15 razões para pedalar pelado em Florianópolis em 2015

Neste sábado, 14 de março, Florianópolis terá a sua quarta edição do World Naked Bike Ride (Passeio Ciclístico Mundial Sem Roupas). A concentração terá início às 16h, com início da pedalada previsto para cerca de 18h. O roteiro será definido na hora pelos participantes, em ritmo leve e sonoro pelas ruas dos bairros da porção central da capital catarinense.

Conhecido popularmente no país como Pedalada Pelada ou Peladada, o WNBR tem como lema “as bare as you dare” ou “tão nu quanto você ousar”. O idéia é chamar a atenção das pessoas para a fragilidade do corpo humano, conscientizando motoristas a terem mais cuidado com a vida humana alheia no trânsito. A ausência de vestimentas refletiria a falta de proteção do ciclista, que não se vê envolvido por uma proteção metálica, como a carroceria de um automóvel, no caso de algum incidente de trânsito. No Brasil, a ampla maioria dos acidentes que têm a bicicleta como um dos veículos envolvidos não tem o ciclista como culpado.

Seguindo esse pensamento, durante o WNBR, quanto menos roupas o ciclista estiver usando, mais inseguro ele se sente com o transito da cidade. Na prática, como é normal em outras cidades do Brasil, a maioria acaba pedalando com roupas de baixo. Em Florianópolis, são muito mais as pessoas tiram tudo do que aquelas que não tiram nada.

Como é facilmente perceptível, um dos principais objetivos da Pedalada Pelada é chamar a atenção e levar à reflexão tanto de motoristas quanto do poder público, colaborando para que, assim, pedalar pela cidade seja mais seguro e agradável ao ciclousuário.

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Florianopolis 2015-03-14 WNBR

Se você ainda tem alguma dúvida quanto a participar ou não do evento, fornecemos abaixo 15 razões para você não deixar de participar da Pedalada Pelada em 2015:

1. Você pode!

Este artigo mostra claramente, com base na legislação, que nem toda nudez será castigada. Não há obscenidade e muito menos indicativo de promiscuidade ou ofensa alheia em se mostrar o corpo como ele é, sem conotação erótica ou sexual. Inclusive, em diversas cidades, pais levam seus filhos para mostrar como um evento desses realmente é: uma forma de protesto bem humorada e bem evidente, que não apela a baixarias e nem prejudica a autoestima ads pessoas, tão denegrida pelos padrões de beleza ditados pela indústria da moda. É, antes de tudo, um exercício de cidadania e de percepção e respeito às diferenças.

2. É um evento mundial

Como o próprio nome diz, o Passeio Ciclístico Mundial sem Roupas não ocorre só no Brasil. A data oficial para o Hemisfério Sul é o segundo sábado de março, embora, por alguma razão desconhecida, em 2015 ela tenha caído na primeira semana do mês em diversas cidades do mundo. O Brasil, entretanto, permaneceu fiel e, além de Florianópolis, São Paulo e Rio de Janeiro também terão sua edição da Pedalada Pelada neste sábado. Além dessas três cidades, houve também Peladada em Porto Alegre. Lá, o WNBR tem ocorrido no dia em que houve o atropelamento coletivo de ciclistas durante a Massa Crítica, em 25 de fevereiro.

3. A Peladada em Florianópolis não é problemática

Florianópolis e Porto Alegre realizam suas edições do WNBR pelo quarto ano consecutivo. No país, estão atrás apenas de São Paulo, que teve sua primeira edição em 2008. Em Santa Catarina, nunca houve um problema devido aos ciclistas – tirando a agressão de funcionário do TITRI contra os ciclistas em 2013. A Polícia Militar freqüentemente acompanha de longe a manifestação, que vira uma grande festa nas ruas, com grande interação do público das ruas e nas sacadas dos prédios. Reiterando, NUNCA houve um problema provocado pelos ciclistas durante as Peladadas de Florianópolis.

No Brasil, houve, por duas ocasiões, ciclistas presos em São Paulo, na primeira e na terceira edição. Nenhum deles hoje tem ficha criminal por ter pedalado pelado. Já os atos de violência da polícia militar paulista foram abundantemente noticiados, não contribuindo em nada para sua reputação já combalida.

4. Você não precisa pedalar pelado!

Apesar do nome, o lema “tão nu quanto você ousar, tão nu quanto você se sentir” apenas provoca o participante a revelar como ele realmente se sente no trânsito do dia a dia. A nudez não é obrigatória, mas opcional. Boa parte das pessoas troca peças de roupa por mensagens ou desenhos no corpo, feitos com tinta.

5. A Av. Madre Benvenuta ainda está sem ciclovia!

Após 9 anos da elaboração de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), a ciclovia da Av. Madre Benvenuta está finalmente com as obras iniciadas. Caso estivesse ficado pronta antes, poderia ter evitado a morte de José Lentz Neto, que faleceu em seu último dia de trabalho quando voltava da UDESC. Durante todo esse tempo, o Shopping Iguatemi procrastinou enquanto pôde a execução da obra – chegou a enviar ao Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis um projeto que beirou ao ridículo em agosto de 2013. Agora, graças à atuação do Ministério Público Federal a do próprio IPUF, a ciclovia começa a ser feita. Entretanto, não se pode comemorar antes da hora: a cidade tem um histórico de atrasos e imperfeições na execução de infraestrutura cicloviária.

6. A Rodovia SC-401 tem uma ciclofaixa!

Um grande exemplo de que não se pode comemorar de forma antecipada uma obra cicloviária em Florianópolis é a SC-401. Apesar de nos projetos técnicos de execução aparecer a alcunha “ciclovia” na mais perigosa e mortal rodovia de Florianópolis, o que foi feito lá, na realidade, foi uma ciclofaixa. Desde que ela foi construída, há três anos, 3 ciclistas já perderam a vida… na própria ciclofaixa! Apesar de uma ciclovia ter sido prevista nesta rodovia desde 1991, ela até agora permanece um exemplo da desmoralização do Estado de Santa Catarina, que, oficialmente, ainda alega que a estrutura “está dentro das normas”. O caso virou um case negativo no livro “Brasil Não Motorizado”.

7. O Floribike não saiu!

Florianópolis é a cidade do mundo (do mundo!) que mais enrola para implantar o seu sistema de bicicletas compartilhadas. O primeiro projeto da cidade data de 2007! Em 2013, quando finalmente foi lançado o último edital, entre tropeços, a licitação deu vazia. Anunciado durante o Fórum Mundial da Bicicleta para março de 2014, o novo edital, pronto ainda em 2013 (com pequenas modificações posteriores), até hoje não foi lançado. A prefeitura até chegou a anunciar que lançaria um edital que desvirtuaria todo o planejamento de mobilidade ciclística da cidade. Ao que parece, voltou atrás e é provável que tenhamos novidades sobre isso nesta próxima semana.

8. A ciclovia da R. Ver. Osni Ortiga ainda não está pronta!

O sonho há muito almejado de ciclovia na Lagoa da Conceição está mais perto do que nunca de acontecer! Mas caminha a passos de tartaruga! Na primeira vez que houve uma manifestação pedindo a construção da obra corria o ano de 1997. Em 2009, chegou-se a se anunciar que a obra ficaria pronta em 6 meses (prazo pouco factível). Há quase 18 anos, portanto, a comunidade da região aguarda a construção da ciclovia. Após adiar por alguns anos, o projeto técnico-executivo, razoavelmente fraco, foi concluído no final de 2012. Em julho de 2013, iniciou-se a primeira etapa da obra, envolvendo aterro e enrocamento, com prazo de conclusão de 4 meses. Após 20 meses, em janeiro deste ano, finalmente parece que essa etapa da obra teve fim. Serão, ao todo, de 3 a 4 etapas para a conclusão da ciclovia da Lagoa!

9. Caieira da Barra do Sul não tem nem projeto!

A ciclovia do extremo sul, nos bairros de Caieira e Tapera da Barra do Sul, foi objeto de reuniões, passeios ciclísticos e intervenções educativas no ano de 2012. Os moradores reclamavam da velocidade dos carros e ônibus e temiam pela segurança de seus filhos, em especial aos usuários de skate. Entretanto, até hoje não foi feito nem o projeto conceitual. A ciclovia da Caieira da Barra do Sul tende a ser mais uma das obras cicloviárias que vão se arrastar por décadas até ficar pronta, exceto em caso de real vontade política. A ciclovia é, junto com a Casa Açoriana, uma das obras mais importantes para a região.

10. Microrrede Centro repousa no esquecimento

Projetada ao menos desde 2008, com a colaboração de um dos mais renomados arquitetos brasileiros, a rede cicloviária do bairro Centro teve algumas de suas rotas construídas nos últimos anos. Apesar de ainda não seguir todas as normas municipais, ganharam ciclofaixas as ruas Bocaiúva, Almirante Lamego, Duarte Schuttel, Heitor Luz, Trompowsky, Dom Joaquim e Hercílio Luz. No entanto, as últimas ciclofaixas no Centro foram construídas pela gestão anterior – e inauguradas por ciclistas durante a Bicicletada Floripa de dezembro de 2012. Na atual gestão, houve até recusa em se buscar recursos junto ao Ministério das Cidades! Nem a “Reunião do Milhão” ajudou à Microrrede Centro a surgir no horizonte.

11. “Reunião do Milhão” não teve efeito algum

Em 26 de agosto de 2013, após pedalar com ciclistas, o prefeito anunciou que investiria R$ 1 milhão ainda naquele ano na mobilidade ciclística. Dentre as decisões tiradas numa reunião ampliada da Comissão Municipal de Mobilidade Urbana por Bicicleta (Pró-Bici), estavam a destinação da verba, principalmente, para reforçar a Microrrede Centro, além de intervenções na passarela da Ponte Pedro Ivo Campos e no Campeche. Além de não ter sido aplicado, o prefeito ainda anulou recursos destinados aos ciclistas previstos no orçamento daquele mesmo ano!

