Desrespeito com os pedestres em São José

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Pedestres encontram dificuldade para transitar por ruas do Kobrasol e Campinas, em São José

Quem transita a pé por ruas de bairros como Kobrasol e Campinas, em São José, encontra uma série de dificuldades pelo caminho. A falta de espaço público reservado para pedestres ou até mesmo a obstrução de locais que são de passagem de pedestres são problemas diários enfrentados por quem se aventura a andar a pé em meio às lojas e aos carros.

Em determinados locais do Kobrasol, como na Avenida Lédio João Martins, por exemplo, os lojistas utilizam as calçadas como se fossem estacionamentos particulares onde, em muito locais, os pedestres acabam prejudicados pela falta de espaço para transitar.

Segundo o guarda municipal de São José, Eduardo de Oliveira, a questão é complicada pela falta de regulamentação específica. “Não há uma definição clara de onde fica exatamente o espaço para passeio público em alguns locais”. De acordo com ele, em algumas situações o tamanho do carro interfere diretamente na fiscalização, já que os carros maiores correm o risco de tomarem conta de toda a calçada, não sobrando espaço para os pedestres.

“As pessoas são espremidas nas pequenas calçadas. Entendo que temos muitos carros nas ruas, mas acho falta de respeito com os pedestres”, criticou a professora Silvia Berro, 35 anos, durante um passeio com o filho na avenida Central do Kobrasol.  A doceira Crisleine Schelemper, 33, também sofre cada vez que sai de casa com o carrinho de bebê.  “Os automóveis estão muito em cima das pessoas. Pela quantidade de público que caminha por aqui todos os dias creio que sejam necessárias algumas mudanças em prol de quem está a pé”, pediu.

Só no calçadão os pedestres conseguem caminhar com tranquilidade. Foto: Rosane Lima / ND.

Só no calçadão os pedestres conseguem caminhar com tranquilidade. Foto: Rosane Lima / ND.

O aposentado Cesar dos Santos, 68, acredita que as calçadas estão cada vez menores. “A disputa com os veículos só aumenta. Escapei de atropelamento por duas vezes. O poder público precisa tomar atitudes”, pede o morador do bairro Kobrasol.

De acordo com Priscila Godinho, comandante da guarda municipal de São José, ao longo dos anos os próprios lojistas fizeram obras em frente a seus estabelecimentos e cada um fez isso de acordo com suas necessidades, sem um controle específico. Há casos em que, em frente a uma loja não há nenhum espaço para pedestre e, em outros, há até duas calçadas (uma próxima à rua e outra próxima à loja). “O fiscalizador fica sem ter o que fazer, pois a infraestrutura do local não colabora”, avalia Priscila.

A secretária Andréa Pacheco, da Secretaria de Segurança, Trânsito e Defesa Social de São José apresentou no dia 18 de outubro uma proposta para a prefeita Adeliana Dal Pont para tentar resolver estes problemas. Segundo Andréa, a proposta prevê alterações viárias em Campinas e Kobrasol, alterações do fluxo de trânsito e aumento de calçadas. Na Avenida Lédio João Martins, por exemplo, o objetivo é padronizar a calçada, permitindo que os pedestres caminhem em frente às lojas sem obstáculos. “Vamos priorizar os pedestres e os ciclistas com o aumento das calçadas. O objetivo é levar os pedestres próximos às lojas, estimulando o comércio.”

Soluções serão discutidas com moradores

O primeiro entrave para a Prefeitura é definir se a área onde os carros estacionam na Lédio João Martins é pública ou privada. Esta questão será debatida com o Ministério Público no próximo dia 31. A partir daí, o objetivo da Secretaria de Segurança, Trânsito e Defesa Social é discutir as alterações com as associações de moradores de Campinas e Kobrasol e, a partir daí, implementar as medidas.

Silvia Berro e Crisleine Schelemper enfrentam dificuldades com carrinhos de bebê. Foto: Rosane Lima / ND.

Silvia Berro e Crisleine Schelemper enfrentam dificuldades com carrinhos de bebê. Foto: Rosane Lima / ND.

“Essas questões são muito controversas. Em relação aos estacionamentos, alguns lojistas são a favor de multar e outros são contra. Vamos propor que sejam feitas obras de aumento das calçadas para dar mais espaço aos carros, pedestres e incluir estes espaços na Zona Azul para dar rotatividade de clientes aos lojistas”, comenta Andréa.

A guarda municipal contabiliza que as principais infrações em São José são relacionadas a estacionamento irregular, atrapalhando o fluxo de automóveis e pedestres. Somente em setembro, 696 pessoas foram notificadas na cidade por infringirem normas relacionadas a estacionamento. Os que estacionam em local proibido estão em primeiro lugar (188 notificações), seguido por estacionar sobre calçadas (162) e estacionar em carga e descarga (42). As multas variam de R$ 50 a R$ 120, dependendo da infração, e geram de 4 a 7 pontos na carteira do motorista.

