em média, 35 quilômetros, percorridos em aproximadamente duas horas.

– O grupo sempre anda junto. A cada cinco quilômetros a gente se reagrupa. É importante que o ciclista tenha o mínimo de condicionamento físico para poder acompanhar o ritmo – explica Alexandre.

O empresário também lembra que pedalar em grupo é uma forma mais segura e divertida de se exercitar, já que Florianópolis ainda não conta com uma ciclovia extensa:

– Quando estamos juntos, os motoristas respeitam mais.

Há dois anos, Priscila da Silva Schroeder Fernandez, 35, entrou para o grupo. Hoje, comemora a mudança no estilo de vida e contabiliza os benefícios – como os nove quilos a menos.

– Até meu humor mudou. O clima é muito bom. Saio daqui sempre pronta para encarar mais um dia com alegria – empolga-se.

Fernanda Gobbi

Fotos: Flávio Neves.

Saiba mais:

Novo grupo de ciclistas em Florianópolis

Bicicleta é destaque no Diário Catarinense

Pedale pelas trilhas da Grande Florianópolis

A reportagem abaixo foi publicada no jornal universitário Zero em abril de 2008. Você pode conferir a matéria em .pdf aqui ou aqui.

Zero abril 2008 - logoTrilhas mapeadas auxiliam ciclistas pelas matas de Florianópolis e região

Uma sequência de subidas e descidas, mais subidas do que descidas. A lama do percurso faz a bicicleta patinar e exige um esforço maior das pernas já cansadas em pedalar. O calor era sufocante. Ao chegar ao topo, sob a sombra de goiabeiras e araçazeiros, a vista para as praias do Norte da Ilha compensa todo o esforço e mostra como um passeio desse pode dar prazer. A trilha de Ratones-Vargem Pequena, que passa pelo terreno do qual foi retirada a terra para a construção da SC – 403, é dura, mas representa a essência do Mountain Bike.

Um grupo de ciclistas criou um novo estilo de ciclismo que fazia trilhas em montanhas e estradas de terra da Califórnia. Esta prática aos poucos foi ficando popular e com o tempo provas começaram a ser organizadas. No Brasil o esporte só começou a surgir nos anos 80, quando foram feitos os primeiros campeonatos. Em Santa Catarina um dos pioneiros foi o publicitário Luiz Marcos Peixoto, 37 anos. Em 1987, Peixoto já fazia trilhas em Florianópolis com uma bicicleta adaptada, cujas peças havia retirado de uma “Caloi 10”, primeira bicicleta com marchas a ser produzida e comercializada no Brasil. O publicitário garante que só ficou sabendo mesmo o que era Mountain Bike em 89, quando ao passar por uma banca viu uma revista especializada falando sobre o esporte que ele já praticava há algum tempo.

Mapeamento de trilhas garante descoberta de novas paisagens de Florianópolis. Foto: Cauê Oliveira.

Mapeamento de trilhas garante descoberta de novas paisagens de Florianópolis. Foto: Cauê Oliveira.

Ao ver uma picada aberta no meio da mata, Peixoto se arrisca sobre ela e vai descobrindo um novo caminho. No sábado, véspera de Páscoa, a equipe do Jornal Laboratório ZERO acompanhou uma dessas aventuras. Peixoto foi por um caminho diferente e acabou encontrando uma outra trilha já usada por ciclistas que praticam o downhill, um tipo de Mountain Bike descida abaixo em alta velocidade e que proporciona momentos de radicalidade extrema. O publicitário anota todas as novas coordenadas através de um GPS e um bloco de anotações que carrega junto à sua bicicleta e depois disponibiliza a nova rota na Internet.

Com isso, o publicitário desenvolveu o site TrilhasBR (www.trilhasbr.com.br), em novembro de 2007, mapeando as trilhas de Florianópolis e região. Assim, os “trilheiros” de outras partes do Brasil e até do mundo podem fazer turismo de aventura na cidade.

Nele, o internauta encontra mapas, planilhas e coordenadas GPS de onze trilhas espalhadas por toda a ilha e continente. O site contém o maior número de informações sobre lugares para se praticar Mountain Bike em Florianópolis na rede, além de fotos e imagens de satélite. “Com o site, procuro dar total segurança no que se refere à localização exata das trilhas e suas dificuldades”, explica Peixoto. “Além dos cuidados e dicas para se fazer uma boa trilha, como os equipamentos de segurança e o tipo correto de bicicleta para cada pessoa e prática”, complementa.

Por Márcio Barcellos

Trilha Ratones-Vargem Pequena

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