12. Pró-Bici melou

Criada para estreitar laços entre ciclistas e técnicos de carreira, a Comissão Municipal de Mobilidade Urbana por Bicicleta (Pró-Bici) desandou. Tendo que ser atualizada, mesmo com o decreto pronto em março, apenas em outubro de 2013 ela foi melhor redefinida. Esse decreto foi aprovado com muito (muito!) esforço, trazendo um benefício em termos administrativos e burocráticos enormes. Com certa surpresa, um dos responsáveis pelo seu atraso foi o arquiteto e então superintendente do IPUF, Prof. Dalmo Vieira Filho, o mesmo que levou problemas jurídicos pela não participação popular ao Plano Diretor Participativo de Florianópolis. Sendo, por efeito do decreto, presidente dessa comissão, ele nunca fez questão de chamar as reuniões, que, pelo regimento interno, teriam que ser, no mínimo, mensais. Agora, o novo superintendente do órgão tem que assumir essa função, mas até agora não o fez e, antes de ser superintendente, ainda impediu o secretário da Pró-Bici de realizar a sua função.

13. Também pelos 20%

Promessa de campanha, 20% do Fundo Municipal do Trânsito, criado pelo prefeito para centralizar verbas de multas e recursos afins, seria utilizado em prol da bicicleta. Para surpresa, o FMT foi criado sem esse dispositivo e, até hoje, não foi enviado pelo alcaide o projeto de lei que destina os recursos para as ciclovias. Assim, ao menos durante metade da sua gestão, uma promessa que poderia ajudar milhares de florianopolitanos simplesmente ainda sequer começou a tramitar pela Câmara de Vereadores. Para piorar, investigação da Polícia Federal que resultou no afastamento do então presidente da Câmara descobriu que verbas dos radares de trânsito tinham destinação imprópria: corrupção.

14. Carta Sem Compromisso

Durante as eleições, o prefeito eleito assinou o Termo de Compromisso com os Ciclistas, feito pela ViaCiclo, Bike Anjo Floripa, Bicicletada Floripa e Bicicleta na Rua. Até agora, praticamente nenhuma promessa foi cumprida, incluindo a única que previa uma data. A construção de 40km de ciclovias nos primeiros 18 meses foi simplesmente ignorada, tendo sido construído cerca de um quarto disso, apenas – e de forma pontual. Para o Movimento Floripa Te Quero Bem, formado pela RBS, Instituto Guga Kuerten, Instituto Comunitário Grande Florianópolis (Icom) e Instituto Vilson Groh, o prefeito prometeu 40km em 4 anos de governo. Eleito, entretanto, no Plano de Metas consta apenas 20km até 2016. Ou seja, metade do que era para ser feito em 18 meses deverá ficar pronto em quase o triplo do tempo.

15. Desplanejamento cicloviário reina

Durante todo o mandato atual, hoje um desplanejamento enorme em termos de mobilidade urbana na cidade, com projetos pontuais desconectados da realidade e da necessidade da cidade! O teleférico e o projeto de canaletas para Bus Rapit Transit (BRT) são exemplos perfeitos dessa ausência de gestão e vontade. Em vez de tirar uma pista para automóveis, o BRT vai circular onde hoje existe a melhor ciclovia da cidade, a da Av. Beira-Mar Norte, que vai ficar onde hoje existe o passeio, que vai ficar onde hoje fica o mar! Há apenas 4 anos, o passeio da Beira-Mar foi revitalizado, ao custo de R$ 9 milhões, contando com nova pavimentação, arborização, mobiliário urbano e pérgolas, além de melhorias no enrocamento do aterro! Um dos itens principais do Termo de Compromisso com os Ciclistas, a criação de uma diretoria para tratar da bicicleta, pouco avançou. Prevista em trabalhos acadêmicos do  Projeto Pedala Floripa, do Grupo CicloBrasil, situado na UDESC, como fundamental desde 2004, a Diretoria de Mobilidade Ativa chegou a ser encaminhada ao prefeito através da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico Sustentável para ser parte constituinte da Secretaria de Mobilidade Urbana. Após ser desidratada por assessores do prefeito, a Diretoria foi simplesmente ignorada nas reformas administrativas posteriores. Sem ela, e com os projetos do IPUF sendo historicamente ignorados pela Secretaria de Obras, com a Secretaria de Mobilidade Urbana sendo meramente espectadora, não se pode planejar obras cicloviárias a médio e longo prazo com eficiência e racionalidade. Tampouco se pode vislumbrar a existência de obras não pontuais, mas sim conectadas por um eixo orientador das reais demandas da cidade e da sociedade.

Como se pode ver, existem sim motivos para você pedalar pelado neste sábado.

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Lagoa da Conceição: prazo encerrado; obra não.

A sensação de abandono esquenta o sangue dos ciclistas de Florianópolis cada vez mais nos últimos meses. Após mais um atropelamento, obras sem contemplação de ciclovia ou ciclofaixa, mudanças de fluxo sem considerar o tráfego cicloviário, agora foram paralisadas também as obras numa das ciclovias mais aguardadas do Estado de Santa Catarina: a da R. Ver. Osni Ortiga, na turística e mágica Lagoa da Conceição.

Por isso, a expectativa para a Bicicletada da Lagoa é de protesto, nessa retomada das ações de rua do Movimento Ciclovia na Lagoa Já. A pedalada da Critical Mass manezinha é esperada para este sábado, em novo horário, às 10h da manhã, saindo da Praça Bento Silvério, no centrinho.

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– As obras da tão prometida e esperada ciclovia da Osni Ortiga iniciaram, mas avançam em ritmo muito lento! A primeira de três etapas, iniciada em julho e que deveria durar 120 dias, expirou agora e não está nem na metade de ser concluída. Vamos nos deixar enrolar por mais uma obra de duração eterna, sem previsão de conclusão das etapas adicionais? – indagam os ciclistas e moradores da Lagoa.

Obras de ciclovia que deveriam durar quatro meses estão paradas. Foto: Eduardo Green Short.

Obras de ciclovia que deveriam durar quatro meses estão paradas. Foto: Eduardo Green Short.

Com esse atraso, fica cada vez mais difícil a nova gestão da Prefeitura de Florianópolis cumprir a promessa de campanha de construir, até junho do ano que vem, 40km de pistas cicláveis decentes no município.

Recursos para ciclovias em Florianópolis são usados para outros fins

Conteúdo Especial - Bicicleta na RuaApenas na segunda gestão de Dario Berger, quase R$ 15 milhões que iriam para obras cicloviárias foram usados para outras funções

Foi publicado no Diário Oficial de Florianópolis, no dia 19 de julho, o Decreto nº 11.878, que realoca recursos do orçamento para obras em Florianópolis. E alguns desses recursos dizem respeito ao interesse dos ciclistas do município.

Para a “construção e reforma de calçadas e ciclovias”, por exemplo, foram anulados recursos da importância de R$ 600 mil. Não estão especificados os locais diretamente afetados.

Já é a terceira vez que recursos são retirados para projetos e obras cicloviárias em 2013. Em março deste ano, o Decreto nº 11.310 já havia anulado R$ 500 mil e, em junho, o Decreto nº 11.639havia realocado R$ 6 mil de “divulgação e campanha educativa para o uso da bicicleta” e outros R$ 4 mil de “Micro-Rede Cicloviária” para outras ações. Em compensação, em fevereiro, foram destinados R$ 160 mil reais em recursos próprios para as obras da ciclovia da R. Ver. Osni Ortiga, na Lagoa da Conceição, atualmente em construção.

Não é a primeira vez que o município anula orçamento para obras em passeios e ciclovias. Em 2010, o então prefeito Dario Elias Berger (PMDB), por meio do Decreto nº 8.241, destinou R$ 2 milhões inicialmente previstos para ciclovias para a Operação Tapete Preto/Cinza, projeto de asfaltamento e pavimentação de ruas. Para piorar, nenhuma das obras em novas ruas cumpriu a Lei Complementar Municipal nº 78, que afirma:

Art. 7º Nas novas vias públicas deverá ser implantado sistema cicloviário, conforme estudo prévio de viabilidade física e sócio-econômica, sendo considerado no mínimo a implantação de faixa compartilhada devidamente sinalizada. […]

Art. 8° Os projetos e os serviços de reforma para alargamento, estreitamento e retificação do sistema viário existente a data desta Lei, contemplarão a implantação de sistema cicloviário conforme estudo prévio de viabilidade física e sócio-econômica, sendo considerado no mínimo a implantação de faixa-compartilhada devidamente sinalizada.

Se a mudança de recursos de ciclovias para o Tapete Preto foi algo bastante comum, há casos mais graves. Em 2007, foram retirados R$ 420 mil de projetos de ciclovias e calçadas para a realização do Carnaval do ano seguinte, por exemplo. Outros casos são igualmente emblemáticos. Em 2011, R$ 1 milhão da revitalização das ruas Frei Caneca, Bocaiúva e Almirante Lamego, nos bairros Agronômica e Centro, nas quais estavam previstas ciclofaixas, foram alocados no projeto da Rodovia Baldicero Filomeno, no Ribeirão da Ilha. Acontece que, durante a execução das obras, houve mudanças profundas na revitalização desta última e a ciclovia prevista não foi feita, transformando-se num suposto passeio compartilhado sem sinalização, que acabou virando local irregular de estacionamento de automóveis.

A importância de determinados projetos para a administração municipal ficou evidente na realocação de recursos. Em 2011, um decreto destinou recursos de ciclovias para a construção do elevado do Trevo da Seta. Além disso, no mesmo ano, outros R$ 2 milhões da revitalização da Rodovia João Gualberto Soares, tão esperada desde 2008 pelos moradores do Rio Vermelho, acabaram indo para a construção do elevado do Rita Maria.

Trocando em miúdos, a política municipal de mobilidade urbana, expressa pela vontade do prefeito em exercício, desqualificou projetos cicloviários em prol de projetos que visavam ao estímulo do uso do automóvel particular. Não à toa os congestionamentos se agravaram neste mesmo período.