Lei municipal específica para farmácias e bancos

A lei n° 2907, de 1996, garante estacionamento temporário e rotativo de veículos em frente a farmácias e drogarias localizadas em São José, desde que haja placas de sinalização específica, no limite máximo de 15 minutos. O benefício também é estendido aos estabelecimentos bancários, onde o usurário pode ficar estacionado por até 30 minutos.

O que diz a lei

O capítulo 4 do Código de Posturas do Município de São José, de 1966, que discorre sobre trânsito público, garante que:

Art. 86 – O trânsito, de acordo com as leis vigentes, é livre, e sua regulamentação tem por objetivo manter a ordem, a segurança e o bem-estar dos transeuntes e da população em geral.

Artigo 87 – É proibido embaçar ou impedir, por qualquer meio, o livre trânsito de pedestres ou veículos nas ruas, praças, passeios, estradas e caminhos públicos, exceto para efeito de obras públicas ou quando exigências policiais o determinarem.

Felipe Alves
(colaborou Alessandra Oliveira)

Fonte: Jornal Notícias do Dia, versão da Grande Florianópolis, de 30 de outubro de 2013.

Estudantes de Florianópolis têm desenhos premiados na Semana Nacional do Trânsito

Saiu no Jornal Notícias do Dia, edição de Florianópolis, no dia 19 de setembro de 2013. Pode também ser lida no site do ND aqui.

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Alunos da rede municipal participam da Semana do Trânsito e são premiados em concurso de desenho

A ação faz parte de um trabalho educativo em parceria com a Guarda Municipal que vem sendo realizado desde o início do ano

Crianças e adolescentes do 1º ao 5º ano de 37 escolas municipais de Florianópolis foram premiadas ontem com tablets, câmeras digitais e bicicletas em um concurso desenho e redação relativo à Semana Nacional de Trânsito com o tema “Trânsito Seguro. Responsabilidade de todos.” O concurso está na oitava edição e tem como objetivo a conscientização sobre as ações no trânsito e expor o assunto nas escolas.

Nove mil estudantes participaram e 15 venceram por ter a melhor relação com o tema, originalidade e criatividade. As escolas participantes também ganharam troféus. O tema foi apresentado no início do ano aos alunos e o assunto foi trabalhado durante as aulas ao longo do ano letivo com atividades que envolviam pais, alunos e professores.

Segundo Thaís Fernandes, guarda municipal integrante do setor de educação, este é um dos resultados do trabalho educativo que tem sido feito nas escolas. “Pelos trabalhos é possível perceber que eles já identificam as regras, compreendem a importância do tema e da sua relação e responsabilidade com o trânsito. O retorno de fato vai ser em longo prazo porque estamos investindo em educação. São ações simples que vão refletir no futuro”, afirmou.

O evento faz parte da série de atividades promovida pela Secretaria de Segurança e Defesa do Cidadão para a Semana, que se iniciou na segunda-feira. Hoje e no restante da semana as crianças ainda poderão conferir o teatro interativo “Calota e Gasolina em Trânsito” que explica sobre o funcionamento do trânsito os cuidados e os deveres que o cidadão deve ter. São eventos abertos ao público. Os adultos também serão orientados com blitzes educativas e panfletagem.

Desenhos de Emily Santos e Sofia Cunha foram escolhidos em concurso entre alunos da rede de ensino de Florianópolis

Desenhos de Emily Santos e Sofia Cunha foram escolhidos em concurso entre alunos da rede de ensino de Florianópolis

A Polícia Militar Rodoviária também trabalha com uma programação especial de conscientização da Semana do Trânsito. Ontem foi abertura oficial com uma ação educativa com crianças em frente ao posto da SC 401. Os policias celebraram o ato de aposentadoria de motocicletas usadas durante 13 anos em escoltas. A partir de agora as motos ficarão em exposição e servirão para trabalhos educativos. Segundo o major Marcelo Pontes, chefe de operações do batalhão de Polícia Militar rodoviário ao longo da semana, até o dia 25, cada posto está responsável por intensificar as ações de fiscalização. “É uma semana para conscientizar e educar”, afirmou.

Confira os vencedores do concurso da Guarda Municipal:

Desenho

1º ANO

1º Colocado: Emilly Santos de Oliveira Augusto. 6 anos.
Escola Básica Antônio Paschoal Apóstolo .Supervisora Pedagógica: Deise
2º Colocado: Nina Coelho da Silva. 7 anos.
E.M. João Francisco Garcez. Supervisora Pedagógica: Cristine Nunes.
3º Colocado: Sofia de Souza. 6 anos.
Escola Beatriz de Souza Brito.