Um levantamento exclusivo mostra como os decretos do chefe do poder executivo municipal realocaram recursos que dizem respeito à política cicloviária municipal a partir de 2007. Estão contabilizados os gastos previstos para “Construção e Reforma de Calçadas e Ciclovias”, “Construção e Recuperação de Calçadas, Praça, Jardins e Ciclovias”, além de recursos destinados à microrrede cicloviária, ao Plano Cicloviário de Florianópolis e a “Divulgação e Campanha Educativa para o uso da Bicicleta”. Também estão contabilizados projetos que envolvem a construção de ciclovias e ciclofaixas, como o caso das revitalizações das ruas Bocaiúva, Frei Caneca, Trompowsky, Almirante Lamego, Ver. Osni Ortiga e Rod. João Gualberto Soares. Não estão contados recursos para a R. Dep. Antônio Edu Vieira, nem a projetos que inicialmente previam ciclovias mas que acabaram sem tê-las, como ocorreu com as rodovias Baldicero Filomeno e Haroldo Soares Glavan. Foi tomado o cuidado para não incluir alguns projetos que se mostraram exclusivos de recapeamento. Confira abaixo os valores

2007

Decreto nº 4.703 – destina R$ 100.000,00
Decreto nº 4.879 – destina R$ 500.000,00
Decreto nº 5.056 – destina R$ 2.600.000,00, sendo R$ 1 milhão do Ministério das Cidades
Decreto nº 5.363 – anula R$ 420.000,00
Decreto nº 5.414 – anula R$ 70.000,00
Decreto nº 5.437 – anula R$ 70.000,00

Total:
Destinados R$ 3,2 milhões
Anulados R$ 560 mil
Saldo R$ 2 milhões e 640 mil

2008

Decreto nº 5.557 – destina R$ 200.000,00 e anula R$ 200.000,00
Decreto nº 5.612 – anula R$ 400.000,00 em recursos da CAF (Cooperação Andina de Fomento)
Decreto nº 5.677 – anula R$ 44.900,00 para ciclovia em Coqueiros
Decreto nº 5.740 – destina R$ 350.000,00
Decreto nº 5.959 – destina R$ 500.000,00
Decreto nº 6.056 – destina R$ 500.000,00
Decreto nº 6.156 – destina R$ 60.000,00 para o continente
Decreto nº 6.230 – destina R$ 40.000,00
Decreto nº 6.311 – anula R$ 20.000,00 para ciclovia na Vargem Grande
Decreto nº 6.339 – anula R$ 320.000,00
Decreto nº 6.388 – anula R$ 79.000,00
Decreto nº 6.389 – anula R$ 40.000,00 do Plano Cicloviário de Florianópolis

Total:
Destinados
R$ 1,65 milhão
Anulados R$ 1 milhão e 103,9 mil
Saldo R$ 546,1 mil

2009

Decreto nº 6.468 – anula R$ 80.000,00 de ciclovia na orla continental
Decreto nº 6.551 – destina R$ 635.000,00 e anula R$ 135.000,00
Decreto nº 7.055 – destina R$ 270.000,00
Decreto nº 7.144 – anula R$ 13.000,00 do Plano Cicloviário de Florianópolis
Decreto nº 7.158 – anula R$ 13.500,00
Decreto nº 7.445 – anula R$ 300.000,00
Decreto nº 7.494 – anula R$ 1.400.000,00
Decreto nº 7.555 – anula R$ 200.000,00
Decreto nº 7.563 – anula R$ 65.000,00
Decreto nº 7.590 – destina R$ 200.000,00
Decreto nº 7.593 – anula R$ 1.000.000,00 de convênio com o BADESC
Decreto nº 7.626 – anula R$ 1.500,00 do Plano Cicloviário de Florianópolis
Decreto nº 7.684 – anula R$ 125.000,00, sendo R$ 95 mil de ciclovia na orla continental
Decreto nº 7.786 – destina R$ 500.000,00 de convênio com o BADESC
Decreto nº 7.827 – anula R$ 240.000,00
Decreto nº 7.967 – anula R$ 1.400.000,00 de convênio com o Governo do Estado

Total:
Destinados
R$ 1,605 milhão
Anulados R$ 4,973 milhões
Saldo R$ 3 milhões e 368 mil negativos

2010

Decreto nº 8.006 – anula R$ 700.000,00
Decreto nº 8.107 – anula R$ 900.000,00 das ruas Frei Caneca, Bocaiúva e Almirante Lamego
Decreto nº 8.119 – anula R$ 200.000,00 da ciclovia da Osni Ortiga
Decreto nº 8.226 – destina R$ 60.000,00, e anula R$ 19.990,00 de ciclovia na orla continental
Decreto nº 8.241 – anula R$ 1.000.000,00, e outros R$ 500.000,00 das ruas Frei Caneca, Bocaiúva e Almirante Lamego e R$ 500.000,00 da Trompowsky, de convênio com o BADESC
Decreto nº 8.459 – anula R$ 100.000,00 das ruas Frei Caneca, Bocaiúva e Almirante Lamego e R$300.000,00 da Trompowsky
Decreto nº 8.514 – anula R$ 2.000.000,00
Decreto nº 8.520 – anula R$ 50.000,00 da avenida Trompowsky
Decreto nº 8.523 – anula R$ 200.000,00 da ciclovia da Osni Ortiga
Decreto nº 8.527 – anula R$ 100.000,00 da ciclovia da Osni Ortiga e R$ 500.000,00 da João Gualberto Soares
Decreto nº 8.612 – anula R$ 6.800,00
Decreto nº 8.637 – anula R$ 54.000,00 da microrrede cicloviária e R$ 5.000,00 de campanha educativa

Total:
Destinados R$ 60 mil
Anulados R$ 7 milhões e 76,79 mil
Saldo R$ 7 milhões e 16,79 mil negativos

2011

Decreto nº 8.699 – anula R$ 1.000.000,00 das ruas Frei Caneca, Bocaiúva e Almirante Lamego, de convênio com o BADESC
Decreto nº 8.769 – anula R$ 200.000,00 das ruas Frei Caneca, Bocaiúva e Almirante Lamego, de convênio com o Governo do Estado
Decreto nº 8.796 – anula R$ 90.000,00
Decreto nº 8.838 – anula R$ 2.000.000,00 da João Gualberto Soares, de convênio com o BADESC
Decreto nº 8.850 – destina R$ 115.000,00, e anula R$ 5.000,00 de ciclovia na orla continental
Decreto nº 9.355 – anula R$ 36.000,00

Total:
Destinados R$ 115 mil
Anulados R$ 2 milhões e 331 mil
Saldo R$ 2 milhões e 216 mil negativos

2012

Decreto nº 9.836 – anula R$ 200.000,00
Decreto nº 10.022 – anula R$ 150.000,00 da ciclovia da Osni Ortiga
Decreto nº 10.035 – anula R$ 25.000,00 da microrrede cicloviária e R$ 1.000,00 de campanha educativa
Decreto nº 10.097 – anula R$ 120.000,00
Decreto nº 10.171 – anula R$ 333.450,00 da João Gualberto Soares, de convênio com a CASAN
Decreto nº 10.339 – anula R$ 800.000,00
Decreto nº 10.382 – anula R$ 450.000,00
Decreto nº 10.478 – destina R$ 1.750.000,00 para a ciclovia da Osni Ortiga, por meio dos Convênios Nº 8071/2012 e Nº 9604/2012
Decreto nº 10.526 – anula R$ 24.000,00
Decreto nº 10.624 – anula R$ 500.000,00
Decreto nº 10.628 – anula R$ 380.000,00, e outros R$ 350.000,00 das ruas Frei Caneca, Bocaiúva e Almirante Lamego
Decreto nº 10.651 – anula R$ 350.000,00 da ciclovia da Osni Ortiga e R$ 250.000,00 da Trompowsky

Total:
Destinados R$ 1,75 milhão
Anulados R$ 3 milhões 933,45 mil
Saldo R$ 2 milhões e 183,45 mil negativos

No total, desde 2007, ao menos R$ 9.490.000,00 foram incluídos por decreto em projetos cicloviários e R$20.138.140,00 foram anulados para essa finalidade. Ou seja, ao todo, mais de R$ 10,5 milhões previstos para obras que englobavam melhoramento em ciclovias e passeios saíram de suas previsões no orçamento municipal com destino a outras ações nos últimos seis anos e meio. O período mais crítico foi durante a segunda gestão de Dario Berger. Entre 2009 e 2012, R$ 3.530.000,00 do orçamento entravam para projetos cicloviários, enquanto outros R$ 18.314.240,00 foram retirados. Apenas nesses quatro anos, quase R$ 14,8 milhões deixaram de ser investidos em ciclovias.

A maior parte desse trânsito de dinheiro ocorreu em orçamentos relativos à Secretaria Municipal de Obras, o que mostra o caráter fundamental que esse órgão teve – ou deveria ter tido – para a construção de pistas cicláveis em Florianópolis. Outros órgãos tiveram bem menos destaque na realocação de recursos, como foi o caso da Secretaria Municipal do Continente e do Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis (IPUF), sendo que este último teve apenas verbas cortadas, nenhuma acrescida.

É importante notar como essa maneira de gestão retirou o caráter fundamental do planejamento urbano, que foi notadamente sabotado ao longo da gestão de Dario Berger. A ausência de recursos para se planejar pode ter sido de fundamental importância para a não-destinação de verbas para obras fundamentais de mobilidade urbana por bicicleta.

Os decretos são uma forma de o chefe do poder executivo deliberar sobre questões que são de sua alçada. E a mudança na aplicação de recursos lhe foi respaldada pela legislação municipal, com a aprovação pela Câmara de Vereadores de dispositivos que autorizam essa realocação de recursos pelo prefeito.

As formas pelas quais ocorreram o sumiço de verbas em torno da bicicleta, nos últimos anos, entretanto, demonstram justamente que a cidade viveu no improviso, completamente sentida pela ausência do planejar. Obras discutidas nas comunidades que poderiam ter saído em questão de meses passaram anos sem se fazer serem notadas, justamente por dispositivos legais como esses.

Os dados referentes a esse levantamento não levam em consideração o total de recursos previstos quando da formulação do orçamento municipal e tampouco quanto ao que foi de fato efetivamente aplicado, mas demonstram como as modificações no orçamento feitas pelo prefeito afetaram negativamente a segurança de ciclistas e pedestres ao longo dos últimos anos em nossa cidade.

Com os mais de R$ 10 milhões retirados do orçamento, a cidade poderia não estar hoje defasada em 40km de pistas cicláveis, número que só se fez aumentar nesse período.

Agora, com novo governo, resta ainda saber se a demanda reprimida de ciclistas, que gira em torno de 70% a 74% da população florianopolitana, vai ver novamente o desvio sistemático de recursos que iriam para a segurança do pedalar sendo utilizados para outras finalidades.

Verificação pessoal na Lagoa

No último dia 11 de julho, o prefeito de Florianópolis Cesar Souza Júnior (PSD) e o vice João Antônio Heinzen Amin Helou (PP) foram pessoalmente verificar como andam as obras da primeira fase da construção de ciclovia na R. Ver. Osni Ortiga, na Lagoa da Conceição.

Por uma rede social, o prefeito mandou a seguinte foto:

Cesar Souza Jr 2013-07-11

Segue a legenda: “Hoje pela manhã, junto do vice-prefeito e Secretário de Obras, João Amin, fui verificar o início das obras da ciclovia da Rua Osni Ortiga, na Lagoa da Conceição. A obra é uma reivindicação antiga dos moradores da região, e esta etapa tem prazo de 120 dias para ficar pronta.”

A primeira fase da obra envolve aterro e enrocamento às margens do cartão-postal de Florianópolis, para implantação de passeio, deques e ciclovia e também foi noticiada posteriormente no site da Prefeitura Municipal, replicado abaixo.

Prefeito e secretário supervisionam obras

Ciclovia da Osni Ortiga e calçamento de ruas foram algumas das obras conferidas

Prefeito César Souza Júnior e o secretário Municipal de Obras João Amin estiveram na manhã de hoje supervisionando as obras da ciclovia da Rua Osni Ortiga, na Lagoa da Conceição. Obra há muito esperada pela comunidade agora ela já é visível a quem passa pela via, com os trabalhos em ritmo intenso. A primeira parte dos serviços, que corresponde à preparação da área, deve levar 120 dias.

A ciclovia terá 2,40 metros de largura e o passeio dois metros, sendo que as duas vias serão separadas por um canteiro de 0,60 metros. As vias vão iniciar a 630 metros da Avenida das Rendeiras, no ponto em que a via começa a margear a Lagoa da Conceição, e seguirão até o entroncamento da Rua Laurindo Januário da Silveira no Porto da Lagoa. Vale lembrar que a obra só se concretizou graças a emenda do deputado Edison Andrino junto ao governo do Estado e que vai cobrir metade dos custos totais da ciclovia.

César Souza Júnior, João Amin, diretor Renato Geske e engenheiro Paulo Machado fiscalizaram os trabalhos na Lagoa da Conceição. Foto: Rodrigo Viegas.

César Souza Júnior, João Amin, diretor Renato Geske e engenheiro Paulo Machado fiscalizaram os trabalhos na Lagoa da Conceição. Foto: Rodrigo Viegas.

Outras obras – Além da ciclovia da Osni Ortiga prefeito e secretário também conferiram a condição da Servidão Nova Esperança, no Campeche, que se encontra em processo de calçamento e da Rua Recanto das Gaivotas, no Rio Tavares, esta já concluída. Também supervisionaram as obras de recuperação de parte do Canal Buriti, no Parque São Jorge.

Atualizado em 12 de julho de 2013, às 4h58.

Saiba mais:

Ciclistas pretendem avaliar efeito de ciclovia na Lagoa da Conceição

Começarão as obras da ciclovia na Lagoa da Conceição!

Ciclistas pretendem avaliar efeito de ciclovia na Lagoa da Conceição

Ciclistas de Florianópolis pretendem realizar pesquisas para avaliar o efeito da implantação da ciclovia na R. Ver. Osni Ortiga, na Lagoa da Conceição. Eles pretendem verificar qual efeito essa ciclovia terá para o fluxo de ciclistas na região.

Mesmo sendo uma obrigação do poder público, nem o Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis (IPUF) nem a Secretaria Municipal de Obras sabem ao certo quantas pessoas passam pela R. Ver. Osni Ortiga e nem de que forma elas se deslocam por lá. Nos estudos técnicos feitos a partir de 2009 para o projeto da revitalização da rua, incluindo passeio, ciclovia, deques e iluminação, nenhum deles levou em conta a distribuição das formas de deslocamento na rua e muito menos uma projeção de como a obra influenciará na mobilidade urbana das pessoas.

Para definição de metodologias de avaliação, ciclistas de Florianópolis irão se encontrar hoje, 10 de julho, na sede da Associação de Moradores do Porto da Lagoa (AMPOLA), na R. Laurindo Januário da Silveira nº5500, a partir das 20h.

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Florianopolis 2013-07-10 Pesquisa Osni Ortiga

De acordo com a Pesquisa “Transporte por bicicleta em cidades catarinenses: metodologia para levantamento da realidade e recomendações para incremento da sua participação na mobilidade urbana” passam, em média, 0,66 bicicleta por minuto no centrinho da Lagoa da Conceição, correspondendo a um total de 2,69% dos deslocamentos, sendo a quarta maior percentagem dentre os dez bairros avaliados em Florianópolis. Os dados são referentes ao ano de 2010 e a pesquisa foi feita pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), campus de Joinville, e pela Associação dos Ciclousuários da Grande Florianópolis (ViaCiclo).

Saiba mais:

Começarão as obras da ciclovia na Lagoa da Conceição!

Prefeitura de Florianópolis volta a receber demandas de ciclistas

Neste primeiro sábado de julho foi realizada no bairro da Costeira do Pirajubaé mais uma edição da Prefeitura do Bairro, iniciativa na qual os cidadãos podem ter acesso direto com seus representantes do executivo e do legislativo, levando até eles demandas e necessidades das comunidades nas quais estão inseridos.

Nesta edição, mais uma vez houve demandas de ciclistas. Ao me verem com uma camiseta com o símbolo da bicicleta no peito, as pessoas já logo pediam por ciclovias na Costeira, sentidos pelo fato de que a única ciclovia que corta o bairro fica é quase inacessível por se localizar após as pistas da Via Expressa Sul.

Veja também:

Prefeitura no Bairro recebe demandas de ciclistas – Em janeiro, a prefeitura ouviu propostas em evento no bairro Pantanal.

Confira abaixo um resumo com as conversas.

Secretaria de Transportes, Mobilidade e Terminais

Está previsto para ser lançado em setembro a licitação do transporte coletivo. Ao mesmo tempo, esta tem sido foco constante de manifestações nas últimas três semanas. A Frente de Luta pelo Transporte Coletivo quer que seja revisto o modelo de funcionamento, visando à implantação da tarifa zero a todos os moradores. Independente da forma como for transcorrer o serviço de transporte de passageiros, existe uma recomendação do Ministério Público de Santa Catarina para que se veja a possibilidade de inclusão de racks para se levar bicicleta nos novos ônibus. A respeito disso, a Comissão Municipal de Mobilidade Urbana por Bicicleta (Pró-Bici) enviou em ofício, ainda em 2011, com sugestões para a implantação desses racks.

Foi exatamente uma cópia deste documento que eu levei ao secretário Valmir Humberto Piacentini. Ele gostou muito das sugestões, em especial dos racks dianteiros. Fiquei de re-encaminhar cópia deste ofício a ele e acredito que seja um item que será considerado na formulação da nova composição de empresas de transporte coletivo.

Transporte de bicicleta em ônibus em Santa Rosa, Califórnia. Foto: Eduardo Green Short (24/10/2008).

Transporte de bicicleta em ônibus em Santa Rosa, Califórnia. Foto: Eduardo Green Short (24/10/2008).

Secretaria de Obras

O secretário João Amin (PP) poderia ter perguntado: “o que esse cara faz aqui DE NOVO?”. E, de fato, perguntou! Com a secretaria de Obras, como ciclistas, temos muitas coisas para conversar e a resposta tem sido, até agora, bem produtiva. Cumprimentei-o pelo início das obras da ciclovia na Lagoa da Conceição. Sobre essa pista ciclável, na R. Ver. Osni Ortiga, paira uma dúvida sobre os ciclistas. Ninguém ainda teve acesso ao projeto técnico-executivo da obra e algumas informações dão conta de que a ciclovia será em paver. O secretário falou que são muitas as compensações ambientais necessárias para tirar as obras do papel, como não poderiam deixar de ser as que mexem com as delicadas águas da nossa lagoa formosa.Entretanto, dependendo do paver, pode prejudicar a circulação de alguns modais cicloviários, como o patins e o skate, ambos em franco crescimento na cidade. Talvez algum outro tipo de concreto com maior porosidade possa ser utilizado nessa ciclovia. Como a primeira fase da obra envolve apenas o aterro e enrocamento, o secretário disse que iria ver se o piso da ciclovia poderia ser modificado.

Passamos a falar sobre o PAC Pavimentação. Recentemente, Florianópolis deixou de tentar captar um montante de R$ 3.624.883,16 para ciclovias. Segundo o secretário, entretanto, duas outras obras que incluem ciclovia foram pedidas. Uma é a R. Dep. Antônio Edu Vieira, no Pantanal, ainda envolta em discussão do projeto final. A outra é a revitalização da R. Padre Rohr, entre os bairros de Santo Antonio de Lisboa e Sambaqui. Apenas por curiosidade, existem duas versões para esse projeto. Na versão desenvolvida pelo Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis, considerada superior, está prevista a inclusão de ciclovia bidirecional com 2,5m de largura.

Para conhecer melhor os diversos projetos cicloviários que estão dentro da pasta, João Amin reiterou o trânsito livre que os ciclistas têm por lá e que podemos aparecer por lá para conhecer melhor as obras por lá encampadas.

Por fim, levantei novamente a solicitação da ViaCiclo pra a retirada das tachas luminosas nas faixas laterais da R. Dep. Antônio Edu Vieira, colocadas na última reforma da via e que vêm prejudicando o tráfego de ciclistas.

Câmara de Vereadores

Havia poucos vereadores nesta edição da Prefeitura no Bairro. Desta vez, falei apenas com o Vanderlei Farias, o Lela (PDT). O assunto não poderia deixar de ser outro: SC-405. Desde que foi inaugurada, a ampliação desse trecho do Rio Tavares, além de não resolver o problema de mobilidade – sequer passou perto -, teve aumento no número de acidentes com pedestres e ciclistas, que triplicaram. As soluções apontadas por ciclistas e moradores, um ano e meio após reunião com o secretário de Estado de Infraestrutura, Valdir Cobalchini (PMDB), ainda não foram tomadas. Nem ainda a licitação das lombofaixas e ciclovias foram relançadas! Além disso, passou-se o prazo dado pela justiça para a construção de ciclofaixa (seis meses, em junho de 2012) e, após, ciclovia (um ano, em dezembro de 2012). Além disso, o projeto feito era para obra emergencial e até mesmo ele tem sua validade e eficácia questionada devido a essa nova demora.

O vereador afirmou que já falou sobre isso três vezes na Câmara. Ainda assim, não houve um movimento por parte do órgão estadual responsável, o DEINFRA. Sendo assim, novidades ruins podem surgir para os moradores a qualquer instante.