2º ANO

1º Colocado: Izadora Coelho da Silva. 8 anos.
E.M. Marcolino José de Lima. Supervisora Pedagógica: Cristina Makovielli.
2º Colocado: Bruna Dias Pereira. 8 anos.
E.B. Municipal Mâncio Costa.
3º Colocado: Sofia Rocha de Faria.
E.B. Municipal Osmar Cunha. Supervisora Pedagógica: Joana Duarte

3º ANO

1º Colocado: Sofia Cunha Dalpiaz. 8 anos.
Escola Desdobrada Retiro da Lagoa. Supervisora Pedagógica: Maristela.
2º Colocado: Lucas Felipe Cordeiro de Souza. 8 anos.
Escola José do Vale Pereira.
3º  Colocado: Dharlan da Silva Adão. 9 anos.
E.B.M. Almirante Carvalhal. Supervisora Pedagógica: Juliana Pauli

Redação

4º ANO

1º Colocado: Guilherme Henrique Bandeira. 10 anos.
Escola Virgílio dos Reis Várzea. Supervisora Pedagógica: Ana Maria Macedo
2º Colocado: Yasmin Petter Pires. 9 anos.
E. Desdobrada Retiro da Lagoa. Supervisora Pedagógica: Maristela
3º Colocado: Mariana Castro. 9 anos.
Escola B. Municipal Albertina Madalena Dias. Supervisora Pedagógica: Albaneza Duarte

5º ANO

1º Colocado: Ana Beatriz da Costa. 10 anos.
E.B.M. Professora Dilma Lúcia dos Santos. Supervisora Pedagógica: Marta e Arlent.
2º Colocado: Ana Clara Bitencourt. 11 anos.
E.B.M. Virgílio dos Reis Várzea. Supervisora Pedagógica: Rosaura
3º  Colocado: Alana Gabriela de Oliveira Bento.11 anos.
E.B. Municipal Antônio Paschoal Apóstolo.

Letícia Mathias

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Começarão as obras da ciclovia na Lagoa da Conceição!

Passeio ciclístico acontecerá após assinatura da ordem de serviço da primeira fase da obra, que deve terminar em 120 dias.

Primeira fase do projeto está licitada. Foto: Arquivo/PMF.

Primeira fase do projeto está licitada. Foto: Arquivo/PMF.

Neste sábado, dia 29 de junho, a Secretaria Municipal de Obras pretende dar início à primeira fase da ciclovia da Rua Vereador Osni Ortiga, uma das principais vias de acesso à Lagoa da Conceição. De posse da licença ambiental e agora com a autorização do Patrimônio da União, a obra, orçada em R$ 4,5 milhões, começa a virar realidade. Esta fase de implantação dos trabalhos deve levar aproximadamente 120 dias para conclusão.

O projeto contempla 2,8 quilômetros de ciclovia e passeio, que serão feitos no lado direito da rua no sentido Lagoa – Rio Tavares. A ciclovia terá 2,40 metros de largura e o passeio, dois metros. Eles serão separados da pista para carros por um canteiro de 0,60 metro. As vias vão iniciar a 630 metros da Avenida das Rendeiras, no ponto em que a Rua Osni Ortiga começa a margear a Lagoa da Conceição, e seguirão até o entroncamento da Rua Laurindo Januário da Silveira, no Porto da Lagoa. As pistas das vias serão de blocos de concreto tipo paver.

Ciclovia será construída por quase 3km na Rua Vereador Osni Ortiga. Foto: Edu Cavalcanti / Agencia RBS.

Ciclovia será construída por quase 3km na Rua Vereador Osni Ortiga. Foto: Edu Cavalcanti / Agencia RBS.

Na avaliação do secretário de Obras João Amin, “esta primeira fase das obras da ciclovia – muro e aterro – começa a se materializar com o apoio do deputado estadual Edison Andrino, que através de emenda junto ao governo do Estado conseguiu recursos iniciais da ordem de mais de um milhão de reais.” Ainda segundo Amin, “já contratamos um Programa de Monitoramento Ambiental para assegurar que a região não sofra danos e a segunda fase da ciclovia entra agora em processo de licitação”.

Ciclovia é uma antiga reivindicação de moradores do Porto da Lagoa. Foto: Marco Santiago / ND.

Ciclovia é uma antiga reivindicação de moradores do Porto da Lagoa. Foto: Marco Santiago / ND.

Vanessa Trindade, moradora da Osni Ortiga e ciclista, considera o início das obras muito importante. “Tenho bicicleta em casa, mas não ando porque acho perigoso. A ciclovia é um desejo antigo dos moradores”, comemora.