Prefeitura Municipal

Alguns dos assuntos mais importantes foram tratados diretamente com o prefeito Cesar Souza Júnior (PSD). O primeiro foi sobre a possível influência da lei da paisagem no sistema de aluguel de bicicletas. Em 2012, foi sancionada pela Câmara Municipal uma Lei da Paisagem, a LCM 422/12. Essa lei apresentou vários problemas legais e jurídicos, tanto que foi movida Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN). Os itens que tratam tanto de anúncios em bicicletas quanto em motocicletas infringem normativas federais, por exemplo. Independente disso, um novo projeto de lei está sendo elaborado pelo executivo.

Quando questionado sobre como isso influenciaria no sistema de bicicletas coletivas que a cidade pretende implantar, ele foi taxativo: “Isso não influencia de forma alguma!”. O artigo que salvaguarda o Floribike é o art. 46, que trata das inovações.

Perguntei-lhe também sobre a criação da coordenadoria de mobilidade alternativa e a Pró-Bici. Esta última tem sofrido pressões para mudança de composição, visando à diminuição da participação popular, com menor número de membros dos diferentes movimentos do ciclismo municipal, e aumento do número de cadeiras de órgãos públicos, alguns dos quais não aparentam apresentar capacidade técnica e/ou funcional para tratar a bicicleta como componente da mobilidade urbana. Sobre a Pró-Bici, o prefeito afirmou que mantém constantes conversas com o secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano, Dalmo Vieira Filho. Para minha surpresa, apresentou um dado importantíssimo: na proposta de reformulação da administração pública, está prevista a criação da coordenadoria de mobilidade alternativa, promessa de campanha e primeiro item do Termo de Compromisso com os Ciclistas de Florianópolis.

Além disso, sobre o convite para pedalar com o Bike Anjo Floripa, o prefeito lembrou do acidente com a estudante de Oceanografia da UFSC e solicitou para colocar em sua agenda ainda durante esta semana um horário.

Secretaria de Administração e Previdência

Ao secretário Gustavo Miroski, não podia deixar de perguntar sobre uma das maiores dúvidas que pairam sobre a cabeça dos ciclistas da cidade: a quantas anda as bicicletas públicas. Ele afirmou que fora feito alguns pedidos de impugnações, mas que o processo estava rolando e que, até o final deste mês, ele iria ter continuidade.

Fabiano Faga Pacheco

Começarão as obras da ciclovia na Lagoa da Conceição!

Passeio ciclístico acontecerá após assinatura da ordem de serviço da primeira fase da obra, que deve terminar em 120 dias.

Primeira fase do projeto está licitada. Foto: Arquivo/PMF.

Primeira fase do projeto está licitada. Foto: Arquivo/PMF.

Neste sábado, dia 29 de junho, a Secretaria Municipal de Obras pretende dar início à primeira fase da ciclovia da Rua Vereador Osni Ortiga, uma das principais vias de acesso à Lagoa da Conceição. De posse da licença ambiental e agora com a autorização do Patrimônio da União, a obra, orçada em R$ 4,5 milhões, começa a virar realidade. Esta fase de implantação dos trabalhos deve levar aproximadamente 120 dias para conclusão.

O projeto contempla 2,8 quilômetros de ciclovia e passeio, que serão feitos no lado direito da rua no sentido Lagoa – Rio Tavares. A ciclovia terá 2,40 metros de largura e o passeio, dois metros. Eles serão separados da pista para carros por um canteiro de 0,60 metro. As vias vão iniciar a 630 metros da Avenida das Rendeiras, no ponto em que a Rua Osni Ortiga começa a margear a Lagoa da Conceição, e seguirão até o entroncamento da Rua Laurindo Januário da Silveira, no Porto da Lagoa. As pistas das vias serão de blocos de concreto tipo paver.

Ciclovia será construída por quase 3km na Rua Vereador Osni Ortiga. Foto: Edu Cavalcanti / Agencia RBS.

Ciclovia será construída por quase 3km na Rua Vereador Osni Ortiga. Foto: Edu Cavalcanti / Agencia RBS.

Na avaliação do secretário de Obras João Amin, “esta primeira fase das obras da ciclovia – muro e aterro – começa a se materializar com o apoio do deputado estadual Edison Andrino, que através de emenda junto ao governo do Estado conseguiu recursos iniciais da ordem de mais de um milhão de reais.” Ainda segundo Amin, “já contratamos um Programa de Monitoramento Ambiental para assegurar que a região não sofra danos e a segunda fase da ciclovia entra agora em processo de licitação”.

Ciclovia é uma antiga reivindicação de moradores do Porto da Lagoa. Foto: Marco Santiago / ND.

Ciclovia é uma antiga reivindicação de moradores do Porto da Lagoa. Foto: Marco Santiago / ND.

Vanessa Trindade, moradora da Osni Ortiga e ciclista, considera o início das obras muito importante. “Tenho bicicleta em casa, mas não ando porque acho perigoso. A ciclovia é um desejo antigo dos moradores”, comemora.

Pedestres e ciclistas, moradores da região, planejam se reunir em um ato, que inclui caminhada pela Rua Vereador Osni Ortiga, começando às 15h e, em seguida, acompanhar a assinatura da ordem de serviço, prevista para as 15h30. Como é uma promessa antiga que está sendo cumprida, a intenção é demonstrar apoio e exigir que a ciclovia seja adequada.

Moradores usam a Turma da Mônica para mostrar como deve ficar ciclovia na Lagoa da Conceição. Imagem: Movimento Ciclovia na Lagoa Já.

Moradores usam a Turma da Mônica para mostrar como deve ficar ciclovia na Lagoa da Conceição. Imagem: Movimento Ciclovia na Lagoa Já.

O biólogo Daniel Araújo faz parte da organização do ato e é um dos criadores do “Movimento Ciclovia na Lagoa já” em parceria com a Associação de Moradores do Porto da Lagoa (Ampola). Ele conta que a construção desta ciclovia, acompanhada de passeio, é imprescindível para a segurança: “Nesta via os motorizados transitam em alta velocidade, causando risco de morte aos usuários e afastando as pessoas, a ciclovia vai proporcionar mais mobilidade urbana, com segurança, e atrair usuários, trazendo mais saúde para a cidade”.

Florianopolis 2013-06-29 Lagoa da Conceicao

Fontes: Prefeitura Municipal de Florianópolis (20 de junho de 2013), Jornal Notícias do Dia (28 de junho de 2013, 20h22) e Diário Catarinense (28 de junho de 2013, 19h24).

Saiba mais:

Quatro meses
Prefeitura de Florianópolis mente sobre construção de ciclovia na Lagoa da Conceição e moradores e ciclistas protestam
O desafio de se pedalar no Porto da Lagoa

Um ano e nada mudou

Um ano após o atropelamento de dois ciclistas na SC-401, no qual faleceu o estudante de Medicina Emílio Delfino Carvalho de Souza, muito pouca coisa se modificou de fato em Florianópolis para permitir maior segurança aos ciclistas que transitam na principal rodovia estadual catarinense.

Apesar do endurecimento da Lei Seca, por parte do governo federal, e da maior fiscalização da Polícia Militar Rodoviária, ambas atitudes dignas de eloqüentes elogios, o tráfego de bicicletas nas rodovias que cortam o território urbano catarinense ainda não teve a atenção que merece.

Apenas no ano passado, três ciclistas morreram na SC-401, número superior a qualquer outro desde a vigência da Lei Seca, no segundo semestre de 2008. Durante o ano de 2012, a SC-401 chegou a ficar mais de 100 dias sem acidentes fatais, fato pelo qual a morte de ciclistas se torna ainda mais preocupante.

Uma dessas mortes, inclusive, ocorreu em local onde os técnicos do Departamento de Infraestrutura (DEINFRA) acataram a instalação de uma ciclofaixa. Projetada desde 1991, a ciclovia da SC-401 até hoje não saiu do papel em nenhum de seus 19,6km.

E nem parece ter havido articulação para sair.

Fala-se apenas na implantação de ciclovias quando algum trecho de rodovia está para ser duplicado ou implantado. Sem as obras para carros, as obras para bicicletas não saem. Em Florianópolis, é o caso da Transavaiana e da SC-403. Mas igualmente não é o caso do acesso ao ParqTec Alfa, Tecnópolis.

Nenhum ciclista até hoje obteve acesso aos projetos de pistas cicláveis na Transavaiana nem da SC-403. E os temores se justificam: basta olhar a ineficiência técnica da ciclofaixa da SC-401. E o aumento dos acidentes com ciclistas e pedestres na SC-405, no Rio Tavares. Nenhum acesso, nenhuma conversa, sequer passou por consulta da Associação dos Ciclousuários da Grande Florianópolis (ViaCiclo) ou mesmo pela coordenação de projetos cicloviários da prefeitura de Florianópolis.

Temem os ciclistas que virem a trafegar por essas rodovias, inseridas dentro da urbe.

A promessa que não saiu

Além da não-discussão de ciclovias decentes na SC-401, há que se salientar o não-cumprimento de uma das promessas feitas pelo então superintendente do Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis (IPUF) e braço direito do então prefeito municipal, Dário Elias Berger (PMDB). Em uma entrevista ao Jornal do Almoço por conta do ocorrido, por sinal bastante criticada, o gestor máximo do órgão de planejamento anunciou o investimento do município de R$4 milhões de reais na construção de ciclovias na cidade para o ano de 2012. Conforme demonstrado aqui no blogue, esse investimento referia-se à requalificação do espaço público das ruas Bocaiúva e Almirante Lamego.

Sabem quantos desses R$ 4 milhões foram empenhados? Zero. Absolutamente nada. O projeto de requalificação sequer teve seu projeto executivo feito e as ciclofaixas que surgiram nos últimos meses nada tiveram a ver com a construção de ciclovias, mas sim com a repavimentação pré-eleição que botou asfalto em diversas ruas das cidades.

Outras obras cicloviárias nem chegaram a ter um começo, como o caso da ciclovia da R. Ver. Osni Ortiga, na Lagoa da Conceição, ou tiveram apenas um tímido início, como a da Rod. João Gualberto Soares, iniciada após 6 seis anos no Rio Vermelho.

É com extrema infelicidade que se constata que algumas figuras públicas queriam apenas aparecer perante à tragédia anunciada que custou a vida de um jovem universitário, ciclista, morador de Santa Catarina.

Saiba mais:

Mais de duzentas pessoas comparecem à homenagem a ciclista morto na SC-401, neste sábado – Cobertura do Bicicleta na Rua sobre a bicicleta-fantasma na SC-401 em homenagem a Emílio Delfino Carvalho de Souza.
“Os ferimentos do meu filho não foram leves”, diz mãe de ciclista atingido na SC-401 – Desabafo da mãe de Nicolas Paolo Zanella, ciclista atropelado na SC-401.
Florianópolis terá duas Bicicletadas neste fim de semana – Divulgação oficial da Mobilização por mais segurança e menos mortes na Ilha de Santa Catarina.
SC-401, a Rodovia da Morte para ciclistas – Reportagem do Jornal Notícias do Dia revela a preocupação com a circulação de bicicleta na rodovia estadual mais movimentada de Santa Catarina.
Notas sobre a reunião pelo fim da impunidade no trânsito – Sociedade civil, mobilizada, divulga novas informações sobre o acidente.
A mobilidade na Ilha – Editorial do Diário Catarinense fala sobre a rodovia e a mobilidade.
SC-401 oferece ainda mais riscos aos ciclistas neste verão – A liberação consentida da Polícia Militar Rodoviária para automóveis usarem o acostamento coloca em risco a vida de ciclistas.
A rodovia das mortes – Quando ciclistas são assassinados – Conteúdo do Bicicleta na Rua já previa, em 2009, que mais acidentes na SC-401 aconteceriam se não houvesse um redirecionamento dos investimentos e das prioridades.

Veja também:

Charge – Pedalando com segurança na SC-401

Sábado de luto e lutas

Dia 08 de dezembro de 2012 ficará indelevelmente marcado na história de Florianópolis. Não por ser 13 dias antes de um suposto fim do mundo, mas sim porque, independentemente das condições temporais, as ruas estarão marcadas pela presença, revolta, indignação e esforço dos ciclistas da cidade.

Mário Augusto Fernandes será homenageado em Cacupé. Mas não receberá nenhuma homenagem que quaisquer um de nós gostaríamos de receber em vida. Até porque sua vida foi ceifada na última segunda-feira, dia 03. Em plena SC-401, a Rodovia das Mortes, num trecho sem acostamento e nem condição alguma de trafegabilidade a quem caminha ou pedala, ele foi atingido enquanto, a pé, empurrava sua bicicleta na valeta que se encontra onde o acostamento não está.

Como se já não fosse previsível tal fato continuar acontecendo após anos de avisos seguidos por inação, 2012 tornou-se aquele em que mais ciclistas perderam a vida na rodovia estadual mais movimentada de Santa Catarina. Uma mancha, de sangue, na administração pública.

A instalação da “ghost bike” ou bicicleta-fantasma no Cacupé ocorrerá na manhã de sábado. Está prevista para às 9h, na pista de skate da Trindade, em frente ao Shopping Iguatemi, a saída de ciclistas rumo ao local do acidente. A homenagem começará às 10h, próximo ao trevo da Rod. Caminhos dos Açores. Recomenda-se aos motoristas que, durante a colocação da bicicleta branca, façam o desvio por dentro do bairro, caminho comum dos ciclistas que se vêem sem outras alternativas seguras de ir do norte da Ilha de Santa Catarina ao centro.

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Pela tarde de sábado, duas ações simultâneas na cidade: Massa Crítica da Lagoa da Conceição e pedalada contra a corrupção no Centro.

Após um segundo mandato inteiro dizendo-se e desdizendo-se, Dário Elias Berger mostrou ao que veio e ao que não veio. Sobre a ciclovia na R. Ver. Osni Ortiga, na Lagoa da Conceição, inaugurou tudo, de autorização para liberação de verbas até uma plaquinha afirmando em quatro meses ficar pronta a obra – prazo já expirado. Só não inaugurou duas coisas: nem a obra completa, nem a pedra fundamental.

Obra que poderia ser concluída em seis meses, ainda em 2009, e recebeu recursos do Ministério das Cidades este ano, não foi adiante por incapacidade gerencial do prefeito e seus braços-direitos, aqui apelidados de Juquinha e Zé. Bem que se tentou antes das eleições mostrar a boa vontade que não houve o mandato todo por parte desses três, com a implantação de uma placa avisando que a obra sairia ainda este ano. Ato da mais pura demagogia.

Como nos últimos segundos sábados do mês, dia 08 é dia da Bicicletada da Lagoa da Conceição. A concentração começa às 14h, com saída às 15h em uma pedalada alegre de ritmo leve, própria para pessoas de qualquer idade.

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O conjunto de manifestações “O que você tem a ver com a corrupção?”, encabeçado pelo Ministério Público Estadual, vai contar com um passeio ciclístico também. A concentração da Pedalada Venceremos a Corrupção ocorrerá no Koxixo’s, na Av. Beira-Mar Norte, a partir das 16h. Quem quiser participar e não tem bicicleta, poderá alugar uma na Praça de Portugal, em frente ao trapiche, e seguir pela ciclovia até o ponto de encontro. Às 17h, ocorrerá a saída. O ponto de chegada é um dos antros da corrupção pública, a Praça da Bandeira, em frente à Assembléia Legislativa do Estado de Santa Catarina. Lá, haverá distribuição de cartilhas, adesivos e camisetas, além do sorteio de duas bicicletas.

Veja abaixo a programação completa do Dia Internacional contra a Corrupção:

Florianopolis 2012-12-08 Corrupcao

(clique sobre a imagem para ampliá-la)

Sábado promete!

Quatro meses

Quatro meses! Ou cento e vinte dias. Esse foi o prazo dado pela prefeitura municipal de Florianópolis para a conclusão da primeira etapa da revitalização da R. Ver. Osni Ortiga, segundo placa fixada na via na metade do mês de junho.

Passados mais de três anos desde sua promessa, a obra, que, no futuro, contemplará ciclovia, iluminação, deques e mobiliário urbano, ainda não se fez surgir na paisagem, exceto pela presença da placa que anuncia a sua implementação.

Terceira ciclovia prometida pela atual administração municipal, ainda assim a Osni Ortiga é onde as obras estão mais próximas de acontecerem. Uma placa indica isso.

Placa indica a revitalização da R. Ver. Osni Ortiga. Foto: Ébano Machado Piacentini.

Ao longo desses anos, afinal, o projeto da Osni Ortiga caminhou. Deu-se início ao Relatório Ambiental Preliminar (RAP), uma das modalidades mais rápidas de licenciamento ambiental. Dois anos depois, um dos estudos mais importantes o RAP ainda não foi feito. E os prazos fora, cada vez mais, esticados. Novembro de 2009, final de 2010, junho de 2011, setembro do mesmo ano, junho de 2012. Reiteradamente, a datas foram sendo procrastinadas. E inaugurações foram sendo feitas: audiência pública, com unanimidade para a implantação de via ciclística; projeto conceitual; licença ambiental prévia; autorização para o começo das obras; licitação a primeira parte das obras; instalação da placa. Um preparativo festivo muito acima de qualquer mudança observada na paisagem às margens da Lagoa da Conceição.

A menos de um mês e meio para os 120 dias da instalação da placa, uma certeza já é premente na mente dos ciclistas de Florianópolis: haverá mais uma prorrogação. Resta apenas a dúvida de quando se terá a próxima festa, prevista para quando a pedra fundamental for colocada no leito de um dos principais cartões-postais de Santa Catarina

Bicicletada

Rememorando todos esses fatos e cobrando pela celeridade das obras, haverá neste sábado, 8 de setembro, mais uma Bicicletada da Lagoa da Conceição. A concentração ocorrerá na Praça Bento Silvério, no centrinho, a partir das 14h, com saída para pedalada às 15h. O ritmo é leve, apropriado para pessoas de qualquer idade, e o trajeto será definido na hora.

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Saiba mais:

Prefeitura de Florianópolis mente sobre construção de ciclovia na Lagoa da Conceição e moradores e ciclistas protestam
Ciclistas cobram (mais uma vez) ciclovia na Lagoa da Conceição
Bicicletada na Lagoa da Conceição comemorará ciclovia na região
Para não esquecer – Ciclovia na Lagoa da Conceição é urgente
Florianópolis implantará ciclovia na Lagoa
Moradores protestam por ciclovia na Lagoa da Conceição
O desafio de se pedalar no Porto da Lagoa
Moradores anseiam ciclovia no Porto da Lagoa
Pedalada na Lagoa

Veja também:

Faltam informações….
MURO DE CONTENÇÃO
Prefeito assinou autorização de licitação da ciclovia!

Prefeitura de Florianópolis mente sobre construção de ciclovia na Lagoa da Conceição e moradores e ciclistas protestam

Prometida no começo da atual gestão, após quase quatro anos prefeitura não entregou toda a documentação para a conclusão do licenciamento ambiental.

A placa à beira da Lagoa da Conceição já paira, sozinha, há um mês. Indica o início das obras da primeira fase da revitalização da R. Ver. Osni Ortiga. No início de julho deste ano, a Secretaria de Obras do município de Florianópolis anunciou que as máquinas tomariam conta do local em quinze dias. Mas, fora a placa, não se vê nenhum sinal concreto de uma obra prometida logo no começo da atual administração, ainda no primeiro semestre de 2009.

A reivindicação da comunidade do Porto da Lagoa é antiga. Completou quinze anos em 2012. Mas apenas a partir de 2009 é que começou a ter seus contornos atuais. Em uma das maiores manifestações populares por uma obra de mobilidade urbana dos últimos anos, mais de 200 pessoas foram às ruas em 04 de abril daquele ano, quando a Associação de Moradores do Porto da Lagoa (AMPOLA) uniu-se à Associação dos Ciclousuários da Grande Florianópolis (ViaCiclo) e à Bicicletada Floripa para formarem uma frente conjunta de pressão pela ciclovia na região, que traria consigo também calçadas, iluminação e arborização para um dos pontos mais bucólicos do cartão-postal.

A resposta da prefeitura foi rápida: em 13 de junho do mesmo no teve início uma audiência pública na AMPOLA, na qual todos os 11 vereadores presentes mostraram-se favoráveis à revitalização do local, e no final do mesmo ano já estava pronto o projeto urbanístico conceitual. Depois disso, o que se viu foi o que não se viu. A obra estacionou por longos períodos. A prefeitura, corretamente, optou por abrir um prcesso de licenciamento ambiental, tendo em vista que seria necessário um pequeno aterro na Lagoa. Mas esse processo ficou estacionado por dois anos, por pressão política e, como demonstrado agora, por mais uma atitude incompetente dos órgãos municipais quando se abordam ações voltadas ao uso da bicicleta.