Pedestres e ciclistas, moradores da região, planejam se reunir em um ato, que inclui caminhada pela Rua Vereador Osni Ortiga, começando às 15h e, em seguida, acompanhar a assinatura da ordem de serviço, prevista para as 15h30. Como é uma promessa antiga que está sendo cumprida, a intenção é demonstrar apoio e exigir que a ciclovia seja adequada.

Moradores usam a Turma da Mônica para mostrar como deve ficar ciclovia na Lagoa da Conceição. Imagem: Movimento Ciclovia na Lagoa Já.

Moradores usam a Turma da Mônica para mostrar como deve ficar ciclovia na Lagoa da Conceição. Imagem: Movimento Ciclovia na Lagoa Já.

O biólogo Daniel Araújo faz parte da organização do ato e é um dos criadores do “Movimento Ciclovia na Lagoa já” em parceria com a Associação de Moradores do Porto da Lagoa (Ampola). Ele conta que a construção desta ciclovia, acompanhada de passeio, é imprescindível para a segurança: “Nesta via os motorizados transitam em alta velocidade, causando risco de morte aos usuários e afastando as pessoas, a ciclovia vai proporcionar mais mobilidade urbana, com segurança, e atrair usuários, trazendo mais saúde para a cidade”.

Florianopolis 2013-06-29 Lagoa da Conceicao

Fontes: Prefeitura Municipal de Florianópolis (20 de junho de 2013), Jornal Notícias do Dia (28 de junho de 2013, 20h22) e Diário Catarinense (28 de junho de 2013, 19h24).

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Quatro meses
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O desafio de se pedalar no Porto da Lagoa

Artigo: Pensar, enquanto tempo há

O texto abaixo foi publicado na edição impressa do Jornal Notícias do Dia, edição de Florianópolis, em 11 de abril de 2013. Você também pode ler a matéria no site do ND aqui.

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Artigo

Planejarás a tua urbe, enquanto é tempo

Silvio LuzardoAdministrar a cidade no nosso intrincado enredo urbanístico apresenta ao prefeito Cesar Souza Júnior, de Florianópolis, um nó que exige flexibilidade, coragem e decisão atemporal. Difere em envergadura do engenheiro Carlos Sampaio, prefeito do Distrito Federal no Rio de Janeiro, em 1920. O presidente Epitácio Pessoa determinou que preparasse a cidade para os festejos do primeiro centenário de independência do Brasil. E Sampaio enfrentou uma pressão do tamanho do que resolveu atacar: a demolição do morro Castelo! Alegava que o morro, apesar de “histórico” (onde Mem de Sá instalou o governo, em 1567), atrapalhava a ventilação da cidade, a circulação e a implantação de sistema de saneamento. A obra possibilitou inúmeros avanços posteriores e foi um marco na modernização da Cidade Maravilhosa.

Ao suspender os alvarás, o prefeito mexeu em vespeiro da dimensão do morro Castelo. Florianópolis é a jóia da coroa na construção civil. Empreendedores têm pressa e alegam que sustentam parte da economia de mão-de-obra não só do município como da região metropolitana. Entretanto, o administrador público deve ter um olhar precavido e não condescendente. Deve administrar com a vista alongada, por no mínimo 30 anos. Eis a diferença onde residem os enormes conflitos de interesses. Por isso, a prefeitura deve agir rápido para sanar as irregularidades e disciplinar, de uma vez por todas, um Plano Diretor Integrado. Se isso não ocorrer, Florianópolis pode se transformar de Ilha da Magia em Presídio Urbano.

Entretanto, não é só a iniciativa privada que se vale das “lacunas” da legislação ultrapassada. Obras públicas mal planejadas, com uma visão estreita e oportunista, ilustram a cidade, de um lado. No outro, a absoluta falta de controle e fiscalização sobre moradias em nossos morros. Há imperiosa necessidade de um planejamento prospectivo e estratégico, que antecipe o futuro e amarre o controle. As obras devem ocorrer estruturadas nessa cosmovisão urbana: qual o cenário provável para 2025?

Tão logo inaugurado o túnel Antonieta de Barros, fui conhecê-lo. Impossível atravessá-lo. Só existem corredores estreitos destinados à segurança (eventual evacuação). O projeto não considerou a mobilidade de pedestres e ciclistas (embora acredite que se possa reverter essa situação). Mais recente, o elevado do Itacorubi poderia também ter acesso aos pedestres e ciclistas. Havia espaço para isso, até porque o elevado começa em duas vias e, pasmem, termina numa só, numa curva! E a “solução” da SC-405, no Rio Tavares? O problema foi resolvido num trecho e “arrebentou” mais adiante. Será que uma rótula improvisada não resolveria o caso, até que se faça um entroncamento – um elevado – com a rodovia Dr. Antonio Gonzaga. Mas persevera minha preocupação: será também um elevado só para veículos automotores?

Por Silvio Luzardo*

* Silvio Luzardo é professor

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