Embargo político

Logo de início, a causa foi abraçada pelo vereador eleito pelos moradores da Lagoda da Conceição, Renato Geske (ex-PR, atual PSD), o Renato da Farmárcia. Entretanto, vendo as obras na Lagoa não aparecerem (além da ciclovia, eram reivindicados câmeras de monitoramento, criação do Parque do Vassourão, revitalização da Praça Bento Silvério, ampliação do esgotamento sanitário, reforma da Escola Básica Henrique Veras, dentre outros), o vereador, antes na base da administração Dario Elias Berger (PMDB), optou por votar com independência em relação ao Executivo, ora a favor, ora contra os projetos, conforme julgasse mais adequado.

Por essa posição, passou a ser repreendido duplamente: a nível estadual, pelo ex-presidente do Partido da República, Nelson Goetten de Lima, que queria a aproximação com o PMDB; e a nível municipal, pelo prefeito Dario Berger, secretários e vereadores, que dificultavam ao máximo qualquer obra na Lagoa da Conceição, sua base eleitoral.

O escândalo sexual envolvendo Nelson Goetten, descoberto em casos de pedofilia quando, afirma-se, tentava ampliar para a região de Balneário Camboriú esquemas envolvendo o jogo do bicho, permitiu que Renato Geske aproveitasse o momento para sair do PR e revoltar-se contra a base aliada na votação em que o candidato João da Bega (PMDB) foi derrotado para a presidência da Câmara de Vereadores por Jaime Tonello (ex-DEM, atual PSD), logo após a saída dos democratas da aba governista.

Se o Poder Legislativo deixou de ser um problema à Lagoa da Conceição, afirmação igual não pode ser feita em relação aos órgãos executivos. Além da pressão política, operações homéricas às instalações das farmácias da qual Renato Geske era proprietário, resultaram na redução de seu patrimônio em 94%. “O mandato traz dificuldades financeiras”, disse. Enquanto isso, as dificuldades foram estendidas para a população da Lagoa, que viam prazos sendo consecutivamente postergados.

Apenas em março deste ano, às vésperas do aniversário da cidade, foi autorizado um pacote de obras para a Lagoa da Conceição, incluindo a ciclovia da Osni Ortiga.

Mentiras recentes

O vídeo abaixo foi originalmente exibido no Jornal do Almoço, da RBS TV SC/Globo, em 07 de agosto de 2012, e pode ser conferido também aqui.

Ao final dele, o Secretário Municipal de Obras, Luiz Américo Medeiros, culpa o atual atraso a um problema no licenciamento ambiental junto à Fundação do Meio Ambiente estadual (FATMA). Talvez aqui se faça necessário lembrar alguns fatos de um passado recente nesse processo.

Embora desnecessário para a obra de revitalização de Osni Ortiga, é realmente com bons olhos que a população vê uma iniciativa de licenciamento ambiental em um local tão frágil e fragilizado com o ecossistema da Lagoa da Conceição. A legislação ambiental em vigor determina que, para esse caso, deve ser feito um estudo chamado RAP – Relatório Ambiental Preliminar, um estudo mais simples de diagnóstico, que verifica o potencial de dano ao meio ambiente de um empreendimento, e pode substituir, como no caso em questão, o EIA/RIMA – Estudo de Impacto Ambiental/Relatório de Impacto Ambiental, que demandam mais tempo e recursos, sendo usados para casos danos mais graves ao ambiente.

Apesar de ser um relatório simples, apenas em setembro de 2011, após quase dois anos de relativa inércia, a Secretaria de Obras entregou toda a documentação à FATMA, que pôde, enfim emitir a primeira das três licensas ambientais (veja box), a LAP – Licença Ambiental Prévia. Entretanto, onze meses depois, e o licenciamento não teve seguimento.

Em reunião de 20 de julho de 2012, a ciclovia voltou à pauta das reuniões da FATMA. Saiu de lá como entrou. A ausência dos estudos complementares necessários para se obter a LAI – Licença Ambiental de Instalação tornou impossível ao órgão se manifestar sobre o tema. Bem diferente do que afirma o secretário municipal, não é o licenciamento ambiental que impediu que, até hoje, uma obra simples que demoraria apenas seis meses para ser concluída (previsão inicial dos técnicos, contando com a boa vontade política) levasse três anos para ter somente uma placa.

É todo o descaso com a mobilidade, a boa gestão dos recursos públicos, a competência técnica e, agora, também com a moralidade.

Rodas nas ruas

Não interessa a nenhuma pessoa de bem o jogo de empurra-empurra que a prefeitura tem jogado para se eximir de culpa da incapacidade em executar uma ciclovia simples em lugar onde não haveria sequer desapropriação de construções humanas.

Se a primeira fase da revitalização, que ainda não inclui ciclovia, já está licitada e aguarda apenas a boa vontade dos gestores, as etapas subsequentes ainda aparecem, nebulosas, nos sonhos da comunidade.

Mas enquanto as picuinhas políticas mudam o tom em face à proximidade da corrida eleitoral, os ciclistas não se olvidam e seguem à luta. A próxima batalha já está marcada: a Bicicletada da Lagoa da Conceição vai acontecer ainda neste sábado, a partir das 14h, na Praça Bento Silvério, com saída para pedalar às 15h.

Arte: Guilherme Lima

Quem sair da Trindade pode ir com o bonde que cruzará o Morro da Lagoa, que sairá às 13h30 da pista de skate em frente ao Shopping Iguatemi. comunidade do Porto da Lagoa, por sua vez, sairá da AMPOLA às 14h.

Essa Bicicletada será especial e temática e convida a todos os pais de família a curtirem uma tarde linda à beira da Lagoa com seus rebentos.

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Arte: Mauricio Costa

Além da Osni Ortiga, a Bicicletada também vai subir o Morro do Gravatá rumo à Praia Mole, onde um recapeamento eleitoreiro recentemente feito melhorou apenas o asfalto para os motoristas, que agora se esbaldam ainda mais acima da velocidade permitida, deixando o ínfimo acostamento em situação precária a quem quer caminhar ou pedalar.

Apesar do morro, a Bicicletada será tranquila e terá ritmo leve, adequado a pessoas de todas as idades e qualquer condição física. Uma boa oportunidade de estar ao lado de seu pai ou filho.

LICENCIAMENTO AMBIENTAL

setapreta1Licença Ambiental Prévia – LAP

É uma espécie de consulta de viabilidade, em que o empreendedor da obra pergunta à FATMA se é possível construir aquele tipo de obra num determinado local. A FATMA vai consultar as legislações ambientais em vigor, federal e estadual, e, com base nessas normas, vai responder se o empreendimento é viável ou não. E, se for, com que condições legais. A LAP não autoriza a construção da obra, apenas atesta sua viabilidade naquele local.

setapreta1Licença Ambiental de Instalação – LAI

Depois de ter a LAP aprovada, o empreendedor precisa apresentar à Fatma o projeto físico e operacional da obra, em todos os seus detalhes de engenharia, já demonstrando de que forma vai atender às condições e restrições impostas pela LAP. Só com a LAI expedida é que se pode começar as obras.

setapreta1Licença Ambiental de Operação -LAO

Findas as obras, a FATMA retorna ao local para nova vistoria, a fim de constatar se o empreendimento foi construído de acordo com o projeto apresentado e licenciado, principalmente no tocante ao atendimento das condições e restrições ambientais. Se estiver em desacordo, a obra pode ser embargada. Se estiver tudo certo, a FATMA expede a LAO, e somente então o empreendimento pode começar a funcionar.

Fonte: FATMA.

Arte: Rafael Goulart de Souza

Saiba mais:

Ciclistas cobram (mais uma vez) ciclovia na Lagoa da Conceição
Bicicletada na Lagoa da Conceição comemorará ciclovia na região
Para não esquecer – Ciclovia na Lagoa da Conceição é urgente
Florianópolis implantará ciclovia na Lagoa
Vídeos do Passeio Ciclístico da Lagoa
Relato do Passeio Ciclístico da Lagoa
Moradores protestam por ciclovia na Lagoa da Conceição
O desafio de se pedalar no Porto da Lagoa
Moradores anseiam ciclovia no Porto da Lagoa
Pedalada na Lagoa

Ciclistas cobram (mais uma vez) ciclovia na Lagoa da Conceição

A quarta edição de 2012 da Bicicletada da Lagoa da Conceição, que acontecerá neste sábado, às 15h, na Praça Bento Silvério, traz à tona, mais uma vez, a reivindicação da comunidade pela revitalização da R. Ver. Osni Ortiga! A pedalada será em ritmo leve, com intervenções urbanas que prometem alegrar a vida de quem pedala cotidianamente pela região. Pessoas de qualquer idade podem participar.

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Crononologia

Prometida desde 2009, quando a Associação dos Moradores do Porto da Lagoa, juntamente com a Associação dos Ciclousuários da Grande Florianópolis e a Bicicletada Floripa, criaram o Movimento Ciclovia na Lagoa Já, a implantação de calçadas, iluminação, arborização, locais de descanso e ciclovia na principal rua do Porto da Lagoa foi apoiada por todos os vereadores em audiência pública em meados do mesmo ano. Meses depois, o projeto executivo encontrava-se pronto.

Entretanto, apenas em setembro de 2011, foi entregue, com atraso, o Relatório Ambiental Prévio, possibilitando concluir o licenciamento ambiental. Isso permitiu a aprovação, em dezembro, de verba para a revitalização da Osni Ortiga pelo Ministério das Cidades, do governo federal.

Em março deste ano, finalmente foi assinada pelo prefeito municipal a autorização para dar prosseguimento às obras, tendo sido lançada, em seguida, a licitação para a primeira fase, ao custo de quase R$ 1 milhão. Nessa fase ainda não está prevista a construção da ciclovia. A revitalização toda deve custar em torno de R$ 3,5 milhões, menos do que todas as grandes obras feitas recentemente na cidade, que se mostraram fracassos retumbantes, como os Elevado do Trevo da Seta e do Rita Maria.

Nesta sexta-feira, o secretário municipal de Obras, Luis Américo Medeiros, afirmou que em 15 dias começam as obras, que devem durar 120 dias.

Enquanto isso, três anos depois, as pessoas ainda encontram-se inseguras para pedalar ou caminhar à beira de um dos principais cartões postais catarinenses.

Após três meses de assinatura das obras, Bicicletada cobra ciclovia na Lagoa da Conceição

Este sábado os moradores da Lagoa da Conceição farão mais um protesto cobrando a ciclovia na R. Ver. Osni Ortiga, no Porto da Lagoa. Desde 2009 os moradores da região realizam Bicicletada na região.

A pedalada deste sábado é aberta a pessoas de todas as idades e sairá da Praça Bento Silvério, no centrinho da Lagoa, às 15h30.

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Arte: Mauricio Costa

Veja abaixo o release:

3ª BICICLETADA DA LAGOA (Junho)

Exigindo a chegada da CICLOVIA DA OSNI EM 2012

O prefeito da cidade assinou a obra em MARÇO.

Após as duas primeiras edições da BICICLETADA DA LAGOA, os jornais de bairro estamparam matérias e artigos sobre o tema, dizendo, inclusive, que este ou aquele político conseguiram as verbas etc.

A RBS, apesar dos contatos com colunistas e repórteres, ainda não fez uma cobertura jornalística com seus veículos sobre o assunto. Onde está o apoio do Projeto da RBS “Floripa te Quero Bem”?

As Verbas Federal, Estadual e Municipal e a Licença Ambiental foram realmente LIBERADAS.

Entretanto, com as eleições de outubro chegando, o prazo para começarem as obras antes das eleições está terminando. Queremos ver a ciclovia sair do papel!!!

Você não se cansa de ver a LAGOA DA CONCEIÇÃO suja, o bairro ameaçado pela ESPECULAÇÃO imobiliária, o TRÂNSITO crescente e um URBANISMO sem planejamento?

Você, que pedala, corre, caminha na OSNI ORTIGA, não acha absolutamente inacreditável como se demora 10 anos pra fazer uma obra simples e necessária como uma CICLOVIA NA LAGOA?

E o que VOCÊ FAZ por sua Lagoa da Conceição? Vai se fechar nas GRADES do condomínio e ficar reclamando o resto da vida? Que bairro vamos deixar para os nossos filhos?

Vamos para a AÇÃO, a Lagoa é de quem mora aqui e temos que colaborar pelo seu FUTURO.

Democracia não acaba no voto, se constrói nas ruas, cobrando as autoridades com todas a ferramentas que temos em tempos de internet, redes sociais etc.

*******CICLOVIA DA OSNI ORTIGA EM 2012******

Promovido por:
Bicicletada Floripa
https://www.facebook.com/groups/bicicletada.floripa/

Floripa Quer Mais
https://www.facebook.com/FloripaQuerMais

Movimento Ciclovia na Lagoa Já
http://movimentociclovianalagoaja.blogspot.com/

Ampola – Associação dos Moradores do Porto da Lagoa
http://ampolanarede.blogspot.com/

Caminhos do Sertão
http://www.caminhosdosertao.com.br/

Projeto Musicália Brasuca
https://www.facebook.com/brasucalia

ViaCicloAssociação dos Ciclousuários da Grande Florianópolis
http://www.viaciclo.org.br

*************************************

Vamos PEDALAR calmamente celebrando (e cobrando):

– A LIBERDADE de um passeio de bicicleta…
– A ALEGRIA de ver as famílias passeando com segurança nesta praça pública em forma de ciclovia!
– A BELEZA de uma vida comunitária sem muros, ao ar livre.
– A NATUREZA, a SAÚDE, O AMOR a VIDA e o futuro SUSTENTÁVEL de nossa bela LAGOA DA CONCEIÇÃO 🙂

Porque uma CICLOVIA BEM FEITA é uma PRAÇA PÚBLICA em forma de CORREDOR.

Bicicletada na Lagoa da Conceição comemorará ciclovia na região

A Lagoa da Conceição terá, neste sábado, com concentração a partir das 14h30, na Praça Bento Silvério, mais uma Bicicletada em sua região. Desta vez, os motivos são festivos! Em 21 de março, às vésperas do aniversário de Florianópolis, o prefeito municipal assinou autorização para a licitação da revitalização da R. Ver. Osni Ortiga, que contará com calçadas, ciclovia, iluminação, deques e mobiliário urbano, tornando-se um espaço público aprazível e seguro para os moradores da localidade do Porto da Lagoa.

A ciclovia na Lagoa da Conceição, na R. Ver. Osni Ortiga, é uma reivindicação de cerca de 15 anos, mas ganhou força a partir de debate realizado em 12 de março de 2009, que deu origem às Bicicletadas da Lagoa e ao Movimento Ciclovia na Lagoa Já.

Em 13 de junho daquele mesmo ano, houve a primeira audiência pública, contando com quase a totalidade dos vereadores da Câmara Municipal, que se manifestaram unânimes em prol de ciclovia no local. Uma das reivindicações urgentes dos moradores foi a colocação de redutores de velocidade, possibilitando maior segurança dos ciclistas enquanto a ciclovia não ficasse pronta. Nenhum redutor foi instalado e a colocação de tachões prejudicou ainda mais a vida de quem pedalava pela região. Felizmente, nenhum ciclista faleceu nesse período, mas logo de cara os tachões se mostraram ruins ao tráfego de bicicleta e acidentes foram registrados no trecho.

Após reiteradas e contínuas manifestações da sociedade civil, indignadas com a demora para a entrega do simples Relatório Ambiental Preliminar (RAP) pela Secretaria Municipal de Obras, a Fundação do Meio Ambiente de Santa Catarina (FATMA) assinou em 5 de março de 2012 a Licença Ambiental Prévia (LAP) para a revitalização da R. Ver. Osni Ortiga, após garantia de verbas da União, via Ministério das Cidades, em dezembro de 2011.

Memória

A luta pela ciclovia na Lagoa já é antiga. Em 2002, conforme o cartaz abaixo, já era possível notar os mesmos anseios de hoje.

Atividades

A saída da Bicicletada será a partir das 15h. Em caso de chuva, ela permanece confirmada. Terá ritmo leve, com cerca de 10km e 1h de duração, perfeito para se levar a família.

Atividades artísticas, como a pintura de famoso muro da R. Ver. Osni Ortiga por um novo coletivo de artistas está prevista para acontecer às 16h.

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Feliz Aniversário, Desterro!

Esta sexta-feira, 23 de março, Florianópolis comemora 286 anos de sua emancipação política. Como nos últimos anos, esta data é escolhida por seus representantes para se fazer inaugurações de obras. E algumas delas têm a ver com bicicleta.

Beira-Mar Continental

A Avenida Poeta Zininho, popularmente conhecida como Beira-Mar Continental ou Beira-Mar do Estreito, leva, nos 2,3km sem poesia de sua extensão, o nome do autor do hino oficial da cidade, o popular “Rancho de Amor à Ilha”. Neste novo aterro de um povo que infelizmente ainda não trata seus mares com carinho, constam ciclovias bidirecionais margeando o mar. Os ciclistas contam com iluminação, mas a arborização continua praticamente inexistente, diferindo muito da orla bastante freqüentada dos municípios paulistas de Santos e Praia Grande.

Os novos 2,3km de pistas cicláveis começam e terminam dispersos de outras estruturas cicloviárias, mas sem dúvida é uma opção interessante para os deslocamentos de passagem feitos em bicicleta. A maior parte de quem mora no antigo Balneário do Estreito, cuja balneabilidade ainda deixa a desejar, verá o trecho mais como uma opção de lazer do que de deslocamentos no dia a dia. Para esses, pistas cicláveis no binário R. Fulvio Aducci e R. Gen. Eurico Gaspar Dutra seriam essenciais.

Prevista para ser inaugurada em 2009, a obra demorou 8 anos para ser concluída. Em 2011, no Fórum das Américas sobre Mobilidade nas Cidades, Guillermo Peñalosa sugeriu que um trecho como aquele deveria ter a metade da quantidade de pistas, com a parcela restante recoberta por áreas verdes e de lazer.

De fato, não deve resolver a mobilidade do automóvel a médio e longo prazo, até por não estar integrada aos estudos que visam implantar um novo modelo de transporte coletivo (BRT, VLT ou monotrilho, segundo o secretário de Desenvolvimento Regional da Grande Florianópolis, Renato Hinnig), mas para os ciclistas contribui de fato como uma opção nova tanto de lazer quanto de deslocamento.

A Beira-Mar Continental já foi oficialmente inaugurada, nesta quinta-feira, 22.

Nova iluminação na Beira-Mar Norte

Numa atitude que pegou os ciclistas de surpresa, a Prefeitura Municipal de Florianópolis anunciou:

“No Centro da cidade uma surpresa para os amantes da bicicleta: iluminação em led da ciclovia da Beira-Mar Norte.”

De fato, a iluminação é benvinda, proporciona melhor visão a um menor custo aos cofres públicos. Entretanto, deve-se considerar que a iluminação só deveria ser instalada após um projeto paisagístico que contemplasse arborização de seus canteiros, de forma a não atrapalhar a sinalização semafórica e não gerar sombreamento na nova iluminação.

Ciclovia na Lagoa

A revitalização da R. Ver. Osni Ortiga, no Porto da Lagoa, foi anunciada. Após a captação de recursos do Ministério das Cidades, será assinada, nos próximos dias, a ordem de serviço para iluminação, passeios, daques e ciclovia. É um antigo anseio da comunidade que tomou a forma que tem hoje em 2009, quando surgiu o Movimento Ciclovia na Lagoa Já.

Saiba mais:

Ciclovia da Osni Ortiga – Daniel Biólogo

Passeio Ciclístico

O SESC-SC convida a todos os interessados para o I Encontro de Ciclistas SESC. A saída e a chegada serão no SESC Prainha, na Travessa Syriaco Atherino nº100. A pedalada deve sair à 9h e seguir por um percurso de 4km pelo Centro da cidade, num trajeto fácil para pessoas de qualquer idade ou condição física.

Em outros aniversários

Em 23 de março de 2010, foi inaugurada, ainda incompleta, a ciclofaixa da Fazenda do Rio Tavares. Com nove postes de eletricidade no caminho dos ciclistas, até hoje nenhuma outra intervenção foi feita no local, permanecendo os obstáculos em seus mesmíssimos locais de dois anos atrás.

No ano passado, após um passeio ciclístico que contou com dezenas de pessoas, foi assinada a criação da Comissão Municipal de Mobilidade Urbana por Bicicleta, contendo atores da sociedade e representantes de entidades públicas de Florianópolis. A iniciativa foi elogiada em cidades como Tijucas, Recife e São Paulo. Completando um ano desde sua criação, a Pró-Bici deverá ser reformulada, a fim de melhor cumprir sua função sob os olhares constantes dos ciclistas da capital.

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